segunda-feira, julho 18, 2005

O sacrificado Ivo

Na entrevista desta semana ao Cidade de Tomar, Ivo Santos, o "super-vereador", tece umas considerações dignas de nota.
Em primeiro lugar, uma das importantes conclusões a que chegamos, é que só deve concorrer a autarca quem já o é (interessante!!).
Depois, é um imenso sacrifício pessoal, e naturalmente, digno e possível apenas para alguns.
E claro, está absolutamente convicto que indo em quinto lugar vai ser eleito...
Mas a que eu gosto mais é a dos "vários candidatos a autarcas falam, sem possuírem qualquer ideia minimamente concreta sobre a realidade".
E não é que tem razão? É mesmo muito difícil perceber o que se passa na autarquia, e que melhor exemplo que o vice-presidente da Câmara, que na ausência do sapiente Paiva, a quase tudo responde algo como: - pois, sobre isso só o Presidente lhe saberá responder.

As incoerências da Sílvia

A Sílvia, candidata da CDU, tem naturalmente uma tarefa difícil, e por isso se compreende alguma confusão, que ainda assim, não fica nada bem a uma jovem.
No artigo que enviou para os dois jornais da cidade (será isso correcto?) diz entre outras linhas que "Tomar precisa de outra atitude política!". Pois precisa Sílvia, e o essencial dessa nova atitude é falar verdade. Então o PS é que anda a roubar as ideias à CDU? É preciso ter lata, quando muitas das ideias que AGORA vêm defender estiveram disponíveis no site do PS desde o ano passado (às vezes, ajudava ao menos mudar umas vírgulas!) . Mas também não temos qualquer problema em contribuir, é sinal que elas são correctas.
Depois tenta, mais uma vez, confundir as pessoas com o número da "gestão PSD/PS dos últimos 8 anos". Ó Sílvia, as pessoas sabem quem está no poder (talvez não saibam é onde tem andado a CDU), e sabem que não podem confundir algumas pessoas que prestam serviço ao PSD, com o Partido Socialista. Aliás, alguns deles estão agora a colaborar convosco não é? Enfim, é coerente. (e eu percebo que isso te seja complicado de digerir).
Agora, quem tem um Presidente de Junta que apela ao voto no Paiva parece que é a CDU.
Afinal, em que é que ficamos? Governação PSD/CDU?

sexta-feira, julho 15, 2005

Programa eleitoral

Valorização e afirmação do Concelho
no contexto regional, nacional e internacional e melhoria da qualidade do serviço e atendimento

Clareza de procedimentos
informação atempada dos munícipes
atendimento dos munícipes pela vereação
criação do Regulamento de Gestão Urbanística
implementação do Guia do Munícipe

Dignificação das freguesias
atendimento personalizado aos presidentes

Valorização dos recursos humanos
partilha de tarefas entre vereadores
actualização e motivação dos dirigentes
formação e reafectação de tarefas aos funcionários

Instrumentos de gestão
revisão do PDM tornando-o realista e flexível
criação do GAI - Gabinete de Apoio ao Investidor

Qualificação e criação de emprego
dinamização da formação profissional
aproximação entre escolas e empresas
promoção de projectos intersectoriais (Centro de Emprego)

Revitalização da indústria
dinamizaçãos das Zonas Industriais
apoio à instalação de pequenas e médias empresas
fomento de insdústria no meio rural

tratamento urbanístico do Flecheiro
dar vida às casas abandonadas das freguesias

construção de habitação social
apoio à criação de novas cooperativas
incentivo aos jovens

criação do Cartão Municipal do Idoso

aptidões turísticas e de lazer nos espaços naturais
apoio à criação de espaços de convívio

Naturalmente quem ler estas linhas pensará que me refiro ao programa eleitoral do PS às próximas autárquicas em Tomar.
Não podiam estar mais enganados! Tudo isto foi retirado ipsis verbis do programa eleitoral do PSD e do senhor Paiva, intitulado Tomar o Rumo, das autárquicas de 1997! Programa esse cujas grandes linhas de propostas eram:
Uma Câmara aberta
Fixação da população
Qualidade de vida
A nossa cultura

Das duas uma, ou o documento era para fins humorísticos, ou alguém não sabia do que estava a falar e mentiu ao tomarenses.
O documento encerra em si verdadeiras pérolas e devia ser de leitura obrigatória. Eu deixo só mais umas frases inspiradas:

«Quando predomina o índividuo, a harmonia do conjunto social pode romper-se...»
Saberemos escutar, e decidir no respeito pelas aspirações e vivências culturais colectivas.

A burocracia combate-se com uma administração transparente, que responsabilize políticos e funcionários, perante os munícipes.

Há que contrariar a desertificação.
Criaremos condições para os nossos filhos promovendo e estimulando novos empregos.

Viver o presente é construir o futuro.
Vamos dar vida às freguesias e humanizar a cidade.

A qualificação urbana é uma prioridade.
Os jovens e os idosos serãos os mais beneficiados.

A habitação vai concitar a intervenção municipal e a iniciativa privada e cooperativa.
Quem quer construir a sua própria habitação, vai poder fazê-lo a tempo e horas.

...e mais, e mais, tudo tão ficcionado como o já clássico Parque Temático de Tomar
Se não fosse um sério caso de choro para os tomarenses, seria um sério caso de riso...

quarta-feira, julho 13, 2005

Manuel Alegre...

... 40 anos de poesia


Trova do vento que passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

segunda-feira, julho 11, 2005

Dizer: presente

Este fim-de-semana tive uma longa discussão com um amigo, sobre as nossas diferenças de posicionamento em relação a algo do qual fizémos parte, e no fundo sobre diferentes perspectivas de intervenção social. Estas frases ficaram-me na cabeça:
A história não se faz com os ausentes
A fuga quase sempre dá razão a quem fica

Bons Recursos Financeiros

Confesso que ainda não vi, mas recebi agora um sms onde um amigo de outro concelho, ironizando, se mostrava surpreendido pelos nossos recursos financeiros, é que ao que parece, na Agenda Cultural da Autarquia vêm 8 páginas repetidas.
Nós em Tomar somos assim, "à grande"...

Praias fluviais de Tomar

consulte aqui

domingo, julho 10, 2005

Novela Independente parte III

Enfim, parece que tenho que voltar a falar disto. Isto de facto de se falar português deve ser uma coisa realmente difícil, é que parece que para as mesmas palavras, cada um entende o que quer!

Mas sobre o assunto. É fácil retirar coisas do contexto e fazer passar uma ideia que não é a correcta.
Agradeço ao António Godinho a campanha que tem feito em meu torno nos últimos dias, mas seria mais honesto que o fizesse explicando o contexto.
Os independentes a que me refiro no texto que escrevi, são os da suposta lista de independentes à Câmara que não ata nem desata, tendo bem presente alguns desses eventuais "independentes", e algumas das eventuais razões.
Considero-me uma pessoa coerente, e nunca seria coerente não concordar com independentes e ir numa lista em que estivessem independentes, como acontece. Não seria coerente, sendo dirigente no PS e tendo em muitas das listas, pessoas independentes, muitos deles com a minha indicação, como acontece.
O texto que escrevi, parte de um contexto bem definido e localizado, mas isso não o explicou António Godinho.
Depois, falo do conceito de ser independente e que isso não pode ser reduzido ao não pagamento de quotas de um partido, mas parece que isso não interessa. Então tenho que voltar a questionar, existe alguém verdadeiramente independente?

Estou habituado a ser atacado, e parece que é o que acontece quando se emite opiniões. Talvez algumas pessoas gostem de ter o exclusivo da opinião, mas comigo isso não vai acontecer, pois enquanto tiver vontade, não me coibirei de emitir opiniões, interessem a quem interessarem, doam a quem doerem, e tudo bem, interpretem como quiserem interpretar.
Como disse, estou a habituado a ser atacado, estou habituado a que distorçam o que disse, sei que às vezes incomodo.
Não o esperava de facto vindo do António Godinho, mas enfim, pessoas são pessoas. Mas confesso que preferia, parece-me mais ético, que se problemas houvesse, mos colocasse cara a cara como alguns já fizerem, e parece que a falarmos, é mesmo possível entendermo-nos. Mas tudo bem, para mim nada mudou. Tenho plena consciência do que escrevi, sei as intenções com que o fiz, e sei que o que disse não pode ofender ninguém bem intencionado ou esclarecido.
E eu cá continuarei, para esclarecer o que for de esclarecer.

quinta-feira, julho 07, 2005

1º Aniversário

um ano cheio!

Pois é, o algures faz hoje um ano.
E por isso, mesmo que a sua criação tenha sido um acto egoísta, porque o fiz para mim, não posso deixar de agradecer a todos os que têm passado por cá, quer os que deixam quer os que não, marca da sua passagem, e mesmo àqueles muito particulares senhores "anónimos", que contribuiem nem que mais não seja, para uma ou duas gargalhadas.
A todos, obrigado.
Continuaremos a encontrarmo-nos algures por aí.

quarta-feira, julho 06, 2005

Agora sou neonazi!

Assim o diz António Godinho no seu novo tomaronline, acerca do meu post sobre os independentes.

Sim foi uma mudança radical, eu considerava-me bastante de esquerda e estava convencido que era aí que se situavam os meus ideiais, mas afinal não, percebi que sou mais como o Alberto João, não gosto de chineses, indianos, africanos e borrego assado.
Ainda não rapei o cabelo porque quero fazer disso uma grande cerimónia, até já combinei com uns amigos e nessa noite vamos sair para a rua, partir umas montras e malhar uns outros ex-amigos pretos.
Já encomendei uma enorme bandeira com uma suástica para pôr no tecto do meu quarto, e estou eu próprio a esculpir um busto do hitler que é agora o meu guru...

Caro António Godinho,
por quem, ainda que sem termos relações próximas, nutro respeito, se por mais não for, porque somos colegas de profissão, e porque tem um espaço onde não só tenta informar, como assume as suas opiniões, para além de que é um dos cidadãos activos que tenta de facto agitar esta comunidade amorfa que somos.
Não percebo, honestamente, essa reacção ao meu post, que me parece bem explícito e onde não encontro as atitudes de que me acusa.
Aliás, acho que sou extremamente explícito quando digo que a questão de ser independente não pode ser reduzida ao facto de se pagar ou não quotas para um partido, não é um cartão que nos faz ou deixa de fazer independentes! E reafirmo-o veementemente, não há ninguém verdadeiramente independente.
Parece, da forma como reagiu, que tomou o post como ataque pessoal. Não vejo como possa ter sentido isso.
Aliás, não percebo sequer aquela confusão inicial entre eu e o Hugo Costa, seria fácil confirmar, ou não costuma passar por aqui?
O que sou não escondo, e o que digo, quando sinto que o devo dizer, assumo-o.

Penso que é o que faz também.
Felicidades para o novo blog.

terça-feira, julho 05, 2005

Independentes

Eu poderei naturalmente parecer suspeito para emitir opinião sobre o assunto, mas ainda assim devo fazê-lo.
É que esta coisa dos independentes parece aqueles foleiros anúncios televisivos a detergentes - ninguém os grama, mas continuam a fazê-los!
Sempre que há eleições lá aparece o fantasma dos independentes, e só podem ser mesmo fantasmas, porque ninguém os vê!
Depois, eu gostava que me explicassem afinal o que é isso de ser independente, por dois motivos:
Primeiro, eu não acredito muito em pessoas que se proclamam independentes; nas várias situações que vamos encontrando ao longo da vida é preciso tomar posições, e quem não as toma normalmente é por cobardia, comodismo, ou simples incompetência.
Segundo, a avaliar pelos nomes que vão sendo ventilados, eles são tudo menos independentes! Ora!, não podemos reduzir o termo ao não pagamento de quotas a um partido, isso é um pouco demagógico para não dizer hipócrita! Os nomes que vão sendo ventilados são em alguns aspectos até muito dependentes, e outros, apesar de se fazerem importantes e desejados, são apenas o restolho que os partidos rejeitaram (pelo menos o meu!).
Depois, o essencial é algo que todos sabem, e que não é preciso ser muito inteligente para perceber - qualquer lista que apareça além da do PS serve apenas para diluir votos e reforçar a posição do senhor António Paiva e os seus moços de recados do PSD - Isto não é um facto? Ainda para mais quando, ao que tudo indica, o CDS não apresentará lista.
Então como é que certos senhores que dizem querer correr com o senhor Paulino com toda aquela áurea de importantes, pode ser levada a sério? De lendas, mitos e sebastiões, tem Tomar sido vítima durante muito tempo.
O que Tomar precisa não é de iluminados muito bons e importantes, mas que à primeira chamada fogem como o diabo da cruz! Percebo toda a máquina, o tal polvo que existe, mas ainda assim, não consigo perceber o medo que tantos têm ao senhor Paiva. É absolutamente incrível, dizem as piores coisas em surdina, mas em público perdem o pio, e dar a cara nem pensar nisso, a não ser que seja em pretensos projectos alternativos que na realidade só serviriam de muleta ao ditador.
Portanto, resumindo, uma lista de independentes feita de quê? De excluídos, de frustrados, de mitos, de cobardes, de gente movida pelo ódio, ou por interesses particulares, uma eventual série de gente que nada tem em comum a não ser o facto de dizerem uma coisa e praticarem outra.
Não é disto, afirme-se mais uma vez, que Tomar precisa. Acima de tudo, o que Tomar precisa é de novos protagonistas, movidos por outros interesses, e que acima de tudo, tenham como principais predicados, a coragem, a inteligência, e o amor a esta terra.
É isso, por mais que alguns esperneiem e gritem e tentem boicotar, no PS estamos a fazer. Mas era bom que toda a comunidade o fizesse, o que infelizmente não vejo acontecer.
Nas colectividades, nos outros partidos, nos comentadorzinhos da realidade local (real apenas na cabeça deles!), sempre as mesmas caras, sempre os mesmos pseudo-bons, tantos deles responsáveis por tanta da "coisa" criticada, tantos outros responsáveis por coisa nenhuma porque coisa nenhuma foi o que sempre souberam fazer.
Haja paciência e haja vontade, Tomar há-de mudar.
É que alguns esquecem-se do mais elementar, ninguém é insubstituível, ninguém é imortal. Quando muito, a imortalidade mede-se em função do que se fez em vida e do que se influenciou a comunidade e as pessoas com que se viveu, é por isso que os pseudo-bons passam depressa a pó do tempo... aliás muitos deles, já esquecidos em vida, bem tentam fazer-se lembrar...

segunda-feira, julho 04, 2005

Urticária

Há uns senhores que se exprimem torcidos algures por aí e aqui, que andam com uns terríveis ataques de urticária, causada muito pelo PS e alguns dos seus dirigentes locais onde modestamente me incluo.
É o tipo de urticária que ataca seres frustrados, habituados a todo o tipo de esquemas e intrigas, às vezes cegos pelo ódio, outras porque não conseguem ver além do umbigo, que mudam de cara consoante a temperatura, rastejam contorcendo-se muito em busca do lugar mais quente, e habituados a coçar sempre no sentido do bolso.
Chateia-lhes imenso que tenhamos arranjado um repelente para estes parasitas, e no desespero da loucura, usam dos mais absurdos, ou talvez simplesmente estúpidos, usos ou argumentos, para tentar confundir consigo, os que a eles abominam. Não sabem esses pobres de espírito, que esta urticária não se pega a quem aos seus princípios seja fiel, e se desloque sempre na vertical e a olhar em frente.
Enfim, atacando quem ataca, este tipo de urticária só pode ser bom sinal, e por isso, está para durar. Aguentem-se.

Dias que passam

É, os dias vão passando, sucedendo-se continuamente sem quase darmos por isso, entregues que andamos à "loucura do dia-a-dia".
O calor aperta e isso faz-me sentir falta de acampar, sentir falta de areia, sentir falta de coisas simples como vestir os calções e andar despenteado (mais que o costume) o dia todo, sentir falta de estar longe, num sítio sem rede e sem computadores; mas enfim, com um pouco de sorte hei-de saciar a vontade um dia destes.

Infelizmente, com o calor vêm os fogos, parece que hoje andou ou anda, um aí algures em Tomar. Espero que não seja nada de grave.

quinta-feira, junho 30, 2005

Talhos e música

Em Tomar até os talhos andam à frente da Autarquia, pelo menos no que diz respeito às novas tecnologias!
É que diz o Templário desta semana e é verdade. Cá está o site dos talhos O Jaime

Linda linda é a nova letra "Fico Assim sem você" para a música da Adriana Calcanhoto que aparece no mesmo jornal dedicada ao Presidente da CM Tomar, e que se eu tiver tempo e vontade, ainda vou transcrever para aqui.

"Monises"

Fã de Leonardo e da sua obra, já era tempo que o quadro mais famoso do mundo e um dos maiores ícones da Obra Humana passasse por aqui... ligeiramente modificado.

ai que me salta a mona!! bbrrrrrrrr
vês, ouço bem!! nada na língua...
na china é assim! Tãooo grande!!
contribuição da maluka Sofia Lopes

terça-feira, junho 28, 2005

E-mail's

Como prova do meu bom humor, publico esta:

Com o Sócrates no Governo, o Barroso na Comissão Europeia, e o Guterres na "Comissão dos Refugiados"

- Nós fugimos para onde?

Contribuição da Clara Lopes

Workshop em Desobediência Civil...

... assim noticia o PortugalDiário.
Mas mesmo para o Bloco, isto é um bocadinho demais ou não?

"Workshop do Bloco de Esquerda explica como fazer «boicotes», «ocupar espaços públicos», «resistir a uma agressão policial» e como agir numa manifestação"

Homenagens

Em algumas zonas do nosso concelho parece que ainda não saímos do Estado Novo, fazem-se homenagens ao Presidente da Junta, (enquanto este exerce ainda o cargo e em ano de eleições!), simplesmente porque ele fez aquilo para o qual foi eleito e para o qual é pago.
Na Madeira também é assim...

domingo, junho 26, 2005

Procuram-se os habitantes de Tomar

As festas populares aí das aldeias estão às moscas, aos bares nem as moscas vão! Afinal, foi tudo de férias ou já não mora cá ninguém?
É que uma pessoa tenta fazer campanha, mas assim é difícil!...

sábado, junho 25, 2005

Parque T apresenta queixa contra Paiva

No Tomaronline e na rádio Hertz

O jogo do empurra continua ali nas traseiras da Câmara Municipal, e a história já é tão longa que as crianças do concelho já inventam nas suas brincadeiras lengalengas a elas dedicadas.
Como esta

Empurra empurra
leva leva
eu tenho um segredo que não posso contar
e bem podes querer que tu também não
era bem capaz de nos tramar
e agora quem nos tira desta situação
leva leva
empurra empurra
(repete muitas vezes)

Pressupostos de um Projecto

publicado no jornal Cidade de Tomar de 24 de Junho de 20o5

Depois de esclarecidos (alguns d)os nomes, que infelizmente cativam mais as pessoas que as ideias, é tempo de falar destas.
Para se preparar um projecto, para se planear uma acção, é sempre necessário fazer um diagnóstico da situação, perceber donde e como partimos, ou seja, no caso concreto, analisar a autarquia que temos, para podermos evoluir para a que queremos.
Em poucas palavras, para não me alongar em considerações que são críticas, e porque estas mesmas críticas, as consegue fazer (e faz) qualquer cidadão minimamente esclarecido, direi que o diagnóstico da actual autarquia é o seguinte:
- Uma autarquia afastada dos problemas das pessoas, que não ouve os seus cidadãos e que pretende impor-lhes a sua vontade, como a um rebanho que é preciso pastorar.
- Uma autarquia que esqueceu a sua zona rural, e que cuja política de acção é a do “canteiro e do candeeiro�, ou seja, a execução de fachada que faz obras supostamente bonitas ou facilmente visíveis e que por isso conquistam votos, mas onde os problemas estruturais e muito mais difíceis de resolver são esquecidos.
Que problemas estruturais são estes? Os que em verdade demonstram da viabilidade (ou falta dela) de um concelho e da sua esperança num futuro, ou seja, desenvolvimento económico com criação de emprego e riqueza, fixação dos jovens e cativação de novos habitantes, para as quais contribui também a habitação, seja no preço no espaço urbano, seja nas demoradas e complicadas burocracias para a construção no espaço rural. E ainda as acessibilidades. É preciso não esquecer que a IC3 que temos foi conquista de outra Câmara, e que só agora quase oito anos depois, finalmente se completa a ligação do Moinho Novo com a A23. Isto demonstra que ao contrário do que alguns afirmam, o actual poder autárquico tomarense não tem sido capaz de influenciar decisões ao nível do poder central.
Sabendo isto, é então necessário saber onde queremos chegar de forma a sabermos em que pressupostos se baseará o nosso plano de acção, ou no caso, a agenda, o projecto que poremos à votação dos Tomarenses, e que avaliarão ser ou não o que mais corresponde aos seus interesses, ao interesse de todos.
Que autarquia queremos então? Uma autarquia que promova a acção, que estimule, e que não entrave as iniciativas, os projectos, as ideias dos seus cidadãos, quer individuais, quer agrupados em, por exemplo, empresas.
Um poder autárquico (na câmara como nas juntas) centrado nas pessoas, no aumento da sua qualidade de vida, da sua liberdade de escolha, na sua liberdade de decisão e actuação.
Uma autarquia próxima dos seus cidadãos, e para isso, também as juntas de freguesia tem um muito importante papel, ao qual a Câmara deve corresponder. As juntas não podem servir apenas para passar a licença do cão e o cartão de eleitor.
Porque há-de um cidadão deslocar-se das Olalhas a Tomar por causa da água, da luz ou do pedido duma caderneta predial por exemplo? Faz isto sentido no momento de cada vez maior capacidade tecnológica e de comunicação em que vivemos? Mas para que isso se modifique, é preciso apetrechar melhor as juntas, protocolar com elas, dar-lhes mais poderes efectivos.
Protocolar mais com as juntas é dar-lhes mais responsabilidades e ampará-las nessas competências, por exemplo nos jardins, nos arranjos exteriores, e em muitos dos serviços de “secretaria�: licenças, certidões, pagamento de contas, entre outros. Cada junta deve ser um braço da Câmara, uma embaixada desta que chega quase à porta de cada um. Uma verdadeira política de proximidade.

Em resumo, estes são os pressupostos ou a concepção genérica e de suporte do projecto, da agenda que queremos apresentar: dar liberdade aos cidadãos, permitir a iniciativa individual e colectiva destes, ser essencialmente um apoio, um estímulo aos projectos dos Tomarenses. Ter uma autarquia que ouça, que recomende, que incentive, que auxilie, que colabore.
Ter um plano estratégico sim, um plano de acção, mas que não atrofie, faça frustrar ou fugir os Tomarenses, que faça sim surgir neles o seu melhor, as suas ideias, os seus projectos, a vontade de investir e realizar obra nesta terra.
E para tal é preciso ter na autarquia uma equipa disponível, multifacetada, equilibrada, enérgica, determinada.
Dessa equipa fazem parte o Presidente e a Vereação, a Assembleia Municipal, as Juntas, os técnicos, os funcionários.
Porque se o concelho de Tomar quer sobreviver, quer emergir do buraco onde vai caindo, quer ter futuro, aquilo que precisa é de uma grande equipa orientada sobre o mesmo propósito, uma equipa de gente que ame esta terra, que não fuja quando o projecto terminar, uma equipa com uma missão.
Uma Equipa, para Um Projecto de Todos.

Hugo Cristóvão

quinta-feira, junho 23, 2005

E novidades, não há?

António Paiva, Paulino para os amigos, anunciou esta semana a sua candidatura ao terceiro mandato à Câmara de Tomar.

"A decisão do actual presidente foi demorada, por "razões pessoais", e devido às negociações que estavam a decorrer entre o autarca e o PSD. A decisão foi tomada durante o último fim-de-semana, numa reunião entre António Paiva, Miguel Relvas e Carlos Carrão e foi anunciada aos militantes na comissão política concelhia dos social-democratas nabantinos, realizada na última segunda-feira." (no Templário online)

Gosto especialmente do "foi anunciada aos militantes na comissão política", três senhores negoceiam, decidem, e anunciam, e depois no PS é que não há democracia!

quarta-feira, junho 22, 2005

Opiniões

Ouvi agora mesmo a "nota do dia" do militante socialista (é preciso frisá-lo, porque algumas pessoas esquecem-se que têm um cartão em casa) Jorge Cosme na rádio Hertz, onde nos deleita sempre com as suas muito avalizadas e nada parciais opiniões.
A sua conveniente mostra de desconhecimento do programa socialista e óbvio apoio à CDU poderia parecer estranho, visto ter ele mesmo, como muitos outros, sido convidado a participar na elaboração do mesmo.
Mas na realidade não é nada estranho, é que quando muitos deitam mãos à obra, por mais difíceis que sejam as circunstâncias, e dão o melhor de si, independentemente de virem ou não a ser recompensados desse trabalho, outros preocupam-se apenas com o que lhes dá jeito, e no resto do tempo, andam de facto entretidos com "brincadeiras de cachopos".

96 cêntimos

As piscinas Vasco Jacob vão abrir com acessos assim a assim, mas enfim, é o costume.
O que não percebi bem é o preço, é que pelo que ouvi na rádio Hertz, as crianças vão pagar 96 cêntimos...
Não havia um número mais complicado não?

Recenseamento

Até ao final deste mês é ainda possível efectuar o recenseamento para votar nas próximas autárquicas.
É um processo fácil que passa por uma deslocação à Junta de Freguesia que consta do Bilhete de Identidade e, no caso de ser uma transferência, fazer-se igualmente acompanhar do Cartão de Eleitor. Preenchem-se meia dúzia de campos num impresso que nos entregam e a coisa está feita.
Lembrem-se, votar não é só um direito, é acima de tudo um dever, especialmente para com aqueles que nos antecederam e que lutaram, muitas vezes com a vida para que pudéssemos realizar esse acto.

"Batatada na festa dos Casais"...

... é o título do Templário online, sobre a sessão de pancadaria que também o Tomaronline refere, e que ocorreu na festa dos Casais na passada Sexta-feira e onde alegadamente, pelo que também já ouvi a supostas testemunhas terá estado envolvido o Presidente da Junta.
Estranharia se não conhecesse a pessoa e se fosse a primeira vez, mas assim...
Também é preciso dar um desconto, o senhor anda nervoso, está a sentir a Junta a fugir-lhe...

O ataque ao Pentágono

As imagens, diz-se, valem mais que as palavras. Pois neste link deixamos de ver uma possível verdade sobre o ataque de 11 de Setembro ao Pentágono, e passamos sim a ter razoáveis dúvidas, como se dúvidas não tivéssemos sempre, de tudo o que vem lá dos states.

http://www.pentagonstrike.co.uk/pentagon_bp.htm#Main

segunda-feira, junho 20, 2005

A estratégia da CDU

Depois de ter acontecido na apresentação de candidatura (como aqui já referi), e de estranhamente a candidata Sílvia o referenciar na última Assembleia Municipal, foi também a vez do papá Serraventoso no seu último artigo no Cidade de Tomar, atacar o PS tentado colá-lo ao PSD nas responsabilidades pela actual situação do concelho, como se tal fosse possível. Tenta mesmo pela habilidade do discurso, fazer crer que muitas das situações são de idêntica responsabilidade entre o PS, e o PSD que há dois mandatos (des)governa este concelho, fazendo depois o óbvio apelo a "novos espaços de liberdade, de participação democrática", como se tal existisse na CDU.
Eu percebo a estratégia, mas não é de demagogia que Tomar precisa, nem de projectos mancos decalcados de outros.
Até talvez seja bom continuarem por esse caminho, porque as pessoas já mostraram noutras ocasiões o como gostam desse discurso, é no entanto pena, porque o futuro de Tomar tinha mais a ganhar com a contribuição de todos.
Mas enfim, o que há a dizer sobre uma candidatura que se diz um espaço alternativo, mas onde alinham candidatos que, uns publicamente, outros nem tanto, defendem a actuação do senhor Paulino?
Talvez a razão seja afinal clara, é que não é preciso ser grande matemático para o saber, qualquer voto na CDU é um voto indirecto nesse mesmo senhor.
Leia-se para que fique claro, votar em Tomar na CDU, ou em qualquer outra lista à esquerda do PS, é, sem demagogias, votar na continuação do senhor Paiva e os seus moços de recados, ou seja, votar para que tudo fique na mesma.

Sem título

Porque para a morte não há palavras certas, títulos relevantes, ou justificações convicentes.
Mas é a justificação que me faz falar deste assunto, é que como justificação para a morte infeliz e polémica duma jovem do nosso concelho, dizia há dias para outro, um conhecido cidadão desta terra que gosta tanto de mim como eu de borrego assado, que a razão eram coisas como as festas da Juventude Socialista, em que iam discutir estas coisas para os bares!!
Ódio, coisa terrível que és, que cegas os espíritos e gelas os corações, e fazes de gente pequena grandes palermas.

Quanto ao assunto em causa, esse sim importante, e do qual só conheço o que li nos jornais e ouvi por aí, o que deve ser ressalvado é que é graças à hipocrisia reinante e à deficiente formação deste povo que somos, que impede a resolução de assuntos como a IVG e que muitas destas situações que podiam ser evitadas continuam a acontecer, tendo infelizmente como consequências muitas vezes, a perda de vidas humanas.
Quando, mas quando, é que abrimos os olhos?

Festas

Nos concelhos à nossa volta as festas concelhias vão-se sucedendo, por agora são as de Ourém e Entroncamento, já foram as de Abrantes, Barquinha, Sardoal, Constância, Golegã, Chamusca... enfim, em todo o lado.
Só em Tomar temos que nos contentar com as organizadas por esta ou aquela aldeia, porque em Tomar Tomar, parece que não há nada para festejar...

terça-feira, junho 14, 2005

E por falar em parques...

Aquele excelente investimento da autarquia que é o parque de estacionamento atrás da Câmara está a revelar-se um sucesso, nunca falta espaço para estacionar, de tanto uso que lhe dão.
Já para o parque subterrâneo sob o Pavilhão Municipal, que há-de ser inaugurado entre agora e Outubro, prevejo que realmente possa encher... basta que chova bastante no próximo Inverno.

Cidade Jardim

Abrantes e Barquinha inauguraram recentemente os seus parques urbanos que ainda não conheci mas me dizem ser muito bons. O de Constância que já existe há mais tempo, conheço, é muito bom, e teve que ser inventado no meio do nada.
Em Tomar, com todas as excelentes possibilidades que temos, o mais parecido que se fez nos últimos tempos, foi o encerramento do parque de campismo...

Promoções de Verão...

... é o que já encontramos em alguns estabelecimentos comerciais de Tomar, e que estou certo vai ser seguido por outros.

NÃO!, não há crise em Tomar, é tudo um mar de rosas! (ou melhor, de laranjas!)
QUE É O PARA�SO?
é um lugar onde:
- a polícia é britânica
- os cozinheiros são franceses
- os mecânicos são alemães
- os amantes são portugueses
- e tudo é organizado pelos suíços

O QUE É O INFERNO?
é um lugar onde:
- a polícia é alemã
- os cozinheiros são ingleses
- os mecânicos são franceses
- os amantes são suíços
- e tudo é organizado pelos portugueses

contribuição da Sofia Lopes

segunda-feira, junho 13, 2005

Eugénio de Andrade (1923-2005)

Eugénio de Andrade

As Amoras

O meu país sabe a amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Eugénio de Andrade ("O Outro Nome da Terra")

�lvaro Cunhal (1913 - 2005)

�lvaro Cunhal

Morreu um dos que nos trouxe a Liberdade.

quinta-feira, junho 09, 2005

Mano pequeno, mano grande

Enfim, eu nem devia falar disto, mas não resisto a fazer um pequeno comentário.
Os pequenos partidos da esquerda portuguesa tem este estigma de mano pequeno que se quer fazer maior que o grande, e por isso adoram tentar bater no PS, muito mais que nos partidos da direita.

Volto a dizer, não devia falar disto, porque nas próprias palavras da candidata da CDU, a candidatura destes à Câmara cá do burgo é "sem grandes expectativas" (citação do Templário), e a preocupação do PS é sim com projectos e com as pessoas, e por isso com quem está no poder, e manda e desmanda neste concelho como se fosse um feudo ou um jogo particular do senhor Paulino.
Mas a CDU esqueceu-se disso, e acreditar no que vem transcrito no Cidade de Tomar, começa o seu manifesto a atacar o PS quando este não está na autarquia desde 97! Mesmo discurso se ouviu ao candidato à Assembleia Municipal na apresentação pública.
Isto não será a prova da total vacuidade deste projecto?

Fusões e extinções

Há dias, o Ministro da Administração Interna António Costa, veio e bem tocar num assunto polémico que precisa de facto de ser posto em discussão e em acção: a extinção de freguesias e municípios.
O nosso paí­s, quase o único da Europa com freguesias, e cuja fundamentação para a sua existência teve a ver com a satisfação de todas as capelinhas (literalmente!), é na verdade uma manta de retalhos de uma completa desorganização administrativa, cheia de freguesias, e mesmo de concelhos, que já não têm qualquer razão de existência.
Todos sabemos que uma grande maioria das freguesias consegue fazer muito pouco (uma licença aqui, um passeio de idosos acolá) e que o seu orçamento vai quase todo para o salário do Presidente, do Tesoureiro e do Secretário, e mais um ou outro funcionário, as que os conseguem ter, funcionários esses que na maioria das vezes não fazem mais que trabalho burocrático.
Por outro lado, também as juntas de maior dimensão, normalmente urbanas, estão por isso "tapadas" pelas Câmaras Municipais, e assim se calhar ainda têm menos razão de existir que as mais pequenas.

Enfim, muito há a discutir sobre esta matéria, e algo tem de ser feito, porque o paí­s não aguenta este desperdício de recursos, no entanto, a fusão ou extinção que eu gostava também ver discutida, e que me parece ainda assim de resolução bem mais fácil, e a qual me continua a perturbar por não ver ninguém falar nessa possibilidade, está também sobre a alçada do mesmo Ministério e tem a ver com as polí­cias.
Mas alguém me explica porque é que temos PSP e GNR? Não é isso também um desperdí­cio de recursos?
Eu percebo a necessidade da especificidade de uma PJ por exemplo, mas no caso da PSP e da GNR existirão assim diferenças tão grandes para que existam duas forças autónomas?
Com esquadras, veí­culos, fardas, chefias, e tudo o mais, diferenciado?
Eu compreendo que seja um assunto complicado, mas não era altura de falar disto?
É que depois ainda há polí­cias municipais, e guardas fiscais, e guardas florestais...
Porquê então, PSP e GNR?

terça-feira, junho 07, 2005

Arde

Passei ainda agora sob o tórrido calor na Praça da República vindo da tasquinha habitual dos meus almoços de terça-feira, e de retorno aqui à sede do meu sindicato, e ainda que sem perceber bem de onde, uma consistente coluna de fumo ergue-se no ar, tendo por base um local que não será longe.
O mais que previsível acontece, algures algo arde arrebatadoramente.

E até quando vamos brincar às fogueiras no nosso país?
Se calhar a solução encontrada pelo senhor Paiva para os canteiros das árvores junto à inteligível quasi rotunda do ex-anexo do hospital tem alguma razão de ser, porque não alcatroar o país todo?

Para quando vamos ter vigias a sério nas nossas florestas?
E quando, bombeiros realmente profissionais, leia-se, a tempo inteiro?
E quando é que as nossas forças armadas que nem armadas são, vão servir para alguma coisa, e ter meios aéreos PÚBLICOS para que não haja suspeitas, a fazer alguma coisa?
E quando é que os proprietários que não limpam as suas propriedades vão ser responsabilizados? E expropriados se não cumprirem, e for provado que tinham meios para o fazer?
E quando é que vão existir equipas de desmatação rápida como nalguns países 'sub-desenvolvidos' da América do Sul? Lembram-se dos columbianos (ou argentinos?) que morreram há dois anos em Portugal? Tiveram que vir cá fazer o serviço!

Espero que estas e outras medidas não demorem a sair da pena do governo que ajudei a eleger, porque há de facto prioridades, e o défice não é a única.

Leis do tempo da outra senhora

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contribuição do Pedro Antunes

ilustrem-me lá, o que será "aquilo atrás daquilo"?

sexta-feira, junho 03, 2005

ainda sobre a candidata da CDU

Não será estranho que o artigo que Sílvia Serraventoso escreve no Cidade de Tomar aconteça esta semana, mas seja como for é um bom artigo.
É esse grito de revolta a que parece apelar que há tempo também eu apelo, e não tem aqui a ver com ideologias, mas sim com atitudes e com mentalidades que é preciso alterar.
É a mentalidadezinha dos críticos de mesa de café que é preciso acabar, bem como os "divinamente iluminados" analistas político locais a que se refere a Sílvia. Repito, não é uma questão de ideologia partidária, mais importante que isso, é uma reacção à inacção, que quem gosta desta terra precisa fazer, e infelizmente parece-me que a geração que à nossa apelidou de rasca, esquecendo-se que era ela a responsável pelo o que quer que fossemos, já não tem capacidade para essa reacção.
À excepção de um ou outro ponto, que por razões óbvias não posso apoiar, como o seja o subentendido apelo ao voto na CDU, posso assinar por baixo?

quinta-feira, junho 02, 2005

Candidatos

A CDU apresenta hoje o seu, ou melhor, a sua candidata à Câmara de Tomar, pois, como se suspeitava e avança já o Templário, parece ser Sílvia Serraventoso, actual deputada municipal.
Triste por um lado, por, na minha muito pessoal opinião, achar que havia espaço para uma só candidatura da esquerda tomarense (até porque a divergência de candidaturas à esquerda só favorece o PSD), e por isso lamentar que não se tenha tentado realmente esse entendimento, o que compreendo seria muito difícil para a CDU, pois ainda que a estrutura local o pudesse desejar, o seu Comité arduamente o permitiria; não deixo no entanto de por outro lado estar contente .

A Sílvia não terá naturalmente o meu voto, pois o projecto da CDU, não é sequer um projecto, mas agrada-me ver na corrida à nossa Câmara uma jovem de 27 anos, (jovem e mulher ainda por cima, que choque para as mentalidades nabantinas!) e é bom ver que por outros lados o conflito geracional parece ser mais fácil de resolver. Não deixa de ser interessante que isso aconteça na CDU, onde, tal como no outro extremo CDS, por razões ideológicas pouco actualizadas, mais se força a que tudo fique na mesma. Mas são exactamente estas duas forças onde vemos com alguma tendência, até ao nível do parlamento, jovens a ganhar espaço e protagonismo. Será que os jovens procuram os extremos? Será esse o seu grito de anti-poder?

Por outro lado estamos ainda sem saber, na corrida que realmente interessa, notícias do PSD e do senhor Paulino, onde pelo que se diz, as coisas não andam fáceis. Mas o que se diz também é que o senhor Paulino já diz à boca cheia, entre um copo ou outro, aí pelos cafés do burgo, e com insultos à mistura, que vai lá, e leva maioria absoluta.
O senhor Paulino não é mesmo de cá pois não?
Ele não houve o que as pessoas dizem... mesmo que lho estejam a gritar ao ouvido!

terça-feira, maio 31, 2005

Aviso à navegação

Aos meus "caros" detractores:
Já avisei que podem inventar, aldrabar, especular, caluniar, e tudo o mais tentar para denegrir a minha imagem, que é para o lado que durmo melhor. A minha consciência é por vós inviolável.

Mas volto a avisar: tentar usar o mesmo método para neste espaço atingir outras pessoas, ainda por cima com o intuito mesquinho de dar a entender que todos chafurdamos na mesma lama, usando-os a eles, para me atacarem a mim, de forma alguma o permitirei.
Mais quando tentam, como no comentário colocado hoje no post anterior e que evidentemente apagei, atacar uma pessoa por quem tenho grande estima, e sei possuir, dentro dos defeitos que naturalmente todos temos, qualidades de um grande Ser Humano, e espírito muito mais elevado do que aqueles que o criticam.

Aceitarei eventualmente críticas a terceiros neste espaço, mas apenas se elas forem válidas, honestas, construtivas, coerentes, e acima de tudo, eticamente correctas.
Lama e trafulhice não entrarão aqui, porque o que desejo para este espaço é Luz, e é triste que algumas ovelhas negras que infelizmente existem em todos os rebanhos, evergonhem as "vestes" que usam ou já usaram, sejam elas quais forem.

Neste espaço, tudo o que escrevo é assumido, assim como o faço sempre nos vários locais onde exerço a minha Liberdade em Direitos e Deveres de Cidadania. E em Democracia, e pela Ética Republicana que defendo, os Homens Livres assumem os seus actos e as suas palavras.

Os que aqui, e noutros lados, falam e tentam denegrir-me e a outros, não são apenas cobardes por não assumirem as suas críticas, são imbecis porque em verdade não criticam, são maldosos porque mentem, são criminosos porque tentam destruir.
Volto a afirmá-lo: a mim, podem dizer o que quiserem, é que por mais rídiculos que sejam, e o seja aquilo que afirmam, gosto sempre de me lembrar que por muito fútil que um pequeno escaravelho nos pareça até ele tem uma razão para que a vida mereça, e vós, enfim, existem para nos lembrarmos daquilo que não queremos ser, daquilo que queremos combater.
São trastes humanos como vocês, imersos na vossa mediocridade, que nos dão razão para querermos ser melhores.

E lembrem-se, se nisto quiserem acreditar, a Justiça e a Verdade mais tarde ou mais cedo, sempre se alcançam.
E mais, o anonimato, é apenas uma ilusória sensação de segurança, para pessoas pouco seguras de si mesmas, e que por norma tentam destruir, aquilo que construir não conseguiram.
Nas sombras do esquecimento Humano, já cairam tantos como vós.

terça-feira, maio 24, 2005

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Dia 18 de Junho, apresentação do primeiro cd do camarada e amigo, o acordeonista Bruno Gomes, pelas 20 horas, em Ferreira do Zêzere.

domingo, maio 22, 2005

Será do perfil?

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 20 de Maio de 2005

Nos últimos tempos, e com especial incidência depois que o PS escolheu o seu candidato à Câmara de Tomar, ouço algumas pessoas recorrerem insistentemente da palavra perfil para tecer críticas a esse mesmo candidato.
Ora, se a alguns desses críticos, basta o seu próprio perfil, para que qualquer crítica que façam se vire contra eles, ou no mínimo perca razão, já a outros, mais anónimos, mais “comuns�, importa talvez analisar as razões inerentes a essa afirmação, essa suposta falta de perfil.
Eu não sei de facto qual é o perfil certo para se ser Presidente de Câmara, nem sei se está escrito nalgum lado. Parece-me que como em muitas coisas, se trata de uma questão subjectiva, do foro apenas do sentimento de cada um. Mas parece-me que os traços desse perfil deveriam passar pela Disponibilidade demonstrada, pela Vontade em fazer, pela Capacidade em ouvir e de Trabalhar com os outros, pelo Desprendimento de interesses pessoais, pelo Amor à causa e neste caso à terra. Mas posso estar enganado, se calhar não é isto o correcto...
Veja-se então o caso mais concreto e mais próximo, o actual Presidente de Câmara, eleito na premissa de ser um técnico, tendo até feito parte da sua campanha a apresentação da sua tese de Mestrado onde se especializava em PDM’s, apresentando o caso concreto de Tomar. Ora, essa foi, já no primeiro mandato, uma das suas principais e maiores promessas, a revisão do PDM, algo que em muito entrava o desenvolvimento de Tomar.
Aconteceu? Agora que vamos já no final do segundo, alguém sabe alguma coisa dessa revisão? O perfil técnico do Presidente foi aqui uma mais valia?
E têm-no sido na gestão da Câmara, onde manifestamente existe uma falta de planeamento, nas obras que se fazem e se desfazem e se refazem? Nos projectos que começam como remodelações e acabam como construções, nas obras que se planeiam custar 10, e acabam a custar 100. O perfil técnico não era para evitar isso?
O fecho da ponte velha a um sentido de trânsito sem criar alternativas, a substituição da relva natural por sintética no estádio municipal. A fonte cibernética. A proliferação de rotundas. A cidade polvilhada de passadeiras “sobe e desce�. A destruição do Cine-Esplanada, tudo “excelentes� opções técnicas, e decididas por quem? E atenção, um Presidente de Câmara com um perfil técnico não pode desculpar-se com os técnicos da autarquia.
E afinal o que é que tem sido mais marcante no seu “reinado�, o seu perfil técnico, ou as suas características pessoais?
Ora, em contrário, não é difícil vermos exemplos de casos de sucesso onde não existe esse perfil técnico no Presidente da Câmara, basta só um e já é grande: Torres Novas. Lembram-se do que era aquela “aldeia� há uns anos atrás? Vêm o que é hoje? E não se diga que é apenas pela A23 até porque também isso joga a favor do Presidente de Torres Novas.
Está visto que esta história do perfil técnico não faz qualquer sentido, mas então porquê esse discurso?
Muito deste sentimento advém daquela formação um pouco elitista e salazarista, e que ainda remanesce muito na nossa terra, de achar que só os “doutores� podem estar num determinado sítio. Quem é comum a nós, quem veio do mesmo sítio, quem nasceu em berço igual, não vale nada. Só quem vem de longe, ou quem tem um título, ou quem é “superior� pode fazer, ou ser, ou dizer o que quer que seja.
Deixemo-nos de hipocrisias, este é claramente o sentimento inerente à maioria das mentalidades ainda reinantes na nossa sociedade. A ainda presente bajulação e adoração ao “senhor doutor� e ao “senhor engenheiro�.
Ora, a questão não acaba por aqui. Existe um provérbio popular que diz que “aos olhos da inveja todo o sucesso é crime�. Pois parece-me que muitos daqueles que falam na tal “falta de perfil�, o fazem baseados nessa inveja, baseados no facto de interiormente se acharem melhores, e de terem o desejo de eles próprios, sem o afirmarem textualmente, ou terem feito algo por isso, estarem nesse lugar desejado que é o de concorrer à nobre Câmara de Tomar. Mas se assim é, assumam-se, afirmem-se disponíveis, façam trabalho para isso, ou vivemos numa sociedade de cobardes?
Quanto a mim, e quanto ao PS que em boa hora escolheu o Carlos Silva para candidato, achamos ser tempo de mudar a forma de fazer política, a forma de estar nos cargos públicos.
Em primeiro lugar, estar para servir, sentir-se disponível para quem em qualquer momento precise, saber ouvir, respeitar as opiniões dos outros, saber e querer trabalhar em equipa, amar esta terra, querer o melhor para ela e para TODOS os que cá vivem.
Querer um concelho desenvolvido sem o descaracterizar, Tomar moderna, sem deixar de ser o que sempre foi, Tomar de todos, por todos, e não a tal “Vilamoura do Ribatejo� em que muitos desejam que se transforme.
Ter um desejo para este concelho, ter um projecto, ter uma vontade.
É por isso que tenho que perguntar: Será mesmo uma questão de perfil? E então que perfil será realmente necessário?
É que os perfis por onde escolher estão lançados, dum lado Carlos Silva o tomarense que todos conhecem, do outro, supostamente, António Paiva, o engenheiro.
Estas são as duas escolhas possíveis, e em eleições não há resultados antecipados, e quem decide, é quem por fim sairá vencedor ou derrotado: os tomarenses.
Ora, se uns tentam passar o discurso do “não é possível ganhar ao Paiva�, porque não acreditam, ou porque tudo querem manter igual, eu por outro lado, como muitos, e como sei, cada vez mais, ACREDITO, porque acredito na Democracia, e porque sei que em Outubro, Por Amor a Tomar, os tomarenses vão decidir pela mudança.

quinta-feira, maio 19, 2005

Dias que correm...

Pois é, não há muito tempo para escrever, nem às vezes vontade, em especial quando é preciso escrever em muitas outras coisas, ou quando se é obrigado a muitas horas de computador, e o que sofre é este espaço.
Mas bem, os dias correm normais, ou seja, agitados como sempre; sairam as Listas Provisórias de Ordenação dos professores, e embora este ano o processo esteja muito melhor, continuam a existir algumas falhas no sistema informático que invalidaram muitas candidaturas, o que já se sabe, significa trabalho acrescido para os sindicalistas, de quem os outros professores só se lembram nos períodos de "aperto"; reunião p'raqui reunião p'rali, mais ida menos ida a Lisboa ou por aí, à que andar que é a mobilidade que espevita a economia...
Pelo país, são os escândalos do CDS; os eventuais 7% de défice e as necessárias medidas a tomar; irregularidades na Madeira; o "não" à Europa de Pacheco Pereira; a postura correcta de Marques Mendes face a Isaltino e Valentim, mas não coerente com Isabel Damasceno e com a proposta de Lei de Limitação dos Mandatos que não quer votar; O Sporting infelizmente perdeu ontem, mas pelo menos o Benfica vai ganhar a dobradinha este ano (cof, cof)
Por Tomar, as sopas já foram, e que boas que elas eram!; continua o silêncio de António Paiva sobre a recandidatura, ao qual ninguém parece dar importância, (aliás, silêncio de todos os outros partidos!, tanta preocupação que havia com o candidato do PS, e afinal a partir de sábado, o PS vai ter TODA a sua lista à Câmara definida, e dos outros, nada...); o trânsito continua igual ou cada vez pior; o barulho das obras na zona velha enloquece-me quando faço trabalho de sede no meu sindicato; nota-se algum crescendo nos turistas; e amanhã e sábado há o Encontro Distrital de Juventude onde gostaria de estar presente, mas à sexta-feira trabalha-se e ao sábado infelizmente também.
Sábado à tarde, 2ª tentativa de encontro de bloggers tomarenses, onde espero estar presente.
Aqui pelo blog continuam os supostos dois imbecis de serviço a fazer o trabalho cómico aqui do espaço, e só lhes posso agradecer pelas gargalhadas.
Não tenho conseguido frequentar o meu culto, o cinema, mas esta semana só se os cinemas desabarem, pois já cá está, estreadinho hoje, o último episódio da Guerra mais famosa do universo, a das Estrelas. Segunda-feira lá estarei, e a Força estará comigo.
Começa a cheirar a Verão, e cheira-me que não o vou gozar muito.
Os amigos que me chamam de parvo, começam a sentir a necessidade da esplanada e do difícil exercício do arremesso do tremoço regado a loirinha borbulhante, e eu, claro, não posso, porque há sempre mais uma reunião, mais um papel, mais um telefonema, mais, mais... pronto, quem corre por gosto...
Ainda assim, estou a ponderar mudar de vida, talvez para gigolo como o do jornal Templário esta semana, mas se calhar, não tenho habilitações para isso ...:)
Enfim, dias que correm...

Havia assim mais qualquer coisa... o que é que seria, hum...
Ah, pois, e a minha irmã Vera faz anos hoje, PARABÉNS MdB!!

quinta-feira, maio 12, 2005

Opiniões

Numa entrevista ao jornal Templário, saído hoje, em que fala de artesanato, congresso da sopa, turismo, e do seu "apoio inequívoco" a António Paiva, diz o vereador Ivo Santos:

"É urgente a criação de um pavilhão multiusos"
"Eu penso que uma lacuna que temos em Tomar é a falta de um espaço fechado para a realização de eventos deste e de outro nível"

Pergunta o jornalista: "Se a lacuna está identificada, porque é que não se executa?" (pavilhão multiusos)
"Sobretudo, porque não houve ao longo dos anos a percepção por parte dos políticos da necessidade imperiosa deste tipo de equipamento existir."

Ora bolas! É óbvio que assim é, mas porque é que não pensaram nisso antes de torrarem o dinheiro no elefante branco junto ao rio, que existe apenas para justificar o disparate do parque de estacionamento que tem por baixo?
Pensava diferente nessa altura, ou o senhor António Paiva não aceitou sugestões? Ou ele não ouve sequer os seus vereadores? Mas se assim for, então são coniventes com ele não é?
Todos sabem, porque ao contrário do que pensam, as pessoas não são parvas, que aquele pavilhão "remodelado" foi um imenso disparate, um imenso desperdício de dinheiro, porquanto um pavilhão desportivo com melhores condições que aquele, feito num local decente, custaria quando muito, metade, e isto é avaliar por cima. E não é preciso ir muito longe, veja-se o projecto que a Gualdim Pais tem para o seu pavilhão, com muito melhores condições, e veja-se o que está previsto gastar.

Depois, qualquer pessoa com dois palmos de testa percebe, que um concelho como Tomar, pela posição geográfica que tem, pela sua natural inclinação para o Turismo, e pelas suas muitas valências, por exemplo, ao nível associativo, que o que faz falta em Tomar é um pavilhão multiusos.
Mas como somos governados por um déspota que assim que terminar o saque faz malas e vai embora, aquilo que é feito, acontece não em função dos interesses do concelho e dos que cá vivem, mas em função sim de outras situações, quanto mais não sejam, as que derivam da sua teimosia e da visão elitista que tem para o concelho.

Porque era necessário um estacionamento subterrâneo por baixo do pavilhão, porque era necessário acabar com o parque de campismo, porque era necessário substituir a relva sintética do estádio municipal, e mandar de lá embora o União?
Assim como outras coisas, como a conivência com o atentado no açude de pedra, ou os entraves à construção nas Avessadas, por exemplo...
Porquê? Não é difícil concluir pois não? Já viram bem o potencial imobiliário das margens do Nabão entre a cidade e o açude?
Será tão difícil perceber isto?
Claro que não é. O problema é que muitos, na política e fora dela, mesmo não gostando deste estado de coisas, se fazem desentendidos, ou falam apenas em surdina, e são assim coniventes com este estado de coisas.
A responsabilidade meus senhores, não será apenas do senhor António Paiva quando ele zarpar para outras paragens, será da sua "equipa", será do partido que o apoia, será dos que sabendo disto e muito mais, se calaram por este ou aquele interesse.

O Planeamento que não se vê, ou que parece não existir, é na realidade muito simples, e volto a repetir o conceito: Tomar, a Vilamoura do Ribatejo. Ficam cá os que podem, vêm para cá os que têm dinheiro. É claramente isto que está na mente do Presidente da Câmara e em tudo aquilo que tem sido feito, ele próprio o confirmou, ao insinuar no debate sobre o Investimento Privado, que não havia problema em o custo de vida em Tomar ser caro, pois estavam a ser efectuados investimentos que justificavam esse custo de vida!
Por tudo isto lamento por parte do vereador Ivo Santos, a quem eu reconheço trabalho (e em quem vejo à partida uma vantagem em relação a António Paiva, não julgo que vá fugir depois de sair da Câmara), esse apoio inequívoco ao seu Presidente, que não deixa de ser compreensível no tal universo das conivências, mas ainda assim lamentável, ainda para mais com esta justificação:
"Enquanto tomarense e pessoa que me importo com Tomar acho que seria muito prejudicial para o concelho caso o Engº António Paiva não avançasse. Estamos a meio de uma intervenção do Programa Polis, temos um novo Quadro Comunitário de apoio a partir de 2007..."

Ora por favor, é exactamente por ser tomarense e por se importar com Tomar que não devia ser conivente com o senhor Paulino! Quanto aos Quadros Comunitários, exactamente por vir aí o novo é que era altura ideal para que fosse outra equipa a conduzir esse processo, até porque para usar fundos como têm sido usados.... e depois, o POLIS?!
O POLIS é exactamente o argumento que eu acho que mais devem usar, pois ele só funciona contra a actuação da Câmara, na medida em que subverteram totalmente o espírito do Programa, não fizeram nada daquilo que realmente era imperioso resolver, como o flecheiro por exemplo, e aí não chega ter trazido a comunidade cigana para vender do lado de cá do rio, era exactamente isso que eles queriam; bem como tudo aquilo que foi feito no âmbito do POLIS, é disparate atrás de disparate, e já aqui os enunciei: a construção do Pavilhão naquele local, a substituição da relva natural por sintética, a destruição do parque de campismo e do Cine-Esplanada...
... e mais o que se tenciona fazer, como a construção do Centro Comercial disfarçado de fórum no local do actual mercado municipal, como também refere na entrevista, indo contra tudo o que é bom senso e norma de actuação em cidades que se querem desenvolvidas e modernas, que ainda por cima se dizem apostar no Turismo... não era preciso pensar muito, era só abrir os olhos!

E por tudo isso, não posso deixar de concordar com a última frase da entrevista: "importa estar atento e estes novos fenómenos, ser actuante, criativo e ousar desafiar o instituído."
E o instituído, mesmo que muitos o neguem, ou apenas o sussurrem, está a vista!

quarta-feira, maio 04, 2005

"Tornamo-nos odiados tanto fazendo o bem como fazendo o mal"
Niccolo Maquiavel

Quando tiver tempo, talvez diga alguma coisa sobre estes corajosos cobardes, que nesta página e noutras por aí, escondidos no seu pretenso anonimato, se dedicam a tentar atingir-me e a outros pelo caminho, de formas que só não são risíveis, porque já dão pena. Quando não se tem o que fazer...
Hoje, prova da minha boa vontade para com quem me persegue, vou só deixar por aqui uns pregos. A cruz que a tragam os imbecis dos meus críticos. Imbecis não por serem críticos, mas em verdade por não o serem. Na realidade, por serem só imbecis.

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segunda-feira, maio 02, 2005

Engana-me que eu gosto...

Decorreu no passado sábado na Biblioteca Municipal um debate organizado pelo jornal Templário e pela rádio Hertz, sobre o "Investimento Privado e o Desenvolvimento de Tomar". Infelizmente não pude assistir até ao final, mas tive ainda tempo para ouvir a intervenção do há sete anos primeiro responsável pelos nossos destinos e as suas sui géneris teorias donde, por entre as habituais habilidades de números e gráficos, ressaltam algumas que fixei:

Tomar está muito bem, e os tomarenses devem de estar orgulhosos pela situação económica e social do concelho.

Não há problema no facto da habitação ser tão cara, assim como as taxas e licenças o serem igualmente, porque se estão a construir equipamentos, como o “remodelado� pavilhão municipal, que justificam o preço de vida em Tomar.

Tomar está melhor ao nível de emprego, que por exemplo, Torres Novas. Aqui também se constrói mais que lá. Bem como o movimento financeiro é maior.

Os responsáveis autárquicos anteriores a ele (António Paiva) não fizeram praticamente nada.

E todos sabemos que é assim, não é verdade? Temos de facto razão para estar orgulhosos...
‘Bora lá então, todos votar no Paiva outra vez. Ele é candidato, não é?

Senhor António Paiva, acha que os cidadãos de Tomar estão preocupados com gráficos, números e estatísticas? Essa é a sua verdade, mas verdade que as pessoas sentem e vivem no seu dia-a-dia é bem diferente e é impossível escondê-la: comércios a fechar, empresas novas não vêm e as velhas vão-se embora, habitação caríssima, pessoas atrás de pessoas que se mudam para concelhos nossos vizinhos.
É preciso ter lata para negar o que todos vêm e sentem!