Esta semana, por obrigações familiares, desloquei-me até Évora e pude estar ao longo do dia a relembrar e a assistir ao barulhento e colorido carnaval das praxes.
Há quem goste, há quem não. Eu simplesmente tinha, não direi saudades, mas talvez vontade de repetir, é que para além de tudo o que digam, para mim as praxes simbolizam um magnífico tempo, que já não volta.
É a incontestável verdade, só se vive uma vez.
domingo, setembro 19, 2004
quinta-feira, setembro 16, 2004
a complicação continua...
É, isto tem andado complicado, a malfadada lista anda não saiu, e já se sabe, isso significa trabalho extra para os sindicalistas, ainda que as más línguas digam o contrário. Mas acreditem, não é fácil. Acho que nunca se viu tamanha incompetência, e é preciso reafirmar, isto tudo começou há um ano atrás, há um ano que os concursos se vêm arrastando, e os erros sucessivos têm sido escondidos, disfarçados, desculpados, ignorados.
E por um lado é bom, desculpem-me a franqueza, mas só mesmo quando os meninos não têm aulas, é que a sociedade se apercebe que algo na Educação não anda bem. Ora, há muito tempo que a Educação não anda bem, continua-se a brincar com algo fundamental para a evolução, para o futuro de um país, duma sociedade, e aqueles que são os seus principais agentes, os professores, são tratados duma forma que nem me apetece tentar definir. Assim não vamos lá, e aquilo que mais me chateia é que daqui a um mês já todos se esqueceram disto, porque aquilo que interessa à maioria dos pais é ter um sítio onde depositar os filhos, sem saberem como as coisas funcionam por lá, ou se funcionam sequer, e os problemas não se esgotam na colocação de professores.
E por um lado é bom, desculpem-me a franqueza, mas só mesmo quando os meninos não têm aulas, é que a sociedade se apercebe que algo na Educação não anda bem. Ora, há muito tempo que a Educação não anda bem, continua-se a brincar com algo fundamental para a evolução, para o futuro de um país, duma sociedade, e aqueles que são os seus principais agentes, os professores, são tratados duma forma que nem me apetece tentar definir. Assim não vamos lá, e aquilo que mais me chateia é que daqui a um mês já todos se esqueceram disto, porque aquilo que interessa à maioria dos pais é ter um sítio onde depositar os filhos, sem saberem como as coisas funcionam por lá, ou se funcionam sequer, e os problemas não se esgotam na colocação de professores.
quinta-feira, setembro 09, 2004
Complicados...
... os dias que têm passado. E por isso, longe ando aqui deste espaço.
A quinta à noite confirma-se, é de há muito tempo para cá, a única (mesmo assim só às vezes) em que consigo estar por casa, e isso não quer dizer que não tenha nada para fazer, mas a vontade e o discernimento também não ajudam. Bem que me apetecia ir dormir agora, mas se o fizesse acordava lá para as quatro ou cinco da manhã e isso também era mau.
Não ando muito a par das notícias, nem tenho viajado aqui pela blogolândia, e não consigo pensar realmente em nada. E como sempre acontece quando me tento forçar a fazer qualquer coisa, sem grande força para o fazer, começo a passar o tempo buscando coisas antigas como fonte de inspiração. Hoje, no baú das minhas memórias, encontrei esta insónia já antiga, dos meus tempos de estudante.
Insónia
Só, a breve luz estampada no estirador
leio, mas imagino-te, a tua voz pensa dentro de mim
danças-me nas mãos, e a tua fragilidade assusta-me
um ponto o teu olhar de humildade terna e dedicada
amo-te, poderia esmagar-te com tal paixão
sufocar-te num longo e sedento beijo, e morrias
com as minhas mãos afagar o teu pescoço e subtil quebrá-lo, e morrias
abraçando-te, enlaçar-te confiante com meus dedos penetrar teus cabelos
e num ímpeto apaixonado lançar tua cabeça na parede, e morrias.
E se morresses, quanto tempo viveria?
Até te encontrar na eternidade do tempo morto, quanto viveria?
Viveria sequer? E depois?...
duas sofridas almas gémeas arrastando-se invictas
neste amor assassino acorrentadas até ao fim do sempre.
Inspiro, como se tal purificasse, aclarasse
tenho-te, sinto-te como doença
É algo que me enerva, viciante, maquiavélico
como se inseparável, fosses também demasiado grande para minhas mãos
para te prender nos braços
meu corpo não te suporta, e não vive sem ti.
Amo-te e estou só
o escuro algo frio que me envolve no quarto
a luz directa sobre o livro
tu insinuada no virar de cada página
lá fora, para lá da janela e na noite, só o silêncio.
A quinta à noite confirma-se, é de há muito tempo para cá, a única (mesmo assim só às vezes) em que consigo estar por casa, e isso não quer dizer que não tenha nada para fazer, mas a vontade e o discernimento também não ajudam. Bem que me apetecia ir dormir agora, mas se o fizesse acordava lá para as quatro ou cinco da manhã e isso também era mau.
Não ando muito a par das notícias, nem tenho viajado aqui pela blogolândia, e não consigo pensar realmente em nada. E como sempre acontece quando me tento forçar a fazer qualquer coisa, sem grande força para o fazer, começo a passar o tempo buscando coisas antigas como fonte de inspiração. Hoje, no baú das minhas memórias, encontrei esta insónia já antiga, dos meus tempos de estudante.
Insónia
Só, a breve luz estampada no estirador
leio, mas imagino-te, a tua voz pensa dentro de mim
danças-me nas mãos, e a tua fragilidade assusta-me
um ponto o teu olhar de humildade terna e dedicada
amo-te, poderia esmagar-te com tal paixão
sufocar-te num longo e sedento beijo, e morrias
com as minhas mãos afagar o teu pescoço e subtil quebrá-lo, e morrias
abraçando-te, enlaçar-te confiante com meus dedos penetrar teus cabelos
e num ímpeto apaixonado lançar tua cabeça na parede, e morrias.
E se morresses, quanto tempo viveria?
Até te encontrar na eternidade do tempo morto, quanto viveria?
Viveria sequer? E depois?...
duas sofridas almas gémeas arrastando-se invictas
neste amor assassino acorrentadas até ao fim do sempre.
Inspiro, como se tal purificasse, aclarasse
tenho-te, sinto-te como doença
É algo que me enerva, viciante, maquiavélico
como se inseparável, fosses também demasiado grande para minhas mãos
para te prender nos braços
meu corpo não te suporta, e não vive sem ti.
Amo-te e estou só
o escuro algo frio que me envolve no quarto
a luz directa sobre o livro
tu insinuada no virar de cada página
lá fora, para lá da janela e na noite, só o silêncio.
quinta-feira, setembro 02, 2004
Educar é uma paixão...
...que como todas exige grandes sacrifícios!
Deve ser este o lema do Ministério da Educação. Estou exausto de tentar resolver alguns (uma insignificante parte) dos problemas que estes senhores criam, que nem me apetece no pouco tempo que tenho, pôr-me aqui a 'postar'. É impressionante o tamanho da catástrofe e a leviandade com estes senhores tratam do ensino, e como têm a lata ou a ingenuidade de se vangloriar pelo seu trabalho. Ainda agora que são quase dez da noite, estou aqui a tentar aceder ao site da treta, perdão, da DGRHE, para preencher dados de alguns colegas, e das poucas vezes que consigo entrar, acabo por não conseguir fazer nada porque o site mais tarde ou mais cedo bloqueia, tal a quantidade de gente que andará ainda por aí a tentar resolver a vida.
Mas já percebi que numa coisa pelo menos estes concursos têm mérito: estimular a economia com o aumento de consumo de fármacos!
E de clientes para os psiquiatras, que professores para aí a ficarem malucos...
Deve ser este o lema do Ministério da Educação. Estou exausto de tentar resolver alguns (uma insignificante parte) dos problemas que estes senhores criam, que nem me apetece no pouco tempo que tenho, pôr-me aqui a 'postar'. É impressionante o tamanho da catástrofe e a leviandade com estes senhores tratam do ensino, e como têm a lata ou a ingenuidade de se vangloriar pelo seu trabalho. Ainda agora que são quase dez da noite, estou aqui a tentar aceder ao site da treta, perdão, da DGRHE, para preencher dados de alguns colegas, e das poucas vezes que consigo entrar, acabo por não conseguir fazer nada porque o site mais tarde ou mais cedo bloqueia, tal a quantidade de gente que andará ainda por aí a tentar resolver a vida.
Mas já percebi que numa coisa pelo menos estes concursos têm mérito: estimular a economia com o aumento de consumo de fármacos!
E de clientes para os psiquiatras, que professores para aí a ficarem malucos...
terça-feira, agosto 31, 2004
ALELUIA!
As listas de colocações de professores acabaram de sair!
enfim, foram dois, ligeiros, meses de atraso, nada que venha atrapalhar o começo do ano lectivo, ou mesmo todo o primeiro perÃodo, não...
enfim, foram dois, ligeiros, meses de atraso, nada que venha atrapalhar o começo do ano lectivo, ou mesmo todo o primeiro perÃodo, não...
domingo, agosto 29, 2004
O Código Da Vinci
Tanto adorado como criticado, este best-seller de Dan Brown conseguiu o que já algum tempo outro livro não conseguia: que eu devorasse um livro de 500 e tal páginas em poucas horas.
Para os fanáticos ou curiosos do Graal, dos Templários, da Maçonaria e tudo o mais que que nos leve para o esotérico, aos que simplesmente gostam dum bom romance que mais tarde ou mais cedo vai aparecer por aà em filme, este livro é absolutamente delicioso. Além de que, convicente ou não, no final, todos ficamos certamente a olhar o mundo e a sociedade em que vivemos doutra forma, nem que mais não seja, com alguma desconfiança. ImperdÃvel.
sexta-feira, agosto 27, 2004
O que Ele inventa...
... para tentar sair bem do (colossal) disparate que fez.
«A Câmara de Tomar admite a hipótese de assumir todos os parques de estacionamento da cidade, tanto os subterrâneos como os que são à superfície, acabando com o acordo com a empresa concessionária Parque T, que iria explorar cerca de mil lugares.»
«Fizemos um inquérito à população para saber se se justifica taxar os mil lugares»
Isso não deveria ter sido antes de ter dado os 1000 lugares à empresa?
«A câmara está a pôr a hipótese de indemnizar a empresa ou adquirir a concessão»".
Há pois claro, então, e isso custa quanto?
e óbvio, faltava a fantasiosa propaganda
"Entretanto, a 3 de Setembro, será consignada a obra do IC3, entre a zona industrial e a A23, que terá duas faixas em cada sentido. Os trabalhos durarão cerca de dois anos. No mesmo dia vai ser aberto concurso para os trabalhos do IC9 (zona a norte de Tomar). Deste modo, em 2007, a cidade terá uma circular completa."
2007 pois, a IC3 era para estar pronta há quanto tempo?
leia a notícia toda no DN
«A Câmara de Tomar admite a hipótese de assumir todos os parques de estacionamento da cidade, tanto os subterrâneos como os que são à superfície, acabando com o acordo com a empresa concessionária Parque T, que iria explorar cerca de mil lugares.»
«Fizemos um inquérito à população para saber se se justifica taxar os mil lugares»
Isso não deveria ter sido antes de ter dado os 1000 lugares à empresa?
«A câmara está a pôr a hipótese de indemnizar a empresa ou adquirir a concessão»".
Há pois claro, então, e isso custa quanto?
e óbvio, faltava a fantasiosa propaganda
"Entretanto, a 3 de Setembro, será consignada a obra do IC3, entre a zona industrial e a A23, que terá duas faixas em cada sentido. Os trabalhos durarão cerca de dois anos. No mesmo dia vai ser aberto concurso para os trabalhos do IC9 (zona a norte de Tomar). Deste modo, em 2007, a cidade terá uma circular completa."
2007 pois, a IC3 era para estar pronta há quanto tempo?
leia a notícia toda no DN
quinta-feira, agosto 26, 2004
terça-feira, agosto 24, 2004
Tribunal dá razão aos professores
"Ministério terá sido notificado para «corrigir» posições de docentes em cinco dias
O Tribunal CÃvel do Porto veio dar razão aos professores que interpuseram providências cautelares devido ao indeferimento das suas reclamações por parte do Ministério da Educação (ME). A informação é avançada esta terça-feira pelo jornal diário o Público."
continuação da notÃcia no Portugal Diário
O Tribunal CÃvel do Porto veio dar razão aos professores que interpuseram providências cautelares devido ao indeferimento das suas reclamações por parte do Ministério da Educação (ME). A informação é avançada esta terça-feira pelo jornal diário o Público."
continuação da notÃcia no Portugal Diário
Razões lógicas
Sendo benfiquista ou não, estas 3 razões lógicas para se ser Benfiquista são absolutamente irresÃstÃveis:
- A razão natural: a mulher dá à luz, não dá às antas nem a alvalade;
- A razão bÃblica: há uma passagem na bÃblia que diz: "dominarei os leões e os dragões e voarei para o céu sobre as asas de uma águia"
- A razão teológica: Jesus Cristo encarnou. Não azulou nem esverdeou!
roubadas no em coruche
- A razão natural: a mulher dá à luz, não dá às antas nem a alvalade;
- A razão bÃblica: há uma passagem na bÃblia que diz: "dominarei os leões e os dragões e voarei para o céu sobre as asas de uma águia"
- A razão teológica: Jesus Cristo encarnou. Não azulou nem esverdeou!
roubadas no em coruche
segunda-feira, agosto 23, 2004
ResquÃcios de Verão III
Dir-se-ia algum paÃs da América do Sul após a passagem duma violenta tempestade, mas não, é Algarve em pleno Agosto, aquele Algarve menos conhecido...
Alcoutim
e após o Guadiana,
Espanha algures ali
sexta-feira, agosto 20, 2004
ResquÃcios de Verão II
pobres indigentes que dormis na praia para superar a crise... Não não, é para adormecer a ver as estrelas e a ouvir o mar...
Praia de Porto Côvo
?!
"Iraque. O programa «Construção e Materiais» da televisão privada Al Sharkiya é lÃder de audiências no Iraque. Trata-se de um« reality show» em que casas bombardeadas durante a guerra são reconstruÃdas, transformando-se de novo nos lares perdidos por muitas famÃlias."
noticia hoje o DN
Já agora, pergunta estúpida, se o Iraque está assim tão mal, como é que uma televisão privada consegue ter dinheiro para fazer programas destes?
noticia hoje o DN
Já agora, pergunta estúpida, se o Iraque está assim tão mal, como é que uma televisão privada consegue ter dinheiro para fazer programas destes?
Só nesta terra...
Açude de Pedra interdito aos tomarenses
"A RCT visitou hoje, dia 20 de Agosto, o acesso ao Açude de Pedra, e encontrou um portão e um reboque de tractor a interditar o acesso dos tomarenses ao local"
do site da Rádio Cidade de Tomar
"A RCT visitou hoje, dia 20 de Agosto, o acesso ao Açude de Pedra, e encontrou um portão e um reboque de tractor a interditar o acesso dos tomarenses ao local"
do site da Rádio Cidade de Tomar
quarta-feira, agosto 18, 2004
Não percebo porquê...
"Milhares de docentes vivem dias dramáticos. Estamos a meio de Agosto e ainda não sabem onde vão ensinar no próximo ano lectivo. Reclamações ainda estão a ser tratadas"
reportagem do Portugal Diário
reportagem do Portugal Diário
terça-feira, agosto 17, 2004
Poema
Há dias colocou em comentário ao post sobre o genocídio em Darfur, o camarada poeta e amigo Virgílio, o seguinte poema que entendo merecer outro destaque:
No estômago
de um famito
o vazio
comprime-se
em vácuo de paladares.
Um fraco hálito
a miséria demora-se
nas ruínas negras
dos dentes caídos
escapando-se seco
pelos cantos da boca.
Alimenta-se da alma
adormecida
no desespero,
numa gelada ilusão
morde os dedos
com sabor a pão.
Grita por comida
para saciar a fome
À praga de moscas
insolentes e velhas
e perante o silêncio
É a elas que come.
Virgílio Saraiva de Matos
No estômago
de um famito
o vazio
comprime-se
em vácuo de paladares.
Um fraco hálito
a miséria demora-se
nas ruínas negras
dos dentes caídos
escapando-se seco
pelos cantos da boca.
Alimenta-se da alma
adormecida
no desespero,
numa gelada ilusão
morde os dedos
com sabor a pão.
Grita por comida
para saciar a fome
À praga de moscas
insolentes e velhas
e perante o silêncio
É a elas que come.
Virgílio Saraiva de Matos
sábado, agosto 14, 2004
Quais férias?
Todo o ano andamos a pensar naqueles curtos dias em que não vamos pensar no resto do mundo, não vamos atender telemóveis, não vamos sequer transportá-los de um lado para o outro, não vamos ver as mesmas caras de todos os dias, não vamos fazer nada do que fazemos normalmente, não pensar nos problemas do dia-a-dia, nos assuntos que temos para resolver, nos que nos esperam depois... e depois, quando damos por isso, esses dias já passaram.
Férias, como é bom fugir à rotina: filas de trânsito para chegar à praia, filas para sair da praia, filas para credenciar no parque de campismo, filas para os chuveiros, filas para o aquaparque, filas para os escorregas, filas para ter mesa no restaurante, meia hora para chegarem sequer as entradas, meia hora para ser atendido na esplanada, meia hora para conseguir beber uma imperial na discoteca... ah, que saudades que já tenho das férias!
domingo, agosto 08, 2004
Férias finalmente...
Pois, porque a vida é feita de partidas e chegadas, eis que parto novamente, desta vez, e finalmente, de férias. É só uma semana, mas já não é mau. Até, continuem com o sol (não o de hoje que está a chover) a praia, ou o que quer que vos faça felizes.
quarta-feira, agosto 04, 2004
Ainda o mercado
Em reacção ao artigo que escrevi há dias para o Cidade de Tomar sobre o mercado, recebi por correio a seguinte mensagem que acho dever retransmitir:
«Os meus parabéns pelo seu artigo no jornal Cidade de Tomar.
Devo acrescentar:
Porque é que querem tramar ainda mais o comércio estabelecido?
Aumentar ainda mais a concorrência?
Eles já nem assim se "safam". Não conseguem rotação de stocks, e, consequentemente não têm lucros para fazer face às despesas.
Ninguém pensa ou se preocupa com o comércio tradicional, mas, ele merece ser acarinhado e até defendido.
Isto vem a propósito do tal famigerado fórum.
Deixem estar lá o mercado como está. Refiro-me só aos produtos frescos.
Se alterarem o que está será a maior asneira.
com os meus cumprimentos
#remetente identificado»
Concordando ou não com a manutenção do mercado de frescos no local e nas condições em que está, era altura dos responsáveis ouvirem os comerciantes e perceberem os seus problemas. Perceber porque se deslocam os tomarenses aos concelhos vizinhos para fazer compras. Encontrar formas reais de resolver os problemas das pessoas, comerciantes e consumidores, e deixar de acreditar que qualquer solução empacotada, copiada doutro local, e sem qualquer ligação com o sentir e o viver de Tomar, pode resolver alguma coisa.
Os problemas de Tomar passam pela estimulação da sua economia, e estimular a economia tomarense não é possível sem que Tomar volte a ser o centro e o modelo regional que já foi.
Tomar precisa da visão, da coragem, da inteligência e da audácia de outros tempos, respeitando-se as características da sua diferença e unicidade em confronto com outros locais. Se Tomar for igual às outras cidades, nada terá para oferecer, não temos tantos séculos de história, para agora sermos uma cidade de "plástico" copiada a computador doutras urbes.
Acabem-se com os falsos profetas e os venderores da banha da cobra, e perceba-se entre o que se diz querer fazer, o que realmente resolve alguma coisa sem estragar o que temos de bom.
Tomar está a ficar repleta de elefantinhos brancos à nossa escala, todos muito bonitinhos, todos projectos muito oníricos, mas que não só não resolvem problema nenhum, como exponenciam os existentes, ou criam outros em seu lugar.
Até quando vão os tomarenses assobiar para o lado? É que se muitos têm os olhos fechados porque não conseguem ver, outros ajudam a distrair, e se há coisa que o povo gosta, é de distracção para as suas dores, e depois, já se sabe, numa nação de enfermos, o menos coxo é que chega mais longe...
«Os meus parabéns pelo seu artigo no jornal Cidade de Tomar.
Devo acrescentar:
Porque é que querem tramar ainda mais o comércio estabelecido?
Aumentar ainda mais a concorrência?
Eles já nem assim se "safam". Não conseguem rotação de stocks, e, consequentemente não têm lucros para fazer face às despesas.
Ninguém pensa ou se preocupa com o comércio tradicional, mas, ele merece ser acarinhado e até defendido.
Isto vem a propósito do tal famigerado fórum.
Deixem estar lá o mercado como está. Refiro-me só aos produtos frescos.
Se alterarem o que está será a maior asneira.
com os meus cumprimentos
#remetente identificado»
Concordando ou não com a manutenção do mercado de frescos no local e nas condições em que está, era altura dos responsáveis ouvirem os comerciantes e perceberem os seus problemas. Perceber porque se deslocam os tomarenses aos concelhos vizinhos para fazer compras. Encontrar formas reais de resolver os problemas das pessoas, comerciantes e consumidores, e deixar de acreditar que qualquer solução empacotada, copiada doutro local, e sem qualquer ligação com o sentir e o viver de Tomar, pode resolver alguma coisa.
Os problemas de Tomar passam pela estimulação da sua economia, e estimular a economia tomarense não é possível sem que Tomar volte a ser o centro e o modelo regional que já foi.
Tomar precisa da visão, da coragem, da inteligência e da audácia de outros tempos, respeitando-se as características da sua diferença e unicidade em confronto com outros locais. Se Tomar for igual às outras cidades, nada terá para oferecer, não temos tantos séculos de história, para agora sermos uma cidade de "plástico" copiada a computador doutras urbes.
Acabem-se com os falsos profetas e os venderores da banha da cobra, e perceba-se entre o que se diz querer fazer, o que realmente resolve alguma coisa sem estragar o que temos de bom.
Tomar está a ficar repleta de elefantinhos brancos à nossa escala, todos muito bonitinhos, todos projectos muito oníricos, mas que não só não resolvem problema nenhum, como exponenciam os existentes, ou criam outros em seu lugar.
Até quando vão os tomarenses assobiar para o lado? É que se muitos têm os olhos fechados porque não conseguem ver, outros ajudam a distrair, e se há coisa que o povo gosta, é de distracção para as suas dores, e depois, já se sabe, numa nação de enfermos, o menos coxo é que chega mais longe...
Ele há coisas...
"O Presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, Miguel Pombeiro, não foi convidado para a inauguração da ponte sobre o rio Zêzere que liga os concelhos de Constância a Vila Nova da Barquinha, onde esteve presente o Ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações, eng. Jorge Costa."
continuação da notícia no EOL
Estranho... faz lembrar a inauguração "secreta" do Hospital de Tomar, em que só alguns, e não os verdadeiros obreiros da obra, foram convidados.
Este governo, agora em 2ª versão, mas nem por isso melhorada, é muito dado a coincidências bizarras...
continuação da notícia no EOL
Estranho... faz lembrar a inauguração "secreta" do Hospital de Tomar, em que só alguns, e não os verdadeiros obreiros da obra, foram convidados.
Este governo, agora em 2ª versão, mas nem por isso melhorada, é muito dado a coincidências bizarras...
terça-feira, agosto 03, 2004
Genocídio em Darfur: uns na areia fazem férias, outros morrem em gritos mudos



Do Nuno Guerreiro do Rua da Judiaria, recebi o seguinte apelo, que antes de mais agradeço, e que obviamente retransmito:
"Caros amigos, antes de mais peço que me desculpem o carácter algo impessoal deste e-mail, mas esta foi a forma mais prática que encontrei de fazer chegar a mensagem ao maior número possível de pessoas. O meu apelo é simples: peço-vos que usem os vossos blogs para quebrar o silêncio e a indiferença em relação ao genocídio que decorre em Darfur.
Peço-vos que escrevam um post sobre Darfur. Um simples post. Que publiquem um poema, uma foto ou uma imagem. Cerca de 150 mil pessoas foram já assassinadas ou mortas à forme, vítimas de um conflito que continua a ser invisível para a generalidade da opinião pública.
A blogosfera demonstrou já por diversas vezes a sua capacidade de mobilização e sensibilização. Pode ser muito pouco, pode até ser verdade que individualmente todos os nossos esforços possam valer quase nada. Mas o preço do silêncio é demasiado elevado quando temos diante de nós um meio de comunicação com um potencial tão elevado. Escrevi na sexta-feira um post sobre o genocídio em Darfur, no fim do qual recolhi uma série de links que podem ser utilizados como pontos para referência futura. O post pode ser encontrado aqui: http://ruadajudiaria.blogspot.com/2004/07/nunca-mais-em-1915-henry-morgenthau.html
Gostaria de deixar claro que, com esta mensagem, não estou a pedir que façam referência ou que "linkem" o que escrevi. Este email não tem como objectivo conseguir mais links para a Rua da Judiaria, mas somente apelar para que não fiquem indiferentes.
Por último, aconselho mais dois links:
O blog "Sudan: The Passion of the Present" (http://platform.blogs.com/passionofthepresent )
E o site Darfur Genocide: http://www.darfurgenocide.org/
Obrigado pela vossa paciência. Um abraço amigo, Nuno Guerreiro"
de volta...
Não sei se acontece com todos, provalvemente não, mas a mim, sempre que regresso a Tomar, seja depois de uma semana como agora, ou mesmo ao fim de dois ou três dias, é como se os pulmões se enchessem dum ar diferente, uma espécie de gás que nos faz sorrir. Sinto-me sempre feliz quando regresso, e é por isso que sei, que só à força me levam para morar noutro lugar.
There's no place like home, and my heart is a prisoner of this town.
Depois, há sempre qualquer coisa diferente quando regressamos, e temos aquela sensação que a novela continuou e nos faltam uns episódios. E que temos mil e uma coisas para fazer, e porque não sabemos por onde começar, não fazemos nenhuma. E para continuar o estado de alheamento, pousamos os sacos e vamos ao cinema, que foi o que fiz ontem, fazer uns truques com o Harry Potter. Ainda pensei em vir até ao computador depois, mas o cansaço não me deixou passar do sofá da sala.
Nestes meses de Verão, há sempre também aquela sensação que está tudo parado, que foi tudo de férias, e é verdade que uma maioria dos portugueses faz férias na primeira quinzena de Agosto, nesta altura não há serviçoo que funcione. No entanto, ontem no cinema tive uma sensação diferente, é que eu vou ao cinema quase todas as semanas (o cinema é o meu lugar de culto), e se ao longo do ano poucas foram as vezes em que a sala esteve um pouco mais que composta, ontem, pleno Agosto, estava cheia! Bem sei que era o "puto mágico" que agrada a miúdos e graúdos, mas até parecia a crise a fazer as pessoas ficar por cá.
There's no place like home, and my heart is a prisoner of this town.
Depois, há sempre qualquer coisa diferente quando regressamos, e temos aquela sensação que a novela continuou e nos faltam uns episódios. E que temos mil e uma coisas para fazer, e porque não sabemos por onde começar, não fazemos nenhuma. E para continuar o estado de alheamento, pousamos os sacos e vamos ao cinema, que foi o que fiz ontem, fazer uns truques com o Harry Potter. Ainda pensei em vir até ao computador depois, mas o cansaço não me deixou passar do sofá da sala.
Nestes meses de Verão, há sempre também aquela sensação que está tudo parado, que foi tudo de férias, e é verdade que uma maioria dos portugueses faz férias na primeira quinzena de Agosto, nesta altura não há serviçoo que funcione. No entanto, ontem no cinema tive uma sensação diferente, é que eu vou ao cinema quase todas as semanas (o cinema é o meu lugar de culto), e se ao longo do ano poucas foram as vezes em que a sala esteve um pouco mais que composta, ontem, pleno Agosto, estava cheia! Bem sei que era o "puto mágico" que agrada a miúdos e graúdos, mas até parecia a crise a fazer as pessoas ficar por cá.
segunda-feira, julho 26, 2004
não se assustem...
...é só música! Pouco convencional talvez, mas mesmo a apetecer, se algures numa esplanada num príncipio de noite junto ao mar...
deixo-vos, nesta semana que estarei algures que não aqui, com os Klezska!
e sim, o sinal de exclamação faz parte do nome.
deixo-vos, nesta semana que estarei algures que não aqui, com os Klezska!
e sim, o sinal de exclamação faz parte do nome.
as razões que nos levam para longe
Pois é, estas alturas de sol calor e fogos, são também alturas de viagens, e amanhã, aliás, hoje, mais uma semana me ausento desta terra onde os Templários quiseram ficar, e onde agora, eu e alguns outros ainda, assim teimamos também.
Não, não vou de férias, mas também não é bem trabalho, o que fazemos por prazer, e aquilo que nos tira da rotina, nunca é...
Quando voltar será Agosto, e é sempre um gosto voltar (adoro estas conjugações fáceis!)
até, deixo estas palavras do Mourão por mim, que me parecem apropriadas:
Nocturno
Eram, na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava...
Era, no copo, além do gim, o gelo;
além do gelo, a roda do limão...
Era a mão de ninguém no meu cabelo.
Era a noite mais quente deste verão.
Era, no gira-discos, o Martírio
de São Sebastião, de Debussy...
Era, na jarra, de repente um lírio!
Era a certeza de ficar sem ti.
Era o ladrar dos cães na vizinhança.
Era, na sombra, um choro de criança...
David Mourão-Ferreira
Não, não vou de férias, mas também não é bem trabalho, o que fazemos por prazer, e aquilo que nos tira da rotina, nunca é...
Quando voltar será Agosto, e é sempre um gosto voltar (adoro estas conjugações fáceis!)
até, deixo estas palavras do Mourão por mim, que me parecem apropriadas:
Nocturno
Eram, na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava...
Era, no copo, além do gim, o gelo;
além do gelo, a roda do limão...
Era a mão de ninguém no meu cabelo.
Era a noite mais quente deste verão.
Era, no gira-discos, o Martírio
de São Sebastião, de Debussy...
Era, na jarra, de repente um lírio!
Era a certeza de ficar sem ti.
Era o ladrar dos cães na vizinhança.
Era, na sombra, um choro de criança...
David Mourão-Ferreira
Sobre o Cine-esplanada, em resposta à Sónia
Terei certamente algum material sobre o Polis, e sobre a zona do Cine-Esplanada em concreto. Em todo o caso, e porque esta Câmara realmente ainda não descobriu o que é a internet (nem lhes convém, a internet é um espaço demasiado livre...) podes sempre consultar tudo o que é suposto ser contruído (e destruído) ao abrigo do programa Polis, na casa Vieira Guimarães.
Claro que aqui por Tomar os projectos têm alguma tendência para serem alterados dum dia para o outro, como foi o caso do próprio Cine-Esplanada, que num dia era para ficar, e no dia a seguir era para vir abaixo. Devo no entanto dizer que no caso específico do Cine-Esplanada ainda não consegui bem perceber se sou contra, ou a favor. Ainda não vi bem o projecto. Mas gato escaldado de água fria tem medo... é que requalificações (a partir do zero) como no caso do Pavilhão Municipal, ou encerramentos ad eternum, como no parque de campismo, já chegam!
Claro que aqui por Tomar os projectos têm alguma tendência para serem alterados dum dia para o outro, como foi o caso do próprio Cine-Esplanada, que num dia era para ficar, e no dia a seguir era para vir abaixo. Devo no entanto dizer que no caso específico do Cine-Esplanada ainda não consegui bem perceber se sou contra, ou a favor. Ainda não vi bem o projecto. Mas gato escaldado de água fria tem medo... é que requalificações (a partir do zero) como no caso do Pavilhão Municipal, ou encerramentos ad eternum, como no parque de campismo, já chegam!
sexta-feira, julho 23, 2004
A importância em salvar o mercado municipal...
... num artigo que escrevi esta semana para o Cidade de Tomar e que podem ler aqui.
Senhor da Guitarra
Nós ficaremos com os teus movimentos perpétuos. Obrigado por tantas horas de inspiração
quinta-feira, julho 22, 2004
verdade
Ainda há pouco mo relebraram, e é bem verdadade,
"Só por quem confiamos, nos deixamos enganar"
"Só por quem confiamos, nos deixamos enganar"
frases
Das 101 tretas que me enviam todos os dias, achei que esta merecia ficar aqui:
"Trabalha como se não precisasses do dinheiro,
ama como se nunca tivesses sofrido
e dança como dançarias se ninguém estivesse a olhar"
Há valores que dão significado à nossa vida e a tornam mais bela!
Entretanto, o dia-a-dia, a hipocrisia, o materialismo e as nossas ambições, cuidam em sufocar em nós tais valores. É uma pena que não vejamos isso ou, simplesmente ainda que vendo, sejamos incapazes de lutar pelo que acreditamos, se é que acreditamos...
"Trabalha como se não precisasses do dinheiro,
ama como se nunca tivesses sofrido
e dança como dançarias se ninguém estivesse a olhar"
Há valores que dão significado à nossa vida e a tornam mais bela!
Entretanto, o dia-a-dia, a hipocrisia, o materialismo e as nossas ambições, cuidam em sufocar em nós tais valores. É uma pena que não vejamos isso ou, simplesmente ainda que vendo, sejamos incapazes de lutar pelo que acreditamos, se é que acreditamos...
ai senhores... abri os olhos!
Não é que lá p'rós lados da Câmara continuam com a ideia de construir a ponte do flecheiro!
Onde está a visão dos governantes doutros tempos que colocaram Tomar à frente da sua região? Onde está essa audácia, essa coragem, e esse desprendimento de causas próprias?
Será que não é facilmente perceptível que, ao contrário do que dizem os pseudo estudos encomendados, essa ponte não resolve nenhum problema, ao contrário cria graves e incontornáveis outros? Será que esta ponte surge, prioritária à de São Lourenço, porque realmente se acha a melhor opção, ou apenas porque é mais fácil, económica e logisticamente, não colide com interesses, e pode trazer ganhos políticos imediatos para as eleições do próximo ano?
Abri os olhos senhores, abri os olhos!
Onde está a visão dos governantes doutros tempos que colocaram Tomar à frente da sua região? Onde está essa audácia, essa coragem, e esse desprendimento de causas próprias?
Será que não é facilmente perceptível que, ao contrário do que dizem os pseudo estudos encomendados, essa ponte não resolve nenhum problema, ao contrário cria graves e incontornáveis outros? Será que esta ponte surge, prioritária à de São Lourenço, porque realmente se acha a melhor opção, ou apenas porque é mais fácil, económica e logisticamente, não colide com interesses, e pode trazer ganhos políticos imediatos para as eleições do próximo ano?
Abri os olhos senhores, abri os olhos!
quarta-feira, julho 21, 2004
terça-feira, julho 20, 2004
insónia, pela (seilé)sima vez
3.16 da manhã, um cansaço abismal,e o sono que não aparece por mais que sonhe com ele. Acho que o meu corpo decidiu que já não preciso dormir.
segunda-feira, julho 19, 2004
inquietudes e certezas
Este fim de semana fui obrigado a reflectir sobre algumas palavras, palavras que como quase todas representam algo, mas que neste caso são ainda mais importantes porque representam valores, porque representam qualidades, infelizmente, nem todas boas. Palavras como ética, verticalidade, dignidade, rigor, orgulho, honra e simplesmente palavra, mas também mesquinhez, hipocrisia, cinismo, egoísmo e egocentrismo.
É triste quando encontramos nos adversários as qualidades que defendemos, e vamos encontrar nos amigos, ou nos que nos seriam mais próximos, essas outras negativas. É triste, mas sempre em algum momento da vida isso acontece, e eu, que tenho por convicção saber reconhecer nas pessoas essas qualidades, ainda às vezes me engano, ainda às vezes me espanto. Felizmente, ainda às vezes pela positiva.
Felizmente também, que a justiça na vida tem tendência a repor a verdade, e a premiar quem tem essas características que fazem a Ética, assim como pelo contrário, fazer pagar quem as não tem, quem não honra a sua palavra, quem não pratica aquilo que apregoa, quem rasteja, quem chafurda na lama atrás do melhor lugar, quem pisa para poder subir. Esses tem têndencia a cair um dia, e quem muito anda de cócoras normalmente fica marreco. E um marreco vê-se à distância.
Há sempre tempo para emendar, há sempre tempo para endireitar a coluna, mas talvez seja verdade que quem nasce torto, dificilmente se endireita.
E não há melhor ganho na vida, que poder encher o peito de dignidade, andar de cabeça erguida e poder olhar os outros nos olhos e sorrir. E depois sabe tão bem, ouvir aqui e ali, o reconhecimento dessa nobreza de espírito e de alma.
É triste quando encontramos nos adversários as qualidades que defendemos, e vamos encontrar nos amigos, ou nos que nos seriam mais próximos, essas outras negativas. É triste, mas sempre em algum momento da vida isso acontece, e eu, que tenho por convicção saber reconhecer nas pessoas essas qualidades, ainda às vezes me engano, ainda às vezes me espanto. Felizmente, ainda às vezes pela positiva.
Felizmente também, que a justiça na vida tem tendência a repor a verdade, e a premiar quem tem essas características que fazem a Ética, assim como pelo contrário, fazer pagar quem as não tem, quem não honra a sua palavra, quem não pratica aquilo que apregoa, quem rasteja, quem chafurda na lama atrás do melhor lugar, quem pisa para poder subir. Esses tem têndencia a cair um dia, e quem muito anda de cócoras normalmente fica marreco. E um marreco vê-se à distância.
Há sempre tempo para emendar, há sempre tempo para endireitar a coluna, mas talvez seja verdade que quem nasce torto, dificilmente se endireita.
E não há melhor ganho na vida, que poder encher o peito de dignidade, andar de cabeça erguida e poder olhar os outros nos olhos e sorrir. E depois sabe tão bem, ouvir aqui e ali, o reconhecimento dessa nobreza de espírito e de alma.
de volta, acho eu...
Sabem aquele momento em que Edward Norton no excelente "Clube de Combate" fala das suas insónias e diz que já não sabe bem quando está a dormir e quando está acordado? É assim que me sinto neste momento.
sexta-feira, julho 16, 2004
De volta ao berço...
...da nação entenda-se, para onde vou daqui a pouco, deixando este espaço de mim desabitado mais uns dias. Espero que olhem por ele, e já agora, olhem por Tomar, não vá acontecer eu chegar e já ter ardido tudo.
Deixo-vos duas dicas para o fim de semana: para os fãs de bd, cinema e efeitos especiais, não se esqueçam de ir ver o Homem Aranha 2, que ao que parece está em exibição nos dois(!) cinemas cá da urbe. Para os que gostam de pintura, não percam a exposição de Paul Gauguin no alinhavos.
Fiquem com a recentemente embarcada para outra viagem, Sophia:
Catilina
Eu sou o solitário e nunca minto.
Rasguei toda a vaidade tira a tira
E caminho sem medo e sem mentira
À luz crepuscular do meu instinto.
De tudo desligado, livre sinto
Cada coisa vibrar como uma lira,
Eu – coisa sem nome em que respira
Toda a inquietação dum deus extinto.
Sou a seta lançada em pleno espaço
E tenho de cumprir o meu impulso,
Sou aquele que venho e logo passo.
E o coração batendo no meu pulso
Despedaçou a forma do meu braço
Pra além do nó de angústia mais convulso.
Deixo-vos duas dicas para o fim de semana: para os fãs de bd, cinema e efeitos especiais, não se esqueçam de ir ver o Homem Aranha 2, que ao que parece está em exibição nos dois(!) cinemas cá da urbe. Para os que gostam de pintura, não percam a exposição de Paul Gauguin no alinhavos.
Fiquem com a recentemente embarcada para outra viagem, Sophia:
Catilina
Eu sou o solitário e nunca minto.
Rasguei toda a vaidade tira a tira
E caminho sem medo e sem mentira
À luz crepuscular do meu instinto.
De tudo desligado, livre sinto
Cada coisa vibrar como uma lira,
Eu – coisa sem nome em que respira
Toda a inquietação dum deus extinto.
Sou a seta lançada em pleno espaço
E tenho de cumprir o meu impulso,
Sou aquele que venho e logo passo.
E o coração batendo no meu pulso
Despedaçou a forma do meu braço
Pra além do nó de angústia mais convulso.
ainda arranjos na casa...
a pedido de várias famÃlias, troquei o sistema de comentários, porque de facto o do blogger não é grande coisa. Peço desculpa aos que já haviam dito qualquer coisa.
Agora sim
Ok, não estará ainda bem como o desejo, mas há tempo, e tempo é mais que suficiente para dar o pontapé oficial do nascimento deste canto, algures em nenhures.
Apeteceu-me criá-lo porque depois de algum tempo a escrever por aí nalguns sítios, achei que era mais que altura de ter o meu próprio espaço.
Não posso deixar de agradecer aqueles que, ainda este blog estava só em fase de estaleiro, e não só já passavam por cá, como deixaram nos seus sítios a direção para este. A todos o meu obrigado.
Este espaço, repositório dos meus desabafos, espero que seja também um espaço de encontro entre velhos e novos amigos, pois se os tempos modernos nos tiram muitas vezes as oportunidades de nos encontrarmos, ao menos criam-nos estes espaços que compensam um pouco. Boas navegações, vemo-nos por aí algures entre os pixels e os bytes.
Apeteceu-me criá-lo porque depois de algum tempo a escrever por aí nalguns sítios, achei que era mais que altura de ter o meu próprio espaço.
Não posso deixar de agradecer aqueles que, ainda este blog estava só em fase de estaleiro, e não só já passavam por cá, como deixaram nos seus sítios a direção para este. A todos o meu obrigado.
Este espaço, repositório dos meus desabafos, espero que seja também um espaço de encontro entre velhos e novos amigos, pois se os tempos modernos nos tiram muitas vezes as oportunidades de nos encontrarmos, ao menos criam-nos estes espaços que compensam um pouco. Boas navegações, vemo-nos por aí algures entre os pixels e os bytes.
terça-feira, julho 13, 2004
ainda...
ando às voltas aqui com o canto. o pouco tempo não me tem deixado ajeitar isto à minha imagem. lá chegarei
quinta-feira, julho 08, 2004
quarta-feira, julho 07, 2004
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