sábado, junho 25, 2005

Pressupostos de um Projecto

publicado no jornal Cidade de Tomar de 24 de Junho de 20o5

Depois de esclarecidos (alguns d)os nomes, que infelizmente cativam mais as pessoas que as ideias, é tempo de falar destas.
Para se preparar um projecto, para se planear uma acção, é sempre necessário fazer um diagnóstico da situação, perceber donde e como partimos, ou seja, no caso concreto, analisar a autarquia que temos, para podermos evoluir para a que queremos.
Em poucas palavras, para não me alongar em considerações que são críticas, e porque estas mesmas críticas, as consegue fazer (e faz) qualquer cidadão minimamente esclarecido, direi que o diagnóstico da actual autarquia é o seguinte:
- Uma autarquia afastada dos problemas das pessoas, que não ouve os seus cidadãos e que pretende impor-lhes a sua vontade, como a um rebanho que é preciso pastorar.
- Uma autarquia que esqueceu a sua zona rural, e que cuja política de acção é a do “canteiro e do candeeiro�, ou seja, a execução de fachada que faz obras supostamente bonitas ou facilmente visíveis e que por isso conquistam votos, mas onde os problemas estruturais e muito mais difíceis de resolver são esquecidos.
Que problemas estruturais são estes? Os que em verdade demonstram da viabilidade (ou falta dela) de um concelho e da sua esperança num futuro, ou seja, desenvolvimento económico com criação de emprego e riqueza, fixação dos jovens e cativação de novos habitantes, para as quais contribui também a habitação, seja no preço no espaço urbano, seja nas demoradas e complicadas burocracias para a construção no espaço rural. E ainda as acessibilidades. É preciso não esquecer que a IC3 que temos foi conquista de outra Câmara, e que só agora quase oito anos depois, finalmente se completa a ligação do Moinho Novo com a A23. Isto demonstra que ao contrário do que alguns afirmam, o actual poder autárquico tomarense não tem sido capaz de influenciar decisões ao nível do poder central.
Sabendo isto, é então necessário saber onde queremos chegar de forma a sabermos em que pressupostos se baseará o nosso plano de acção, ou no caso, a agenda, o projecto que poremos à votação dos Tomarenses, e que avaliarão ser ou não o que mais corresponde aos seus interesses, ao interesse de todos.
Que autarquia queremos então? Uma autarquia que promova a acção, que estimule, e que não entrave as iniciativas, os projectos, as ideias dos seus cidadãos, quer individuais, quer agrupados em, por exemplo, empresas.
Um poder autárquico (na câmara como nas juntas) centrado nas pessoas, no aumento da sua qualidade de vida, da sua liberdade de escolha, na sua liberdade de decisão e actuação.
Uma autarquia próxima dos seus cidadãos, e para isso, também as juntas de freguesia tem um muito importante papel, ao qual a Câmara deve corresponder. As juntas não podem servir apenas para passar a licença do cão e o cartão de eleitor.
Porque há-de um cidadão deslocar-se das Olalhas a Tomar por causa da água, da luz ou do pedido duma caderneta predial por exemplo? Faz isto sentido no momento de cada vez maior capacidade tecnológica e de comunicação em que vivemos? Mas para que isso se modifique, é preciso apetrechar melhor as juntas, protocolar com elas, dar-lhes mais poderes efectivos.
Protocolar mais com as juntas é dar-lhes mais responsabilidades e ampará-las nessas competências, por exemplo nos jardins, nos arranjos exteriores, e em muitos dos serviços de “secretaria�: licenças, certidões, pagamento de contas, entre outros. Cada junta deve ser um braço da Câmara, uma embaixada desta que chega quase à porta de cada um. Uma verdadeira política de proximidade.

Em resumo, estes são os pressupostos ou a concepção genérica e de suporte do projecto, da agenda que queremos apresentar: dar liberdade aos cidadãos, permitir a iniciativa individual e colectiva destes, ser essencialmente um apoio, um estímulo aos projectos dos Tomarenses. Ter uma autarquia que ouça, que recomende, que incentive, que auxilie, que colabore.
Ter um plano estratégico sim, um plano de acção, mas que não atrofie, faça frustrar ou fugir os Tomarenses, que faça sim surgir neles o seu melhor, as suas ideias, os seus projectos, a vontade de investir e realizar obra nesta terra.
E para tal é preciso ter na autarquia uma equipa disponível, multifacetada, equilibrada, enérgica, determinada.
Dessa equipa fazem parte o Presidente e a Vereação, a Assembleia Municipal, as Juntas, os técnicos, os funcionários.
Porque se o concelho de Tomar quer sobreviver, quer emergir do buraco onde vai caindo, quer ter futuro, aquilo que precisa é de uma grande equipa orientada sobre o mesmo propósito, uma equipa de gente que ame esta terra, que não fuja quando o projecto terminar, uma equipa com uma missão.
Uma Equipa, para Um Projecto de Todos.

Hugo Cristóvão

quinta-feira, junho 23, 2005

E novidades, não há?

António Paiva, Paulino para os amigos, anunciou esta semana a sua candidatura ao terceiro mandato à Câmara de Tomar.

"A decisão do actual presidente foi demorada, por "razões pessoais", e devido às negociações que estavam a decorrer entre o autarca e o PSD. A decisão foi tomada durante o último fim-de-semana, numa reunião entre António Paiva, Miguel Relvas e Carlos Carrão e foi anunciada aos militantes na comissão política concelhia dos social-democratas nabantinos, realizada na última segunda-feira." (no Templário online)

Gosto especialmente do "foi anunciada aos militantes na comissão política", três senhores negoceiam, decidem, e anunciam, e depois no PS é que não há democracia!

quarta-feira, junho 22, 2005

Opiniões

Ouvi agora mesmo a "nota do dia" do militante socialista (é preciso frisá-lo, porque algumas pessoas esquecem-se que têm um cartão em casa) Jorge Cosme na rádio Hertz, onde nos deleita sempre com as suas muito avalizadas e nada parciais opiniões.
A sua conveniente mostra de desconhecimento do programa socialista e óbvio apoio à CDU poderia parecer estranho, visto ter ele mesmo, como muitos outros, sido convidado a participar na elaboração do mesmo.
Mas na realidade não é nada estranho, é que quando muitos deitam mãos à obra, por mais difíceis que sejam as circunstâncias, e dão o melhor de si, independentemente de virem ou não a ser recompensados desse trabalho, outros preocupam-se apenas com o que lhes dá jeito, e no resto do tempo, andam de facto entretidos com "brincadeiras de cachopos".

96 cêntimos

As piscinas Vasco Jacob vão abrir com acessos assim a assim, mas enfim, é o costume.
O que não percebi bem é o preço, é que pelo que ouvi na rádio Hertz, as crianças vão pagar 96 cêntimos...
Não havia um número mais complicado não?

Recenseamento

Até ao final deste mês é ainda possível efectuar o recenseamento para votar nas próximas autárquicas.
É um processo fácil que passa por uma deslocação à Junta de Freguesia que consta do Bilhete de Identidade e, no caso de ser uma transferência, fazer-se igualmente acompanhar do Cartão de Eleitor. Preenchem-se meia dúzia de campos num impresso que nos entregam e a coisa está feita.
Lembrem-se, votar não é só um direito, é acima de tudo um dever, especialmente para com aqueles que nos antecederam e que lutaram, muitas vezes com a vida para que pudéssemos realizar esse acto.

"Batatada na festa dos Casais"...

... é o título do Templário online, sobre a sessão de pancadaria que também o Tomaronline refere, e que ocorreu na festa dos Casais na passada Sexta-feira e onde alegadamente, pelo que também já ouvi a supostas testemunhas terá estado envolvido o Presidente da Junta.
Estranharia se não conhecesse a pessoa e se fosse a primeira vez, mas assim...
Também é preciso dar um desconto, o senhor anda nervoso, está a sentir a Junta a fugir-lhe...

O ataque ao Pentágono

As imagens, diz-se, valem mais que as palavras. Pois neste link deixamos de ver uma possível verdade sobre o ataque de 11 de Setembro ao Pentágono, e passamos sim a ter razoáveis dúvidas, como se dúvidas não tivéssemos sempre, de tudo o que vem lá dos states.

http://www.pentagonstrike.co.uk/pentagon_bp.htm#Main

segunda-feira, junho 20, 2005

A estratégia da CDU

Depois de ter acontecido na apresentação de candidatura (como aqui já referi), e de estranhamente a candidata Sílvia o referenciar na última Assembleia Municipal, foi também a vez do papá Serraventoso no seu último artigo no Cidade de Tomar, atacar o PS tentado colá-lo ao PSD nas responsabilidades pela actual situação do concelho, como se tal fosse possível. Tenta mesmo pela habilidade do discurso, fazer crer que muitas das situações são de idêntica responsabilidade entre o PS, e o PSD que há dois mandatos (des)governa este concelho, fazendo depois o óbvio apelo a "novos espaços de liberdade, de participação democrática", como se tal existisse na CDU.
Eu percebo a estratégia, mas não é de demagogia que Tomar precisa, nem de projectos mancos decalcados de outros.
Até talvez seja bom continuarem por esse caminho, porque as pessoas já mostraram noutras ocasiões o como gostam desse discurso, é no entanto pena, porque o futuro de Tomar tinha mais a ganhar com a contribuição de todos.
Mas enfim, o que há a dizer sobre uma candidatura que se diz um espaço alternativo, mas onde alinham candidatos que, uns publicamente, outros nem tanto, defendem a actuação do senhor Paulino?
Talvez a razão seja afinal clara, é que não é preciso ser grande matemático para o saber, qualquer voto na CDU é um voto indirecto nesse mesmo senhor.
Leia-se para que fique claro, votar em Tomar na CDU, ou em qualquer outra lista à esquerda do PS, é, sem demagogias, votar na continuação do senhor Paiva e os seus moços de recados, ou seja, votar para que tudo fique na mesma.

Sem título

Porque para a morte não há palavras certas, títulos relevantes, ou justificações convicentes.
Mas é a justificação que me faz falar deste assunto, é que como justificação para a morte infeliz e polémica duma jovem do nosso concelho, dizia há dias para outro, um conhecido cidadão desta terra que gosta tanto de mim como eu de borrego assado, que a razão eram coisas como as festas da Juventude Socialista, em que iam discutir estas coisas para os bares!!
Ódio, coisa terrível que és, que cegas os espíritos e gelas os corações, e fazes de gente pequena grandes palermas.

Quanto ao assunto em causa, esse sim importante, e do qual só conheço o que li nos jornais e ouvi por aí, o que deve ser ressalvado é que é graças à hipocrisia reinante e à deficiente formação deste povo que somos, que impede a resolução de assuntos como a IVG e que muitas destas situações que podiam ser evitadas continuam a acontecer, tendo infelizmente como consequências muitas vezes, a perda de vidas humanas.
Quando, mas quando, é que abrimos os olhos?

Festas

Nos concelhos à nossa volta as festas concelhias vão-se sucedendo, por agora são as de Ourém e Entroncamento, já foram as de Abrantes, Barquinha, Sardoal, Constância, Golegã, Chamusca... enfim, em todo o lado.
Só em Tomar temos que nos contentar com as organizadas por esta ou aquela aldeia, porque em Tomar Tomar, parece que não há nada para festejar...

terça-feira, junho 14, 2005

E por falar em parques...

Aquele excelente investimento da autarquia que é o parque de estacionamento atrás da Câmara está a revelar-se um sucesso, nunca falta espaço para estacionar, de tanto uso que lhe dão.
Já para o parque subterrâneo sob o Pavilhão Municipal, que há-de ser inaugurado entre agora e Outubro, prevejo que realmente possa encher... basta que chova bastante no próximo Inverno.

Cidade Jardim

Abrantes e Barquinha inauguraram recentemente os seus parques urbanos que ainda não conheci mas me dizem ser muito bons. O de Constância que já existe há mais tempo, conheço, é muito bom, e teve que ser inventado no meio do nada.
Em Tomar, com todas as excelentes possibilidades que temos, o mais parecido que se fez nos últimos tempos, foi o encerramento do parque de campismo...

Promoções de Verão...

... é o que já encontramos em alguns estabelecimentos comerciais de Tomar, e que estou certo vai ser seguido por outros.

NÃO!, não há crise em Tomar, é tudo um mar de rosas! (ou melhor, de laranjas!)
QUE É O PARA�SO?
é um lugar onde:
- a polícia é britânica
- os cozinheiros são franceses
- os mecânicos são alemães
- os amantes são portugueses
- e tudo é organizado pelos suíços

O QUE É O INFERNO?
é um lugar onde:
- a polícia é alemã
- os cozinheiros são ingleses
- os mecânicos são franceses
- os amantes são suíços
- e tudo é organizado pelos portugueses

contribuição da Sofia Lopes

segunda-feira, junho 13, 2005

Eugénio de Andrade (1923-2005)

Eugénio de Andrade

As Amoras

O meu país sabe a amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.

Eugénio de Andrade ("O Outro Nome da Terra")

�lvaro Cunhal (1913 - 2005)

�lvaro Cunhal

Morreu um dos que nos trouxe a Liberdade.

quinta-feira, junho 09, 2005

Mano pequeno, mano grande

Enfim, eu nem devia falar disto, mas não resisto a fazer um pequeno comentário.
Os pequenos partidos da esquerda portuguesa tem este estigma de mano pequeno que se quer fazer maior que o grande, e por isso adoram tentar bater no PS, muito mais que nos partidos da direita.

Volto a dizer, não devia falar disto, porque nas próprias palavras da candidata da CDU, a candidatura destes à Câmara cá do burgo é "sem grandes expectativas" (citação do Templário), e a preocupação do PS é sim com projectos e com as pessoas, e por isso com quem está no poder, e manda e desmanda neste concelho como se fosse um feudo ou um jogo particular do senhor Paulino.
Mas a CDU esqueceu-se disso, e acreditar no que vem transcrito no Cidade de Tomar, começa o seu manifesto a atacar o PS quando este não está na autarquia desde 97! Mesmo discurso se ouviu ao candidato à Assembleia Municipal na apresentação pública.
Isto não será a prova da total vacuidade deste projecto?

Fusões e extinções

Há dias, o Ministro da Administração Interna António Costa, veio e bem tocar num assunto polémico que precisa de facto de ser posto em discussão e em acção: a extinção de freguesias e municípios.
O nosso paí­s, quase o único da Europa com freguesias, e cuja fundamentação para a sua existência teve a ver com a satisfação de todas as capelinhas (literalmente!), é na verdade uma manta de retalhos de uma completa desorganização administrativa, cheia de freguesias, e mesmo de concelhos, que já não têm qualquer razão de existência.
Todos sabemos que uma grande maioria das freguesias consegue fazer muito pouco (uma licença aqui, um passeio de idosos acolá) e que o seu orçamento vai quase todo para o salário do Presidente, do Tesoureiro e do Secretário, e mais um ou outro funcionário, as que os conseguem ter, funcionários esses que na maioria das vezes não fazem mais que trabalho burocrático.
Por outro lado, também as juntas de maior dimensão, normalmente urbanas, estão por isso "tapadas" pelas Câmaras Municipais, e assim se calhar ainda têm menos razão de existir que as mais pequenas.

Enfim, muito há a discutir sobre esta matéria, e algo tem de ser feito, porque o paí­s não aguenta este desperdício de recursos, no entanto, a fusão ou extinção que eu gostava também ver discutida, e que me parece ainda assim de resolução bem mais fácil, e a qual me continua a perturbar por não ver ninguém falar nessa possibilidade, está também sobre a alçada do mesmo Ministério e tem a ver com as polí­cias.
Mas alguém me explica porque é que temos PSP e GNR? Não é isso também um desperdí­cio de recursos?
Eu percebo a necessidade da especificidade de uma PJ por exemplo, mas no caso da PSP e da GNR existirão assim diferenças tão grandes para que existam duas forças autónomas?
Com esquadras, veí­culos, fardas, chefias, e tudo o mais, diferenciado?
Eu compreendo que seja um assunto complicado, mas não era altura de falar disto?
É que depois ainda há polí­cias municipais, e guardas fiscais, e guardas florestais...
Porquê então, PSP e GNR?

terça-feira, junho 07, 2005

Arde

Passei ainda agora sob o tórrido calor na Praça da República vindo da tasquinha habitual dos meus almoços de terça-feira, e de retorno aqui à sede do meu sindicato, e ainda que sem perceber bem de onde, uma consistente coluna de fumo ergue-se no ar, tendo por base um local que não será longe.
O mais que previsível acontece, algures algo arde arrebatadoramente.

E até quando vamos brincar às fogueiras no nosso país?
Se calhar a solução encontrada pelo senhor Paiva para os canteiros das árvores junto à inteligível quasi rotunda do ex-anexo do hospital tem alguma razão de ser, porque não alcatroar o país todo?

Para quando vamos ter vigias a sério nas nossas florestas?
E quando, bombeiros realmente profissionais, leia-se, a tempo inteiro?
E quando é que as nossas forças armadas que nem armadas são, vão servir para alguma coisa, e ter meios aéreos PÚBLICOS para que não haja suspeitas, a fazer alguma coisa?
E quando é que os proprietários que não limpam as suas propriedades vão ser responsabilizados? E expropriados se não cumprirem, e for provado que tinham meios para o fazer?
E quando é que vão existir equipas de desmatação rápida como nalguns países 'sub-desenvolvidos' da América do Sul? Lembram-se dos columbianos (ou argentinos?) que morreram há dois anos em Portugal? Tiveram que vir cá fazer o serviço!

Espero que estas e outras medidas não demorem a sair da pena do governo que ajudei a eleger, porque há de facto prioridades, e o défice não é a única.

Leis do tempo da outra senhora

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contribuição do Pedro Antunes

ilustrem-me lá, o que será "aquilo atrás daquilo"?

sexta-feira, junho 03, 2005

ainda sobre a candidata da CDU

Não será estranho que o artigo que Sílvia Serraventoso escreve no Cidade de Tomar aconteça esta semana, mas seja como for é um bom artigo.
É esse grito de revolta a que parece apelar que há tempo também eu apelo, e não tem aqui a ver com ideologias, mas sim com atitudes e com mentalidades que é preciso alterar.
É a mentalidadezinha dos críticos de mesa de café que é preciso acabar, bem como os "divinamente iluminados" analistas político locais a que se refere a Sílvia. Repito, não é uma questão de ideologia partidária, mais importante que isso, é uma reacção à inacção, que quem gosta desta terra precisa fazer, e infelizmente parece-me que a geração que à nossa apelidou de rasca, esquecendo-se que era ela a responsável pelo o que quer que fossemos, já não tem capacidade para essa reacção.
À excepção de um ou outro ponto, que por razões óbvias não posso apoiar, como o seja o subentendido apelo ao voto na CDU, posso assinar por baixo?

quinta-feira, junho 02, 2005

Candidatos

A CDU apresenta hoje o seu, ou melhor, a sua candidata à Câmara de Tomar, pois, como se suspeitava e avança já o Templário, parece ser Sílvia Serraventoso, actual deputada municipal.
Triste por um lado, por, na minha muito pessoal opinião, achar que havia espaço para uma só candidatura da esquerda tomarense (até porque a divergência de candidaturas à esquerda só favorece o PSD), e por isso lamentar que não se tenha tentado realmente esse entendimento, o que compreendo seria muito difícil para a CDU, pois ainda que a estrutura local o pudesse desejar, o seu Comité arduamente o permitiria; não deixo no entanto de por outro lado estar contente .

A Sílvia não terá naturalmente o meu voto, pois o projecto da CDU, não é sequer um projecto, mas agrada-me ver na corrida à nossa Câmara uma jovem de 27 anos, (jovem e mulher ainda por cima, que choque para as mentalidades nabantinas!) e é bom ver que por outros lados o conflito geracional parece ser mais fácil de resolver. Não deixa de ser interessante que isso aconteça na CDU, onde, tal como no outro extremo CDS, por razões ideológicas pouco actualizadas, mais se força a que tudo fique na mesma. Mas são exactamente estas duas forças onde vemos com alguma tendência, até ao nível do parlamento, jovens a ganhar espaço e protagonismo. Será que os jovens procuram os extremos? Será esse o seu grito de anti-poder?

Por outro lado estamos ainda sem saber, na corrida que realmente interessa, notícias do PSD e do senhor Paulino, onde pelo que se diz, as coisas não andam fáceis. Mas o que se diz também é que o senhor Paulino já diz à boca cheia, entre um copo ou outro, aí pelos cafés do burgo, e com insultos à mistura, que vai lá, e leva maioria absoluta.
O senhor Paulino não é mesmo de cá pois não?
Ele não houve o que as pessoas dizem... mesmo que lho estejam a gritar ao ouvido!

terça-feira, maio 31, 2005

Aviso à navegação

Aos meus "caros" detractores:
Já avisei que podem inventar, aldrabar, especular, caluniar, e tudo o mais tentar para denegrir a minha imagem, que é para o lado que durmo melhor. A minha consciência é por vós inviolável.

Mas volto a avisar: tentar usar o mesmo método para neste espaço atingir outras pessoas, ainda por cima com o intuito mesquinho de dar a entender que todos chafurdamos na mesma lama, usando-os a eles, para me atacarem a mim, de forma alguma o permitirei.
Mais quando tentam, como no comentário colocado hoje no post anterior e que evidentemente apagei, atacar uma pessoa por quem tenho grande estima, e sei possuir, dentro dos defeitos que naturalmente todos temos, qualidades de um grande Ser Humano, e espírito muito mais elevado do que aqueles que o criticam.

Aceitarei eventualmente críticas a terceiros neste espaço, mas apenas se elas forem válidas, honestas, construtivas, coerentes, e acima de tudo, eticamente correctas.
Lama e trafulhice não entrarão aqui, porque o que desejo para este espaço é Luz, e é triste que algumas ovelhas negras que infelizmente existem em todos os rebanhos, evergonhem as "vestes" que usam ou já usaram, sejam elas quais forem.

Neste espaço, tudo o que escrevo é assumido, assim como o faço sempre nos vários locais onde exerço a minha Liberdade em Direitos e Deveres de Cidadania. E em Democracia, e pela Ética Republicana que defendo, os Homens Livres assumem os seus actos e as suas palavras.

Os que aqui, e noutros lados, falam e tentam denegrir-me e a outros, não são apenas cobardes por não assumirem as suas críticas, são imbecis porque em verdade não criticam, são maldosos porque mentem, são criminosos porque tentam destruir.
Volto a afirmá-lo: a mim, podem dizer o que quiserem, é que por mais rídiculos que sejam, e o seja aquilo que afirmam, gosto sempre de me lembrar que por muito fútil que um pequeno escaravelho nos pareça até ele tem uma razão para que a vida mereça, e vós, enfim, existem para nos lembrarmos daquilo que não queremos ser, daquilo que queremos combater.
São trastes humanos como vocês, imersos na vossa mediocridade, que nos dão razão para querermos ser melhores.

E lembrem-se, se nisto quiserem acreditar, a Justiça e a Verdade mais tarde ou mais cedo, sempre se alcançam.
E mais, o anonimato, é apenas uma ilusória sensação de segurança, para pessoas pouco seguras de si mesmas, e que por norma tentam destruir, aquilo que construir não conseguiram.
Nas sombras do esquecimento Humano, já cairam tantos como vós.

terça-feira, maio 24, 2005

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Dia 18 de Junho, apresentação do primeiro cd do camarada e amigo, o acordeonista Bruno Gomes, pelas 20 horas, em Ferreira do Zêzere.

domingo, maio 22, 2005

Será do perfil?

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 20 de Maio de 2005

Nos últimos tempos, e com especial incidência depois que o PS escolheu o seu candidato à Câmara de Tomar, ouço algumas pessoas recorrerem insistentemente da palavra perfil para tecer críticas a esse mesmo candidato.
Ora, se a alguns desses críticos, basta o seu próprio perfil, para que qualquer crítica que façam se vire contra eles, ou no mínimo perca razão, já a outros, mais anónimos, mais “comuns�, importa talvez analisar as razões inerentes a essa afirmação, essa suposta falta de perfil.
Eu não sei de facto qual é o perfil certo para se ser Presidente de Câmara, nem sei se está escrito nalgum lado. Parece-me que como em muitas coisas, se trata de uma questão subjectiva, do foro apenas do sentimento de cada um. Mas parece-me que os traços desse perfil deveriam passar pela Disponibilidade demonstrada, pela Vontade em fazer, pela Capacidade em ouvir e de Trabalhar com os outros, pelo Desprendimento de interesses pessoais, pelo Amor à causa e neste caso à terra. Mas posso estar enganado, se calhar não é isto o correcto...
Veja-se então o caso mais concreto e mais próximo, o actual Presidente de Câmara, eleito na premissa de ser um técnico, tendo até feito parte da sua campanha a apresentação da sua tese de Mestrado onde se especializava em PDM’s, apresentando o caso concreto de Tomar. Ora, essa foi, já no primeiro mandato, uma das suas principais e maiores promessas, a revisão do PDM, algo que em muito entrava o desenvolvimento de Tomar.
Aconteceu? Agora que vamos já no final do segundo, alguém sabe alguma coisa dessa revisão? O perfil técnico do Presidente foi aqui uma mais valia?
E têm-no sido na gestão da Câmara, onde manifestamente existe uma falta de planeamento, nas obras que se fazem e se desfazem e se refazem? Nos projectos que começam como remodelações e acabam como construções, nas obras que se planeiam custar 10, e acabam a custar 100. O perfil técnico não era para evitar isso?
O fecho da ponte velha a um sentido de trânsito sem criar alternativas, a substituição da relva natural por sintética no estádio municipal. A fonte cibernética. A proliferação de rotundas. A cidade polvilhada de passadeiras “sobe e desce�. A destruição do Cine-Esplanada, tudo “excelentes� opções técnicas, e decididas por quem? E atenção, um Presidente de Câmara com um perfil técnico não pode desculpar-se com os técnicos da autarquia.
E afinal o que é que tem sido mais marcante no seu “reinado�, o seu perfil técnico, ou as suas características pessoais?
Ora, em contrário, não é difícil vermos exemplos de casos de sucesso onde não existe esse perfil técnico no Presidente da Câmara, basta só um e já é grande: Torres Novas. Lembram-se do que era aquela “aldeia� há uns anos atrás? Vêm o que é hoje? E não se diga que é apenas pela A23 até porque também isso joga a favor do Presidente de Torres Novas.
Está visto que esta história do perfil técnico não faz qualquer sentido, mas então porquê esse discurso?
Muito deste sentimento advém daquela formação um pouco elitista e salazarista, e que ainda remanesce muito na nossa terra, de achar que só os “doutores� podem estar num determinado sítio. Quem é comum a nós, quem veio do mesmo sítio, quem nasceu em berço igual, não vale nada. Só quem vem de longe, ou quem tem um título, ou quem é “superior� pode fazer, ou ser, ou dizer o que quer que seja.
Deixemo-nos de hipocrisias, este é claramente o sentimento inerente à maioria das mentalidades ainda reinantes na nossa sociedade. A ainda presente bajulação e adoração ao “senhor doutor� e ao “senhor engenheiro�.
Ora, a questão não acaba por aqui. Existe um provérbio popular que diz que “aos olhos da inveja todo o sucesso é crime�. Pois parece-me que muitos daqueles que falam na tal “falta de perfil�, o fazem baseados nessa inveja, baseados no facto de interiormente se acharem melhores, e de terem o desejo de eles próprios, sem o afirmarem textualmente, ou terem feito algo por isso, estarem nesse lugar desejado que é o de concorrer à nobre Câmara de Tomar. Mas se assim é, assumam-se, afirmem-se disponíveis, façam trabalho para isso, ou vivemos numa sociedade de cobardes?
Quanto a mim, e quanto ao PS que em boa hora escolheu o Carlos Silva para candidato, achamos ser tempo de mudar a forma de fazer política, a forma de estar nos cargos públicos.
Em primeiro lugar, estar para servir, sentir-se disponível para quem em qualquer momento precise, saber ouvir, respeitar as opiniões dos outros, saber e querer trabalhar em equipa, amar esta terra, querer o melhor para ela e para TODOS os que cá vivem.
Querer um concelho desenvolvido sem o descaracterizar, Tomar moderna, sem deixar de ser o que sempre foi, Tomar de todos, por todos, e não a tal “Vilamoura do Ribatejo� em que muitos desejam que se transforme.
Ter um desejo para este concelho, ter um projecto, ter uma vontade.
É por isso que tenho que perguntar: Será mesmo uma questão de perfil? E então que perfil será realmente necessário?
É que os perfis por onde escolher estão lançados, dum lado Carlos Silva o tomarense que todos conhecem, do outro, supostamente, António Paiva, o engenheiro.
Estas são as duas escolhas possíveis, e em eleições não há resultados antecipados, e quem decide, é quem por fim sairá vencedor ou derrotado: os tomarenses.
Ora, se uns tentam passar o discurso do “não é possível ganhar ao Paiva�, porque não acreditam, ou porque tudo querem manter igual, eu por outro lado, como muitos, e como sei, cada vez mais, ACREDITO, porque acredito na Democracia, e porque sei que em Outubro, Por Amor a Tomar, os tomarenses vão decidir pela mudança.

quinta-feira, maio 19, 2005

Dias que correm...

Pois é, não há muito tempo para escrever, nem às vezes vontade, em especial quando é preciso escrever em muitas outras coisas, ou quando se é obrigado a muitas horas de computador, e o que sofre é este espaço.
Mas bem, os dias correm normais, ou seja, agitados como sempre; sairam as Listas Provisórias de Ordenação dos professores, e embora este ano o processo esteja muito melhor, continuam a existir algumas falhas no sistema informático que invalidaram muitas candidaturas, o que já se sabe, significa trabalho acrescido para os sindicalistas, de quem os outros professores só se lembram nos períodos de "aperto"; reunião p'raqui reunião p'rali, mais ida menos ida a Lisboa ou por aí, à que andar que é a mobilidade que espevita a economia...
Pelo país, são os escândalos do CDS; os eventuais 7% de défice e as necessárias medidas a tomar; irregularidades na Madeira; o "não" à Europa de Pacheco Pereira; a postura correcta de Marques Mendes face a Isaltino e Valentim, mas não coerente com Isabel Damasceno e com a proposta de Lei de Limitação dos Mandatos que não quer votar; O Sporting infelizmente perdeu ontem, mas pelo menos o Benfica vai ganhar a dobradinha este ano (cof, cof)
Por Tomar, as sopas já foram, e que boas que elas eram!; continua o silêncio de António Paiva sobre a recandidatura, ao qual ninguém parece dar importância, (aliás, silêncio de todos os outros partidos!, tanta preocupação que havia com o candidato do PS, e afinal a partir de sábado, o PS vai ter TODA a sua lista à Câmara definida, e dos outros, nada...); o trânsito continua igual ou cada vez pior; o barulho das obras na zona velha enloquece-me quando faço trabalho de sede no meu sindicato; nota-se algum crescendo nos turistas; e amanhã e sábado há o Encontro Distrital de Juventude onde gostaria de estar presente, mas à sexta-feira trabalha-se e ao sábado infelizmente também.
Sábado à tarde, 2ª tentativa de encontro de bloggers tomarenses, onde espero estar presente.
Aqui pelo blog continuam os supostos dois imbecis de serviço a fazer o trabalho cómico aqui do espaço, e só lhes posso agradecer pelas gargalhadas.
Não tenho conseguido frequentar o meu culto, o cinema, mas esta semana só se os cinemas desabarem, pois já cá está, estreadinho hoje, o último episódio da Guerra mais famosa do universo, a das Estrelas. Segunda-feira lá estarei, e a Força estará comigo.
Começa a cheirar a Verão, e cheira-me que não o vou gozar muito.
Os amigos que me chamam de parvo, começam a sentir a necessidade da esplanada e do difícil exercício do arremesso do tremoço regado a loirinha borbulhante, e eu, claro, não posso, porque há sempre mais uma reunião, mais um papel, mais um telefonema, mais, mais... pronto, quem corre por gosto...
Ainda assim, estou a ponderar mudar de vida, talvez para gigolo como o do jornal Templário esta semana, mas se calhar, não tenho habilitações para isso ...:)
Enfim, dias que correm...

Havia assim mais qualquer coisa... o que é que seria, hum...
Ah, pois, e a minha irmã Vera faz anos hoje, PARABÉNS MdB!!

quinta-feira, maio 12, 2005

Opiniões

Numa entrevista ao jornal Templário, saído hoje, em que fala de artesanato, congresso da sopa, turismo, e do seu "apoio inequívoco" a António Paiva, diz o vereador Ivo Santos:

"É urgente a criação de um pavilhão multiusos"
"Eu penso que uma lacuna que temos em Tomar é a falta de um espaço fechado para a realização de eventos deste e de outro nível"

Pergunta o jornalista: "Se a lacuna está identificada, porque é que não se executa?" (pavilhão multiusos)
"Sobretudo, porque não houve ao longo dos anos a percepção por parte dos políticos da necessidade imperiosa deste tipo de equipamento existir."

Ora bolas! É óbvio que assim é, mas porque é que não pensaram nisso antes de torrarem o dinheiro no elefante branco junto ao rio, que existe apenas para justificar o disparate do parque de estacionamento que tem por baixo?
Pensava diferente nessa altura, ou o senhor António Paiva não aceitou sugestões? Ou ele não ouve sequer os seus vereadores? Mas se assim for, então são coniventes com ele não é?
Todos sabem, porque ao contrário do que pensam, as pessoas não são parvas, que aquele pavilhão "remodelado" foi um imenso disparate, um imenso desperdício de dinheiro, porquanto um pavilhão desportivo com melhores condições que aquele, feito num local decente, custaria quando muito, metade, e isto é avaliar por cima. E não é preciso ir muito longe, veja-se o projecto que a Gualdim Pais tem para o seu pavilhão, com muito melhores condições, e veja-se o que está previsto gastar.

Depois, qualquer pessoa com dois palmos de testa percebe, que um concelho como Tomar, pela posição geográfica que tem, pela sua natural inclinação para o Turismo, e pelas suas muitas valências, por exemplo, ao nível associativo, que o que faz falta em Tomar é um pavilhão multiusos.
Mas como somos governados por um déspota que assim que terminar o saque faz malas e vai embora, aquilo que é feito, acontece não em função dos interesses do concelho e dos que cá vivem, mas em função sim de outras situações, quanto mais não sejam, as que derivam da sua teimosia e da visão elitista que tem para o concelho.

Porque era necessário um estacionamento subterrâneo por baixo do pavilhão, porque era necessário acabar com o parque de campismo, porque era necessário substituir a relva sintética do estádio municipal, e mandar de lá embora o União?
Assim como outras coisas, como a conivência com o atentado no açude de pedra, ou os entraves à construção nas Avessadas, por exemplo...
Porquê? Não é difícil concluir pois não? Já viram bem o potencial imobiliário das margens do Nabão entre a cidade e o açude?
Será tão difícil perceber isto?
Claro que não é. O problema é que muitos, na política e fora dela, mesmo não gostando deste estado de coisas, se fazem desentendidos, ou falam apenas em surdina, e são assim coniventes com este estado de coisas.
A responsabilidade meus senhores, não será apenas do senhor António Paiva quando ele zarpar para outras paragens, será da sua "equipa", será do partido que o apoia, será dos que sabendo disto e muito mais, se calaram por este ou aquele interesse.

O Planeamento que não se vê, ou que parece não existir, é na realidade muito simples, e volto a repetir o conceito: Tomar, a Vilamoura do Ribatejo. Ficam cá os que podem, vêm para cá os que têm dinheiro. É claramente isto que está na mente do Presidente da Câmara e em tudo aquilo que tem sido feito, ele próprio o confirmou, ao insinuar no debate sobre o Investimento Privado, que não havia problema em o custo de vida em Tomar ser caro, pois estavam a ser efectuados investimentos que justificavam esse custo de vida!
Por tudo isto lamento por parte do vereador Ivo Santos, a quem eu reconheço trabalho (e em quem vejo à partida uma vantagem em relação a António Paiva, não julgo que vá fugir depois de sair da Câmara), esse apoio inequívoco ao seu Presidente, que não deixa de ser compreensível no tal universo das conivências, mas ainda assim lamentável, ainda para mais com esta justificação:
"Enquanto tomarense e pessoa que me importo com Tomar acho que seria muito prejudicial para o concelho caso o Engº António Paiva não avançasse. Estamos a meio de uma intervenção do Programa Polis, temos um novo Quadro Comunitário de apoio a partir de 2007..."

Ora por favor, é exactamente por ser tomarense e por se importar com Tomar que não devia ser conivente com o senhor Paulino! Quanto aos Quadros Comunitários, exactamente por vir aí o novo é que era altura ideal para que fosse outra equipa a conduzir esse processo, até porque para usar fundos como têm sido usados.... e depois, o POLIS?!
O POLIS é exactamente o argumento que eu acho que mais devem usar, pois ele só funciona contra a actuação da Câmara, na medida em que subverteram totalmente o espírito do Programa, não fizeram nada daquilo que realmente era imperioso resolver, como o flecheiro por exemplo, e aí não chega ter trazido a comunidade cigana para vender do lado de cá do rio, era exactamente isso que eles queriam; bem como tudo aquilo que foi feito no âmbito do POLIS, é disparate atrás de disparate, e já aqui os enunciei: a construção do Pavilhão naquele local, a substituição da relva natural por sintética, a destruição do parque de campismo e do Cine-Esplanada...
... e mais o que se tenciona fazer, como a construção do Centro Comercial disfarçado de fórum no local do actual mercado municipal, como também refere na entrevista, indo contra tudo o que é bom senso e norma de actuação em cidades que se querem desenvolvidas e modernas, que ainda por cima se dizem apostar no Turismo... não era preciso pensar muito, era só abrir os olhos!

E por tudo isso, não posso deixar de concordar com a última frase da entrevista: "importa estar atento e estes novos fenómenos, ser actuante, criativo e ousar desafiar o instituído."
E o instituído, mesmo que muitos o neguem, ou apenas o sussurrem, está a vista!

quarta-feira, maio 04, 2005

"Tornamo-nos odiados tanto fazendo o bem como fazendo o mal"
Niccolo Maquiavel

Quando tiver tempo, talvez diga alguma coisa sobre estes corajosos cobardes, que nesta página e noutras por aí, escondidos no seu pretenso anonimato, se dedicam a tentar atingir-me e a outros pelo caminho, de formas que só não são risíveis, porque já dão pena. Quando não se tem o que fazer...
Hoje, prova da minha boa vontade para com quem me persegue, vou só deixar por aqui uns pregos. A cruz que a tragam os imbecis dos meus críticos. Imbecis não por serem críticos, mas em verdade por não o serem. Na realidade, por serem só imbecis.

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segunda-feira, maio 02, 2005

Engana-me que eu gosto...

Decorreu no passado sábado na Biblioteca Municipal um debate organizado pelo jornal Templário e pela rádio Hertz, sobre o "Investimento Privado e o Desenvolvimento de Tomar". Infelizmente não pude assistir até ao final, mas tive ainda tempo para ouvir a intervenção do há sete anos primeiro responsável pelos nossos destinos e as suas sui géneris teorias donde, por entre as habituais habilidades de números e gráficos, ressaltam algumas que fixei:

Tomar está muito bem, e os tomarenses devem de estar orgulhosos pela situação económica e social do concelho.

Não há problema no facto da habitação ser tão cara, assim como as taxas e licenças o serem igualmente, porque se estão a construir equipamentos, como o “remodelado� pavilhão municipal, que justificam o preço de vida em Tomar.

Tomar está melhor ao nível de emprego, que por exemplo, Torres Novas. Aqui também se constrói mais que lá. Bem como o movimento financeiro é maior.

Os responsáveis autárquicos anteriores a ele (António Paiva) não fizeram praticamente nada.

E todos sabemos que é assim, não é verdade? Temos de facto razão para estar orgulhosos...
‘Bora lá então, todos votar no Paiva outra vez. Ele é candidato, não é?

Senhor António Paiva, acha que os cidadãos de Tomar estão preocupados com gráficos, números e estatísticas? Essa é a sua verdade, mas verdade que as pessoas sentem e vivem no seu dia-a-dia é bem diferente e é impossível escondê-la: comércios a fechar, empresas novas não vêm e as velhas vão-se embora, habitação caríssima, pessoas atrás de pessoas que se mudam para concelhos nossos vizinhos.
É preciso ter lata para negar o que todos vêm e sentem!

As piores piadas do mundo!

O Batman pegou no seu bat-sapato de verniz e no seu bat-blazer. Onde foi? -A um Bat-zado (dahh)

Dois litros de leite atravessaram a rua e foram atropelados. Um morreu, o outro não, porquê?
- Por que um deles era Longa Vida (aii tristeza!)

Porque é que o elefante não pega fogo?
- Porque já é cinza (sem comentários)

O que é que a galinha foi fazer à igreja?
- Assistir à Missa do Galo. (ô ô ô)

Como é que as enzimas se reproduzem?
- Fica uma enzima da outra... (looooooooool)

Porque é que a Coca-Cola e a Fanta se dão muito bem?
- Porque se a Fanta quebra, a Coca-Cola! (cada uma mais triste que a outra!)

Porque é que o galo canta de olhos fechados?
- Porque ele já sabe a letra da música de cor (aaaahh!)

Porque é que o Batman colocou o batmóvel no seguro?
- Porque ele tem medo que Robin. (não, não, não...)

Como é que o Batman faz para que abram a bat-caverna?
- Ele bat-palmas. ( uauu... fantástico! )

Como se faz uma omelete de chocolate?
- Com ovos de páscoa! (q interessante!)

Por que na Argentina as vacas olham muito para o céu?
- Porque tem "Boi nos Ares"! (... esta está a ganhar)

Para que servem óculos verdes?
- Para verde perto...(compridos, preciso de comprimidos)

Para que servem óculos vermelhos?
- Para vermelhor.. (triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiste!)

Porque é que a mulher do Hulk se divorciou dele?
- Porque ela queria um homem mais maduro... ( he is green... get it?)

Já conheces a piada do fotógrafo? -
- Ainda nao foi revelada. (tao O R I G I N A L)

Como se diz top-less em chinês?
- Xem-chu-tian. (aii)

Sabes qual a diferença entre uma lagoa e uma padaria?
- Na lagoa há sapinho, e na padaria, assa pão. (naummmm)

O que é que um cromossoma diz a outro?
- Cromossomos bonitos! (ihihihhhh)

contribuição do Bernardo Neves

quinta-feira, abril 28, 2005

Jornalismo

Boa reportagem saiu hoje no jornal Templário, sobre um prostituta brasileira em Tomar.
Aplausos para a jornalista Sandra H. Costa. Jornalismo a sério.

Nostalgia

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Há dias, em conversa com uma colega de outros tempos e hoje colega de profissão, fiquei de lhe enviar quaisquer fotos que tivesse desses longínquos tempos em que fui aluno do então, à falta de melhor nome, "Ciclo Novo", hoje E.B.2,3 Gualdim Pais.
E por isso andei a remexer no bau das memórias, o que é sempre um exercício estimulante: rever caras que nunca mais vimos e das quais, como num filme interrompido, não mais conhecemos a sua história; lembrar de situações, de aventuras, de preocupações; lembrar dessa grande era das descobertas em que achávamos a maior das fantasias possível; lembrar de nós mesmos nessa altura e perguntar, será que eu era mesmo aquele? E ter vontade de fazer como no Nunca é Tarde, o filme em que Bruce Willis se encontra consigo mesmo em criança e tenta corrigir alguns erros do passado, acabando também por aprender com a criança que era.
Lembrar desse tempo de suposta inocência, em que a preocupação maior era saber a que horas passava um qualquer desenho animado, aguentar com a TV Rural e o 70X7, para ver mais desenhos animados a seguir; saber se já tinha saído mais algum livro da colecção Uma Aventura; não esquecer de comprar os cromos dos Gumie Bears; e apurar se a Marta sempre namorava ou não com o Pedro.
O grande problema destes exercícos é sempre a acutilante verdade à qual não podemos fugir, não podemos repetir nada, nem voltar atrás, e que se saiba, só vivemos uma vez, por isso, é bom que o tentemos fazer o melhor possível, e tirar o máximo proveito deste grande acaso cósmico que é o estarmos aqui.

Enfim, nostalgias e existencialismos à parte, caros amigos um jogo simples...
Quem sou eu na foto? Uma dica: era ligeiramente mais magro...

Extras

Um agricultor comprou um Mercedes da nova classe E directamente na Daimler- Benz AG. Ficou estupefacto com as taxas adicionais que teve de pagar pelos equipamentos fora de série.
Pouco tempo depois, o director da Daimler-Benz AG comprou a este agricultor uma vaca para a sua casa de campo.

Eis a factura enviada pelo agricultor ao director:

Factura1 vaca (versão standard) preço base..............2.400 €
2 cores (preto/branco) mais-valia...............................................150 €
Revestimento em couro...............................................................100 €
Reservatório de leite p/ exploração verão/inverno.....................50 €
4 torneiras a 12,50€....................................................................50 €
2 para-choques, aplicação corneada a 17,50 €............................. 35 €
Enxota-moscas, semi-automático.................................................30 €
Dispositivo de Estrume (BIO).......................................................60 €
Cascos todo-terreno e todo-clima.................................................100 €
Sistema de travões 2 circuitos (patas tr+dt)..................................400 €
Buzina com vários sons..............................................................135 €
Faróis HALOGENIOS..................................................................150 €
Utilização Multi-Enchimento......................................................1.250 €
Total da Vaca segundo o orçamento:........................4.910 €

contribuição do Pedro Rosa

segunda-feira, abril 25, 2005

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31 anos depois da revolução dos cravos, a nossa versão da Liberdade, Igualdade, Fraternidade, parece-me ainda incompleta.
O espírito de Salazar reside ainda demasiado nas mentes dos que com ele cresceram, e é demasiado desconhecido nas mentes dos que o não conheceram.
Abril ainda não se cumpriu, e talvez o prazo de validade desta revolução não seja suficiente para que se chegue a cumprir.
Sei bem que sem esse Abril não poderia talvez estar aqui a escrever estas palavras, da mesma forma que sei que não chegam as palavras para mudar o mundo.
Acções faltam ainda muitas, e no entanto, se calhar o mundo muda todos os dias, e bastava que conseguíssemos mudar com ele. Díficil tarefa, pois se há coisa a que o Homem é resistente, é à Mudança. Os exemplos prácticos vêmo e sentimo-los todos os dias.

quinta-feira, abril 21, 2005

E Tomar?

"Torres Novas vai ter um Centro de Ciência Viva dedicado à energia e que será instalado numa antiga central eléctrica, disse à Agência Lusa o presidente da autarquia, António Rodrigues.
O autarca socialista afirmou que já estão criadas as condições para adjudicar o Centro de Ciência Viva de Torres Novas, uma vez que foi assinado a semana passada o contrato-promessa de permuta (da antiga central) com a EDP." Lusa

Não foi o Presidente da Câmara de Tomar que algures no início neste mandato fez muito alarido com o Ciência Viva nas antigas moagens da Mendes Godinho? Então, onde é que está?

Exemplos

Câmara de Rio Maior com Parlamento da Juventude

"Vinte e nove jovens do concelho de Rio Maior tomam posse, sábado, no Parlamento da Juventude, um órgão criado pela Câmara Municipal para incentivar a participação cívica e democrática... "
notícia de 8 de Abril no Mirante

quarta-feira, abril 20, 2005

Aborto...

...ou IVG se preferirem, porque até das palavras se tem medo.

Discute-se neste momento na Assembleia da República, o referendo aos portugueses nesta matéria.
E é, como em tantas outras situações da nossa sociedade, tão simples quanto isto: dum lado os que querem tudo na mesma, do outro os que querem avançar. A eterna luta que se desenrola desde que o homem passou a ser Homem.
Neste caso em concreto, o que temos é uma lei que não serve como todos o sabemos, e a hipocrisia reinante dos que querem viver num mundo de mentira, um mundo de aparências, em que aquilo que se diz, ou neste caso se escreve na lei, não é o que se faz.
Numa sociedade pouco preocupada com algo mais que o próprio umbigo, e o bronzeado do mesmo, temo que tudo vá ficar na mesma. E por isso mulheres continuarão a morrer ou a sofrer graves danos na sua saúde, continuarão a viver fortes tormentos sociais, para além da sua difícil decisão estritamente individual.
Mas não, isso não pode acontecer, pois se a lei diz que não!
Afinal o que interessa? Estas coisas só acontecem aos outros...

Maneiras de mandar um homem ir dar uma volta

Só porque não nos importamos de rir de nós mesmos.
Contribuição da Rita Miguel


ELE: Posso pagar-lhe uma bebida?
ELA: A bem dizer, prefiro que me dê o dinheiro.

ELE: Viva. Não nos encontrámos já uma ou duas vezes?
ELA: Só pode ter sido uma. Eu nunca cometo o mesmo erro duas vezes.

ELE: Onde é que foi buscar tanta beleza?
ELA: Devem-me ter dado a sua parte.

ELE: Quer sair comigo no próximo sábado?
ELA: Lamento. Vou estar com dores de cabeça.

ELE: Essa carinha deve dar a volta a muitas cabeças.
ELA: E essa deve dar a volta a muitos estômagos.

ELE: Vá, não seja tímida. Peça-me para dar uma volta.
ELA: Está bem: vá dar uma volta.

ELE: Acho que eu a podia fazer muito feliz.
ELA: Como? Vai-se embora?

ELE: Que me diria se eu lhe pedisse para casar comigo?
ELA: Nada. Não consigo falar e rir ao mesmo tempo.

ELE: Pode dar-me o seu nome?
ELA: Porquê? Não lhe deram já um?

ELE: Por onde tem andado, que só agora a conheci?
ELA: A esconder-me de si.

ELE: Não nos encontrámos já num lugar qualquer?
ELA: Já. É por isso que nunca mais lá fui.

ELE: Esse lugar está vago?
ELA: Está. E se você se sentar, este também.

ELE: O seu corpo é como um templo.
ELA: Lamento, hoje não há missa.

ELE: Se eu pudesse vê-la nua, morria de felicidade.
ELA: Se eu o visse nu, morria de riso.

sábado, abril 09, 2005

A Mediocridade Conhece-se.

Tristes são os dias em que tais palavras me obrigam a que as escreva. Enfim, serve de catarse.

Tomar é uma cidade de muitas aparências. Uma cidade onde os que mais aparentam ser o que quer que seja, são os que normalmente mais longe estão da sombra dessa aparência.
Uma comunidade inquinada por críticos frustrados que se pavoneiam pelas mesas dos cafés, infestada de supostos desejados mas que nos momentos decisivos até do reflexo têm medo, crivada de mentecaptos que se acham excepcionais, e mesmo que alguns o sejam, desprezam que outros possam existir que pensem, outros que façam, outros que possam sequer raiar os limites mais longínquos da sua suprema inteligência.
A maior parte destes supra homo sapiens nunca fez nada que provasse um décimo do valor que auguram e proclamam possuir, e aqueles que realmente fazem trabalho, e cujas qualidades podem realmente ser mensuráveis, não alinham nestas hostes de desventurados, porque os seus valores, a sua garra, a sua vontade em fazer coisas, e a sua experiência no que custa fazê-las, não os permite alinhar com os métodos que estes praticam.
Mas são os tais medíocres, muitas vezes, sofríveis de trabalho e baixos em escrúpulos que mais sobressaem nas turvas águas da nossa assoreada comunidade. É lamentável confirmá-lo, mas muitas vezes dou comigo a pensar da mesma forma que pensa a grande maioria dos cidadãos que não conhece os meandros, e os muitas vezes amargos bastidores da política e que dizem: “A política não presta, os políticos são maus.�
Felizmente nos momentos de clarividência que ainda vão prevalecendo obrigo-me a pensar: não, Não! Os políticos não são todos iguais, e a verdadeira política não é assim. Mas é difícil. É difícil aguentar toda a trafulhice, toda a mesquinhez, toda a maldade que alguns empregam às suas acções, levados uns pela cegueira do ódio ou pela estupidez da inveja, outros por interesses e ligações mais obscuras, outros apenas, na vã ânsia dum ilusório desejo de protagonismo ou dum poder efémero e inconsequente.
Quem me conhece como socialista, sabe do que falo, os cidadãos de Tomar sabem como se encontra o PS em Tomar, não adianta escondê-lo, não é possível escondê-lo, não será sequer benéfico escondê-lo.
Mas atenção, como não se pode tomar a floresta pela árvore, assim não se pode confundir o Partido Socialista com alguns daqueles que de socialistas possuem apenas o cartão. Não se trata de a mim ou outrem querer afirmar melhor socialista, quem sou eu para tal... trata-se apenas de reafirmar aquilo que os militantes do partido sabem, que muitos cidadãos sabem, e que todos os que querem o bem de Tomar devem saber. Os métodos, as artimanhas, as mentiras que alguns usam para prejudicar o PS, para destruir o trabalho que é feito, para humilhar ou enlamear os que tentam fazer algo de bom, ou os que simplesmente desejam que tudo se mantenha exactamente como está. Os nomes, uns mais outros menos, os tomarenses conhecem-nos, e toda a maledicência que usam, que fazem, que dizem, só é prova do que de bom os outros fazem.
É curioso de observar como a humana natureza de alguns se manifesta mais na maldade. Vejam-se como mesmo se odiando entre si, dizendo as piores barbaridades uns dos outros, para destruir se revela uma invejável capacidade de união. Está à vista de todos.
É triste que estas vergonhosas novelas em muito prejudiquem o PS, e muito mais importante que isso, prejudicam Tomar, na medida em que entregam sem luta o poder aos que em Tomar o poder detêm, e que autistica e teimosamente, sozinhos decidem o futuro de Tomar, ou a ausência dele.
É triste que sejam estas mesquinhas e insignificantes, face a todo o verdadeiro trabalho que realmente existe, novelas que façam a notícia. Mas se a notícia é apenas o mal, então que o mal se conheça verdadeiramente. Assim houvesse vontade. Assim fosse a coragem, a honestidade e a frontalidade, as principais características do ser humano. Talvez esse mundo exista um dia. E talvez pudéssemos assim, falar de projectos, de ideais, de vontades e de alternativas, em vez de tristes argumentos, que a pior das novelas mexicanas não será capaz de reproduzir.
E bem sei que talvez fosse bom estar calado, talvez fosse prudente, ou me assegurasse melhor futuro se nada dissesse, tenho bem a noção de que tipo de seres temos pela frente, e do que são capazes de fazer, mas não é minha natureza estar calado, e quem não se sente...
Como é possível que depois de tantas horas, de tantos dias, de meses, de tantos sacrifícios pessoais de toda a ordem de tantos de nós, apareçam uns quantos párias que já não enganam ninguém, como se de iluminados se tratassem, e que apenas o ódio têm em comum, e que na generalidade, nunca se preocuparam em trabalhar, em colaborar no mínimo que fosse, que não apareceram sequer quando foram convidados, que constantemente e em diversos locais atacam o partido ao qual dizem pertencer, que diariamente fazem campanha pelo PSD, nem que mais não seja pelas suas atitudes, apareçam apenas, como guerrilheiros para um golpe de estado de um mundo que é só seu, nas horas em que para o que quer que seja, nomes se discutem ou a algo estejam subentendidos.
O PS não pode voltar a estar entregue a este tipo de mediocridade, pois bem sabemos que com estes senhores, nunca o Partido terá credibilidade para o que quer que seja. Todos os militantes o sabem. E os que com isto colaborarem, mesmo que na sombra, são tão responsáveis quanto eles. E é Tomar que com isso perde.
Abram-se os olhos, aguce-se a vontade, porque com este tipo de actos não há espaço para delicadezas.
Bem sabemos, o quanto está já prejudicado qualquer resultado que possamos ter nas próximas autárquicas, mas isso não nos esmorece, porque os valores que nos comandam são mais altos. Agora, os objectivos por detrás de todas as calúnias, de todos os infelizes actos ou as mais polidas intervenções são simples: voltar a colocar aqueles que há mais de quinze anos vão dominando, vão infestando as listas do PS às autárquicas de Tomar e tudo o que a isso é inerente, bem como ao trabalho e credibilidade dum Partido que é histórico, que é necessário, e que deve ser garantia dum equilíbrio de poderes neste concelho que todos devíamos amar.
Repita-se por isso com firmeza: os objectivos são claros, e os Tomarenses conhecem bem os protagonistas.

publicado no jornal Cidade de Tomar de 8.04.2005

terça-feira, abril 05, 2005

As fogueiras políticas

Na política há infelizmente sempre alguém a querer atear fogueiras, mas normalmente quem nelas se queima, acabam por ser os próprios. Isto porque os materiais com que se fazem essas queimadas são muitos destrutivos. Fazem-se queimadas por ódio, vingança, inveja, estupidez ou loucura. Quase sempre os motivos são negativos, e apenas servem para destruir.
O mais infeliz é que alguns com tantos anos já de floresta, não saibam ainda que brincar com substâncias inflamáveis é perigoso. Há sempre alguma coisa para lhes rebentar nas mãos.
É pena que alguns, já tendo sido bombeiros, comecem eles próprios a atear fogueiras.
É preciso que entendam que mesmo que em grupos, quando se morre queimado, e ainda que muitos possam morrer ao mesmo tempo, a morte é sempre solitária e só as árvores é que morrem de pé.
É pena que alguns não saibam sair bem na fotografia, que não saibam ser coerentes, ou que comecem movidos sabe-se lá porque interesses e depois se chamusquem. Todo o fotógrafo sabe que há um tempo próprio para tirar a fotografia.
É pena que alguns, mesmo que já tendo ardido, queiram apenas chamar outros para a fogueira, mesmo que todos os outros. Mas é assim a inveja, "se não tenho, não tens também".
É pena, mas é ainda a natureza humana.
A memória dos mais novos ficará cá para os lembrar. Ou não.

sexta-feira, abril 01, 2005

Cortar o cabelo

Lembro de que quando era miúdo, e já nessa altura devorador de cinema, ter visto um filme, penso que francês, que contava a história de um homem e a sua relação meio doentia com uma cabeleireira. No filme mais que gostar da cabeleireira, ele gostava dos momentos em que ela lhe cuidava do cableo, de sentir as mãos dela enquanto lhe lavava a cabeça, do contacto, do aroma a que cheirava, e por isso lá ia todos os dias.
Hoje fui cortar o cabelo, e senti-me o personagem do filme.

terça-feira, março 22, 2005

"Tomar hoje investe no futuro e recupera o passado"

Eis o título dum artigo publicado esta semana no Cidade de Tomar, assinado por aquele senhor que é tido como nosso Presidente de Câmara. Só o título já vale uma gargalhada.

Mas olhemos um pouco o artigo e o que tenta fazer passar, que bem espremido, é absolutamente nada a não ser: - Esta cidade é uma trampa, todos os que cá estiveram antes de mim só fizeram trampa, mas eu sou bom, e mando nesta trampa toda e faço dela o que quiser, até me apetecer ir embora.

"Tomar é um concelho de referência" - pois, costumava ser.

"Hoje, é comum comparar a situação da cidade e do concelho com a da década de sessenta,..." - mas quem?

"A década de oitenta princípio dos anos noventa foram, sem dúvida, momentos muito difíceis para a população tomarense" - ou seja, antes da chegada do salvador Paulino.

"Para recuperar o tempo perdido, é necessário mais de uma década." - mas o senhor já leva quase oito anos... e, se calhar sou eu, mas não estamos pior? Ah, claro, os que mudam de concelho não contam como desempregados, por exemplo, e já todos sabemos, como o senhor diz, que é perfeitamente possível encontrar em Tomar casas ao mesmo preço que no Entroncamento...

"Não se faz em meia dúzia de anos aquilo que se deveria ter feito em quase três décadas. Soluções do passado, são passado" - sou bom, sou bom, porra que eu sou bom! Estes que cá andaram eram uns trolhas, tive que cá vir eu salvar isto, mas isto não tem salvação, assim eu tivesse um cilindro gigante para arrasar isto tudo e fazer tudo de novo, isso sim é que obra para engenheiro, que o passado já lá vai!

"... Tomar está a conseguir prosperar hoje, também." - realmente já me tinham dito que alguém andava metido nos copos.
Pior cego é o que não quer ver, e pior ainda o que tenta que não vejam.

"Claro que não temos pleno emprego. Quem o assegura em Portugal ou na Europa? Tomar não é excepção!" - recuso comentar esta ordinarice. Chamar-lhe desonestidade intelectual é muito pouco.

"Claro que ainda não temos as acessibilidades que necessitamos..." - Pois, tivemos pouca influência no desgoverno anterior. Três Secretários de Estado, e um deles depois Secretário-geral do PSD, quem não os conhecesse, diria que ninguém lhes liga...

"Claro que ainda não temos a Zona Industrial que gostaríamos. Mas já só não vê os resultados quem não quer." - pois, também acho. Acho que achamos todos!

"Hoje, em Tomar, procuramos investir no futuro e recuperar o passado" - ora cá está a frase que dá título, e que realmente diz tudo. Que alguns andam a investir no futuro facilmente vamos percebendo, até um dia. Quanto à recuperação do passado, também se percebe: o Cine-esplanada que foi abaixo, o Parque de Campismo fechado ad eternum, a destruição da relva do estádio, o parque atrás da Câmara, o Mercado que se quer centro comercial, o Convento de Stª Iria que continua a cair, o espaço do antigo hospital militar no convento igualmente, a Mata dos Sete Montes, o Açude de Pedra, a rua que se quer fazer atrás da Igreja de Santa Maria, o Centro de Emprego no local onde foi construído, aquele pequeno edifício que havia ali ao pé, e por aí fora, tudo excelentes exemplos de recuperação, parabéns Paulino!

Enfim, o disparate é muito por todo o artigo que, se é suposto ser pré-campanha, então lhe correu muito mal, mas termina da melhor maneira, a hipocrisia em todo o seu esplendor, sabendo nós o quanto o senhor gosta das críticas, como reage a elas, e como é tão simplesmente dado a ouvir o que os outros têm para lhe dizer:
"Em democracia, a crítica é sinal de vitalidade da sociedade.
Com o apoio de todos, Tomar segue no rumo certo!"


Avé Paiva, cheio de graça!

Turismo...

No mesmo número da Visão que refiro no post anterior, e que ainda anda por aí nas bancas, é-nos oferecido um livrinho do Instituto de Turismo de Portugal com diversos roteiros de fim de semana.
É possível encontrarmos referência a por exemplo, Santarém, Torres Novas, Constância, Ourém...
Hum, nós por cá, também costumávamos ter aí qualquer coisita de interesse ou não...

E será que a culpa é deles, ou "nossa"?

Pintura em São Gregório

Na singular ermida frente ao Hotel dos Templários, está patente uma exposição duma ex-colega, a simpática amiga, Engrácia Cardoso, que entre outros leva no seu currículo o Grande Prémio de Pintura Fidelidade Mundial que venceu no ano passado, e esta semana até lhe valeu um artigo na Visão (17 de Março).
A Engrácia é mais uma desse grande grupo (cada vez maior) de tomarenses que teve de procurar noutras paragens, oportunidades que aqui não pode ter.
A exposição estará até 22 de Maio, das 14.00 às 17.00. A não perder