publicado no jornal Cidade de Tomar de 9 de Setembro
O dia seguinte. Ontem foi dia de eleições autárquicas.
Hoje é dia de descanso da grande azáfama e adrenalina de ontem e dos dias, semanas, meses que se antecederam. É também dia já de preparação das novas equipas, que na Câmara e nas Freguesias vão aplicar os novos projectos sufragados, e tentar aplicar o seu esforço na melhoria de vida dos cidadãos desta terra.
Não sei quem ganhou, existiam várias listas em disputa.
Sei que quem quer que tenha sido vai justificar essa escolha. O Povo é soberano, e por isso terá escolhido bem.
Terá escolhido certamente em primeiro lugar pelos atributos que julgo serem mais importantes nos polÃticos: a seriedade, a honestidade, a disponibilidade sincera, no amor à sua terra e aos seus próximos, e a vontade em trabalhar por e com eles. Afinal os cidadãos conheciam bem os vários candidatos em disputa, ou como é costume dizer num certo partido, as pessoas conhecem os protagonistas.
Sei que por entre o folclore das cores, dos papeis, das bandeiras, por entre os boatos e as histórias mal contadas, por entre o que sabem agora e o que sempre souberam, por entre as intrigas, por entre os tÃtulos ou a falta deles, por entre as ideias pré-concebidas, sob o amontoado de todo o lixo, as pessoas souberam ver, souberam sentir quem é verdadeiro, souberam acreditar e ter esperança, na sua vontade de algo novo, mas seriamente diferente, as pessoas souberam “ver com olhos de verâ€�.
Sei que as pessoas escolheram conscientemente, analisaram as equipas, sabendo que o conjunto das pessoas é importante, e não apenas este ou aquele, ou os rostos que se vêm primeiro. Analisaram os programas, os projectos, souberam distinguir os que visam os interesses do concelho e dos cidadãos, dos projectos eventualmente “mais pessoais�; perceberam os que são mais sérios, mais consistentes, coerentes, trabalhados, e vão certamente depois, exigir, criticar, condenar ou aplaudir, em função dessas promessas.
Estou certo que os eleitos, no poder ou na oposição, agirão de acordo com essa escolha, e de acordo com os resultados expressos quem ganhou saberá ouvir e reunir os consensos possÃveis, sendo ainda assim firme na governação; e quem perdeu não fugirá, não abdicará do seu papel de oposição. Sei que todos sabem que é o que acontecerá…
Estou certo que a votação ontem foi em massa, que as pessoas não abdicaram do seu direito e dever de votar, não recusaram a co-responsabilidade da escolha, e dos efeitos dessa escolha na sua vida futura.
Às vezes diz-se que as sociedades têm o que merecem, e por isso sei, que ontem escolheram para merecer mais, para merecer melhor.
Sei que ao longo destes quatro anos seguintes não vão poder atacar os candidatos eleitos, nem fazer-lhes crÃticas como se não tivessem votado neles, porque sabem que foram também responsáveis pela sua eleição, quer tenham votado, quer não.
Estou muito expectante e optimista, porque sei que hoje começa uma nova história para Tomar, inicia-se um novo percurso, e Tomar vai recuperar o brilho e glória de outros tempos, Tomar vai novamente fazer parte do mapa, vai estar no trilho do desenvolvimento, da modernidade, mas também no lote dos concelhos de prestÃgio, das cidades emblemáticas e referenciais deste paÃs. E todos nós vamos viver melhor.
Porque todos nós respondemos à chamada; soubemos, de jeito humilde e disponÃvel, ser mais um elemento da equipa, e sentimos Tomar como um Projecto de Todos Nós. E por todos nós, soubemos escolher, de entre nós, os melhores.
E assim, diferente no que deve ser diferente, e igual ao que igual deve ser, Tomar vai ser melhor.
segunda-feira, setembro 12, 2005
sexta-feira, setembro 09, 2005
"Unidos Por Tomar"?!!
Bem, o próprio slogan nos diz, das coisas "novas" que dali podemos esperar!
Se tiverem tanto engenho para os problemas do concelho, como para "inventar" slogans originais...
Se tiverem tanto engenho para os problemas do concelho, como para "inventar" slogans originais...
O Futuro de Paiva
A avaliar pelas fotos e posses com que Paiva nos vai brindando, (veja-se por exemplo a desta semana na última página do Cidade de Tomar) somos claramente levados a pensar que já tem uma nova carreira em mente.
quinta-feira, setembro 08, 2005
Bem sei...
... bem sei, isto anda um pouco parado.
Mas que querem, não há tempo!
Mas pronto, faz de conta que o algures está em obras,
O que é bom sinal, assim teremos seguramente inauguração em breve...
Mas que querem, não há tempo!
Mas pronto, faz de conta que o algures está em obras,
O que é bom sinal, assim teremos seguramente inauguração em breve...
quinta-feira, setembro 01, 2005
Sondagem
No Templário desta semana é pela primeira vez tornada pública uma sondagem para as próximas autárquicas, a qual me sinto obrigado a criticar. Não a sondagem em si, mas a forma como é feita.
Será válida em Tomar uma sondagem feita com 150 entrevistas? E com 76% de mulheres? (nós já sabemos em quem as mulheres votam...)
E então o rácio etário? E o rácio por freguesia?
Há no entanto nesta sondagem algo que me anima, a caracterÃstica que os cidadãos acham mais adequada para um Presidente da Câmara é de forma muito destacada, a seriedade.
Se de facto assim for...
Será válida em Tomar uma sondagem feita com 150 entrevistas? E com 76% de mulheres? (nós já sabemos em quem as mulheres votam...)
E então o rácio etário? E o rácio por freguesia?
Há no entanto nesta sondagem algo que me anima, a caracterÃstica que os cidadãos acham mais adequada para um Presidente da Câmara é de forma muito destacada, a seriedade.
Se de facto assim for...
quarta-feira, agosto 31, 2005
Assim o quiseram, assim o têm.
Porque certos senhores se dão mal com a liberdade, e não percebem que ela pressupõe um mÃnimo de regras, a partir de hoje, todos os comentários neste blog passam primeiro pelo lápis azul.
domingo, agosto 28, 2005
Projectos...
Falam falam, mas a verdade é que parece que o PS vai servindo de modelo.
Se uns se 'inspiraram' quase à letra na nossa Agenda para o Desenvolvimento de Tomar para fazer os seus manifestos, outros aproveitam agora os principais motes da campanha.
É estranho ouvir a palavra Equipa dita por António Paiva.
Já o Projecto parece que é agora a grande bandeira de todos, mas se quanto a uns é evidente que o não têm (ou é um projecto muito pessoal...), já o slogan de Paiva que é qualquer coisa como Um Projecto de Futuro, parece igualmente estranho.
Esse projecto não devia ter começado há oito anos atrás? É que se não começo a acreditar quando me dizem que o candidato António Paiva e o Presidente de Câmara António Paiva, não são a mesma pessoa!
Se uns se 'inspiraram' quase à letra na nossa Agenda para o Desenvolvimento de Tomar para fazer os seus manifestos, outros aproveitam agora os principais motes da campanha.
É estranho ouvir a palavra Equipa dita por António Paiva.
Já o Projecto parece que é agora a grande bandeira de todos, mas se quanto a uns é evidente que o não têm (ou é um projecto muito pessoal...), já o slogan de Paiva que é qualquer coisa como Um Projecto de Futuro, parece igualmente estranho.
Esse projecto não devia ter começado há oito anos atrás? É que se não começo a acreditar quando me dizem que o candidato António Paiva e o Presidente de Câmara António Paiva, não são a mesma pessoa!
Presos de luxo
83 funcionários para 10 presos no PresÃdio de Tomar (no Público via Templário)
já estive em bem piores hotéis...
já estive em bem piores hotéis...
A nacionalidade de Adão e Eva
Um alemão, um francês, um inglês e um português comentam sobre um quadro de Adão e Eva no ParaÃso.
O alemão disse:
- Olhem que perfeição de corpos: ela esbelta e esguia, ele com este corpo atlético, os músculos perfilados... Devem ser alemães.
Imediatamente, o francês reagiu:
- Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende de ambas as figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... Sabem que em breve chegará a tentação... Devem ser franceses.
Movendo negativamente a cabeça, o inglês comenta:
- Que nada! Notem... a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto. Só podem ser Ingleses.
Depois de alguns segundos mais de contemplação, o português exclama:
- Não concordo. Olhem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm casa, só têm uma triste maçã para comer, não protestam e ainda pensam que estão no ParaÃso.
Só podem ser Portugueses!!!!...........
contribuição da Sofia Lopes
O alemão disse:
- Olhem que perfeição de corpos: ela esbelta e esguia, ele com este corpo atlético, os músculos perfilados... Devem ser alemães.
Imediatamente, o francês reagiu:
- Não acredito. É evidente o erotismo que se desprende de ambas as figuras... ela tão feminina... ele tão masculino... Sabem que em breve chegará a tentação... Devem ser franceses.
Movendo negativamente a cabeça, o inglês comenta:
- Que nada! Notem... a serenidade dos seus rostos, a delicadeza da pose, a sobriedade do gesto. Só podem ser Ingleses.
Depois de alguns segundos mais de contemplação, o português exclama:
- Não concordo. Olhem bem: não têm roupa, não têm sapatos, não têm casa, só têm uma triste maçã para comer, não protestam e ainda pensam que estão no ParaÃso.
Só podem ser Portugueses!!!!...........
contribuição da Sofia Lopes
terça-feira, agosto 23, 2005
Sobre o anonimato...
... na blogolândia, surripei este texto ao Bloguitica {post 1011}, para que não seja eu a dizê-lo...
«Acho curiosa esta necessidade que os portugueses têm de se refugiar no anonimato para expressarem as suas opiniões na blogosfera. Esta incapacidade, muito generalizada, de se assumir aquilo que se pensa, diz, ou escreve.
Obviamente, a razão directa deste receio em assumir as opiniões pessoais tem que ver com a recusa em assumir os custos, reais ou imaginários, que lhe estão associados. Independentemente das racionalizações que cada um possa fazer para justificar o seu caso pessoal, a verdade é que estamos sempre a falar de uma recusa ou receio em assumir as consequências do que se pensou, disse, ou escreveu.
Muito embora possa parecer irrelevante, esta questão toca numa das questões mais fundamentais de um regime democrático. Isto porque esta recusa em assumir os 'custos do pensamento' tem consequências no exercÃcio da cidadania e na qualidade da democracia.
Na realidade, a opção pelo anonimato na blogosfera revela plenamente o défice de cidadania e a qualidade da democracia em Portugal.»
Claro que há outras questões, mais mesquinhas, como é possÃvel ler e perceber em muitos dos comentários que aparecem neste blog, mas isso deixo para vocês comentarem...
«Acho curiosa esta necessidade que os portugueses têm de se refugiar no anonimato para expressarem as suas opiniões na blogosfera. Esta incapacidade, muito generalizada, de se assumir aquilo que se pensa, diz, ou escreve.
Obviamente, a razão directa deste receio em assumir as opiniões pessoais tem que ver com a recusa em assumir os custos, reais ou imaginários, que lhe estão associados. Independentemente das racionalizações que cada um possa fazer para justificar o seu caso pessoal, a verdade é que estamos sempre a falar de uma recusa ou receio em assumir as consequências do que se pensou, disse, ou escreveu.
Muito embora possa parecer irrelevante, esta questão toca numa das questões mais fundamentais de um regime democrático. Isto porque esta recusa em assumir os 'custos do pensamento' tem consequências no exercÃcio da cidadania e na qualidade da democracia.
Na realidade, a opção pelo anonimato na blogosfera revela plenamente o défice de cidadania e a qualidade da democracia em Portugal.»
Claro que há outras questões, mais mesquinhas, como é possÃvel ler e perceber em muitos dos comentários que aparecem neste blog, mas isso deixo para vocês comentarem...
segunda-feira, agosto 22, 2005
Estou triste...
... com os incêndios.
Parece que cada ano que passa, mesmo aumentando os meios de combate, o flagelo é pior.
E pior, é um certo sentimento generalizado de resignação que parece ir-se instalando na população portuguesa.
Também já me tocou à porta (ou dos meus pais, que é o mesmo), e não é a primeira vez, e sei bem a aflição, e às vezes o terror, que se sente.
Não há dúvida, é do senso comum, que muitos dos incêndios, ou grande parte, tem origem criminosa.
Mas também é preciso dizê-lo, que se muitos dos fogos tomam as proporções que tomam, também é muitas vezes responsabilidade de muitos de nós. É que o português, em muitas situações da sua vida, é muito bom a atribuir responsabilidades e culpas, e medidas para, mas ser parte dessas medidas, ou assumir também responsabilidades, é sempre muito mais difÃcil.
E no caso dos incêndios, há muita falta de responsabilidade na maioria dos portugueses. Basta ver como se encontram muitos dos campos, muitos dos pinhais, muitas até das casas, que se encontram por aà nestes fatÃdicos dias de chamas.
E depois, já se sabe, ó da guarda, ó da guarda, que a culpa é dos bombeiros, do governo, e do São Pedro que não manda chuva.
Parece que cada ano que passa, mesmo aumentando os meios de combate, o flagelo é pior.
E pior, é um certo sentimento generalizado de resignação que parece ir-se instalando na população portuguesa.
Também já me tocou à porta (ou dos meus pais, que é o mesmo), e não é a primeira vez, e sei bem a aflição, e às vezes o terror, que se sente.
Não há dúvida, é do senso comum, que muitos dos incêndios, ou grande parte, tem origem criminosa.
Mas também é preciso dizê-lo, que se muitos dos fogos tomam as proporções que tomam, também é muitas vezes responsabilidade de muitos de nós. É que o português, em muitas situações da sua vida, é muito bom a atribuir responsabilidades e culpas, e medidas para, mas ser parte dessas medidas, ou assumir também responsabilidades, é sempre muito mais difÃcil.
E no caso dos incêndios, há muita falta de responsabilidade na maioria dos portugueses. Basta ver como se encontram muitos dos campos, muitos dos pinhais, muitas até das casas, que se encontram por aà nestes fatÃdicos dias de chamas.
E depois, já se sabe, ó da guarda, ó da guarda, que a culpa é dos bombeiros, do governo, e do São Pedro que não manda chuva.
Estou maravilhado...
... com o CDS, tem um lÃder à altura. Tanto assim é que vai concorrer a todas as Câmaras Municipais do paÃs.
Não?! Mas eu vejo fotografias dele por todos os concelhos por onde passo!
Não?! Mas eu vejo fotografias dele por todos os concelhos por onde passo!
sexta-feira, agosto 19, 2005
Uns rastejam, outros caminham.
Eu só posso ficar contente pelo que este blog parece incomodar a algumas pessoas, e claro fico também feliz por contribuir para a ocupação de alguns desocupados, para não dizer desequilibrados mentais, que dedicam muito do seu tempo a poluÃ-lo com os seu vómitos de pura malévola e mesquinha cobardia.
Tal assim é que não só se escondem por trás de falsos nomes, como por vezes se apropriam de nomes sobejamente conhecidos para melhor tentar a confusão. Assim aconteceu hoje.
Qual não é a minha surpresa quando recebo hoje de tarde um telefonema do vereador Ivo Santos, a informar-me que alguém se fizera passar por ele neste blog, e claro o meu espanto acabou aÃ, de tão habituado que estou, a isso e muito mais.
Naturalmente apaguei já o dito comentário. E mais, ao ler o artigo de Ivo Santos hoje de manhã no Cidade de Tomar pensara até em tecer aqui algumas considerações quando surgisse a oportunidade, coisa que agora já não me apetece. Vou dizer antes o seguinte:
O vereador Ivo Santos é daquelas pessoas por quem nutro simpatia, apesar não concordar com muitas das suas opiniões, de não ser da sua linha ideológica, de ser aliás seu opositor nas próximas autárquicas, e principalmente por ser tão seguidista (desculpe o termo) do senhor António Paiva que nos desgoverna.
Ainda assim, já o disse, penso que ele foi o melhor vereador do último mandato, a única lufada de ar fresco na Câmara, e absolutamente injusto o lugar em que o PSD o colocou, que naturalmente o deixa de fora da próxima Câmara, e o qual muito honestamente sempre pensei que não aceitasse, não por falta de humildade sua, mas por sentido de justiça.
Caro Ivo Santos, embora batalhas se avizinhem, e ainda que alheio aos actos frustrados que muitos aqui tentam efectuar, aceite as minhas desculpas.
Os Homens �ntegros, que buscam a Verdade e a Justiça, e o melhor para os que os rodeiam e para o mundo em que vivem, assumem os seus actos e os seus ditos, não se escondem atrás de máscaras ou armadilhas, e eu sei que partilha deste sentimento.
SaÃbamos, com a discussão de ideias, militantemente de cara descoberta, encontrar o melhor caminho para a nossa terra, o melhor futuro para a Tomar de todos.
Tal assim é que não só se escondem por trás de falsos nomes, como por vezes se apropriam de nomes sobejamente conhecidos para melhor tentar a confusão. Assim aconteceu hoje.
Qual não é a minha surpresa quando recebo hoje de tarde um telefonema do vereador Ivo Santos, a informar-me que alguém se fizera passar por ele neste blog, e claro o meu espanto acabou aÃ, de tão habituado que estou, a isso e muito mais.
Naturalmente apaguei já o dito comentário. E mais, ao ler o artigo de Ivo Santos hoje de manhã no Cidade de Tomar pensara até em tecer aqui algumas considerações quando surgisse a oportunidade, coisa que agora já não me apetece. Vou dizer antes o seguinte:
O vereador Ivo Santos é daquelas pessoas por quem nutro simpatia, apesar não concordar com muitas das suas opiniões, de não ser da sua linha ideológica, de ser aliás seu opositor nas próximas autárquicas, e principalmente por ser tão seguidista (desculpe o termo) do senhor António Paiva que nos desgoverna.
Ainda assim, já o disse, penso que ele foi o melhor vereador do último mandato, a única lufada de ar fresco na Câmara, e absolutamente injusto o lugar em que o PSD o colocou, que naturalmente o deixa de fora da próxima Câmara, e o qual muito honestamente sempre pensei que não aceitasse, não por falta de humildade sua, mas por sentido de justiça.
Caro Ivo Santos, embora batalhas se avizinhem, e ainda que alheio aos actos frustrados que muitos aqui tentam efectuar, aceite as minhas desculpas.
Os Homens �ntegros, que buscam a Verdade e a Justiça, e o melhor para os que os rodeiam e para o mundo em que vivem, assumem os seus actos e os seus ditos, não se escondem atrás de máscaras ou armadilhas, e eu sei que partilha deste sentimento.
SaÃbamos, com a discussão de ideias, militantemente de cara descoberta, encontrar o melhor caminho para a nossa terra, o melhor futuro para a Tomar de todos.
quinta-feira, agosto 18, 2005
Questão pertinente.
A Câmara Municipal de Tomar ofereceu um passeio de comboio a Mortágua, a 950 idosos!
Mas, se o senhor Paiva se quer despedir dos tomarenses, será que não podia ao menos pagar do seu bolso?
Mas, se o senhor Paiva se quer despedir dos tomarenses, será que não podia ao menos pagar do seu bolso?
Para descontrair dos incêndios.
Um fogo deflagrou num Monte Alentejano.
Os bombeiros foram imediatamente chamados para extinguir as chamas.
O fogo estava cada vez mais forte, e os bombeiros não conseguiam dominar as chamas.
A situação já estava a ficar fora de controlo, quando alguém sugeriu que se chamasse o grupo voluntário da Vidigueira.
Apesar de alguma dúvida quanto às capacidades e equipamento dos voluntários, seria mais uma forma de auxilio. Assim foi.
Os voluntários chegaram num camião velho, desgastado pelos anos e operações de combate.
Passaram em grande velocidade e dirigiram-se em linha recta para o centro do incêndio! Foram mesmo até ao meio das chamas e pararam. Estupefacta a população assistiu a tudo.
Os voluntários saltaram todos para fora do camião e começaram a pulverizar freneticamente em todos os sentidos. Como estavam mesmo no meio do fogo, as chamas dividiram-se, e restaram duas porções facilmente controláveis.
Impressionado com o trabalho dos voluntários da Vidigueira , o dono do monte respirou de alÃvio quando viu a sua herdade ser poupada à devastação das chamas. Na hora pôs as mãos na algibeira e passou imediatamente um cheque de 5000 euros à corporação voluntária.
Um repórter do jornal local perguntou logo ao comandante dos bombeiros:
- "5000 euros! Já pensou o que vai fazer ao dinheiro?"
- "Penso que é óbvio, não é?" - responde o comandante a sacudir a cinza do capacete...
A primeira coisa que vamos fazer é arranjar a porra dos travões do camião!!!"
Contribuição do Paulo Gaspar
Os bombeiros foram imediatamente chamados para extinguir as chamas.
O fogo estava cada vez mais forte, e os bombeiros não conseguiam dominar as chamas.
A situação já estava a ficar fora de controlo, quando alguém sugeriu que se chamasse o grupo voluntário da Vidigueira.
Apesar de alguma dúvida quanto às capacidades e equipamento dos voluntários, seria mais uma forma de auxilio. Assim foi.
Os voluntários chegaram num camião velho, desgastado pelos anos e operações de combate.
Passaram em grande velocidade e dirigiram-se em linha recta para o centro do incêndio! Foram mesmo até ao meio das chamas e pararam. Estupefacta a população assistiu a tudo.
Os voluntários saltaram todos para fora do camião e começaram a pulverizar freneticamente em todos os sentidos. Como estavam mesmo no meio do fogo, as chamas dividiram-se, e restaram duas porções facilmente controláveis.
Impressionado com o trabalho dos voluntários da Vidigueira , o dono do monte respirou de alÃvio quando viu a sua herdade ser poupada à devastação das chamas. Na hora pôs as mãos na algibeira e passou imediatamente um cheque de 5000 euros à corporação voluntária.
Um repórter do jornal local perguntou logo ao comandante dos bombeiros:
- "5000 euros! Já pensou o que vai fazer ao dinheiro?"
- "Penso que é óbvio, não é?" - responde o comandante a sacudir a cinza do capacete...
A primeira coisa que vamos fazer é arranjar a porra dos travões do camião!!!"
Contribuição do Paulo Gaspar
quarta-feira, agosto 17, 2005
A inveja é uma coisa muito feia.
Não é o que dizem?
Mas há remédio para isso. Já agora, não penses que é com armadilhas e intrigas que me prejudicas.
E cuidado com esses truques que andas a fazer, é que sabes, a mediocridade deixa rasto.
terça-feira, agosto 16, 2005
Ao Nuno Marta...
... candidato pelo BE à freguesia de São João Baptista, a minha homenagem.
Porquê? Porque é nestes exemplos que vemos quem de facto pratica militância partidária, e quem está nos projectos porque acredita neles ainda que sem certezas, ou com a certeza das dificuldades desse projecto, e não esperando ganhar nada pessoal com isso, além da satisfação de trabalhar por alguma coisa.
Porquê o Nuno e não outro candidato do Bloco? Porque é fácil perceber porque é o Nuno candidato a uma freguesia que nem é a sua, e é essa entrega, essa disponibilidade que admiro, e que infelizmente nem sempre abunda. Porque o Nuno não tem problemas em afirmar a sua militância e sente nisso orgulho, e também isso começa a ser raro.
E se fosse alguém do PP, algo muito mais distante do meu posicionamento ideológico, não teria qualquer problema em fazer a mesma homenagem, porque acima de tudo, e nos tempos que correm em que parece bem dizer-se que se é independente, e que não se tem nada a ver com polÃtica, o que elogio é a capacidade, a tenacidade, a coragem em defender projectos, ideologias, causas, sejam ou não iguais à s minhas.
É da discusão dessas diferenças que deve surgir algo melhor, e mais depressa confio em alguém que defende algo contrário a mim, mas com convicção e firmeza, do que alguém que agora está comigo, e depois já acredita noutra coisa, e mais tarde outra qualquer dá mais jeito.
A nossa sociedade está cada vez mais cheia de saltapocinhas oportunistas sempre em busca do seu interesse pessoal. Auto intitulados pessoas importantes, ou importantes sem alma criados por um interesse qualquer, mitos como alguns dos que temos na nossa comunidade burguesinha de iluminados a trabalhar para a plebe, que em verdade nunca provaram a sua validade, quando chamados à responsabilidade, escusam-se e fogem como conseguem, porque onde estão bem é na sombra ou nas costas de alguém aos saltinhos tipo emplastro a dizer: estou aqui, sou bom, não me ponham é à frente que agora não posso, estou ocupado, ou, isso não compensa!
Mais uma vez, parabéns ao Nuno Marta, e a todos, independentemente dos partidos, os que se apresentam como candidatos às próximas eleições autárquicas de 9 de Outubro, nessa mesma postura que aqui elogiei, e acima de tudo na militância do amor por este concelho onde vivemos e do qual somos de facto, dependentes.
Não posso claro, deixar de fazer referência ao facto do Nuno ser também da minha geração, e mais uma vez se perceber, que apesar dos exemplos que a geração que nos (de)formou nos dá, ainda conseguimos de facto, evoluir para algo melhor.
Vamos em frente, o futuro é por aÃ.
Porquê? Porque é nestes exemplos que vemos quem de facto pratica militância partidária, e quem está nos projectos porque acredita neles ainda que sem certezas, ou com a certeza das dificuldades desse projecto, e não esperando ganhar nada pessoal com isso, além da satisfação de trabalhar por alguma coisa.
Porquê o Nuno e não outro candidato do Bloco? Porque é fácil perceber porque é o Nuno candidato a uma freguesia que nem é a sua, e é essa entrega, essa disponibilidade que admiro, e que infelizmente nem sempre abunda. Porque o Nuno não tem problemas em afirmar a sua militância e sente nisso orgulho, e também isso começa a ser raro.
E se fosse alguém do PP, algo muito mais distante do meu posicionamento ideológico, não teria qualquer problema em fazer a mesma homenagem, porque acima de tudo, e nos tempos que correm em que parece bem dizer-se que se é independente, e que não se tem nada a ver com polÃtica, o que elogio é a capacidade, a tenacidade, a coragem em defender projectos, ideologias, causas, sejam ou não iguais à s minhas.
É da discusão dessas diferenças que deve surgir algo melhor, e mais depressa confio em alguém que defende algo contrário a mim, mas com convicção e firmeza, do que alguém que agora está comigo, e depois já acredita noutra coisa, e mais tarde outra qualquer dá mais jeito.
A nossa sociedade está cada vez mais cheia de saltapocinhas oportunistas sempre em busca do seu interesse pessoal. Auto intitulados pessoas importantes, ou importantes sem alma criados por um interesse qualquer, mitos como alguns dos que temos na nossa comunidade burguesinha de iluminados a trabalhar para a plebe, que em verdade nunca provaram a sua validade, quando chamados à responsabilidade, escusam-se e fogem como conseguem, porque onde estão bem é na sombra ou nas costas de alguém aos saltinhos tipo emplastro a dizer: estou aqui, sou bom, não me ponham é à frente que agora não posso, estou ocupado, ou, isso não compensa!
Mais uma vez, parabéns ao Nuno Marta, e a todos, independentemente dos partidos, os que se apresentam como candidatos às próximas eleições autárquicas de 9 de Outubro, nessa mesma postura que aqui elogiei, e acima de tudo na militância do amor por este concelho onde vivemos e do qual somos de facto, dependentes.
Não posso claro, deixar de fazer referência ao facto do Nuno ser também da minha geração, e mais uma vez se perceber, que apesar dos exemplos que a geração que nos (de)formou nos dá, ainda conseguimos de facto, evoluir para algo melhor.
Vamos em frente, o futuro é por aÃ.
Dias agitados.
Para Agosto, e ainda por cima quente como este tem sido, não se pode dizer que as coisas andem calmas cá pelo burgo.
É como o meu blog, uma pessoa distrai-se uns dias, e quando cá volta, é a grande confusão, como demonstram os comentários ao post "PaÃs de anedota" um pouco mais abaixo. Só não percebo é porque quando falo de coisas importantes como o Dia Mundial da Juventude ninguém diz nada!...
Mas aguardem que eu mando já mais umas 'postas', é que é já, a seguir...
É como o meu blog, uma pessoa distrai-se uns dias, e quando cá volta, é a grande confusão, como demonstram os comentários ao post "PaÃs de anedota" um pouco mais abaixo. Só não percebo é porque quando falo de coisas importantes como o Dia Mundial da Juventude ninguém diz nada!...
Mas aguardem que eu mando já mais umas 'postas', é que é já, a seguir...
sexta-feira, agosto 12, 2005
Um artigo interessante...
... saÃdo no Templário desta semana pela pena de João Mourão, que confesso, não me é estranho, mas não sei ao certo quem é, embora seja evidente a orientação ideológica. No artigo, entre outras coisas fala da difÃcil militância partidária para quem quer mudar alguma coisa.
Muita razão tem, mas falha em algo essencial: não é desistindo que se faz alguma coisa.
Abandonar é fazer o jogo dos que tudo querem manter.
Também no Templário, uma entrevista a António Jorge lÃder da JSD local. Concordo com muito do que diz, mas não posso de forma alguma concordar com a essência que se esconde na entrevista, a de passar a ideia que a JSD local é uma estrutura muito activa!
Ora, duma estrutura conivente com o poder local, era de esperar muito mais, ou não?
E depois meu caro António, não posso estar mais de acordo quando dizes que "Praticamente nunca dão a voz da razão aos jovens." Mas não achas que também cabe aos jovens lutar por ela?
E também aà é possÃvel analisar os resultados do trabalho, basta comparar as várias listas à s próximas autárquicas.
Muita razão tem, mas falha em algo essencial: não é desistindo que se faz alguma coisa.
Abandonar é fazer o jogo dos que tudo querem manter.
Também no Templário, uma entrevista a António Jorge lÃder da JSD local. Concordo com muito do que diz, mas não posso de forma alguma concordar com a essência que se esconde na entrevista, a de passar a ideia que a JSD local é uma estrutura muito activa!
Ora, duma estrutura conivente com o poder local, era de esperar muito mais, ou não?
E depois meu caro António, não posso estar mais de acordo quando dizes que "Praticamente nunca dão a voz da razão aos jovens." Mas não achas que também cabe aos jovens lutar por ela?
E também aà é possÃvel analisar os resultados do trabalho, basta comparar as várias listas à s próximas autárquicas.
Hoje é o Dia Mundial da Juventude
Mensagem de Kofi Annan, Secretário Geral das Nações Unidas
Today, there are almost three billion people in the world under the age of 25.
More than half a billion of them live on less than two dollars a day. More than 100 million school-aged children are not in school. Every day, almost 30,000 children die of poverty. And 7,000 young people become infected with HIV/AIDS.
All that can be changed, if we work together to meet the Millennium
Development Goals.
The Goals were adopted five years ago by all the world’s Governments as a blueprint for building a better world in the 21st century. They represent a partnership.
Poor countries have pledged to govern better, and invest in their own people through health care and education.
Rich countries have pledged to support them, through aid, debt relief, and fairer trade.
Next month, Heads of State and Government will meet at the United Nations for the 2005 World Summit -- expected to be one of the largest gatherings of leaders ever. I believe we will have a once- in-a-generation opportunity to address some of the most pressing challenges of our era.
Leaders need to be reminded of their promise to translate the Millennium
Development Goals into reality. That is where young people like you come in. Your voices can hold leaders to those pledges-- at the 2005 Summit and beyond.
I know you will not accept a world where others die of hunger, remain illiterate and lack human dignity.
So please make sure your voices are heard. Make sure your generation is the one to defeat poverty.
Today, there are almost three billion people in the world under the age of 25.
More than half a billion of them live on less than two dollars a day. More than 100 million school-aged children are not in school. Every day, almost 30,000 children die of poverty. And 7,000 young people become infected with HIV/AIDS.
All that can be changed, if we work together to meet the Millennium
Development Goals.
The Goals were adopted five years ago by all the world’s Governments as a blueprint for building a better world in the 21st century. They represent a partnership.
Poor countries have pledged to govern better, and invest in their own people through health care and education.
Rich countries have pledged to support them, through aid, debt relief, and fairer trade.
Next month, Heads of State and Government will meet at the United Nations for the 2005 World Summit -- expected to be one of the largest gatherings of leaders ever. I believe we will have a once- in-a-generation opportunity to address some of the most pressing challenges of our era.
Leaders need to be reminded of their promise to translate the Millennium
Development Goals into reality. That is where young people like you come in. Your voices can hold leaders to those pledges-- at the 2005 Summit and beyond.
I know you will not accept a world where others die of hunger, remain illiterate and lack human dignity.
So please make sure your voices are heard. Make sure your generation is the one to defeat poverty.
quinta-feira, agosto 11, 2005
PaÃs de anedota
Realmente, num paÃs onde a referência do status quo é a Lili, onde a televisão está cheia de cartomantes que explicam à s pessoas como viver a sua vida, e de ilustres fazedores de coisa nenhuma que comentam os igualmente ilustres personagens das tão produtivas revistas cor de rosa; onde oTino de Rans canta e o Zezé Camarinha faz anúncios a gelados; não pode parecer estranho que um auto-intitulado militante de peso do PS local ache normal fazer parte duma lista contrária (também ela tão cheia de coisa nenhuma) e permanecer como militante do PS.
De facto começo a acreditar na história da geração rasca, duvido é que seja a minha.
A culpa é dos professores de Filosofia, a ética é um conceito demasiado subjectivo.
De facto começo a acreditar na história da geração rasca, duvido é que seja a minha.
A culpa é dos professores de Filosofia, a ética é um conceito demasiado subjectivo.
terça-feira, agosto 09, 2005
Regresso a Santarém
Não há tempo para escrever, por isso, e porque também sei fazer copy paste, aproveito o regresso a Santarém para relembrar outros tempos.
Negros, negros
não enterram o passado
esperançam o futuro
negros, negros
manchados de esforço, estudo
risos sem compromisso
e também lágrimas!
Negros, negros
entranhados em nós como suor
e a nossa pele neles protegida, enobrecida
negros, negros!
Como as noites de boémia, estudantada
crisântemos brancos que não de morte, de vida, ao luar
pombas pardais, no negro iguais
e dias ressacados, ao nosso mocho protector
negros, negros, negros
agora os despedimos ingratos
na mão que treme ao ar no segurar a pasta
fitas cores, amizades amores
negros, negros, negros
abandonados, perdidos em estridente silêncio
refúgios de embriaguez
sabem agora a acre
ao fel da despedida
uma gota de saudade já caÃda
negros, negros negros, estendidos no chão
negros negros, negros
a praxar o coração.
Por traje, o negro
Negros, negros
não enterram o passado
esperançam o futuro
negros, negros
manchados de esforço, estudo
risos sem compromisso
e também lágrimas!
Negros, negros
entranhados em nós como suor
e a nossa pele neles protegida, enobrecida
negros, negros!
Como as noites de boémia, estudantada
crisântemos brancos que não de morte, de vida, ao luar
pombas pardais, no negro iguais
e dias ressacados, ao nosso mocho protector
negros, negros, negros
agora os despedimos ingratos
na mão que treme ao ar no segurar a pasta
fitas cores, amizades amores
negros, negros, negros
abandonados, perdidos em estridente silêncio
refúgios de embriaguez
sabem agora a acre
ao fel da despedida
uma gota de saudade já caÃda
negros, negros negros, estendidos no chão
negros negros, negros
a praxar o coração.
Maio de 1999
sábado, agosto 06, 2005
Falar. Falar do quê?
Falar dos fogos? Falar do paÃs que arde? Falar do que todos sabemos e vimos?
Não, é apenas redundante.
Falar da fragilidade da vida humana? Falar de Manuel da Silva, falecido dono do Mister Grill, um dos excelentes restaurantes do nosso concelho, que caiu fulminado pelo coração, na tarde de quinta algum tempo depois de passar por mim no fogo de Alviobeira?
Não, não sei já o que dizer.
Falar de polÃtica, do Presidente de Câmara que temos (que ao que parece foi vaiado na quinta à noite na gravação do programa da RTP que hoje à noite é transmitido), das listas que surgem, dos saltapocinhas nessas listas, da lista de independentes que é tudo menos isso, da falta de integridade de algumas pessoas, do pretenciosismo e arrogância de uns, perante a complacência e o servilismo de outros?
Não, hoje não me apetece.
Falar de qualquer outro número do circo nabantino?
Não, não, não.
Falar de mim, dizer que agora sou oficialmente um boy?
Não, parece que não entendem o meu português, muito menos a minha ironia.
Falar então de quê? Da noite mal dormida, do livro que li, do filme que quero ir ver...
Olha, se calhar não falo de nada hoje. Pronto.
Não, é apenas redundante.
Falar da fragilidade da vida humana? Falar de Manuel da Silva, falecido dono do Mister Grill, um dos excelentes restaurantes do nosso concelho, que caiu fulminado pelo coração, na tarde de quinta algum tempo depois de passar por mim no fogo de Alviobeira?
Não, não sei já o que dizer.
Falar de polÃtica, do Presidente de Câmara que temos (que ao que parece foi vaiado na quinta à noite na gravação do programa da RTP que hoje à noite é transmitido), das listas que surgem, dos saltapocinhas nessas listas, da lista de independentes que é tudo menos isso, da falta de integridade de algumas pessoas, do pretenciosismo e arrogância de uns, perante a complacência e o servilismo de outros?
Não, hoje não me apetece.
Falar de qualquer outro número do circo nabantino?
Não, não, não.
Falar de mim, dizer que agora sou oficialmente um boy?
Não, parece que não entendem o meu português, muito menos a minha ironia.
Falar então de quê? Da noite mal dormida, do livro que li, do filme que quero ir ver...
Olha, se calhar não falo de nada hoje. Pronto.
quinta-feira, agosto 04, 2005
Ora o sapiente Paiva...
...tão preocupado andava por não percebermos o que anda a fazer no Comité das Regiões, mostrando que lê blogues e jornais, puxa do seu estatuto de relator, revela-se mestre do copy paste, e toma lá uma página disto, e para a semana ainda levas mais.
Mas sabe, eu sou assim um pouco, como direi... - burro! De maneira a que quando na mesma página se juntam muitos FEDERs e FSEs e URBANs e EQUALs e TACIS e CARDS e ISPAs e MEDAs, começa fazer-se assim uma neblina, as palavras juntam-se todas, e, coisa maravilhosa, não é que começo a falar grego?!
De maneira que, da próxima vez se puder, e só se puder, que não quero agora complicar-lhe a vida!... dava para escrever duma maneira assim que, sei lá... as pessoas percebessem!Ou então pronto, facilite-nos a vida, que o efeito é mesmo, e publique só a fotografia!
Mas sabe, eu sou assim um pouco, como direi... - burro! De maneira a que quando na mesma página se juntam muitos FEDERs e FSEs e URBANs e EQUALs e TACIS e CARDS e ISPAs e MEDAs, começa fazer-se assim uma neblina, as palavras juntam-se todas, e, coisa maravilhosa, não é que começo a falar grego?!
De maneira que, da próxima vez se puder, e só se puder, que não quero agora complicar-lhe a vida!... dava para escrever duma maneira assim que, sei lá... as pessoas percebessem!Ou então pronto, facilite-nos a vida, que o efeito é mesmo, e publique só a fotografia!
Tomar é mesmo um mundo à parte...
Em Abrantes e Torres Novas os hospitais inauguram pediatrias e maternidades e serviços disto e daquilo, coisas assim, sem importância...
Já no hospital de Tomar, como concelho cultural que somos, inauguram-se pinturas.
Ora toma que é d'artista!
Já no hospital de Tomar, como concelho cultural que somos, inauguram-se pinturas.
Ora toma que é d'artista!
Tenho que falar outra vez...
... na SÃlvia.
Enfim, não resisto.
Ó SÃlvia - desculpa que te trate assim, mas somos da mesma idade - vou dar só uma dica, que aliás não é a primeira vez, mas parece que vocês na CDU não percebem.
Atacar o PS, quando o partido do poder é o PSD, não só desvaloriza a vossa candidatura, como coloca o protagonismo no PS.
De facto, é merecido, mas enfim, vocês é que sabem que campanha querem fazer.
Ó SÃlvia, mesmo sendo da CDU, há vida além da cassete. A nossa geração já vai além do DVD de 8 gigas!
Enfim, não resisto.
Ó SÃlvia - desculpa que te trate assim, mas somos da mesma idade - vou dar só uma dica, que aliás não é a primeira vez, mas parece que vocês na CDU não percebem.
Atacar o PS, quando o partido do poder é o PSD, não só desvaloriza a vossa candidatura, como coloca o protagonismo no PS.
De facto, é merecido, mas enfim, vocês é que sabem que campanha querem fazer.
Ó SÃlvia, mesmo sendo da CDU, há vida além da cassete. A nossa geração já vai além do DVD de 8 gigas!
Parabéns...
... ao jornal Templário por mais um aniversário.
Mas já agora desculpem lá, isto não é para o Templário, até porque os outros jornais regionais fazem o mesmo, e se eu fosse dono de um jornal, certamente também gostaria que acontecesse.
Este comentário é sim para as entidades responsáveis a quem se aplicar.
Será que a publicação de cartões de aniversário é a melhor forma de gastar o dinheiro dos contribuintes? Afinal, como é que se justifica aquilo, como publicidade de uma autarquia? A prenda da autarquia?
E já agora, senhores da Câmara Municipal, aquela página das "Infraestruturas de Desporto..." é o quê? O fim da subtileza? Agora é mesmo à descarada?
Mas já agora desculpem lá, isto não é para o Templário, até porque os outros jornais regionais fazem o mesmo, e se eu fosse dono de um jornal, certamente também gostaria que acontecesse.
Este comentário é sim para as entidades responsáveis a quem se aplicar.
Será que a publicação de cartões de aniversário é a melhor forma de gastar o dinheiro dos contribuintes? Afinal, como é que se justifica aquilo, como publicidade de uma autarquia? A prenda da autarquia?
E já agora, senhores da Câmara Municipal, aquela página das "Infraestruturas de Desporto..." é o quê? O fim da subtileza? Agora é mesmo à descarada?
segunda-feira, agosto 01, 2005
sexta-feira, julho 29, 2005
Ora portanto, cá estou.
E claro, cada regresso a Tomar, ainda que após alguns dias apenas, é como a caixa de bombons do Tom Hanks no Forrest Gump - nunca sabemos o que vamos encontrar.
Precisei de um dia para mais ou menos perceber o que desde sexta-feira tinha mudado, e ainda não percebi bem se mudou muita coisa, ou se na realidade está tudo na mesma.
A primeira reacção foi de imensa felicidade ao ver que a 8ª maravilha do mundo, a linda rotunda cibernética, já funciona outra vez. E fico contente porque enquanto o resto do paÃs se queixa com falta de água, é ver ali aguinha da rede a jorrar sem parar. Tomar é afinal um concelho rico.
Fiquei igualmente feliz ao saber que já foram cerca de três mil os idosos a participar este ano nas viagens promovidas pelas juntas de freguesia. Nada como usar bem os dinheiros públicos.
Depois, o Bloco já tem manifesto, e admiro-me ao ver uma referência à minha pessoa no seu manisfesto autárquico. Começo a sentir-me importante, e contente por ver que o Bloco tem os seus objectivos bem definidos.
O PSD já tem mais nomes para mostrar, mas só isso. Tenho pena de nada mais ter para dizer sobre o partido do poder em Tomar, mas pronto, é só isso.
Fiquei também estupefacto com os nomes de algumas pessoas de algumas listas já anunciadas ou por anunciar. A coerência e a coragem são dois dos atributos que mais aprecio. Só não sei bem como definir cobardia disfarçada de coragem.
E claro, abriu definitivamente a corrida dos iluminados sebastiões nabantinos, prova do muito que já disse, e do muito mais que não disse, mas que também não digo agora.
Falta só saber se os sebastiões ficam, ou se como de costume, se esfumam no nevoeiro.
De publicidade gratuita, e outros interesses maiores, sempre se viram muitos à procura, mas há limites para tudo.
Seja como for, o estar longe ajuda a ver mais acima, e algumas reflexões são importantes.
Por exemplo: os portugueses, e os tomarenses muito em particular, gostam de ditadores, gostam de ser conduzidos, gostam de criticar mas preferem quem faça o trabalho por eles.
Os portugueses, e os tomarenses muito em particular, cultivam a aparência, gostam da fachada, gostam da ilusão, adoram um bom romance, adoram o mito e a lenda, em especial quando eles se personificam em alguém. E depois somos uma terra de salvadores em busca da sua própria salvação, e de iluminados da lâmpada fundida, nem tanto por culpa dos próprios, mas de aqueles que por ingenuidade ou adoração, ou por interesses menos claros, os elevam a essa condição.
É certo, a complexidade é uma caracterÃstica do ser humano. E depois há os portugueses. E depois há os nabantinos.
Precisei de um dia para mais ou menos perceber o que desde sexta-feira tinha mudado, e ainda não percebi bem se mudou muita coisa, ou se na realidade está tudo na mesma.
A primeira reacção foi de imensa felicidade ao ver que a 8ª maravilha do mundo, a linda rotunda cibernética, já funciona outra vez. E fico contente porque enquanto o resto do paÃs se queixa com falta de água, é ver ali aguinha da rede a jorrar sem parar. Tomar é afinal um concelho rico.
Fiquei igualmente feliz ao saber que já foram cerca de três mil os idosos a participar este ano nas viagens promovidas pelas juntas de freguesia. Nada como usar bem os dinheiros públicos.
Depois, o Bloco já tem manifesto, e admiro-me ao ver uma referência à minha pessoa no seu manisfesto autárquico. Começo a sentir-me importante, e contente por ver que o Bloco tem os seus objectivos bem definidos.
O PSD já tem mais nomes para mostrar, mas só isso. Tenho pena de nada mais ter para dizer sobre o partido do poder em Tomar, mas pronto, é só isso.
Fiquei também estupefacto com os nomes de algumas pessoas de algumas listas já anunciadas ou por anunciar. A coerência e a coragem são dois dos atributos que mais aprecio. Só não sei bem como definir cobardia disfarçada de coragem.
E claro, abriu definitivamente a corrida dos iluminados sebastiões nabantinos, prova do muito que já disse, e do muito mais que não disse, mas que também não digo agora.
Falta só saber se os sebastiões ficam, ou se como de costume, se esfumam no nevoeiro.
De publicidade gratuita, e outros interesses maiores, sempre se viram muitos à procura, mas há limites para tudo.
Seja como for, o estar longe ajuda a ver mais acima, e algumas reflexões são importantes.
Por exemplo: os portugueses, e os tomarenses muito em particular, gostam de ditadores, gostam de ser conduzidos, gostam de criticar mas preferem quem faça o trabalho por eles.
Os portugueses, e os tomarenses muito em particular, cultivam a aparência, gostam da fachada, gostam da ilusão, adoram um bom romance, adoram o mito e a lenda, em especial quando eles se personificam em alguém. E depois somos uma terra de salvadores em busca da sua própria salvação, e de iluminados da lâmpada fundida, nem tanto por culpa dos próprios, mas de aqueles que por ingenuidade ou adoração, ou por interesses menos claros, os elevam a essa condição.
É certo, a complexidade é uma caracterÃstica do ser humano. E depois há os portugueses. E depois há os nabantinos.
Entrevista no Cidade de Tomar
publicada a 22 de Julho de 2005
Cidade de Tomar - Alguns aspectos que gostaria de ver melhorados na cidade?
Hugo Cristóvão - Acima de tudo, os problemas estruturais sobre os quais nada tem sido feito nos últimos anos, e que concernem ao desenvolvimento económico e o seu reflexo na falta de emprego, em especial para os mais jovens o que depois implica uma enorme dificuldade na fixação de população. É por demais notório que o concelho tem perdido imensos habitantes nos últimos anos, e perde-os para os concelhos vizinhos, o que só pode ser explicado pela perca de condições e qualidade de vida do nosso concelho em detrimento desses.
Sem desenvolvimento económico, para o qual é muito importante o investimento privado, não haverá apoio para a Cultura, não haverá apoio para o Associativismo, para o Desporto, para o Apoio Social.
Existem outros problemas a resolver como a mobilidade urbana, o preço da habitação e consequente falta de oferta diferenciada, e ainda toda a dificuldade burocrática bem como os elevados preços de tudo o que é taxas e licenças em Tomar.
Depois há uma série de problemas especÃficos de alguns espaços fÃsicos da cidade que urgem de uma resposta, e que, propaganda à parte, não tem sido encontrada coragem ou sabedoria para os resolver, tais como o Flecheiro, importante postal turÃstico da desgraça a que tomar está dotado, assim como toda a ligação da cidade com rio, que não tem sido devidamente aproveitada e potencializada.
E ainda espaços como a Várzea Grande, o antigo Hospital Militar no Convento de Cristo, a Mata dos Sete Montes, o Convento de Santa Iria, a Fábrica da Fiação, o Açude de Pedra, o edifÃcio do antigo Colégio Nuno Ã�lvares, as moagens da Mendes Godinho, o Bairro 1º de Maio.
Continuamos sem um Parque de Feiras, importantÃssimo também como mais valia para o Turismo, com a realização de diversos eventos e tirando partido da nossa localização geográfica, e nesta estratégia seria também importante um Pavilhão Multiusos, o que talvez tenha sido prejudicado para os próximos anos, pela realização dos pavilhões desportivos, sendo que a “remodelaçãoâ€� do pavilhão junto ao rio é o exemplo máximo do mau planeamento e desperdÃcio a que Tomar tem estado sujeito.
Outro dos problemas que temos é que Tomar, com todo o seu potencial cultural, não tem uma verdadeira sala de espectáculos, porque o Cine-teatro, apesar da avultada soma que sorveu, mal acolhe um rancho ou uma banda filarmónica.
Enfim, o que falta fundamentalmente é um Plano Estratégico para o concelho, perceber onde estamos, para o que queremos evoluir e como faremos para lá chegar. E assim, saberemos quais as infra-estruturas necessárias, quais as áreas a investir, que incentivos criar e a quem ou o quê, os direccionar.
CT - Se fosse vereador das freguesias quais seriam as suas estratégias de actuação?
HC - Para que as juntas tenham razão de existência, precisam efectivamente de fazer muito mais do que a maioria faz, mas o problema não está em grande parte nelas, está sim na Câmara. É preciso protocolar mais com as juntas e dar-lhes meios para que possam efectivamente fazer um trabalho de proximidade com os cidadãos, e que estes, fundamentalmente nos espaços rurais, a ela possam recorrer para resolver muitos dos problemas ou necessidades, que no momento só se deslocando à cidade podem resolver.
Nas freguesias essencialmente urbanas, Santa Maria e São João, estas podem e devem fazer mais, no que diz respeito por exemplo à gestão de espaços públicos, como os jardins ou os parques desportivos.
Particularmente, e isso não passará apenas pelas Juntas, é preciso apostar fortemente na revitalização e modernização dos núcleos urbanos das freguesias rurais, assim como a urgente revisão do PDM a fim de se poder consolidar esses mesmos espaços, onde por vezes acontece a situação absurda de não ser possÃvel construir em locais onde já existem casas e infra-estruturas.
CT - O que pensa do movimento cultural e associativo do concelho?
HC - O movimento associativo do concelho é algo do que mais rico temos. Passos Manuel afirmou que enquanto houvesse massa cinzenta nenhum país seria pobre, pois também enquanto houver vontade e voluntarismo para o trabalho associativo em prol da comunidade o mesmo acontece. As associações do concelho de Tomar prestam importantes serviços aos cidadãos nas mais variadas áreas, sejam da cultura, do desporto, da ocupação de tempos livres, da acção e solidariedade social, como outras, e só arduamente este trabalho é reconhecido. As associações necessitam de maior apoio, apoio que na maioria das vezes nem passa tanto pelo monetário, mas pelo logístico. A actuação da Câmara nesta matéria deve ser a de facilitar, apoiar, incentivar, e não o contrário como muitas vezes acontece.
Depois o apoio monetário além de acrescido deve ser devidamente regulamentado. Deve-se deixar a mentalidade de subsistência e de subsídio-dependência para um regime de verdadeira parceria protocolada entre a Câmara e as associações, bem como a sua acção deve ser avaliada e enquadrada num plano estratégico do concelho, a fim de que mais recebam os que mais executam.
Depois, é ponto essencial que o Município não se substitua ao trabalho das associações ocupando áreas de intervenção e espaços físicos que estas abranjam, desde que estas o façam positivamente.
É essencial perceber que a vantagem das associações não é apenas a social, ao ocupar, formar, educar os cidadãos, mas também económica, na medida em que criam postos de trabalho, geram riqueza, e podem e devem ser uma grande mais valia também, num concelho que se diz potencializado para o turismo.
CT - Qual o livro que mais gostou de ler? O que lê habitualmente?
HC - É-me difÃcil apontar um livro, mas há alguns entre outros que destaco na minha bibliografia de vida: “O Principezinhoâ€� de Saint Exupery, muito mais que um livro infantil, é um guia excepcional pela simplicidade aparente, das diferentes personalidades humanas, do carácter, e do relacionamento humano.
“1984â€� de George Orwell, é uma excelente ilustração daquilo que fomos, que somos e que podemos vir a ser enquanto Humanidade, nas nossas guerras constantes, e nos ciclos permanentes da luta ideológica, que muitas vezes se resume à mesquinha luta de poder, e domÃnio dos outros, quaisquer que sejam.
O “Memorial do Conventoâ€� do nosso Saramago é uma excepcional obra-prima que alia os factos históricos ao fantástico, confundindo-se os limites da plausibilidade realista. Não deixa também de ser um retrato do povo que somos, entre a mania da grandiosidade e a pequenez de muitos espÃritos.
Habitualmente, leio romance, romance histórico, poesia; tenho também um certo fascÃnio por aquilo que diz respeito aos Templários assim como outros temas esotéricos. Gosto também de ler trabalhos de jovens autores portugueses, como por exemplo José LuÃs Peixoto ou Gonçalo M. Tavares.
Leio ainda naturalmente a imprensa, sou assinante do Jornal de Letras e leio regularmente o Público, a Visão e a imprensa regional.
CT - Qual o filme que mais o marcou. Que programas de televisão costuma ver?
HC - Sou um grande fã de cinema, e só se não puder é que não vou todas as semanas, além do que vejo em suporte digital, e por isso não consigo nomear apenas um. Por isso, sem os descrever, enumero alguns que por diferentes motivos me marcaram: Mulholand Drive, Magnólia, A Lista de Shindler, Citizen Kane, Matrix, Fala com Ela, Pulp Fiction, por exemplo.
Vejo pouca televisão, e essencialmente os noticiários e outros programas informativos, sempre que posso, programas como A Quadratura do CÃrculo e o Expresso da Meia-noite da SIC NotÃcias, ou o Prós e Contras ou a Grande Entrevista da RTP. E claro, o Contra-Informação.
CT - Se fosse primeiro-ministro, quais as medidas que tomava para reduzir o défice?
HC - Um dos piores problemas do nosso paÃs é a economia paralela, Portugal podia ser definido pelo paÃs dos biscates, aliás, ando há uns tempos para escrever um artigo sobre esse tema. A dificuldade em resolver essa situação, é que o paÃs de facto não se muda por decreto, e a par das leis, são necessárias fortes medidas de consciencialização que possam mudar acima de tudo as mentalidades. O português acha normal o biscate, muitos ganham mais nos trabalhos “extraâ€� que no emprego formal, e depois, são ainda as rendas não declaradas, as vendas não facturadas, enfim, rios de dinheiro que correm paralelamente à finança oficial, e o problema é que o português não percebe que isso o prejudica, e prejudica imensamente o colectivo, essencialmente na medida em que obriga ao aumento de impostos.
De qualquer forma, e apesar de enorme dificuldade em satisfazer os cidadãos portugueses, e dos necessários sacrifÃcios que nos tocam a todos, acredito que o Governo de José Sócrates está com determinação e coragem, a tomar medidas efectivas das quais viremos a poder observar e sentir resultados. Os portugueses devem ser crÃticos e vigilantes, mas devem também perceber a difÃcil situação em que nos encontramos, e entender que não é fácil para um Governo fazer o que está a fazer, ciente que isso terá custos, eventualmente até nas próximas eleições autárquicas. Mas é exactamente assim que se percebe da seriedade da actuação do nosso Governo.
Cidade de Tomar - Alguns aspectos que gostaria de ver melhorados na cidade?
Hugo Cristóvão - Acima de tudo, os problemas estruturais sobre os quais nada tem sido feito nos últimos anos, e que concernem ao desenvolvimento económico e o seu reflexo na falta de emprego, em especial para os mais jovens o que depois implica uma enorme dificuldade na fixação de população. É por demais notório que o concelho tem perdido imensos habitantes nos últimos anos, e perde-os para os concelhos vizinhos, o que só pode ser explicado pela perca de condições e qualidade de vida do nosso concelho em detrimento desses.
Sem desenvolvimento económico, para o qual é muito importante o investimento privado, não haverá apoio para a Cultura, não haverá apoio para o Associativismo, para o Desporto, para o Apoio Social.
Existem outros problemas a resolver como a mobilidade urbana, o preço da habitação e consequente falta de oferta diferenciada, e ainda toda a dificuldade burocrática bem como os elevados preços de tudo o que é taxas e licenças em Tomar.
Depois há uma série de problemas especÃficos de alguns espaços fÃsicos da cidade que urgem de uma resposta, e que, propaganda à parte, não tem sido encontrada coragem ou sabedoria para os resolver, tais como o Flecheiro, importante postal turÃstico da desgraça a que tomar está dotado, assim como toda a ligação da cidade com rio, que não tem sido devidamente aproveitada e potencializada.
E ainda espaços como a Várzea Grande, o antigo Hospital Militar no Convento de Cristo, a Mata dos Sete Montes, o Convento de Santa Iria, a Fábrica da Fiação, o Açude de Pedra, o edifÃcio do antigo Colégio Nuno Ã�lvares, as moagens da Mendes Godinho, o Bairro 1º de Maio.
Continuamos sem um Parque de Feiras, importantÃssimo também como mais valia para o Turismo, com a realização de diversos eventos e tirando partido da nossa localização geográfica, e nesta estratégia seria também importante um Pavilhão Multiusos, o que talvez tenha sido prejudicado para os próximos anos, pela realização dos pavilhões desportivos, sendo que a “remodelaçãoâ€� do pavilhão junto ao rio é o exemplo máximo do mau planeamento e desperdÃcio a que Tomar tem estado sujeito.
Outro dos problemas que temos é que Tomar, com todo o seu potencial cultural, não tem uma verdadeira sala de espectáculos, porque o Cine-teatro, apesar da avultada soma que sorveu, mal acolhe um rancho ou uma banda filarmónica.
Enfim, o que falta fundamentalmente é um Plano Estratégico para o concelho, perceber onde estamos, para o que queremos evoluir e como faremos para lá chegar. E assim, saberemos quais as infra-estruturas necessárias, quais as áreas a investir, que incentivos criar e a quem ou o quê, os direccionar.
CT - Se fosse vereador das freguesias quais seriam as suas estratégias de actuação?
HC - Para que as juntas tenham razão de existência, precisam efectivamente de fazer muito mais do que a maioria faz, mas o problema não está em grande parte nelas, está sim na Câmara. É preciso protocolar mais com as juntas e dar-lhes meios para que possam efectivamente fazer um trabalho de proximidade com os cidadãos, e que estes, fundamentalmente nos espaços rurais, a ela possam recorrer para resolver muitos dos problemas ou necessidades, que no momento só se deslocando à cidade podem resolver.
Nas freguesias essencialmente urbanas, Santa Maria e São João, estas podem e devem fazer mais, no que diz respeito por exemplo à gestão de espaços públicos, como os jardins ou os parques desportivos.
Particularmente, e isso não passará apenas pelas Juntas, é preciso apostar fortemente na revitalização e modernização dos núcleos urbanos das freguesias rurais, assim como a urgente revisão do PDM a fim de se poder consolidar esses mesmos espaços, onde por vezes acontece a situação absurda de não ser possÃvel construir em locais onde já existem casas e infra-estruturas.
CT - O que pensa do movimento cultural e associativo do concelho?
HC - O movimento associativo do concelho é algo do que mais rico temos. Passos Manuel afirmou que enquanto houvesse massa cinzenta nenhum país seria pobre, pois também enquanto houver vontade e voluntarismo para o trabalho associativo em prol da comunidade o mesmo acontece. As associações do concelho de Tomar prestam importantes serviços aos cidadãos nas mais variadas áreas, sejam da cultura, do desporto, da ocupação de tempos livres, da acção e solidariedade social, como outras, e só arduamente este trabalho é reconhecido. As associações necessitam de maior apoio, apoio que na maioria das vezes nem passa tanto pelo monetário, mas pelo logístico. A actuação da Câmara nesta matéria deve ser a de facilitar, apoiar, incentivar, e não o contrário como muitas vezes acontece.
Depois o apoio monetário além de acrescido deve ser devidamente regulamentado. Deve-se deixar a mentalidade de subsistência e de subsídio-dependência para um regime de verdadeira parceria protocolada entre a Câmara e as associações, bem como a sua acção deve ser avaliada e enquadrada num plano estratégico do concelho, a fim de que mais recebam os que mais executam.
Depois, é ponto essencial que o Município não se substitua ao trabalho das associações ocupando áreas de intervenção e espaços físicos que estas abranjam, desde que estas o façam positivamente.
É essencial perceber que a vantagem das associações não é apenas a social, ao ocupar, formar, educar os cidadãos, mas também económica, na medida em que criam postos de trabalho, geram riqueza, e podem e devem ser uma grande mais valia também, num concelho que se diz potencializado para o turismo.
CT - Qual o livro que mais gostou de ler? O que lê habitualmente?
HC - É-me difÃcil apontar um livro, mas há alguns entre outros que destaco na minha bibliografia de vida: “O Principezinhoâ€� de Saint Exupery, muito mais que um livro infantil, é um guia excepcional pela simplicidade aparente, das diferentes personalidades humanas, do carácter, e do relacionamento humano.
“1984â€� de George Orwell, é uma excelente ilustração daquilo que fomos, que somos e que podemos vir a ser enquanto Humanidade, nas nossas guerras constantes, e nos ciclos permanentes da luta ideológica, que muitas vezes se resume à mesquinha luta de poder, e domÃnio dos outros, quaisquer que sejam.
O “Memorial do Conventoâ€� do nosso Saramago é uma excepcional obra-prima que alia os factos históricos ao fantástico, confundindo-se os limites da plausibilidade realista. Não deixa também de ser um retrato do povo que somos, entre a mania da grandiosidade e a pequenez de muitos espÃritos.
Habitualmente, leio romance, romance histórico, poesia; tenho também um certo fascÃnio por aquilo que diz respeito aos Templários assim como outros temas esotéricos. Gosto também de ler trabalhos de jovens autores portugueses, como por exemplo José LuÃs Peixoto ou Gonçalo M. Tavares.
Leio ainda naturalmente a imprensa, sou assinante do Jornal de Letras e leio regularmente o Público, a Visão e a imprensa regional.
CT - Qual o filme que mais o marcou. Que programas de televisão costuma ver?
HC - Sou um grande fã de cinema, e só se não puder é que não vou todas as semanas, além do que vejo em suporte digital, e por isso não consigo nomear apenas um. Por isso, sem os descrever, enumero alguns que por diferentes motivos me marcaram: Mulholand Drive, Magnólia, A Lista de Shindler, Citizen Kane, Matrix, Fala com Ela, Pulp Fiction, por exemplo.
Vejo pouca televisão, e essencialmente os noticiários e outros programas informativos, sempre que posso, programas como A Quadratura do CÃrculo e o Expresso da Meia-noite da SIC NotÃcias, ou o Prós e Contras ou a Grande Entrevista da RTP. E claro, o Contra-Informação.
CT - Se fosse primeiro-ministro, quais as medidas que tomava para reduzir o défice?
HC - Um dos piores problemas do nosso paÃs é a economia paralela, Portugal podia ser definido pelo paÃs dos biscates, aliás, ando há uns tempos para escrever um artigo sobre esse tema. A dificuldade em resolver essa situação, é que o paÃs de facto não se muda por decreto, e a par das leis, são necessárias fortes medidas de consciencialização que possam mudar acima de tudo as mentalidades. O português acha normal o biscate, muitos ganham mais nos trabalhos “extraâ€� que no emprego formal, e depois, são ainda as rendas não declaradas, as vendas não facturadas, enfim, rios de dinheiro que correm paralelamente à finança oficial, e o problema é que o português não percebe que isso o prejudica, e prejudica imensamente o colectivo, essencialmente na medida em que obriga ao aumento de impostos.
De qualquer forma, e apesar de enorme dificuldade em satisfazer os cidadãos portugueses, e dos necessários sacrifÃcios que nos tocam a todos, acredito que o Governo de José Sócrates está com determinação e coragem, a tomar medidas efectivas das quais viremos a poder observar e sentir resultados. Os portugueses devem ser crÃticos e vigilantes, mas devem também perceber a difÃcil situação em que nos encontramos, e entender que não é fácil para um Governo fazer o que está a fazer, ciente que isso terá custos, eventualmente até nas próximas eleições autárquicas. Mas é exactamente assim que se percebe da seriedade da actuação do nosso Governo.
sexta-feira, julho 22, 2005
Cliques aos amigos
Acabadinhos de adicionar aos links ali ao lado estão o A Sombra do Eucalipto do sardoalense Pedro Rosa, e o Algures Por Ferreira do Bruno Gomes. Dois amigos recém chegados ao mundo virtual e por isso a precisar dum empurraozinho.
Já mais rodado, aparece também o Suplemento de Alma do ouriense João Heitor, porque às vezes, passar a vida a dar e levar, também pode ser uma forma de amizade.
E também, embora não tenha muito o hábito de colocar links para sites explÃcitos de campanha, o amigo e candidato à Câmara de Salvaterra de Magos, Nuno Antão e o seu Ousar Fazer PolÃtica, merece um tratamento especial. Bons cliques!
Já mais rodado, aparece também o Suplemento de Alma do ouriense João Heitor, porque às vezes, passar a vida a dar e levar, também pode ser uma forma de amizade.
E também, embora não tenha muito o hábito de colocar links para sites explÃcitos de campanha, o amigo e candidato à Câmara de Salvaterra de Magos, Nuno Antão e o seu Ousar Fazer PolÃtica, merece um tratamento especial. Bons cliques!
quinta-feira, julho 21, 2005
E já agora...
... alguém me explica essa história que por aà corre, que o mercado foi vendido ao senhor Belmiro?
Comendador Paiva, não quer dizer nada, se possÃvel, ANTES de Outubro?
Comendador Paiva, não quer dizer nada, se possÃvel, ANTES de Outubro?
Mas afinal...
... aparece ou não a 3ª lista de apoio ao sapiente Paiva?
Precisam de ajuda a recolher assinaturas?
Precisam de ajuda a recolher assinaturas?
segunda-feira, julho 18, 2005
Dúvidas
Parece-me uma dúvida simples, mas talvez não. SubtraÃdos os dias que por ano passa em viagens de campanha - ó, perdão, excursões da 3ª idade - quantos dias sobram ao vereador Carlos Carrão, para efectivamente fazer alguma coisa?
Já agora, a partir de que idade é que se é considerado membro da 3ª idade? E porque é que vão sempre os mesmos?
Mas enfim, registe-se que eu até admiro o senhor Carlos Carrão, é que se ser do PS em Tomar não é fácil, ser Presidente do PSD deve ser parecido. É vê-lo por aà sozinho a tentar fazer campanha... mas não há ninguém que ajude o homem? Então, e os outros candidatos? Até parece que só aparecem quando há fotógrafos...
Já agora, a partir de que idade é que se é considerado membro da 3ª idade? E porque é que vão sempre os mesmos?
Mas enfim, registe-se que eu até admiro o senhor Carlos Carrão, é que se ser do PS em Tomar não é fácil, ser Presidente do PSD deve ser parecido. É vê-lo por aà sozinho a tentar fazer campanha... mas não há ninguém que ajude o homem? Então, e os outros candidatos? Até parece que só aparecem quando há fotógrafos...
O sacrificado Ivo
Na entrevista desta semana ao Cidade de Tomar, Ivo Santos, o "super-vereador", tece umas considerações dignas de nota.
Em primeiro lugar, uma das importantes conclusões a que chegamos, é que só deve concorrer a autarca quem já o é (interessante!!).
Depois, é um imenso sacrifÃcio pessoal, e naturalmente, digno e possÃvel apenas para alguns.
E claro, está absolutamente convicto que indo em quinto lugar vai ser eleito...
Mas a que eu gosto mais é a dos "vários candidatos a autarcas falam, sem possuÃrem qualquer ideia minimamente concreta sobre a realidade".
E não é que tem razão? É mesmo muito difÃcil perceber o que se passa na autarquia, e que melhor exemplo que o vice-presidente da Câmara, que na ausência do sapiente Paiva, a quase tudo responde algo como: - pois, sobre isso só o Presidente lhe saberá responder.
Em primeiro lugar, uma das importantes conclusões a que chegamos, é que só deve concorrer a autarca quem já o é (interessante!!).
Depois, é um imenso sacrifÃcio pessoal, e naturalmente, digno e possÃvel apenas para alguns.
E claro, está absolutamente convicto que indo em quinto lugar vai ser eleito...
Mas a que eu gosto mais é a dos "vários candidatos a autarcas falam, sem possuÃrem qualquer ideia minimamente concreta sobre a realidade".
E não é que tem razão? É mesmo muito difÃcil perceber o que se passa na autarquia, e que melhor exemplo que o vice-presidente da Câmara, que na ausência do sapiente Paiva, a quase tudo responde algo como: - pois, sobre isso só o Presidente lhe saberá responder.
As incoerências da SÃlvia
A SÃlvia, candidata da CDU, tem naturalmente uma tarefa difÃcil, e por isso se compreende alguma confusão, que ainda assim, não fica nada bem a uma jovem.
No artigo que enviou para os dois jornais da cidade (será isso correcto?) diz entre outras linhas que "Tomar precisa de outra atitude polÃtica!". Pois precisa SÃlvia, e o essencial dessa nova atitude é falar verdade. Então o PS é que anda a roubar as ideias à CDU? É preciso ter lata, quando muitas das ideias que AGORA vêm defender estiveram disponÃveis no site do PS desde o ano passado (à s vezes, ajudava ao menos mudar umas vÃrgulas!) . Mas também não temos qualquer problema em contribuir, é sinal que elas são correctas.
Depois tenta, mais uma vez, confundir as pessoas com o número da "gestão PSD/PS dos últimos 8 anos". Ó SÃlvia, as pessoas sabem quem está no poder (talvez não saibam é onde tem andado a CDU), e sabem que não podem confundir algumas pessoas que prestam serviço ao PSD, com o Partido Socialista. Aliás, alguns deles estão agora a colaborar convosco não é? Enfim, é coerente. (e eu percebo que isso te seja complicado de digerir).
Agora, quem tem um Presidente de Junta que apela ao voto no Paiva parece que é a CDU.
Afinal, em que é que ficamos? Governação PSD/CDU?
No artigo que enviou para os dois jornais da cidade (será isso correcto?) diz entre outras linhas que "Tomar precisa de outra atitude polÃtica!". Pois precisa SÃlvia, e o essencial dessa nova atitude é falar verdade. Então o PS é que anda a roubar as ideias à CDU? É preciso ter lata, quando muitas das ideias que AGORA vêm defender estiveram disponÃveis no site do PS desde o ano passado (à s vezes, ajudava ao menos mudar umas vÃrgulas!) . Mas também não temos qualquer problema em contribuir, é sinal que elas são correctas.
Depois tenta, mais uma vez, confundir as pessoas com o número da "gestão PSD/PS dos últimos 8 anos". Ó SÃlvia, as pessoas sabem quem está no poder (talvez não saibam é onde tem andado a CDU), e sabem que não podem confundir algumas pessoas que prestam serviço ao PSD, com o Partido Socialista. Aliás, alguns deles estão agora a colaborar convosco não é? Enfim, é coerente. (e eu percebo que isso te seja complicado de digerir).
Agora, quem tem um Presidente de Junta que apela ao voto no Paiva parece que é a CDU.
Afinal, em que é que ficamos? Governação PSD/CDU?
sexta-feira, julho 15, 2005
Programa eleitoral
Valorização e afirmação do Concelho
no contexto regional, nacional e internacional e melhoria da qualidade do serviço e atendimento
Clareza de procedimentos
informação atempada dos munÃcipes
atendimento dos munÃcipes pela vereação
criação do Regulamento de Gestão UrbanÃstica
implementação do Guia do MunÃcipe
Dignificação das freguesias
atendimento personalizado aos presidentes
Valorização dos recursos humanos
partilha de tarefas entre vereadores
actualização e motivação dos dirigentes
formação e reafectação de tarefas aos funcionários
Instrumentos de gestão
revisão do PDM tornando-o realista e flexÃvel
criação do GAI - Gabinete de Apoio ao Investidor
Qualificação e criação de emprego
dinamização da formação profissional
aproximação entre escolas e empresas
promoção de projectos intersectoriais (Centro de Emprego)
Revitalização da indústria
dinamizaçãos das Zonas Industriais
apoio à instalação de pequenas e médias empresas
fomento de insdústria no meio rural
tratamento urbanÃstico do Flecheiro
dar vida às casas abandonadas das freguesias
construção de habitação social
apoio à criação de novas cooperativas
incentivo aos jovens
criação do Cartão Municipal do Idoso
aptidões turÃsticas e de lazer nos espaços naturais
apoio à criação de espaços de convÃvio
Naturalmente quem ler estas linhas pensará que me refiro ao programa eleitoral do PS às próximas autárquicas em Tomar.
Não podiam estar mais enganados! Tudo isto foi retirado ipsis verbis do programa eleitoral do PSD e do senhor Paiva, intitulado Tomar o Rumo, das autárquicas de 1997! Programa esse cujas grandes linhas de propostas eram:
Uma Câmara aberta
Fixação da população
Qualidade de vida
A nossa cultura
Das duas uma, ou o documento era para fins humorÃsticos, ou alguém não sabia do que estava a falar e mentiu ao tomarenses.
O documento encerra em si verdadeiras pérolas e devia ser de leitura obrigatória. Eu deixo só mais umas frases inspiradas:
«Quando predomina o Ãndividuo, a harmonia do conjunto social pode romper-se...»
Saberemos escutar, e decidir no respeito pelas aspirações e vivências culturais colectivas.
A burocracia combate-se com uma administração transparente, que responsabilize polÃticos e funcionários, perante os munÃcipes.
Há que contrariar a desertificação.
Criaremos condições para os nossos filhos promovendo e estimulando novos empregos.
Viver o presente é construir o futuro.
Vamos dar vida às freguesias e humanizar a cidade.
A qualificação urbana é uma prioridade.
Os jovens e os idosos serãos os mais beneficiados.
A habitação vai concitar a intervenção municipal e a iniciativa privada e cooperativa.
Quem quer construir a sua própria habitação, vai poder fazê-lo a tempo e horas.
...e mais, e mais, tudo tão ficcionado como o já clássico Parque Temático de Tomar
Se não fosse um sério caso de choro para os tomarenses, seria um sério caso de riso...
no contexto regional, nacional e internacional e melhoria da qualidade do serviço e atendimento
Clareza de procedimentos
informação atempada dos munÃcipes
atendimento dos munÃcipes pela vereação
criação do Regulamento de Gestão UrbanÃstica
implementação do Guia do MunÃcipe
Dignificação das freguesias
atendimento personalizado aos presidentes
Valorização dos recursos humanos
partilha de tarefas entre vereadores
actualização e motivação dos dirigentes
formação e reafectação de tarefas aos funcionários
Instrumentos de gestão
revisão do PDM tornando-o realista e flexÃvel
criação do GAI - Gabinete de Apoio ao Investidor
Qualificação e criação de emprego
dinamização da formação profissional
aproximação entre escolas e empresas
promoção de projectos intersectoriais (Centro de Emprego)
Revitalização da indústria
dinamizaçãos das Zonas Industriais
apoio à instalação de pequenas e médias empresas
fomento de insdústria no meio rural
tratamento urbanÃstico do Flecheiro
dar vida às casas abandonadas das freguesias
construção de habitação social
apoio à criação de novas cooperativas
incentivo aos jovens
criação do Cartão Municipal do Idoso
aptidões turÃsticas e de lazer nos espaços naturais
apoio à criação de espaços de convÃvio
Naturalmente quem ler estas linhas pensará que me refiro ao programa eleitoral do PS às próximas autárquicas em Tomar.
Não podiam estar mais enganados! Tudo isto foi retirado ipsis verbis do programa eleitoral do PSD e do senhor Paiva, intitulado Tomar o Rumo, das autárquicas de 1997! Programa esse cujas grandes linhas de propostas eram:
Uma Câmara aberta
Fixação da população
Qualidade de vida
A nossa cultura
Das duas uma, ou o documento era para fins humorÃsticos, ou alguém não sabia do que estava a falar e mentiu ao tomarenses.
O documento encerra em si verdadeiras pérolas e devia ser de leitura obrigatória. Eu deixo só mais umas frases inspiradas:
«Quando predomina o Ãndividuo, a harmonia do conjunto social pode romper-se...»
Saberemos escutar, e decidir no respeito pelas aspirações e vivências culturais colectivas.
A burocracia combate-se com uma administração transparente, que responsabilize polÃticos e funcionários, perante os munÃcipes.
Há que contrariar a desertificação.
Criaremos condições para os nossos filhos promovendo e estimulando novos empregos.
Viver o presente é construir o futuro.
Vamos dar vida às freguesias e humanizar a cidade.
A qualificação urbana é uma prioridade.
Os jovens e os idosos serãos os mais beneficiados.
A habitação vai concitar a intervenção municipal e a iniciativa privada e cooperativa.
Quem quer construir a sua própria habitação, vai poder fazê-lo a tempo e horas.
...e mais, e mais, tudo tão ficcionado como o já clássico Parque Temático de Tomar
Se não fosse um sério caso de choro para os tomarenses, seria um sério caso de riso...
quarta-feira, julho 13, 2005
Manuel Alegre...
... 40 anos de poesia
Pergunto ao vento que passa
notÃcias do meu paÃs
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu paÃs
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notÃcias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu paÃs.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notÃcias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu paÃs.
Peço notÃcias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sÃlabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Trova do vento que passa
Pergunto ao vento que passa
notÃcias do meu paÃs
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu paÃs
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notÃcias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu paÃs.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notÃcias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu paÃs.
Peço notÃcias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sÃlabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
segunda-feira, julho 11, 2005
Dizer: presente
Este fim-de-semana tive uma longa discussão com um amigo, sobre as nossas diferenças de posicionamento em relação a algo do qual fizémos parte, e no fundo sobre diferentes perspectivas de intervenção social. Estas frases ficaram-me na cabeça:
A história não se faz com os ausentes
A fuga quase sempre dá razão a quem fica
A história não se faz com os ausentes
A fuga quase sempre dá razão a quem fica
Bons Recursos Financeiros
Confesso que ainda não vi, mas recebi agora um sms onde um amigo de outro concelho, ironizando, se mostrava surpreendido pelos nossos recursos financeiros, é que ao que parece, na Agenda Cultural da Autarquia vêm 8 páginas repetidas.
Nós em Tomar somos assim, "à grande"...
Nós em Tomar somos assim, "à grande"...
domingo, julho 10, 2005
Novela Independente parte III
Enfim, parece que tenho que voltar a falar disto. Isto de facto de se falar português deve ser uma coisa realmente difÃcil, é que parece que para as mesmas palavras, cada um entende o que quer!
Mas sobre o assunto. É fácil retirar coisas do contexto e fazer passar uma ideia que não é a correcta.
Agradeço ao António Godinho a campanha que tem feito em meu torno nos últimos dias, mas seria mais honesto que o fizesse explicando o contexto.
Os independentes a que me refiro no texto que escrevi, são os da suposta lista de independentes à Câmara que não ata nem desata, tendo bem presente alguns desses eventuais "independentes", e algumas das eventuais razões.
Considero-me uma pessoa coerente, e nunca seria coerente não concordar com independentes e ir numa lista em que estivessem independentes, como acontece. Não seria coerente, sendo dirigente no PS e tendo em muitas das listas, pessoas independentes, muitos deles com a minha indicação, como acontece.
O texto que escrevi, parte de um contexto bem definido e localizado, mas isso não o explicou António Godinho.
Depois, falo do conceito de ser independente e que isso não pode ser reduzido ao não pagamento de quotas de um partido, mas parece que isso não interessa. Então tenho que voltar a questionar, existe alguém verdadeiramente independente?
Estou habituado a ser atacado, e parece que é o que acontece quando se emite opiniões. Talvez algumas pessoas gostem de ter o exclusivo da opinião, mas comigo isso não vai acontecer, pois enquanto tiver vontade, não me coibirei de emitir opiniões, interessem a quem interessarem, doam a quem doerem, e tudo bem, interpretem como quiserem interpretar.
Como disse, estou a habituado a ser atacado, estou habituado a que distorçam o que disse, sei que às vezes incomodo.
Não o esperava de facto vindo do António Godinho, mas enfim, pessoas são pessoas. Mas confesso que preferia, parece-me mais ético, que se problemas houvesse, mos colocasse cara a cara como alguns já fizerem, e parece que a falarmos, é mesmo possÃvel entendermo-nos. Mas tudo bem, para mim nada mudou. Tenho plena consciência do que escrevi, sei as intenções com que o fiz, e sei que o que disse não pode ofender ninguém bem intencionado ou esclarecido.
E eu cá continuarei, para esclarecer o que for de esclarecer.
Mas sobre o assunto. É fácil retirar coisas do contexto e fazer passar uma ideia que não é a correcta.
Agradeço ao António Godinho a campanha que tem feito em meu torno nos últimos dias, mas seria mais honesto que o fizesse explicando o contexto.
Os independentes a que me refiro no texto que escrevi, são os da suposta lista de independentes à Câmara que não ata nem desata, tendo bem presente alguns desses eventuais "independentes", e algumas das eventuais razões.
Considero-me uma pessoa coerente, e nunca seria coerente não concordar com independentes e ir numa lista em que estivessem independentes, como acontece. Não seria coerente, sendo dirigente no PS e tendo em muitas das listas, pessoas independentes, muitos deles com a minha indicação, como acontece.
O texto que escrevi, parte de um contexto bem definido e localizado, mas isso não o explicou António Godinho.
Depois, falo do conceito de ser independente e que isso não pode ser reduzido ao não pagamento de quotas de um partido, mas parece que isso não interessa. Então tenho que voltar a questionar, existe alguém verdadeiramente independente?
Estou habituado a ser atacado, e parece que é o que acontece quando se emite opiniões. Talvez algumas pessoas gostem de ter o exclusivo da opinião, mas comigo isso não vai acontecer, pois enquanto tiver vontade, não me coibirei de emitir opiniões, interessem a quem interessarem, doam a quem doerem, e tudo bem, interpretem como quiserem interpretar.
Como disse, estou a habituado a ser atacado, estou habituado a que distorçam o que disse, sei que às vezes incomodo.
Não o esperava de facto vindo do António Godinho, mas enfim, pessoas são pessoas. Mas confesso que preferia, parece-me mais ético, que se problemas houvesse, mos colocasse cara a cara como alguns já fizerem, e parece que a falarmos, é mesmo possÃvel entendermo-nos. Mas tudo bem, para mim nada mudou. Tenho plena consciência do que escrevi, sei as intenções com que o fiz, e sei que o que disse não pode ofender ninguém bem intencionado ou esclarecido.
E eu cá continuarei, para esclarecer o que for de esclarecer.
quinta-feira, julho 07, 2005
1º Aniversário

Pois é, o algures faz hoje um ano.
E por isso, mesmo que a sua criação tenha sido um acto egoÃsta, porque o fiz para mim, não posso deixar de agradecer a todos os que têm passado por cá, quer os que deixam quer os que não, marca da sua passagem, e mesmo à queles muito particulares senhores "anónimos", que contribuiem nem que mais não seja, para uma ou duas gargalhadas.
A todos, obrigado.
Continuaremos a encontrarmo-nos algures por aÃ.
quarta-feira, julho 06, 2005
Agora sou neonazi!
Assim o diz António Godinho no seu novo tomaronline, acerca do meu post sobre os independentes.
Sim foi uma mudança radical, eu considerava-me bastante de esquerda e estava convencido que era aà que se situavam os meus ideiais, mas afinal não, percebi que sou mais como o Alberto João, não gosto de chineses, indianos, africanos e borrego assado.
Ainda não rapei o cabelo porque quero fazer disso uma grande cerimónia, até já combinei com uns amigos e nessa noite vamos sair para a rua, partir umas montras e malhar uns outros ex-amigos pretos.
Já encomendei uma enorme bandeira com uma suástica para pôr no tecto do meu quarto, e estou eu próprio a esculpir um busto do hitler que é agora o meu guru...
Caro António Godinho,
por quem, ainda que sem termos relações próximas, nutro respeito, se por mais não for, porque somos colegas de profissão, e porque tem um espaço onde não só tenta informar, como assume as suas opiniões, para além de que é um dos cidadãos activos que tenta de facto agitar esta comunidade amorfa que somos.
Não percebo, honestamente, essa reacção ao meu post, que me parece bem explÃcito e onde não encontro as atitudes de que me acusa.
Aliás, acho que sou extremamente explÃcito quando digo que a questão de ser independente não pode ser reduzida ao facto de se pagar ou não quotas para um partido, não é um cartão que nos faz ou deixa de fazer independentes! E reafirmo-o veementemente, não há ninguém verdadeiramente independente.
Parece, da forma como reagiu, que tomou o post como ataque pessoal. Não vejo como possa ter sentido isso.
Aliás, não percebo sequer aquela confusão inicial entre eu e o Hugo Costa, seria fácil confirmar, ou não costuma passar por aqui?
O que sou não escondo, e o que digo, quando sinto que o devo dizer, assumo-o.
Penso que é o que faz também.
Felicidades para o novo blog.
Sim foi uma mudança radical, eu considerava-me bastante de esquerda e estava convencido que era aà que se situavam os meus ideiais, mas afinal não, percebi que sou mais como o Alberto João, não gosto de chineses, indianos, africanos e borrego assado.
Ainda não rapei o cabelo porque quero fazer disso uma grande cerimónia, até já combinei com uns amigos e nessa noite vamos sair para a rua, partir umas montras e malhar uns outros ex-amigos pretos.
Já encomendei uma enorme bandeira com uma suástica para pôr no tecto do meu quarto, e estou eu próprio a esculpir um busto do hitler que é agora o meu guru...
Caro António Godinho,
por quem, ainda que sem termos relações próximas, nutro respeito, se por mais não for, porque somos colegas de profissão, e porque tem um espaço onde não só tenta informar, como assume as suas opiniões, para além de que é um dos cidadãos activos que tenta de facto agitar esta comunidade amorfa que somos.
Não percebo, honestamente, essa reacção ao meu post, que me parece bem explÃcito e onde não encontro as atitudes de que me acusa.
Aliás, acho que sou extremamente explÃcito quando digo que a questão de ser independente não pode ser reduzida ao facto de se pagar ou não quotas para um partido, não é um cartão que nos faz ou deixa de fazer independentes! E reafirmo-o veementemente, não há ninguém verdadeiramente independente.
Parece, da forma como reagiu, que tomou o post como ataque pessoal. Não vejo como possa ter sentido isso.
Aliás, não percebo sequer aquela confusão inicial entre eu e o Hugo Costa, seria fácil confirmar, ou não costuma passar por aqui?
O que sou não escondo, e o que digo, quando sinto que o devo dizer, assumo-o.
Penso que é o que faz também.
Felicidades para o novo blog.
terça-feira, julho 05, 2005
Independentes
Eu poderei naturalmente parecer suspeito para emitir opinião sobre o assunto, mas ainda assim devo fazê-lo.
É que esta coisa dos independentes parece aqueles foleiros anúncios televisivos a detergentes - ninguém os grama, mas continuam a fazê-los!
Sempre que há eleições lá aparece o fantasma dos independentes, e só podem ser mesmo fantasmas, porque ninguém os vê!
Depois, eu gostava que me explicassem afinal o que é isso de ser independente, por dois motivos:
Primeiro, eu não acredito muito em pessoas que se proclamam independentes; nas várias situações que vamos encontrando ao longo da vida é preciso tomar posições, e quem não as toma normalmente é por cobardia, comodismo, ou simples incompetência.
Segundo, a avaliar pelos nomes que vão sendo ventilados, eles são tudo menos independentes! Ora!, não podemos reduzir o termo ao não pagamento de quotas a um partido, isso é um pouco demagógico para não dizer hipócrita! Os nomes que vão sendo ventilados são em alguns aspectos até muito dependentes, e outros, apesar de se fazerem importantes e desejados, são apenas o restolho que os partidos rejeitaram (pelo menos o meu!).
Depois, o essencial é algo que todos sabem, e que não é preciso ser muito inteligente para perceber - qualquer lista que apareça além da do PS serve apenas para diluir votos e reforçar a posição do senhor António Paiva e os seus moços de recados do PSD - Isto não é um facto? Ainda para mais quando, ao que tudo indica, o CDS não apresentará lista.
Então como é que certos senhores que dizem querer correr com o senhor Paulino com toda aquela áurea de importantes, pode ser levada a sério? De lendas, mitos e sebastiões, tem Tomar sido vítima durante muito tempo.
O que Tomar precisa não é de iluminados muito bons e importantes, mas que à primeira chamada fogem como o diabo da cruz! Percebo toda a máquina, o tal polvo que existe, mas ainda assim, não consigo perceber o medo que tantos têm ao senhor Paiva. É absolutamente incrível, dizem as piores coisas em surdina, mas em público perdem o pio, e dar a cara nem pensar nisso, a não ser que seja em pretensos projectos alternativos que na realidade só serviriam de muleta ao ditador.
Portanto, resumindo, uma lista de independentes feita de quê? De excluídos, de frustrados, de mitos, de cobardes, de gente movida pelo ódio, ou por interesses particulares, uma eventual série de gente que nada tem em comum a não ser o facto de dizerem uma coisa e praticarem outra.
Não é disto, afirme-se mais uma vez, que Tomar precisa. Acima de tudo, o que Tomar precisa é de novos protagonistas, movidos por outros interesses, e que acima de tudo, tenham como principais predicados, a coragem, a inteligência, e o amor a esta terra.
É isso, por mais que alguns esperneiem e gritem e tentem boicotar, no PS estamos a fazer. Mas era bom que toda a comunidade o fizesse, o que infelizmente não vejo acontecer.
Nas colectividades, nos outros partidos, nos comentadorzinhos da realidade local (real apenas na cabeça deles!), sempre as mesmas caras, sempre os mesmos pseudo-bons, tantos deles responsáveis por tanta da "coisa" criticada, tantos outros responsáveis por coisa nenhuma porque coisa nenhuma foi o que sempre souberam fazer.
Haja paciência e haja vontade, Tomar há-de mudar.
É que alguns esquecem-se do mais elementar, ninguém é insubstituível, ninguém é imortal. Quando muito, a imortalidade mede-se em função do que se fez em vida e do que se influenciou a comunidade e as pessoas com que se viveu, é por isso que os pseudo-bons passam depressa a pó do tempo... aliás muitos deles, já esquecidos em vida, bem tentam fazer-se lembrar...
É que esta coisa dos independentes parece aqueles foleiros anúncios televisivos a detergentes - ninguém os grama, mas continuam a fazê-los!
Sempre que há eleições lá aparece o fantasma dos independentes, e só podem ser mesmo fantasmas, porque ninguém os vê!
Depois, eu gostava que me explicassem afinal o que é isso de ser independente, por dois motivos:
Primeiro, eu não acredito muito em pessoas que se proclamam independentes; nas várias situações que vamos encontrando ao longo da vida é preciso tomar posições, e quem não as toma normalmente é por cobardia, comodismo, ou simples incompetência.
Segundo, a avaliar pelos nomes que vão sendo ventilados, eles são tudo menos independentes! Ora!, não podemos reduzir o termo ao não pagamento de quotas a um partido, isso é um pouco demagógico para não dizer hipócrita! Os nomes que vão sendo ventilados são em alguns aspectos até muito dependentes, e outros, apesar de se fazerem importantes e desejados, são apenas o restolho que os partidos rejeitaram (pelo menos o meu!).
Depois, o essencial é algo que todos sabem, e que não é preciso ser muito inteligente para perceber - qualquer lista que apareça além da do PS serve apenas para diluir votos e reforçar a posição do senhor António Paiva e os seus moços de recados do PSD - Isto não é um facto? Ainda para mais quando, ao que tudo indica, o CDS não apresentará lista.
Então como é que certos senhores que dizem querer correr com o senhor Paulino com toda aquela áurea de importantes, pode ser levada a sério? De lendas, mitos e sebastiões, tem Tomar sido vítima durante muito tempo.
O que Tomar precisa não é de iluminados muito bons e importantes, mas que à primeira chamada fogem como o diabo da cruz! Percebo toda a máquina, o tal polvo que existe, mas ainda assim, não consigo perceber o medo que tantos têm ao senhor Paiva. É absolutamente incrível, dizem as piores coisas em surdina, mas em público perdem o pio, e dar a cara nem pensar nisso, a não ser que seja em pretensos projectos alternativos que na realidade só serviriam de muleta ao ditador.
Portanto, resumindo, uma lista de independentes feita de quê? De excluídos, de frustrados, de mitos, de cobardes, de gente movida pelo ódio, ou por interesses particulares, uma eventual série de gente que nada tem em comum a não ser o facto de dizerem uma coisa e praticarem outra.
Não é disto, afirme-se mais uma vez, que Tomar precisa. Acima de tudo, o que Tomar precisa é de novos protagonistas, movidos por outros interesses, e que acima de tudo, tenham como principais predicados, a coragem, a inteligência, e o amor a esta terra.
É isso, por mais que alguns esperneiem e gritem e tentem boicotar, no PS estamos a fazer. Mas era bom que toda a comunidade o fizesse, o que infelizmente não vejo acontecer.
Nas colectividades, nos outros partidos, nos comentadorzinhos da realidade local (real apenas na cabeça deles!), sempre as mesmas caras, sempre os mesmos pseudo-bons, tantos deles responsáveis por tanta da "coisa" criticada, tantos outros responsáveis por coisa nenhuma porque coisa nenhuma foi o que sempre souberam fazer.
Haja paciência e haja vontade, Tomar há-de mudar.
É que alguns esquecem-se do mais elementar, ninguém é insubstituível, ninguém é imortal. Quando muito, a imortalidade mede-se em função do que se fez em vida e do que se influenciou a comunidade e as pessoas com que se viveu, é por isso que os pseudo-bons passam depressa a pó do tempo... aliás muitos deles, já esquecidos em vida, bem tentam fazer-se lembrar...
segunda-feira, julho 04, 2005
Urticária
Há uns senhores que se exprimem torcidos algures por aà e aqui, que andam com uns terrÃveis ataques de urticária, causada muito pelo PS e alguns dos seus dirigentes locais onde modestamente me incluo.
É o tipo de urticária que ataca seres frustrados, habituados a todo o tipo de esquemas e intrigas, às vezes cegos pelo ódio, outras porque não conseguem ver além do umbigo, que mudam de cara consoante a temperatura, rastejam contorcendo-se muito em busca do lugar mais quente, e habituados a coçar sempre no sentido do bolso.
Chateia-lhes imenso que tenhamos arranjado um repelente para estes parasitas, e no desespero da loucura, usam dos mais absurdos, ou talvez simplesmente estúpidos, usos ou argumentos, para tentar confundir consigo, os que a eles abominam. Não sabem esses pobres de espÃrito, que esta urticária não se pega a quem aos seus princÃpios seja fiel, e se desloque sempre na vertical e a olhar em frente.
Enfim, atacando quem ataca, este tipo de urticária só pode ser bom sinal, e por isso, está para durar. Aguentem-se.
É o tipo de urticária que ataca seres frustrados, habituados a todo o tipo de esquemas e intrigas, às vezes cegos pelo ódio, outras porque não conseguem ver além do umbigo, que mudam de cara consoante a temperatura, rastejam contorcendo-se muito em busca do lugar mais quente, e habituados a coçar sempre no sentido do bolso.
Chateia-lhes imenso que tenhamos arranjado um repelente para estes parasitas, e no desespero da loucura, usam dos mais absurdos, ou talvez simplesmente estúpidos, usos ou argumentos, para tentar confundir consigo, os que a eles abominam. Não sabem esses pobres de espÃrito, que esta urticária não se pega a quem aos seus princÃpios seja fiel, e se desloque sempre na vertical e a olhar em frente.
Enfim, atacando quem ataca, este tipo de urticária só pode ser bom sinal, e por isso, está para durar. Aguentem-se.
Dias que passam
É, os dias vão passando, sucedendo-se continuamente sem quase darmos por isso, entregues que andamos à "loucura do dia-a-dia".
O calor aperta e isso faz-me sentir falta de acampar, sentir falta de areia, sentir falta de coisas simples como vestir os calções e andar despenteado (mais que o costume) o dia todo, sentir falta de estar longe, num sÃtio sem rede e sem computadores; mas enfim, com um pouco de sorte hei-de saciar a vontade um dia destes.
Infelizmente, com o calor vêm os fogos, parece que hoje andou ou anda, um aà algures em Tomar. Espero que não seja nada de grave.
O calor aperta e isso faz-me sentir falta de acampar, sentir falta de areia, sentir falta de coisas simples como vestir os calções e andar despenteado (mais que o costume) o dia todo, sentir falta de estar longe, num sÃtio sem rede e sem computadores; mas enfim, com um pouco de sorte hei-de saciar a vontade um dia destes.
Infelizmente, com o calor vêm os fogos, parece que hoje andou ou anda, um aà algures em Tomar. Espero que não seja nada de grave.
quinta-feira, junho 30, 2005
Talhos e música
Em Tomar até os talhos andam à frente da Autarquia, pelo menos no que diz respeito às novas tecnologias!
É que diz o Templário desta semana e é verdade. Cá está o site dos talhos O Jaime
Linda linda é a nova letra "Fico Assim sem você" para a música da Adriana Calcanhoto que aparece no mesmo jornal dedicada ao Presidente da CM Tomar, e que se eu tiver tempo e vontade, ainda vou transcrever para aqui.
É que diz o Templário desta semana e é verdade. Cá está o site dos talhos O Jaime
Linda linda é a nova letra "Fico Assim sem você" para a música da Adriana Calcanhoto que aparece no mesmo jornal dedicada ao Presidente da CM Tomar, e que se eu tiver tempo e vontade, ainda vou transcrever para aqui.
"Monises"
Fã de Leonardo e da sua obra, já era tempo que o quadro mais famoso do mundo e um dos maiores Ãcones da Obra Humana passasse por aqui... ligeiramente modificado.






contribuição da maluka Sofia Lopes
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