sábado, agosto 06, 2005

Falar. Falar do quê?

Falar dos fogos? Falar do país que arde? Falar do que todos sabemos e vimos?
Não, é apenas redundante.

Falar da fragilidade da vida humana? Falar de Manuel da Silva, falecido dono do Mister Grill, um dos excelentes restaurantes do nosso concelho, que caiu fulminado pelo coração, na tarde de quinta algum tempo depois de passar por mim no fogo de Alviobeira?
Não, não sei já o que dizer.

Falar de política, do Presidente de Câmara que temos (que ao que parece foi vaiado na quinta à noite na gravação do programa da RTP que hoje à noite é transmitido), das listas que surgem, dos saltapocinhas nessas listas, da lista de independentes que é tudo menos isso, da falta de integridade de algumas pessoas, do pretenciosismo e arrogância de uns, perante a complacência e o servilismo de outros?
Não, hoje não me apetece.

Falar de qualquer outro número do circo nabantino?
Não, não, não.

Falar de mim, dizer que agora sou oficialmente um boy?
Não, parece que não entendem o meu português, muito menos a minha ironia.

Falar então de quê? Da noite mal dormida, do livro que li, do filme que quero ir ver...
Olha, se calhar não falo de nada hoje. Pronto.

quinta-feira, agosto 04, 2005

Ora o sapiente Paiva...

...tão preocupado andava por não percebermos o que anda a fazer no Comité das Regiões, mostrando que lê blogues e jornais, puxa do seu estatuto de relator, revela-se mestre do copy paste, e toma lá uma página disto, e para a semana ainda levas mais.

Mas sabe, eu sou assim um pouco, como direi... - burro! De maneira a que quando na mesma página se juntam muitos FEDERs e FSEs e URBANs e EQUALs e TACIS e CARDS e ISPAs e MEDAs, começa fazer-se assim uma neblina, as palavras juntam-se todas, e, coisa maravilhosa, não é que começo a falar grego?!

De maneira que, da próxima vez se puder, e só se puder, que não quero agora complicar-lhe a vida!... dava para escrever duma maneira assim que, sei lá... as pessoas percebessem!Ou então pronto, facilite-nos a vida, que o efeito é mesmo, e publique só a fotografia!

Tomar é mesmo um mundo à parte...

Em Abrantes e Torres Novas os hospitais inauguram pediatrias e maternidades e serviços disto e daquilo, coisas assim, sem importância...
Já no hospital de Tomar, como concelho cultural que somos, inauguram-se pinturas.
Ora toma que é d'artista!

Tenho que falar outra vez...

... na Sílvia.
Enfim, não resisto.

Ó Sílvia - desculpa que te trate assim, mas somos da mesma idade - vou dar só uma dica, que aliás não é a primeira vez, mas parece que vocês na CDU não percebem.
Atacar o PS, quando o partido do poder é o PSD, não só desvaloriza a vossa candidatura, como coloca o protagonismo no PS.
De facto, é merecido, mas enfim, vocês é que sabem que campanha querem fazer.
Ó Sílvia, mesmo sendo da CDU, há vida além da cassete. A nossa geração já vai além do DVD de 8 gigas!

Parabéns...

... ao jornal Templário por mais um aniversário.


Mas já agora desculpem lá, isto não é para o Templário, até porque os outros jornais regionais fazem o mesmo, e se eu fosse dono de um jornal, certamente também gostaria que acontecesse.
Este comentário é sim para as entidades responsáveis a quem se aplicar.
Será que a publicação de cartões de aniversário é a melhor forma de gastar o dinheiro dos contribuintes? Afinal, como é que se justifica aquilo, como publicidade de uma autarquia? A prenda da autarquia?

E já agora, senhores da Câmara Municipal, aquela página das "Infraestruturas de Desporto..." é o quê? O fim da subtileza? Agora é mesmo à descarada?

sexta-feira, julho 29, 2005

Ora portanto, cá estou.

E claro, cada regresso a Tomar, ainda que após alguns dias apenas, é como a caixa de bombons do Tom Hanks no Forrest Gump - nunca sabemos o que vamos encontrar.
Precisei de um dia para mais ou menos perceber o que desde sexta-feira tinha mudado, e ainda não percebi bem se mudou muita coisa, ou se na realidade está tudo na mesma.

A primeira reacção foi de imensa felicidade ao ver que a 8ª maravilha do mundo, a linda rotunda cibernética, já funciona outra vez. E fico contente porque enquanto o resto do país se queixa com falta de água, é ver ali aguinha da rede a jorrar sem parar. Tomar é afinal um concelho rico.

Fiquei igualmente feliz ao saber que já foram cerca de três mil os idosos a participar este ano nas viagens promovidas pelas juntas de freguesia. Nada como usar bem os dinheiros públicos.

Depois, o Bloco já tem manifesto, e admiro-me ao ver uma referência à minha pessoa no seu manisfesto autárquico. Começo a sentir-me importante, e contente por ver que o Bloco tem os seus objectivos bem definidos.

O PSD já tem mais nomes para mostrar, mas só isso. Tenho pena de nada mais ter para dizer sobre o partido do poder em Tomar, mas pronto, é só isso.

Fiquei também estupefacto com os nomes de algumas pessoas de algumas listas já anunciadas ou por anunciar. A coerência e a coragem são dois dos atributos que mais aprecio. Só não sei bem como definir cobardia disfarçada de coragem.

E claro, abriu definitivamente a corrida dos iluminados sebastiões nabantinos, prova do muito que já disse, e do muito mais que não disse, mas que também não digo agora.
Falta só saber se os sebastiões ficam, ou se como de costume, se esfumam no nevoeiro.
De publicidade gratuita, e outros interesses maiores, sempre se viram muitos à procura, mas há limites para tudo.

Seja como for, o estar longe ajuda a ver mais acima, e algumas reflexões são importantes.
Por exemplo: os portugueses, e os tomarenses muito em particular, gostam de ditadores, gostam de ser conduzidos, gostam de criticar mas preferem quem faça o trabalho por eles.
Os portugueses, e os tomarenses muito em particular, cultivam a aparência, gostam da fachada, gostam da ilusão, adoram um bom romance, adoram o mito e a lenda, em especial quando eles se personificam em alguém. E depois somos uma terra de salvadores em busca da sua própria salvação, e de iluminados da lâmpada fundida, nem tanto por culpa dos próprios, mas de aqueles que por ingenuidade ou adoração, ou por interesses menos claros, os elevam a essa condição.

É certo, a complexidade é uma característica do ser humano. E depois há os portugueses. E depois há os nabantinos.

Entrevista no Cidade de Tomar

publicada a 22 de Julho de 2005

Cidade de Tomar - Alguns aspectos que gostaria de ver melhorados na cidade?

Hugo Cristóvão - Acima de tudo, os problemas estruturais sobre os quais nada tem sido feito nos últimos anos, e que concernem ao desenvolvimento económico e o seu reflexo na falta de emprego, em especial para os mais jovens o que depois implica uma enorme dificuldade na fixação de população. É por demais notório que o concelho tem perdido imensos habitantes nos últimos anos, e perde-os para os concelhos vizinhos, o que só pode ser explicado pela perca de condições e qualidade de vida do nosso concelho em detrimento desses.
Sem desenvolvimento económico, para o qual é muito importante o investimento privado, não haverá apoio para a Cultura, não haverá apoio para o Associativismo, para o Desporto, para o Apoio Social.
Existem outros problemas a resolver como a mobilidade urbana, o preço da habitação e consequente falta de oferta diferenciada, e ainda toda a dificuldade burocrática bem como os elevados preços de tudo o que é taxas e licenças em Tomar.

Depois há uma série de problemas específicos de alguns espaços físicos da cidade que urgem de uma resposta, e que, propaganda à parte, não tem sido encontrada coragem ou sabedoria para os resolver, tais como o Flecheiro, importante postal turístico da desgraça a que tomar está dotado, assim como toda a ligação da cidade com rio, que não tem sido devidamente aproveitada e potencializada.
E ainda espaços como a Várzea Grande, o antigo Hospital Militar no Convento de Cristo, a Mata dos Sete Montes, o Convento de Santa Iria, a Fábrica da Fiação, o Açude de Pedra, o edifício do antigo Colégio Nuno �lvares, as moagens da Mendes Godinho, o Bairro 1º de Maio.
Continuamos sem um Parque de Feiras, importantíssimo também como mais valia para o Turismo, com a realização de diversos eventos e tirando partido da nossa localização geográfica, e nesta estratégia seria também importante um Pavilhão Multiusos, o que talvez tenha sido prejudicado para os próximos anos, pela realização dos pavilhões desportivos, sendo que a “remodelação� do pavilhão junto ao rio é o exemplo máximo do mau planeamento e desperdício a que Tomar tem estado sujeito.
Outro dos problemas que temos é que Tomar, com todo o seu potencial cultural, não tem uma verdadeira sala de espectáculos, porque o Cine-teatro, apesar da avultada soma que sorveu, mal acolhe um rancho ou uma banda filarmónica.
Enfim, o que falta fundamentalmente é um Plano Estratégico para o concelho, perceber onde estamos, para o que queremos evoluir e como faremos para lá chegar. E assim, saberemos quais as infra-estruturas necessárias, quais as áreas a investir, que incentivos criar e a quem ou o quê, os direccionar.

CT - Se fosse vereador das freguesias quais seriam as suas estratégias de actuação?

HC - Para que as juntas tenham razão de existência, precisam efectivamente de fazer muito mais do que a maioria faz, mas o problema não está em grande parte nelas, está sim na Câmara. É preciso protocolar mais com as juntas e dar-lhes meios para que possam efectivamente fazer um trabalho de proximidade com os cidadãos, e que estes, fundamentalmente nos espaços rurais, a ela possam recorrer para resolver muitos dos problemas ou necessidades, que no momento só se deslocando à cidade podem resolver.
Nas freguesias essencialmente urbanas, Santa Maria e São João, estas podem e devem fazer mais, no que diz respeito por exemplo à gestão de espaços públicos, como os jardins ou os parques desportivos.
Particularmente, e isso não passará apenas pelas Juntas, é preciso apostar fortemente na revitalização e modernização dos núcleos urbanos das freguesias rurais, assim como a urgente revisão do PDM a fim de se poder consolidar esses mesmos espaços, onde por vezes acontece a situação absurda de não ser possível construir em locais onde já existem casas e infra-estruturas.

CT - O que pensa do movimento cultural e associativo do concelho?

HC - O movimento associativo do concelho é algo do que mais rico temos. Passos Manuel afirmou que enquanto houvesse massa cinzenta nenhum paí­s seria pobre, pois também enquanto houver vontade e voluntarismo para o trabalho associativo em prol da comunidade o mesmo acontece. As associações do concelho de Tomar prestam importantes serviços aos cidadãos nas mais variadas áreas, sejam da cultura, do desporto, da ocupação de tempos livres, da acção e solidariedade social, como outras, e só arduamente este trabalho é reconhecido. As associações necessitam de maior apoio, apoio que na maioria das vezes nem passa tanto pelo monetário, mas pelo logístico. A actuação da Câmara nesta matéria deve ser a de facilitar, apoiar, incentivar, e não o contrário como muitas vezes acontece.
Depois o apoio monetário além de acrescido deve ser devidamente regulamentado. Deve-se deixar a mentalidade de subsistência e de subsídio-dependência para um regime de verdadeira parceria protocolada entre a Câmara e as associações, bem como a sua acção deve ser avaliada e enquadrada num plano estratégico do concelho, a fim de que mais recebam os que mais executam.
Depois, é ponto essencial que o Município não se substitua ao trabalho das associações  ocupando áreas de intervenção e espaços físicos que estas abranjam, desde que estas o façam positivamente.
É essencial perceber que a vantagem das associações não é apenas a social, ao ocupar, formar, educar os cidadãos, mas também económica, na medida em que criam postos de trabalho, geram riqueza, e podem e devem ser uma grande mais valia também, num concelho que se diz potencializado para o turismo.

CT - Qual o livro que mais gostou de ler? O que lê habitualmente?

HC - É-me difícil apontar um livro, mas há alguns entre outros que destaco na minha bibliografia de vida: “O Principezinho� de Saint Exupery, muito mais que um livro infantil, é um guia excepcional pela simplicidade aparente, das diferentes personalidades humanas, do carácter, e do relacionamento humano.
“1984� de George Orwell, é uma excelente ilustração daquilo que fomos, que somos e que podemos vir a ser enquanto Humanidade, nas nossas guerras constantes, e nos ciclos permanentes da luta ideológica, que muitas vezes se resume à mesquinha luta de poder, e domínio dos outros, quaisquer que sejam.
O “Memorial do Convento� do nosso Saramago é uma excepcional obra-prima que alia os factos históricos ao fantástico, confundindo-se os limites da plausibilidade realista. Não deixa também de ser um retrato do povo que somos, entre a mania da grandiosidade e a pequenez de muitos espíritos.
Habitualmente, leio romance, romance histórico, poesia; tenho também um certo fascínio por aquilo que diz respeito aos Templários assim como outros temas esotéricos. Gosto também de ler trabalhos de jovens autores portugueses, como por exemplo José Luís Peixoto ou Gonçalo M. Tavares.
Leio ainda naturalmente a imprensa, sou assinante do Jornal de Letras e leio regularmente o Público, a Visão e a imprensa regional.

CT - Qual o filme que mais o marcou. Que programas de televisão costuma ver?

HC - Sou um grande fã de cinema, e só se não puder é que não vou todas as semanas, além do que vejo em suporte digital, e por isso não consigo nomear apenas um. Por isso, sem os descrever, enumero alguns que por diferentes motivos me marcaram: Mulholand Drive, Magnólia, A Lista de Shindler, Citizen Kane, Matrix, Fala com Ela, Pulp Fiction, por exemplo.
Vejo pouca televisão, e essencialmente os noticiários e outros programas informativos, sempre que posso, programas como A Quadratura do Círculo e o Expresso da Meia-noite da SIC Notícias, ou o Prós e Contras ou a Grande Entrevista da RTP. E claro, o Contra-Informação.

CT - Se fosse primeiro-ministro, quais as medidas que tomava para reduzir o défice?

HC - Um dos piores problemas do nosso país é a economia paralela, Portugal podia ser definido pelo país dos biscates, aliás, ando há uns tempos para escrever um artigo sobre esse tema. A dificuldade em resolver essa situação, é que o país de facto não se muda por decreto, e a par das leis, são necessárias fortes medidas de consciencialização que possam mudar acima de tudo as mentalidades. O português acha normal o biscate, muitos ganham mais nos trabalhos “extra� que no emprego formal, e depois, são ainda as rendas não declaradas, as vendas não facturadas, enfim, rios de dinheiro que correm paralelamente à finança oficial, e o problema é que o português não percebe que isso o prejudica, e prejudica imensamente o colectivo, essencialmente na medida em que obriga ao aumento de impostos.
De qualquer forma, e apesar de enorme dificuldade em satisfazer os cidadãos portugueses, e dos necessários sacrifícios que nos tocam a todos, acredito que o Governo de José Sócrates está com determinação e coragem, a tomar medidas efectivas das quais viremos a poder observar e sentir resultados. Os portugueses devem ser críticos e vigilantes, mas devem também perceber a difícil situação em que nos encontramos, e entender que não é fácil para um Governo fazer o que está a fazer, ciente que isso terá custos, eventualmente até nas próximas eleições autárquicas. Mas é exactamente assim que se percebe da seriedade da actuação do nosso Governo.

sexta-feira, julho 22, 2005

E agora vou fugir...

... mas é só uns diazitos!
Eu volto já a seguir. É que é já a seguir!

Cliques aos amigos

Acabadinhos de adicionar aos links ali ao lado estão o A Sombra do Eucalipto do sardoalense Pedro Rosa, e o Algures Por Ferreira do Bruno Gomes. Dois amigos recém chegados ao mundo virtual e por isso a precisar dum empurraozinho.
Já mais rodado, aparece também o Suplemento de Alma do ouriense João Heitor, porque às vezes, passar a vida a dar e levar, também pode ser uma forma de amizade.
E também, embora não tenha muito o hábito de colocar links para sites explícitos de campanha, o amigo e candidato à Câmara de Salvaterra de Magos, Nuno Antão e o seu Ousar Fazer Política, merece um tratamento especial. Bons cliques!

quinta-feira, julho 21, 2005

E já agora...

... alguém me explica essa história que por aí corre, que o mercado foi vendido ao senhor Belmiro?
Comendador Paiva, não quer dizer nada, se possível, ANTES de Outubro?

Mas afinal...

... aparece ou não a 3ª lista de apoio ao sapiente Paiva?
Precisam de ajuda a recolher assinaturas?

segunda-feira, julho 18, 2005

Dúvidas

Parece-me uma dúvida simples, mas talvez não. Subtraídos os dias que por ano passa em viagens de campanha - ó, perdão, excursões da 3ª idade - quantos dias sobram ao vereador Carlos Carrão, para efectivamente fazer alguma coisa?

Já agora, a partir de que idade é que se é considerado membro da 3ª idade? E porque é que vão sempre os mesmos?

Mas enfim, registe-se que eu até admiro o senhor Carlos Carrão, é que se ser do PS em Tomar não é fácil, ser Presidente do PSD deve ser parecido. É vê-lo por aí sozinho a tentar fazer campanha... mas não há ninguém que ajude o homem? Então, e os outros candidatos? Até parece que só aparecem quando há fotógrafos...

O sacrificado Ivo

Na entrevista desta semana ao Cidade de Tomar, Ivo Santos, o "super-vereador", tece umas considerações dignas de nota.
Em primeiro lugar, uma das importantes conclusões a que chegamos, é que só deve concorrer a autarca quem já o é (interessante!!).
Depois, é um imenso sacrifício pessoal, e naturalmente, digno e possível apenas para alguns.
E claro, está absolutamente convicto que indo em quinto lugar vai ser eleito...
Mas a que eu gosto mais é a dos "vários candidatos a autarcas falam, sem possuírem qualquer ideia minimamente concreta sobre a realidade".
E não é que tem razão? É mesmo muito difícil perceber o que se passa na autarquia, e que melhor exemplo que o vice-presidente da Câmara, que na ausência do sapiente Paiva, a quase tudo responde algo como: - pois, sobre isso só o Presidente lhe saberá responder.

As incoerências da Sílvia

A Sílvia, candidata da CDU, tem naturalmente uma tarefa difícil, e por isso se compreende alguma confusão, que ainda assim, não fica nada bem a uma jovem.
No artigo que enviou para os dois jornais da cidade (será isso correcto?) diz entre outras linhas que "Tomar precisa de outra atitude política!". Pois precisa Sílvia, e o essencial dessa nova atitude é falar verdade. Então o PS é que anda a roubar as ideias à CDU? É preciso ter lata, quando muitas das ideias que AGORA vêm defender estiveram disponíveis no site do PS desde o ano passado (às vezes, ajudava ao menos mudar umas vírgulas!) . Mas também não temos qualquer problema em contribuir, é sinal que elas são correctas.
Depois tenta, mais uma vez, confundir as pessoas com o número da "gestão PSD/PS dos últimos 8 anos". Ó Sílvia, as pessoas sabem quem está no poder (talvez não saibam é onde tem andado a CDU), e sabem que não podem confundir algumas pessoas que prestam serviço ao PSD, com o Partido Socialista. Aliás, alguns deles estão agora a colaborar convosco não é? Enfim, é coerente. (e eu percebo que isso te seja complicado de digerir).
Agora, quem tem um Presidente de Junta que apela ao voto no Paiva parece que é a CDU.
Afinal, em que é que ficamos? Governação PSD/CDU?

sexta-feira, julho 15, 2005

Programa eleitoral

Valorização e afirmação do Concelho
no contexto regional, nacional e internacional e melhoria da qualidade do serviço e atendimento

Clareza de procedimentos
informação atempada dos munícipes
atendimento dos munícipes pela vereação
criação do Regulamento de Gestão Urbanística
implementação do Guia do Munícipe

Dignificação das freguesias
atendimento personalizado aos presidentes

Valorização dos recursos humanos
partilha de tarefas entre vereadores
actualização e motivação dos dirigentes
formação e reafectação de tarefas aos funcionários

Instrumentos de gestão
revisão do PDM tornando-o realista e flexível
criação do GAI - Gabinete de Apoio ao Investidor

Qualificação e criação de emprego
dinamização da formação profissional
aproximação entre escolas e empresas
promoção de projectos intersectoriais (Centro de Emprego)

Revitalização da indústria
dinamizaçãos das Zonas Industriais
apoio à instalação de pequenas e médias empresas
fomento de insdústria no meio rural

tratamento urbanístico do Flecheiro
dar vida às casas abandonadas das freguesias

construção de habitação social
apoio à criação de novas cooperativas
incentivo aos jovens

criação do Cartão Municipal do Idoso

aptidões turísticas e de lazer nos espaços naturais
apoio à criação de espaços de convívio

Naturalmente quem ler estas linhas pensará que me refiro ao programa eleitoral do PS às próximas autárquicas em Tomar.
Não podiam estar mais enganados! Tudo isto foi retirado ipsis verbis do programa eleitoral do PSD e do senhor Paiva, intitulado Tomar o Rumo, das autárquicas de 1997! Programa esse cujas grandes linhas de propostas eram:
Uma Câmara aberta
Fixação da população
Qualidade de vida
A nossa cultura

Das duas uma, ou o documento era para fins humorísticos, ou alguém não sabia do que estava a falar e mentiu ao tomarenses.
O documento encerra em si verdadeiras pérolas e devia ser de leitura obrigatória. Eu deixo só mais umas frases inspiradas:

«Quando predomina o índividuo, a harmonia do conjunto social pode romper-se...»
Saberemos escutar, e decidir no respeito pelas aspirações e vivências culturais colectivas.

A burocracia combate-se com uma administração transparente, que responsabilize políticos e funcionários, perante os munícipes.

Há que contrariar a desertificação.
Criaremos condições para os nossos filhos promovendo e estimulando novos empregos.

Viver o presente é construir o futuro.
Vamos dar vida às freguesias e humanizar a cidade.

A qualificação urbana é uma prioridade.
Os jovens e os idosos serãos os mais beneficiados.

A habitação vai concitar a intervenção municipal e a iniciativa privada e cooperativa.
Quem quer construir a sua própria habitação, vai poder fazê-lo a tempo e horas.

...e mais, e mais, tudo tão ficcionado como o já clássico Parque Temático de Tomar
Se não fosse um sério caso de choro para os tomarenses, seria um sério caso de riso...

quarta-feira, julho 13, 2005

Manuel Alegre...

... 40 anos de poesia


Trova do vento que passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

segunda-feira, julho 11, 2005

Dizer: presente

Este fim-de-semana tive uma longa discussão com um amigo, sobre as nossas diferenças de posicionamento em relação a algo do qual fizémos parte, e no fundo sobre diferentes perspectivas de intervenção social. Estas frases ficaram-me na cabeça:
A história não se faz com os ausentes
A fuga quase sempre dá razão a quem fica

Bons Recursos Financeiros

Confesso que ainda não vi, mas recebi agora um sms onde um amigo de outro concelho, ironizando, se mostrava surpreendido pelos nossos recursos financeiros, é que ao que parece, na Agenda Cultural da Autarquia vêm 8 páginas repetidas.
Nós em Tomar somos assim, "à grande"...

Praias fluviais de Tomar

consulte aqui

domingo, julho 10, 2005

Novela Independente parte III

Enfim, parece que tenho que voltar a falar disto. Isto de facto de se falar português deve ser uma coisa realmente difícil, é que parece que para as mesmas palavras, cada um entende o que quer!

Mas sobre o assunto. É fácil retirar coisas do contexto e fazer passar uma ideia que não é a correcta.
Agradeço ao António Godinho a campanha que tem feito em meu torno nos últimos dias, mas seria mais honesto que o fizesse explicando o contexto.
Os independentes a que me refiro no texto que escrevi, são os da suposta lista de independentes à Câmara que não ata nem desata, tendo bem presente alguns desses eventuais "independentes", e algumas das eventuais razões.
Considero-me uma pessoa coerente, e nunca seria coerente não concordar com independentes e ir numa lista em que estivessem independentes, como acontece. Não seria coerente, sendo dirigente no PS e tendo em muitas das listas, pessoas independentes, muitos deles com a minha indicação, como acontece.
O texto que escrevi, parte de um contexto bem definido e localizado, mas isso não o explicou António Godinho.
Depois, falo do conceito de ser independente e que isso não pode ser reduzido ao não pagamento de quotas de um partido, mas parece que isso não interessa. Então tenho que voltar a questionar, existe alguém verdadeiramente independente?

Estou habituado a ser atacado, e parece que é o que acontece quando se emite opiniões. Talvez algumas pessoas gostem de ter o exclusivo da opinião, mas comigo isso não vai acontecer, pois enquanto tiver vontade, não me coibirei de emitir opiniões, interessem a quem interessarem, doam a quem doerem, e tudo bem, interpretem como quiserem interpretar.
Como disse, estou a habituado a ser atacado, estou habituado a que distorçam o que disse, sei que às vezes incomodo.
Não o esperava de facto vindo do António Godinho, mas enfim, pessoas são pessoas. Mas confesso que preferia, parece-me mais ético, que se problemas houvesse, mos colocasse cara a cara como alguns já fizerem, e parece que a falarmos, é mesmo possível entendermo-nos. Mas tudo bem, para mim nada mudou. Tenho plena consciência do que escrevi, sei as intenções com que o fiz, e sei que o que disse não pode ofender ninguém bem intencionado ou esclarecido.
E eu cá continuarei, para esclarecer o que for de esclarecer.

quinta-feira, julho 07, 2005

1º Aniversário

um ano cheio!

Pois é, o algures faz hoje um ano.
E por isso, mesmo que a sua criação tenha sido um acto egoísta, porque o fiz para mim, não posso deixar de agradecer a todos os que têm passado por cá, quer os que deixam quer os que não, marca da sua passagem, e mesmo àqueles muito particulares senhores "anónimos", que contribuiem nem que mais não seja, para uma ou duas gargalhadas.
A todos, obrigado.
Continuaremos a encontrarmo-nos algures por aí.

quarta-feira, julho 06, 2005

Agora sou neonazi!

Assim o diz António Godinho no seu novo tomaronline, acerca do meu post sobre os independentes.

Sim foi uma mudança radical, eu considerava-me bastante de esquerda e estava convencido que era aí que se situavam os meus ideiais, mas afinal não, percebi que sou mais como o Alberto João, não gosto de chineses, indianos, africanos e borrego assado.
Ainda não rapei o cabelo porque quero fazer disso uma grande cerimónia, até já combinei com uns amigos e nessa noite vamos sair para a rua, partir umas montras e malhar uns outros ex-amigos pretos.
Já encomendei uma enorme bandeira com uma suástica para pôr no tecto do meu quarto, e estou eu próprio a esculpir um busto do hitler que é agora o meu guru...

Caro António Godinho,
por quem, ainda que sem termos relações próximas, nutro respeito, se por mais não for, porque somos colegas de profissão, e porque tem um espaço onde não só tenta informar, como assume as suas opiniões, para além de que é um dos cidadãos activos que tenta de facto agitar esta comunidade amorfa que somos.
Não percebo, honestamente, essa reacção ao meu post, que me parece bem explícito e onde não encontro as atitudes de que me acusa.
Aliás, acho que sou extremamente explícito quando digo que a questão de ser independente não pode ser reduzida ao facto de se pagar ou não quotas para um partido, não é um cartão que nos faz ou deixa de fazer independentes! E reafirmo-o veementemente, não há ninguém verdadeiramente independente.
Parece, da forma como reagiu, que tomou o post como ataque pessoal. Não vejo como possa ter sentido isso.
Aliás, não percebo sequer aquela confusão inicial entre eu e o Hugo Costa, seria fácil confirmar, ou não costuma passar por aqui?
O que sou não escondo, e o que digo, quando sinto que o devo dizer, assumo-o.

Penso que é o que faz também.
Felicidades para o novo blog.

terça-feira, julho 05, 2005

Independentes

Eu poderei naturalmente parecer suspeito para emitir opinião sobre o assunto, mas ainda assim devo fazê-lo.
É que esta coisa dos independentes parece aqueles foleiros anúncios televisivos a detergentes - ninguém os grama, mas continuam a fazê-los!
Sempre que há eleições lá aparece o fantasma dos independentes, e só podem ser mesmo fantasmas, porque ninguém os vê!
Depois, eu gostava que me explicassem afinal o que é isso de ser independente, por dois motivos:
Primeiro, eu não acredito muito em pessoas que se proclamam independentes; nas várias situações que vamos encontrando ao longo da vida é preciso tomar posições, e quem não as toma normalmente é por cobardia, comodismo, ou simples incompetência.
Segundo, a avaliar pelos nomes que vão sendo ventilados, eles são tudo menos independentes! Ora!, não podemos reduzir o termo ao não pagamento de quotas a um partido, isso é um pouco demagógico para não dizer hipócrita! Os nomes que vão sendo ventilados são em alguns aspectos até muito dependentes, e outros, apesar de se fazerem importantes e desejados, são apenas o restolho que os partidos rejeitaram (pelo menos o meu!).
Depois, o essencial é algo que todos sabem, e que não é preciso ser muito inteligente para perceber - qualquer lista que apareça além da do PS serve apenas para diluir votos e reforçar a posição do senhor António Paiva e os seus moços de recados do PSD - Isto não é um facto? Ainda para mais quando, ao que tudo indica, o CDS não apresentará lista.
Então como é que certos senhores que dizem querer correr com o senhor Paulino com toda aquela áurea de importantes, pode ser levada a sério? De lendas, mitos e sebastiões, tem Tomar sido vítima durante muito tempo.
O que Tomar precisa não é de iluminados muito bons e importantes, mas que à primeira chamada fogem como o diabo da cruz! Percebo toda a máquina, o tal polvo que existe, mas ainda assim, não consigo perceber o medo que tantos têm ao senhor Paiva. É absolutamente incrível, dizem as piores coisas em surdina, mas em público perdem o pio, e dar a cara nem pensar nisso, a não ser que seja em pretensos projectos alternativos que na realidade só serviriam de muleta ao ditador.
Portanto, resumindo, uma lista de independentes feita de quê? De excluídos, de frustrados, de mitos, de cobardes, de gente movida pelo ódio, ou por interesses particulares, uma eventual série de gente que nada tem em comum a não ser o facto de dizerem uma coisa e praticarem outra.
Não é disto, afirme-se mais uma vez, que Tomar precisa. Acima de tudo, o que Tomar precisa é de novos protagonistas, movidos por outros interesses, e que acima de tudo, tenham como principais predicados, a coragem, a inteligência, e o amor a esta terra.
É isso, por mais que alguns esperneiem e gritem e tentem boicotar, no PS estamos a fazer. Mas era bom que toda a comunidade o fizesse, o que infelizmente não vejo acontecer.
Nas colectividades, nos outros partidos, nos comentadorzinhos da realidade local (real apenas na cabeça deles!), sempre as mesmas caras, sempre os mesmos pseudo-bons, tantos deles responsáveis por tanta da "coisa" criticada, tantos outros responsáveis por coisa nenhuma porque coisa nenhuma foi o que sempre souberam fazer.
Haja paciência e haja vontade, Tomar há-de mudar.
É que alguns esquecem-se do mais elementar, ninguém é insubstituível, ninguém é imortal. Quando muito, a imortalidade mede-se em função do que se fez em vida e do que se influenciou a comunidade e as pessoas com que se viveu, é por isso que os pseudo-bons passam depressa a pó do tempo... aliás muitos deles, já esquecidos em vida, bem tentam fazer-se lembrar...

segunda-feira, julho 04, 2005

Urticária

Há uns senhores que se exprimem torcidos algures por aí e aqui, que andam com uns terríveis ataques de urticária, causada muito pelo PS e alguns dos seus dirigentes locais onde modestamente me incluo.
É o tipo de urticária que ataca seres frustrados, habituados a todo o tipo de esquemas e intrigas, às vezes cegos pelo ódio, outras porque não conseguem ver além do umbigo, que mudam de cara consoante a temperatura, rastejam contorcendo-se muito em busca do lugar mais quente, e habituados a coçar sempre no sentido do bolso.
Chateia-lhes imenso que tenhamos arranjado um repelente para estes parasitas, e no desespero da loucura, usam dos mais absurdos, ou talvez simplesmente estúpidos, usos ou argumentos, para tentar confundir consigo, os que a eles abominam. Não sabem esses pobres de espírito, que esta urticária não se pega a quem aos seus princípios seja fiel, e se desloque sempre na vertical e a olhar em frente.
Enfim, atacando quem ataca, este tipo de urticária só pode ser bom sinal, e por isso, está para durar. Aguentem-se.

Dias que passam

É, os dias vão passando, sucedendo-se continuamente sem quase darmos por isso, entregues que andamos à "loucura do dia-a-dia".
O calor aperta e isso faz-me sentir falta de acampar, sentir falta de areia, sentir falta de coisas simples como vestir os calções e andar despenteado (mais que o costume) o dia todo, sentir falta de estar longe, num sítio sem rede e sem computadores; mas enfim, com um pouco de sorte hei-de saciar a vontade um dia destes.

Infelizmente, com o calor vêm os fogos, parece que hoje andou ou anda, um aí algures em Tomar. Espero que não seja nada de grave.

quinta-feira, junho 30, 2005

Talhos e música

Em Tomar até os talhos andam à frente da Autarquia, pelo menos no que diz respeito às novas tecnologias!
É que diz o Templário desta semana e é verdade. Cá está o site dos talhos O Jaime

Linda linda é a nova letra "Fico Assim sem você" para a música da Adriana Calcanhoto que aparece no mesmo jornal dedicada ao Presidente da CM Tomar, e que se eu tiver tempo e vontade, ainda vou transcrever para aqui.

"Monises"

Fã de Leonardo e da sua obra, já era tempo que o quadro mais famoso do mundo e um dos maiores ícones da Obra Humana passasse por aqui... ligeiramente modificado.

ai que me salta a mona!! bbrrrrrrrr
vês, ouço bem!! nada na língua...
na china é assim! Tãooo grande!!
contribuição da maluka Sofia Lopes

terça-feira, junho 28, 2005

E-mail's

Como prova do meu bom humor, publico esta:

Com o Sócrates no Governo, o Barroso na Comissão Europeia, e o Guterres na "Comissão dos Refugiados"

- Nós fugimos para onde?

Contribuição da Clara Lopes

Workshop em Desobediência Civil...

... assim noticia o PortugalDiário.
Mas mesmo para o Bloco, isto é um bocadinho demais ou não?

"Workshop do Bloco de Esquerda explica como fazer «boicotes», «ocupar espaços públicos», «resistir a uma agressão policial» e como agir numa manifestação"

Homenagens

Em algumas zonas do nosso concelho parece que ainda não saímos do Estado Novo, fazem-se homenagens ao Presidente da Junta, (enquanto este exerce ainda o cargo e em ano de eleições!), simplesmente porque ele fez aquilo para o qual foi eleito e para o qual é pago.
Na Madeira também é assim...

domingo, junho 26, 2005

Procuram-se os habitantes de Tomar

As festas populares aí das aldeias estão às moscas, aos bares nem as moscas vão! Afinal, foi tudo de férias ou já não mora cá ninguém?
É que uma pessoa tenta fazer campanha, mas assim é difícil!...

sábado, junho 25, 2005

Parque T apresenta queixa contra Paiva

No Tomaronline e na rádio Hertz

O jogo do empurra continua ali nas traseiras da Câmara Municipal, e a história já é tão longa que as crianças do concelho já inventam nas suas brincadeiras lengalengas a elas dedicadas.
Como esta

Empurra empurra
leva leva
eu tenho um segredo que não posso contar
e bem podes querer que tu também não
era bem capaz de nos tramar
e agora quem nos tira desta situação
leva leva
empurra empurra
(repete muitas vezes)

Pressupostos de um Projecto

publicado no jornal Cidade de Tomar de 24 de Junho de 20o5

Depois de esclarecidos (alguns d)os nomes, que infelizmente cativam mais as pessoas que as ideias, é tempo de falar destas.
Para se preparar um projecto, para se planear uma acção, é sempre necessário fazer um diagnóstico da situação, perceber donde e como partimos, ou seja, no caso concreto, analisar a autarquia que temos, para podermos evoluir para a que queremos.
Em poucas palavras, para não me alongar em considerações que são críticas, e porque estas mesmas críticas, as consegue fazer (e faz) qualquer cidadão minimamente esclarecido, direi que o diagnóstico da actual autarquia é o seguinte:
- Uma autarquia afastada dos problemas das pessoas, que não ouve os seus cidadãos e que pretende impor-lhes a sua vontade, como a um rebanho que é preciso pastorar.
- Uma autarquia que esqueceu a sua zona rural, e que cuja política de acção é a do “canteiro e do candeeiro�, ou seja, a execução de fachada que faz obras supostamente bonitas ou facilmente visíveis e que por isso conquistam votos, mas onde os problemas estruturais e muito mais difíceis de resolver são esquecidos.
Que problemas estruturais são estes? Os que em verdade demonstram da viabilidade (ou falta dela) de um concelho e da sua esperança num futuro, ou seja, desenvolvimento económico com criação de emprego e riqueza, fixação dos jovens e cativação de novos habitantes, para as quais contribui também a habitação, seja no preço no espaço urbano, seja nas demoradas e complicadas burocracias para a construção no espaço rural. E ainda as acessibilidades. É preciso não esquecer que a IC3 que temos foi conquista de outra Câmara, e que só agora quase oito anos depois, finalmente se completa a ligação do Moinho Novo com a A23. Isto demonstra que ao contrário do que alguns afirmam, o actual poder autárquico tomarense não tem sido capaz de influenciar decisões ao nível do poder central.
Sabendo isto, é então necessário saber onde queremos chegar de forma a sabermos em que pressupostos se baseará o nosso plano de acção, ou no caso, a agenda, o projecto que poremos à votação dos Tomarenses, e que avaliarão ser ou não o que mais corresponde aos seus interesses, ao interesse de todos.
Que autarquia queremos então? Uma autarquia que promova a acção, que estimule, e que não entrave as iniciativas, os projectos, as ideias dos seus cidadãos, quer individuais, quer agrupados em, por exemplo, empresas.
Um poder autárquico (na câmara como nas juntas) centrado nas pessoas, no aumento da sua qualidade de vida, da sua liberdade de escolha, na sua liberdade de decisão e actuação.
Uma autarquia próxima dos seus cidadãos, e para isso, também as juntas de freguesia tem um muito importante papel, ao qual a Câmara deve corresponder. As juntas não podem servir apenas para passar a licença do cão e o cartão de eleitor.
Porque há-de um cidadão deslocar-se das Olalhas a Tomar por causa da água, da luz ou do pedido duma caderneta predial por exemplo? Faz isto sentido no momento de cada vez maior capacidade tecnológica e de comunicação em que vivemos? Mas para que isso se modifique, é preciso apetrechar melhor as juntas, protocolar com elas, dar-lhes mais poderes efectivos.
Protocolar mais com as juntas é dar-lhes mais responsabilidades e ampará-las nessas competências, por exemplo nos jardins, nos arranjos exteriores, e em muitos dos serviços de “secretaria�: licenças, certidões, pagamento de contas, entre outros. Cada junta deve ser um braço da Câmara, uma embaixada desta que chega quase à porta de cada um. Uma verdadeira política de proximidade.

Em resumo, estes são os pressupostos ou a concepção genérica e de suporte do projecto, da agenda que queremos apresentar: dar liberdade aos cidadãos, permitir a iniciativa individual e colectiva destes, ser essencialmente um apoio, um estímulo aos projectos dos Tomarenses. Ter uma autarquia que ouça, que recomende, que incentive, que auxilie, que colabore.
Ter um plano estratégico sim, um plano de acção, mas que não atrofie, faça frustrar ou fugir os Tomarenses, que faça sim surgir neles o seu melhor, as suas ideias, os seus projectos, a vontade de investir e realizar obra nesta terra.
E para tal é preciso ter na autarquia uma equipa disponível, multifacetada, equilibrada, enérgica, determinada.
Dessa equipa fazem parte o Presidente e a Vereação, a Assembleia Municipal, as Juntas, os técnicos, os funcionários.
Porque se o concelho de Tomar quer sobreviver, quer emergir do buraco onde vai caindo, quer ter futuro, aquilo que precisa é de uma grande equipa orientada sobre o mesmo propósito, uma equipa de gente que ame esta terra, que não fuja quando o projecto terminar, uma equipa com uma missão.
Uma Equipa, para Um Projecto de Todos.

Hugo Cristóvão

quinta-feira, junho 23, 2005

E novidades, não há?

António Paiva, Paulino para os amigos, anunciou esta semana a sua candidatura ao terceiro mandato à Câmara de Tomar.

"A decisão do actual presidente foi demorada, por "razões pessoais", e devido às negociações que estavam a decorrer entre o autarca e o PSD. A decisão foi tomada durante o último fim-de-semana, numa reunião entre António Paiva, Miguel Relvas e Carlos Carrão e foi anunciada aos militantes na comissão política concelhia dos social-democratas nabantinos, realizada na última segunda-feira." (no Templário online)

Gosto especialmente do "foi anunciada aos militantes na comissão política", três senhores negoceiam, decidem, e anunciam, e depois no PS é que não há democracia!

quarta-feira, junho 22, 2005

Opiniões

Ouvi agora mesmo a "nota do dia" do militante socialista (é preciso frisá-lo, porque algumas pessoas esquecem-se que têm um cartão em casa) Jorge Cosme na rádio Hertz, onde nos deleita sempre com as suas muito avalizadas e nada parciais opiniões.
A sua conveniente mostra de desconhecimento do programa socialista e óbvio apoio à CDU poderia parecer estranho, visto ter ele mesmo, como muitos outros, sido convidado a participar na elaboração do mesmo.
Mas na realidade não é nada estranho, é que quando muitos deitam mãos à obra, por mais difíceis que sejam as circunstâncias, e dão o melhor de si, independentemente de virem ou não a ser recompensados desse trabalho, outros preocupam-se apenas com o que lhes dá jeito, e no resto do tempo, andam de facto entretidos com "brincadeiras de cachopos".

96 cêntimos

As piscinas Vasco Jacob vão abrir com acessos assim a assim, mas enfim, é o costume.
O que não percebi bem é o preço, é que pelo que ouvi na rádio Hertz, as crianças vão pagar 96 cêntimos...
Não havia um número mais complicado não?

Recenseamento

Até ao final deste mês é ainda possível efectuar o recenseamento para votar nas próximas autárquicas.
É um processo fácil que passa por uma deslocação à Junta de Freguesia que consta do Bilhete de Identidade e, no caso de ser uma transferência, fazer-se igualmente acompanhar do Cartão de Eleitor. Preenchem-se meia dúzia de campos num impresso que nos entregam e a coisa está feita.
Lembrem-se, votar não é só um direito, é acima de tudo um dever, especialmente para com aqueles que nos antecederam e que lutaram, muitas vezes com a vida para que pudéssemos realizar esse acto.

"Batatada na festa dos Casais"...

... é o título do Templário online, sobre a sessão de pancadaria que também o Tomaronline refere, e que ocorreu na festa dos Casais na passada Sexta-feira e onde alegadamente, pelo que também já ouvi a supostas testemunhas terá estado envolvido o Presidente da Junta.
Estranharia se não conhecesse a pessoa e se fosse a primeira vez, mas assim...
Também é preciso dar um desconto, o senhor anda nervoso, está a sentir a Junta a fugir-lhe...

O ataque ao Pentágono

As imagens, diz-se, valem mais que as palavras. Pois neste link deixamos de ver uma possível verdade sobre o ataque de 11 de Setembro ao Pentágono, e passamos sim a ter razoáveis dúvidas, como se dúvidas não tivéssemos sempre, de tudo o que vem lá dos states.

http://www.pentagonstrike.co.uk/pentagon_bp.htm#Main

segunda-feira, junho 20, 2005

A estratégia da CDU

Depois de ter acontecido na apresentação de candidatura (como aqui já referi), e de estranhamente a candidata Sílvia o referenciar na última Assembleia Municipal, foi também a vez do papá Serraventoso no seu último artigo no Cidade de Tomar, atacar o PS tentado colá-lo ao PSD nas responsabilidades pela actual situação do concelho, como se tal fosse possível. Tenta mesmo pela habilidade do discurso, fazer crer que muitas das situações são de idêntica responsabilidade entre o PS, e o PSD que há dois mandatos (des)governa este concelho, fazendo depois o óbvio apelo a "novos espaços de liberdade, de participação democrática", como se tal existisse na CDU.
Eu percebo a estratégia, mas não é de demagogia que Tomar precisa, nem de projectos mancos decalcados de outros.
Até talvez seja bom continuarem por esse caminho, porque as pessoas já mostraram noutras ocasiões o como gostam desse discurso, é no entanto pena, porque o futuro de Tomar tinha mais a ganhar com a contribuição de todos.
Mas enfim, o que há a dizer sobre uma candidatura que se diz um espaço alternativo, mas onde alinham candidatos que, uns publicamente, outros nem tanto, defendem a actuação do senhor Paulino?
Talvez a razão seja afinal clara, é que não é preciso ser grande matemático para o saber, qualquer voto na CDU é um voto indirecto nesse mesmo senhor.
Leia-se para que fique claro, votar em Tomar na CDU, ou em qualquer outra lista à esquerda do PS, é, sem demagogias, votar na continuação do senhor Paiva e os seus moços de recados, ou seja, votar para que tudo fique na mesma.

Sem título

Porque para a morte não há palavras certas, títulos relevantes, ou justificações convicentes.
Mas é a justificação que me faz falar deste assunto, é que como justificação para a morte infeliz e polémica duma jovem do nosso concelho, dizia há dias para outro, um conhecido cidadão desta terra que gosta tanto de mim como eu de borrego assado, que a razão eram coisas como as festas da Juventude Socialista, em que iam discutir estas coisas para os bares!!
Ódio, coisa terrível que és, que cegas os espíritos e gelas os corações, e fazes de gente pequena grandes palermas.

Quanto ao assunto em causa, esse sim importante, e do qual só conheço o que li nos jornais e ouvi por aí, o que deve ser ressalvado é que é graças à hipocrisia reinante e à deficiente formação deste povo que somos, que impede a resolução de assuntos como a IVG e que muitas destas situações que podiam ser evitadas continuam a acontecer, tendo infelizmente como consequências muitas vezes, a perda de vidas humanas.
Quando, mas quando, é que abrimos os olhos?

Festas

Nos concelhos à nossa volta as festas concelhias vão-se sucedendo, por agora são as de Ourém e Entroncamento, já foram as de Abrantes, Barquinha, Sardoal, Constância, Golegã, Chamusca... enfim, em todo o lado.
Só em Tomar temos que nos contentar com as organizadas por esta ou aquela aldeia, porque em Tomar Tomar, parece que não há nada para festejar...

terça-feira, junho 14, 2005

E por falar em parques...

Aquele excelente investimento da autarquia que é o parque de estacionamento atrás da Câmara está a revelar-se um sucesso, nunca falta espaço para estacionar, de tanto uso que lhe dão.
Já para o parque subterrâneo sob o Pavilhão Municipal, que há-de ser inaugurado entre agora e Outubro, prevejo que realmente possa encher... basta que chova bastante no próximo Inverno.

Cidade Jardim

Abrantes e Barquinha inauguraram recentemente os seus parques urbanos que ainda não conheci mas me dizem ser muito bons. O de Constância que já existe há mais tempo, conheço, é muito bom, e teve que ser inventado no meio do nada.
Em Tomar, com todas as excelentes possibilidades que temos, o mais parecido que se fez nos últimos tempos, foi o encerramento do parque de campismo...

Promoções de Verão...

... é o que já encontramos em alguns estabelecimentos comerciais de Tomar, e que estou certo vai ser seguido por outros.

NÃO!, não há crise em Tomar, é tudo um mar de rosas! (ou melhor, de laranjas!)
QUE É O PARA�SO?
é um lugar onde:
- a polícia é britânica
- os cozinheiros são franceses
- os mecânicos são alemães
- os amantes são portugueses
- e tudo é organizado pelos suíços

O QUE É O INFERNO?
é um lugar onde:
- a polícia é alemã
- os cozinheiros são ingleses
- os mecânicos são franceses
- os amantes são suíços
- e tudo é organizado pelos portugueses

contribuição da Sofia Lopes

segunda-feira, junho 13, 2005

Eugénio de Andrade (1923-2005)

Eugénio de Andrade

As Amoras

O meu país sabe a amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Eugénio de Andrade ("O Outro Nome da Terra")

�lvaro Cunhal (1913 - 2005)

�lvaro Cunhal

Morreu um dos que nos trouxe a Liberdade.

quinta-feira, junho 09, 2005

Mano pequeno, mano grande

Enfim, eu nem devia falar disto, mas não resisto a fazer um pequeno comentário.
Os pequenos partidos da esquerda portuguesa tem este estigma de mano pequeno que se quer fazer maior que o grande, e por isso adoram tentar bater no PS, muito mais que nos partidos da direita.

Volto a dizer, não devia falar disto, porque nas próprias palavras da candidata da CDU, a candidatura destes à Câmara cá do burgo é "sem grandes expectativas" (citação do Templário), e a preocupação do PS é sim com projectos e com as pessoas, e por isso com quem está no poder, e manda e desmanda neste concelho como se fosse um feudo ou um jogo particular do senhor Paulino.
Mas a CDU esqueceu-se disso, e acreditar no que vem transcrito no Cidade de Tomar, começa o seu manifesto a atacar o PS quando este não está na autarquia desde 97! Mesmo discurso se ouviu ao candidato à Assembleia Municipal na apresentação pública.
Isto não será a prova da total vacuidade deste projecto?