terça-feira, maio 31, 2005

Aviso à navegação

Aos meus "caros" detractores:
Já avisei que podem inventar, aldrabar, especular, caluniar, e tudo o mais tentar para denegrir a minha imagem, que é para o lado que durmo melhor. A minha consciência é por vós inviolável.

Mas volto a avisar: tentar usar o mesmo método para neste espaço atingir outras pessoas, ainda por cima com o intuito mesquinho de dar a entender que todos chafurdamos na mesma lama, usando-os a eles, para me atacarem a mim, de forma alguma o permitirei.
Mais quando tentam, como no comentário colocado hoje no post anterior e que evidentemente apagei, atacar uma pessoa por quem tenho grande estima, e sei possuir, dentro dos defeitos que naturalmente todos temos, qualidades de um grande Ser Humano, e espírito muito mais elevado do que aqueles que o criticam.

Aceitarei eventualmente críticas a terceiros neste espaço, mas apenas se elas forem válidas, honestas, construtivas, coerentes, e acima de tudo, eticamente correctas.
Lama e trafulhice não entrarão aqui, porque o que desejo para este espaço é Luz, e é triste que algumas ovelhas negras que infelizmente existem em todos os rebanhos, evergonhem as "vestes" que usam ou já usaram, sejam elas quais forem.

Neste espaço, tudo o que escrevo é assumido, assim como o faço sempre nos vários locais onde exerço a minha Liberdade em Direitos e Deveres de Cidadania. E em Democracia, e pela Ética Republicana que defendo, os Homens Livres assumem os seus actos e as suas palavras.

Os que aqui, e noutros lados, falam e tentam denegrir-me e a outros, não são apenas cobardes por não assumirem as suas críticas, são imbecis porque em verdade não criticam, são maldosos porque mentem, são criminosos porque tentam destruir.
Volto a afirmá-lo: a mim, podem dizer o que quiserem, é que por mais rídiculos que sejam, e o seja aquilo que afirmam, gosto sempre de me lembrar que por muito fútil que um pequeno escaravelho nos pareça até ele tem uma razão para que a vida mereça, e vós, enfim, existem para nos lembrarmos daquilo que não queremos ser, daquilo que queremos combater.
São trastes humanos como vocês, imersos na vossa mediocridade, que nos dão razão para querermos ser melhores.

E lembrem-se, se nisto quiserem acreditar, a Justiça e a Verdade mais tarde ou mais cedo, sempre se alcançam.
E mais, o anonimato, é apenas uma ilusória sensação de segurança, para pessoas pouco seguras de si mesmas, e que por norma tentam destruir, aquilo que construir não conseguiram.
Nas sombras do esquecimento Humano, já cairam tantos como vós.

terça-feira, maio 24, 2005

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Dia 18 de Junho, apresentação do primeiro cd do camarada e amigo, o acordeonista Bruno Gomes, pelas 20 horas, em Ferreira do Zêzere.

domingo, maio 22, 2005

Será do perfil?

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 20 de Maio de 2005

Nos últimos tempos, e com especial incidência depois que o PS escolheu o seu candidato à Câmara de Tomar, ouço algumas pessoas recorrerem insistentemente da palavra perfil para tecer críticas a esse mesmo candidato.
Ora, se a alguns desses críticos, basta o seu próprio perfil, para que qualquer crítica que façam se vire contra eles, ou no mínimo perca razão, já a outros, mais anónimos, mais “comuns�, importa talvez analisar as razões inerentes a essa afirmação, essa suposta falta de perfil.
Eu não sei de facto qual é o perfil certo para se ser Presidente de Câmara, nem sei se está escrito nalgum lado. Parece-me que como em muitas coisas, se trata de uma questão subjectiva, do foro apenas do sentimento de cada um. Mas parece-me que os traços desse perfil deveriam passar pela Disponibilidade demonstrada, pela Vontade em fazer, pela Capacidade em ouvir e de Trabalhar com os outros, pelo Desprendimento de interesses pessoais, pelo Amor à causa e neste caso à terra. Mas posso estar enganado, se calhar não é isto o correcto...
Veja-se então o caso mais concreto e mais próximo, o actual Presidente de Câmara, eleito na premissa de ser um técnico, tendo até feito parte da sua campanha a apresentação da sua tese de Mestrado onde se especializava em PDM’s, apresentando o caso concreto de Tomar. Ora, essa foi, já no primeiro mandato, uma das suas principais e maiores promessas, a revisão do PDM, algo que em muito entrava o desenvolvimento de Tomar.
Aconteceu? Agora que vamos já no final do segundo, alguém sabe alguma coisa dessa revisão? O perfil técnico do Presidente foi aqui uma mais valia?
E têm-no sido na gestão da Câmara, onde manifestamente existe uma falta de planeamento, nas obras que se fazem e se desfazem e se refazem? Nos projectos que começam como remodelações e acabam como construções, nas obras que se planeiam custar 10, e acabam a custar 100. O perfil técnico não era para evitar isso?
O fecho da ponte velha a um sentido de trânsito sem criar alternativas, a substituição da relva natural por sintética no estádio municipal. A fonte cibernética. A proliferação de rotundas. A cidade polvilhada de passadeiras “sobe e desce�. A destruição do Cine-Esplanada, tudo “excelentes� opções técnicas, e decididas por quem? E atenção, um Presidente de Câmara com um perfil técnico não pode desculpar-se com os técnicos da autarquia.
E afinal o que é que tem sido mais marcante no seu “reinado�, o seu perfil técnico, ou as suas características pessoais?
Ora, em contrário, não é difícil vermos exemplos de casos de sucesso onde não existe esse perfil técnico no Presidente da Câmara, basta só um e já é grande: Torres Novas. Lembram-se do que era aquela “aldeia� há uns anos atrás? Vêm o que é hoje? E não se diga que é apenas pela A23 até porque também isso joga a favor do Presidente de Torres Novas.
Está visto que esta história do perfil técnico não faz qualquer sentido, mas então porquê esse discurso?
Muito deste sentimento advém daquela formação um pouco elitista e salazarista, e que ainda remanesce muito na nossa terra, de achar que só os “doutores� podem estar num determinado sítio. Quem é comum a nós, quem veio do mesmo sítio, quem nasceu em berço igual, não vale nada. Só quem vem de longe, ou quem tem um título, ou quem é “superior� pode fazer, ou ser, ou dizer o que quer que seja.
Deixemo-nos de hipocrisias, este é claramente o sentimento inerente à maioria das mentalidades ainda reinantes na nossa sociedade. A ainda presente bajulação e adoração ao “senhor doutor� e ao “senhor engenheiro�.
Ora, a questão não acaba por aqui. Existe um provérbio popular que diz que “aos olhos da inveja todo o sucesso é crime�. Pois parece-me que muitos daqueles que falam na tal “falta de perfil�, o fazem baseados nessa inveja, baseados no facto de interiormente se acharem melhores, e de terem o desejo de eles próprios, sem o afirmarem textualmente, ou terem feito algo por isso, estarem nesse lugar desejado que é o de concorrer à nobre Câmara de Tomar. Mas se assim é, assumam-se, afirmem-se disponíveis, façam trabalho para isso, ou vivemos numa sociedade de cobardes?
Quanto a mim, e quanto ao PS que em boa hora escolheu o Carlos Silva para candidato, achamos ser tempo de mudar a forma de fazer política, a forma de estar nos cargos públicos.
Em primeiro lugar, estar para servir, sentir-se disponível para quem em qualquer momento precise, saber ouvir, respeitar as opiniões dos outros, saber e querer trabalhar em equipa, amar esta terra, querer o melhor para ela e para TODOS os que cá vivem.
Querer um concelho desenvolvido sem o descaracterizar, Tomar moderna, sem deixar de ser o que sempre foi, Tomar de todos, por todos, e não a tal “Vilamoura do Ribatejo� em que muitos desejam que se transforme.
Ter um desejo para este concelho, ter um projecto, ter uma vontade.
É por isso que tenho que perguntar: Será mesmo uma questão de perfil? E então que perfil será realmente necessário?
É que os perfis por onde escolher estão lançados, dum lado Carlos Silva o tomarense que todos conhecem, do outro, supostamente, António Paiva, o engenheiro.
Estas são as duas escolhas possíveis, e em eleições não há resultados antecipados, e quem decide, é quem por fim sairá vencedor ou derrotado: os tomarenses.
Ora, se uns tentam passar o discurso do “não é possível ganhar ao Paiva�, porque não acreditam, ou porque tudo querem manter igual, eu por outro lado, como muitos, e como sei, cada vez mais, ACREDITO, porque acredito na Democracia, e porque sei que em Outubro, Por Amor a Tomar, os tomarenses vão decidir pela mudança.

quinta-feira, maio 19, 2005

Dias que correm...

Pois é, não há muito tempo para escrever, nem às vezes vontade, em especial quando é preciso escrever em muitas outras coisas, ou quando se é obrigado a muitas horas de computador, e o que sofre é este espaço.
Mas bem, os dias correm normais, ou seja, agitados como sempre; sairam as Listas Provisórias de Ordenação dos professores, e embora este ano o processo esteja muito melhor, continuam a existir algumas falhas no sistema informático que invalidaram muitas candidaturas, o que já se sabe, significa trabalho acrescido para os sindicalistas, de quem os outros professores só se lembram nos períodos de "aperto"; reunião p'raqui reunião p'rali, mais ida menos ida a Lisboa ou por aí, à que andar que é a mobilidade que espevita a economia...
Pelo país, são os escândalos do CDS; os eventuais 7% de défice e as necessárias medidas a tomar; irregularidades na Madeira; o "não" à Europa de Pacheco Pereira; a postura correcta de Marques Mendes face a Isaltino e Valentim, mas não coerente com Isabel Damasceno e com a proposta de Lei de Limitação dos Mandatos que não quer votar; O Sporting infelizmente perdeu ontem, mas pelo menos o Benfica vai ganhar a dobradinha este ano (cof, cof)
Por Tomar, as sopas já foram, e que boas que elas eram!; continua o silêncio de António Paiva sobre a recandidatura, ao qual ninguém parece dar importância, (aliás, silêncio de todos os outros partidos!, tanta preocupação que havia com o candidato do PS, e afinal a partir de sábado, o PS vai ter TODA a sua lista à Câmara definida, e dos outros, nada...); o trânsito continua igual ou cada vez pior; o barulho das obras na zona velha enloquece-me quando faço trabalho de sede no meu sindicato; nota-se algum crescendo nos turistas; e amanhã e sábado há o Encontro Distrital de Juventude onde gostaria de estar presente, mas à sexta-feira trabalha-se e ao sábado infelizmente também.
Sábado à tarde, 2ª tentativa de encontro de bloggers tomarenses, onde espero estar presente.
Aqui pelo blog continuam os supostos dois imbecis de serviço a fazer o trabalho cómico aqui do espaço, e só lhes posso agradecer pelas gargalhadas.
Não tenho conseguido frequentar o meu culto, o cinema, mas esta semana só se os cinemas desabarem, pois já cá está, estreadinho hoje, o último episódio da Guerra mais famosa do universo, a das Estrelas. Segunda-feira lá estarei, e a Força estará comigo.
Começa a cheirar a Verão, e cheira-me que não o vou gozar muito.
Os amigos que me chamam de parvo, começam a sentir a necessidade da esplanada e do difícil exercício do arremesso do tremoço regado a loirinha borbulhante, e eu, claro, não posso, porque há sempre mais uma reunião, mais um papel, mais um telefonema, mais, mais... pronto, quem corre por gosto...
Ainda assim, estou a ponderar mudar de vida, talvez para gigolo como o do jornal Templário esta semana, mas se calhar, não tenho habilitações para isso ...:)
Enfim, dias que correm...

Havia assim mais qualquer coisa... o que é que seria, hum...
Ah, pois, e a minha irmã Vera faz anos hoje, PARABÉNS MdB!!

quinta-feira, maio 12, 2005

Opiniões

Numa entrevista ao jornal Templário, saído hoje, em que fala de artesanato, congresso da sopa, turismo, e do seu "apoio inequívoco" a António Paiva, diz o vereador Ivo Santos:

"É urgente a criação de um pavilhão multiusos"
"Eu penso que uma lacuna que temos em Tomar é a falta de um espaço fechado para a realização de eventos deste e de outro nível"

Pergunta o jornalista: "Se a lacuna está identificada, porque é que não se executa?" (pavilhão multiusos)
"Sobretudo, porque não houve ao longo dos anos a percepção por parte dos políticos da necessidade imperiosa deste tipo de equipamento existir."

Ora bolas! É óbvio que assim é, mas porque é que não pensaram nisso antes de torrarem o dinheiro no elefante branco junto ao rio, que existe apenas para justificar o disparate do parque de estacionamento que tem por baixo?
Pensava diferente nessa altura, ou o senhor António Paiva não aceitou sugestões? Ou ele não ouve sequer os seus vereadores? Mas se assim for, então são coniventes com ele não é?
Todos sabem, porque ao contrário do que pensam, as pessoas não são parvas, que aquele pavilhão "remodelado" foi um imenso disparate, um imenso desperdício de dinheiro, porquanto um pavilhão desportivo com melhores condições que aquele, feito num local decente, custaria quando muito, metade, e isto é avaliar por cima. E não é preciso ir muito longe, veja-se o projecto que a Gualdim Pais tem para o seu pavilhão, com muito melhores condições, e veja-se o que está previsto gastar.

Depois, qualquer pessoa com dois palmos de testa percebe, que um concelho como Tomar, pela posição geográfica que tem, pela sua natural inclinação para o Turismo, e pelas suas muitas valências, por exemplo, ao nível associativo, que o que faz falta em Tomar é um pavilhão multiusos.
Mas como somos governados por um déspota que assim que terminar o saque faz malas e vai embora, aquilo que é feito, acontece não em função dos interesses do concelho e dos que cá vivem, mas em função sim de outras situações, quanto mais não sejam, as que derivam da sua teimosia e da visão elitista que tem para o concelho.

Porque era necessário um estacionamento subterrâneo por baixo do pavilhão, porque era necessário acabar com o parque de campismo, porque era necessário substituir a relva sintética do estádio municipal, e mandar de lá embora o União?
Assim como outras coisas, como a conivência com o atentado no açude de pedra, ou os entraves à construção nas Avessadas, por exemplo...
Porquê? Não é difícil concluir pois não? Já viram bem o potencial imobiliário das margens do Nabão entre a cidade e o açude?
Será tão difícil perceber isto?
Claro que não é. O problema é que muitos, na política e fora dela, mesmo não gostando deste estado de coisas, se fazem desentendidos, ou falam apenas em surdina, e são assim coniventes com este estado de coisas.
A responsabilidade meus senhores, não será apenas do senhor António Paiva quando ele zarpar para outras paragens, será da sua "equipa", será do partido que o apoia, será dos que sabendo disto e muito mais, se calaram por este ou aquele interesse.

O Planeamento que não se vê, ou que parece não existir, é na realidade muito simples, e volto a repetir o conceito: Tomar, a Vilamoura do Ribatejo. Ficam cá os que podem, vêm para cá os que têm dinheiro. É claramente isto que está na mente do Presidente da Câmara e em tudo aquilo que tem sido feito, ele próprio o confirmou, ao insinuar no debate sobre o Investimento Privado, que não havia problema em o custo de vida em Tomar ser caro, pois estavam a ser efectuados investimentos que justificavam esse custo de vida!
Por tudo isto lamento por parte do vereador Ivo Santos, a quem eu reconheço trabalho (e em quem vejo à partida uma vantagem em relação a António Paiva, não julgo que vá fugir depois de sair da Câmara), esse apoio inequívoco ao seu Presidente, que não deixa de ser compreensível no tal universo das conivências, mas ainda assim lamentável, ainda para mais com esta justificação:
"Enquanto tomarense e pessoa que me importo com Tomar acho que seria muito prejudicial para o concelho caso o Engº António Paiva não avançasse. Estamos a meio de uma intervenção do Programa Polis, temos um novo Quadro Comunitário de apoio a partir de 2007..."

Ora por favor, é exactamente por ser tomarense e por se importar com Tomar que não devia ser conivente com o senhor Paulino! Quanto aos Quadros Comunitários, exactamente por vir aí o novo é que era altura ideal para que fosse outra equipa a conduzir esse processo, até porque para usar fundos como têm sido usados.... e depois, o POLIS?!
O POLIS é exactamente o argumento que eu acho que mais devem usar, pois ele só funciona contra a actuação da Câmara, na medida em que subverteram totalmente o espírito do Programa, não fizeram nada daquilo que realmente era imperioso resolver, como o flecheiro por exemplo, e aí não chega ter trazido a comunidade cigana para vender do lado de cá do rio, era exactamente isso que eles queriam; bem como tudo aquilo que foi feito no âmbito do POLIS, é disparate atrás de disparate, e já aqui os enunciei: a construção do Pavilhão naquele local, a substituição da relva natural por sintética, a destruição do parque de campismo e do Cine-Esplanada...
... e mais o que se tenciona fazer, como a construção do Centro Comercial disfarçado de fórum no local do actual mercado municipal, como também refere na entrevista, indo contra tudo o que é bom senso e norma de actuação em cidades que se querem desenvolvidas e modernas, que ainda por cima se dizem apostar no Turismo... não era preciso pensar muito, era só abrir os olhos!

E por tudo isso, não posso deixar de concordar com a última frase da entrevista: "importa estar atento e estes novos fenómenos, ser actuante, criativo e ousar desafiar o instituído."
E o instituído, mesmo que muitos o neguem, ou apenas o sussurrem, está a vista!

quarta-feira, maio 04, 2005

"Tornamo-nos odiados tanto fazendo o bem como fazendo o mal"
Niccolo Maquiavel

Quando tiver tempo, talvez diga alguma coisa sobre estes corajosos cobardes, que nesta página e noutras por aí, escondidos no seu pretenso anonimato, se dedicam a tentar atingir-me e a outros pelo caminho, de formas que só não são risíveis, porque já dão pena. Quando não se tem o que fazer...
Hoje, prova da minha boa vontade para com quem me persegue, vou só deixar por aqui uns pregos. A cruz que a tragam os imbecis dos meus críticos. Imbecis não por serem críticos, mas em verdade por não o serem. Na realidade, por serem só imbecis.

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segunda-feira, maio 02, 2005

Engana-me que eu gosto...

Decorreu no passado sábado na Biblioteca Municipal um debate organizado pelo jornal Templário e pela rádio Hertz, sobre o "Investimento Privado e o Desenvolvimento de Tomar". Infelizmente não pude assistir até ao final, mas tive ainda tempo para ouvir a intervenção do há sete anos primeiro responsável pelos nossos destinos e as suas sui géneris teorias donde, por entre as habituais habilidades de números e gráficos, ressaltam algumas que fixei:

Tomar está muito bem, e os tomarenses devem de estar orgulhosos pela situação económica e social do concelho.

Não há problema no facto da habitação ser tão cara, assim como as taxas e licenças o serem igualmente, porque se estão a construir equipamentos, como o “remodelado� pavilhão municipal, que justificam o preço de vida em Tomar.

Tomar está melhor ao nível de emprego, que por exemplo, Torres Novas. Aqui também se constrói mais que lá. Bem como o movimento financeiro é maior.

Os responsáveis autárquicos anteriores a ele (António Paiva) não fizeram praticamente nada.

E todos sabemos que é assim, não é verdade? Temos de facto razão para estar orgulhosos...
‘Bora lá então, todos votar no Paiva outra vez. Ele é candidato, não é?

Senhor António Paiva, acha que os cidadãos de Tomar estão preocupados com gráficos, números e estatísticas? Essa é a sua verdade, mas verdade que as pessoas sentem e vivem no seu dia-a-dia é bem diferente e é impossível escondê-la: comércios a fechar, empresas novas não vêm e as velhas vão-se embora, habitação caríssima, pessoas atrás de pessoas que se mudam para concelhos nossos vizinhos.
É preciso ter lata para negar o que todos vêm e sentem!

As piores piadas do mundo!

O Batman pegou no seu bat-sapato de verniz e no seu bat-blazer. Onde foi? -A um Bat-zado (dahh)

Dois litros de leite atravessaram a rua e foram atropelados. Um morreu, o outro não, porquê?
- Por que um deles era Longa Vida (aii tristeza!)

Porque é que o elefante não pega fogo?
- Porque já é cinza (sem comentários)

O que é que a galinha foi fazer à igreja?
- Assistir à Missa do Galo. (ô ô ô)

Como é que as enzimas se reproduzem?
- Fica uma enzima da outra... (looooooooool)

Porque é que a Coca-Cola e a Fanta se dão muito bem?
- Porque se a Fanta quebra, a Coca-Cola! (cada uma mais triste que a outra!)

Porque é que o galo canta de olhos fechados?
- Porque ele já sabe a letra da música de cor (aaaahh!)

Porque é que o Batman colocou o batmóvel no seguro?
- Porque ele tem medo que Robin. (não, não, não...)

Como é que o Batman faz para que abram a bat-caverna?
- Ele bat-palmas. ( uauu... fantástico! )

Como se faz uma omelete de chocolate?
- Com ovos de páscoa! (q interessante!)

Por que na Argentina as vacas olham muito para o céu?
- Porque tem "Boi nos Ares"! (... esta está a ganhar)

Para que servem óculos verdes?
- Para verde perto...(compridos, preciso de comprimidos)

Para que servem óculos vermelhos?
- Para vermelhor.. (triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiste!)

Porque é que a mulher do Hulk se divorciou dele?
- Porque ela queria um homem mais maduro... ( he is green... get it?)

Já conheces a piada do fotógrafo? -
- Ainda nao foi revelada. (tao O R I G I N A L)

Como se diz top-less em chinês?
- Xem-chu-tian. (aii)

Sabes qual a diferença entre uma lagoa e uma padaria?
- Na lagoa há sapinho, e na padaria, assa pão. (naummmm)

O que é que um cromossoma diz a outro?
- Cromossomos bonitos! (ihihihhhh)

contribuição do Bernardo Neves

quinta-feira, abril 28, 2005

Jornalismo

Boa reportagem saiu hoje no jornal Templário, sobre um prostituta brasileira em Tomar.
Aplausos para a jornalista Sandra H. Costa. Jornalismo a sério.

Nostalgia

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Há dias, em conversa com uma colega de outros tempos e hoje colega de profissão, fiquei de lhe enviar quaisquer fotos que tivesse desses longínquos tempos em que fui aluno do então, à falta de melhor nome, "Ciclo Novo", hoje E.B.2,3 Gualdim Pais.
E por isso andei a remexer no bau das memórias, o que é sempre um exercício estimulante: rever caras que nunca mais vimos e das quais, como num filme interrompido, não mais conhecemos a sua história; lembrar de situações, de aventuras, de preocupações; lembrar dessa grande era das descobertas em que achávamos a maior das fantasias possível; lembrar de nós mesmos nessa altura e perguntar, será que eu era mesmo aquele? E ter vontade de fazer como no Nunca é Tarde, o filme em que Bruce Willis se encontra consigo mesmo em criança e tenta corrigir alguns erros do passado, acabando também por aprender com a criança que era.
Lembrar desse tempo de suposta inocência, em que a preocupação maior era saber a que horas passava um qualquer desenho animado, aguentar com a TV Rural e o 70X7, para ver mais desenhos animados a seguir; saber se já tinha saído mais algum livro da colecção Uma Aventura; não esquecer de comprar os cromos dos Gumie Bears; e apurar se a Marta sempre namorava ou não com o Pedro.
O grande problema destes exercícos é sempre a acutilante verdade à qual não podemos fugir, não podemos repetir nada, nem voltar atrás, e que se saiba, só vivemos uma vez, por isso, é bom que o tentemos fazer o melhor possível, e tirar o máximo proveito deste grande acaso cósmico que é o estarmos aqui.

Enfim, nostalgias e existencialismos à parte, caros amigos um jogo simples...
Quem sou eu na foto? Uma dica: era ligeiramente mais magro...

Extras

Um agricultor comprou um Mercedes da nova classe E directamente na Daimler- Benz AG. Ficou estupefacto com as taxas adicionais que teve de pagar pelos equipamentos fora de série.
Pouco tempo depois, o director da Daimler-Benz AG comprou a este agricultor uma vaca para a sua casa de campo.

Eis a factura enviada pelo agricultor ao director:

Factura1 vaca (versão standard) preço base..............2.400 €
2 cores (preto/branco) mais-valia...............................................150 €
Revestimento em couro...............................................................100 €
Reservatório de leite p/ exploração verão/inverno.....................50 €
4 torneiras a 12,50€....................................................................50 €
2 para-choques, aplicação corneada a 17,50 €............................. 35 €
Enxota-moscas, semi-automático.................................................30 €
Dispositivo de Estrume (BIO).......................................................60 €
Cascos todo-terreno e todo-clima.................................................100 €
Sistema de travões 2 circuitos (patas tr+dt)..................................400 €
Buzina com vários sons..............................................................135 €
Faróis HALOGENIOS..................................................................150 €
Utilização Multi-Enchimento......................................................1.250 €
Total da Vaca segundo o orçamento:........................4.910 €

contribuição do Pedro Rosa

segunda-feira, abril 25, 2005

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31 anos depois da revolução dos cravos, a nossa versão da Liberdade, Igualdade, Fraternidade, parece-me ainda incompleta.
O espírito de Salazar reside ainda demasiado nas mentes dos que com ele cresceram, e é demasiado desconhecido nas mentes dos que o não conheceram.
Abril ainda não se cumpriu, e talvez o prazo de validade desta revolução não seja suficiente para que se chegue a cumprir.
Sei bem que sem esse Abril não poderia talvez estar aqui a escrever estas palavras, da mesma forma que sei que não chegam as palavras para mudar o mundo.
Acções faltam ainda muitas, e no entanto, se calhar o mundo muda todos os dias, e bastava que conseguíssemos mudar com ele. Díficil tarefa, pois se há coisa a que o Homem é resistente, é à Mudança. Os exemplos prácticos vêmo e sentimo-los todos os dias.

quinta-feira, abril 21, 2005

E Tomar?

"Torres Novas vai ter um Centro de Ciência Viva dedicado à energia e que será instalado numa antiga central eléctrica, disse à Agência Lusa o presidente da autarquia, António Rodrigues.
O autarca socialista afirmou que já estão criadas as condições para adjudicar o Centro de Ciência Viva de Torres Novas, uma vez que foi assinado a semana passada o contrato-promessa de permuta (da antiga central) com a EDP." Lusa

Não foi o Presidente da Câmara de Tomar que algures no início neste mandato fez muito alarido com o Ciência Viva nas antigas moagens da Mendes Godinho? Então, onde é que está?

Exemplos

Câmara de Rio Maior com Parlamento da Juventude

"Vinte e nove jovens do concelho de Rio Maior tomam posse, sábado, no Parlamento da Juventude, um órgão criado pela Câmara Municipal para incentivar a participação cívica e democrática... "
notícia de 8 de Abril no Mirante

quarta-feira, abril 20, 2005

Aborto...

...ou IVG se preferirem, porque até das palavras se tem medo.

Discute-se neste momento na Assembleia da República, o referendo aos portugueses nesta matéria.
E é, como em tantas outras situações da nossa sociedade, tão simples quanto isto: dum lado os que querem tudo na mesma, do outro os que querem avançar. A eterna luta que se desenrola desde que o homem passou a ser Homem.
Neste caso em concreto, o que temos é uma lei que não serve como todos o sabemos, e a hipocrisia reinante dos que querem viver num mundo de mentira, um mundo de aparências, em que aquilo que se diz, ou neste caso se escreve na lei, não é o que se faz.
Numa sociedade pouco preocupada com algo mais que o próprio umbigo, e o bronzeado do mesmo, temo que tudo vá ficar na mesma. E por isso mulheres continuarão a morrer ou a sofrer graves danos na sua saúde, continuarão a viver fortes tormentos sociais, para além da sua difícil decisão estritamente individual.
Mas não, isso não pode acontecer, pois se a lei diz que não!
Afinal o que interessa? Estas coisas só acontecem aos outros...

Maneiras de mandar um homem ir dar uma volta

Só porque não nos importamos de rir de nós mesmos.
Contribuição da Rita Miguel


ELE: Posso pagar-lhe uma bebida?
ELA: A bem dizer, prefiro que me dê o dinheiro.

ELE: Viva. Não nos encontrámos já uma ou duas vezes?
ELA: Só pode ter sido uma. Eu nunca cometo o mesmo erro duas vezes.

ELE: Onde é que foi buscar tanta beleza?
ELA: Devem-me ter dado a sua parte.

ELE: Quer sair comigo no próximo sábado?
ELA: Lamento. Vou estar com dores de cabeça.

ELE: Essa carinha deve dar a volta a muitas cabeças.
ELA: E essa deve dar a volta a muitos estômagos.

ELE: Vá, não seja tímida. Peça-me para dar uma volta.
ELA: Está bem: vá dar uma volta.

ELE: Acho que eu a podia fazer muito feliz.
ELA: Como? Vai-se embora?

ELE: Que me diria se eu lhe pedisse para casar comigo?
ELA: Nada. Não consigo falar e rir ao mesmo tempo.

ELE: Pode dar-me o seu nome?
ELA: Porquê? Não lhe deram já um?

ELE: Por onde tem andado, que só agora a conheci?
ELA: A esconder-me de si.

ELE: Não nos encontrámos já num lugar qualquer?
ELA: Já. É por isso que nunca mais lá fui.

ELE: Esse lugar está vago?
ELA: Está. E se você se sentar, este também.

ELE: O seu corpo é como um templo.
ELA: Lamento, hoje não há missa.

ELE: Se eu pudesse vê-la nua, morria de felicidade.
ELA: Se eu o visse nu, morria de riso.

sábado, abril 09, 2005

A Mediocridade Conhece-se.

Tristes são os dias em que tais palavras me obrigam a que as escreva. Enfim, serve de catarse.

Tomar é uma cidade de muitas aparências. Uma cidade onde os que mais aparentam ser o que quer que seja, são os que normalmente mais longe estão da sombra dessa aparência.
Uma comunidade inquinada por críticos frustrados que se pavoneiam pelas mesas dos cafés, infestada de supostos desejados mas que nos momentos decisivos até do reflexo têm medo, crivada de mentecaptos que se acham excepcionais, e mesmo que alguns o sejam, desprezam que outros possam existir que pensem, outros que façam, outros que possam sequer raiar os limites mais longínquos da sua suprema inteligência.
A maior parte destes supra homo sapiens nunca fez nada que provasse um décimo do valor que auguram e proclamam possuir, e aqueles que realmente fazem trabalho, e cujas qualidades podem realmente ser mensuráveis, não alinham nestas hostes de desventurados, porque os seus valores, a sua garra, a sua vontade em fazer coisas, e a sua experiência no que custa fazê-las, não os permite alinhar com os métodos que estes praticam.
Mas são os tais medíocres, muitas vezes, sofríveis de trabalho e baixos em escrúpulos que mais sobressaem nas turvas águas da nossa assoreada comunidade. É lamentável confirmá-lo, mas muitas vezes dou comigo a pensar da mesma forma que pensa a grande maioria dos cidadãos que não conhece os meandros, e os muitas vezes amargos bastidores da política e que dizem: “A política não presta, os políticos são maus.�
Felizmente nos momentos de clarividência que ainda vão prevalecendo obrigo-me a pensar: não, Não! Os políticos não são todos iguais, e a verdadeira política não é assim. Mas é difícil. É difícil aguentar toda a trafulhice, toda a mesquinhez, toda a maldade que alguns empregam às suas acções, levados uns pela cegueira do ódio ou pela estupidez da inveja, outros por interesses e ligações mais obscuras, outros apenas, na vã ânsia dum ilusório desejo de protagonismo ou dum poder efémero e inconsequente.
Quem me conhece como socialista, sabe do que falo, os cidadãos de Tomar sabem como se encontra o PS em Tomar, não adianta escondê-lo, não é possível escondê-lo, não será sequer benéfico escondê-lo.
Mas atenção, como não se pode tomar a floresta pela árvore, assim não se pode confundir o Partido Socialista com alguns daqueles que de socialistas possuem apenas o cartão. Não se trata de a mim ou outrem querer afirmar melhor socialista, quem sou eu para tal... trata-se apenas de reafirmar aquilo que os militantes do partido sabem, que muitos cidadãos sabem, e que todos os que querem o bem de Tomar devem saber. Os métodos, as artimanhas, as mentiras que alguns usam para prejudicar o PS, para destruir o trabalho que é feito, para humilhar ou enlamear os que tentam fazer algo de bom, ou os que simplesmente desejam que tudo se mantenha exactamente como está. Os nomes, uns mais outros menos, os tomarenses conhecem-nos, e toda a maledicência que usam, que fazem, que dizem, só é prova do que de bom os outros fazem.
É curioso de observar como a humana natureza de alguns se manifesta mais na maldade. Vejam-se como mesmo se odiando entre si, dizendo as piores barbaridades uns dos outros, para destruir se revela uma invejável capacidade de união. Está à vista de todos.
É triste que estas vergonhosas novelas em muito prejudiquem o PS, e muito mais importante que isso, prejudicam Tomar, na medida em que entregam sem luta o poder aos que em Tomar o poder detêm, e que autistica e teimosamente, sozinhos decidem o futuro de Tomar, ou a ausência dele.
É triste que sejam estas mesquinhas e insignificantes, face a todo o verdadeiro trabalho que realmente existe, novelas que façam a notícia. Mas se a notícia é apenas o mal, então que o mal se conheça verdadeiramente. Assim houvesse vontade. Assim fosse a coragem, a honestidade e a frontalidade, as principais características do ser humano. Talvez esse mundo exista um dia. E talvez pudéssemos assim, falar de projectos, de ideais, de vontades e de alternativas, em vez de tristes argumentos, que a pior das novelas mexicanas não será capaz de reproduzir.
E bem sei que talvez fosse bom estar calado, talvez fosse prudente, ou me assegurasse melhor futuro se nada dissesse, tenho bem a noção de que tipo de seres temos pela frente, e do que são capazes de fazer, mas não é minha natureza estar calado, e quem não se sente...
Como é possível que depois de tantas horas, de tantos dias, de meses, de tantos sacrifícios pessoais de toda a ordem de tantos de nós, apareçam uns quantos párias que já não enganam ninguém, como se de iluminados se tratassem, e que apenas o ódio têm em comum, e que na generalidade, nunca se preocuparam em trabalhar, em colaborar no mínimo que fosse, que não apareceram sequer quando foram convidados, que constantemente e em diversos locais atacam o partido ao qual dizem pertencer, que diariamente fazem campanha pelo PSD, nem que mais não seja pelas suas atitudes, apareçam apenas, como guerrilheiros para um golpe de estado de um mundo que é só seu, nas horas em que para o que quer que seja, nomes se discutem ou a algo estejam subentendidos.
O PS não pode voltar a estar entregue a este tipo de mediocridade, pois bem sabemos que com estes senhores, nunca o Partido terá credibilidade para o que quer que seja. Todos os militantes o sabem. E os que com isto colaborarem, mesmo que na sombra, são tão responsáveis quanto eles. E é Tomar que com isso perde.
Abram-se os olhos, aguce-se a vontade, porque com este tipo de actos não há espaço para delicadezas.
Bem sabemos, o quanto está já prejudicado qualquer resultado que possamos ter nas próximas autárquicas, mas isso não nos esmorece, porque os valores que nos comandam são mais altos. Agora, os objectivos por detrás de todas as calúnias, de todos os infelizes actos ou as mais polidas intervenções são simples: voltar a colocar aqueles que há mais de quinze anos vão dominando, vão infestando as listas do PS às autárquicas de Tomar e tudo o que a isso é inerente, bem como ao trabalho e credibilidade dum Partido que é histórico, que é necessário, e que deve ser garantia dum equilíbrio de poderes neste concelho que todos devíamos amar.
Repita-se por isso com firmeza: os objectivos são claros, e os Tomarenses conhecem bem os protagonistas.

publicado no jornal Cidade de Tomar de 8.04.2005

terça-feira, abril 05, 2005

As fogueiras políticas

Na política há infelizmente sempre alguém a querer atear fogueiras, mas normalmente quem nelas se queima, acabam por ser os próprios. Isto porque os materiais com que se fazem essas queimadas são muitos destrutivos. Fazem-se queimadas por ódio, vingança, inveja, estupidez ou loucura. Quase sempre os motivos são negativos, e apenas servem para destruir.
O mais infeliz é que alguns com tantos anos já de floresta, não saibam ainda que brincar com substâncias inflamáveis é perigoso. Há sempre alguma coisa para lhes rebentar nas mãos.
É pena que alguns, já tendo sido bombeiros, comecem eles próprios a atear fogueiras.
É preciso que entendam que mesmo que em grupos, quando se morre queimado, e ainda que muitos possam morrer ao mesmo tempo, a morte é sempre solitária e só as árvores é que morrem de pé.
É pena que alguns não saibam sair bem na fotografia, que não saibam ser coerentes, ou que comecem movidos sabe-se lá porque interesses e depois se chamusquem. Todo o fotógrafo sabe que há um tempo próprio para tirar a fotografia.
É pena que alguns, mesmo que já tendo ardido, queiram apenas chamar outros para a fogueira, mesmo que todos os outros. Mas é assim a inveja, "se não tenho, não tens também".
É pena, mas é ainda a natureza humana.
A memória dos mais novos ficará cá para os lembrar. Ou não.

sexta-feira, abril 01, 2005

Cortar o cabelo

Lembro de que quando era miúdo, e já nessa altura devorador de cinema, ter visto um filme, penso que francês, que contava a história de um homem e a sua relação meio doentia com uma cabeleireira. No filme mais que gostar da cabeleireira, ele gostava dos momentos em que ela lhe cuidava do cableo, de sentir as mãos dela enquanto lhe lavava a cabeça, do contacto, do aroma a que cheirava, e por isso lá ia todos os dias.
Hoje fui cortar o cabelo, e senti-me o personagem do filme.

terça-feira, março 22, 2005

"Tomar hoje investe no futuro e recupera o passado"

Eis o título dum artigo publicado esta semana no Cidade de Tomar, assinado por aquele senhor que é tido como nosso Presidente de Câmara. Só o título já vale uma gargalhada.

Mas olhemos um pouco o artigo e o que tenta fazer passar, que bem espremido, é absolutamente nada a não ser: - Esta cidade é uma trampa, todos os que cá estiveram antes de mim só fizeram trampa, mas eu sou bom, e mando nesta trampa toda e faço dela o que quiser, até me apetecer ir embora.

"Tomar é um concelho de referência" - pois, costumava ser.

"Hoje, é comum comparar a situação da cidade e do concelho com a da década de sessenta,..." - mas quem?

"A década de oitenta princípio dos anos noventa foram, sem dúvida, momentos muito difíceis para a população tomarense" - ou seja, antes da chegada do salvador Paulino.

"Para recuperar o tempo perdido, é necessário mais de uma década." - mas o senhor já leva quase oito anos... e, se calhar sou eu, mas não estamos pior? Ah, claro, os que mudam de concelho não contam como desempregados, por exemplo, e já todos sabemos, como o senhor diz, que é perfeitamente possível encontrar em Tomar casas ao mesmo preço que no Entroncamento...

"Não se faz em meia dúzia de anos aquilo que se deveria ter feito em quase três décadas. Soluções do passado, são passado" - sou bom, sou bom, porra que eu sou bom! Estes que cá andaram eram uns trolhas, tive que cá vir eu salvar isto, mas isto não tem salvação, assim eu tivesse um cilindro gigante para arrasar isto tudo e fazer tudo de novo, isso sim é que obra para engenheiro, que o passado já lá vai!

"... Tomar está a conseguir prosperar hoje, também." - realmente já me tinham dito que alguém andava metido nos copos.
Pior cego é o que não quer ver, e pior ainda o que tenta que não vejam.

"Claro que não temos pleno emprego. Quem o assegura em Portugal ou na Europa? Tomar não é excepção!" - recuso comentar esta ordinarice. Chamar-lhe desonestidade intelectual é muito pouco.

"Claro que ainda não temos as acessibilidades que necessitamos..." - Pois, tivemos pouca influência no desgoverno anterior. Três Secretários de Estado, e um deles depois Secretário-geral do PSD, quem não os conhecesse, diria que ninguém lhes liga...

"Claro que ainda não temos a Zona Industrial que gostaríamos. Mas já só não vê os resultados quem não quer." - pois, também acho. Acho que achamos todos!

"Hoje, em Tomar, procuramos investir no futuro e recuperar o passado" - ora cá está a frase que dá título, e que realmente diz tudo. Que alguns andam a investir no futuro facilmente vamos percebendo, até um dia. Quanto à recuperação do passado, também se percebe: o Cine-esplanada que foi abaixo, o Parque de Campismo fechado ad eternum, a destruição da relva do estádio, o parque atrás da Câmara, o Mercado que se quer centro comercial, o Convento de Stª Iria que continua a cair, o espaço do antigo hospital militar no convento igualmente, a Mata dos Sete Montes, o Açude de Pedra, a rua que se quer fazer atrás da Igreja de Santa Maria, o Centro de Emprego no local onde foi construído, aquele pequeno edifício que havia ali ao pé, e por aí fora, tudo excelentes exemplos de recuperação, parabéns Paulino!

Enfim, o disparate é muito por todo o artigo que, se é suposto ser pré-campanha, então lhe correu muito mal, mas termina da melhor maneira, a hipocrisia em todo o seu esplendor, sabendo nós o quanto o senhor gosta das críticas, como reage a elas, e como é tão simplesmente dado a ouvir o que os outros têm para lhe dizer:
"Em democracia, a crítica é sinal de vitalidade da sociedade.
Com o apoio de todos, Tomar segue no rumo certo!"


Avé Paiva, cheio de graça!

Turismo...

No mesmo número da Visão que refiro no post anterior, e que ainda anda por aí nas bancas, é-nos oferecido um livrinho do Instituto de Turismo de Portugal com diversos roteiros de fim de semana.
É possível encontrarmos referência a por exemplo, Santarém, Torres Novas, Constância, Ourém...
Hum, nós por cá, também costumávamos ter aí qualquer coisita de interesse ou não...

E será que a culpa é deles, ou "nossa"?

Pintura em São Gregório

Na singular ermida frente ao Hotel dos Templários, está patente uma exposição duma ex-colega, a simpática amiga, Engrácia Cardoso, que entre outros leva no seu currículo o Grande Prémio de Pintura Fidelidade Mundial que venceu no ano passado, e esta semana até lhe valeu um artigo na Visão (17 de Março).
A Engrácia é mais uma desse grande grupo (cada vez maior) de tomarenses que teve de procurar noutras paragens, oportunidades que aqui não pode ter.
A exposição estará até 22 de Maio, das 14.00 às 17.00. A não perder

terça-feira, março 08, 2005

Pronto, está bem...

... estava a brincar, as mulheres são...
- iguais aos homens - está bom assim?

bem, não são bem, bem iguais, felizmente!
Ora aí está um bom exemplo
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ai Mónica, Mónica... quando olho para ti,
sinto-me criança outra vez
vá-se lá saber porquê!

enfim, hoje estou assim.

Hoje é Dia da Mulher.

Não sei porquê, lembrei-me de pôr aqui a receita de uma das minhas sobremesas preferidas

Pudim de Café Crocante

INGREDIENTES
1 xícara (chá) de açúcar
1 lata de leite condensado
2 vezes a mesma medida de leite
2 colheres (sopa) de Nescafé
3 ovos

Crocante:
1 xícara (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga
1 xícara (chá) de amendoim torrado e moído
Manteiga para untar

Preparo
Caramelize uma fôrma para pudim com o açúcar queimado e ponha de lado.
Bata no liquidificador o leite condensado, o leite, o Nescafé e os ovos.
Despeje na fôrma caramelizada.
Cubra com papel-de-alumínio e asse em banho-maria, em forno médio (180ºC), por 1 hora.
Deixe esfriar e leve-o à geladeira, Desenforme-o depois de gelado. Espalhe o crocante.
Crocante: Leve ao fogo o açúcar até ficar em caramelo. Misture a manteiga e junte o amendoim. Despeje sobre o mámore untado; depois de frio passe o rolo para triturá-lo.

e pronto, agora é só servir-me

Boa prenda não? :) :) :) :) :) :)

"Ajuda de Berço" - tudo a clicar...

Amigas e amigos, não custa nada:
A "Ajuda de berço" que acolhe crianças dos 0 aos 3 anos, necessita da nossa ajuda. É um site que vive da publicidade que faz e são as empresas que o patrocinam que ajudam esta associação. só temos que mostrar que visitámos o site em questão. Demora menos de um segundo a ir ao site e clicar no botão de cor azul: http://www.jazzcidadania.org/colo/

Passem palavra.

Ligeiras diferenças...

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segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Divagação...

... esta já algures do final de outro século.


Formas puras

Corpos quentes, incendiados
mãos irrequietas, possantes
lençóis molhados, cheiro de suor
olhos fechados telepáticos
pulmões iguais, um só
sons graves, agudos em instantes
línguas que se tocam a dançar
sexos juntos sem dor
ventres que se batem gostando
pele sem dono a gritar.
Germinam do nosso interior
as luzes que existem no negro
e são tantas as formas no nosso amar.

Resquícios de Londres I

Margens do Tamisa, à noite







A grande travessia...

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Frases...

Umas mais estúpidas, outras mais velhas, algumas com piada, há para todos os gostos e com com tendência a inundar-nos as caixas de e-mail, todos os dias!

Errar é humano, persistir no erro é americano, acertar no alvo é muçulmano.

Qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas somente um génio é capaz de vendê-lo.

Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na cabeça é pouco; na sopa, é muito!

O tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do WC você está.

O mais nobre dos cachorros é o cachorro-quente: alimenta a mão que o morde.

Roubar ideias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias, é pesquisa.

À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás.

Diz-me com quem andas, que eu te direi se vou contigo.

Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam. Não é bonito, mas é profundo.

Errar é humano. Colocar a culpa em alguém, então, nem se fala...

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Vitória...

...e cansaço, cansaço, cansaço. mas já acabou, e até a chuva agora convida a descansar, dentro do possível.

Quanto ao que importa, o PS ganhou. A democracia também ganhou.
Espero que o Sócrates agora corresponda, a começar já na escolha do Governo.

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Ventos de mudança

O tempo para passar por aqui tem sido cada vez menor, e nas últimas semanas, por motivos que são conhecidos, tenho corrido o distrito e outros pontos do país, o que faz com ainda menos aqui venha.
Ainda assim, tento pelo menos ir acompanhando o que se escreve pela blogosfera, e se tenho blogs obrigatórios, um deles é o da Sónia. Ainda agora ela escreve um artigo (ou post, de 27 de Janeiro), que mais palavra, menos palavra, eu podia muito bem ter escrito. E não se pense que há aqui qualquer conivência, não a conheço além do seu espaço virtual. Acho sim, que quantos mais houverem a partilhar estas ideias, mais e melhores hipóteses terá a nossa sociedade de evoluir positivamente.
Ainda assim, por contraponto e não contraditório, eu acrescentaria, por ter sempre de ser reforçado, o seguinte:
Os políticos NÃO são todos iguais.
Como em qualquer outra situação da sociedade, os bons são mais que os maus, ainda que estes, como tudo o que é mau, tenham normalmente mais visibilidade.
O mau de qualquer sistema deve ser combatido por dentro, ainda que isso requeira uma imensa disponiblidade, mais que física, psíquica; uma enorme paciência; uma invencível vontade.
Isso, infelizmente, não abunda na nossa conservadora e conformista sociedade, mas aos poucos, e porque a necessidade também a isso obriga, acredito, que mais e mais vão querer juntar-se à luta.
E porque todo o mundo é composto de mudança
Mudem-se os tempos, mudem-se as vontades... uma vez mais.

terça-feira, fevereiro 01, 2005

100 anos depois da morte de Raphael Bordalo Pinheiro

O Zé Povinho que ainda somos
publicado no jornal Cidade de Tomar de 28.01.05

Foi a 21 de Janeiro de 1905 que morreu Raphael Bordalo Pinheiro, pintor, escultor, caricaturista criador do célebre “Zé Povinho�. Foi um Homem bom, crítico, interveniente, preocupado com o seu mundo e a sociedade em que vivia, e que ilustrou como ninguém; o povo, o clero, a nobreza e os políticos de então. Algo muito parecido com a camuflada sociedade de classes que temos ainda.
E se alguns, ou se possível a maioria, tentassem aprender com a história, veriam que os erros que cometem e as consequências que daí surgem não serão muito diferentes de há um século atrás. Mas também não admira, pois se nem sequer com a história mais recente de que muitos fazem parte, alguns parecem querer aprender.
Mas existirão afinal semelhanças entre a nossa sociedade e a sociedade de então, seremos ainda o mesmo “Zé Povinho�? Teremos evoluído, seremos hoje melhores pessoas, viveremos hoje numa sociedade mais justa, mais activa, mais dinâmica? À parte as mudanças de forma, as mudanças na tecnologia, no acesso aos meios, e a facilidade de comunicação, penso que no que é mais importante, naquilo que marca um povo, a evolução das mentalidades individuais e colectiva, na forma de se ver e sentir a si mesmo e aos outros, na forma de estar perante a vida, naquilo que pensamos deixar de nós, acredito sinceramente que talvez estejamos piores.
Basta ver que o “Zé� do Raphael era mais crítico, mais activo talvez, lutava por causas, lutava por uma evolução na sociedade, e a nossa de hoje, mesmo que mais instruída, mais perto do conhecimento, e supostamente mais livre, parece-me demasiado amorfa, demasiado afastada dos reais problemas, pouco preocupada com o seu futuro, ou o futuro além do umbigo de cada um. Os portugueses deixaram de acreditar, deixaram de se interessar, aceitam quase tudo como normal, e quando não gostam resignam-se, ou então revoltam-se pelas coisas mais supérfluas ou das formas mais inconsequentes.

O português só se irrita com árbitro, e com os outros nas filas de trânsito. É verdade que critica os políticos e as instituições, mas na maioria das vezes duma forma apenas frívola, dizendo que não se pode fazer nada, que é normal, ou o infeliz “são todos iguais�, uma espécie de “crítica por simpatia�, em que se digo mal deste, digo também daquele que deve ser idêntico.
O português é pessimista, acha sempre que tudo vai correr mal, e mesmo assim acredita no “desenrascanço� como melhor forma de preparar o que quer que seja. Não acreditamos em nós mesmos, nas nossas capacidades, e há tantas coisas de que nos podemos orgulhar!
Mas não, o português é alguém deslumbrado com tudo o que é novo, e em especial com tudo o que vem de fora. Não é de hoje, já era assim há 500 anos atrás. Por vezes isso é bom, mas nem sempre, veja-se a euforia que aconteceu com os telemóveis, somos o país que mais cresceu em menos tempo, na aquisição desse agora “bem essencial�, e somos hoje dos países que percentualmente mais os possui. Não se diria que somos um país em crise.

Passamos a vida a olhar ao espelho, procurando neste alguém que não existe e encontrando sempre quem lá não gostaríamos de ver. E depois, raros são os que conseguem olhar além desse reflexo.
O português preocupa-se demasiado com a imagem, com tudo aquilo que contribui para o estatuto. Já falei dos telemóveis, mas também a roupa de marca, o carro, podemos muitas vezes não ter dinheiro, mas para essas coisas tem de chegar. E depois, vãs e ilusórias sensações de poder que se tem, e pelo qual se luta aqui e ali, quando verdadeiro é o poder de fazer algo, de deixar uma marca, de marcar uma mudança
E é preciso saber olhar para nós mesmos, como aqui em Tomar, somos talvez tudo isto um pouco mais que os outros, somos como diz uma amiga, alguém que não gosta de ser povo, somos falsos burgueses ostentando o que não temos, falsamente protegidos por títulos que talvez nunca tenhamos tido realmente. E acreditem, no resto do distrito pelos menos, é assim mesmo que os outros nos vêem: os falsos burgueses de Tomar.

Como nota, aproveito para referir brevemente o artigo do sr. Alfredo José, neste mesmo jornal na passada semana, em que tenta tecer críticas à minha entrevista de 14 de Janeiro.
Não me merece grandes comentários, até porque, e sem arrogâncias, a leitura desse artigo, confirma a maioria daquilo que digo, é mesmo preciso alterar mentalidades, é mesmo preciso uma maior capacidade de visão, e de saber separar todo o acessório do efectivamente importante, algo nem sempre fácil nos dias de hoje. Quando alguém, em pleno século 21, tenta criticar outrem com um manual de geografia do século 19, que mais há a dizer?
E é preciso ainda que fique claro o seguinte: ao contrário do que quer fazer parecer, sobre a questão da renovação dos partidos políticos, eu não defendo elitistamente como alguns, que só os iluminados podem desempenhar certos cargos ou estar em certo locais, nem seria socialista se o fizesse. É preciso no entanto dizer que, tanto na sociedade actual, como em qualquer outra passada ou futura, a formação, a educação, são obviamente importantes e quem disser o contrário é tolo. É no entanto manifestamente evidente que experiência de vida e de trabalho, também são formação.
E é preciso dizer mais, dizer que quem tem de facto um diploma, quem tem formação, tem um comprometimento acrescido no empenho em fazer evoluir a sociedade, a humanidade, pois com mais informação, com mais conhecimento, com mais poderes, acresce a responsabilidade, o que infelizmente, seja na geração que de forma geral nos governa, ou na minha que com ela aprendeu, nem sempre, ou pouco, acontece.
E esse é sempre o meu maior desígnio, ajudar, incentivar a que mais pessoas se preocupem, mais pessoas critiquem construtivamente, mais pessoas sintam que podem e devem ter uma palavra a dizer sobre a condução do seu destino, e no de todos nós. É preciso que acreditemos que podemos mudar, e que nem todos são iguais. O nosso mundo já seria bem melhor se todos assim pensássemos.

Contra todos


terça-feira, janeiro 18, 2005

Londres - epílogo

Ora cá estou de volta ao país real, que isto de "inglesisses" é muito bom, mas onde eu gosto de estar é mesmo aqui, neste cantinho onde se fala português, e onde julgamos por vezes que somos muito importantes, e na maior parte do tempo, achamos que não valemos nada.

Mas devo confessar que realmente gostei, como achava que ia gostar, muito de Londres. Sente-se por lá aquele cheirinho de verdadeiro primeiro mundo, e ao mesmo tempo, de todo o mundo. Londres é de facto o melting pot. Na mesma carruagem de metro, podemos ouvir falar as mais diversas línguas, ver pessoas de todos os continentes, e não fosse o ambiente envolvente, ficaríamos sem perceber onde realmente estávamos.

O mesmo se verifica nas escolas, numa mesma turma pode-se encontrar dez, quinze nacionalidades diferentes de alunos. Em muitas das turmas onde estive, haviam dois ou três ingleses, e os outros provinham das mais diferentes nacionalidades do mundo.

De facto, estive em Londres a visitar escolas inglesas e a participar nalguns debates, sob o pretexto do uso das TIC que estes por lá fazem no ensino, e não é preciso conjecturar muito para perceber que ao nível tecnológico e do investimento no ensino que as autoridades inglesas executam neste, não há comparação possível com Portugal. E não, não é uma apenas uma questão de poder económico, é um problema de Visão, Estratégia, Planeamento, e acima de tudo, Prioridades.

Tentarei fazer alguns relatos sobre Londres e sobre o ensino em Inglaterra, mas para já, está sobre isso e sobre a BETT- Feira de Tecnologia Educativa que também visitei, um bom artigo no educare que aconselho a ler.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Ainda por Londres...

Isto de andar a conhecer o mundo civilizado e' perigoso... da' vontade de nao voltar.
Pois e', ca' ando ainda por Londres e como fui obrigado a estar todo o dia a trabalhar num computador, pude agora vir ate' aqui para ver como isto anda.
Podia dizer umas coisas sobre o que se anda a passar por Tomar e o meu (salvo seja) sempre em ebulicao Partido, mas nao me apetece agora, prefiro tentar estar mais uns dias sem pensar nas formas mesquinhas que alguns humanos fazem da vida.

A verdade e' que mesmo estando longe, sem telemovel durante o dia, sem ninguem conhecido e sem noticias do meu canto, nao consigo desligar-me de algumas coisas infelizes que nessa terra do nabao vao acontecendo.

Mas enfim, mesmo sem acentos nas teclas dos computadores, e porque o tempo tambem nao da' para mais, ca' ficarei mais uns dias a tentar viver um ditado que aprendi por aqui: A vida quando e' boa, e' sempre curta e cara!

sexta-feira, janeiro 07, 2005

Daqui vou eu...

... para Londres.
Se precisarem de mim nos próximos dias, apareçam por lá, tá?

Desejos

escrevi assim, esta semana no Cidade de Tomar

Neste novo ano, como em todos os outros, todos desejamos mutuamente os melhores acontecimentos, as maiores bem aventuranças, as mais difíceis realizações. De forma mecânica, sem verdadeiro sentimento, vamos por aí ditando palavras decoradas a todos os que vemos pela rua. Eu gostava que não fosse assim.
Era bom que pudéssemos desejar aos outros tudo a mais que para nós mesmos. Era bom que pudéssemos sentar com os outros, conversar, reflectir, e desejar coisas em comum.
Como um país melhor, de gente mais honesta, mais desinteressada de coisas materiais. De políticos que falem verdade, de cidadãos que se preocupam em ouvir o que estes têm para dizer. Um país evoluído naquilo que mais faz a diferença: a mentalidade, o altruísmo, a inteligência, a perspicácia, a confiança em nós próprios, nos outros, e no todo de nós enquanto país com Esperança no futuro. Tudo o que nos falta.

Parece que os portugueses gostam de ser pessimistas, gostam da perspectiva miserabilista que deve estar impressa no fado dos nossos genes. Os portugueses clamam pela Verdade, mas gostam de ser enganados. Está mais que provado que as pessoas preferem que lhes mintam, tenho tido disso vários exemplos, um dos últimos, quando o futuro Primeiro-ministro José Sócrates, afirmou categoricamente que continua determinado em resolver o problema dos resíduos tóxicos e continua a apostar na co-incineração como método para essa resolução, muitas foram as vozes que se levantaram, muitas de socialistas até, para dizer: “mas porque é que ele está a falar nisto�, “não devia dizer nada, falava disso depois�.
Não consigo entender a natureza humana, a um político convicto, com coragem e que fala verdade, que afirma o que realmente pretende fazer, as pessoas preferem o “teatro�, a mentira, a ilusão, as palavras ocas. Foi assim com Durão Barroso, que tudo fez ao contrário do que prometeu. Foi assim com Santana, que nem sabe o que prometeu.
Foi assim com António Paiva, lembram-se das promessas que fez em campanha? Lembram-se do que assegurou? Grandes e ilusórios projectos de parques temáticos com apresentações mediáticas; lançamentos de livros com figuras nacionais a ajudar ao caldo em que o Senhor Que Tudo Sabe e Manda, mostrava que também sabia de PDM’s e prometia que seria das suas prioridades, e afinal, ao fim de dois mandatos ainda não fez nada disso. Algumas coisas fez de facto, mas só pela metade, por exemplo, a linda fonte cibernética está feita, mas os autocarros com excursões para a ver é que têm faltado.
Desenvolvimento, Progresso, Emprego, Qualidade de Vida, Crescimento, onde andam? Talvez em Torres Novas, talvez em Abrantes, mas não em Tomar.
Mas bem, alegrem-se, somos capital da Comunidade Urbana, essa obra de ficção criada pelo senhor Miguel Relvas – não se sentem já melhor?

Talvez 2005 venha finalmente a ser um ano de mudança. Sê-lo-á para o país, poderá sê-lo também para os tomarenses, reside em si, em cada um de nós, essa possibilidade de mudar, basta para tal que todos os que afirmam essa vontade, não terem como muitas vezes acontece nos momentos decisivos, medo dela. Veremos lá mais para Outubro.
Acima de tudo, o que gostava de ver mudar em 2005 eram atitudes, as formas de estar na vida perante si mesmo e os outros, uma real mudança de mentalidades que bem sei, não acontece da noite para o dia. Gostava que as pessoas se sentissem no direito e na obrigação de criticar, de intervir, de exigir e de cumprir mais. Porque ser-se cidadão representa um conjunto de direitos e de obrigações. Não como aqueles que se sentam num qualquer café a falar mal de tudo e todos, isso é fácil. Não como os que falam mal dos que fogem aos impostos, mas na realidade gostavam de fazer como eles, não. Mas criticar coerentemente, apontado ideias, soluções, aceitar a chamada quando a responsabilidade lhe é apontada, aproveitar as oportunidades de fazer a diferença, isso, bem, isso é mais difícil.
Gostava que as pessoas olhassem para a política como algo necessário e profícuo, e para os políticos como pessoas que se dedicam a causas e coisas do interesse de todos, muito em especial dos que hão de vir. Gostava que todos os políticos fossem assim, porque só esses são mesmo políticos, e gostava que todos os políticos contribuíssem para que a imagem construída de si pelos cidadãos fosse mesmo essa.
Gostava que as pessoas percebessem as coisas que realmente na vida interessam, aquilo que realmente nos pode fazer sentir “ricos�. Que não sentissem isso, que não falassem do real valor da vida, apenas quando alguma tragédia nos sai pelo ecrã da televisão para ser esquecida alguns dias depois. É triste que o ser humano só sinta verdadeiramente a tragédia quando a sente na pele, e ainda assim, às vezes.
Gostava de não sentir por vezes a necessidade de fazer estes desabafos, porque em verdade, ninguém se interessa por eles, e porque seria tão bom, se eles não correspondessem à verdade.

Chega por hoje, mas tenho ainda de dizer isto: nas últimas semanas o meu nome tem circulado por aí na praça pública, por motivos que não vou repetir, e muito menos confirmar, ainda que quando estas linhas estiverem à disposição da vossa leitura, se saiba já se correspondem à verdade ou não. Não é bem sobre isso que quero dizer algo, mas sim sobre os efeitos secundários, as ondas de choque imanadas depois disso. Tenho muita pena que algumas pessoas se sintam incomodadas, ultrapassadas, ou diminuídas; tenho pena que muitas pessoas não sejam coerentes consigo mesmas, que não pratiquem o que apregoam, ou que não consigam ver além de si mesmos ou dos seus interesses. Não é minha culpa, mas por vezes até aceito como natural e compreensível as limitações endógenas de alguns seres maledicentes que por aí circulam deixando atrás de si a gosma da sua mediocridade, não são esses que me interessam. Importa agradecer isso sim, aos outros, aos que espontânea e desinteressadamente (o que tenho eu para oferecer a alguém?!), com verdade a brilhar-lhes nos olhos, me mostraram o seu apoio, a sua confiança, o seu optimismo; a esses, obrigado, porque mesmo na maior das lixeiras, há flores que conseguem nascer, mostrar-se belas, e inebriar-nos com o seu perfume.
Assim são as pessoas, todos parte da mesma lixeira, mas uns atrofiados e absorvidos nela, outros, conseguem crescer, fazer-se grandes, melhores, e algures entre a Força e a Beleza, mostrar-se únicos.

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Assim vai o mundo

Foi o Natal, o consumismo, as loucuras dietéticas mas saborosas;
são as tragédias que nos assaltam pelos meios de comunicação, imagens fortes que nos fazem sentir por alguns dias o que vale realmente a vida, e o verdadeiro tamanho da nossa pequenez;
foram as loucuras inerentes à passagem de ano, a principal das datas que inventámos como desculpa para fazermos festa;
É o recomeçar da "vida normal" já neste novo ano, e esperar, como sempre, que seja um ano de boas mudanças;
É o ter fases em que não apetece olhar sequer para o computador, agarrar no telemóvel, ou ligar a televisão;

assim vão os dias.

O Voo da �guia

Mesmo não sendo grande seguidor de futebol, e muito menos seja fanático, tenho alguma simpatia pelo Benfica. Por isso não posso deixar de dar as boas vindas à chegada ao mundo virtual, da Casa do Benfica em Tomar através do seu blog.
Mostra que a recém eleita nova direcção chegou com fôlego e está atenta à evolução do mundo.
Se todas as associações fossem assim...