quinta-feira, abril 28, 2005
Jornalismo
Aplausos para a jornalista Sandra H. Costa. Jornalismo a sério.
Nostalgia

Extras
Pouco tempo depois, o director da Daimler-Benz AG comprou a este agricultor uma vaca para a sua casa de campo.
Eis a factura enviada pelo agricultor ao director:
Factura1 vaca (versão standard) preço base..............2.400 €
2 cores (preto/branco) mais-valia...............................................150 €
Revestimento em couro...............................................................100 €
Reservatório de leite p/ exploração verão/inverno.....................50 €
4 torneiras a 12,50€....................................................................50 €
2 para-choques, aplicação corneada a 17,50 €............................. 35 €
Enxota-moscas, semi-automático.................................................30 €
Dispositivo de Estrume (BIO).......................................................60 €
Cascos todo-terreno e todo-clima.................................................100 €
Sistema de travões 2 circuitos (patas tr+dt)..................................400 €
Buzina com vários sons..............................................................135 €
Faróis HALOGENIOS..................................................................150 €
Utilização Multi-Enchimento......................................................1.250 €
Total da Vaca segundo o orçamento:........................4.910 €
contribuição do Pedro Rosa
segunda-feira, abril 25, 2005

31 anos depois da revolução dos cravos, a nossa versão da Liberdade, Igualdade, Fraternidade, parece-me ainda incompleta.
O espÃrito de Salazar reside ainda demasiado nas mentes dos que com ele cresceram, e é demasiado desconhecido nas mentes dos que o não conheceram.
Abril ainda não se cumpriu, e talvez o prazo de validade desta revolução não seja suficiente para que se chegue a cumprir.
Sei bem que sem esse Abril não poderia talvez estar aqui a escrever estas palavras, da mesma forma que sei que não chegam as palavras para mudar o mundo.
Acções faltam ainda muitas, e no entanto, se calhar o mundo muda todos os dias, e bastava que conseguÃssemos mudar com ele. DÃficil tarefa, pois se há coisa a que o Homem é resistente, é à Mudança. Os exemplos prácticos vêmo e sentimo-los todos os dias.
quinta-feira, abril 21, 2005
E Tomar?
O autarca socialista afirmou que já estão criadas as condições para adjudicar o Centro de Ciência Viva de Torres Novas, uma vez que foi assinado a semana passada o contrato-promessa de permuta (da antiga central) com a EDP." Lusa
Não foi o Presidente da Câmara de Tomar que algures no inÃcio neste mandato fez muito alarido com o Ciência Viva nas antigas moagens da Mendes Godinho? Então, onde é que está?
quarta-feira, abril 20, 2005
Aborto...
Discute-se neste momento na Assembleia da República, o referendo aos portugueses nesta matéria.
E é, como em tantas outras situações da nossa sociedade, tão simples quanto isto: dum lado os que querem tudo na mesma, do outro os que querem avançar. A eterna luta que se desenrola desde que o homem passou a ser Homem.
Neste caso em concreto, o que temos é uma lei que não serve como todos o sabemos, e a hipocrisia reinante dos que querem viver num mundo de mentira, um mundo de aparências, em que aquilo que se diz, ou neste caso se escreve na lei, não é o que se faz.
Numa sociedade pouco preocupada com algo mais que o próprio umbigo, e o bronzeado do mesmo, temo que tudo vá ficar na mesma. E por isso mulheres continuarão a morrer ou a sofrer graves danos na sua saúde, continuarão a viver fortes tormentos sociais, para além da sua difÃcil decisão estritamente individual.
Mas não, isso não pode acontecer, pois se a lei diz que não!
Afinal o que interessa? Estas coisas só acontecem aos outros...
Maneiras de mandar um homem ir dar uma volta
Contribuição da Rita Miguel
ELE: Posso pagar-lhe uma bebida?
ELA: A bem dizer, prefiro que me dê o dinheiro.
ELE: Viva. Não nos encontrámos já uma ou duas vezes?
ELA: Só pode ter sido uma. Eu nunca cometo o mesmo erro duas vezes.
ELE: Onde é que foi buscar tanta beleza?
ELA: Devem-me ter dado a sua parte.
ELE: Quer sair comigo no próximo sábado?
ELA: Lamento. Vou estar com dores de cabeça.
ELE: Essa carinha deve dar a volta a muitas cabeças.
ELA: E essa deve dar a volta a muitos estômagos.
ELE: Vá, não seja tÃmida. Peça-me para dar uma volta.
ELA: Está bem: vá dar uma volta.
ELE: Acho que eu a podia fazer muito feliz.
ELA: Como? Vai-se embora?
ELE: Que me diria se eu lhe pedisse para casar comigo?
ELA: Nada. Não consigo falar e rir ao mesmo tempo.
ELE: Pode dar-me o seu nome?
ELA: Porquê? Não lhe deram já um?
ELE: Por onde tem andado, que só agora a conheci?
ELA: A esconder-me de si.
ELE: Não nos encontrámos já num lugar qualquer?
ELA: Já. É por isso que nunca mais lá fui.
ELE: Esse lugar está vago?
ELA: Está. E se você se sentar, este também.
ELE: O seu corpo é como um templo.
ELA: Lamento, hoje não há missa.
ELE: Se eu pudesse vê-la nua, morria de felicidade.
ELA: Se eu o visse nu, morria de riso.
sábado, abril 16, 2005
quarta-feira, abril 13, 2005
sábado, abril 09, 2005
A Mediocridade Conhece-se.
Tomar é uma cidade de muitas aparências. Uma cidade onde os que mais aparentam ser o que quer que seja, são os que normalmente mais longe estão da sombra dessa aparência.
Uma comunidade inquinada por crÃticos frustrados que se pavoneiam pelas mesas dos cafés, infestada de supostos desejados mas que nos momentos decisivos até do reflexo têm medo, crivada de mentecaptos que se acham excepcionais, e mesmo que alguns o sejam, desprezam que outros possam existir que pensem, outros que façam, outros que possam sequer raiar os limites mais longÃnquos da sua suprema inteligência.
A maior parte destes supra homo sapiens nunca fez nada que provasse um décimo do valor que auguram e proclamam possuir, e aqueles que realmente fazem trabalho, e cujas qualidades podem realmente ser mensuráveis, não alinham nestas hostes de desventurados, porque os seus valores, a sua garra, a sua vontade em fazer coisas, e a sua experiência no que custa fazê-las, não os permite alinhar com os métodos que estes praticam.
Mas são os tais medÃocres, muitas vezes, sofrÃveis de trabalho e baixos em escrúpulos que mais sobressaem nas turvas águas da nossa assoreada comunidade. É lamentável confirmá-lo, mas muitas vezes dou comigo a pensar da mesma forma que pensa a grande maioria dos cidadãos que não conhece os meandros, e os muitas vezes amargos bastidores da polÃtica e que dizem: “A polÃtica não presta, os polÃticos são maus.â€�
Felizmente nos momentos de clarividência que ainda vão prevalecendo obrigo-me a pensar: não, Não! Os polÃticos não são todos iguais, e a verdadeira polÃtica não é assim. Mas é difÃcil. É difÃcil aguentar toda a trafulhice, toda a mesquinhez, toda a maldade que alguns empregam à s suas acções, levados uns pela cegueira do ódio ou pela estupidez da inveja, outros por interesses e ligações mais obscuras, outros apenas, na vã ânsia dum ilusório desejo de protagonismo ou dum poder efémero e inconsequente.
Quem me conhece como socialista, sabe do que falo, os cidadãos de Tomar sabem como se encontra o PS em Tomar, não adianta escondê-lo, não é possÃvel escondê-lo, não será sequer benéfico escondê-lo.
Mas atenção, como não se pode tomar a floresta pela árvore, assim não se pode confundir o Partido Socialista com alguns daqueles que de socialistas possuem apenas o cartão. Não se trata de a mim ou outrem querer afirmar melhor socialista, quem sou eu para tal... trata-se apenas de reafirmar aquilo que os militantes do partido sabem, que muitos cidadãos sabem, e que todos os que querem o bem de Tomar devem saber. Os métodos, as artimanhas, as mentiras que alguns usam para prejudicar o PS, para destruir o trabalho que é feito, para humilhar ou enlamear os que tentam fazer algo de bom, ou os que simplesmente desejam que tudo se mantenha exactamente como está. Os nomes, uns mais outros menos, os tomarenses conhecem-nos, e toda a maledicência que usam, que fazem, que dizem, só é prova do que de bom os outros fazem.
É curioso de observar como a humana natureza de alguns se manifesta mais na maldade. Vejam-se como mesmo se odiando entre si, dizendo as piores barbaridades uns dos outros, para destruir se revela uma invejável capacidade de união. Está à vista de todos.
É triste que estas vergonhosas novelas em muito prejudiquem o PS, e muito mais importante que isso, prejudicam Tomar, na medida em que entregam sem luta o poder aos que em Tomar o poder detêm, e que autistica e teimosamente, sozinhos decidem o futuro de Tomar, ou a ausência dele.
É triste que sejam estas mesquinhas e insignificantes, face a todo o verdadeiro trabalho que realmente existe, novelas que façam a notÃcia. Mas se a notÃcia é apenas o mal, então que o mal se conheça verdadeiramente. Assim houvesse vontade. Assim fosse a coragem, a honestidade e a frontalidade, as principais caracterÃsticas do ser humano. Talvez esse mundo exista um dia. E talvez pudéssemos assim, falar de projectos, de ideais, de vontades e de alternativas, em vez de tristes argumentos, que a pior das novelas mexicanas não será capaz de reproduzir.
E bem sei que talvez fosse bom estar calado, talvez fosse prudente, ou me assegurasse melhor futuro se nada dissesse, tenho bem a noção de que tipo de seres temos pela frente, e do que são capazes de fazer, mas não é minha natureza estar calado, e quem não se sente...
Como é possÃvel que depois de tantas horas, de tantos dias, de meses, de tantos sacrifÃcios pessoais de toda a ordem de tantos de nós, apareçam uns quantos párias que já não enganam ninguém, como se de iluminados se tratassem, e que apenas o ódio têm em comum, e que na generalidade, nunca se preocuparam em trabalhar, em colaborar no mÃnimo que fosse, que não apareceram sequer quando foram convidados, que constantemente e em diversos locais atacam o partido ao qual dizem pertencer, que diariamente fazem campanha pelo PSD, nem que mais não seja pelas suas atitudes, apareçam apenas, como guerrilheiros para um golpe de estado de um mundo que é só seu, nas horas em que para o que quer que seja, nomes se discutem ou a algo estejam subentendidos.
O PS não pode voltar a estar entregue a este tipo de mediocridade, pois bem sabemos que com estes senhores, nunca o Partido terá credibilidade para o que quer que seja. Todos os militantes o sabem. E os que com isto colaborarem, mesmo que na sombra, são tão responsáveis quanto eles. E é Tomar que com isso perde.
Abram-se os olhos, aguce-se a vontade, porque com este tipo de actos não há espaço para delicadezas.
Bem sabemos, o quanto está já prejudicado qualquer resultado que possamos ter nas próximas autárquicas, mas isso não nos esmorece, porque os valores que nos comandam são mais altos. Agora, os objectivos por detrás de todas as calúnias, de todos os infelizes actos ou as mais polidas intervenções são simples: voltar a colocar aqueles que há mais de quinze anos vão dominando, vão infestando as listas do PS à s autárquicas de Tomar e tudo o que a isso é inerente, bem como ao trabalho e credibilidade dum Partido que é histórico, que é necessário, e que deve ser garantia dum equilÃbrio de poderes neste concelho que todos devÃamos amar.
Repita-se por isso com firmeza: os objectivos são claros, e os Tomarenses conhecem bem os protagonistas.
publicado no jornal Cidade de Tomar de 8.04.2005
terça-feira, abril 05, 2005
As fogueiras polÃticas
O mais infeliz é que alguns com tantos anos já de floresta, não saibam ainda que brincar com substâncias inflamáveis é perigoso. Há sempre alguma coisa para lhes rebentar nas mãos.
É pena que alguns, já tendo sido bombeiros, comecem eles próprios a atear fogueiras.
É preciso que entendam que mesmo que em grupos, quando se morre queimado, e ainda que muitos possam morrer ao mesmo tempo, a morte é sempre solitária e só as árvores é que morrem de pé.
É pena que alguns não saibam sair bem na fotografia, que não saibam ser coerentes, ou que comecem movidos sabe-se lá porque interesses e depois se chamusquem. Todo o fotógrafo sabe que há um tempo próprio para tirar a fotografia.
É pena que alguns, mesmo que já tendo ardido, queiram apenas chamar outros para a fogueira, mesmo que todos os outros. Mas é assim a inveja, "se não tenho, não tens também".
É pena, mas é ainda a natureza humana.
A memória dos mais novos ficará cá para os lembrar. Ou não.
sexta-feira, abril 01, 2005
Cortar o cabelo
Hoje fui cortar o cabelo, e senti-me o personagem do filme.
domingo, março 27, 2005
terça-feira, março 22, 2005
"Tomar hoje investe no futuro e recupera o passado"
Turismo...
É possÃvel encontrarmos referência a por exemplo, Santarém, Torres Novas, Constância, Ourém...
Hum, nós por cá, também costumávamos ter aà qualquer coisita de interesse ou não...
E será que a culpa é deles, ou "nossa"?
Pintura em São Gregório
A Engrácia é mais uma desse grande grupo (cada vez maior) de tomarenses que teve de procurar noutras paragens, oportunidades que aqui não pode ter.
A exposição estará até 22 de Maio, das 14.00 às 17.00. A não perder
sexta-feira, março 11, 2005
terça-feira, março 08, 2005
Pronto, está bem...
- iguais aos homens - está bom assim?
bem, não são bem, bem iguais, felizmente!
Ora aà está um bom exemplo

ai Mónica, Mónica... quando olho para ti,
sinto-me criança outra vez
vá-se lá saber porquê!
enfim, hoje estou assim.
Hoje é Dia da Mulher.
Pudim de Café Crocante
INGREDIENTES
1 xÃcara (chá) de açúcar
1 lata de leite condensado
2 vezes a mesma medida de leite
2 colheres (sopa) de Nescafé
3 ovos
Crocante:
1 xÃcara (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga
1 xÃcara (chá) de amendoim torrado e moÃdo
Manteiga para untar
Preparo
Caramelize uma fôrma para pudim com o açúcar queimado e ponha de lado.
Bata no liquidificador o leite condensado, o leite, o Nescafé e os ovos.
Despeje na fôrma caramelizada.
Cubra com papel-de-alumÃnio e asse em banho-maria, em forno médio (180ºC), por 1 hora.
Deixe esfriar e leve-o à geladeira, Desenforme-o depois de gelado. Espalhe o crocante.
Crocante: Leve ao fogo o açúcar até ficar em caramelo. Misture a manteiga e junte o amendoim. Despeje sobre o mámore untado; depois de frio passe o rolo para triturá-lo.
e pronto, agora é só servir-me
Boa prenda não? :) :) :) :) :) :)
"Ajuda de Berço" - tudo a clicar...
A "Ajuda de berço" que acolhe crianças dos 0 aos 3 anos, necessita da nossa ajuda. É um site que vive da publicidade que faz e são as empresas que o patrocinam que ajudam esta associação. só temos que mostrar que visitámos o site em questão. Demora menos de um segundo a ir ao site e clicar no botão de cor azul: http://www.jazzcidadania.org/colo/
Passem palavra.
sábado, março 05, 2005
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
Divagação...
Formas puras
Corpos quentes, incendiados
mãos irrequietas, possantes
lençóis molhados, cheiro de suor
olhos fechados telepáticos
pulmões iguais, um só
sons graves, agudos em instantes
lÃnguas que se tocam a dançar
sexos juntos sem dor
ventres que se batem gostando
pele sem dono a gritar.
Germinam do nosso interior
as luzes que existem no negro
e são tantas as formas no nosso amar.
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Frases...
Errar é humano, persistir no erro é americano, acertar no alvo é muçulmano.
Qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas somente um génio é capaz de vendê-lo.
Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na cabeça é pouco; na sopa, é muito!
O tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do WC você está.
O mais nobre dos cachorros é o cachorro-quente: alimenta a mão que o morde.
Roubar ideias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias, é pesquisa.
À beira de um precipÃcio só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás.
Diz-me com quem andas, que eu te direi se vou contigo.
Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam. Não é bonito, mas é profundo.
Errar é humano. Colocar a culpa em alguém, então, nem se fala...
terça-feira, fevereiro 22, 2005
Vitória...
Quanto ao que importa, o PS ganhou. A democracia também ganhou.
Espero que o Sócrates agora corresponda, a começar já na escolha do Governo.
terça-feira, fevereiro 08, 2005
Ventos de mudança
Ainda assim, tento pelo menos ir acompanhando o que se escreve pela blogosfera, e se tenho blogs obrigatórios, um deles é o da Sónia. Ainda agora ela escreve um artigo (ou post, de 27 de Janeiro), que mais palavra, menos palavra, eu podia muito bem ter escrito. E não se pense que há aqui qualquer conivência, não a conheço além do seu espaço virtual. Acho sim, que quantos mais houverem a partilhar estas ideias, mais e melhores hipóteses terá a nossa sociedade de evoluir positivamente.
Ainda assim, por contraponto e não contraditório, eu acrescentaria, por ter sempre de ser reforçado, o seguinte:
Os polÃticos NÃO são todos iguais.
Como em qualquer outra situação da sociedade, os bons são mais que os maus, ainda que estes, como tudo o que é mau, tenham normalmente mais visibilidade.
O mau de qualquer sistema deve ser combatido por dentro, ainda que isso requeira uma imensa disponiblidade, mais que fÃsica, psÃquica; uma enorme paciência; uma invencÃvel vontade.
Isso, infelizmente, não abunda na nossa conservadora e conformista sociedade, mas aos poucos, e porque a necessidade também a isso obriga, acredito, que mais e mais vão querer juntar-se à luta.
E porque todo o mundo é composto de mudança
Mudem-se os tempos, mudem-se as vontades... uma vez mais.
terça-feira, fevereiro 01, 2005
100 anos depois da morte de Raphael Bordalo Pinheiro
publicado no jornal Cidade de Tomar de 28.01.05
Foi a 21 de Janeiro de 1905 que morreu Raphael Bordalo Pinheiro, pintor, escultor, caricaturista criador do célebre “Zé Povinhoâ€�. Foi um Homem bom, crÃtico, interveniente, preocupado com o seu mundo e a sociedade em que vivia, e que ilustrou como ninguém; o povo, o clero, a nobreza e os polÃticos de então. Algo muito parecido com a camuflada sociedade de classes que temos ainda.
E se alguns, ou se possÃvel a maioria, tentassem aprender com a história, veriam que os erros que cometem e as consequências que daà surgem não serão muito diferentes de há um século atrás. Mas também não admira, pois se nem sequer com a história mais recente de que muitos fazem parte, alguns parecem querer aprender.
Mas existirão afinal semelhanças entre a nossa sociedade e a sociedade de então, seremos ainda o mesmo “Zé Povinhoâ€�? Teremos evoluÃdo, seremos hoje melhores pessoas, viveremos hoje numa sociedade mais justa, mais activa, mais dinâmica? À parte as mudanças de forma, as mudanças na tecnologia, no acesso aos meios, e a facilidade de comunicação, penso que no que é mais importante, naquilo que marca um povo, a evolução das mentalidades individuais e colectiva, na forma de se ver e sentir a si mesmo e aos outros, na forma de estar perante a vida, naquilo que pensamos deixar de nós, acredito sinceramente que talvez estejamos piores.
Basta ver que o “Zéâ€� do Raphael era mais crÃtico, mais activo talvez, lutava por causas, lutava por uma evolução na sociedade, e a nossa de hoje, mesmo que mais instruÃda, mais perto do conhecimento, e supostamente mais livre, parece-me demasiado amorfa, demasiado afastada dos reais problemas, pouco preocupada com o seu futuro, ou o futuro além do umbigo de cada um. Os portugueses deixaram de acreditar, deixaram de se interessar, aceitam quase tudo como normal, e quando não gostam resignam-se, ou então revoltam-se pelas coisas mais supérfluas ou das formas mais inconsequentes.
O português só se irrita com árbitro, e com os outros nas filas de trânsito. É verdade que critica os polÃticos e as instituições, mas na maioria das vezes duma forma apenas frÃvola, dizendo que não se pode fazer nada, que é normal, ou o infeliz “são todos iguaisâ€�, uma espécie de “crÃtica por simpatiaâ€�, em que se digo mal deste, digo também daquele que deve ser idêntico.
O português é pessimista, acha sempre que tudo vai correr mal, e mesmo assim acredita no “desenrascanço� como melhor forma de preparar o que quer que seja. Não acreditamos em nós mesmos, nas nossas capacidades, e há tantas coisas de que nos podemos orgulhar!
Mas não, o português é alguém deslumbrado com tudo o que é novo, e em especial com tudo o que vem de fora. Não é de hoje, já era assim há 500 anos atrás. Por vezes isso é bom, mas nem sempre, veja-se a euforia que aconteceu com os telemóveis, somos o paÃs que mais cresceu em menos tempo, na aquisição desse agora “bem essencialâ€�, e somos hoje dos paÃses que percentualmente mais os possui. Não se diria que somos um paÃs em crise.
Passamos a vida a olhar ao espelho, procurando neste alguém que não existe e encontrando sempre quem lá não gostarÃamos de ver. E depois, raros são os que conseguem olhar além desse reflexo.
O português preocupa-se demasiado com a imagem, com tudo aquilo que contribui para o estatuto. Já falei dos telemóveis, mas também a roupa de marca, o carro, podemos muitas vezes não ter dinheiro, mas para essas coisas tem de chegar. E depois, vãs e ilusórias sensações de poder que se tem, e pelo qual se luta aqui e ali, quando verdadeiro é o poder de fazer algo, de deixar uma marca, de marcar uma mudança
E é preciso saber olhar para nós mesmos, como aqui em Tomar, somos talvez tudo isto um pouco mais que os outros, somos como diz uma amiga, alguém que não gosta de ser povo, somos falsos burgueses ostentando o que não temos, falsamente protegidos por tÃtulos que talvez nunca tenhamos tido realmente. E acreditem, no resto do distrito pelos menos, é assim mesmo que os outros nos vêem: os falsos burgueses de Tomar.
Como nota, aproveito para referir brevemente o artigo do sr. Alfredo José, neste mesmo jornal na passada semana, em que tenta tecer crÃticas à minha entrevista de 14 de Janeiro.
Não me merece grandes comentários, até porque, e sem arrogâncias, a leitura desse artigo, confirma a maioria daquilo que digo, é mesmo preciso alterar mentalidades, é mesmo preciso uma maior capacidade de visão, e de saber separar todo o acessório do efectivamente importante, algo nem sempre fácil nos dias de hoje. Quando alguém, em pleno século 21, tenta criticar outrem com um manual de geografia do século 19, que mais há a dizer?
E é preciso ainda que fique claro o seguinte: ao contrário do que quer fazer parecer, sobre a questão da renovação dos partidos polÃticos, eu não defendo elitistamente como alguns, que só os iluminados podem desempenhar certos cargos ou estar em certo locais, nem seria socialista se o fizesse. É preciso no entanto dizer que, tanto na sociedade actual, como em qualquer outra passada ou futura, a formação, a educação, são obviamente importantes e quem disser o contrário é tolo. É no entanto manifestamente evidente que experiência de vida e de trabalho, também são formação.
E é preciso dizer mais, dizer que quem tem de facto um diploma, quem tem formação, tem um comprometimento acrescido no empenho em fazer evoluir a sociedade, a humanidade, pois com mais informação, com mais conhecimento, com mais poderes, acresce a responsabilidade, o que infelizmente, seja na geração que de forma geral nos governa, ou na minha que com ela aprendeu, nem sempre, ou pouco, acontece.
E esse é sempre o meu maior desÃgnio, ajudar, incentivar a que mais pessoas se preocupem, mais pessoas critiquem construtivamente, mais pessoas sintam que podem e devem ter uma palavra a dizer sobre a condução do seu destino, e no de todos nós. É preciso que acreditemos que podemos mudar, e que nem todos são iguais. O nosso mundo já seria bem melhor se todos assim pensássemos.
quinta-feira, janeiro 20, 2005
terça-feira, janeiro 18, 2005
Londres - epÃlogo
Mas devo confessar que realmente gostei, como achava que ia gostar, muito de Londres. Sente-se por lá aquele cheirinho de verdadeiro primeiro mundo, e ao mesmo tempo, de todo o mundo. Londres é de facto o melting pot. Na mesma carruagem de metro, podemos ouvir falar as mais diversas lÃnguas, ver pessoas de todos os continentes, e não fosse o ambiente envolvente, ficarÃamos sem perceber onde realmente estávamos.
O mesmo se verifica nas escolas, numa mesma turma pode-se encontrar dez, quinze nacionalidades diferentes de alunos. Em muitas das turmas onde estive, haviam dois ou três ingleses, e os outros provinham das mais diferentes nacionalidades do mundo.
De facto, estive em Londres a visitar escolas inglesas e a participar nalguns debates, sob o pretexto do uso das TIC que estes por lá fazem no ensino, e não é preciso conjecturar muito para perceber que ao nÃvel tecnológico e do investimento no ensino que as autoridades inglesas executam neste, não há comparação possÃvel com Portugal. E não, não é uma apenas uma questão de poder económico, é um problema de Visão, Estratégia, Planeamento, e acima de tudo, Prioridades.
Tentarei fazer alguns relatos sobre Londres e sobre o ensino em Inglaterra, mas para já, está sobre isso e sobre a BETT- Feira de Tecnologia Educativa que também visitei, um bom artigo no educare que aconselho a ler.
sexta-feira, janeiro 14, 2005
Ainda por Londres...
Pois e', ca' ando ainda por Londres e como fui obrigado a estar todo o dia a trabalhar num computador, pude agora vir ate' aqui para ver como isto anda.
Podia dizer umas coisas sobre o que se anda a passar por Tomar e o meu (salvo seja) sempre em ebulicao Partido, mas nao me apetece agora, prefiro tentar estar mais uns dias sem pensar nas formas mesquinhas que alguns humanos fazem da vida.
A verdade e' que mesmo estando longe, sem telemovel durante o dia, sem ninguem conhecido e sem noticias do meu canto, nao consigo desligar-me de algumas coisas infelizes que nessa terra do nabao vao acontecendo.
Mas enfim, mesmo sem acentos nas teclas dos computadores, e porque o tempo tambem nao da' para mais, ca' ficarei mais uns dias a tentar viver um ditado que aprendi por aqui: A vida quando e' boa, e' sempre curta e cara!
sexta-feira, janeiro 07, 2005
Desejos
Neste novo ano, como em todos os outros, todos desejamos mutuamente os melhores acontecimentos, as maiores bem aventuranças, as mais difÃceis realizações. De forma mecânica, sem verdadeiro sentimento, vamos por aà ditando palavras decoradas a todos os que vemos pela rua. Eu gostava que não fosse assim.
Era bom que pudéssemos desejar aos outros tudo a mais que para nós mesmos. Era bom que pudéssemos sentar com os outros, conversar, reflectir, e desejar coisas em comum.
Como um paÃs melhor, de gente mais honesta, mais desinteressada de coisas materiais. De polÃticos que falem verdade, de cidadãos que se preocupam em ouvir o que estes têm para dizer. Um paÃs evoluÃdo naquilo que mais faz a diferença: a mentalidade, o altruÃsmo, a inteligência, a perspicácia, a confiança em nós próprios, nos outros, e no todo de nós enquanto paÃs com Esperança no futuro. Tudo o que nos falta.
Parece que os portugueses gostam de ser pessimistas, gostam da perspectiva miserabilista que deve estar impressa no fado dos nossos genes. Os portugueses clamam pela Verdade, mas gostam de ser enganados. Está mais que provado que as pessoas preferem que lhes mintam, tenho tido disso vários exemplos, um dos últimos, quando o futuro Primeiro-ministro José Sócrates, afirmou categoricamente que continua determinado em resolver o problema dos resÃduos tóxicos e continua a apostar na co-incineração como método para essa resolução, muitas foram as vozes que se levantaram, muitas de socialistas até, para dizer: “mas porque é que ele está a falar nistoâ€�, “não devia dizer nada, falava disso depoisâ€�.
Não consigo entender a natureza humana, a um polÃtico convicto, com coragem e que fala verdade, que afirma o que realmente pretende fazer, as pessoas preferem o “teatroâ€�, a mentira, a ilusão, as palavras ocas. Foi assim com Durão Barroso, que tudo fez ao contrário do que prometeu. Foi assim com Santana, que nem sabe o que prometeu.
Foi assim com António Paiva, lembram-se das promessas que fez em campanha? Lembram-se do que assegurou? Grandes e ilusórios projectos de parques temáticos com apresentações mediáticas; lançamentos de livros com figuras nacionais a ajudar ao caldo em que o Senhor Que Tudo Sabe e Manda, mostrava que também sabia de PDM’s e prometia que seria das suas prioridades, e afinal, ao fim de dois mandatos ainda não fez nada disso. Algumas coisas fez de facto, mas só pela metade, por exemplo, a linda fonte cibernética está feita, mas os autocarros com excursões para a ver é que têm faltado.
Desenvolvimento, Progresso, Emprego, Qualidade de Vida, Crescimento, onde andam? Talvez em Torres Novas, talvez em Abrantes, mas não em Tomar.
Mas bem, alegrem-se, somos capital da Comunidade Urbana, essa obra de ficção criada pelo senhor Miguel Relvas – não se sentem já melhor?
Talvez 2005 venha finalmente a ser um ano de mudança. Sê-lo-á para o paÃs, poderá sê-lo também para os tomarenses, reside em si, em cada um de nós, essa possibilidade de mudar, basta para tal que todos os que afirmam essa vontade, não terem como muitas vezes acontece nos momentos decisivos, medo dela. Veremos lá mais para Outubro.
Acima de tudo, o que gostava de ver mudar em 2005 eram atitudes, as formas de estar na vida perante si mesmo e os outros, uma real mudança de mentalidades que bem sei, não acontece da noite para o dia. Gostava que as pessoas se sentissem no direito e na obrigação de criticar, de intervir, de exigir e de cumprir mais. Porque ser-se cidadão representa um conjunto de direitos e de obrigações. Não como aqueles que se sentam num qualquer café a falar mal de tudo e todos, isso é fácil. Não como os que falam mal dos que fogem aos impostos, mas na realidade gostavam de fazer como eles, não. Mas criticar coerentemente, apontado ideias, soluções, aceitar a chamada quando a responsabilidade lhe é apontada, aproveitar as oportunidades de fazer a diferença, isso, bem, isso é mais difÃcil.
Gostava que as pessoas olhassem para a polÃtica como algo necessário e profÃcuo, e para os polÃticos como pessoas que se dedicam a causas e coisas do interesse de todos, muito em especial dos que hão de vir. Gostava que todos os polÃticos fossem assim, porque só esses são mesmo polÃticos, e gostava que todos os polÃticos contribuÃssem para que a imagem construÃda de si pelos cidadãos fosse mesmo essa.
Gostava que as pessoas percebessem as coisas que realmente na vida interessam, aquilo que realmente nos pode fazer sentir “ricos�. Que não sentissem isso, que não falassem do real valor da vida, apenas quando alguma tragédia nos sai pelo ecrã da televisão para ser esquecida alguns dias depois. É triste que o ser humano só sinta verdadeiramente a tragédia quando a sente na pele, e ainda assim, às vezes.
Gostava de não sentir por vezes a necessidade de fazer estes desabafos, porque em verdade, ninguém se interessa por eles, e porque seria tão bom, se eles não correspondessem à verdade.
Chega por hoje, mas tenho ainda de dizer isto: nas últimas semanas o meu nome tem circulado por aà na praça pública, por motivos que não vou repetir, e muito menos confirmar, ainda que quando estas linhas estiverem à disposição da vossa leitura, se saiba já se correspondem à verdade ou não. Não é bem sobre isso que quero dizer algo, mas sim sobre os efeitos secundários, as ondas de choque imanadas depois disso. Tenho muita pena que algumas pessoas se sintam incomodadas, ultrapassadas, ou diminuÃdas; tenho pena que muitas pessoas não sejam coerentes consigo mesmas, que não pratiquem o que apregoam, ou que não consigam ver além de si mesmos ou dos seus interesses. Não é minha culpa, mas por vezes até aceito como natural e compreensÃvel as limitações endógenas de alguns seres maledicentes que por aà circulam deixando atrás de si a gosma da sua mediocridade, não são esses que me interessam. Importa agradecer isso sim, aos outros, aos que espontânea e desinteressadamente (o que tenho eu para oferecer a alguém?!), com verdade a brilhar-lhes nos olhos, me mostraram o seu apoio, a sua confiança, o seu optimismo; a esses, obrigado, porque mesmo na maior das lixeiras, há flores que conseguem nascer, mostrar-se belas, e inebriar-nos com o seu perfume.
Assim são as pessoas, todos parte da mesma lixeira, mas uns atrofiados e absorvidos nela, outros, conseguem crescer, fazer-se grandes, melhores, e algures entre a Força e a Beleza, mostrar-se únicos.
quarta-feira, janeiro 05, 2005
Assim vai o mundo
são as tragédias que nos assaltam pelos meios de comunicação, imagens fortes que nos fazem sentir por alguns dias o que vale realmente a vida, e o verdadeiro tamanho da nossa pequenez;
foram as loucuras inerentes à passagem de ano, a principal das datas que inventámos como desculpa para fazermos festa;
É o recomeçar da "vida normal" já neste novo ano, e esperar, como sempre, que seja um ano de boas mudanças;
É o ter fases em que não apetece olhar sequer para o computador, agarrar no telemóvel, ou ligar a televisão;
assim vão os dias.
O Voo da �guia
Mostra que a recém eleita nova direcção chegou com fôlego e está atenta à evolução do mundo.
Se todas as associações fossem assim...
A lÃngua portuguesa
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para ParanavaÃ, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.
Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente,pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para restigiar patrÃcios, pintando principais portos portugueses.
-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
-Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papá Procópio partira para ProvÃncia. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai.
Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior.
Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo,poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.
E ainda te achas um máximo quando consegues dizer: "O Rato Roeu a Rolha da garrafa de Rum do Rei da Rússia."?
sexta-feira, dezembro 24, 2004
Boas Festas
Eu e o Tobias desejamos a todos, um Feliz Natal e um 2005 cheio de coisas boas, se possível a dobrar...
... só para ser diferente.
e já agora, gostava de partilhar estes inspirados versos, que escrevi algures na primária.
um verdadeiro artista...
O Natal
O Natal é só um dia
e eu gostava que fossem mais
os meus pais dão-me prendas
e eu dou prendas aos meus pais
O Natal é bom porque não há escola
e fico em casa a descansar
como filhoses e rabanadas
e a família vem-me visitar
O Natal é bom à pois é
seja aqui ou na Guiné
só que lá faz sol e calor
e aqui o frio gela a chaminé
EspÃrito de negociante
Jacob para seu filho:
- Filho, eu quero que você se case com uma moça que eu escolhi.
O filho:
- Mas pai, eu quero escolher a minha mulher.
Jacob:
- Meu filho, ela é filha do Bill Gates.
O filho:
- Bem neste caso eu aceito.
Então Jacob vai encontrar o Bill Gates.
Jacob para o Bill Gates:
- Bill, eu tenho o marido para sua filha.
Bill Gates:
- Mas a minha filha é muito jovem para casar.
Jacob:
- Mas esse jovem é vice-presidente do Banco Mundial.
Bill Gates:
- Neste caso tudo bem.
Finalmente Jacob vai ao Presidente do Banco Mundial.
Jacob:
- Sr presidente eu tenho um jovem que é recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
Presidente:
- Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, inclusive mais do que o necessário.
Jacob:
- Mas Sr, este jovem é genro do Bill Gates.
Presidente:
- Neste caso ele está contratado.
Isto é que é fazer negócio!!!!!!!!!!
quinta-feira, dezembro 16, 2004
Aparência. Conteúdo.
Há quem me diga que sim e me aponte como um não
Há quem me fale e nada diga
Há quem de mim fale sem comigo falar
Há quem me critique e meu amigo seja e
Há quem me fale de mansinho e me odeie de morte
Há quem me deseje e eu não corresponda
Há quem eu queira e não me queira
Há quem saiba e quem o negue
Há quem desconheça e se faça de sábio
Há vezes que o mais sábio é o mais mudo
Há vezes tantas que o que fala o mais ignorante é
Há quem fale para que os outros o ouçam
Há quem fale para ter a certeza que sim
Há pessoas que falam diferente do que agem
Há pessoas que muito dizem e pouco praticam
Há pessoas que nada dizem e muito fazem
Há pessoas que existem mas não
Há pessoas que ficam
Há pessoas que se esquecem
Há pessoas que gostava de esquecer
Há pessoas que gostavam de ser esquecidas
Há pessoas que me intrigam, que me inquietam
Há pessoas que admiro, que respeito
Há pessoas que me alegram, que me iluminam
Há pessoas que me entristecem, que me enojam
Há vezes que não sei se há pessoas se são animais
Há vezes que percebo que o ser humano pode ser o pior e o melhor
Há vezes que aceito que mais vezes é pior que o contrário
Há vezes que me deslumbro com o contrário do pior
Há vezes que só queria ser uma árvore num deserto bem longe.
É tão difícil o "simples facto" (não é nada simples e não podemos afirmar que é facto!) de estar vivo que todos os dias me pergunto: Quem sou? O que faço aqui? Para onde vou?
Serei só eu, ou é mesmo o ser humano que é demasiado complicado?
quinta-feira, dezembro 09, 2004
O carácter dos tristes e esquecidos
Felizmente, e ainda que como o mesmo Churchil diz, "já a mentira deu uma volta ao mundo ainda a verdade se está a vestir", certo é que, normalmente, mais tarde ou mais cedo ela aparece.
E já que me deu para citações, tenho ainda que dizer esta: "É possível enganar alguma gente durante algum tempo, mas é impossível enganar toda a gente durante todo o tempo".
E em algumas pessoas, o mau carácter de tão forte e evidente, tem cheiro, gosto, tacto, e vê-se à distância.
Mas ainda bem que existem, porque são esses que em primeiro lugar me fazem esforçar para ser diferente deles, e depois, reconhecer e agradecer a existência de outros que não esses.
Gosto de me surpreender, acho que se na vida não houvesse surpresas, se tudo fosse sabido, conhecido, explicado, pouca graça teria viver. E as maiores caixinhas de surpresas são as pessoas.
Infelizmente, no equilíbrio de forças entre as boas e as más surpresas, há alguma tendência para as últimas ganharem em quantidade. Felizmente porém, por entre a podridão dominante, sempre vai germinando aqui e ali espécimenes de grande nobreza. Como uma pequena flor solitária num deserto, são a esses que damos valor e são esses que lembraremos, e ainda bem.
Tal como muitas negativas surpresas me vão acontecendo, outras há que de boas e inesperadas ainda me fazem comover. E espero comover-me ainda por muito tempo.
Até porque nestes mundanos jogos sociais que o ser humano faz, tantas vezes inúteis jogos de poder, baseados na intriga, na mentira, na inveja, no cinismo e na mesquinhez, na ambição desmedida, e tudo o que de fútil sucede nesta cada vez mais sociedade do acessório e da imagem, é preciso não esquecer as tão "simples" palavras da raposa ao ingénuo e por isso puro principezinho: "o essencial, é invisível para os olhos".
Não sei quem escreveu...
"Isto o que aconteceu foi muito simples caros leitores!
O que aconteceu foi que eu estava em Belém na inauguração da maior árvore de Natal da Europa, sim repito da Europa, porque nós quando fazemos as coisas é em grande, e virei-me para um turista que lá estava e disse-lhe:
- Lá na tua terra não tens disto pois não? A maior da Europa, a MAIOR!
E o gajo vem com uma conversa do género: Não sei quê, no meu paÃs preferimos gastar dinheiro em outras coisas, por exemplo a evitar que rebentem condutas de água, que levam ao abatimento do solo, e dessa forma prejudiquem milhares de pessoas... mais não sei que mais e o camandro!
E eu, que ate sou um gajo que é pá, tenho uma facilidade na exposição de argumentos, não me fiquei e disse-lhe logo:
- A maior da Europa! Toma! Embrulha!
E o gajo começa a falar que não sei quê, lá no paÃs dele quando começa a chover as zonas ribeirinhas não ficam inundadas, e que talvez fosse melhor que, em vez da árvore, o dinheiro fosse canalizado para evitar essas situações. Eu comecei a enervar-me e disse-lhe logo:
- Mau, tu queres ver que nos temos que chatear! Eu estou aqui a expor argumentos que é pá sim senhor, e tu vens com essa conversa de não sei quê. Eu nem quero começar a falar na feijoada em cima da ponte, nem no desfile de "pais natais", porque senão nem sabias onde te meteres pá.
O gajo começa a falar de uma coisa qualquer, tipo túneis que são construÃdos e ficam a meio, e não sei que mais, e eu virei logo costas.
Porque quando eu vejo estes gajos que não conseguem aceitar a superioridade de um paÃs sobre o outro, e ainda falam, falam, falam, e não dizem nada de jeito, eu fico chateado, claro que fico chateado!!"











