terça-feira, agosto 03, 2004

Genocí­dio em Darfur: uns na areia fazem férias, outros morrem em gritos mudos







Do Nuno Guerreiro do Rua da Judiaria, recebi o seguinte apelo, que antes de mais agradeço, e que obviamente retransmito:

"Caros amigos, antes de mais peço que me desculpem o carácter algo impessoal deste e-mail, mas esta foi a forma mais prática que encontrei de fazer chegar a mensagem ao maior número possí­vel de pessoas. O meu apelo é simples: peço-vos que usem os vossos blogs para quebrar o silêncio e a indiferença em relação ao genocídio que decorre em Darfur.

Peço-vos que escrevam um post sobre Darfur. Um simples post. Que publiquem um poema, uma foto ou uma imagem. Cerca de 150 mil pessoas foram já assassinadas ou mortas à forme, vítimas de um conflito que continua a ser invisível para a generalidade da opinião pública.

A blogosfera demonstrou já por diversas vezes a sua capacidade de mobilização e sensibilização. Pode ser muito pouco, pode até ser verdade que individualmente todos os nossos esforços possam valer quase nada. Mas o preço do silêncio é demasiado elevado quando temos diante de nós um meio de comunicação com um potencial tão elevado. Escrevi na sexta-feira um post sobre o genocí­dio em Darfur, no fim do qual recolhi uma série de links que podem ser utilizados como pontos para referência futura. O post pode ser encontrado aqui: http://ruadajudiaria.blogspot.com/2004/07/nunca-mais-em-1915-henry-morgenthau.html

Gostaria de deixar claro que, com esta mensagem, não estou a pedir que façam referência ou que "linkem" o que escrevi. Este email não tem como objectivo conseguir mais links para a Rua da Judiaria, mas somente apelar para que não fiquem indiferentes.

Por último, aconselho mais dois links:
O blog "Sudan: The Passion of the Present" (http://platform.blogs.com/passionofthepresent )
E o site Darfur Genocide: http://www.darfurgenocide.org/
Obrigado pela vossa paciência. Um abraço amigo, Nuno Guerreiro"

Ok, digam que sou parcial mas...


... não sentem o mesmo?

eu já aderi ao movimento

de volta...

Não sei se acontece com todos, provalvemente não, mas a mim, sempre que regresso a Tomar, seja depois de uma semana como agora, ou mesmo ao fim de dois ou três dias, é como se os pulmões se enchessem dum ar diferente, uma espécie de gás que nos faz sorrir. Sinto-me sempre feliz quando regresso, e é por isso que sei, que só à força me levam para morar noutro lugar.
There's no place like home, and my heart is a prisoner of this town.

Depois, há sempre qualquer coisa diferente quando regressamos, e temos aquela sensação que a novela continuou e nos faltam uns episódios. E que temos mil e uma coisas para fazer, e porque não sabemos por onde começar, não fazemos nenhuma. E para continuar o estado de alheamento, pousamos os sacos e vamos ao cinema, que foi o que fiz ontem, fazer uns truques com o Harry Potter. Ainda pensei em vir até ao computador depois, mas o cansaço não me deixou passar do sofá da sala.

Nestes meses de Verão, há sempre também aquela sensação que está tudo parado, que foi tudo de férias, e é verdade que uma maioria dos portugueses faz férias na primeira quinzena de Agosto, nesta altura não há serviçoo que funcione. No entanto, ontem no cinema tive uma sensação diferente, é que eu vou ao cinema quase todas as semanas (o cinema é o meu lugar de culto), e se ao longo do ano poucas foram as vezes em que a sala esteve um pouco mais que composta, ontem, pleno Agosto, estava cheia! Bem sei que era o "puto mágico" que agrada a miúdos e graúdos, mas até parecia a crise a fazer as pessoas ficar por cá.

segunda-feira, julho 26, 2004

não se assustem...

...é só música! Pouco convencional talvez, mas mesmo a apetecer, se algures numa esplanada num prí­ncipio de noite junto ao mar...
deixo-vos, nesta semana que estarei algures que não aqui, com os Klezska!
e sim, o sinal de exclamação faz parte do nome.

as razões que nos levam para longe

Pois é, estas alturas de sol calor e fogos, são também alturas de viagens, e amanhã, aliás, hoje, mais uma semana me ausento desta terra onde os Templários quiseram ficar, e onde agora, eu e alguns outros ainda, assim teimamos também.
Não, não vou de férias, mas também não é bem trabalho, o que fazemos por prazer, e aquilo que nos tira da rotina, nunca é...
Quando voltar será Agosto, e é sempre um gosto voltar (adoro estas conjugações fáceis!)

até, deixo estas palavras do Mourão por mim, que me parecem apropriadas:

Nocturno

Eram, na rua, passos de mulher.
Era o meu coração que os soletrava.
Era, na jarra, além do malmequer,
espectral o espinho de uma rosa brava...

Era, no copo, além do gim, o gelo;
além do gelo, a roda do limão...
Era a mão de ninguém no meu cabelo.
Era a noite mais quente deste verão.

Era, no gira-discos, o Martí­rio
de São Sebastião, de Debussy...
Era, na jarra, de repente um lí­rio!
Era a certeza de ficar sem ti.

Era o ladrar dos cães na vizinhança.
Era, na sombra, um choro de criança...
David Mourão-Ferreira

Sobre o Cine-esplanada, em resposta à Sónia

Terei certamente algum material sobre o Polis, e sobre a zona do Cine-Esplanada em concreto. Em todo o caso, e porque esta Câmara realmente ainda não descobriu o que é a internet (nem lhes convém, a internet é um espaço demasiado livre...) podes sempre consultar tudo o que é suposto ser contruí­do (e destruí­do) ao abrigo do programa Polis, na casa Vieira Guimarães.
Claro que aqui por Tomar os projectos têm alguma tendência para serem alterados dum dia para o outro, como foi o caso do próprio Cine-Esplanada, que num dia era para ficar, e no dia a seguir era para vir abaixo. Devo no entanto dizer que no caso específico do Cine-Esplanada ainda não consegui bem perceber se sou contra, ou a favor. Ainda não vi bem o projecto. Mas gato escaldado de água fria tem medo... é que requalificações (a partir do zero) como no caso do Pavilhão Municipal, ou encerramentos ad eternum, como no parque de campismo, já chegam!

sexta-feira, julho 23, 2004

quinta-feira, julho 22, 2004

verdade

Ainda há pouco mo relebraram, e é bem verdadade,
"Só por quem confiamos, nos deixamos enganar"

frases

Das 101 tretas que me enviam todos os dias, achei que esta merecia ficar aqui:

"Trabalha como se não precisasses do dinheiro,
ama como se nunca tivesses sofrido
e dança como dançarias se ninguém estivesse a olhar"

Há valores que dão significado à nossa vida e a tornam mais bela!
Entretanto, o dia-a-dia, a hipocrisia, o materialismo e as nossas ambições, cuidam em sufocar em nós tais valores. É uma pena que não vejamos isso ou, simplesmente ainda que vendo, sejamos incapazes de lutar pelo que acreditamos, se é que acreditamos...

ai senhores... abri os olhos!

Não é que lá p'rós lados da Câmara continuam com a ideia de construir a ponte do flecheiro!
Onde está a visão dos governantes doutros tempos que colocaram Tomar à frente da sua região? Onde está essa audácia, essa coragem, e esse desprendimento de causas próprias?
Será que não é facilmente perceptí­vel que, ao contrário do que dizem os pseudo estudos encomendados, essa ponte não resolve nenhum problema, ao contrário cria graves e incontornáveis outros? Será que esta ponte surge, prioritária à de São Lourenço, porque realmente se acha a melhor opção, ou apenas porque é mais fácil, económica e logisticamente, não colide com interesses, e pode trazer ganhos políticos imediatos para as eleições do próximo ano?
Abri os olhos senhores, abri os olhos!

Thomar

Para o renovado projecto Thomar foi solicitada a minha colaboração. Tentarei corresponder.

quarta-feira, julho 21, 2004

terça-feira, julho 20, 2004

insónia, pela (seilé)sima vez

3.16 da manhã, um cansaço abismal,e o sono que não aparece por mais que sonhe com ele. Acho que o meu corpo decidiu que já não preciso dormir.

segunda-feira, julho 19, 2004

inquietudes e certezas

Este fim de semana fui obrigado a reflectir sobre algumas palavras, palavras que como quase todas representam algo, mas que neste caso são ainda mais importantes porque representam valores, porque representam qualidades, infelizmente, nem todas boas. Palavras como ética, verticalidade, dignidade, rigor, orgulho, honra e simplesmente palavra, mas também mesquinhez, hipocrisia, cinismo, egoísmo e egocentrismo.
É triste quando encontramos nos adversários as qualidades que defendemos, e vamos encontrar nos amigos, ou nos que nos seriam mais próximos, essas outras negativas. É triste, mas sempre em algum momento da vida isso acontece, e eu, que tenho por convicção saber reconhecer nas pessoas essas qualidades, ainda às vezes me engano, ainda às vezes me espanto. Felizmente, ainda às vezes pela positiva.
Felizmente também, que a justiça na vida tem tendência a repor a verdade, e a premiar quem tem essas características que fazem a Ética, assim como pelo contrário, fazer pagar quem as não tem, quem não honra a sua palavra, quem não pratica aquilo que apregoa, quem rasteja, quem chafurda na lama atrás do melhor lugar, quem pisa para poder subir. Esses tem têndencia a cair um dia, e quem muito anda de cócoras normalmente fica marreco. E um marreco vê-se à distância.
Há sempre tempo para emendar, há sempre tempo para endireitar a coluna, mas talvez seja verdade que quem nasce torto, dificilmente se endireita.
E não há melhor ganho na vida, que poder encher o peito de dignidade, andar de cabeça erguida e poder olhar os outros nos olhos e sorrir. E depois sabe tão bem, ouvir aqui e ali, o reconhecimento dessa nobreza de espírito e de alma.

de volta, acho eu...

Sabem aquele momento em que Edward Norton no excelente "Clube de Combate" fala das suas insónias e diz que já não sabe bem quando está a dormir e quando está acordado? É assim que me sinto neste momento.

sexta-feira, julho 16, 2004

De volta ao berço...

...da nação entenda-se, para onde vou daqui a pouco, deixando este espaço de mim desabitado mais uns dias. Espero que olhem por ele, e já agora, olhem por Tomar, não vá acontecer eu chegar e já ter ardido tudo.
Deixo-vos duas dicas para o fim de semana: para os fãs de bd, cinema e efeitos especiais, não se esqueçam de ir ver o Homem Aranha 2, que ao que parece está em exibição nos dois(!) cinemas cá da urbe. Para os que gostam de pintura, não percam a exposição de Paul Gauguin no alinhavos.

Fiquem com a recentemente embarcada para outra viagem, Sophia:


Catilina

Eu sou o solitário e nunca minto.
Rasguei toda a vaidade tira a tira
E caminho sem medo e sem mentira
À luz crepuscular do meu instinto.

De tudo desligado, livre sinto
Cada coisa vibrar como uma lira,
Eu – coisa sem nome em que respira
Toda a inquietação dum deus extinto.

Sou a seta lançada em pleno espaço
E tenho de cumprir o meu impulso,
Sou aquele que venho e logo passo.

E o coração batendo no meu pulso
Despedaçou a forma do meu braço
Pra além do nó de angústia mais convulso.

ainda arranjos na casa...

a pedido de várias famílias, troquei o sistema de comentários, porque de facto o do blogger não é grande coisa. Peço desculpa aos que já haviam dito qualquer coisa.

Agora sim

Ok, não estará ainda bem como o desejo, mas há tempo, e tempo é mais que suficiente para dar o pontapé oficial do nascimento deste canto, algures em nenhures.
Apeteceu-me criá-lo porque depois de algum tempo a escrever por aí nalguns sítios, achei que era mais que altura de ter o meu próprio espaço.
Não posso deixar de agradecer aqueles que, ainda este blog estava só em fase de estaleiro, e não só já passavam por cá, como deixaram nos seus sítios a direção para este. A todos o meu obrigado.
Este espaço, repositório dos meus desabafos, espero que seja também um espaço de encontro entre velhos e novos amigos, pois se os tempos modernos nos tiram muitas vezes as oportunidades de nos encontrarmos, ao menos criam-nos estes espaços que compensam um pouco. Boas navegações, vemo-nos por aí algures entre os pixels e os bytes.

terça-feira, julho 13, 2004

ainda...

ando às voltas aqui com o canto. o pouco tempo não me tem deixado ajeitar isto à minha imagem. lá chegarei