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quarta-feira, novembro 10, 2004

às vezes...

... enviam-me umas coisas que até parecem muito estúpidas, mas que têm o seu quê de verdade. Esta é uma delas.

"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."

quarta-feira, novembro 03, 2004

enfim, é o que temos...

Estive até de madrugada agarrado à televisão ouvindo as notí­cias que chegavam do lado de lá do Atlântico, e hoje de manhã a primeira coisa que fiz foi ligar a SIC notí­cias à espera de novidades. Fiquei realmente estupefacto quando percebi, como agora já se sabe, que Kerry não ia ganhar. Muitos chamariam parvoí­ce a este interesse nas eleições americanas, mas um cidadão consciente sabe que o Presidente dos EUA não o é apenas. É o comandante do império, ao qual sem sabermos ou admitirmos, também fazemos parte.
E pensei, aqueles americanos são mesmo estúpidos, mas como é que conseguem reeleger o mais pateta, o mais incapaz, o mais agarrado a interesses, Presidente de que há memória?
Mas depois é preciso reflectir e perceber que, em Portugal também elegemos o Durão Barroso, e agora temos lá o Santana em comissão de serviço. Na Madeira, temos aquele outro, o dos Carnavais, e exemplos destes repetem-se por todo o lado.
Bolas, até em Tomar todos os interesses se maquinam para reeleger o Toni da Cibernética, que poderá não ser pateta, mas é tudo o resto!
Não acredito na burrice das pessoas, acredito no seu conformismo, no seu amorfismo, mas acredito que conseguem ver para lá da propaganda. No fundo, como sempre digo, mais que a vontade de mudar, o ser humano tem medo da mudança.
Enfim, será porventura verdade que as sociedades têm o que merecem.

quarta-feira, outubro 20, 2004

Ainda os professores.

Pergunta-me a Sónia em comentário ao meu último post (de há uma semana, que não tem havido tempo) porque critico apenas a Ministra e o seu Ministério e não falo dos professores e em concreto no caso dos atestados médicos.
Ora bem, eu sou professor, não exerço actualmente a profissão/vocação pois sou sindicalista (se é que isso existe) a tempo inteiro, e por isso lido diariamente com os problemas dos professores e da educação, e como devem imaginar, conheço uma muito razoável quantidade de colegas de profissão que são em si mesmo muito diferentes. A classe docente é por ventura a mais dispar nos seus elementos, pois ele há educadores, professores do ensino básico, do ensino secundário; uns vêm das letras, outros das ciências, outros das artes,...; uns tiram o curso via ensino e portanto mesmo para dar aulas, mas outros são engenheiros, arquitectos, antropólogos, médicos, advogados, enfim, há de tudo.
Mas numa coisa eles (nós) somos todos iguais, e iguais aliás, julgo, a todas as profissões: todos querem boas condições de trabalho, e muito importante, estar perto da sua casa, perto da sua famí­lia. E portanto, é de certa forma natural que usem todos os argumentos para conseguir este objectivo.
Vão-me dizer: bem, mas há muitos atestados que são falsos. Em primeiro lugar diga-se que num universo de 175.000 professores não são assim tantos, é erradí­ssimo julgar o todo pelas suas partes, e tal como há maus professores, ou que tem atitudes menos correctas, também há médicos, juízes, advogados, polícias, jornalistas, pedreiros, electricistas. Em todas as profissões há maus elementos e os problemas de atitude e personalidade não têm a ver com a profissão mas com a educação e formação, com a consciência Ética, etc.
Depois é preciso dizer que, se um professor apresenta um atestado que diz que deve ficar mais perto de casa, esse atestado foi passado por um médico, e uma escola o aceitou e o tornou válido para efeitos de concurso, a responsabilidade é toda do professor?
E é preciso dizer que é muito estranho (ou não) que no momento em que finalmente a sociedade, e a comunicação social, começavam a olhar para os problemas dos professores, comecem a sair notí­cias que em primeiro lugar coloquem professores contra professores, e depois façam passar perante a opinião pública a ideia de que afinal os professores é que são os bandidos, e por culpa deles é que tudo está assim, fazendo uma extrapolação exagerada de alguns casos, como se fossem a regra.
E finalmente é preciso dizer que, quem deve regular, quem deve legislar, quem deve fiscalizar, não são os professores pois não?, e noutros anos nunca se ouviu falar duma tamanha catástrofe, certo? Então de quem é a culpa?
Os professores, como quaisquer outros, jogam com as regras que lhes dão, uns bem, outros menos correctamente é certo, mas se as regras não estão correctas, então há que alterá-las. E aos senhores do ministério fazia muito bem pôr a arrogância e o autismo de lado e ouvir um pouco mais os professores e os seus sindicatos.

quinta-feira, setembro 16, 2004

a complicação continua...

É, isto tem andado complicado, a malfadada lista anda não saiu, e já se sabe, isso significa trabalho extra para os sindicalistas, ainda que as más lí­nguas digam o contrário. Mas acreditem, não é fácil. Acho que nunca se viu tamanha incompetência, e é preciso reafirmar, isto tudo começou há um ano atrás, há um ano que os concursos se vêm arrastando, e os erros sucessivos têm sido escondidos, disfarçados, desculpados, ignorados.
E por um lado é bom, desculpem-me a franqueza, mas só mesmo quando os meninos não têm aulas, é que a sociedade se apercebe que algo na Educação não anda bem. Ora, há muito tempo que a Educação não anda bem, continua-se a brincar com algo fundamental para a evolução, para o futuro de um paí­s, duma sociedade, e aqueles que são os seus principais agentes, os professores, são tratados duma forma que nem me apetece tentar definir. Assim não vamos lá, e aquilo que mais me chateia é que daqui a um mês já todos se esqueceram disto, porque aquilo que interessa à maioria dos pais é ter um sí­tio onde depositar os filhos, sem saberem como as coisas funcionam por lá, ou se funcionam sequer, e os problemas não se esgotam na colocação de professores.