terça-feira, março 22, 2005

"Tomar hoje investe no futuro e recupera o passado"

Eis o título dum artigo publicado esta semana no Cidade de Tomar, assinado por aquele senhor que é tido como nosso Presidente de Câmara. Só o título já vale uma gargalhada.

Mas olhemos um pouco o artigo e o que tenta fazer passar, que bem espremido, é absolutamente nada a não ser: - Esta cidade é uma trampa, todos os que cá estiveram antes de mim só fizeram trampa, mas eu sou bom, e mando nesta trampa toda e faço dela o que quiser, até me apetecer ir embora.

"Tomar é um concelho de referência" - pois, costumava ser.

"Hoje, é comum comparar a situação da cidade e do concelho com a da década de sessenta,..." - mas quem?

"A década de oitenta princípio dos anos noventa foram, sem dúvida, momentos muito difíceis para a população tomarense" - ou seja, antes da chegada do salvador Paulino.

"Para recuperar o tempo perdido, é necessário mais de uma década." - mas o senhor já leva quase oito anos... e, se calhar sou eu, mas não estamos pior? Ah, claro, os que mudam de concelho não contam como desempregados, por exemplo, e já todos sabemos, como o senhor diz, que é perfeitamente possível encontrar em Tomar casas ao mesmo preço que no Entroncamento...

"Não se faz em meia dúzia de anos aquilo que se deveria ter feito em quase três décadas. Soluções do passado, são passado" - sou bom, sou bom, porra que eu sou bom! Estes que cá andaram eram uns trolhas, tive que cá vir eu salvar isto, mas isto não tem salvação, assim eu tivesse um cilindro gigante para arrasar isto tudo e fazer tudo de novo, isso sim é que obra para engenheiro, que o passado já lá vai!

"... Tomar está a conseguir prosperar hoje, também." - realmente já me tinham dito que alguém andava metido nos copos.
Pior cego é o que não quer ver, e pior ainda o que tenta que não vejam.

"Claro que não temos pleno emprego. Quem o assegura em Portugal ou na Europa? Tomar não é excepção!" - recuso comentar esta ordinarice. Chamar-lhe desonestidade intelectual é muito pouco.

"Claro que ainda não temos as acessibilidades que necessitamos..." - Pois, tivemos pouca influência no desgoverno anterior. Três Secretários de Estado, e um deles depois Secretário-geral do PSD, quem não os conhecesse, diria que ninguém lhes liga...

"Claro que ainda não temos a Zona Industrial que gostaríamos. Mas já só não vê os resultados quem não quer." - pois, também acho. Acho que achamos todos!

"Hoje, em Tomar, procuramos investir no futuro e recuperar o passado" - ora cá está a frase que dá título, e que realmente diz tudo. Que alguns andam a investir no futuro facilmente vamos percebendo, até um dia. Quanto à recuperação do passado, também se percebe: o Cine-esplanada que foi abaixo, o Parque de Campismo fechado ad eternum, a destruição da relva do estádio, o parque atrás da Câmara, o Mercado que se quer centro comercial, o Convento de Stª Iria que continua a cair, o espaço do antigo hospital militar no convento igualmente, a Mata dos Sete Montes, o Açude de Pedra, a rua que se quer fazer atrás da Igreja de Santa Maria, o Centro de Emprego no local onde foi construído, aquele pequeno edifício que havia ali ao pé, e por aí fora, tudo excelentes exemplos de recuperação, parabéns Paulino!

Enfim, o disparate é muito por todo o artigo que, se é suposto ser pré-campanha, então lhe correu muito mal, mas termina da melhor maneira, a hipocrisia em todo o seu esplendor, sabendo nós o quanto o senhor gosta das críticas, como reage a elas, e como é tão simplesmente dado a ouvir o que os outros têm para lhe dizer:
"Em democracia, a crítica é sinal de vitalidade da sociedade.
Com o apoio de todos, Tomar segue no rumo certo!"


Avé Paiva, cheio de graça!

Turismo...

No mesmo número da Visão que refiro no post anterior, e que ainda anda por aí nas bancas, é-nos oferecido um livrinho do Instituto de Turismo de Portugal com diversos roteiros de fim de semana.
É possível encontrarmos referência a por exemplo, Santarém, Torres Novas, Constância, Ourém...
Hum, nós por cá, também costumávamos ter aí qualquer coisita de interesse ou não...

E será que a culpa é deles, ou "nossa"?

Pintura em São Gregório

Na singular ermida frente ao Hotel dos Templários, está patente uma exposição duma ex-colega, a simpática amiga, Engrácia Cardoso, que entre outros leva no seu currículo o Grande Prémio de Pintura Fidelidade Mundial que venceu no ano passado, e esta semana até lhe valeu um artigo na Visão (17 de Março).
A Engrácia é mais uma desse grande grupo (cada vez maior) de tomarenses que teve de procurar noutras paragens, oportunidades que aqui não pode ter.
A exposição estará até 22 de Maio, das 14.00 às 17.00. A não perder

terça-feira, março 08, 2005

Pronto, está bem...

... estava a brincar, as mulheres são...
- iguais aos homens - está bom assim?

bem, não são bem, bem iguais, felizmente!
Ora aí está um bom exemplo
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ai Mónica, Mónica... quando olho para ti,
sinto-me criança outra vez
vá-se lá saber porquê!

enfim, hoje estou assim.

Hoje é Dia da Mulher.

Não sei porquê, lembrei-me de pôr aqui a receita de uma das minhas sobremesas preferidas

Pudim de Café Crocante

INGREDIENTES
1 xícara (chá) de açúcar
1 lata de leite condensado
2 vezes a mesma medida de leite
2 colheres (sopa) de Nescafé
3 ovos

Crocante:
1 xícara (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga
1 xícara (chá) de amendoim torrado e moído
Manteiga para untar

Preparo
Caramelize uma fôrma para pudim com o açúcar queimado e ponha de lado.
Bata no liquidificador o leite condensado, o leite, o Nescafé e os ovos.
Despeje na fôrma caramelizada.
Cubra com papel-de-alumínio e asse em banho-maria, em forno médio (180ºC), por 1 hora.
Deixe esfriar e leve-o à geladeira, Desenforme-o depois de gelado. Espalhe o crocante.
Crocante: Leve ao fogo o açúcar até ficar em caramelo. Misture a manteiga e junte o amendoim. Despeje sobre o mámore untado; depois de frio passe o rolo para triturá-lo.

e pronto, agora é só servir-me

Boa prenda não? :) :) :) :) :) :)

"Ajuda de Berço" - tudo a clicar...

Amigas e amigos, não custa nada:
A "Ajuda de berço" que acolhe crianças dos 0 aos 3 anos, necessita da nossa ajuda. É um site que vive da publicidade que faz e são as empresas que o patrocinam que ajudam esta associação. só temos que mostrar que visitámos o site em questão. Demora menos de um segundo a ir ao site e clicar no botão de cor azul: http://www.jazzcidadania.org/colo/

Passem palavra.

Ligeiras diferenças...

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segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Divagação...

... esta já algures do final de outro século.


Formas puras

Corpos quentes, incendiados
mãos irrequietas, possantes
lençóis molhados, cheiro de suor
olhos fechados telepáticos
pulmões iguais, um só
sons graves, agudos em instantes
línguas que se tocam a dançar
sexos juntos sem dor
ventres que se batem gostando
pele sem dono a gritar.
Germinam do nosso interior
as luzes que existem no negro
e são tantas as formas no nosso amar.

Resquícios de Londres I

Margens do Tamisa, à noite







A grande travessia...

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Frases...

Umas mais estúpidas, outras mais velhas, algumas com piada, há para todos os gostos e com com tendência a inundar-nos as caixas de e-mail, todos os dias!

Errar é humano, persistir no erro é americano, acertar no alvo é muçulmano.

Qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas somente um génio é capaz de vendê-lo.

Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na cabeça é pouco; na sopa, é muito!

O tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do WC você está.

O mais nobre dos cachorros é o cachorro-quente: alimenta a mão que o morde.

Roubar ideias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias, é pesquisa.

À beira de um precipício só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás.

Diz-me com quem andas, que eu te direi se vou contigo.

Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam. Não é bonito, mas é profundo.

Errar é humano. Colocar a culpa em alguém, então, nem se fala...

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Vitória...

...e cansaço, cansaço, cansaço. mas já acabou, e até a chuva agora convida a descansar, dentro do possível.

Quanto ao que importa, o PS ganhou. A democracia também ganhou.
Espero que o Sócrates agora corresponda, a começar já na escolha do Governo.

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Ventos de mudança

O tempo para passar por aqui tem sido cada vez menor, e nas últimas semanas, por motivos que são conhecidos, tenho corrido o distrito e outros pontos do país, o que faz com ainda menos aqui venha.
Ainda assim, tento pelo menos ir acompanhando o que se escreve pela blogosfera, e se tenho blogs obrigatórios, um deles é o da Sónia. Ainda agora ela escreve um artigo (ou post, de 27 de Janeiro), que mais palavra, menos palavra, eu podia muito bem ter escrito. E não se pense que há aqui qualquer conivência, não a conheço além do seu espaço virtual. Acho sim, que quantos mais houverem a partilhar estas ideias, mais e melhores hipóteses terá a nossa sociedade de evoluir positivamente.
Ainda assim, por contraponto e não contraditório, eu acrescentaria, por ter sempre de ser reforçado, o seguinte:
Os políticos NÃO são todos iguais.
Como em qualquer outra situação da sociedade, os bons são mais que os maus, ainda que estes, como tudo o que é mau, tenham normalmente mais visibilidade.
O mau de qualquer sistema deve ser combatido por dentro, ainda que isso requeira uma imensa disponiblidade, mais que física, psíquica; uma enorme paciência; uma invencível vontade.
Isso, infelizmente, não abunda na nossa conservadora e conformista sociedade, mas aos poucos, e porque a necessidade também a isso obriga, acredito, que mais e mais vão querer juntar-se à luta.
E porque todo o mundo é composto de mudança
Mudem-se os tempos, mudem-se as vontades... uma vez mais.

terça-feira, fevereiro 01, 2005

100 anos depois da morte de Raphael Bordalo Pinheiro

O Zé Povinho que ainda somos
publicado no jornal Cidade de Tomar de 28.01.05

Foi a 21 de Janeiro de 1905 que morreu Raphael Bordalo Pinheiro, pintor, escultor, caricaturista criador do célebre “Zé Povinho�. Foi um Homem bom, crítico, interveniente, preocupado com o seu mundo e a sociedade em que vivia, e que ilustrou como ninguém; o povo, o clero, a nobreza e os políticos de então. Algo muito parecido com a camuflada sociedade de classes que temos ainda.
E se alguns, ou se possível a maioria, tentassem aprender com a história, veriam que os erros que cometem e as consequências que daí surgem não serão muito diferentes de há um século atrás. Mas também não admira, pois se nem sequer com a história mais recente de que muitos fazem parte, alguns parecem querer aprender.
Mas existirão afinal semelhanças entre a nossa sociedade e a sociedade de então, seremos ainda o mesmo “Zé Povinho�? Teremos evoluído, seremos hoje melhores pessoas, viveremos hoje numa sociedade mais justa, mais activa, mais dinâmica? À parte as mudanças de forma, as mudanças na tecnologia, no acesso aos meios, e a facilidade de comunicação, penso que no que é mais importante, naquilo que marca um povo, a evolução das mentalidades individuais e colectiva, na forma de se ver e sentir a si mesmo e aos outros, na forma de estar perante a vida, naquilo que pensamos deixar de nós, acredito sinceramente que talvez estejamos piores.
Basta ver que o “Zé� do Raphael era mais crítico, mais activo talvez, lutava por causas, lutava por uma evolução na sociedade, e a nossa de hoje, mesmo que mais instruída, mais perto do conhecimento, e supostamente mais livre, parece-me demasiado amorfa, demasiado afastada dos reais problemas, pouco preocupada com o seu futuro, ou o futuro além do umbigo de cada um. Os portugueses deixaram de acreditar, deixaram de se interessar, aceitam quase tudo como normal, e quando não gostam resignam-se, ou então revoltam-se pelas coisas mais supérfluas ou das formas mais inconsequentes.

O português só se irrita com árbitro, e com os outros nas filas de trânsito. É verdade que critica os políticos e as instituições, mas na maioria das vezes duma forma apenas frívola, dizendo que não se pode fazer nada, que é normal, ou o infeliz “são todos iguais�, uma espécie de “crítica por simpatia�, em que se digo mal deste, digo também daquele que deve ser idêntico.
O português é pessimista, acha sempre que tudo vai correr mal, e mesmo assim acredita no “desenrascanço� como melhor forma de preparar o que quer que seja. Não acreditamos em nós mesmos, nas nossas capacidades, e há tantas coisas de que nos podemos orgulhar!
Mas não, o português é alguém deslumbrado com tudo o que é novo, e em especial com tudo o que vem de fora. Não é de hoje, já era assim há 500 anos atrás. Por vezes isso é bom, mas nem sempre, veja-se a euforia que aconteceu com os telemóveis, somos o país que mais cresceu em menos tempo, na aquisição desse agora “bem essencial�, e somos hoje dos países que percentualmente mais os possui. Não se diria que somos um país em crise.

Passamos a vida a olhar ao espelho, procurando neste alguém que não existe e encontrando sempre quem lá não gostaríamos de ver. E depois, raros são os que conseguem olhar além desse reflexo.
O português preocupa-se demasiado com a imagem, com tudo aquilo que contribui para o estatuto. Já falei dos telemóveis, mas também a roupa de marca, o carro, podemos muitas vezes não ter dinheiro, mas para essas coisas tem de chegar. E depois, vãs e ilusórias sensações de poder que se tem, e pelo qual se luta aqui e ali, quando verdadeiro é o poder de fazer algo, de deixar uma marca, de marcar uma mudança
E é preciso saber olhar para nós mesmos, como aqui em Tomar, somos talvez tudo isto um pouco mais que os outros, somos como diz uma amiga, alguém que não gosta de ser povo, somos falsos burgueses ostentando o que não temos, falsamente protegidos por títulos que talvez nunca tenhamos tido realmente. E acreditem, no resto do distrito pelos menos, é assim mesmo que os outros nos vêem: os falsos burgueses de Tomar.

Como nota, aproveito para referir brevemente o artigo do sr. Alfredo José, neste mesmo jornal na passada semana, em que tenta tecer críticas à minha entrevista de 14 de Janeiro.
Não me merece grandes comentários, até porque, e sem arrogâncias, a leitura desse artigo, confirma a maioria daquilo que digo, é mesmo preciso alterar mentalidades, é mesmo preciso uma maior capacidade de visão, e de saber separar todo o acessório do efectivamente importante, algo nem sempre fácil nos dias de hoje. Quando alguém, em pleno século 21, tenta criticar outrem com um manual de geografia do século 19, que mais há a dizer?
E é preciso ainda que fique claro o seguinte: ao contrário do que quer fazer parecer, sobre a questão da renovação dos partidos políticos, eu não defendo elitistamente como alguns, que só os iluminados podem desempenhar certos cargos ou estar em certo locais, nem seria socialista se o fizesse. É preciso no entanto dizer que, tanto na sociedade actual, como em qualquer outra passada ou futura, a formação, a educação, são obviamente importantes e quem disser o contrário é tolo. É no entanto manifestamente evidente que experiência de vida e de trabalho, também são formação.
E é preciso dizer mais, dizer que quem tem de facto um diploma, quem tem formação, tem um comprometimento acrescido no empenho em fazer evoluir a sociedade, a humanidade, pois com mais informação, com mais conhecimento, com mais poderes, acresce a responsabilidade, o que infelizmente, seja na geração que de forma geral nos governa, ou na minha que com ela aprendeu, nem sempre, ou pouco, acontece.
E esse é sempre o meu maior desígnio, ajudar, incentivar a que mais pessoas se preocupem, mais pessoas critiquem construtivamente, mais pessoas sintam que podem e devem ter uma palavra a dizer sobre a condução do seu destino, e no de todos nós. É preciso que acreditemos que podemos mudar, e que nem todos são iguais. O nosso mundo já seria bem melhor se todos assim pensássemos.

Contra todos


terça-feira, janeiro 18, 2005

Londres - epílogo

Ora cá estou de volta ao país real, que isto de "inglesisses" é muito bom, mas onde eu gosto de estar é mesmo aqui, neste cantinho onde se fala português, e onde julgamos por vezes que somos muito importantes, e na maior parte do tempo, achamos que não valemos nada.

Mas devo confessar que realmente gostei, como achava que ia gostar, muito de Londres. Sente-se por lá aquele cheirinho de verdadeiro primeiro mundo, e ao mesmo tempo, de todo o mundo. Londres é de facto o melting pot. Na mesma carruagem de metro, podemos ouvir falar as mais diversas línguas, ver pessoas de todos os continentes, e não fosse o ambiente envolvente, ficaríamos sem perceber onde realmente estávamos.

O mesmo se verifica nas escolas, numa mesma turma pode-se encontrar dez, quinze nacionalidades diferentes de alunos. Em muitas das turmas onde estive, haviam dois ou três ingleses, e os outros provinham das mais diferentes nacionalidades do mundo.

De facto, estive em Londres a visitar escolas inglesas e a participar nalguns debates, sob o pretexto do uso das TIC que estes por lá fazem no ensino, e não é preciso conjecturar muito para perceber que ao nível tecnológico e do investimento no ensino que as autoridades inglesas executam neste, não há comparação possível com Portugal. E não, não é uma apenas uma questão de poder económico, é um problema de Visão, Estratégia, Planeamento, e acima de tudo, Prioridades.

Tentarei fazer alguns relatos sobre Londres e sobre o ensino em Inglaterra, mas para já, está sobre isso e sobre a BETT- Feira de Tecnologia Educativa que também visitei, um bom artigo no educare que aconselho a ler.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Ainda por Londres...

Isto de andar a conhecer o mundo civilizado e' perigoso... da' vontade de nao voltar.
Pois e', ca' ando ainda por Londres e como fui obrigado a estar todo o dia a trabalhar num computador, pude agora vir ate' aqui para ver como isto anda.
Podia dizer umas coisas sobre o que se anda a passar por Tomar e o meu (salvo seja) sempre em ebulicao Partido, mas nao me apetece agora, prefiro tentar estar mais uns dias sem pensar nas formas mesquinhas que alguns humanos fazem da vida.

A verdade e' que mesmo estando longe, sem telemovel durante o dia, sem ninguem conhecido e sem noticias do meu canto, nao consigo desligar-me de algumas coisas infelizes que nessa terra do nabao vao acontecendo.

Mas enfim, mesmo sem acentos nas teclas dos computadores, e porque o tempo tambem nao da' para mais, ca' ficarei mais uns dias a tentar viver um ditado que aprendi por aqui: A vida quando e' boa, e' sempre curta e cara!

sexta-feira, janeiro 07, 2005

Daqui vou eu...

... para Londres.
Se precisarem de mim nos próximos dias, apareçam por lá, tá?

Desejos

escrevi assim, esta semana no Cidade de Tomar

Neste novo ano, como em todos os outros, todos desejamos mutuamente os melhores acontecimentos, as maiores bem aventuranças, as mais difíceis realizações. De forma mecânica, sem verdadeiro sentimento, vamos por aí ditando palavras decoradas a todos os que vemos pela rua. Eu gostava que não fosse assim.
Era bom que pudéssemos desejar aos outros tudo a mais que para nós mesmos. Era bom que pudéssemos sentar com os outros, conversar, reflectir, e desejar coisas em comum.
Como um país melhor, de gente mais honesta, mais desinteressada de coisas materiais. De políticos que falem verdade, de cidadãos que se preocupam em ouvir o que estes têm para dizer. Um país evoluído naquilo que mais faz a diferença: a mentalidade, o altruísmo, a inteligência, a perspicácia, a confiança em nós próprios, nos outros, e no todo de nós enquanto país com Esperança no futuro. Tudo o que nos falta.

Parece que os portugueses gostam de ser pessimistas, gostam da perspectiva miserabilista que deve estar impressa no fado dos nossos genes. Os portugueses clamam pela Verdade, mas gostam de ser enganados. Está mais que provado que as pessoas preferem que lhes mintam, tenho tido disso vários exemplos, um dos últimos, quando o futuro Primeiro-ministro José Sócrates, afirmou categoricamente que continua determinado em resolver o problema dos resíduos tóxicos e continua a apostar na co-incineração como método para essa resolução, muitas foram as vozes que se levantaram, muitas de socialistas até, para dizer: “mas porque é que ele está a falar nisto�, “não devia dizer nada, falava disso depois�.
Não consigo entender a natureza humana, a um político convicto, com coragem e que fala verdade, que afirma o que realmente pretende fazer, as pessoas preferem o “teatro�, a mentira, a ilusão, as palavras ocas. Foi assim com Durão Barroso, que tudo fez ao contrário do que prometeu. Foi assim com Santana, que nem sabe o que prometeu.
Foi assim com António Paiva, lembram-se das promessas que fez em campanha? Lembram-se do que assegurou? Grandes e ilusórios projectos de parques temáticos com apresentações mediáticas; lançamentos de livros com figuras nacionais a ajudar ao caldo em que o Senhor Que Tudo Sabe e Manda, mostrava que também sabia de PDM’s e prometia que seria das suas prioridades, e afinal, ao fim de dois mandatos ainda não fez nada disso. Algumas coisas fez de facto, mas só pela metade, por exemplo, a linda fonte cibernética está feita, mas os autocarros com excursões para a ver é que têm faltado.
Desenvolvimento, Progresso, Emprego, Qualidade de Vida, Crescimento, onde andam? Talvez em Torres Novas, talvez em Abrantes, mas não em Tomar.
Mas bem, alegrem-se, somos capital da Comunidade Urbana, essa obra de ficção criada pelo senhor Miguel Relvas – não se sentem já melhor?

Talvez 2005 venha finalmente a ser um ano de mudança. Sê-lo-á para o país, poderá sê-lo também para os tomarenses, reside em si, em cada um de nós, essa possibilidade de mudar, basta para tal que todos os que afirmam essa vontade, não terem como muitas vezes acontece nos momentos decisivos, medo dela. Veremos lá mais para Outubro.
Acima de tudo, o que gostava de ver mudar em 2005 eram atitudes, as formas de estar na vida perante si mesmo e os outros, uma real mudança de mentalidades que bem sei, não acontece da noite para o dia. Gostava que as pessoas se sentissem no direito e na obrigação de criticar, de intervir, de exigir e de cumprir mais. Porque ser-se cidadão representa um conjunto de direitos e de obrigações. Não como aqueles que se sentam num qualquer café a falar mal de tudo e todos, isso é fácil. Não como os que falam mal dos que fogem aos impostos, mas na realidade gostavam de fazer como eles, não. Mas criticar coerentemente, apontado ideias, soluções, aceitar a chamada quando a responsabilidade lhe é apontada, aproveitar as oportunidades de fazer a diferença, isso, bem, isso é mais difícil.
Gostava que as pessoas olhassem para a política como algo necessário e profícuo, e para os políticos como pessoas que se dedicam a causas e coisas do interesse de todos, muito em especial dos que hão de vir. Gostava que todos os políticos fossem assim, porque só esses são mesmo políticos, e gostava que todos os políticos contribuíssem para que a imagem construída de si pelos cidadãos fosse mesmo essa.
Gostava que as pessoas percebessem as coisas que realmente na vida interessam, aquilo que realmente nos pode fazer sentir “ricos�. Que não sentissem isso, que não falassem do real valor da vida, apenas quando alguma tragédia nos sai pelo ecrã da televisão para ser esquecida alguns dias depois. É triste que o ser humano só sinta verdadeiramente a tragédia quando a sente na pele, e ainda assim, às vezes.
Gostava de não sentir por vezes a necessidade de fazer estes desabafos, porque em verdade, ninguém se interessa por eles, e porque seria tão bom, se eles não correspondessem à verdade.

Chega por hoje, mas tenho ainda de dizer isto: nas últimas semanas o meu nome tem circulado por aí na praça pública, por motivos que não vou repetir, e muito menos confirmar, ainda que quando estas linhas estiverem à disposição da vossa leitura, se saiba já se correspondem à verdade ou não. Não é bem sobre isso que quero dizer algo, mas sim sobre os efeitos secundários, as ondas de choque imanadas depois disso. Tenho muita pena que algumas pessoas se sintam incomodadas, ultrapassadas, ou diminuídas; tenho pena que muitas pessoas não sejam coerentes consigo mesmas, que não pratiquem o que apregoam, ou que não consigam ver além de si mesmos ou dos seus interesses. Não é minha culpa, mas por vezes até aceito como natural e compreensível as limitações endógenas de alguns seres maledicentes que por aí circulam deixando atrás de si a gosma da sua mediocridade, não são esses que me interessam. Importa agradecer isso sim, aos outros, aos que espontânea e desinteressadamente (o que tenho eu para oferecer a alguém?!), com verdade a brilhar-lhes nos olhos, me mostraram o seu apoio, a sua confiança, o seu optimismo; a esses, obrigado, porque mesmo na maior das lixeiras, há flores que conseguem nascer, mostrar-se belas, e inebriar-nos com o seu perfume.
Assim são as pessoas, todos parte da mesma lixeira, mas uns atrofiados e absorvidos nela, outros, conseguem crescer, fazer-se grandes, melhores, e algures entre a Força e a Beleza, mostrar-se únicos.

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Assim vai o mundo

Foi o Natal, o consumismo, as loucuras dietéticas mas saborosas;
são as tragédias que nos assaltam pelos meios de comunicação, imagens fortes que nos fazem sentir por alguns dias o que vale realmente a vida, e o verdadeiro tamanho da nossa pequenez;
foram as loucuras inerentes à passagem de ano, a principal das datas que inventámos como desculpa para fazermos festa;
É o recomeçar da "vida normal" já neste novo ano, e esperar, como sempre, que seja um ano de boas mudanças;
É o ter fases em que não apetece olhar sequer para o computador, agarrar no telemóvel, ou ligar a televisão;

assim vão os dias.

O Voo da �guia

Mesmo não sendo grande seguidor de futebol, e muito menos seja fanático, tenho alguma simpatia pelo Benfica. Por isso não posso deixar de dar as boas vindas à chegada ao mundo virtual, da Casa do Benfica em Tomar através do seu blog.
Mostra que a recém eleita nova direcção chegou com fôlego e está atenta à evolução do mundo.
Se todas as associações fossem assim...

A língua portuguesa

mais uma das pérolas que me enviam...

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.
Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente,pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para restigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.
-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
-Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papá Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai.
Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior.
Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo,poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.

E ainda te achas um máximo quando consegues dizer: "O Rato Roeu a Rolha da garrafa de Rum do Rei da Rússia."?

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Boas Festas



Eu e o Tobias desejamos a todos, um Feliz Natal e um 2005 cheio de coisas boas, se possível a dobrar...
... só para ser diferente.

e já agora, gostava de partilhar estes inspirados versos, que escrevi algures na primária.
um verdadeiro artista...

O Natal
O Natal é só um dia
e eu gostava que fossem mais
os meus pais dão-me prendas
e eu dou prendas aos meus pais

O Natal é bom porque não há escola
e fico em casa a descansar
como filhoses e rabanadas
e a família vem-me visitar

O Natal é bom à pois é
seja aqui ou na Guiné
só que lá faz sol e calor
e aqui o frio gela a chaminé

Espírito de negociante

Isto tem andado tão filosófico aqui algures, que convem deixar por aqui algo mais bem humorado, assim bem ao jeito do espírito natalício... ou não.

Jacob para seu filho:
- Filho, eu quero que você se case com uma moça que eu escolhi.
O filho:
- Mas pai, eu quero escolher a minha mulher.
Jacob:
- Meu filho, ela é filha do Bill Gates.
O filho:
- Bem neste caso eu aceito.
Então Jacob vai encontrar o Bill Gates.
Jacob para o Bill Gates:
- Bill, eu tenho o marido para sua filha.
Bill Gates:
- Mas a minha filha é muito jovem para casar.
Jacob:
- Mas esse jovem é vice-presidente do Banco Mundial.
Bill Gates:
- Neste caso tudo bem.
Finalmente Jacob vai ao Presidente do Banco Mundial.
Jacob:
- Sr presidente eu tenho um jovem que é recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
Presidente:
- Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, inclusive mais do que o necessário.
Jacob:
- Mas Sr, este jovem é genro do Bill Gates.
Presidente:
- Neste caso ele está contratado.

Isto é que é fazer negócio!!!!!!!!!!

quinta-feira, dezembro 16, 2004

Aparência. Conteúdo.

Há quem afirme conhecer-me e nada saiba de mim
Há quem me diga que sim e me aponte como um não
Há quem me fale e nada diga
Há quem de mim fale sem comigo falar
Há quem me critique e meu amigo seja e
Há quem me fale de mansinho e me odeie de morte
Há quem me deseje e eu não corresponda
Há quem eu queira e não me queira
Há quem saiba e quem o negue
Há quem desconheça e se faça de sábio
Há vezes que o mais sábio é o mais mudo
Há vezes tantas que o que fala o mais ignorante é
Há quem fale para que os outros o ouçam
Há quem fale para ter a certeza que sim
Há pessoas que falam diferente do que agem
Há pessoas que muito dizem e pouco praticam
Há pessoas que nada dizem e muito fazem
Há pessoas que existem mas não
Há pessoas que ficam
Há pessoas que se esquecem
Há pessoas que gostava de esquecer
Há pessoas que gostavam de ser esquecidas
Há pessoas que me intrigam, que me inquietam
Há pessoas que admiro, que respeito
Há pessoas que me alegram, que me iluminam
Há pessoas que me entristecem, que me enojam
Há vezes que não sei se há pessoas se são animais
Há vezes que percebo que o ser humano pode ser o pior e o melhor
Há vezes que aceito que mais vezes é pior que o contrário
Há vezes que me deslumbro com o contrário do pior
Há vezes que só queria ser uma árvore num deserto bem longe.

É tão difícil o "simples facto" (não é nada simples e não podemos afirmar que é facto!) de estar vivo que todos os dias me pergunto: Quem sou? O que faço aqui? Para onde vou?
Serei só eu, ou é mesmo o ser humano que é demasiado complicado?

quinta-feira, dezembro 09, 2004

O carácter dos tristes e esquecidos

Há uma frase de Winston Churchil que diz mais ou menos que "os adversários estão lá fora, mas os inimigos estão no meu partido". Cada vez mais concordo com ele.

Felizmente, e ainda que como o mesmo Churchil diz, "já a mentira deu uma volta ao mundo ainda a verdade se está a vestir", certo é que, normalmente, mais tarde ou mais cedo ela aparece.
E já que me deu para citações, tenho ainda que dizer esta: "É possível enganar alguma gente durante algum tempo, mas é impossível enganar toda a gente durante todo o tempo".
E em algumas pessoas, o mau carácter de tão forte e evidente, tem cheiro, gosto, tacto, e vê-se à distância.
Mas ainda bem que existem, porque são esses que em primeiro lugar me fazem esforçar para ser diferente deles, e depois, reconhecer e agradecer a existência de outros que não esses.

Gosto de me surpreender, acho que se na vida não houvesse surpresas, se tudo fosse sabido, conhecido, explicado, pouca graça teria viver. E as maiores caixinhas de surpresas são as pessoas.
Infelizmente, no equilíbrio de forças entre as boas e as más surpresas, há alguma tendência para as últimas ganharem em quantidade. Felizmente porém, por entre a podridão dominante, sempre vai germinando aqui e ali espécimenes de grande nobreza. Como uma pequena flor solitária num deserto, são a esses que damos valor e são esses que lembraremos, e ainda bem.
Tal como muitas negativas surpresas me vão acontecendo, outras há que de boas e inesperadas ainda me fazem comover. E espero comover-me ainda por muito tempo.
Até porque nestes mundanos jogos sociais que o ser humano faz, tantas vezes inúteis jogos de poder, baseados na intriga, na mentira, na inveja, no cinismo e na mesquinhez, na ambição desmedida, e tudo o que de fútil sucede nesta cada vez mais sociedade do acessório e da imagem, é preciso não esquecer as tão "simples" palavras da raposa ao ingénuo e por isso puro principezinho: "o essencial, é invisí­vel para os olhos".

para quê comentar?


Não sei quem escreveu...

... mas está... simpático.

"Isto o que aconteceu foi muito simples caros leitores!
O que aconteceu foi que eu estava em Belém na inauguração da maior árvore de Natal da Europa, sim repito da Europa, porque nós quando fazemos as coisas é em grande, e virei-me para um turista que lá estava e disse-lhe:
- Lá na tua terra não tens disto pois não? A maior da Europa, a MAIOR!
E o gajo vem com uma conversa do género: Não sei quê, no meu país preferimos gastar dinheiro em outras coisas, por exemplo a evitar que rebentem condutas de água, que levam ao abatimento do solo, e dessa forma prejudiquem milhares de pessoas... mais não sei que mais e o camandro!
E eu, que ate sou um gajo que é pá, tenho uma facilidade na exposição de argumentos, não me fiquei e disse-lhe logo:
- A maior da Europa! Toma! Embrulha!
E o gajo começa a falar que não sei quê, lá no país dele quando começa a chover as zonas ribeirinhas não ficam inundadas, e que talvez fosse melhor que, em vez da árvore, o dinheiro fosse canalizado para evitar essas situações. Eu comecei a enervar-me e disse-lhe logo:
- Mau, tu queres ver que nos temos que chatear! Eu estou aqui a expor argumentos que é pá sim senhor, e tu vens com essa conversa de não sei quê. Eu nem quero começar a falar na feijoada em cima da ponte, nem no desfile de "pais natais", porque senão nem sabias onde te meteres pá.
O gajo começa a falar de uma coisa qualquer, tipo túneis que são construídos e ficam a meio, e não sei que mais, e eu virei logo costas.
Porque quando eu vejo estes gajos que não conseguem aceitar a superioridade de um país sobre o outro, e ainda falam, falam, falam, e não dizem nada de jeito, eu fico chateado, claro que fico chateado!!"

segunda-feira, dezembro 06, 2004

terça-feira, novembro 30, 2004

segunda-feira, novembro 29, 2004

talvez poema

Há muito tempo que não deixo aqui uma das minhas divagações de disfarçada poesia, pois do baú deixo este tempo de espera, que escrevi algures já noutro século.



Num tempo de espera

Num tempo de espera, o silêncio de teus olhos.
Num tempo de espera, o teu sorriso fechado.
Num tempo de espera, tuas mãos mudas.
Num tempo de espera, teu corpo em nenhum lado.

É como as gotas desta chuva miudinha
humedecendo o chão, sopradas por nuvens cinzentas
a janela baça e o dedo que nela
garatuja teu adorado nome

num tempo de espera.

É a luz côncava do candeeiro
furando pelo escuro até ao retrato
onde teu rosto já de si iluminado
É agora em minhas mão beijado

num tempo de espera.

É a lágrima que corre pequena
mas cheia, talvez de saudade
o apertar meus lábios num suspiro, um lamento
engolindo em seco saliva amarga

num tempo de espera.

Num tempo de espera, como um simples inspirar
num tempo de espera, tantos e infinitos
tu insinuada em todas as voltas do ponteiro
para em tormentos mudos me ir lembrando
que amar é também um acto de espera.

É impressão minha ou...

... eles fazem de tudo para se auto-destruir?

Isto a propósito das eleições no PCP. Parece-me, mas posso estar enganado, que estão a um passo do fim, ditado por eles mesmos e o seu centralismo democrático, que em linguagem corrente significa: O Chefe manda.
Enfim, pelo menos menos vão-se, mas fiéis aos seus princípios, como um comandante de um navio a afundar, agarrado ao leme e ao orgulho disso mesmo.

E também a propósito do (des)Governo de Portas e Santana, que também parece fazer tudo para implodir sobre si mesmo. Aliás esta citação de António Barreto, no Público, diz tudo:

"(Santana Lopes) parece um forcado, no meio da praça, de mãos nas ancas: "Demita-me, Senhor Presidente!"."

E eu até sou contra touradas, mas a esta assistia de bom grado!

terça-feira, novembro 23, 2004

Carta a um Herdeiro de cargo Público - tristemente real

recebi esta, e não posso deixar de a publicar

Sua Excelência Primeiro-ministro de Portugal
Sua Excelência Ministra da Educação de Portugal

Como certamente é do Vosso conhecimento, às 3H30 (três horas e trinta minutos) da madrugada do dia 21 (vinte e um) de Setembro deste ano de 2004 (dois mil e quatro), saiu uma lista de colocação de professores. Dessa lista constava o meu nome e a colocação que me foi atribuída, sendo eu colocado na escola de código 344862, código esse referente à escola EB 2,3 de Castro Marim.
Vossas Excelências decerto compreenderão a extrema alegria que para mim significou essa colocação, pelo que foi com grande pesar que tomei conhecimento que, às 4H15 (quatro horas e quinze minutos) da mesma madrugada, a referida lista havia sido retirada e substituída por uma curta declaração que dava como inválido todo o processo que conduziu à sua publicação.
Dado que, ao contrário do que é continuamente afirmado pelos membros do Vosso Governo, a vida está verdadeiramente difícil, dado que não pertenço às centenas de pessoas que foram por Vós nomeadas para cargos na função pública e dado o facto de não acreditar que venha a beneficiar de uma reforma milionária como o Vosso companheiro do PSD Mira Amaral (apesar de ter sete anos de serviço ao contrário dos dois anos que ele prestou na CGD), venho por este meio solicitar que me seja pago o salário correspondente aos 45 (quarenta e cinco) minutos em que estive colocado na escola EB 2,3 de Castro Marim pois esse dinheiro bem falta me faz.
Mais acrescento que, se houver algum problema com o programa informático responsável pelo processamento dos vencimentos, manifesto a minha disponibilidade para me deslocar ao Ministério das Finanças para que possa receber manualmente o que me é devido.

Muito Respeitosamente
Um Professor do 11º Grupo B

PS - Dado o facto de ter usado nesta missiva palavras ou expressões cujo significado vos possa ser estranho, elaborei um glossário que segue em anexo a esta carta. Desse glossário constam as palavras em Itálico.

Glossário
11º Grupo B - Grupo disciplinar constituído pelos professores que leccionam Biologia e Geologia ao 3º ciclo do Ensino Básico e ao Ensino Secundário.
Biologia - Ciência que estuda os seres vivos, os seus processos e as suas características.
Geologia - Ciência que estuda a matéria mineral, os seus processos e as suas características.
Matéria Mineral - Matéria que não apresenta as características dos seres vivos. A matéria mineral caracteriza-se, entre outras coisas, pela completa ausência de inteligência ou de sentimentos, mesmo nas suas formas mais primárias. Um pequeno esclarecimento, apesar de todas as evidências nesse sentido, nem o actual nem a antiga Ministra das Finanças se enquadram nesta definição.
Ensino Básico - Por muito estranho que Vos possa parecer, não está relacionado com o ensino das bases que neutralizam os ácidos. O ensino básico corresponde aos nove anos de escolaridade obrigatória em que são ministrados os saberes e desenvolvidas as competências consideradas como essenciais para o desenvolvimento pessoal, social e cognitivo dos alunos.
Ensino Secundário - Ensino de cariz mais técnico e específico que tem como função preparar os jovens para o seguimento dos estudos a nível universitário, ou para a sua inclusão numa via profissionalizante.
Professor - Pessoa que ensina algo a alguém. Profissão bastante considerada e respeitada nas sociedades desenvolvidas. Não confundir com a realidade Portuguesa em que o professor é um nómada sem direito a estabilidade profissional, reconhecimento social nem salário condizente com o seu estatuto.
Escola - Local onde é ministrado o saber e as competências essenciais ao correcto desenvolvimento pessoal, social e cognitivo dos alunos. Não confundir com a realidade Portuguesa em que as escolas são armazéns de miúdos onde professores e auxiliares de acção educativa têm que cuidar dos filhos dos papás, quando estes pensam que se educa uma criança enchendo-a de consolas, playstations, telemóveis de último modelo e roupas de marca.
Auxiliares de Acção Educativa - Profissionais que, nas escolas, auxiliam os professores na sua tarefa de formar pessoal, social e humanamente os alunos. Não confundir com a realidade Portuguesa em que os auxiliares de acção educativa são pessoas sem formação específica que, com contratos precários, salários miseráveis e diminutas hipóteses de progressão na carreira, lavam escadas, limpam casas de banho e cortam a relva das escolas.
EB 2,3 - Escolas que ministram os segundo e terceiro ciclos do ensino básico.
Reforma - Aquilo que a esmagadora maioria dos portugueses recebe depois de 35 anos de serviço ou 60 anos de idade. Excepção feita à Vossa gloriosa casta.
PSD - Também referido por alguns como PPD/PSD. Agência de empregos especializada em colocar as pessoas certas nos lugares errados e nos momentos mais inoportunos, como aliás se pode notar no Vosso caso.
Programa Informático - Software criado por técnicos especializados que, normalmente, é testado antes de adquirido. Quando manuseado por pessoas devidamente formadas para o efeito é bastante prático e poupa muito trabalho.
Manualmente - Com recurso à mão.
PS - Post Scriptum. É uma expressão latina que significa " depois do que está escrito ". Não confundir com P.S. ( Partido Socialista )

sábado, novembro 20, 2004

O Natal...

... era quando o homem quisesse, e normalmente queria a 25 de Dezembro.
Actualmente é quando as superfícies comerciais quiserem, e parece-me que embora falte mais de um mês, já entrámos nessa bonita e luminosa época da união e solidariedade entre as pessoas e os povos. Cof! Cof!

Por isso amigos perus, escondam-se!


Ser homem

Depois do post sobre as mulheres, que teve direito a publicação no Templário e tudo, não podia deixar de "postar" esta interessante definição do que é ser homem:


O suplício de fazer a barba todos os dias;
A tortura de ter de usar fato e gravata no Verão;
O desespero das cuecas apertadas;
Sentir a dor física de uma bolada nos tomates;
A loucura que é fingir indiferença diante de uma mulher sem soutien;
A loucura de resistir olhar para umas pernas com uma mini mini-saia;
Ir à praia e resistir olhar para aquele mulherão que está deitada ao lado;
Viver sob o permanente risco de ter de andar à porrada;
Vigiar o grelhador no churrasco ao fim de semana, enquanto todos se divertem;
Ter de aceitar que todas as amigas dela são excepcionais, e que todos os dele são uns sacanas;
Ter sempre de resolver os problemas do carro, da banheira entupida, do esquentador, do fogão, da televisão...;
Ter de reparar na roupa nova dela;
Ter de reparar que ela mudou de perfume;
Ter de reparar que ela mudou a tinta do cabelo de Imedia 713 para 731 loiro/bege;
Ter de reparar que ela cortou o cabelo, mesmo que seja só 1cm;
Ter de jamais reparar que ela está com um pouco de celulite;
Ter de jamais dizer que ela engordou, mesmo que seja a pura verdade;
Desviar os olhos do decote da secretária, que se faz distraída e deixa a blusa desabotoada até ao umbigo;
Ter a obrigação de ser um atleta sexual;
Ter a suspeita de que ela, com todos aqueles suspiros e gemidos, só está a tentar incentivar-nos; Ouvir um NÃO, virar para o lado conformado e dormir, apesar da vontade de partir o quarto todo, e se possível o resto da casa;
Ter de ouvi-la dizer que está sem roupa;
Ter de almoçar aos domingos na casa dos sogros, discutir política com aquele velho fascista, tratar bem os sobrinhos e controlar-se para não olhar para o decote da irmã dela, não dar na cara do irmão dela, sacana do caraças que vem sempre pedir dinheiro emprestado.

Depois elas ainda acham que é fácil, só porque não temos que cumprir certas "regras" todos os meses!

segunda-feira, novembro 15, 2004

Sentido sentimento

Desde o meu último post até este passaram não apenas 4 dias mas, na minha vida pelo menos, mais um ano foi ultrapassado. É verdade que como me dizia um amigo, no dia do nosso aniversário é apenas um dia a mais que temos, mas aquela barreira psicológica, como tantas outras que inventámos foi ultrapassada, é mais um ciclo que se fecha. E pensamos: bem, foi mais um ano, ou, é menos um ano. E eu, que não era muito de saudosismos nem de lamechices baratas, começo realmente a preocupar-me por vezes, ao ter que aceitar que não é possível voltar atrás para refazer coisas, ou fazer as que não foram feitas. E começo a achar que há tanto que gostava de fazer, e cada vez terei menos tempo para tal.
E depois, mais grave que isso, é o tempo perdido com coisas que não valem a pena, que não fazem qualquer sentido. Por vezes são pessoas, pessoas que parecem que nasceram só para dificultar a vida dos outros, pessoas cujo propósito é destruir, manchar o trabalho, a determinação, a integridade desses outros. E não são assim tão poucos, em cada esquina parece que há alguém que só se sente feliz a pisar outrém, pessoas tristes que se alguma vez forem lembradas, será apenas pelo que de mal foram fazendo aos seus semelhantes. Sim, porque há vida depois da morte, mas não para todos. Sobrevivem à morte apenas aqueles que na memória de outros forem subsistindo. Há pessoas assim, que pelos seus valores, pelas suas causas, pelas suas determinações, pelas suas lutas, pelos seus projectos; que por sua bondade, sua entrega, sua amizade, sua inteligência, sua visão, e outros atributos tantos haveria ainda para catalogar, ficam na nossa memória colectiva, na história duma comunidade, dum paí­s, duma civilização. Chamamo-lhes modelos, chamamo-lhes heróis, chamamo-lhes génios, beneméritos... às vezes não lhes chamamos nada, mas em pequenas coisas, pequenos hábitos, pequenos gestos da nossa vida podemos sentir a sua presença.
Eu gostava de ser um desses. E tenho para mim que a humanidade poderá evoluir tanto mais, quanto pessoas mais assim mesmo pensarem, assim sentirem. O querer fazer algo pelos outros, pela sua comunidade, pelo mundo.
Mas infelizmente não são muitos os que assim se encontram, também é verdade que não é fácil, somos educados, treinados, amestrados, para valorizar coisas que não significam nada mas que para muitos parecem ser razões de vida: o dinheiro, o estatuto social, a aparência, o poder.
Muitos correm atrás destas coisas e não olham a meios para as alcançar: mentem, fingem, maltratam, e tantos mais predicados quantos os necessários, não interessa quem derrubam, não interessa o que destroem, todo o mundo gira em torno do seu umbigo, do seu cego egocentrismo. Por vezes tão cego, que nem se apercebem realmente que assim são. Não se apercebem que onde passam deixam uma gosma, um rasto de mediocridade, de maldade.
E depois ainda, quando muitas vezes alcançam esses intuitos, não sabem realmente o que fazer com eles, pois se de mediocridade foi o percurso feito, pouca substância há para lhe dar significado.
Ficam ricos de dinheiro mas pobres de amigos, e esse dinheiro não lhes compra a felicidade, estamos fartos de saber; atingem estatuto social mas são apontados como desprezíveis, aparentam ser algo que não são e são chamados de vaidosos, atingem o poder e não sabem o que fazer com ele, um poder vazio, sem sentido, ao qual se agarram como fosse a coisa última que os prendesse à vida, quando o único e verdadeiro poder é o de genuinamente ser chamado de amigo, é o de ser amado, é o de ser respeitado, é o de ser lembrado.
Nisto, esses seres não acreditam ou desconhecem a existência. E eu gosto de pensar positivamente, e assim olhar as pessoas e os acontecimentos, e acredito, que lentamente é certo, mas que no resultado final a humanidade tem evoluído para melhor. Mas também sinto, quando olho à minha volta, quando ouço muito do que me dizem, quando vejo muito do que fazem, quando racionalizo e vejo o estado das coisas e o que vai acontecendo no mundo, ou na porta ao lado da nossa, que a humanidade vai mal, que o Homem é porventura o mais desprezível dos seres, por ser capaz das mais incríveis façanhas, e tantas vezes das mais horripilantes atrocidades.
Conceitos como Ética, Moral, Honra, Verdade, Integridade, Humanismo, são cada vez mais desconhecidos, ignorados, ou mesmo repudiados por cada um de nós. Como é que a Humanidade pode desejar a Liberdade, a Democracia, a Igualdade, a Fraternidade, se cada um de nós, se cada ser humano, não tiver bem presente em si os valores anteriores, e os praticar?

Não pretendo ser mais que aquilo que sou, e não sei porque me apeteceu escrever tudo isto. Às vezes acontece-me quando me sento em frente ao computador, ou tenho na mão um papel e uma caneta. Bem sei que o alcance destas palavras é diminuto, e poucos se darão sequer ao trabalho de as ler, mas na verdade, mesmo que todos, mas todos, nós escrevesse-mos algo assim só para nós mesmos, talvez o mundo já fosse um lugar melhor.

quinta-feira, novembro 11, 2004

Feira do Cavalo na Golegã

Nunca havia visitado esta feira... pois esta semana fi-lo duas vezes. Não, não pensem que gostei assim tanto.
Visitei a feira porque, por coincidência por duas vezes tive que me deslocar à Golegã, e diga-se que até gostei pouco. Faz-me um pouco confusão a junção no mesmo espaço de muita gente apertada e cavalos a galope montados por pessoas de gabarito duvidoso. Além de que acho que deviam mudar o nome da feira para feira do pavão, quem por lá passar perceberá imediatamente porquê. Entramos num mundo à parte, onde a indumentária, a linguagem, a forma de andar, olhar e principalmente ser visto, são completamente distintas do mundo real, aquele onde há pessoas que trabalham, é um mundo ao jeito de um White Castle, mas dos que têm mesmo dinheiro.
Bem, justiça seja feita, é que goste-se ou não, a Golegã e a sua autarquia encabeçada pelo carismático Veiga Maltez, conseguiram criar uma marca, uma identidade, Golegã Capital do Cavalo, e um passeio a pé por lá, em especial pelo Equuspolis (penso que é assim que se escreve) faz-nos perceber que ali há trabalho. Os passeios, as casas, as ruas arranjadas, e o dinheiro que os turistas lá deixam. E nem vou falar da Secretaria de Estado da Agricultura...
Verdade é, que mais uma vez aqui tão perto de nós, um pequeno vilarejo consegue-nos mostrar como é que as coisas se fazem...

quarta-feira, novembro 10, 2004

às vezes...

... enviam-me umas coisas que até parecem muito estúpidas, mas que têm o seu quê de verdade. Esta é uma delas.

"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

Até teria piada, se...

George W. Bush e Tony Blair estão num jantar na Casa Branca. Um dos convidados aproxima-se deles e pergunta-lhes:
- Sobre o que estão a conversar de forma tão animada?
- Estamos a fazer planos para a terceira Guerra Mundial, diz Bush.
- "Uau!", diz o convidado. E quais são esses planos?
- Vamos matar 14 milhões de muçulmanos e 1 dentista, responde Bush. O convidado parece confundido e pergunta:
- Um... dentista? Porque é que vão matar um dentista?
Blair dá uma palmada nas costas de Bush e exclama:
- Não te disse? Não te disse? Ninguém irá perguntar pelos muçulmanos.

terça-feira, novembro 09, 2004

quarta-feira, novembro 03, 2004

enfim, é o que temos...

Estive até de madrugada agarrado à televisão ouvindo as notí­cias que chegavam do lado de lá do Atlântico, e hoje de manhã a primeira coisa que fiz foi ligar a SIC notí­cias à espera de novidades. Fiquei realmente estupefacto quando percebi, como agora já se sabe, que Kerry não ia ganhar. Muitos chamariam parvoí­ce a este interesse nas eleições americanas, mas um cidadão consciente sabe que o Presidente dos EUA não o é apenas. É o comandante do império, ao qual sem sabermos ou admitirmos, também fazemos parte.
E pensei, aqueles americanos são mesmo estúpidos, mas como é que conseguem reeleger o mais pateta, o mais incapaz, o mais agarrado a interesses, Presidente de que há memória?
Mas depois é preciso reflectir e perceber que, em Portugal também elegemos o Durão Barroso, e agora temos lá o Santana em comissão de serviço. Na Madeira, temos aquele outro, o dos Carnavais, e exemplos destes repetem-se por todo o lado.
Bolas, até em Tomar todos os interesses se maquinam para reeleger o Toni da Cibernética, que poderá não ser pateta, mas é tudo o resto!
Não acredito na burrice das pessoas, acredito no seu conformismo, no seu amorfismo, mas acredito que conseguem ver para lá da propaganda. No fundo, como sempre digo, mais que a vontade de mudar, o ser humano tem medo da mudança.
Enfim, será porventura verdade que as sociedades têm o que merecem.

quinta-feira, outubro 28, 2004

Actualidade?

"Este governo não cairá porque não é um edifício, sairá com benzina porque é uma nódoa."

(Eça de Queirós)

Solidariedade...

As amigas da Mulher
A esposa passou toda a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou ao marido que tinha dormido em casa da melhor amiga. O marido telefonou então para 10 das suas melhores amigas, mas nenhuma delas o confirmou.
Os amigos do Homem
O marido passou toda a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou à mulher que tinha dormido em casa do seu melhor amigo. A esposa telefonou então para 10 dos melhores amigos do marido. Cinco deles confirmaramque ele tinha passado lá a noite. Os restantes 5, para lá de confirmaremque ele passou lá a noite, garantem que ele ainda lá está em casa.