quinta-feira, outubro 13, 2005

3

Um dia, uma dona de casa buscava gravetos para o fogão a lenha para fazer o almoço para sua família. Cortando o galho de uma árvore tombada, o seu machado caiu no rio. A mulher suplicou a Deus que a ajudasse.
Ele apareceu e perguntou: - Por que choras?
A mulher respondeu que o seu machado tinha caído no rio.
E Deus entrou no rio, de onde tirou um machado com cabo de ouro, e perguntou:
- É este o teu machado?
A nobre mulher respondeu: - Não, Deus, não é esse.
Deus entrou novamente no rio e tirou um machado com cabo de prata:
- É este o teu?
- Também não, respondeu a dona de casa.
Deus voltou ao rio e tirou um machado com cabo de madeira, e perguntou:
- É este o teu machado?
- Sim, respondeu a nobilíssima mulher.
Deus estava contente com a sinceridade da mulher, e mandou-a de volta para casa, dando-lhe os três machados como presente.

Um dia, a mulher e seu amantíssimo marido passeavam no campo quando ele tropeçou e caiu no rio. A infeliz mulher, então, suplicou a Deus por ajuda.
Ele apareceu e perguntou: - Mulher, porque choras?
A mulher respondeu que o seu esposo caíra no rio.
Imediatamente Deus mergulhou, tirou o Brad Pitt, e perguntou:
- É este o seu marido?
- Sim, sim, respondeu a mulher.
E Deus enfureceu-se.
- Mulher mentirosa!!! - exclamou.
Mas a mulher rapidamente se explicou:
- Deus, perdoe, foi um mal-entendido. Se eu dissesse que não, então o Senhor ia tirar o George Clooney do rio; depois, se eu dissesse que não era ele, o Senhor tiraria o meu marido; e quando eu dissesse que sim, o Senhor mandar-me-ia ficar com os três.
Mas eu sou uma humilde mulher, e não poderia cometer trigamia...
Só por isso eu disse 'sim' para o primeiro deles.
E Deus achou justo, e a perdou.

MORAL DA HISTÓRIA:
As mulheres mentem duma maneira que até deus acredita! :) :) :)

Contribuição da Sílvia Marques

segunda-feira, outubro 10, 2005

E agora TOMAR?

Assim quiseram, assim tiveram, é assim a democracia.
Espero que não comecem a queixar-se já daqui a pouco, e que não recusem a responsabilidade do voto que atribuiram, ou que não quiseram atribuir, ou que não acharam importante atribuir.

Responsáveis não são os políticos, somos todos.

quinta-feira, outubro 06, 2005

PROCURA-SE!!!

Concorre neste mui nobre e esplendoroso concelho de Tomar, certo partido que até já é poder, mas que pelo caminho perdeu algo que lhe deveria fazer muita falta: o programa eleitoral.
Alguém o encontrou, ou estão a passar cheques em branco?

segunda-feira, outubro 03, 2005

Hoje é dia Mundial da Arquitectura

Que em Portugal é comemorado como o dia nacional da lomba e da rotunda, e da "barraquinha" na duna da praia...

domingo, outubro 02, 2005

Os debates locais

Ontem ouvi na cidade o debate entre cabeças de lista à Assembleia Municipal promovido pela rádio Cidade de Tomar.
À tarde ouvi também na rádio Hertz o debate entre cabeças de lista à Câmara. Aliás estive mesmo na biblioteca, pois o debate era público, mas não consegui estar muito mais que cinco minutos naquela feira de vaidades em que estava transformada a assistência.
Não vou comentar o conteúdo nem as posturas, nem rigorosamente nada em relação aos candidatos, tenho sim que comentar os moldes dos debates, em primeiro porque se deviam chamar monólogos.
As rádios têm que repensar os modelos para uma próxima vez, porque ter durante 3 horas 6 pessoas a falar, alguns 10 ou 15 minutos seguidos, é absolutamente desinteressante, e muito pouco contributivo para o esclarecimento dos cidadãos.

O que elas fazem...

... para nos desencorajar.

ELE: Posso pagar-lhe uma bebida ?
ELA: A bem dizer, prefiro que me dê o dinheiro.

ELE: Viva. Não nos encontrámos já uma ou duas vezes ?
ELA: Só pode ter sido uma. Eu nunca cometo o mesmo erro duas vezes.

ELE: Onde é que foi buscar tanta beleza ?
ELA: Devem-me ter dado a sua parte.

ELE: Quer sair comigo no próximo sábado ?
ELA: Lamento. Vou estar com dores de cabeça.

ELE: Essa carinha deve dar a volta a muitas cabeças.
ELA: E essa deve dar a volta a muitos estômagos.

ELE: Vá, não seja tímida. Peça-me para dar uma volta.
ELA: Está bem: vá dar uma volta.

ELE: Acho que eu a podia fazer muito feliz.
ELA: Como ? Vai-se embora ?

ELE: Que me diria se eu lhe pedisse para casar comigo?
ELA: Nada. Não consigo falar e rir ao mesmo tempo.

ELE: Pode dar-me o seu nome ?
ELA: Porquê ? Não lhe deram já um ?

ELE: Por onde tem andado, que só agora a conheci?
ELA: A esconder-me de si.

ELE: Não nos encontrámos já num lugar qualquer ?
ELA: Já. É por isso que nunca mais lá fui.

ELE: Esse lugar está vago ?
ELA: Está. E se você se sentar, este também.

ELE: O seu corpo é como um templo.
ELA: Lamento, hoje não há missa.

ELE: Se eu pudesse vê-la nua, morria de felicidade.
ELA: Se eu o visse nu, morria de riso.

contribuição da Ana Rita Melo

quarta-feira, setembro 28, 2005

algures em Paris II

Louvre, exterior







Sociedade de consumo

- Boa Tarde!
- Tarde....Diga
- Queria uma água com gás
- Fresca ou natural?
- Fresca.
- Com ou sem sabor?
- Pode ser de limão.
- Frieze limão, Castelo Bubbles, Carvalhelhos limão?
- Sei lá, traga-me uma qualquer...Frieze
- Frieze limão já acabou....Pode ser morango, tangerina ou maracujá?
- Esqueça...traga-me umas Pedras.....
- Fresca ou natural?
- Fresca.....
- Com ou sem limão?
- Sem
- Normal ou levíssima?
- Quem?
- Normal ou uma nova que saiu, que é mais leve....
- meu amigo, traga-me uma Bohemia e esqueça o resto....
- Sagres Bohemia não temos. Só temos normal, Preta e Zero
- Então traga uma Superbock
- Garrafa ou imperial?
- Garrafa.
- Superbock normal, Green, Twin ou Stout?
- Olhe... já perdi a sede....

contribuição do Duarte Pinto da Rocha

segunda-feira, setembro 26, 2005

... e ao pó voltarás.

Ontem foi dia Mundial do Coração.
Foi o coração que anteontem levou Fernando de Sousa, o vigoroso e empenhado candidato do PS à freguesia de Olalhas, Tomar.

Todos os dias a vida nos elucida sobre a sua fragilidade, e nós estamos normalmente, muito ocupados ou pouco interessados, para dela dar conta.

quinta-feira, setembro 22, 2005

.:Se de mim diverges não penses que me entristeces
pois na verdade, enriqueces-me:.



citação livre de
Antoine de Saint-Exupéry

quinta-feira, setembro 15, 2005

"O Gosto dos Outros"

(este post andou perdido, e agora, segunda 19, recolocado no seu devido lugar)

Enquanto esta Terça-feira comia uma sopa apertado num centro comercial de Santarém; enquanto um Elder se espalhava no chão deixando um rasto de batatas fritas em palitos e pedaços de frango por todo o lado; enquanto algumas teenageres ensaivavam desfiles imaginários a pensar certamente nos novos colegas do ano lectivo que começa; e três senhoras abastadas de idade de cremes e lacas e cigarros segredavam alto importantes informações do jet set local; um rapaz de vinte poucos anos falava efusivamente atrás de mim para uma jovem da mesma idade, sobre um tal concerto espectacular, que foi o melhor, uma coisa mirabolante, que tinha conseguido não sei quantos autógrafos, que foi demais, que tinha lá estado até às tantas, que nunca vira nada assim, que delirou, que, que, que...
15 minutos disto e eu a pensar: bem foi aos U2, ou a um daqueles festivais de verão, ou alguma coisa assim, grande.
Até que o rapaz depois daquele tempo todo menciona o nome da banda e diz: D'ZRT...
apeteceu-me virar para trás e espetar-lhe um par de estalos!
Ora, pois vinha eu ontem no carro a ouvir as notícias na rádio Hertz, e qual era uma das notícias em destaque, como se de algo muito importante se tratasse? O concerto a realizar ontem no Palácio dos Desportos em Torres Novas pelos... D'ZRT!

Será que estou velho?


23.9.2005 Adenda (para não dizer: "fazer o desenho"):

Sinto-me compelido a acrescentar estas linhas, depois de algumas das reacções recebidas, inclusive de pessoas que me conhecem muito bem, espantadas por eu estar a criticar o gosto de alguém.
Ter reacções é bom, é também para isso que escrevo, mas confesso que por vezes me espanto com algumas.
Evidentemente quem me fez essas críticas não percebeu o sentido do texto.
Tudo bem meus senhores, eu explico.

Naturalmente, que não era minha intenção tecer juízos de valor sobre este ou aquele gosto, quem sou eu para o fazer, ainda mais quando me habituei a ter gostos difíceis e muitas vezes incompreendidos?
Alusão imediata a isso é o título do post, "O Gosto dos Outros" citação que é título de um filme francês onde se aborda exactamente a diversidade dos gostos, para se chegar à conclusão, que todos somos livres de gostar do que entendermos, enquanto com isso não prejudicarmos a liberdade dos outros.
Exactamente o que penso.
Enfim, não é exigido que todos conheçam o filme, já ele destinado a pequenos públicos, e que portanto entendessem a mensagem deste título, mas o facto de estar entre aspas deveria alertar para o facto de ele não ser um simples título e querer dizer algo mais.
Todo o post é escrito numa forma irónica, com a descrição que é feita do cenário onde ocorre a conversa, e acho que isso também deveria ser indicativo do tom com o que escrevi.
Quando faço a comparação do "gosto do outro" com aquilo que supostamente deveria ser o seu gosto, uso inclusivamente um exemplo de que na realidade, embora reconhecendo o valor, até nem gosto, os U2.
E no fim, termino com uma frase que obviamente quer dizer muito mais do que aquilo que são as simples palavras. "Será que estou velho?" é a constatação do eterno generation gap, o conflito de gerações impossível de erradicar, e de que agora esta coisa de ser jovem, acabou. Pelo menos no sentido de que eu e os da minha idade deixámos de ser o fundo da hierarquia etária social, ou seja, atrás de nós existe, ou existem, já outras gerações com gostos, ideias, formas de estar próprias e diferentes das nossas.

O post é, não uma crítica à diferença, mas uma constatação da diferença, e a diferença é, naturalmente, o que nos enriquece enquanto humanidade.
Não posso no entanto ficar também um pouco surpreso (isto é ironia, convém explicar...) com essa súbita defesa das diferenças com que me criticam, como se essa cultura e progresso social até fosse comum nesta conservadora sociedade em que vivemos.

terça-feira, setembro 13, 2005

E o prémio para a melhor montra vai para...

Sim, sejamos justos, a sede de campanha mais interessante em Tomar, é sem dúvida a do CDS-PP. Ganha de duas formas, pela originalidade, e por ter posto a descoberto um edifício que há anos é exemplo de abandono na principal rua do centro histórico (ou cidade velha como eu gosto de lhe chamar), rua essa que agora é mais conhecida como a rua das sedes de campanha.

Mas o factor mais importante de tudo isto, é como de costume o que menos se fala.
Porque é que quase todos as candidaturas conseguem um espaço (e haveria mesmo espaço para todas se o quisessem), naquela que já foi a principal rua de comércio de Tomar?
Naturalmente porque o comércio tomarense de forma genérica, e na cidade velha em particular, faliu, e as lojas são, cada vez mais, espaços vazios há procura de um destino.

Convém consultar...

... o novo site do Parlamento Europeu.
Afinal, somos todos cidadãos da mesma Europa... mais ou menos.

segunda-feira, setembro 12, 2005

10 de Outubro

publicado no jornal Cidade de Tomar de 9 de Setembro

O dia seguinte. Ontem foi dia de eleições autárquicas.
Hoje é dia de descanso da grande azáfama e adrenalina de ontem e dos dias, semanas, meses que se antecederam. É também dia já de preparação das novas equipas, que na Câmara e nas Freguesias vão aplicar os novos projectos sufragados, e tentar aplicar o seu esforço na melhoria de vida dos cidadãos desta terra.
Não sei quem ganhou, existiam várias listas em disputa.
Sei que quem quer que tenha sido vai justificar essa escolha. O Povo é soberano, e por isso terá escolhido bem.
Terá escolhido certamente em primeiro lugar pelos atributos que julgo serem mais importantes nos políticos: a seriedade, a honestidade, a disponibilidade sincera, no amor à sua terra e aos seus próximos, e a vontade em trabalhar por e com eles. Afinal os cidadãos conheciam bem os vários candidatos em disputa, ou como é costume dizer num certo partido, as pessoas conhecem os protagonistas.
Sei que por entre o folclore das cores, dos papeis, das bandeiras, por entre os boatos e as histórias mal contadas, por entre o que sabem agora e o que sempre souberam, por entre as intrigas, por entre os títulos ou a falta deles, por entre as ideias pré-concebidas, sob o amontoado de todo o lixo, as pessoas souberam ver, souberam sentir quem é verdadeiro, souberam acreditar e ter esperança, na sua vontade de algo novo, mas seriamente diferente, as pessoas souberam “ver com olhos de ver�.
Sei que as pessoas escolheram conscientemente, analisaram as equipas, sabendo que o conjunto das pessoas é importante, e não apenas este ou aquele, ou os rostos que se vêm primeiro. Analisaram os programas, os projectos, souberam distinguir os que visam os interesses do concelho e dos cidadãos, dos projectos eventualmente “mais pessoais�; perceberam os que são mais sérios, mais consistentes, coerentes, trabalhados, e vão certamente depois, exigir, criticar, condenar ou aplaudir, em função dessas promessas.
Estou certo que os eleitos, no poder ou na oposição, agirão de acordo com essa escolha, e de acordo com os resultados expressos quem ganhou saberá ouvir e reunir os consensos possíveis, sendo ainda assim firme na governação; e quem perdeu não fugirá, não abdicará do seu papel de oposição. Sei que todos sabem que é o que acontecerá…
Estou certo que a votação ontem foi em massa, que as pessoas não abdicaram do seu direito e dever de votar, não recusaram a co-responsabilidade da escolha, e dos efeitos dessa escolha na sua vida futura.
Às vezes diz-se que as sociedades têm o que merecem, e por isso sei, que ontem escolheram para merecer mais, para merecer melhor.
Sei que ao longo destes quatro anos seguintes não vão poder atacar os candidatos eleitos, nem fazer-lhes críticas como se não tivessem votado neles, porque sabem que foram também responsáveis pela sua eleição, quer tenham votado, quer não.
Estou muito expectante e optimista, porque sei que hoje começa uma nova história para Tomar, inicia-se um novo percurso, e Tomar vai recuperar o brilho e glória de outros tempos, Tomar vai novamente fazer parte do mapa, vai estar no trilho do desenvolvimento, da modernidade, mas também no lote dos concelhos de prestígio, das cidades emblemáticas e referenciais deste país. E todos nós vamos viver melhor.
Porque todos nós respondemos à chamada; soubemos, de jeito humilde e disponível, ser mais um elemento da equipa, e sentimos Tomar como um Projecto de Todos Nós. E por todos nós, soubemos escolher, de entre nós, os melhores.
E assim, diferente no que deve ser diferente, e igual ao que igual deve ser, Tomar vai ser melhor.

sexta-feira, setembro 09, 2005

"Unidos Por Tomar"?!!

Bem, o próprio slogan nos diz, das coisas "novas" que dali podemos esperar!
Se tiverem tanto engenho para os problemas do concelho, como para "inventar" slogans originais...

O Futuro de Paiva

A avaliar pelas fotos e posses com que Paiva nos vai brindando, (veja-se por exemplo a desta semana na última página do Cidade de Tomar) somos claramente levados a pensar que já tem uma nova carreira em mente.

quinta-feira, setembro 08, 2005

Bem sei...

... bem sei, isto anda um pouco parado.
Mas que querem, não há tempo!

Mas pronto, faz de conta que o algures está em obras,
O que é bom sinal, assim teremos seguramente inauguração em breve...

quinta-feira, setembro 01, 2005

Sondagem

No Templário desta semana é pela primeira vez tornada pública uma sondagem para as próximas autárquicas, a qual me sinto obrigado a criticar. Não a sondagem em si, mas a forma como é feita.
Será válida em Tomar uma sondagem feita com 150 entrevistas? E com 76% de mulheres? (nós já sabemos em quem as mulheres votam...)
E então o rácio etário? E o rácio por freguesia?

Há no entanto nesta sondagem algo que me anima, a característica que os cidadãos acham mais adequada para um Presidente da Câmara é de forma muito destacada, a seriedade.
Se de facto assim for...

quarta-feira, agosto 31, 2005

Assim o quiseram, assim o têm.

Porque certos senhores se dão mal com a liberdade, e não percebem que ela pressupõe um mínimo de regras, a partir de hoje, todos os comentários neste blog passam primeiro pelo lápis azul.

domingo, agosto 28, 2005

Projectos...

Falam falam, mas a verdade é que parece que o PS vai servindo de modelo.
Se uns se 'inspiraram' quase à letra na nossa Agenda para o Desenvolvimento de Tomar para fazer os seus manifestos, outros aproveitam agora os principais motes da campanha.
É estranho ouvir a palavra Equipa dita por António Paiva.
Já o Projecto parece que é agora a grande bandeira de todos, mas se quanto a uns é evidente que o não têm (ou é um projecto muito pessoal...), já o slogan de Paiva que é qualquer coisa como Um Projecto de Futuro, parece igualmente estranho.
Esse projecto não devia ter começado há oito anos atrás? É que se não começo a acreditar quando me dizem que o candidato António Paiva e o Presidente de Câmara António Paiva, não são a mesma pessoa!

Presos de luxo

83 funcionários para 10 presos no Presídio de Tomar (no Público via Templário)

já estive em bem piores hotéis...

A nacionalidade de Adão e Eva

Um alemão, um francês, um inglês e um português comentam sobre um quadro de Adão e Eva no Paraíso.
O alemão disse:
- Olhem que perfeição de corpos: ela esbelta e esguia, ele com este corpo atlético, os músculos perfilados... Devem ser alemães.
Imediatamente, o francês reagiu:
- Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende de ambas as figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... Sabem que em breve chegará a tentação... Devem ser franceses.
Movendo negativamente a cabeça, o inglês comenta:
- Que nada! Notem... a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto. Só podem ser Ingleses.
Depois de alguns segundos mais de contemplação, o português exclama:
- Não concordo. Olhem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm casa, só têm uma triste maçã para comer, não protestam e ainda pensam que estão no Paraíso.
Só podem ser Portugueses!!!!...........

contribuição da Sofia Lopes

terça-feira, agosto 23, 2005

Sobre o anonimato...

... na blogolândia, surripei este texto ao Bloguitica {post 1011}, para que não seja eu a dizê-lo...

«Acho curiosa esta necessidade que os portugueses têm de se refugiar no anonimato para expressarem as suas opiniões na blogosfera. Esta incapacidade, muito generalizada, de se assumir aquilo que se pensa, diz, ou escreve.
Obviamente, a razão directa deste receio em assumir as opiniões pessoais tem que ver com a recusa em assumir os custos, reais ou imaginários, que lhe estão associados. Independentemente das racionalizações que cada um possa fazer para justificar o seu caso pessoal, a verdade é que estamos sempre a falar de uma recusa ou receio em assumir as consequências do que se pensou, disse, ou escreveu.
Muito embora possa parecer irrelevante, esta questão toca numa das questões mais fundamentais de um regime democrático. Isto porque esta recusa em assumir os 'custos do pensamento' tem consequências no exercício da cidadania e na qualidade da democracia.
Na realidade, a opção pelo anonimato na blogosfera revela plenamente o défice de cidadania e a qualidade da democracia em Portugal.»

Claro que há outras questões, mais mesquinhas, como é possível ler e perceber em muitos dos comentários que aparecem neste blog, mas isso deixo para vocês comentarem...

segunda-feira, agosto 22, 2005

Estou triste...

... com os incêndios.
Parece que cada ano que passa, mesmo aumentando os meios de combate, o flagelo é pior.
E pior, é um certo sentimento generalizado de resignação que parece ir-se instalando na população portuguesa.
Também já me tocou à porta (ou dos meus pais, que é o mesmo), e não é a primeira vez, e sei bem a aflição, e às vezes o terror, que se sente.
Não há dúvida, é do senso comum, que muitos dos incêndios, ou grande parte, tem origem criminosa.
Mas também é preciso dizê-lo, que se muitos dos fogos tomam as proporções que tomam, também é muitas vezes responsabilidade de muitos de nós. É que o português, em muitas situações da sua vida, é muito bom a atribuir responsabilidades e culpas, e medidas para, mas ser parte dessas medidas, ou assumir também responsabilidades, é sempre muito mais difícil.
E no caso dos incêndios, há muita falta de responsabilidade na maioria dos portugueses. Basta ver como se encontram muitos dos campos, muitos dos pinhais, muitas até das casas, que se encontram por aí nestes fatídicos dias de chamas.
E depois, já se sabe, ó da guarda, ó da guarda, que a culpa é dos bombeiros, do governo, e do São Pedro que não manda chuva.

Estou maravilhado...

... com o CDS, tem um líder à altura. Tanto assim é que vai concorrer a todas as Câmaras Municipais do país.
Não?! Mas eu vejo fotografias dele por todos os concelhos por onde passo!

sexta-feira, agosto 19, 2005

Uns rastejam, outros caminham.

Eu só posso ficar contente pelo que este blog parece incomodar a algumas pessoas, e claro fico também feliz por contribuir para a ocupação de alguns desocupados, para não dizer desequilibrados mentais, que dedicam muito do seu tempo a poluí-lo com os seu vómitos de pura malévola e mesquinha cobardia.
Tal assim é que não só se escondem por trás de falsos nomes, como por vezes se apropriam de nomes sobejamente conhecidos para melhor tentar a confusão. Assim aconteceu hoje.
Qual não é a minha surpresa quando recebo hoje de tarde um telefonema do vereador Ivo Santos, a informar-me que alguém se fizera passar por ele neste blog, e claro o meu espanto acabou aí, de tão habituado que estou, a isso e muito mais.
Naturalmente apaguei já o dito comentário. E mais, ao ler o artigo de Ivo Santos hoje de manhã no Cidade de Tomar pensara até em tecer aqui algumas considerações quando surgisse a oportunidade, coisa que agora já não me apetece. Vou dizer antes o seguinte:
O vereador Ivo Santos é daquelas pessoas por quem nutro simpatia, apesar não concordar com muitas das suas opiniões, de não ser da sua linha ideológica, de ser aliás seu opositor nas próximas autárquicas, e principalmente por ser tão seguidista (desculpe o termo) do senhor António Paiva que nos desgoverna.
Ainda assim, já o disse, penso que ele foi o melhor vereador do último mandato, a única lufada de ar fresco na Câmara, e absolutamente injusto o lugar em que o PSD o colocou, que naturalmente o deixa de fora da próxima Câmara, e o qual muito honestamente sempre pensei que não aceitasse, não por falta de humildade sua, mas por sentido de justiça.
Caro Ivo Santos, embora batalhas se avizinhem, e ainda que alheio aos actos frustrados que muitos aqui tentam efectuar, aceite as minhas desculpas.
Os Homens �ntegros, que buscam a Verdade e a Justiça, e o melhor para os que os rodeiam e para o mundo em que vivem, assumem os seus actos e os seus ditos, não se escondem atrás de máscaras ou armadilhas, e eu sei que partilha deste sentimento.
Saíbamos, com a discussão de ideias, militantemente de cara descoberta, encontrar o melhor caminho para a nossa terra, o melhor futuro para a Tomar de todos.

quinta-feira, agosto 18, 2005

Questão pertinente.

A Câmara Municipal de Tomar ofereceu um passeio de comboio a Mortágua, a 950 idosos!
Mas, se o senhor Paiva se quer despedir dos tomarenses, será que não podia ao menos pagar do seu bolso?

Para descontrair dos incêndios.

Um fogo deflagrou num Monte Alentejano.
Os bombeiros foram imediatamente chamados para extinguir as chamas.
O fogo estava cada vez mais forte, e os bombeiros não conseguiam dominar as chamas.
A situação já estava a ficar fora de controlo, quando alguém sugeriu que se chamasse o grupo voluntário da Vidigueira.
Apesar de alguma dúvida quanto às capacidades e equipamento dos voluntários, seria mais uma forma de auxilio. Assim foi.
Os voluntários chegaram num camião velho, desgastado pelos anos e operações de combate.
Passaram em grande velocidade e dirigiram-se em linha recta para o centro do incêndio! Foram mesmo até ao meio das chamas e pararam. Estupefacta a população assistiu a tudo.
Os voluntários saltaram todos para fora do camião e começaram a pulverizar freneticamente em todos os sentidos. Como estavam mesmo no meio do fogo, as chamas dividiram-se, e restaram duas porções facilmente controláveis.
Impressionado com o trabalho dos voluntários da Vidigueira , o dono do monte respirou de alívio quando viu a sua herdade ser poupada à devastação das chamas. Na hora pôs as mãos na algibeira e passou imediatamente um cheque de 5000 euros à corporação voluntária.
Um repórter do jornal local perguntou logo ao comandante dos bombeiros:
- "5000 euros! Já pensou o que vai fazer ao dinheiro?"
- "Penso que é óbvio, não é?" - responde o comandante a sacudir a cinza do capacete...
A primeira coisa que vamos fazer é arranjar a porra dos travões do camião!!!"

Contribuição do Paulo Gaspar

quarta-feira, agosto 17, 2005

A inveja é uma coisa muito feia.

Não é o que dizem?
Mas há remédio para isso. Já agora, não penses que é com armadilhas e intrigas que me prejudicas.
E cuidado com esses truques que andas a fazer, é que sabes, a mediocridade deixa rasto.

terça-feira, agosto 16, 2005

Ao Nuno Marta...

... candidato pelo BE à freguesia de São João Baptista, a minha homenagem.
Porquê? Porque é nestes exemplos que vemos quem de facto pratica militância partidária, e quem está nos projectos porque acredita neles ainda que sem certezas, ou com a certeza das dificuldades desse projecto, e não esperando ganhar nada pessoal com isso, além da satisfação de trabalhar por alguma coisa.
Porquê o Nuno e não outro candidato do Bloco? Porque é fácil perceber porque é o Nuno candidato a uma freguesia que nem é a sua, e é essa entrega, essa disponibilidade que admiro, e que infelizmente nem sempre abunda. Porque o Nuno não tem problemas em afirmar a sua militância e sente nisso orgulho, e também isso começa a ser raro.
E se fosse alguém do PP, algo muito mais distante do meu posicionamento ideológico, não teria qualquer problema em fazer a mesma homenagem, porque acima de tudo, e nos tempos que correm em que parece bem dizer-se que se é independente, e que não se tem nada a ver com política, o que elogio é a capacidade, a tenacidade, a coragem em defender projectos, ideologias, causas, sejam ou não iguais às minhas.
É da discusão dessas diferenças que deve surgir algo melhor, e mais depressa confio em alguém que defende algo contrário a mim, mas com convicção e firmeza, do que alguém que agora está comigo, e depois já acredita noutra coisa, e mais tarde outra qualquer dá mais jeito.
A nossa sociedade está cada vez mais cheia de saltapocinhas oportunistas sempre em busca do seu interesse pessoal. Auto intitulados pessoas importantes, ou importantes sem alma criados por um interesse qualquer, mitos como alguns dos que temos na nossa comunidade burguesinha de iluminados a trabalhar para a plebe, que em verdade nunca provaram a sua validade, quando chamados à responsabilidade, escusam-se e fogem como conseguem, porque onde estão bem é na sombra ou nas costas de alguém aos saltinhos tipo emplastro a dizer: estou aqui, sou bom, não me ponham é à frente que agora não posso, estou ocupado, ou, isso não compensa!

Mais uma vez, parabéns ao Nuno Marta, e a todos, independentemente dos partidos, os que se apresentam como candidatos às próximas eleições autárquicas de 9 de Outubro, nessa mesma postura que aqui elogiei, e acima de tudo na militância do amor por este concelho onde vivemos e do qual somos de facto, dependentes.
Não posso claro, deixar de fazer referência ao facto do Nuno ser também da minha geração, e mais uma vez se perceber, que apesar dos exemplos que a geração que nos (de)formou nos dá, ainda conseguimos de facto, evoluir para algo melhor.
Vamos em frente, o futuro é por aí.

Dias agitados.

Para Agosto, e ainda por cima quente como este tem sido, não se pode dizer que as coisas andem calmas cá pelo burgo.
É como o meu blog, uma pessoa distrai-se uns dias, e quando cá volta, é a grande confusão, como demonstram os comentários ao post "País de anedota" um pouco mais abaixo. Só não percebo é porque quando falo de coisas importantes como o Dia Mundial da Juventude ninguém diz nada!...

Mas aguardem que eu mando já mais umas 'postas', é que é já, a seguir...

sexta-feira, agosto 12, 2005

Um artigo interessante...

... saído no Templário desta semana pela pena de João Mourão, que confesso, não me é estranho, mas não sei ao certo quem é, embora seja evidente a orientação ideológica. No artigo, entre outras coisas fala da difícil militância partidária para quem quer mudar alguma coisa.
Muita razão tem, mas falha em algo essencial: não é desistindo que se faz alguma coisa.
Abandonar é fazer o jogo dos que tudo querem manter.

Também no Templário, uma entrevista a António Jorge líder da JSD local. Concordo com muito do que diz, mas não posso de forma alguma concordar com a essência que se esconde na entrevista, a de passar a ideia que a JSD local é uma estrutura muito activa!
Ora, duma estrutura conivente com o poder local, era de esperar muito mais, ou não?
E depois meu caro António, não posso estar mais de acordo quando dizes que "Praticamente nunca dão a voz da razão aos jovens." Mas não achas que também cabe aos jovens lutar por ela?
E também aí é possível analisar os resultados do trabalho, basta comparar as várias listas às próximas autárquicas.

Hoje é o Dia Mundial da Juventude

Mensagem de Kofi Annan, Secretário Geral das Nações Unidas

Today, there are almost three billion people in the world under the age of 25.
More than half a billion of them live on less than two dollars a day. More than 100 million school-aged children are not in school. Every day, almost 30,000 children die of poverty. And 7,000 young people become infected with HIV/AIDS.
All that can be changed, if we work together to meet the Millennium
Development Goals.
The Goals were adopted five years ago by all the world’s Governments as a blueprint for building a better world in the 21st century. They represent a partnership.
Poor countries have pledged to govern better, and invest in their own people through health care and education.
Rich countries have pledged to support them, through aid, debt relief, and fairer trade.
Next month, Heads of State and Government will meet at the United Nations for the 2005 World Summit -- expected to be one of the largest gatherings of leaders ever. I believe we will have a once- in-a-generation opportunity to address some of the most pressing challenges of our era.
Leaders need to be reminded of their promise to translate the Millennium
Development Goals into reality. That is where young people like you come in. Your voices can hold leaders to those pledges-- at the 2005 Summit and beyond.
I know you will not accept a world where others die of hunger, remain illiterate and lack human dignity.
So please make sure your voices are heard. Make sure your generation is the one to defeat poverty.

quinta-feira, agosto 11, 2005

País de anedota

Realmente, num país onde a referência do status quo é a Lili, onde a televisão está cheia de cartomantes que explicam às pessoas como viver a sua vida, e de ilustres fazedores de coisa nenhuma que comentam os igualmente ilustres personagens das tão produtivas revistas cor de rosa; onde oTino de Rans canta e o Zezé Camarinha faz anúncios a gelados; não pode parecer estranho que um auto-intitulado militante de peso do PS local ache normal fazer parte duma lista contrária (também ela tão cheia de coisa nenhuma) e permanecer como militante do PS.
De facto começo a acreditar na história da geração rasca, duvido é que seja a minha.
A culpa é dos professores de Filosofia, a ética é um conceito demasiado subjectivo.

terça-feira, agosto 09, 2005

Regresso a Santarém

Não há tempo para escrever, por isso, e porque também sei fazer copy paste, aproveito o regresso a Santarém para relembrar outros tempos.


Por traje, o negro

Negros, negros
não enterram o passado
esperançam o futuro
negros, negros
manchados de esforço, estudo
risos sem compromisso
e também lágrimas!
Negros, negros
entranhados em nós como suor
e a nossa pele neles protegida, enobrecida
negros, negros!
Como as noites de boémia, estudantada
crisântemos brancos que não de morte, de vida, ao luar
pombas pardais, no negro iguais
e dias ressacados, ao nosso mocho protector
negros, negros, negros
agora os despedimos ingratos
na mão que treme ao ar no segurar a pasta
fitas cores, amizades amores
negros, negros, negros
abandonados, perdidos em estridente silêncio
refúgios de embriaguez
sabem agora a acre
ao fel da despedida
uma gota de saudade já caída
negros, negros negros, estendidos no chão
negros negros, negros
a praxar o coração.
Maio de 1999

sábado, agosto 06, 2005

Falar. Falar do quê?

Falar dos fogos? Falar do país que arde? Falar do que todos sabemos e vimos?
Não, é apenas redundante.

Falar da fragilidade da vida humana? Falar de Manuel da Silva, falecido dono do Mister Grill, um dos excelentes restaurantes do nosso concelho, que caiu fulminado pelo coração, na tarde de quinta algum tempo depois de passar por mim no fogo de Alviobeira?
Não, não sei já o que dizer.

Falar de política, do Presidente de Câmara que temos (que ao que parece foi vaiado na quinta à noite na gravação do programa da RTP que hoje à noite é transmitido), das listas que surgem, dos saltapocinhas nessas listas, da lista de independentes que é tudo menos isso, da falta de integridade de algumas pessoas, do pretenciosismo e arrogância de uns, perante a complacência e o servilismo de outros?
Não, hoje não me apetece.

Falar de qualquer outro número do circo nabantino?
Não, não, não.

Falar de mim, dizer que agora sou oficialmente um boy?
Não, parece que não entendem o meu português, muito menos a minha ironia.

Falar então de quê? Da noite mal dormida, do livro que li, do filme que quero ir ver...
Olha, se calhar não falo de nada hoje. Pronto.

quinta-feira, agosto 04, 2005

Ora o sapiente Paiva...

...tão preocupado andava por não percebermos o que anda a fazer no Comité das Regiões, mostrando que lê blogues e jornais, puxa do seu estatuto de relator, revela-se mestre do copy paste, e toma lá uma página disto, e para a semana ainda levas mais.

Mas sabe, eu sou assim um pouco, como direi... - burro! De maneira a que quando na mesma página se juntam muitos FEDERs e FSEs e URBANs e EQUALs e TACIS e CARDS e ISPAs e MEDAs, começa fazer-se assim uma neblina, as palavras juntam-se todas, e, coisa maravilhosa, não é que começo a falar grego?!

De maneira que, da próxima vez se puder, e só se puder, que não quero agora complicar-lhe a vida!... dava para escrever duma maneira assim que, sei lá... as pessoas percebessem!Ou então pronto, facilite-nos a vida, que o efeito é mesmo, e publique só a fotografia!

Tomar é mesmo um mundo à parte...

Em Abrantes e Torres Novas os hospitais inauguram pediatrias e maternidades e serviços disto e daquilo, coisas assim, sem importância...
Já no hospital de Tomar, como concelho cultural que somos, inauguram-se pinturas.
Ora toma que é d'artista!

Tenho que falar outra vez...

... na Sílvia.
Enfim, não resisto.

Ó Sílvia - desculpa que te trate assim, mas somos da mesma idade - vou dar só uma dica, que aliás não é a primeira vez, mas parece que vocês na CDU não percebem.
Atacar o PS, quando o partido do poder é o PSD, não só desvaloriza a vossa candidatura, como coloca o protagonismo no PS.
De facto, é merecido, mas enfim, vocês é que sabem que campanha querem fazer.
Ó Sílvia, mesmo sendo da CDU, há vida além da cassete. A nossa geração já vai além do DVD de 8 gigas!

Parabéns...

... ao jornal Templário por mais um aniversário.


Mas já agora desculpem lá, isto não é para o Templário, até porque os outros jornais regionais fazem o mesmo, e se eu fosse dono de um jornal, certamente também gostaria que acontecesse.
Este comentário é sim para as entidades responsáveis a quem se aplicar.
Será que a publicação de cartões de aniversário é a melhor forma de gastar o dinheiro dos contribuintes? Afinal, como é que se justifica aquilo, como publicidade de uma autarquia? A prenda da autarquia?

E já agora, senhores da Câmara Municipal, aquela página das "Infraestruturas de Desporto..." é o quê? O fim da subtileza? Agora é mesmo à descarada?

sexta-feira, julho 29, 2005

Ora portanto, cá estou.

E claro, cada regresso a Tomar, ainda que após alguns dias apenas, é como a caixa de bombons do Tom Hanks no Forrest Gump - nunca sabemos o que vamos encontrar.
Precisei de um dia para mais ou menos perceber o que desde sexta-feira tinha mudado, e ainda não percebi bem se mudou muita coisa, ou se na realidade está tudo na mesma.

A primeira reacção foi de imensa felicidade ao ver que a 8ª maravilha do mundo, a linda rotunda cibernética, já funciona outra vez. E fico contente porque enquanto o resto do país se queixa com falta de água, é ver ali aguinha da rede a jorrar sem parar. Tomar é afinal um concelho rico.

Fiquei igualmente feliz ao saber que já foram cerca de três mil os idosos a participar este ano nas viagens promovidas pelas juntas de freguesia. Nada como usar bem os dinheiros públicos.

Depois, o Bloco já tem manifesto, e admiro-me ao ver uma referência à minha pessoa no seu manisfesto autárquico. Começo a sentir-me importante, e contente por ver que o Bloco tem os seus objectivos bem definidos.

O PSD já tem mais nomes para mostrar, mas só isso. Tenho pena de nada mais ter para dizer sobre o partido do poder em Tomar, mas pronto, é só isso.

Fiquei também estupefacto com os nomes de algumas pessoas de algumas listas já anunciadas ou por anunciar. A coerência e a coragem são dois dos atributos que mais aprecio. Só não sei bem como definir cobardia disfarçada de coragem.

E claro, abriu definitivamente a corrida dos iluminados sebastiões nabantinos, prova do muito que já disse, e do muito mais que não disse, mas que também não digo agora.
Falta só saber se os sebastiões ficam, ou se como de costume, se esfumam no nevoeiro.
De publicidade gratuita, e outros interesses maiores, sempre se viram muitos à procura, mas há limites para tudo.

Seja como for, o estar longe ajuda a ver mais acima, e algumas reflexões são importantes.
Por exemplo: os portugueses, e os tomarenses muito em particular, gostam de ditadores, gostam de ser conduzidos, gostam de criticar mas preferem quem faça o trabalho por eles.
Os portugueses, e os tomarenses muito em particular, cultivam a aparência, gostam da fachada, gostam da ilusão, adoram um bom romance, adoram o mito e a lenda, em especial quando eles se personificam em alguém. E depois somos uma terra de salvadores em busca da sua própria salvação, e de iluminados da lâmpada fundida, nem tanto por culpa dos próprios, mas de aqueles que por ingenuidade ou adoração, ou por interesses menos claros, os elevam a essa condição.

É certo, a complexidade é uma característica do ser humano. E depois há os portugueses. E depois há os nabantinos.

Entrevista no Cidade de Tomar

publicada a 22 de Julho de 2005

Cidade de Tomar - Alguns aspectos que gostaria de ver melhorados na cidade?

Hugo Cristóvão - Acima de tudo, os problemas estruturais sobre os quais nada tem sido feito nos últimos anos, e que concernem ao desenvolvimento económico e o seu reflexo na falta de emprego, em especial para os mais jovens o que depois implica uma enorme dificuldade na fixação de população. É por demais notório que o concelho tem perdido imensos habitantes nos últimos anos, e perde-os para os concelhos vizinhos, o que só pode ser explicado pela perca de condições e qualidade de vida do nosso concelho em detrimento desses.
Sem desenvolvimento económico, para o qual é muito importante o investimento privado, não haverá apoio para a Cultura, não haverá apoio para o Associativismo, para o Desporto, para o Apoio Social.
Existem outros problemas a resolver como a mobilidade urbana, o preço da habitação e consequente falta de oferta diferenciada, e ainda toda a dificuldade burocrática bem como os elevados preços de tudo o que é taxas e licenças em Tomar.

Depois há uma série de problemas específicos de alguns espaços físicos da cidade que urgem de uma resposta, e que, propaganda à parte, não tem sido encontrada coragem ou sabedoria para os resolver, tais como o Flecheiro, importante postal turístico da desgraça a que tomar está dotado, assim como toda a ligação da cidade com rio, que não tem sido devidamente aproveitada e potencializada.
E ainda espaços como a Várzea Grande, o antigo Hospital Militar no Convento de Cristo, a Mata dos Sete Montes, o Convento de Santa Iria, a Fábrica da Fiação, o Açude de Pedra, o edifício do antigo Colégio Nuno �lvares, as moagens da Mendes Godinho, o Bairro 1º de Maio.
Continuamos sem um Parque de Feiras, importantíssimo também como mais valia para o Turismo, com a realização de diversos eventos e tirando partido da nossa localização geográfica, e nesta estratégia seria também importante um Pavilhão Multiusos, o que talvez tenha sido prejudicado para os próximos anos, pela realização dos pavilhões desportivos, sendo que a “remodelação� do pavilhão junto ao rio é o exemplo máximo do mau planeamento e desperdício a que Tomar tem estado sujeito.
Outro dos problemas que temos é que Tomar, com todo o seu potencial cultural, não tem uma verdadeira sala de espectáculos, porque o Cine-teatro, apesar da avultada soma que sorveu, mal acolhe um rancho ou uma banda filarmónica.
Enfim, o que falta fundamentalmente é um Plano Estratégico para o concelho, perceber onde estamos, para o que queremos evoluir e como faremos para lá chegar. E assim, saberemos quais as infra-estruturas necessárias, quais as áreas a investir, que incentivos criar e a quem ou o quê, os direccionar.

CT - Se fosse vereador das freguesias quais seriam as suas estratégias de actuação?

HC - Para que as juntas tenham razão de existência, precisam efectivamente de fazer muito mais do que a maioria faz, mas o problema não está em grande parte nelas, está sim na Câmara. É preciso protocolar mais com as juntas e dar-lhes meios para que possam efectivamente fazer um trabalho de proximidade com os cidadãos, e que estes, fundamentalmente nos espaços rurais, a ela possam recorrer para resolver muitos dos problemas ou necessidades, que no momento só se deslocando à cidade podem resolver.
Nas freguesias essencialmente urbanas, Santa Maria e São João, estas podem e devem fazer mais, no que diz respeito por exemplo à gestão de espaços públicos, como os jardins ou os parques desportivos.
Particularmente, e isso não passará apenas pelas Juntas, é preciso apostar fortemente na revitalização e modernização dos núcleos urbanos das freguesias rurais, assim como a urgente revisão do PDM a fim de se poder consolidar esses mesmos espaços, onde por vezes acontece a situação absurda de não ser possível construir em locais onde já existem casas e infra-estruturas.

CT - O que pensa do movimento cultural e associativo do concelho?

HC - O movimento associativo do concelho é algo do que mais rico temos. Passos Manuel afirmou que enquanto houvesse massa cinzenta nenhum paí­s seria pobre, pois também enquanto houver vontade e voluntarismo para o trabalho associativo em prol da comunidade o mesmo acontece. As associações do concelho de Tomar prestam importantes serviços aos cidadãos nas mais variadas áreas, sejam da cultura, do desporto, da ocupação de tempos livres, da acção e solidariedade social, como outras, e só arduamente este trabalho é reconhecido. As associações necessitam de maior apoio, apoio que na maioria das vezes nem passa tanto pelo monetário, mas pelo logístico. A actuação da Câmara nesta matéria deve ser a de facilitar, apoiar, incentivar, e não o contrário como muitas vezes acontece.
Depois o apoio monetário além de acrescido deve ser devidamente regulamentado. Deve-se deixar a mentalidade de subsistência e de subsídio-dependência para um regime de verdadeira parceria protocolada entre a Câmara e as associações, bem como a sua acção deve ser avaliada e enquadrada num plano estratégico do concelho, a fim de que mais recebam os que mais executam.
Depois, é ponto essencial que o Município não se substitua ao trabalho das associações  ocupando áreas de intervenção e espaços físicos que estas abranjam, desde que estas o façam positivamente.
É essencial perceber que a vantagem das associações não é apenas a social, ao ocupar, formar, educar os cidadãos, mas também económica, na medida em que criam postos de trabalho, geram riqueza, e podem e devem ser uma grande mais valia também, num concelho que se diz potencializado para o turismo.

CT - Qual o livro que mais gostou de ler? O que lê habitualmente?

HC - É-me difícil apontar um livro, mas há alguns entre outros que destaco na minha bibliografia de vida: “O Principezinho� de Saint Exupery, muito mais que um livro infantil, é um guia excepcional pela simplicidade aparente, das diferentes personalidades humanas, do carácter, e do relacionamento humano.
“1984� de George Orwell, é uma excelente ilustração daquilo que fomos, que somos e que podemos vir a ser enquanto Humanidade, nas nossas guerras constantes, e nos ciclos permanentes da luta ideológica, que muitas vezes se resume à mesquinha luta de poder, e domínio dos outros, quaisquer que sejam.
O “Memorial do Convento� do nosso Saramago é uma excepcional obra-prima que alia os factos históricos ao fantástico, confundindo-se os limites da plausibilidade realista. Não deixa também de ser um retrato do povo que somos, entre a mania da grandiosidade e a pequenez de muitos espíritos.
Habitualmente, leio romance, romance histórico, poesia; tenho também um certo fascínio por aquilo que diz respeito aos Templários assim como outros temas esotéricos. Gosto também de ler trabalhos de jovens autores portugueses, como por exemplo José Luís Peixoto ou Gonçalo M. Tavares.
Leio ainda naturalmente a imprensa, sou assinante do Jornal de Letras e leio regularmente o Público, a Visão e a imprensa regional.

CT - Qual o filme que mais o marcou. Que programas de televisão costuma ver?

HC - Sou um grande fã de cinema, e só se não puder é que não vou todas as semanas, além do que vejo em suporte digital, e por isso não consigo nomear apenas um. Por isso, sem os descrever, enumero alguns que por diferentes motivos me marcaram: Mulholand Drive, Magnólia, A Lista de Shindler, Citizen Kane, Matrix, Fala com Ela, Pulp Fiction, por exemplo.
Vejo pouca televisão, e essencialmente os noticiários e outros programas informativos, sempre que posso, programas como A Quadratura do Círculo e o Expresso da Meia-noite da SIC Notícias, ou o Prós e Contras ou a Grande Entrevista da RTP. E claro, o Contra-Informação.

CT - Se fosse primeiro-ministro, quais as medidas que tomava para reduzir o défice?

HC - Um dos piores problemas do nosso país é a economia paralela, Portugal podia ser definido pelo país dos biscates, aliás, ando há uns tempos para escrever um artigo sobre esse tema. A dificuldade em resolver essa situação, é que o país de facto não se muda por decreto, e a par das leis, são necessárias fortes medidas de consciencialização que possam mudar acima de tudo as mentalidades. O português acha normal o biscate, muitos ganham mais nos trabalhos “extra� que no emprego formal, e depois, são ainda as rendas não declaradas, as vendas não facturadas, enfim, rios de dinheiro que correm paralelamente à finança oficial, e o problema é que o português não percebe que isso o prejudica, e prejudica imensamente o colectivo, essencialmente na medida em que obriga ao aumento de impostos.
De qualquer forma, e apesar de enorme dificuldade em satisfazer os cidadãos portugueses, e dos necessários sacrifícios que nos tocam a todos, acredito que o Governo de José Sócrates está com determinação e coragem, a tomar medidas efectivas das quais viremos a poder observar e sentir resultados. Os portugueses devem ser críticos e vigilantes, mas devem também perceber a difícil situação em que nos encontramos, e entender que não é fácil para um Governo fazer o que está a fazer, ciente que isso terá custos, eventualmente até nas próximas eleições autárquicas. Mas é exactamente assim que se percebe da seriedade da actuação do nosso Governo.

sexta-feira, julho 22, 2005

E agora vou fugir...

... mas é só uns diazitos!
Eu volto já a seguir. É que é já a seguir!

Cliques aos amigos

Acabadinhos de adicionar aos links ali ao lado estão o A Sombra do Eucalipto do sardoalense Pedro Rosa, e o Algures Por Ferreira do Bruno Gomes. Dois amigos recém chegados ao mundo virtual e por isso a precisar dum empurraozinho.
Já mais rodado, aparece também o Suplemento de Alma do ouriense João Heitor, porque às vezes, passar a vida a dar e levar, também pode ser uma forma de amizade.
E também, embora não tenha muito o hábito de colocar links para sites explícitos de campanha, o amigo e candidato à Câmara de Salvaterra de Magos, Nuno Antão e o seu Ousar Fazer Política, merece um tratamento especial. Bons cliques!

quinta-feira, julho 21, 2005

E já agora...

... alguém me explica essa história que por aí corre, que o mercado foi vendido ao senhor Belmiro?
Comendador Paiva, não quer dizer nada, se possível, ANTES de Outubro?

Mas afinal...

... aparece ou não a 3ª lista de apoio ao sapiente Paiva?
Precisam de ajuda a recolher assinaturas?

segunda-feira, julho 18, 2005

Dúvidas

Parece-me uma dúvida simples, mas talvez não. Subtraídos os dias que por ano passa em viagens de campanha - ó, perdão, excursões da 3ª idade - quantos dias sobram ao vereador Carlos Carrão, para efectivamente fazer alguma coisa?

Já agora, a partir de que idade é que se é considerado membro da 3ª idade? E porque é que vão sempre os mesmos?

Mas enfim, registe-se que eu até admiro o senhor Carlos Carrão, é que se ser do PS em Tomar não é fácil, ser Presidente do PSD deve ser parecido. É vê-lo por aí sozinho a tentar fazer campanha... mas não há ninguém que ajude o homem? Então, e os outros candidatos? Até parece que só aparecem quando há fotógrafos...

O sacrificado Ivo

Na entrevista desta semana ao Cidade de Tomar, Ivo Santos, o "super-vereador", tece umas considerações dignas de nota.
Em primeiro lugar, uma das importantes conclusões a que chegamos, é que só deve concorrer a autarca quem já o é (interessante!!).
Depois, é um imenso sacrifício pessoal, e naturalmente, digno e possível apenas para alguns.
E claro, está absolutamente convicto que indo em quinto lugar vai ser eleito...
Mas a que eu gosto mais é a dos "vários candidatos a autarcas falam, sem possuírem qualquer ideia minimamente concreta sobre a realidade".
E não é que tem razão? É mesmo muito difícil perceber o que se passa na autarquia, e que melhor exemplo que o vice-presidente da Câmara, que na ausência do sapiente Paiva, a quase tudo responde algo como: - pois, sobre isso só o Presidente lhe saberá responder.