... esta já algures do final de outro século.
Formas puras
Corpos quentes, incendiados
mãos irrequietas, possantes
lençóis molhados, cheiro de suor
olhos fechados telepáticos
pulmões iguais, um só
sons graves, agudos em instantes
lÃnguas que se tocam a dançar
sexos juntos sem dor
ventres que se batem gostando
pele sem dono a gritar.
Germinam do nosso interior
as luzes que existem no negro
e são tantas as formas no nosso amar.
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Frases...
Umas mais estúpidas, outras mais velhas, algumas com piada, há para todos os gostos e com com tendência a inundar-nos as caixas de e-mail, todos os dias!
Errar é humano, persistir no erro é americano, acertar no alvo é muçulmano.
Qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas somente um génio é capaz de vendê-lo.
Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na cabeça é pouco; na sopa, é muito!
O tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do WC você está.
O mais nobre dos cachorros é o cachorro-quente: alimenta a mão que o morde.
Roubar ideias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias, é pesquisa.
À beira de um precipÃcio só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás.
Diz-me com quem andas, que eu te direi se vou contigo.
Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam. Não é bonito, mas é profundo.
Errar é humano. Colocar a culpa em alguém, então, nem se fala...
Errar é humano, persistir no erro é americano, acertar no alvo é muçulmano.
Qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas somente um génio é capaz de vendê-lo.
Na vida tudo é relativo. Um fio de cabelo na cabeça é pouco; na sopa, é muito!
O tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do WC você está.
O mais nobre dos cachorros é o cachorro-quente: alimenta a mão que o morde.
Roubar ideias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias, é pesquisa.
À beira de um precipÃcio só há uma maneira de andar para a frente: é dar um passo atrás.
Diz-me com quem andas, que eu te direi se vou contigo.
Eu cavo, tu cavas, ele cava, nós cavamos, vós cavais, eles cavam. Não é bonito, mas é profundo.
Errar é humano. Colocar a culpa em alguém, então, nem se fala...
terça-feira, fevereiro 22, 2005
Vitória...
...e cansaço, cansaço, cansaço. mas já acabou, e até a chuva agora convida a descansar, dentro do possÃvel.
Quanto ao que importa, o PS ganhou. A democracia também ganhou.
Espero que o Sócrates agora corresponda, a começar já na escolha do Governo.
Quanto ao que importa, o PS ganhou. A democracia também ganhou.
Espero que o Sócrates agora corresponda, a começar já na escolha do Governo.
terça-feira, fevereiro 08, 2005
Ventos de mudança
O tempo para passar por aqui tem sido cada vez menor, e nas últimas semanas, por motivos que são conhecidos, tenho corrido o distrito e outros pontos do paÃs, o que faz com ainda menos aqui venha.
Ainda assim, tento pelo menos ir acompanhando o que se escreve pela blogosfera, e se tenho blogs obrigatórios, um deles é o da Sónia. Ainda agora ela escreve um artigo (ou post, de 27 de Janeiro), que mais palavra, menos palavra, eu podia muito bem ter escrito. E não se pense que há aqui qualquer conivência, não a conheço além do seu espaço virtual. Acho sim, que quantos mais houverem a partilhar estas ideias, mais e melhores hipóteses terá a nossa sociedade de evoluir positivamente.
Ainda assim, por contraponto e não contraditório, eu acrescentaria, por ter sempre de ser reforçado, o seguinte:
Os polÃticos NÃO são todos iguais.
Como em qualquer outra situação da sociedade, os bons são mais que os maus, ainda que estes, como tudo o que é mau, tenham normalmente mais visibilidade.
O mau de qualquer sistema deve ser combatido por dentro, ainda que isso requeira uma imensa disponiblidade, mais que fÃsica, psÃquica; uma enorme paciência; uma invencÃvel vontade.
Isso, infelizmente, não abunda na nossa conservadora e conformista sociedade, mas aos poucos, e porque a necessidade também a isso obriga, acredito, que mais e mais vão querer juntar-se à luta.
E porque todo o mundo é composto de mudança
Mudem-se os tempos, mudem-se as vontades... uma vez mais.
Ainda assim, tento pelo menos ir acompanhando o que se escreve pela blogosfera, e se tenho blogs obrigatórios, um deles é o da Sónia. Ainda agora ela escreve um artigo (ou post, de 27 de Janeiro), que mais palavra, menos palavra, eu podia muito bem ter escrito. E não se pense que há aqui qualquer conivência, não a conheço além do seu espaço virtual. Acho sim, que quantos mais houverem a partilhar estas ideias, mais e melhores hipóteses terá a nossa sociedade de evoluir positivamente.
Ainda assim, por contraponto e não contraditório, eu acrescentaria, por ter sempre de ser reforçado, o seguinte:
Os polÃticos NÃO são todos iguais.
Como em qualquer outra situação da sociedade, os bons são mais que os maus, ainda que estes, como tudo o que é mau, tenham normalmente mais visibilidade.
O mau de qualquer sistema deve ser combatido por dentro, ainda que isso requeira uma imensa disponiblidade, mais que fÃsica, psÃquica; uma enorme paciência; uma invencÃvel vontade.
Isso, infelizmente, não abunda na nossa conservadora e conformista sociedade, mas aos poucos, e porque a necessidade também a isso obriga, acredito, que mais e mais vão querer juntar-se à luta.
E porque todo o mundo é composto de mudança
Mudem-se os tempos, mudem-se as vontades... uma vez mais.
terça-feira, fevereiro 01, 2005
100 anos depois da morte de Raphael Bordalo Pinheiro
O Zé Povinho que ainda somos
publicado no jornal Cidade de Tomar de 28.01.05
Foi a 21 de Janeiro de 1905 que morreu Raphael Bordalo Pinheiro, pintor, escultor, caricaturista criador do célebre “Zé Povinhoâ€�. Foi um Homem bom, crÃtico, interveniente, preocupado com o seu mundo e a sociedade em que vivia, e que ilustrou como ninguém; o povo, o clero, a nobreza e os polÃticos de então. Algo muito parecido com a camuflada sociedade de classes que temos ainda.
E se alguns, ou se possÃvel a maioria, tentassem aprender com a história, veriam que os erros que cometem e as consequências que daà surgem não serão muito diferentes de há um século atrás. Mas também não admira, pois se nem sequer com a história mais recente de que muitos fazem parte, alguns parecem querer aprender.
Mas existirão afinal semelhanças entre a nossa sociedade e a sociedade de então, seremos ainda o mesmo “Zé Povinhoâ€�? Teremos evoluÃdo, seremos hoje melhores pessoas, viveremos hoje numa sociedade mais justa, mais activa, mais dinâmica? À parte as mudanças de forma, as mudanças na tecnologia, no acesso aos meios, e a facilidade de comunicação, penso que no que é mais importante, naquilo que marca um povo, a evolução das mentalidades individuais e colectiva, na forma de se ver e sentir a si mesmo e aos outros, na forma de estar perante a vida, naquilo que pensamos deixar de nós, acredito sinceramente que talvez estejamos piores.
Basta ver que o “Zéâ€� do Raphael era mais crÃtico, mais activo talvez, lutava por causas, lutava por uma evolução na sociedade, e a nossa de hoje, mesmo que mais instruÃda, mais perto do conhecimento, e supostamente mais livre, parece-me demasiado amorfa, demasiado afastada dos reais problemas, pouco preocupada com o seu futuro, ou o futuro além do umbigo de cada um. Os portugueses deixaram de acreditar, deixaram de se interessar, aceitam quase tudo como normal, e quando não gostam resignam-se, ou então revoltam-se pelas coisas mais supérfluas ou das formas mais inconsequentes.
O português só se irrita com árbitro, e com os outros nas filas de trânsito. É verdade que critica os polÃticos e as instituições, mas na maioria das vezes duma forma apenas frÃvola, dizendo que não se pode fazer nada, que é normal, ou o infeliz “são todos iguaisâ€�, uma espécie de “crÃtica por simpatiaâ€�, em que se digo mal deste, digo também daquele que deve ser idêntico.
O português é pessimista, acha sempre que tudo vai correr mal, e mesmo assim acredita no “desenrascanço� como melhor forma de preparar o que quer que seja. Não acreditamos em nós mesmos, nas nossas capacidades, e há tantas coisas de que nos podemos orgulhar!
Mas não, o português é alguém deslumbrado com tudo o que é novo, e em especial com tudo o que vem de fora. Não é de hoje, já era assim há 500 anos atrás. Por vezes isso é bom, mas nem sempre, veja-se a euforia que aconteceu com os telemóveis, somos o paÃs que mais cresceu em menos tempo, na aquisição desse agora “bem essencialâ€�, e somos hoje dos paÃses que percentualmente mais os possui. Não se diria que somos um paÃs em crise.
Passamos a vida a olhar ao espelho, procurando neste alguém que não existe e encontrando sempre quem lá não gostarÃamos de ver. E depois, raros são os que conseguem olhar além desse reflexo.
O português preocupa-se demasiado com a imagem, com tudo aquilo que contribui para o estatuto. Já falei dos telemóveis, mas também a roupa de marca, o carro, podemos muitas vezes não ter dinheiro, mas para essas coisas tem de chegar. E depois, vãs e ilusórias sensações de poder que se tem, e pelo qual se luta aqui e ali, quando verdadeiro é o poder de fazer algo, de deixar uma marca, de marcar uma mudança
E é preciso saber olhar para nós mesmos, como aqui em Tomar, somos talvez tudo isto um pouco mais que os outros, somos como diz uma amiga, alguém que não gosta de ser povo, somos falsos burgueses ostentando o que não temos, falsamente protegidos por tÃtulos que talvez nunca tenhamos tido realmente. E acreditem, no resto do distrito pelos menos, é assim mesmo que os outros nos vêem: os falsos burgueses de Tomar.
Como nota, aproveito para referir brevemente o artigo do sr. Alfredo José, neste mesmo jornal na passada semana, em que tenta tecer crÃticas à minha entrevista de 14 de Janeiro.
Não me merece grandes comentários, até porque, e sem arrogâncias, a leitura desse artigo, confirma a maioria daquilo que digo, é mesmo preciso alterar mentalidades, é mesmo preciso uma maior capacidade de visão, e de saber separar todo o acessório do efectivamente importante, algo nem sempre fácil nos dias de hoje. Quando alguém, em pleno século 21, tenta criticar outrem com um manual de geografia do século 19, que mais há a dizer?
E é preciso ainda que fique claro o seguinte: ao contrário do que quer fazer parecer, sobre a questão da renovação dos partidos polÃticos, eu não defendo elitistamente como alguns, que só os iluminados podem desempenhar certos cargos ou estar em certo locais, nem seria socialista se o fizesse. É preciso no entanto dizer que, tanto na sociedade actual, como em qualquer outra passada ou futura, a formação, a educação, são obviamente importantes e quem disser o contrário é tolo. É no entanto manifestamente evidente que experiência de vida e de trabalho, também são formação.
E é preciso dizer mais, dizer que quem tem de facto um diploma, quem tem formação, tem um comprometimento acrescido no empenho em fazer evoluir a sociedade, a humanidade, pois com mais informação, com mais conhecimento, com mais poderes, acresce a responsabilidade, o que infelizmente, seja na geração que de forma geral nos governa, ou na minha que com ela aprendeu, nem sempre, ou pouco, acontece.
E esse é sempre o meu maior desÃgnio, ajudar, incentivar a que mais pessoas se preocupem, mais pessoas critiquem construtivamente, mais pessoas sintam que podem e devem ter uma palavra a dizer sobre a condução do seu destino, e no de todos nós. É preciso que acreditemos que podemos mudar, e que nem todos são iguais. O nosso mundo já seria bem melhor se todos assim pensássemos.
publicado no jornal Cidade de Tomar de 28.01.05
Foi a 21 de Janeiro de 1905 que morreu Raphael Bordalo Pinheiro, pintor, escultor, caricaturista criador do célebre “Zé Povinhoâ€�. Foi um Homem bom, crÃtico, interveniente, preocupado com o seu mundo e a sociedade em que vivia, e que ilustrou como ninguém; o povo, o clero, a nobreza e os polÃticos de então. Algo muito parecido com a camuflada sociedade de classes que temos ainda.
E se alguns, ou se possÃvel a maioria, tentassem aprender com a história, veriam que os erros que cometem e as consequências que daà surgem não serão muito diferentes de há um século atrás. Mas também não admira, pois se nem sequer com a história mais recente de que muitos fazem parte, alguns parecem querer aprender.
Mas existirão afinal semelhanças entre a nossa sociedade e a sociedade de então, seremos ainda o mesmo “Zé Povinhoâ€�? Teremos evoluÃdo, seremos hoje melhores pessoas, viveremos hoje numa sociedade mais justa, mais activa, mais dinâmica? À parte as mudanças de forma, as mudanças na tecnologia, no acesso aos meios, e a facilidade de comunicação, penso que no que é mais importante, naquilo que marca um povo, a evolução das mentalidades individuais e colectiva, na forma de se ver e sentir a si mesmo e aos outros, na forma de estar perante a vida, naquilo que pensamos deixar de nós, acredito sinceramente que talvez estejamos piores.
Basta ver que o “Zéâ€� do Raphael era mais crÃtico, mais activo talvez, lutava por causas, lutava por uma evolução na sociedade, e a nossa de hoje, mesmo que mais instruÃda, mais perto do conhecimento, e supostamente mais livre, parece-me demasiado amorfa, demasiado afastada dos reais problemas, pouco preocupada com o seu futuro, ou o futuro além do umbigo de cada um. Os portugueses deixaram de acreditar, deixaram de se interessar, aceitam quase tudo como normal, e quando não gostam resignam-se, ou então revoltam-se pelas coisas mais supérfluas ou das formas mais inconsequentes.
O português só se irrita com árbitro, e com os outros nas filas de trânsito. É verdade que critica os polÃticos e as instituições, mas na maioria das vezes duma forma apenas frÃvola, dizendo que não se pode fazer nada, que é normal, ou o infeliz “são todos iguaisâ€�, uma espécie de “crÃtica por simpatiaâ€�, em que se digo mal deste, digo também daquele que deve ser idêntico.
O português é pessimista, acha sempre que tudo vai correr mal, e mesmo assim acredita no “desenrascanço� como melhor forma de preparar o que quer que seja. Não acreditamos em nós mesmos, nas nossas capacidades, e há tantas coisas de que nos podemos orgulhar!
Mas não, o português é alguém deslumbrado com tudo o que é novo, e em especial com tudo o que vem de fora. Não é de hoje, já era assim há 500 anos atrás. Por vezes isso é bom, mas nem sempre, veja-se a euforia que aconteceu com os telemóveis, somos o paÃs que mais cresceu em menos tempo, na aquisição desse agora “bem essencialâ€�, e somos hoje dos paÃses que percentualmente mais os possui. Não se diria que somos um paÃs em crise.
Passamos a vida a olhar ao espelho, procurando neste alguém que não existe e encontrando sempre quem lá não gostarÃamos de ver. E depois, raros são os que conseguem olhar além desse reflexo.
O português preocupa-se demasiado com a imagem, com tudo aquilo que contribui para o estatuto. Já falei dos telemóveis, mas também a roupa de marca, o carro, podemos muitas vezes não ter dinheiro, mas para essas coisas tem de chegar. E depois, vãs e ilusórias sensações de poder que se tem, e pelo qual se luta aqui e ali, quando verdadeiro é o poder de fazer algo, de deixar uma marca, de marcar uma mudança
E é preciso saber olhar para nós mesmos, como aqui em Tomar, somos talvez tudo isto um pouco mais que os outros, somos como diz uma amiga, alguém que não gosta de ser povo, somos falsos burgueses ostentando o que não temos, falsamente protegidos por tÃtulos que talvez nunca tenhamos tido realmente. E acreditem, no resto do distrito pelos menos, é assim mesmo que os outros nos vêem: os falsos burgueses de Tomar.
Como nota, aproveito para referir brevemente o artigo do sr. Alfredo José, neste mesmo jornal na passada semana, em que tenta tecer crÃticas à minha entrevista de 14 de Janeiro.
Não me merece grandes comentários, até porque, e sem arrogâncias, a leitura desse artigo, confirma a maioria daquilo que digo, é mesmo preciso alterar mentalidades, é mesmo preciso uma maior capacidade de visão, e de saber separar todo o acessório do efectivamente importante, algo nem sempre fácil nos dias de hoje. Quando alguém, em pleno século 21, tenta criticar outrem com um manual de geografia do século 19, que mais há a dizer?
E é preciso ainda que fique claro o seguinte: ao contrário do que quer fazer parecer, sobre a questão da renovação dos partidos polÃticos, eu não defendo elitistamente como alguns, que só os iluminados podem desempenhar certos cargos ou estar em certo locais, nem seria socialista se o fizesse. É preciso no entanto dizer que, tanto na sociedade actual, como em qualquer outra passada ou futura, a formação, a educação, são obviamente importantes e quem disser o contrário é tolo. É no entanto manifestamente evidente que experiência de vida e de trabalho, também são formação.
E é preciso dizer mais, dizer que quem tem de facto um diploma, quem tem formação, tem um comprometimento acrescido no empenho em fazer evoluir a sociedade, a humanidade, pois com mais informação, com mais conhecimento, com mais poderes, acresce a responsabilidade, o que infelizmente, seja na geração que de forma geral nos governa, ou na minha que com ela aprendeu, nem sempre, ou pouco, acontece.
E esse é sempre o meu maior desÃgnio, ajudar, incentivar a que mais pessoas se preocupem, mais pessoas critiquem construtivamente, mais pessoas sintam que podem e devem ter uma palavra a dizer sobre a condução do seu destino, e no de todos nós. É preciso que acreditemos que podemos mudar, e que nem todos são iguais. O nosso mundo já seria bem melhor se todos assim pensássemos.
quinta-feira, janeiro 20, 2005
terça-feira, janeiro 18, 2005
Londres - epÃlogo
Ora cá estou de volta ao paÃs real, que isto de "inglesisses" é muito bom, mas onde eu gosto de estar é mesmo aqui, neste cantinho onde se fala português, e onde julgamos por vezes que somos muito importantes, e na maior parte do tempo, achamos que não valemos nada.
Mas devo confessar que realmente gostei, como achava que ia gostar, muito de Londres. Sente-se por lá aquele cheirinho de verdadeiro primeiro mundo, e ao mesmo tempo, de todo o mundo. Londres é de facto o melting pot. Na mesma carruagem de metro, podemos ouvir falar as mais diversas lÃnguas, ver pessoas de todos os continentes, e não fosse o ambiente envolvente, ficarÃamos sem perceber onde realmente estávamos.
O mesmo se verifica nas escolas, numa mesma turma pode-se encontrar dez, quinze nacionalidades diferentes de alunos. Em muitas das turmas onde estive, haviam dois ou três ingleses, e os outros provinham das mais diferentes nacionalidades do mundo.
De facto, estive em Londres a visitar escolas inglesas e a participar nalguns debates, sob o pretexto do uso das TIC que estes por lá fazem no ensino, e não é preciso conjecturar muito para perceber que ao nÃvel tecnológico e do investimento no ensino que as autoridades inglesas executam neste, não há comparação possÃvel com Portugal. E não, não é uma apenas uma questão de poder económico, é um problema de Visão, Estratégia, Planeamento, e acima de tudo, Prioridades.
Tentarei fazer alguns relatos sobre Londres e sobre o ensino em Inglaterra, mas para já, está sobre isso e sobre a BETT- Feira de Tecnologia Educativa que também visitei, um bom artigo no educare que aconselho a ler.
Mas devo confessar que realmente gostei, como achava que ia gostar, muito de Londres. Sente-se por lá aquele cheirinho de verdadeiro primeiro mundo, e ao mesmo tempo, de todo o mundo. Londres é de facto o melting pot. Na mesma carruagem de metro, podemos ouvir falar as mais diversas lÃnguas, ver pessoas de todos os continentes, e não fosse o ambiente envolvente, ficarÃamos sem perceber onde realmente estávamos.
O mesmo se verifica nas escolas, numa mesma turma pode-se encontrar dez, quinze nacionalidades diferentes de alunos. Em muitas das turmas onde estive, haviam dois ou três ingleses, e os outros provinham das mais diferentes nacionalidades do mundo.
De facto, estive em Londres a visitar escolas inglesas e a participar nalguns debates, sob o pretexto do uso das TIC que estes por lá fazem no ensino, e não é preciso conjecturar muito para perceber que ao nÃvel tecnológico e do investimento no ensino que as autoridades inglesas executam neste, não há comparação possÃvel com Portugal. E não, não é uma apenas uma questão de poder económico, é um problema de Visão, Estratégia, Planeamento, e acima de tudo, Prioridades.
Tentarei fazer alguns relatos sobre Londres e sobre o ensino em Inglaterra, mas para já, está sobre isso e sobre a BETT- Feira de Tecnologia Educativa que também visitei, um bom artigo no educare que aconselho a ler.
sexta-feira, janeiro 14, 2005
Ainda por Londres...
Isto de andar a conhecer o mundo civilizado e' perigoso... da' vontade de nao voltar.
Pois e', ca' ando ainda por Londres e como fui obrigado a estar todo o dia a trabalhar num computador, pude agora vir ate' aqui para ver como isto anda.
Podia dizer umas coisas sobre o que se anda a passar por Tomar e o meu (salvo seja) sempre em ebulicao Partido, mas nao me apetece agora, prefiro tentar estar mais uns dias sem pensar nas formas mesquinhas que alguns humanos fazem da vida.
A verdade e' que mesmo estando longe, sem telemovel durante o dia, sem ninguem conhecido e sem noticias do meu canto, nao consigo desligar-me de algumas coisas infelizes que nessa terra do nabao vao acontecendo.
Mas enfim, mesmo sem acentos nas teclas dos computadores, e porque o tempo tambem nao da' para mais, ca' ficarei mais uns dias a tentar viver um ditado que aprendi por aqui: A vida quando e' boa, e' sempre curta e cara!
Pois e', ca' ando ainda por Londres e como fui obrigado a estar todo o dia a trabalhar num computador, pude agora vir ate' aqui para ver como isto anda.
Podia dizer umas coisas sobre o que se anda a passar por Tomar e o meu (salvo seja) sempre em ebulicao Partido, mas nao me apetece agora, prefiro tentar estar mais uns dias sem pensar nas formas mesquinhas que alguns humanos fazem da vida.
A verdade e' que mesmo estando longe, sem telemovel durante o dia, sem ninguem conhecido e sem noticias do meu canto, nao consigo desligar-me de algumas coisas infelizes que nessa terra do nabao vao acontecendo.
Mas enfim, mesmo sem acentos nas teclas dos computadores, e porque o tempo tambem nao da' para mais, ca' ficarei mais uns dias a tentar viver um ditado que aprendi por aqui: A vida quando e' boa, e' sempre curta e cara!
sexta-feira, janeiro 07, 2005
Desejos
escrevi assim, esta semana no Cidade de Tomar
Neste novo ano, como em todos os outros, todos desejamos mutuamente os melhores acontecimentos, as maiores bem aventuranças, as mais difÃceis realizações. De forma mecânica, sem verdadeiro sentimento, vamos por aà ditando palavras decoradas a todos os que vemos pela rua. Eu gostava que não fosse assim.
Era bom que pudéssemos desejar aos outros tudo a mais que para nós mesmos. Era bom que pudéssemos sentar com os outros, conversar, reflectir, e desejar coisas em comum.
Como um paÃs melhor, de gente mais honesta, mais desinteressada de coisas materiais. De polÃticos que falem verdade, de cidadãos que se preocupam em ouvir o que estes têm para dizer. Um paÃs evoluÃdo naquilo que mais faz a diferença: a mentalidade, o altruÃsmo, a inteligência, a perspicácia, a confiança em nós próprios, nos outros, e no todo de nós enquanto paÃs com Esperança no futuro. Tudo o que nos falta.
Parece que os portugueses gostam de ser pessimistas, gostam da perspectiva miserabilista que deve estar impressa no fado dos nossos genes. Os portugueses clamam pela Verdade, mas gostam de ser enganados. Está mais que provado que as pessoas preferem que lhes mintam, tenho tido disso vários exemplos, um dos últimos, quando o futuro Primeiro-ministro José Sócrates, afirmou categoricamente que continua determinado em resolver o problema dos resÃduos tóxicos e continua a apostar na co-incineração como método para essa resolução, muitas foram as vozes que se levantaram, muitas de socialistas até, para dizer: “mas porque é que ele está a falar nistoâ€�, “não devia dizer nada, falava disso depoisâ€�.
Não consigo entender a natureza humana, a um polÃtico convicto, com coragem e que fala verdade, que afirma o que realmente pretende fazer, as pessoas preferem o “teatroâ€�, a mentira, a ilusão, as palavras ocas. Foi assim com Durão Barroso, que tudo fez ao contrário do que prometeu. Foi assim com Santana, que nem sabe o que prometeu.
Foi assim com António Paiva, lembram-se das promessas que fez em campanha? Lembram-se do que assegurou? Grandes e ilusórios projectos de parques temáticos com apresentações mediáticas; lançamentos de livros com figuras nacionais a ajudar ao caldo em que o Senhor Que Tudo Sabe e Manda, mostrava que também sabia de PDM’s e prometia que seria das suas prioridades, e afinal, ao fim de dois mandatos ainda não fez nada disso. Algumas coisas fez de facto, mas só pela metade, por exemplo, a linda fonte cibernética está feita, mas os autocarros com excursões para a ver é que têm faltado.
Desenvolvimento, Progresso, Emprego, Qualidade de Vida, Crescimento, onde andam? Talvez em Torres Novas, talvez em Abrantes, mas não em Tomar.
Mas bem, alegrem-se, somos capital da Comunidade Urbana, essa obra de ficção criada pelo senhor Miguel Relvas – não se sentem já melhor?
Talvez 2005 venha finalmente a ser um ano de mudança. Sê-lo-á para o paÃs, poderá sê-lo também para os tomarenses, reside em si, em cada um de nós, essa possibilidade de mudar, basta para tal que todos os que afirmam essa vontade, não terem como muitas vezes acontece nos momentos decisivos, medo dela. Veremos lá mais para Outubro.
Acima de tudo, o que gostava de ver mudar em 2005 eram atitudes, as formas de estar na vida perante si mesmo e os outros, uma real mudança de mentalidades que bem sei, não acontece da noite para o dia. Gostava que as pessoas se sentissem no direito e na obrigação de criticar, de intervir, de exigir e de cumprir mais. Porque ser-se cidadão representa um conjunto de direitos e de obrigações. Não como aqueles que se sentam num qualquer café a falar mal de tudo e todos, isso é fácil. Não como os que falam mal dos que fogem aos impostos, mas na realidade gostavam de fazer como eles, não. Mas criticar coerentemente, apontado ideias, soluções, aceitar a chamada quando a responsabilidade lhe é apontada, aproveitar as oportunidades de fazer a diferença, isso, bem, isso é mais difÃcil.
Gostava que as pessoas olhassem para a polÃtica como algo necessário e profÃcuo, e para os polÃticos como pessoas que se dedicam a causas e coisas do interesse de todos, muito em especial dos que hão de vir. Gostava que todos os polÃticos fossem assim, porque só esses são mesmo polÃticos, e gostava que todos os polÃticos contribuÃssem para que a imagem construÃda de si pelos cidadãos fosse mesmo essa.
Gostava que as pessoas percebessem as coisas que realmente na vida interessam, aquilo que realmente nos pode fazer sentir “ricos�. Que não sentissem isso, que não falassem do real valor da vida, apenas quando alguma tragédia nos sai pelo ecrã da televisão para ser esquecida alguns dias depois. É triste que o ser humano só sinta verdadeiramente a tragédia quando a sente na pele, e ainda assim, às vezes.
Gostava de não sentir por vezes a necessidade de fazer estes desabafos, porque em verdade, ninguém se interessa por eles, e porque seria tão bom, se eles não correspondessem à verdade.
Chega por hoje, mas tenho ainda de dizer isto: nas últimas semanas o meu nome tem circulado por aà na praça pública, por motivos que não vou repetir, e muito menos confirmar, ainda que quando estas linhas estiverem à disposição da vossa leitura, se saiba já se correspondem à verdade ou não. Não é bem sobre isso que quero dizer algo, mas sim sobre os efeitos secundários, as ondas de choque imanadas depois disso. Tenho muita pena que algumas pessoas se sintam incomodadas, ultrapassadas, ou diminuÃdas; tenho pena que muitas pessoas não sejam coerentes consigo mesmas, que não pratiquem o que apregoam, ou que não consigam ver além de si mesmos ou dos seus interesses. Não é minha culpa, mas por vezes até aceito como natural e compreensÃvel as limitações endógenas de alguns seres maledicentes que por aà circulam deixando atrás de si a gosma da sua mediocridade, não são esses que me interessam. Importa agradecer isso sim, aos outros, aos que espontânea e desinteressadamente (o que tenho eu para oferecer a alguém?!), com verdade a brilhar-lhes nos olhos, me mostraram o seu apoio, a sua confiança, o seu optimismo; a esses, obrigado, porque mesmo na maior das lixeiras, há flores que conseguem nascer, mostrar-se belas, e inebriar-nos com o seu perfume.
Assim são as pessoas, todos parte da mesma lixeira, mas uns atrofiados e absorvidos nela, outros, conseguem crescer, fazer-se grandes, melhores, e algures entre a Força e a Beleza, mostrar-se únicos.
Neste novo ano, como em todos os outros, todos desejamos mutuamente os melhores acontecimentos, as maiores bem aventuranças, as mais difÃceis realizações. De forma mecânica, sem verdadeiro sentimento, vamos por aà ditando palavras decoradas a todos os que vemos pela rua. Eu gostava que não fosse assim.
Era bom que pudéssemos desejar aos outros tudo a mais que para nós mesmos. Era bom que pudéssemos sentar com os outros, conversar, reflectir, e desejar coisas em comum.
Como um paÃs melhor, de gente mais honesta, mais desinteressada de coisas materiais. De polÃticos que falem verdade, de cidadãos que se preocupam em ouvir o que estes têm para dizer. Um paÃs evoluÃdo naquilo que mais faz a diferença: a mentalidade, o altruÃsmo, a inteligência, a perspicácia, a confiança em nós próprios, nos outros, e no todo de nós enquanto paÃs com Esperança no futuro. Tudo o que nos falta.
Parece que os portugueses gostam de ser pessimistas, gostam da perspectiva miserabilista que deve estar impressa no fado dos nossos genes. Os portugueses clamam pela Verdade, mas gostam de ser enganados. Está mais que provado que as pessoas preferem que lhes mintam, tenho tido disso vários exemplos, um dos últimos, quando o futuro Primeiro-ministro José Sócrates, afirmou categoricamente que continua determinado em resolver o problema dos resÃduos tóxicos e continua a apostar na co-incineração como método para essa resolução, muitas foram as vozes que se levantaram, muitas de socialistas até, para dizer: “mas porque é que ele está a falar nistoâ€�, “não devia dizer nada, falava disso depoisâ€�.
Não consigo entender a natureza humana, a um polÃtico convicto, com coragem e que fala verdade, que afirma o que realmente pretende fazer, as pessoas preferem o “teatroâ€�, a mentira, a ilusão, as palavras ocas. Foi assim com Durão Barroso, que tudo fez ao contrário do que prometeu. Foi assim com Santana, que nem sabe o que prometeu.
Foi assim com António Paiva, lembram-se das promessas que fez em campanha? Lembram-se do que assegurou? Grandes e ilusórios projectos de parques temáticos com apresentações mediáticas; lançamentos de livros com figuras nacionais a ajudar ao caldo em que o Senhor Que Tudo Sabe e Manda, mostrava que também sabia de PDM’s e prometia que seria das suas prioridades, e afinal, ao fim de dois mandatos ainda não fez nada disso. Algumas coisas fez de facto, mas só pela metade, por exemplo, a linda fonte cibernética está feita, mas os autocarros com excursões para a ver é que têm faltado.
Desenvolvimento, Progresso, Emprego, Qualidade de Vida, Crescimento, onde andam? Talvez em Torres Novas, talvez em Abrantes, mas não em Tomar.
Mas bem, alegrem-se, somos capital da Comunidade Urbana, essa obra de ficção criada pelo senhor Miguel Relvas – não se sentem já melhor?
Talvez 2005 venha finalmente a ser um ano de mudança. Sê-lo-á para o paÃs, poderá sê-lo também para os tomarenses, reside em si, em cada um de nós, essa possibilidade de mudar, basta para tal que todos os que afirmam essa vontade, não terem como muitas vezes acontece nos momentos decisivos, medo dela. Veremos lá mais para Outubro.
Acima de tudo, o que gostava de ver mudar em 2005 eram atitudes, as formas de estar na vida perante si mesmo e os outros, uma real mudança de mentalidades que bem sei, não acontece da noite para o dia. Gostava que as pessoas se sentissem no direito e na obrigação de criticar, de intervir, de exigir e de cumprir mais. Porque ser-se cidadão representa um conjunto de direitos e de obrigações. Não como aqueles que se sentam num qualquer café a falar mal de tudo e todos, isso é fácil. Não como os que falam mal dos que fogem aos impostos, mas na realidade gostavam de fazer como eles, não. Mas criticar coerentemente, apontado ideias, soluções, aceitar a chamada quando a responsabilidade lhe é apontada, aproveitar as oportunidades de fazer a diferença, isso, bem, isso é mais difÃcil.
Gostava que as pessoas olhassem para a polÃtica como algo necessário e profÃcuo, e para os polÃticos como pessoas que se dedicam a causas e coisas do interesse de todos, muito em especial dos que hão de vir. Gostava que todos os polÃticos fossem assim, porque só esses são mesmo polÃticos, e gostava que todos os polÃticos contribuÃssem para que a imagem construÃda de si pelos cidadãos fosse mesmo essa.
Gostava que as pessoas percebessem as coisas que realmente na vida interessam, aquilo que realmente nos pode fazer sentir “ricos�. Que não sentissem isso, que não falassem do real valor da vida, apenas quando alguma tragédia nos sai pelo ecrã da televisão para ser esquecida alguns dias depois. É triste que o ser humano só sinta verdadeiramente a tragédia quando a sente na pele, e ainda assim, às vezes.
Gostava de não sentir por vezes a necessidade de fazer estes desabafos, porque em verdade, ninguém se interessa por eles, e porque seria tão bom, se eles não correspondessem à verdade.
Chega por hoje, mas tenho ainda de dizer isto: nas últimas semanas o meu nome tem circulado por aà na praça pública, por motivos que não vou repetir, e muito menos confirmar, ainda que quando estas linhas estiverem à disposição da vossa leitura, se saiba já se correspondem à verdade ou não. Não é bem sobre isso que quero dizer algo, mas sim sobre os efeitos secundários, as ondas de choque imanadas depois disso. Tenho muita pena que algumas pessoas se sintam incomodadas, ultrapassadas, ou diminuÃdas; tenho pena que muitas pessoas não sejam coerentes consigo mesmas, que não pratiquem o que apregoam, ou que não consigam ver além de si mesmos ou dos seus interesses. Não é minha culpa, mas por vezes até aceito como natural e compreensÃvel as limitações endógenas de alguns seres maledicentes que por aà circulam deixando atrás de si a gosma da sua mediocridade, não são esses que me interessam. Importa agradecer isso sim, aos outros, aos que espontânea e desinteressadamente (o que tenho eu para oferecer a alguém?!), com verdade a brilhar-lhes nos olhos, me mostraram o seu apoio, a sua confiança, o seu optimismo; a esses, obrigado, porque mesmo na maior das lixeiras, há flores que conseguem nascer, mostrar-se belas, e inebriar-nos com o seu perfume.
Assim são as pessoas, todos parte da mesma lixeira, mas uns atrofiados e absorvidos nela, outros, conseguem crescer, fazer-se grandes, melhores, e algures entre a Força e a Beleza, mostrar-se únicos.
quarta-feira, janeiro 05, 2005
Assim vai o mundo
Foi o Natal, o consumismo, as loucuras dietéticas mas saborosas;
são as tragédias que nos assaltam pelos meios de comunicação, imagens fortes que nos fazem sentir por alguns dias o que vale realmente a vida, e o verdadeiro tamanho da nossa pequenez;
foram as loucuras inerentes à passagem de ano, a principal das datas que inventámos como desculpa para fazermos festa;
É o recomeçar da "vida normal" já neste novo ano, e esperar, como sempre, que seja um ano de boas mudanças;
É o ter fases em que não apetece olhar sequer para o computador, agarrar no telemóvel, ou ligar a televisão;
assim vão os dias.
são as tragédias que nos assaltam pelos meios de comunicação, imagens fortes que nos fazem sentir por alguns dias o que vale realmente a vida, e o verdadeiro tamanho da nossa pequenez;
foram as loucuras inerentes à passagem de ano, a principal das datas que inventámos como desculpa para fazermos festa;
É o recomeçar da "vida normal" já neste novo ano, e esperar, como sempre, que seja um ano de boas mudanças;
É o ter fases em que não apetece olhar sequer para o computador, agarrar no telemóvel, ou ligar a televisão;
assim vão os dias.
O Voo da �guia
Mesmo não sendo grande seguidor de futebol, e muito menos seja fanático, tenho alguma simpatia pelo Benfica. Por isso não posso deixar de dar as boas vindas à chegada ao mundo virtual, da Casa do Benfica em Tomar através do seu blog.
Mostra que a recém eleita nova direcção chegou com fôlego e está atenta à evolução do mundo.
Se todas as associações fossem assim...
Mostra que a recém eleita nova direcção chegou com fôlego e está atenta à evolução do mundo.
Se todas as associações fossem assim...
A lÃngua portuguesa
mais uma das pérolas que me enviam...
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para ParanavaÃ, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.
Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente,pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para restigiar patrÃcios, pintando principais portos portugueses.
-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
-Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papá Procópio partira para ProvÃncia. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai.
Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior.
Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo,poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.
E ainda te achas um máximo quando consegues dizer: "O Rato Roeu a Rolha da garrafa de Rum do Rei da Rússia."?
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para ParanavaÃ, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.
Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente,pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para restigiar patrÃcios, pintando principais portos portugueses.
-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
-Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papá Procópio partira para ProvÃncia. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai.
Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior.
Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo,poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.
E ainda te achas um máximo quando consegues dizer: "O Rato Roeu a Rolha da garrafa de Rum do Rei da Rússia."?
sexta-feira, dezembro 24, 2004
Boas Festas
Eu e o Tobias desejamos a todos, um Feliz Natal e um 2005 cheio de coisas boas, se possível a dobrar...
... só para ser diferente.
e já agora, gostava de partilhar estes inspirados versos, que escrevi algures na primária.
um verdadeiro artista...
O Natal
O Natal é só um dia
e eu gostava que fossem mais
os meus pais dão-me prendas
e eu dou prendas aos meus pais
O Natal é bom porque não há escola
e fico em casa a descansar
como filhoses e rabanadas
e a família vem-me visitar
O Natal é bom à pois é
seja aqui ou na Guiné
só que lá faz sol e calor
e aqui o frio gela a chaminé
EspÃrito de negociante
Isto tem andado tão filosófico aqui algures, que convem deixar por aqui algo mais bem humorado, assim bem ao jeito do espÃrito natalÃcio... ou não.
Jacob para seu filho:
- Filho, eu quero que você se case com uma moça que eu escolhi.
O filho:
- Mas pai, eu quero escolher a minha mulher.
Jacob:
- Meu filho, ela é filha do Bill Gates.
O filho:
- Bem neste caso eu aceito.
Então Jacob vai encontrar o Bill Gates.
Jacob para o Bill Gates:
- Bill, eu tenho o marido para sua filha.
Bill Gates:
- Mas a minha filha é muito jovem para casar.
Jacob:
- Mas esse jovem é vice-presidente do Banco Mundial.
Bill Gates:
- Neste caso tudo bem.
Finalmente Jacob vai ao Presidente do Banco Mundial.
Jacob:
- Sr presidente eu tenho um jovem que é recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
Presidente:
- Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, inclusive mais do que o necessário.
Jacob:
- Mas Sr, este jovem é genro do Bill Gates.
Presidente:
- Neste caso ele está contratado.
Isto é que é fazer negócio!!!!!!!!!!
Jacob para seu filho:
- Filho, eu quero que você se case com uma moça que eu escolhi.
O filho:
- Mas pai, eu quero escolher a minha mulher.
Jacob:
- Meu filho, ela é filha do Bill Gates.
O filho:
- Bem neste caso eu aceito.
Então Jacob vai encontrar o Bill Gates.
Jacob para o Bill Gates:
- Bill, eu tenho o marido para sua filha.
Bill Gates:
- Mas a minha filha é muito jovem para casar.
Jacob:
- Mas esse jovem é vice-presidente do Banco Mundial.
Bill Gates:
- Neste caso tudo bem.
Finalmente Jacob vai ao Presidente do Banco Mundial.
Jacob:
- Sr presidente eu tenho um jovem que é recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
Presidente:
- Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, inclusive mais do que o necessário.
Jacob:
- Mas Sr, este jovem é genro do Bill Gates.
Presidente:
- Neste caso ele está contratado.
Isto é que é fazer negócio!!!!!!!!!!
quinta-feira, dezembro 16, 2004
Aparência. Conteúdo.
Há quem afirme conhecer-me e nada saiba de mim
Há quem me diga que sim e me aponte como um não
Há quem me fale e nada diga
Há quem de mim fale sem comigo falar
Há quem me critique e meu amigo seja e
Há quem me fale de mansinho e me odeie de morte
Há quem me deseje e eu não corresponda
Há quem eu queira e não me queira
Há quem saiba e quem o negue
Há quem desconheça e se faça de sábio
Há vezes que o mais sábio é o mais mudo
Há vezes tantas que o que fala o mais ignorante é
Há quem fale para que os outros o ouçam
Há quem fale para ter a certeza que sim
Há pessoas que falam diferente do que agem
Há pessoas que muito dizem e pouco praticam
Há pessoas que nada dizem e muito fazem
Há pessoas que existem mas não
Há pessoas que ficam
Há pessoas que se esquecem
Há pessoas que gostava de esquecer
Há pessoas que gostavam de ser esquecidas
Há pessoas que me intrigam, que me inquietam
Há pessoas que admiro, que respeito
Há pessoas que me alegram, que me iluminam
Há pessoas que me entristecem, que me enojam
Há vezes que não sei se há pessoas se são animais
Há vezes que percebo que o ser humano pode ser o pior e o melhor
Há vezes que aceito que mais vezes é pior que o contrário
Há vezes que me deslumbro com o contrário do pior
Há vezes que só queria ser uma árvore num deserto bem longe.
É tão difícil o "simples facto" (não é nada simples e não podemos afirmar que é facto!) de estar vivo que todos os dias me pergunto: Quem sou? O que faço aqui? Para onde vou?
Serei só eu, ou é mesmo o ser humano que é demasiado complicado?
Há quem me diga que sim e me aponte como um não
Há quem me fale e nada diga
Há quem de mim fale sem comigo falar
Há quem me critique e meu amigo seja e
Há quem me fale de mansinho e me odeie de morte
Há quem me deseje e eu não corresponda
Há quem eu queira e não me queira
Há quem saiba e quem o negue
Há quem desconheça e se faça de sábio
Há vezes que o mais sábio é o mais mudo
Há vezes tantas que o que fala o mais ignorante é
Há quem fale para que os outros o ouçam
Há quem fale para ter a certeza que sim
Há pessoas que falam diferente do que agem
Há pessoas que muito dizem e pouco praticam
Há pessoas que nada dizem e muito fazem
Há pessoas que existem mas não
Há pessoas que ficam
Há pessoas que se esquecem
Há pessoas que gostava de esquecer
Há pessoas que gostavam de ser esquecidas
Há pessoas que me intrigam, que me inquietam
Há pessoas que admiro, que respeito
Há pessoas que me alegram, que me iluminam
Há pessoas que me entristecem, que me enojam
Há vezes que não sei se há pessoas se são animais
Há vezes que percebo que o ser humano pode ser o pior e o melhor
Há vezes que aceito que mais vezes é pior que o contrário
Há vezes que me deslumbro com o contrário do pior
Há vezes que só queria ser uma árvore num deserto bem longe.
É tão difícil o "simples facto" (não é nada simples e não podemos afirmar que é facto!) de estar vivo que todos os dias me pergunto: Quem sou? O que faço aqui? Para onde vou?
Serei só eu, ou é mesmo o ser humano que é demasiado complicado?
quinta-feira, dezembro 09, 2004
O carácter dos tristes e esquecidos
Há uma frase de Winston Churchil que diz mais ou menos que "os adversários estão lá fora, mas os inimigos estão no meu partido". Cada vez mais concordo com ele.
Felizmente, e ainda que como o mesmo Churchil diz, "já a mentira deu uma volta ao mundo ainda a verdade se está a vestir", certo é que, normalmente, mais tarde ou mais cedo ela aparece.
E já que me deu para citações, tenho ainda que dizer esta: "É possível enganar alguma gente durante algum tempo, mas é impossível enganar toda a gente durante todo o tempo".
E em algumas pessoas, o mau carácter de tão forte e evidente, tem cheiro, gosto, tacto, e vê-se à distância.
Mas ainda bem que existem, porque são esses que em primeiro lugar me fazem esforçar para ser diferente deles, e depois, reconhecer e agradecer a existência de outros que não esses.
Gosto de me surpreender, acho que se na vida não houvesse surpresas, se tudo fosse sabido, conhecido, explicado, pouca graça teria viver. E as maiores caixinhas de surpresas são as pessoas.
Infelizmente, no equilíbrio de forças entre as boas e as más surpresas, há alguma tendência para as últimas ganharem em quantidade. Felizmente porém, por entre a podridão dominante, sempre vai germinando aqui e ali espécimenes de grande nobreza. Como uma pequena flor solitária num deserto, são a esses que damos valor e são esses que lembraremos, e ainda bem.
Tal como muitas negativas surpresas me vão acontecendo, outras há que de boas e inesperadas ainda me fazem comover. E espero comover-me ainda por muito tempo.
Até porque nestes mundanos jogos sociais que o ser humano faz, tantas vezes inúteis jogos de poder, baseados na intriga, na mentira, na inveja, no cinismo e na mesquinhez, na ambição desmedida, e tudo o que de fútil sucede nesta cada vez mais sociedade do acessório e da imagem, é preciso não esquecer as tão "simples" palavras da raposa ao ingénuo e por isso puro principezinho: "o essencial, é invisível para os olhos".
Felizmente, e ainda que como o mesmo Churchil diz, "já a mentira deu uma volta ao mundo ainda a verdade se está a vestir", certo é que, normalmente, mais tarde ou mais cedo ela aparece.
E já que me deu para citações, tenho ainda que dizer esta: "É possível enganar alguma gente durante algum tempo, mas é impossível enganar toda a gente durante todo o tempo".
E em algumas pessoas, o mau carácter de tão forte e evidente, tem cheiro, gosto, tacto, e vê-se à distância.
Mas ainda bem que existem, porque são esses que em primeiro lugar me fazem esforçar para ser diferente deles, e depois, reconhecer e agradecer a existência de outros que não esses.
Gosto de me surpreender, acho que se na vida não houvesse surpresas, se tudo fosse sabido, conhecido, explicado, pouca graça teria viver. E as maiores caixinhas de surpresas são as pessoas.
Infelizmente, no equilíbrio de forças entre as boas e as más surpresas, há alguma tendência para as últimas ganharem em quantidade. Felizmente porém, por entre a podridão dominante, sempre vai germinando aqui e ali espécimenes de grande nobreza. Como uma pequena flor solitária num deserto, são a esses que damos valor e são esses que lembraremos, e ainda bem.
Tal como muitas negativas surpresas me vão acontecendo, outras há que de boas e inesperadas ainda me fazem comover. E espero comover-me ainda por muito tempo.
Até porque nestes mundanos jogos sociais que o ser humano faz, tantas vezes inúteis jogos de poder, baseados na intriga, na mentira, na inveja, no cinismo e na mesquinhez, na ambição desmedida, e tudo o que de fútil sucede nesta cada vez mais sociedade do acessório e da imagem, é preciso não esquecer as tão "simples" palavras da raposa ao ingénuo e por isso puro principezinho: "o essencial, é invisível para os olhos".
Não sei quem escreveu...
... mas está... simpático.
"Isto o que aconteceu foi muito simples caros leitores!
O que aconteceu foi que eu estava em Belém na inauguração da maior árvore de Natal da Europa, sim repito da Europa, porque nós quando fazemos as coisas é em grande, e virei-me para um turista que lá estava e disse-lhe:
- Lá na tua terra não tens disto pois não? A maior da Europa, a MAIOR!
E o gajo vem com uma conversa do género: Não sei quê, no meu paÃs preferimos gastar dinheiro em outras coisas, por exemplo a evitar que rebentem condutas de água, que levam ao abatimento do solo, e dessa forma prejudiquem milhares de pessoas... mais não sei que mais e o camandro!
E eu, que ate sou um gajo que é pá, tenho uma facilidade na exposição de argumentos, não me fiquei e disse-lhe logo:
- A maior da Europa! Toma! Embrulha!
E o gajo começa a falar que não sei quê, lá no paÃs dele quando começa a chover as zonas ribeirinhas não ficam inundadas, e que talvez fosse melhor que, em vez da árvore, o dinheiro fosse canalizado para evitar essas situações. Eu comecei a enervar-me e disse-lhe logo:
- Mau, tu queres ver que nos temos que chatear! Eu estou aqui a expor argumentos que é pá sim senhor, e tu vens com essa conversa de não sei quê. Eu nem quero começar a falar na feijoada em cima da ponte, nem no desfile de "pais natais", porque senão nem sabias onde te meteres pá.
O gajo começa a falar de uma coisa qualquer, tipo túneis que são construÃdos e ficam a meio, e não sei que mais, e eu virei logo costas.
Porque quando eu vejo estes gajos que não conseguem aceitar a superioridade de um paÃs sobre o outro, e ainda falam, falam, falam, e não dizem nada de jeito, eu fico chateado, claro que fico chateado!!"
"Isto o que aconteceu foi muito simples caros leitores!
O que aconteceu foi que eu estava em Belém na inauguração da maior árvore de Natal da Europa, sim repito da Europa, porque nós quando fazemos as coisas é em grande, e virei-me para um turista que lá estava e disse-lhe:
- Lá na tua terra não tens disto pois não? A maior da Europa, a MAIOR!
E o gajo vem com uma conversa do género: Não sei quê, no meu paÃs preferimos gastar dinheiro em outras coisas, por exemplo a evitar que rebentem condutas de água, que levam ao abatimento do solo, e dessa forma prejudiquem milhares de pessoas... mais não sei que mais e o camandro!
E eu, que ate sou um gajo que é pá, tenho uma facilidade na exposição de argumentos, não me fiquei e disse-lhe logo:
- A maior da Europa! Toma! Embrulha!
E o gajo começa a falar que não sei quê, lá no paÃs dele quando começa a chover as zonas ribeirinhas não ficam inundadas, e que talvez fosse melhor que, em vez da árvore, o dinheiro fosse canalizado para evitar essas situações. Eu comecei a enervar-me e disse-lhe logo:
- Mau, tu queres ver que nos temos que chatear! Eu estou aqui a expor argumentos que é pá sim senhor, e tu vens com essa conversa de não sei quê. Eu nem quero começar a falar na feijoada em cima da ponte, nem no desfile de "pais natais", porque senão nem sabias onde te meteres pá.
O gajo começa a falar de uma coisa qualquer, tipo túneis que são construÃdos e ficam a meio, e não sei que mais, e eu virei logo costas.
Porque quando eu vejo estes gajos que não conseguem aceitar a superioridade de um paÃs sobre o outro, e ainda falam, falam, falam, e não dizem nada de jeito, eu fico chateado, claro que fico chateado!!"
segunda-feira, dezembro 06, 2004
terça-feira, novembro 30, 2004
Última hora
O Presidente Sampaio acabou de convocar os partidos e o Conselho de Estado.
Será desta?
Será desta?
segunda-feira, novembro 29, 2004
talvez poema
Há muito tempo que não deixo aqui uma das minhas divagações de disfarçada poesia, pois do baú deixo este tempo de espera, que escrevi algures já noutro século.
Num tempo de espera
Num tempo de espera, o silêncio de teus olhos.
Num tempo de espera, o teu sorriso fechado.
Num tempo de espera, tuas mãos mudas.
Num tempo de espera, teu corpo em nenhum lado.
É como as gotas desta chuva miudinha
humedecendo o chão, sopradas por nuvens cinzentas
a janela baça e o dedo que nela
garatuja teu adorado nome
num tempo de espera.
É a luz côncava do candeeiro
furando pelo escuro até ao retrato
onde teu rosto já de si iluminado
É agora em minhas mão beijado
num tempo de espera.
É a lágrima que corre pequena
mas cheia, talvez de saudade
o apertar meus lábios num suspiro, um lamento
engolindo em seco saliva amarga
num tempo de espera.
Num tempo de espera, como um simples inspirar
num tempo de espera, tantos e infinitos
tu insinuada em todas as voltas do ponteiro
para em tormentos mudos me ir lembrando
que amar é também um acto de espera.
Num tempo de espera
Num tempo de espera, o silêncio de teus olhos.
Num tempo de espera, o teu sorriso fechado.
Num tempo de espera, tuas mãos mudas.
Num tempo de espera, teu corpo em nenhum lado.
É como as gotas desta chuva miudinha
humedecendo o chão, sopradas por nuvens cinzentas
a janela baça e o dedo que nela
garatuja teu adorado nome
num tempo de espera.
É a luz côncava do candeeiro
furando pelo escuro até ao retrato
onde teu rosto já de si iluminado
É agora em minhas mão beijado
num tempo de espera.
É a lágrima que corre pequena
mas cheia, talvez de saudade
o apertar meus lábios num suspiro, um lamento
engolindo em seco saliva amarga
num tempo de espera.
Num tempo de espera, como um simples inspirar
num tempo de espera, tantos e infinitos
tu insinuada em todas as voltas do ponteiro
para em tormentos mudos me ir lembrando
que amar é também um acto de espera.
É impressão minha ou...
... eles fazem de tudo para se auto-destruir?
Isto a propósito das eleições no PCP. Parece-me, mas posso estar enganado, que estão a um passo do fim, ditado por eles mesmos e o seu centralismo democrático, que em linguagem corrente significa: O Chefe manda.
Enfim, pelo menos menos vão-se, mas fiéis aos seus princÃpios, como um comandante de um navio a afundar, agarrado ao leme e ao orgulho disso mesmo.
E também a propósito do (des)Governo de Portas e Santana, que também parece fazer tudo para implodir sobre si mesmo. Aliás esta citação de António Barreto, no Público, diz tudo:
"(Santana Lopes) parece um forcado, no meio da praça, de mãos nas ancas: "Demita-me, Senhor Presidente!"."
E eu até sou contra touradas, mas a esta assistia de bom grado!
Isto a propósito das eleições no PCP. Parece-me, mas posso estar enganado, que estão a um passo do fim, ditado por eles mesmos e o seu centralismo democrático, que em linguagem corrente significa: O Chefe manda.
Enfim, pelo menos menos vão-se, mas fiéis aos seus princÃpios, como um comandante de um navio a afundar, agarrado ao leme e ao orgulho disso mesmo.
E também a propósito do (des)Governo de Portas e Santana, que também parece fazer tudo para implodir sobre si mesmo. Aliás esta citação de António Barreto, no Público, diz tudo:
"(Santana Lopes) parece um forcado, no meio da praça, de mãos nas ancas: "Demita-me, Senhor Presidente!"."
E eu até sou contra touradas, mas a esta assistia de bom grado!
terça-feira, novembro 23, 2004
Carta a um Herdeiro de cargo Público - tristemente real
recebi esta, e não posso deixar de a publicar
Sua Excelência Primeiro-ministro de Portugal
Sua Excelência Ministra da Educação de Portugal
Como certamente é do Vosso conhecimento, à s 3H30 (três horas e trinta minutos) da madrugada do dia 21 (vinte e um) de Setembro deste ano de 2004 (dois mil e quatro), saiu uma lista de colocação de professores. Dessa lista constava o meu nome e a colocação que me foi atribuÃda, sendo eu colocado na escola de código 344862, código esse referente à escola EB 2,3 de Castro Marim.
Vossas Excelências decerto compreenderão a extrema alegria que para mim significou essa colocação, pelo que foi com grande pesar que tomei conhecimento que, à s 4H15 (quatro horas e quinze minutos) da mesma madrugada, a referida lista havia sido retirada e substituÃda por uma curta declaração que dava como inválido todo o processo que conduziu à sua publicação.
Dado que, ao contrário do que é continuamente afirmado pelos membros do Vosso Governo, a vida está verdadeiramente difÃcil, dado que não pertenço à s centenas de pessoas que foram por Vós nomeadas para cargos na função pública e dado o facto de não acreditar que venha a beneficiar de uma reforma milionária como o Vosso companheiro do PSD Mira Amaral (apesar de ter sete anos de serviço ao contrário dos dois anos que ele prestou na CGD), venho por este meio solicitar que me seja pago o salário correspondente aos 45 (quarenta e cinco) minutos em que estive colocado na escola EB 2,3 de Castro Marim pois esse dinheiro bem falta me faz.
Mais acrescento que, se houver algum problema com o programa informático responsável pelo processamento dos vencimentos, manifesto a minha disponibilidade para me deslocar ao Ministério das Finanças para que possa receber manualmente o que me é devido.
Muito Respeitosamente
Um Professor do 11º Grupo B
PS - Dado o facto de ter usado nesta missiva palavras ou expressões cujo significado vos possa ser estranho, elaborei um glossário que segue em anexo a esta carta. Desse glossário constam as palavras em Itálico.
Glossário
11º Grupo B - Grupo disciplinar constituÃdo pelos professores que leccionam Biologia e Geologia ao 3º ciclo do Ensino Básico e ao Ensino Secundário.
Biologia - Ciência que estuda os seres vivos, os seus processos e as suas caracterÃsticas.
Geologia - Ciência que estuda a matéria mineral, os seus processos e as suas caracterÃsticas.
Matéria Mineral - Matéria que não apresenta as caracterÃsticas dos seres vivos. A matéria mineral caracteriza-se, entre outras coisas, pela completa ausência de inteligência ou de sentimentos, mesmo nas suas formas mais primárias. Um pequeno esclarecimento, apesar de todas as evidências nesse sentido, nem o actual nem a antiga Ministra das Finanças se enquadram nesta definição.
Ensino Básico - Por muito estranho que Vos possa parecer, não está relacionado com o ensino das bases que neutralizam os ácidos. O ensino básico corresponde aos nove anos de escolaridade obrigatória em que são ministrados os saberes e desenvolvidas as competências consideradas como essenciais para o desenvolvimento pessoal, social e cognitivo dos alunos.
Ensino Secundário - Ensino de cariz mais técnico e especÃfico que tem como função preparar os jovens para o seguimento dos estudos a nÃvel universitário, ou para a sua inclusão numa via profissionalizante.
Professor - Pessoa que ensina algo a alguém. Profissão bastante considerada e respeitada nas sociedades desenvolvidas. Não confundir com a realidade Portuguesa em que o professor é um nómada sem direito a estabilidade profissional, reconhecimento social nem salário condizente com o seu estatuto.
Escola - Local onde é ministrado o saber e as competências essenciais ao correcto desenvolvimento pessoal, social e cognitivo dos alunos. Não confundir com a realidade Portuguesa em que as escolas são armazéns de miúdos onde professores e auxiliares de acção educativa têm que cuidar dos filhos dos papás, quando estes pensam que se educa uma criança enchendo-a de consolas, playstations, telemóveis de último modelo e roupas de marca.
Auxiliares de Acção Educativa - Profissionais que, nas escolas, auxiliam os professores na sua tarefa de formar pessoal, social e humanamente os alunos. Não confundir com a realidade Portuguesa em que os auxiliares de acção educativa são pessoas sem formação especÃfica que, com contratos precários, salários miseráveis e diminutas hipóteses de progressão na carreira, lavam escadas, limpam casas de banho e cortam a relva das escolas.
EB 2,3 - Escolas que ministram os segundo e terceiro ciclos do ensino básico.
Reforma - Aquilo que a esmagadora maioria dos portugueses recebe depois de 35 anos de serviço ou 60 anos de idade. Excepção feita à Vossa gloriosa casta.
PSD - Também referido por alguns como PPD/PSD. Agência de empregos especializada em colocar as pessoas certas nos lugares errados e nos momentos mais inoportunos, como aliás se pode notar no Vosso caso.
Programa Informático - Software criado por técnicos especializados que, normalmente, é testado antes de adquirido. Quando manuseado por pessoas devidamente formadas para o efeito é bastante prático e poupa muito trabalho.
Manualmente - Com recurso à mão.
PS - Post Scriptum. É uma expressão latina que significa " depois do que está escrito ". Não confundir com P.S. ( Partido Socialista )
Sua Excelência Primeiro-ministro de Portugal
Sua Excelência Ministra da Educação de Portugal
Como certamente é do Vosso conhecimento, à s 3H30 (três horas e trinta minutos) da madrugada do dia 21 (vinte e um) de Setembro deste ano de 2004 (dois mil e quatro), saiu uma lista de colocação de professores. Dessa lista constava o meu nome e a colocação que me foi atribuÃda, sendo eu colocado na escola de código 344862, código esse referente à escola EB 2,3 de Castro Marim.
Vossas Excelências decerto compreenderão a extrema alegria que para mim significou essa colocação, pelo que foi com grande pesar que tomei conhecimento que, à s 4H15 (quatro horas e quinze minutos) da mesma madrugada, a referida lista havia sido retirada e substituÃda por uma curta declaração que dava como inválido todo o processo que conduziu à sua publicação.
Dado que, ao contrário do que é continuamente afirmado pelos membros do Vosso Governo, a vida está verdadeiramente difÃcil, dado que não pertenço à s centenas de pessoas que foram por Vós nomeadas para cargos na função pública e dado o facto de não acreditar que venha a beneficiar de uma reforma milionária como o Vosso companheiro do PSD Mira Amaral (apesar de ter sete anos de serviço ao contrário dos dois anos que ele prestou na CGD), venho por este meio solicitar que me seja pago o salário correspondente aos 45 (quarenta e cinco) minutos em que estive colocado na escola EB 2,3 de Castro Marim pois esse dinheiro bem falta me faz.
Mais acrescento que, se houver algum problema com o programa informático responsável pelo processamento dos vencimentos, manifesto a minha disponibilidade para me deslocar ao Ministério das Finanças para que possa receber manualmente o que me é devido.
Muito Respeitosamente
Um Professor do 11º Grupo B
PS - Dado o facto de ter usado nesta missiva palavras ou expressões cujo significado vos possa ser estranho, elaborei um glossário que segue em anexo a esta carta. Desse glossário constam as palavras em Itálico.
Glossário
11º Grupo B - Grupo disciplinar constituÃdo pelos professores que leccionam Biologia e Geologia ao 3º ciclo do Ensino Básico e ao Ensino Secundário.
Biologia - Ciência que estuda os seres vivos, os seus processos e as suas caracterÃsticas.
Geologia - Ciência que estuda a matéria mineral, os seus processos e as suas caracterÃsticas.
Matéria Mineral - Matéria que não apresenta as caracterÃsticas dos seres vivos. A matéria mineral caracteriza-se, entre outras coisas, pela completa ausência de inteligência ou de sentimentos, mesmo nas suas formas mais primárias. Um pequeno esclarecimento, apesar de todas as evidências nesse sentido, nem o actual nem a antiga Ministra das Finanças se enquadram nesta definição.
Ensino Básico - Por muito estranho que Vos possa parecer, não está relacionado com o ensino das bases que neutralizam os ácidos. O ensino básico corresponde aos nove anos de escolaridade obrigatória em que são ministrados os saberes e desenvolvidas as competências consideradas como essenciais para o desenvolvimento pessoal, social e cognitivo dos alunos.
Ensino Secundário - Ensino de cariz mais técnico e especÃfico que tem como função preparar os jovens para o seguimento dos estudos a nÃvel universitário, ou para a sua inclusão numa via profissionalizante.
Professor - Pessoa que ensina algo a alguém. Profissão bastante considerada e respeitada nas sociedades desenvolvidas. Não confundir com a realidade Portuguesa em que o professor é um nómada sem direito a estabilidade profissional, reconhecimento social nem salário condizente com o seu estatuto.
Escola - Local onde é ministrado o saber e as competências essenciais ao correcto desenvolvimento pessoal, social e cognitivo dos alunos. Não confundir com a realidade Portuguesa em que as escolas são armazéns de miúdos onde professores e auxiliares de acção educativa têm que cuidar dos filhos dos papás, quando estes pensam que se educa uma criança enchendo-a de consolas, playstations, telemóveis de último modelo e roupas de marca.
Auxiliares de Acção Educativa - Profissionais que, nas escolas, auxiliam os professores na sua tarefa de formar pessoal, social e humanamente os alunos. Não confundir com a realidade Portuguesa em que os auxiliares de acção educativa são pessoas sem formação especÃfica que, com contratos precários, salários miseráveis e diminutas hipóteses de progressão na carreira, lavam escadas, limpam casas de banho e cortam a relva das escolas.
EB 2,3 - Escolas que ministram os segundo e terceiro ciclos do ensino básico.
Reforma - Aquilo que a esmagadora maioria dos portugueses recebe depois de 35 anos de serviço ou 60 anos de idade. Excepção feita à Vossa gloriosa casta.
PSD - Também referido por alguns como PPD/PSD. Agência de empregos especializada em colocar as pessoas certas nos lugares errados e nos momentos mais inoportunos, como aliás se pode notar no Vosso caso.
Programa Informático - Software criado por técnicos especializados que, normalmente, é testado antes de adquirido. Quando manuseado por pessoas devidamente formadas para o efeito é bastante prático e poupa muito trabalho.
Manualmente - Com recurso à mão.
PS - Post Scriptum. É uma expressão latina que significa " depois do que está escrito ". Não confundir com P.S. ( Partido Socialista )
sábado, novembro 20, 2004
O Natal...
... era quando o homem quisesse, e normalmente queria a 25 de Dezembro.
Actualmente é quando as superfÃcies comerciais quiserem, e parece-me que embora falte mais de um mês, já entrámos nessa bonita e luminosa época da união e solidariedade entre as pessoas e os povos. Cof! Cof!
Por isso amigos perus, escondam-se!
Actualmente é quando as superfÃcies comerciais quiserem, e parece-me que embora falte mais de um mês, já entrámos nessa bonita e luminosa época da união e solidariedade entre as pessoas e os povos. Cof! Cof!
Por isso amigos perus, escondam-se!
Ser homem
Depois do post sobre as mulheres, que teve direito a publicação no Templário e tudo, não podia deixar de "postar" esta interessante definição do que é ser homem:
O suplÃcio de fazer a barba todos os dias;
A tortura de ter de usar fato e gravata no Verão;
O desespero das cuecas apertadas;
Sentir a dor fÃsica de uma bolada nos tomates;
A loucura que é fingir indiferença diante de uma mulher sem soutien;
A loucura de resistir olhar para umas pernas com uma mini mini-saia;
Ir à praia e resistir olhar para aquele mulherão que está deitada ao lado;
Viver sob o permanente risco de ter de andar à porrada;
Vigiar o grelhador no churrasco ao fim de semana, enquanto todos se divertem;
Ter de aceitar que todas as amigas dela são excepcionais, e que todos os dele são uns sacanas;
Ter sempre de resolver os problemas do carro, da banheira entupida, do esquentador, do fogão, da televisão...;
Ter de reparar na roupa nova dela;
Ter de reparar que ela mudou de perfume;
Ter de reparar que ela mudou a tinta do cabelo de Imedia 713 para 731 loiro/bege;
Ter de reparar que ela cortou o cabelo, mesmo que seja só 1cm;
Ter de jamais reparar que ela está com um pouco de celulite;
Ter de jamais dizer que ela engordou, mesmo que seja a pura verdade;
Desviar os olhos do decote da secretária, que se faz distraÃda e deixa a blusa desabotoada até ao umbigo;
Ter a obrigação de ser um atleta sexual;
Ter a suspeita de que ela, com todos aqueles suspiros e gemidos, só está a tentar incentivar-nos; Ouvir um NÃO, virar para o lado conformado e dormir, apesar da vontade de partir o quarto todo, e se possÃvel o resto da casa;
Ter de ouvi-la dizer que está sem roupa;
Ter de almoçar aos domingos na casa dos sogros, discutir polÃtica com aquele velho fascista, tratar bem os sobrinhos e controlar-se para não olhar para o decote da irmã dela, não dar na cara do irmão dela, sacana do caraças que vem sempre pedir dinheiro emprestado.
Depois elas ainda acham que é fácil, só porque não temos que cumprir certas "regras" todos os meses!
O suplÃcio de fazer a barba todos os dias;
A tortura de ter de usar fato e gravata no Verão;
O desespero das cuecas apertadas;
Sentir a dor fÃsica de uma bolada nos tomates;
A loucura que é fingir indiferença diante de uma mulher sem soutien;
A loucura de resistir olhar para umas pernas com uma mini mini-saia;
Ir à praia e resistir olhar para aquele mulherão que está deitada ao lado;
Viver sob o permanente risco de ter de andar à porrada;
Vigiar o grelhador no churrasco ao fim de semana, enquanto todos se divertem;
Ter de aceitar que todas as amigas dela são excepcionais, e que todos os dele são uns sacanas;
Ter sempre de resolver os problemas do carro, da banheira entupida, do esquentador, do fogão, da televisão...;
Ter de reparar na roupa nova dela;
Ter de reparar que ela mudou de perfume;
Ter de reparar que ela mudou a tinta do cabelo de Imedia 713 para 731 loiro/bege;
Ter de reparar que ela cortou o cabelo, mesmo que seja só 1cm;
Ter de jamais reparar que ela está com um pouco de celulite;
Ter de jamais dizer que ela engordou, mesmo que seja a pura verdade;
Desviar os olhos do decote da secretária, que se faz distraÃda e deixa a blusa desabotoada até ao umbigo;
Ter a obrigação de ser um atleta sexual;
Ter a suspeita de que ela, com todos aqueles suspiros e gemidos, só está a tentar incentivar-nos; Ouvir um NÃO, virar para o lado conformado e dormir, apesar da vontade de partir o quarto todo, e se possÃvel o resto da casa;
Ter de ouvi-la dizer que está sem roupa;
Ter de almoçar aos domingos na casa dos sogros, discutir polÃtica com aquele velho fascista, tratar bem os sobrinhos e controlar-se para não olhar para o decote da irmã dela, não dar na cara do irmão dela, sacana do caraças que vem sempre pedir dinheiro emprestado.
Depois elas ainda acham que é fácil, só porque não temos que cumprir certas "regras" todos os meses!
segunda-feira, novembro 15, 2004
Sentido sentimento
Desde o meu último post até este passaram não apenas 4 dias mas, na minha vida pelo menos, mais um ano foi ultrapassado. É verdade que como me dizia um amigo, no dia do nosso aniversário é apenas um dia a mais que temos, mas aquela barreira psicológica, como tantas outras que inventámos foi ultrapassada, é mais um ciclo que se fecha. E pensamos: bem, foi mais um ano, ou, é menos um ano. E eu, que não era muito de saudosismos nem de lamechices baratas, começo realmente a preocupar-me por vezes, ao ter que aceitar que não é possível voltar atrás para refazer coisas, ou fazer as que não foram feitas. E começo a achar que há tanto que gostava de fazer, e cada vez terei menos tempo para tal.
E depois, mais grave que isso, é o tempo perdido com coisas que não valem a pena, que não fazem qualquer sentido. Por vezes são pessoas, pessoas que parecem que nasceram só para dificultar a vida dos outros, pessoas cujo propósito é destruir, manchar o trabalho, a determinação, a integridade desses outros. E não são assim tão poucos, em cada esquina parece que há alguém que só se sente feliz a pisar outrém, pessoas tristes que se alguma vez forem lembradas, será apenas pelo que de mal foram fazendo aos seus semelhantes. Sim, porque há vida depois da morte, mas não para todos. Sobrevivem à morte apenas aqueles que na memória de outros forem subsistindo. Há pessoas assim, que pelos seus valores, pelas suas causas, pelas suas determinações, pelas suas lutas, pelos seus projectos; que por sua bondade, sua entrega, sua amizade, sua inteligência, sua visão, e outros atributos tantos haveria ainda para catalogar, ficam na nossa memória colectiva, na história duma comunidade, dum país, duma civilização. Chamamo-lhes modelos, chamamo-lhes heróis, chamamo-lhes génios, beneméritos... às vezes não lhes chamamos nada, mas em pequenas coisas, pequenos hábitos, pequenos gestos da nossa vida podemos sentir a sua presença.
Eu gostava de ser um desses. E tenho para mim que a humanidade poderá evoluir tanto mais, quanto pessoas mais assim mesmo pensarem, assim sentirem. O querer fazer algo pelos outros, pela sua comunidade, pelo mundo.
Mas infelizmente não são muitos os que assim se encontram, também é verdade que não é fácil, somos educados, treinados, amestrados, para valorizar coisas que não significam nada mas que para muitos parecem ser razões de vida: o dinheiro, o estatuto social, a aparência, o poder.
Muitos correm atrás destas coisas e não olham a meios para as alcançar: mentem, fingem, maltratam, e tantos mais predicados quantos os necessários, não interessa quem derrubam, não interessa o que destroem, todo o mundo gira em torno do seu umbigo, do seu cego egocentrismo. Por vezes tão cego, que nem se apercebem realmente que assim são. Não se apercebem que onde passam deixam uma gosma, um rasto de mediocridade, de maldade.
E depois ainda, quando muitas vezes alcançam esses intuitos, não sabem realmente o que fazer com eles, pois se de mediocridade foi o percurso feito, pouca substância há para lhe dar significado.
Ficam ricos de dinheiro mas pobres de amigos, e esse dinheiro não lhes compra a felicidade, estamos fartos de saber; atingem estatuto social mas são apontados como desprezíveis, aparentam ser algo que não são e são chamados de vaidosos, atingem o poder e não sabem o que fazer com ele, um poder vazio, sem sentido, ao qual se agarram como fosse a coisa última que os prendesse à vida, quando o único e verdadeiro poder é o de genuinamente ser chamado de amigo, é o de ser amado, é o de ser respeitado, é o de ser lembrado.
Nisto, esses seres não acreditam ou desconhecem a existência. E eu gosto de pensar positivamente, e assim olhar as pessoas e os acontecimentos, e acredito, que lentamente é certo, mas que no resultado final a humanidade tem evoluído para melhor. Mas também sinto, quando olho à minha volta, quando ouço muito do que me dizem, quando vejo muito do que fazem, quando racionalizo e vejo o estado das coisas e o que vai acontecendo no mundo, ou na porta ao lado da nossa, que a humanidade vai mal, que o Homem é porventura o mais desprezível dos seres, por ser capaz das mais incríveis façanhas, e tantas vezes das mais horripilantes atrocidades.
Conceitos como Ética, Moral, Honra, Verdade, Integridade, Humanismo, são cada vez mais desconhecidos, ignorados, ou mesmo repudiados por cada um de nós. Como é que a Humanidade pode desejar a Liberdade, a Democracia, a Igualdade, a Fraternidade, se cada um de nós, se cada ser humano, não tiver bem presente em si os valores anteriores, e os praticar?
Não pretendo ser mais que aquilo que sou, e não sei porque me apeteceu escrever tudo isto. Às vezes acontece-me quando me sento em frente ao computador, ou tenho na mão um papel e uma caneta. Bem sei que o alcance destas palavras é diminuto, e poucos se darão sequer ao trabalho de as ler, mas na verdade, mesmo que todos, mas todos, nós escrevesse-mos algo assim só para nós mesmos, talvez o mundo já fosse um lugar melhor.
E depois, mais grave que isso, é o tempo perdido com coisas que não valem a pena, que não fazem qualquer sentido. Por vezes são pessoas, pessoas que parecem que nasceram só para dificultar a vida dos outros, pessoas cujo propósito é destruir, manchar o trabalho, a determinação, a integridade desses outros. E não são assim tão poucos, em cada esquina parece que há alguém que só se sente feliz a pisar outrém, pessoas tristes que se alguma vez forem lembradas, será apenas pelo que de mal foram fazendo aos seus semelhantes. Sim, porque há vida depois da morte, mas não para todos. Sobrevivem à morte apenas aqueles que na memória de outros forem subsistindo. Há pessoas assim, que pelos seus valores, pelas suas causas, pelas suas determinações, pelas suas lutas, pelos seus projectos; que por sua bondade, sua entrega, sua amizade, sua inteligência, sua visão, e outros atributos tantos haveria ainda para catalogar, ficam na nossa memória colectiva, na história duma comunidade, dum país, duma civilização. Chamamo-lhes modelos, chamamo-lhes heróis, chamamo-lhes génios, beneméritos... às vezes não lhes chamamos nada, mas em pequenas coisas, pequenos hábitos, pequenos gestos da nossa vida podemos sentir a sua presença.
Eu gostava de ser um desses. E tenho para mim que a humanidade poderá evoluir tanto mais, quanto pessoas mais assim mesmo pensarem, assim sentirem. O querer fazer algo pelos outros, pela sua comunidade, pelo mundo.
Mas infelizmente não são muitos os que assim se encontram, também é verdade que não é fácil, somos educados, treinados, amestrados, para valorizar coisas que não significam nada mas que para muitos parecem ser razões de vida: o dinheiro, o estatuto social, a aparência, o poder.
Muitos correm atrás destas coisas e não olham a meios para as alcançar: mentem, fingem, maltratam, e tantos mais predicados quantos os necessários, não interessa quem derrubam, não interessa o que destroem, todo o mundo gira em torno do seu umbigo, do seu cego egocentrismo. Por vezes tão cego, que nem se apercebem realmente que assim são. Não se apercebem que onde passam deixam uma gosma, um rasto de mediocridade, de maldade.
E depois ainda, quando muitas vezes alcançam esses intuitos, não sabem realmente o que fazer com eles, pois se de mediocridade foi o percurso feito, pouca substância há para lhe dar significado.
Ficam ricos de dinheiro mas pobres de amigos, e esse dinheiro não lhes compra a felicidade, estamos fartos de saber; atingem estatuto social mas são apontados como desprezíveis, aparentam ser algo que não são e são chamados de vaidosos, atingem o poder e não sabem o que fazer com ele, um poder vazio, sem sentido, ao qual se agarram como fosse a coisa última que os prendesse à vida, quando o único e verdadeiro poder é o de genuinamente ser chamado de amigo, é o de ser amado, é o de ser respeitado, é o de ser lembrado.
Nisto, esses seres não acreditam ou desconhecem a existência. E eu gosto de pensar positivamente, e assim olhar as pessoas e os acontecimentos, e acredito, que lentamente é certo, mas que no resultado final a humanidade tem evoluído para melhor. Mas também sinto, quando olho à minha volta, quando ouço muito do que me dizem, quando vejo muito do que fazem, quando racionalizo e vejo o estado das coisas e o que vai acontecendo no mundo, ou na porta ao lado da nossa, que a humanidade vai mal, que o Homem é porventura o mais desprezível dos seres, por ser capaz das mais incríveis façanhas, e tantas vezes das mais horripilantes atrocidades.
Conceitos como Ética, Moral, Honra, Verdade, Integridade, Humanismo, são cada vez mais desconhecidos, ignorados, ou mesmo repudiados por cada um de nós. Como é que a Humanidade pode desejar a Liberdade, a Democracia, a Igualdade, a Fraternidade, se cada um de nós, se cada ser humano, não tiver bem presente em si os valores anteriores, e os praticar?
Não pretendo ser mais que aquilo que sou, e não sei porque me apeteceu escrever tudo isto. Às vezes acontece-me quando me sento em frente ao computador, ou tenho na mão um papel e uma caneta. Bem sei que o alcance destas palavras é diminuto, e poucos se darão sequer ao trabalho de as ler, mas na verdade, mesmo que todos, mas todos, nós escrevesse-mos algo assim só para nós mesmos, talvez o mundo já fosse um lugar melhor.
quinta-feira, novembro 11, 2004
Feira do Cavalo na Golegã
Nunca havia visitado esta feira... pois esta semana fi-lo duas vezes. Não, não pensem que gostei assim tanto.
Visitei a feira porque, por coincidência por duas vezes tive que me deslocar à Golegã, e diga-se que até gostei pouco. Faz-me um pouco confusão a junção no mesmo espaço de muita gente apertada e cavalos a galope montados por pessoas de gabarito duvidoso. Além de que acho que deviam mudar o nome da feira para feira do pavão, quem por lá passar perceberá imediatamente porquê. Entramos num mundo à parte, onde a indumentária, a linguagem, a forma de andar, olhar e principalmente ser visto, são completamente distintas do mundo real, aquele onde há pessoas que trabalham, é um mundo ao jeito de um White Castle, mas dos que têm mesmo dinheiro.
Bem, justiça seja feita, é que goste-se ou não, a Golegã e a sua autarquia encabeçada pelo carismático Veiga Maltez, conseguiram criar uma marca, uma identidade, Golegã Capital do Cavalo, e um passeio a pé por lá, em especial pelo Equuspolis (penso que é assim que se escreve) faz-nos perceber que ali há trabalho. Os passeios, as casas, as ruas arranjadas, e o dinheiro que os turistas lá deixam. E nem vou falar da Secretaria de Estado da Agricultura...
Verdade é, que mais uma vez aqui tão perto de nós, um pequeno vilarejo consegue-nos mostrar como é que as coisas se fazem...
Visitei a feira porque, por coincidência por duas vezes tive que me deslocar à Golegã, e diga-se que até gostei pouco. Faz-me um pouco confusão a junção no mesmo espaço de muita gente apertada e cavalos a galope montados por pessoas de gabarito duvidoso. Além de que acho que deviam mudar o nome da feira para feira do pavão, quem por lá passar perceberá imediatamente porquê. Entramos num mundo à parte, onde a indumentária, a linguagem, a forma de andar, olhar e principalmente ser visto, são completamente distintas do mundo real, aquele onde há pessoas que trabalham, é um mundo ao jeito de um White Castle, mas dos que têm mesmo dinheiro.
Bem, justiça seja feita, é que goste-se ou não, a Golegã e a sua autarquia encabeçada pelo carismático Veiga Maltez, conseguiram criar uma marca, uma identidade, Golegã Capital do Cavalo, e um passeio a pé por lá, em especial pelo Equuspolis (penso que é assim que se escreve) faz-nos perceber que ali há trabalho. Os passeios, as casas, as ruas arranjadas, e o dinheiro que os turistas lá deixam. E nem vou falar da Secretaria de Estado da Agricultura...
Verdade é, que mais uma vez aqui tão perto de nós, um pequeno vilarejo consegue-nos mostrar como é que as coisas se fazem...
quarta-feira, novembro 10, 2004
às vezes...
... enviam-me umas coisas que até parecem muito estúpidas, mas que têm o seu quê de verdade. Esta é uma delas.
"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
Até teria piada, se...
George W. Bush e Tony Blair estão num jantar na Casa Branca. Um dos convidados aproxima-se deles e pergunta-lhes:
- Sobre o que estão a conversar de forma tão animada?
- Estamos a fazer planos para a terceira Guerra Mundial, diz Bush.
- "Uau!", diz o convidado. E quais são esses planos?
- Vamos matar 14 milhões de muçulmanos e 1 dentista, responde Bush. O convidado parece confundido e pergunta:
- Um... dentista? Porque é que vão matar um dentista?
Blair dá uma palmada nas costas de Bush e exclama:
- Não te disse? Não te disse? Ninguém irá perguntar pelos muçulmanos.
- Sobre o que estão a conversar de forma tão animada?
- Estamos a fazer planos para a terceira Guerra Mundial, diz Bush.
- "Uau!", diz o convidado. E quais são esses planos?
- Vamos matar 14 milhões de muçulmanos e 1 dentista, responde Bush. O convidado parece confundido e pergunta:
- Um... dentista? Porque é que vão matar um dentista?
Blair dá uma palmada nas costas de Bush e exclama:
- Não te disse? Não te disse? Ninguém irá perguntar pelos muçulmanos.
terça-feira, novembro 09, 2004
Tenho saudades...
... do tempo em que tempo tinha para fazer tudo e para fazer nada tempo me sobrava.
quarta-feira, novembro 03, 2004
enfim, é o que temos...
Estive até de madrugada agarrado à televisão ouvindo as notícias que chegavam do lado de lá do Atlântico, e hoje de manhã a primeira coisa que fiz foi ligar a SIC notícias à espera de novidades. Fiquei realmente estupefacto quando percebi, como agora já se sabe, que Kerry não ia ganhar. Muitos chamariam parvoíce a este interesse nas eleições americanas, mas um cidadão consciente sabe que o Presidente dos EUA não o é apenas. É o comandante do império, ao qual sem sabermos ou admitirmos, também fazemos parte.
E pensei, aqueles americanos são mesmo estúpidos, mas como é que conseguem reeleger o mais pateta, o mais incapaz, o mais agarrado a interesses, Presidente de que há memória?
Mas depois é preciso reflectir e perceber que, em Portugal também elegemos o Durão Barroso, e agora temos lá o Santana em comissão de serviço. Na Madeira, temos aquele outro, o dos Carnavais, e exemplos destes repetem-se por todo o lado.
Bolas, até em Tomar todos os interesses se maquinam para reeleger o Toni da Cibernética, que poderá não ser pateta, mas é tudo o resto!
Não acredito na burrice das pessoas, acredito no seu conformismo, no seu amorfismo, mas acredito que conseguem ver para lá da propaganda. No fundo, como sempre digo, mais que a vontade de mudar, o ser humano tem medo da mudança.
Enfim, será porventura verdade que as sociedades têm o que merecem.
E pensei, aqueles americanos são mesmo estúpidos, mas como é que conseguem reeleger o mais pateta, o mais incapaz, o mais agarrado a interesses, Presidente de que há memória?
Mas depois é preciso reflectir e perceber que, em Portugal também elegemos o Durão Barroso, e agora temos lá o Santana em comissão de serviço. Na Madeira, temos aquele outro, o dos Carnavais, e exemplos destes repetem-se por todo o lado.
Bolas, até em Tomar todos os interesses se maquinam para reeleger o Toni da Cibernética, que poderá não ser pateta, mas é tudo o resto!
Não acredito na burrice das pessoas, acredito no seu conformismo, no seu amorfismo, mas acredito que conseguem ver para lá da propaganda. No fundo, como sempre digo, mais que a vontade de mudar, o ser humano tem medo da mudança.
Enfim, será porventura verdade que as sociedades têm o que merecem.
quinta-feira, outubro 28, 2004
Actualidade?
"Este governo não cairá porque não é um edifÃcio, sairá com benzina porque é uma nódoa."
(Eça de Queirós)
(Eça de Queirós)
Solidariedade...
As amigas da Mulher
A esposa passou toda a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou ao marido que tinha dormido em casa da melhor amiga. O marido telefonou então para 10 das suas melhores amigas, mas nenhuma delas o confirmou.
Os amigos do Homem
O marido passou toda a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou à mulher que tinha dormido em casa do seu melhor amigo. A esposa telefonou então para 10 dos melhores amigos do marido. Cinco deles confirmaramque ele tinha passado lá a noite. Os restantes 5, para lá de confirmaremque ele passou lá a noite, garantem que ele ainda lá está em casa.
A esposa passou toda a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou ao marido que tinha dormido em casa da melhor amiga. O marido telefonou então para 10 das suas melhores amigas, mas nenhuma delas o confirmou.
Os amigos do Homem
O marido passou toda a noite fora de casa. Na manhã seguinte, explicou à mulher que tinha dormido em casa do seu melhor amigo. A esposa telefonou então para 10 dos melhores amigos do marido. Cinco deles confirmaramque ele tinha passado lá a noite. Os restantes 5, para lá de confirmaremque ele passou lá a noite, garantem que ele ainda lá está em casa.
terça-feira, outubro 26, 2004
As mulheres...
Acusem-me de tudo, menos de fair-play! não era qualquer um que publicava isto...
"Nós Mulheres....
Não ficamos carecas...
Temos um dia internacional...
Sentar de pernas fechadas não dói...
Podemos usar tanto rosa quanto azul...
Sempre sabemos que o filho é nosso...
Temos prioridade em botes salva-vidas...
Não pagamos a conta. No máximo, dividimos...
A programação da TV é 90% voltada para nós...
Somos os primeiros reféns a serem libertados...
Existem diversas roupas que modelam o corpo...
A idade não atrapalha nosso desempenho sexual...
Podemos ir para o trabalho de bermudas e sandálias...
Podemos ficar excitadas sem que ninguém perceba...
Podemos fazer sexo quantas vezes por dia quisermos....
Se somos traÃdas somos vÃtimas, se traÃmos eles são cornos..
Podemos dormir com uma amiga sem sermos chamadas de lésbicas...
Somos capazes de prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo...
Mulher de embaixador é embaixatriz; marido de embaixadora não é nada...
Não nos desesperamos em frente a um campo de relva com 1 bola e 22 mulheres.
Não precisamos ser perfeitas para ouvir assobios na rua... Basta por uma saia mais curta...
Somos monogâmicas (embora precisemos testar vários homens para achar um que valha a pena...
Mulher de presidente é Primeira-Dama; marido de presidenta é um zero à esquerda, mesmo que ele seja de direita...
Nosso cérebro dá conta do mesmo serviço que o de um homem...
Se resolvemos exercer profissões predominantemente masculinas somos "pioneiras", mas se um homem resolve exercer uma profissão tipicamente feminina, é bicha...
E por último: Fazemos tudo o que um homem faz, mas de SALTOS ALTOS!"
"Nós Mulheres....
Não ficamos carecas...
Temos um dia internacional...
Sentar de pernas fechadas não dói...
Podemos usar tanto rosa quanto azul...
Sempre sabemos que o filho é nosso...
Temos prioridade em botes salva-vidas...
Não pagamos a conta. No máximo, dividimos...
A programação da TV é 90% voltada para nós...
Somos os primeiros reféns a serem libertados...
Existem diversas roupas que modelam o corpo...
A idade não atrapalha nosso desempenho sexual...
Podemos ir para o trabalho de bermudas e sandálias...
Podemos ficar excitadas sem que ninguém perceba...
Podemos fazer sexo quantas vezes por dia quisermos....
Se somos traÃdas somos vÃtimas, se traÃmos eles são cornos..
Podemos dormir com uma amiga sem sermos chamadas de lésbicas...
Somos capazes de prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo...
Mulher de embaixador é embaixatriz; marido de embaixadora não é nada...
Não nos desesperamos em frente a um campo de relva com 1 bola e 22 mulheres.
Não precisamos ser perfeitas para ouvir assobios na rua... Basta por uma saia mais curta...
Somos monogâmicas (embora precisemos testar vários homens para achar um que valha a pena...
Mulher de presidente é Primeira-Dama; marido de presidenta é um zero à esquerda, mesmo que ele seja de direita...
Nosso cérebro dá conta do mesmo serviço que o de um homem...
Se resolvemos exercer profissões predominantemente masculinas somos "pioneiras", mas se um homem resolve exercer uma profissão tipicamente feminina, é bicha...
E por último: Fazemos tudo o que um homem faz, mas de SALTOS ALTOS!"
quarta-feira, outubro 20, 2004
Ainda os professores.
Pergunta-me a Sónia em comentário ao meu último post (de há uma semana, que não tem havido tempo) porque critico apenas a Ministra e o seu Ministério e não falo dos professores e em concreto no caso dos atestados médicos.
Ora bem, eu sou professor, não exerço actualmente a profissão/vocação pois sou sindicalista (se é que isso existe) a tempo inteiro, e por isso lido diariamente com os problemas dos professores e da educação, e como devem imaginar, conheço uma muito razoável quantidade de colegas de profissão que são em si mesmo muito diferentes. A classe docente é por ventura a mais dispar nos seus elementos, pois ele há educadores, professores do ensino básico, do ensino secundário; uns vêm das letras, outros das ciências, outros das artes,...; uns tiram o curso via ensino e portanto mesmo para dar aulas, mas outros são engenheiros, arquitectos, antropólogos, médicos, advogados, enfim, há de tudo.
Mas numa coisa eles (nós) somos todos iguais, e iguais aliás, julgo, a todas as profissões: todos querem boas condições de trabalho, e muito importante, estar perto da sua casa, perto da sua família. E portanto, é de certa forma natural que usem todos os argumentos para conseguir este objectivo.
Vão-me dizer: bem, mas há muitos atestados que são falsos. Em primeiro lugar diga-se que num universo de 175.000 professores não são assim tantos, é erradíssimo julgar o todo pelas suas partes, e tal como há maus professores, ou que tem atitudes menos correctas, também há médicos, juízes, advogados, polícias, jornalistas, pedreiros, electricistas. Em todas as profissões há maus elementos e os problemas de atitude e personalidade não têm a ver com a profissão mas com a educação e formação, com a consciência Ética, etc.
Depois é preciso dizer que, se um professor apresenta um atestado que diz que deve ficar mais perto de casa, esse atestado foi passado por um médico, e uma escola o aceitou e o tornou válido para efeitos de concurso, a responsabilidade é toda do professor?
E é preciso dizer que é muito estranho (ou não) que no momento em que finalmente a sociedade, e a comunicação social, começavam a olhar para os problemas dos professores, comecem a sair notícias que em primeiro lugar coloquem professores contra professores, e depois façam passar perante a opinião pública a ideia de que afinal os professores é que são os bandidos, e por culpa deles é que tudo está assim, fazendo uma extrapolação exagerada de alguns casos, como se fossem a regra.
E finalmente é preciso dizer que, quem deve regular, quem deve legislar, quem deve fiscalizar, não são os professores pois não?, e noutros anos nunca se ouviu falar duma tamanha catástrofe, certo? Então de quem é a culpa?
Os professores, como quaisquer outros, jogam com as regras que lhes dão, uns bem, outros menos correctamente é certo, mas se as regras não estão correctas, então há que alterá-las. E aos senhores do ministério fazia muito bem pôr a arrogância e o autismo de lado e ouvir um pouco mais os professores e os seus sindicatos.
Ora bem, eu sou professor, não exerço actualmente a profissão/vocação pois sou sindicalista (se é que isso existe) a tempo inteiro, e por isso lido diariamente com os problemas dos professores e da educação, e como devem imaginar, conheço uma muito razoável quantidade de colegas de profissão que são em si mesmo muito diferentes. A classe docente é por ventura a mais dispar nos seus elementos, pois ele há educadores, professores do ensino básico, do ensino secundário; uns vêm das letras, outros das ciências, outros das artes,...; uns tiram o curso via ensino e portanto mesmo para dar aulas, mas outros são engenheiros, arquitectos, antropólogos, médicos, advogados, enfim, há de tudo.
Mas numa coisa eles (nós) somos todos iguais, e iguais aliás, julgo, a todas as profissões: todos querem boas condições de trabalho, e muito importante, estar perto da sua casa, perto da sua família. E portanto, é de certa forma natural que usem todos os argumentos para conseguir este objectivo.
Vão-me dizer: bem, mas há muitos atestados que são falsos. Em primeiro lugar diga-se que num universo de 175.000 professores não são assim tantos, é erradíssimo julgar o todo pelas suas partes, e tal como há maus professores, ou que tem atitudes menos correctas, também há médicos, juízes, advogados, polícias, jornalistas, pedreiros, electricistas. Em todas as profissões há maus elementos e os problemas de atitude e personalidade não têm a ver com a profissão mas com a educação e formação, com a consciência Ética, etc.
Depois é preciso dizer que, se um professor apresenta um atestado que diz que deve ficar mais perto de casa, esse atestado foi passado por um médico, e uma escola o aceitou e o tornou válido para efeitos de concurso, a responsabilidade é toda do professor?
E é preciso dizer que é muito estranho (ou não) que no momento em que finalmente a sociedade, e a comunicação social, começavam a olhar para os problemas dos professores, comecem a sair notícias que em primeiro lugar coloquem professores contra professores, e depois façam passar perante a opinião pública a ideia de que afinal os professores é que são os bandidos, e por culpa deles é que tudo está assim, fazendo uma extrapolação exagerada de alguns casos, como se fossem a regra.
E finalmente é preciso dizer que, quem deve regular, quem deve legislar, quem deve fiscalizar, não são os professores pois não?, e noutros anos nunca se ouviu falar duma tamanha catástrofe, certo? Então de quem é a culpa?
Os professores, como quaisquer outros, jogam com as regras que lhes dão, uns bem, outros menos correctamente é certo, mas se as regras não estão correctas, então há que alterá-las. E aos senhores do ministério fazia muito bem pôr a arrogância e o autismo de lado e ouvir um pouco mais os professores e os seus sindicatos.
quarta-feira, outubro 13, 2004
Atarefados...
... devem ser os dias nas agências funerárias. É que segundo a tonta e nada arrogante ministra, os professores em falta nas escolas ou estão doentes ou... morreram entretanto!
Ora, a avaliar pelo número de escolas e alunos ainda sem professores por esse país fora, deduz-se que pelo menos entre os carpinteiros não deve haver desemprego tal a quantidade de caixões a ser fabricados. Nem nos tempos da peste negra se deve ter visto tamanha mortandade!
Entretanto, entre hoje e amanhã são esperadas novas colocações, vamos ver se realmente conseguem colocar alguém, é que a epidemia pode ter-se estendido à longa lista de professores ainda à espera, que pelo desespero, sabe-se lá, podem ter-se suicidado aos milhares.
Vá-se lá entender isto...
Ora, a avaliar pelo número de escolas e alunos ainda sem professores por esse país fora, deduz-se que pelo menos entre os carpinteiros não deve haver desemprego tal a quantidade de caixões a ser fabricados. Nem nos tempos da peste negra se deve ter visto tamanha mortandade!
Entretanto, entre hoje e amanhã são esperadas novas colocações, vamos ver se realmente conseguem colocar alguém, é que a epidemia pode ter-se estendido à longa lista de professores ainda à espera, que pelo desespero, sabe-se lá, podem ter-se suicidado aos milhares.
Vá-se lá entender isto...
Pois... tem lógica
"Fumar mata. Quando se morre, perde-se uma parte muito importante da vida."- Brooke Shields
Dedução lógico-empÃrica
1. A Casa da Música era a obra emblemática do Porto 2001, Capital da Cultura.
2. A Casa da Música devia ter sido inaugurada em 2001.
3. Em 2004 a Casa da Música ainda não está concluÃda.
4. Anunciou-se que a Casada Música será inaugurada em 2005.
5. A Compta foi a empresa que desenvolveu a aplicação informática para colocação de professores.
6. A aplicação devia ter sido concluÃda em Junho de 2004.
7. Em fins de Setembro de 2004 a aplicação ainda não funciona.
8. Couto dos Santos é administrador da Compta.
9. Couto dos Santos vai ser administrador da Casa da Música.
10. Previsão: a Casa da Música vai inteiramente ser executada à mão.
2. A Casa da Música devia ter sido inaugurada em 2001.
3. Em 2004 a Casa da Música ainda não está concluÃda.
4. Anunciou-se que a Casada Música será inaugurada em 2005.
5. A Compta foi a empresa que desenvolveu a aplicação informática para colocação de professores.
6. A aplicação devia ter sido concluÃda em Junho de 2004.
7. Em fins de Setembro de 2004 a aplicação ainda não funciona.
8. Couto dos Santos é administrador da Compta.
9. Couto dos Santos vai ser administrador da Casa da Música.
10. Previsão: a Casa da Música vai inteiramente ser executada à mão.
segunda-feira, outubro 11, 2004
De volta
Pois é, pensavam que se viam livres de mim assim sem avisar nem nada? Cá estou eu outra vez!
Não, não, ainda não fui censurado, embora um ou dois haja que gostassem. Mas não, apenas fiquei temporariamente sem internet, e o pouco tempo também não me tem permitido a vontade de resolver esse problema, até agora.
Me aguardem que eu já mando umas postas.
Não, não, ainda não fui censurado, embora um ou dois haja que gostassem. Mas não, apenas fiquei temporariamente sem internet, e o pouco tempo também não me tem permitido a vontade de resolver esse problema, até agora.
Me aguardem que eu já mando umas postas.
terça-feira, setembro 28, 2004
O senhor Tobias
Pois era perfeitamente justo, já que ele manda mais em minha casa que eu próprio, e depois dos requerimentos de algumas famÃlias, que o senhor Tobias aparecesse também por aqui no meu canto virtual.
Ei-lo na sua actividade favorita, a ajudar-me na minha mesa de trabalho.
Ei-lo na sua actividade favorita, a ajudar-me na minha mesa de trabalho.
segunda-feira, setembro 27, 2004
A colocação de professores
Não sei se estas informações são verdade, mas estão a correr a net, e a serem verdade têm de ser desmascaradas pois são muito graves!
Se não forem, obrigarão os responsáveis a explicar-se, o que muitas vezes não querem fazer.
Antes de lerem, respirem fundo,
Texto retirado do fórum do jornal Expresso:
"Trata-se da Compta, cujo presidente é o meu amigo Vitor Magalhães, pelo que sei o que se passa. Em primeiro lugar o Vitor é padrinho do filho mais velho do Bagão Felix.Em segundo lugar, o anterior ministro encomendou o programa e testou-o, tendo verificado que funcionava muito bem. Em terceiro lugar, a nova ministra resolveu mudar a matriz inicial3 dias antes do arranque do concurso, sabem o que ela quis alterar?Criou um código especial, que desde o momento que fosse anexado a um professor, automáticamente ser-lhe-ia atribuida a escola da 1ª preferência. Um espécie de cunha informática, percebem? Só que a alteração à última hora deu cabo do algorritmo central e bye,bye programa. Os comentadores deste forúm apelaram para que eu dissesse algo mais acerca da negociata Compta/PSD-PP, mas pouco mais se podeacrescentar, excepto:- Verifiquem as colocações da Escola EB 2+3 da Murtosa.- Verifiquem as colocações da Escola Secundária Rodrigues de Freitas no Porto.- Verifiquem as colocações na escola Renato Amorim em Setubal. Ou então, verifiquem os pagamento no valor de 325.652,00 à Compta em Maio de 2004, mais um pagamento de 658.321,00 em Julho de 2004, e mais aberrante ainda, o pagamento da última tranche do contrato de desenvolvimento de 987.325,00 no dia 20 (VINTE) de Setembro de 2004.Mais informo que o contrato de assitência no valor de 250.000,00 euros anuais tem a duração de 15 anos.Para terminar, informo V. Exªs que o David Justino tem uma participação de 30 por cento na Compta através da holding 'International financial investiments PLC' com sede nas ilhas Cayman."
Não sei de facto se isto é verdade, mas que há muita coisa estranha neste processo há, e que nunca houve um desastre tão grande nos concursos também, mas enfim, mais tarde ou mais cedo, talvez para o Natal, a lista há-de sair.
Se não forem, obrigarão os responsáveis a explicar-se, o que muitas vezes não querem fazer.
Antes de lerem, respirem fundo,
Texto retirado do fórum do jornal Expresso:
"Trata-se da Compta, cujo presidente é o meu amigo Vitor Magalhães, pelo que sei o que se passa. Em primeiro lugar o Vitor é padrinho do filho mais velho do Bagão Felix.Em segundo lugar, o anterior ministro encomendou o programa e testou-o, tendo verificado que funcionava muito bem. Em terceiro lugar, a nova ministra resolveu mudar a matriz inicial3 dias antes do arranque do concurso, sabem o que ela quis alterar?Criou um código especial, que desde o momento que fosse anexado a um professor, automáticamente ser-lhe-ia atribuida a escola da 1ª preferência. Um espécie de cunha informática, percebem? Só que a alteração à última hora deu cabo do algorritmo central e bye,bye programa. Os comentadores deste forúm apelaram para que eu dissesse algo mais acerca da negociata Compta/PSD-PP, mas pouco mais se podeacrescentar, excepto:- Verifiquem as colocações da Escola EB 2+3 da Murtosa.- Verifiquem as colocações da Escola Secundária Rodrigues de Freitas no Porto.- Verifiquem as colocações na escola Renato Amorim em Setubal. Ou então, verifiquem os pagamento no valor de 325.652,00 à Compta em Maio de 2004, mais um pagamento de 658.321,00 em Julho de 2004, e mais aberrante ainda, o pagamento da última tranche do contrato de desenvolvimento de 987.325,00 no dia 20 (VINTE) de Setembro de 2004.Mais informo que o contrato de assitência no valor de 250.000,00 euros anuais tem a duração de 15 anos.Para terminar, informo V. Exªs que o David Justino tem uma participação de 30 por cento na Compta através da holding 'International financial investiments PLC' com sede nas ilhas Cayman."
Não sei de facto se isto é verdade, mas que há muita coisa estranha neste processo há, e que nunca houve um desastre tão grande nos concursos também, mas enfim, mais tarde ou mais cedo, talvez para o Natal, a lista há-de sair.
quinta-feira, setembro 23, 2004
No meu bairro está tudo rico!
enviaram-me esta, e é irressistÃvel
Para rir... ou chorar
Desde quinta-feira vai uma enorme euforia no meu bairro. Foi logo a seguir ao ministro das Finanças ter dito a Judite de Sousa, na RTP-1, que são os 30% mais ricos deste paÃs que investem em PPR, PPR-E, PPA e CPH. É que, a ser assim, 90% desses 30% vivem no meu bairro. E o certo é que o foguetório não tem parado, já se organizaram várias festas de ricos e já houve muita gente do meu bairro que não trabalhou sexta e sábado (os ricos, como se sabe, têm a mania de não trabalhar aos sábados).
O sr. Joaquim da mercearia convenceu a mãe, há dez anos, a fazer um PPR, tendo em conta que a Segurança Social pública não anda lá muito católica e seria bom prevenir o futuro da senhora. Desde quinta, o sr. Joaquim fechou a mercearia e só espera pela herança que a mãe, que não anda bem de saúde, lhe vai deixar. E ele que não sabia que era filho de uma das pessoas mais ricas de Portugal!
O sr. João da padaria convenceu-se, há três anos, que era bom fazer um PPR-E, porque o filho ia bem no liceu e depois quereria certamente não só concluir um curso universitário, como também tirar talvez um MBA. Nessa altura, o PPR-E daria jeito. Agora está com um problema em casa. O miúdo ouviu o Bagão Félix, dizer que o pai está entre os 30% mais ricos de Portugal e agora já não quer estudar. Diz que não precisa. Chatices de ricos...
A sra. Ana, ajudante na farmácia, resolveu começar a colocar uns trocos numa Conta Poupança Habitação, visando a compra de uma casinha quando chegar aos 30, ela que têm agora 24. Desde quinta que não aparece no emprego e mandou dizer que não consta que os ricos trabalhem. Acha estranho que a conta bancária continue próxima do zero no final do mês. Mas se o dr. Bagão disse que ela é rica, é porque é verdade.
Quanto ao José, empregado de uma agência imobiliária, que passa o dia a mostrar casas a clientes, resolveu há uns anitos arriscar uns dinheiros num Plano Poupança Acções. Ouviu o dr. Catroga dizer que era uma forma de reanimar o mercado de capitais, que daria uma boa rentabilidade os investidores. Agora que soube que está rico, já escreveu ao dr. Catroga a agradecer a indicação.
E assim a festança não pára no meu bairro. Mas ando preocupado. Soube que o eng. Belmiro se estava a preparar para fazer um PPR e poupar no seu IRS e agora já não o vai poder fazer. O eng. Jardim Gonçalves, que tem muitos filhos e netos, ia apostar nos PPR-E. Também já não vai a tempo. O dr. Artur Santos Silva, que é muito forreta, estava a pensar fazer um CPH no banco de que é presidente - só para poupar 127 euros no IRS! Não pode, porque o dr. Bagão lhe topou os intentos. E finalmente o eng. Mira Amaral ia colocar a sua choruda reforma em PPA. Vai ter de gastá-la noutro sÃtio.
E eis como finalmente temos um ministro que acaba com os ricos para dar aos pobres. Bem haja, dr. Bagão! E assim já não precisa de investir no combate à fraude e à evasão fiscal, nem investigar a sério o rendimento das profissões liberais, nem combater 50% das empresas que declaram prejuÃzos, nem estabelecer uma colecta mÃnima para restaurantes, mercearias e outros pequenos negócios para os quais, como é óbvio, não há qualquer possibilidade de controlo fiscal. Carregue nesses 30% de ricos que investem em PPR, PPR-E, PPA, CPH - e vai ver como resolve o défice e a justiça fiscal desce sobre este paÃs! Força! Que não lhe doam as mãos!
O que ainda me consola mais é ter ouvido o ministro Bagão afirmar que nós os mais ricos não temos de ficar insatisfeitos, porque a poupança que fazÃamos à conta dos tais planos não é para o estado, mas sim para reinvestir na melhoria de condições dos mais pobres, tais como o Engº Belmiro e os outros!
Para rir... ou chorar
Desde quinta-feira vai uma enorme euforia no meu bairro. Foi logo a seguir ao ministro das Finanças ter dito a Judite de Sousa, na RTP-1, que são os 30% mais ricos deste paÃs que investem em PPR, PPR-E, PPA e CPH. É que, a ser assim, 90% desses 30% vivem no meu bairro. E o certo é que o foguetório não tem parado, já se organizaram várias festas de ricos e já houve muita gente do meu bairro que não trabalhou sexta e sábado (os ricos, como se sabe, têm a mania de não trabalhar aos sábados).
O sr. Joaquim da mercearia convenceu a mãe, há dez anos, a fazer um PPR, tendo em conta que a Segurança Social pública não anda lá muito católica e seria bom prevenir o futuro da senhora. Desde quinta, o sr. Joaquim fechou a mercearia e só espera pela herança que a mãe, que não anda bem de saúde, lhe vai deixar. E ele que não sabia que era filho de uma das pessoas mais ricas de Portugal!
O sr. João da padaria convenceu-se, há três anos, que era bom fazer um PPR-E, porque o filho ia bem no liceu e depois quereria certamente não só concluir um curso universitário, como também tirar talvez um MBA. Nessa altura, o PPR-E daria jeito. Agora está com um problema em casa. O miúdo ouviu o Bagão Félix, dizer que o pai está entre os 30% mais ricos de Portugal e agora já não quer estudar. Diz que não precisa. Chatices de ricos...
A sra. Ana, ajudante na farmácia, resolveu começar a colocar uns trocos numa Conta Poupança Habitação, visando a compra de uma casinha quando chegar aos 30, ela que têm agora 24. Desde quinta que não aparece no emprego e mandou dizer que não consta que os ricos trabalhem. Acha estranho que a conta bancária continue próxima do zero no final do mês. Mas se o dr. Bagão disse que ela é rica, é porque é verdade.
Quanto ao José, empregado de uma agência imobiliária, que passa o dia a mostrar casas a clientes, resolveu há uns anitos arriscar uns dinheiros num Plano Poupança Acções. Ouviu o dr. Catroga dizer que era uma forma de reanimar o mercado de capitais, que daria uma boa rentabilidade os investidores. Agora que soube que está rico, já escreveu ao dr. Catroga a agradecer a indicação.
E assim a festança não pára no meu bairro. Mas ando preocupado. Soube que o eng. Belmiro se estava a preparar para fazer um PPR e poupar no seu IRS e agora já não o vai poder fazer. O eng. Jardim Gonçalves, que tem muitos filhos e netos, ia apostar nos PPR-E. Também já não vai a tempo. O dr. Artur Santos Silva, que é muito forreta, estava a pensar fazer um CPH no banco de que é presidente - só para poupar 127 euros no IRS! Não pode, porque o dr. Bagão lhe topou os intentos. E finalmente o eng. Mira Amaral ia colocar a sua choruda reforma em PPA. Vai ter de gastá-la noutro sÃtio.
E eis como finalmente temos um ministro que acaba com os ricos para dar aos pobres. Bem haja, dr. Bagão! E assim já não precisa de investir no combate à fraude e à evasão fiscal, nem investigar a sério o rendimento das profissões liberais, nem combater 50% das empresas que declaram prejuÃzos, nem estabelecer uma colecta mÃnima para restaurantes, mercearias e outros pequenos negócios para os quais, como é óbvio, não há qualquer possibilidade de controlo fiscal. Carregue nesses 30% de ricos que investem em PPR, PPR-E, PPA, CPH - e vai ver como resolve o défice e a justiça fiscal desce sobre este paÃs! Força! Que não lhe doam as mãos!
O que ainda me consola mais é ter ouvido o ministro Bagão afirmar que nós os mais ricos não temos de ficar insatisfeitos, porque a poupança que fazÃamos à conta dos tais planos não é para o estado, mas sim para reinvestir na melhoria de condições dos mais pobres, tais como o Engº Belmiro e os outros!
segunda-feira, setembro 20, 2004
é tão bom ser professor...
"As listas definitivas de colocação dos professores dos ensinos básico e secundário deverão estar disponíveis segunda-feira, depois de uma semana de adiamento." aqui
Qual segunda-feira, hoje? Até agora...
- Alô, é do Ministério? Eu estava à procura duma lista...
- Sim sim, temos listas de casamento, listas de espera, listas de dispensados, listas intermináveis de incompetententes, e as casas de banho são pintadas de listas azuis e amarelas, salpicadas de laranja...
- Pois não era bem... hum... professores, tem alguma coisa?
- Professores!? Acha que isto é a Santa Casa? Olha agora, professores!, lá pró ano, talvez. Temos que poupar amigo, e os meninos até gostam!
"Santana Lopes garante que novo modelo de concurso de professores tem virtualidades. Mas assume que correu mal: a culpa não é da ministra da Educação e responsabilidades serão apuradas" aqui
Pois, o culpado devo ser eu...
"A ministra portuguesa da Educação, Maria do Carmo Seabra, prepara-se para demitir dois altos responsáveis do ministério. Em causa estão as falhas nos processos de concurso e colocação de professores, que motivou um atraso no início do ano lectivo, em quase metade das escolas.
De acordo com a edição deste sábado do semanário «Expresso», deverão ser demitidos o responsável pelos serviços informáticos, Fernando Correia, e a directora-geral dos Recursos da Educação, Joana Orvalho." aqui
Ah, afinal foram estes... pois... já estou convencido...
Qual segunda-feira, hoje? Até agora...
- Alô, é do Ministério? Eu estava à procura duma lista...
- Sim sim, temos listas de casamento, listas de espera, listas de dispensados, listas intermináveis de incompetententes, e as casas de banho são pintadas de listas azuis e amarelas, salpicadas de laranja...
- Pois não era bem... hum... professores, tem alguma coisa?
- Professores!? Acha que isto é a Santa Casa? Olha agora, professores!, lá pró ano, talvez. Temos que poupar amigo, e os meninos até gostam!
"Santana Lopes garante que novo modelo de concurso de professores tem virtualidades. Mas assume que correu mal: a culpa não é da ministra da Educação e responsabilidades serão apuradas" aqui
Pois, o culpado devo ser eu...
"A ministra portuguesa da Educação, Maria do Carmo Seabra, prepara-se para demitir dois altos responsáveis do ministério. Em causa estão as falhas nos processos de concurso e colocação de professores, que motivou um atraso no início do ano lectivo, em quase metade das escolas.
De acordo com a edição deste sábado do semanário «Expresso», deverão ser demitidos o responsável pelos serviços informáticos, Fernando Correia, e a directora-geral dos Recursos da Educação, Joana Orvalho." aqui
Ah, afinal foram estes... pois... já estou convencido...
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