Mostrar mensagens com a etiqueta sociedade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sociedade. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, maio 07, 2020

A liberdade que temos e queremos


Texto publicado na edição de 1 de maio do jornal Cidade de Tomar.

Assinalar do nosso dia da Liberdade, o 25 de abril, é sempre bom momento para fazer reflexões.
Vivemos tempos absolutamente extramundanos, dias tristes, quase que irreais, que requerem, e vão continuar a requerer de nós uma grande capacidade de resiliência. O mundo mudará seguramente depois desta pandemia, que não sabemos quando terminará, mas seguramente continuará também enquanto crise económica e social, provavelmente a maior desde a 2ª guerra mundial.
O nosso país como sabem estava bem preparado financeira e economicamente, mas o embate desta crise é, vai ser, seguramente colossal.
Os momentos de crise são também bons para questionar – a nós mesmos, ao mundo, à vida.
Não a crítica fácil e tanta vez desmesurada e descabida ao outro, aos outros. Não a quem está na linha da frente e tem de tomar decisões e a quem tem de agir perante matérias para as quais ninguém estava preparado e todos os dias tem de reagir e criar novas soluções. Para isso haverá tempo.
Não, o que me refiro é à reflexão pessoal. Quem me conhece há muito, e particularmente na política e no partido socialista, já me terá muitas vezes ouvido ou lido a lançar o repto: para que serve a política?
É nestes momentos mais que todos, que essas questões são ainda mais pertinentes. A politica é… muita coisa. A arte do possível, da decisão da coisa pública… e nos próximos tempos, que vão ser difíceis, e provavelmente o advento de um mundo novo, um mundo que depois da enorme batalha vai precisar de forças para se reerguer, um mundo onde muitas decisões vão ser necessárias.
Espero eu, trabalharei por isso, que sejam decisões e transformações com valores do socialismo, que são os do humanismo, os do ser humano e do coletivo que somos.
Há muito a resolver a nível mundial, europeu, nacional, mas há também muito que poderemos fazer a nível local. Será preciso união, será preciso junção de esforços, será preciso… no espírito de John Kennedy pensar não tanto no que possam fazer por nós, mas no que poderemos fazer pelos outros e pela nossa comunidade.
Neste dia em que comemoramos a Liberdade, é também importante refletir no que ela significa. Num tempo em que, para um número cada vez maior da população portuguesa, como eu, a Liberdade chegou ainda antes do nascimento, o risco de se dar como adquirido aquilo nunca o está é cada vez maior.
Movimentos populistas, movimentos que se apoiam na desinformação de parte da sociedade e na velocidade que as novas tecnologias permitem essa propagação de mentiras e manipulação, sempre depois mais difícil de desmentir e corrigir, são cada vez mais perigosos.
O mundo perde valores, vê muitas vezes a política como coisa nefasta, não gosta da participação a esse nível e é muito fácil e muito bem vista a critica tanta vez insultuosa às instituições em geral e, independente do caráter, do espetro partidário ou qualquer outra particularidade, a todos os que desempenhem funções que são em verdade em prol dos demais.
E isso sempre foram os sinais, desde que há memória, e que os gregos antigos inventaram o conceito de democracia, para abrir caminho à perda dessa liberdade.
E, quase sempre o risco está nas pequenas coisas. O insulto fácil promovido pela aparente segurança quase que anónima do ato da participação de teclado, sem rosto ou história de vida, em que qualquer um se torna controlador dos outros e das suas ações, em que qualquer um aponta o dedo ao outro sem qualquer filtragem de ter ou não legitimidade ética e moral para o fazer;
Os julgamentos de caráter cada vez mais feitos na praça pública sem qualquer controle ou respeito pelas garantias e liberdades individuais, são perigos para todos nós e para o nosso futuro. No fundo, esquecendo um princípio muito basilar daquilo que deveria ser uma existência cidadã em democracia: primeiro a autocrítica, primeiro olharmo-nos ao espelho.
Bom mas, eu gosto sempre de me focar nos apetos positivos. E se temos maus exemplos, temos muitos aspetos positivos e bons sinais para continuar a acreditar e a ter esperança no futuro.
Poe exemplo, há cada vez mais praticantes do voluntariado, seja nas questões sociais e humanistas, seja nas da sustentabilidade e da nossa sobrevivência global enquanto humanidade, enquanto planeta, temas que até há poucos anos não estavam sequer no dicionário das preocupações.
Nos tempos que atravessamos isso tem sido bem notório. Sim, como sempre, há os que de tudo se queixam e quase sempre devendo ser os que mais se deviam calar. Mas o importante são os que metem mãos à obra, os que fazem, os que dão de si a pensar nos outros. Além dos excelentes profissionais nas mais diversas áreas.
E aqui não podemos esquecer todos os que, nesta fase que atravessamos, da área da saúde, da segurança, da proteção civil, da alimentação, das áreas sociais ou da educação, aos trabalhadores do município ou tantos que nas suas áreas profissionais dão tudo de si, muitas vezes enfrentando riscos, para trabalhar pelos demais -
Também não posso enquanto líder dos socialistas em terras nabantinas, deixar de particularizar e agradecer aos autarcas que estão também todos os dias no terreno, e a todos os militantes e simpatizantes que nas últimas semanas se têm disponibilizado para ajudar naquilo que venha a ser necessário.
O mundo mudou, vamos ter de nos habituar a isto, conseguir ultrapassar a desconfiança que agora muitos temos uns dos outros, e a viver numa realidade diferente desta, no dia em que nos for permitido “regressar à normalidade”, a uma nova normalidade.
Voltar a ter confiança para sair à rua e estarmos uns com os outros, como humanidade, como comunidade. Esperança, resiliência, nós vamos ultrapassar isto,
Por Tomar, pelos tomarenses. Por Portugal, pelos portugueses. Por todos nós e cada um.
Viva a Liberdade! Viva a Humanidade!
Hugo Cristóvão
Presidente da concelhia de Tomar do PS

sexta-feira, março 27, 2020

O inimigo invisível que a todos une


artigo de opinião publicado no jornal Cidade de Tomar de 27 de março

Vivemos tempos absolutamente desnaturais. Uma enorme batalha coletiva para a qual ninguém estava preparado.
Há que saber manter a calma, o discernimento, o bom senso, percebendo desde logo que não sabemos quando a situação vai acabar, mas que ela vai acabar, e depende de todos nós a forma com ela vai chegar ao fim. Como se diz muito nas redes sociais, “separemo-nos para nos podermos voltar a abraçar”.
Nestes tempos as instituições, particularmente públicas assim como das áreas sociais e saúde, e naturalmente muitas empresas essenciais, vão manter-se em funcionamento e desde logo há que sublinhar o papel de todos esses trabalhadores que, nas mais diferentes áreas, estão a prestar trabalho para o coletivo.
No município de Tomar também assim é, em todos os setores de funcionamento se mantém trabalhadores quer fisicamente, quer em teletrabalho, particularmente no atendimento telefónico e eletrónico. Já para não falar nos setores mais operacionais onde o trabalho à distância não é possível: bombeiros, higiene e limpeza, ou em algumas escolas. E nas águas e saneamento (agora na Tejo Ambiente).
Assim é, obviamente, com todas as chefias: da Presidente, aos vereadores, aos chefes das várias unidades orgânicas.
A comunidade não pode parar, e nestes momentos que poderão criar novos problemas sociais, nomeadamente por via do isolamento, a rede social com as suas muitas instituições vai seguramente mostrar a sua robustez, começando nas células mais pequenas e mais próximas de cada território: as comissões sociais de freguesia que em boa hora foram criadas e que têm nesta fase a sua prova de fogo, e onde cada Presidente de junta e o seu executivo são a primeira linha de contacto e de atuação, como não pode deixar de ser.
O pior destes momentos é o alarmismo, bem como as comparações avulsas. Cada território tem a sua especificidade, e aquilo que serve para Lisboa pode não servir para Tomar, e o que serve à cidade, pode não servir a cada uma das dezenas de aldeias do concelho, e vice-versa.
Com o passar dos dias, das semanas, vão seguramente surgir novos problemas, para os quais será necessário ir encontrando novas soluções.
O papel de cada um é essencial. Queiramos neste momento solidificarmo-nos como comunidade, e perceber que é ainda mais nestes tempos que a ideia de coletivo é determinante.
É nestes momentos que a célebre frase de John Kennedy faz ainda mais sentido: “Não perguntes o que pode o teu país fazer por ti, mas o que podes fazer pelo teu país”, ou pela tua comunidade, pela tua aldeia, pela tua rua, pelo teu prédio, pela tua família.
Esperando o pior, desejemos o melhor, e saibamos que a tormenta vai passar. E que vai existir um concelho, um país, um mundo depois disto, e para o qual também vai ser necessário encontrar novas respostas.
Que faça cada um de nós o seu papel, saibamos cuidar de si e dos outros, e procuremos a melhor forma de nos encaixarmos nesta que será porventura a maior provação das vidas da maioria de nós.
Sejamos fortes, sejamos inteligentes, sejamos solidários, sejamos humanos. Por todos e cada um.
Sejamos realistas e não nos agarremos a falsas sensações de segurança venham elas de onde vierem. Mas sejamos confiantes, com a contribuição e o cumprimento de todos vamos ultrapassar isto.
A vida é um bem raro, e o tempo é sempre escasso e precioso. Aproveitemos para refletir naquilo que mais importa na vida, e na forma como estamos no mundo e nos relacionamos uns com os outros.
A primavera começou cinzenta e chuvosa, mas a luz voltará.

terça-feira, dezembro 24, 2019

Ano novo, continuar o caminho

Publicado no jornal Cidade de Tomar de 20 de dezembro

“Para mim 2020 vai ser um ano de…”, é o que me pede o Cidade de Tomar.
Ora, antes de mais vai ser seguramente ano de trabalho, muito trabalho, como têm sido os anteriores. Ano em que vamos continuar a resolver problemas há muito por resolver, enfrentando obstáculos todos os sete dias da semana, e com eles ganhar determinação para os seguintes.
Os problemas humanos e sociais, como a resolução nomeadamente na área da habitação, de agregados familiares que muito continuam a precisar de ajuda (já sei que ao dizer isto, julga parte de quem lê que estou a falar apenas da comunidade cigana mas não, até são a minoria), ou da reabilitação de zonas da cidade, como a Avª Nuno Álvares Pereira, há muitos anos em decadência, ou a Várzea Grande que está como baldio desde sempre, e que a passará a ser a nova grande praça da cidade, como tantas gostariam de ter.
Um ano em que continuaremos a investir na contínua promoção do concelho em múltiplos aspetos, e também na criação difícil, mas persistente de condições para a fixação de novos negócios, e com isso a criação de emprego e fortalecimento da economia e das condições de vida da comunidade.
Tomar é, obviamente, um concelho com um excelente índice de qualidade de vida, quando somamos todos os aspetos que a compõem: oferta cultural, desportiva, associativa, patrimonial, paisagística, lazer, diversidade de comércio, desemprego residual, e muito mais que poderíamos aferir, especialmente quando comparamos o conjunto destes fatores com a larga região onde estamos inseridos. Mas isso não nos pode fazer descansar, e é pelo conjunto das condições de qualidade de vida e promoção da felicidade individual e coletiva que continuaremos a pugnar.
Será um ano em que localmente e mundialmente, as questões climáticas se continuarão a impor (a realidade impõe-se sempre, por mais que não queiramos, seja lá em que assunto for) e a necessitar do trabalho de todos. Assim como, e que a mim pessoalmente me é cara, a incessante promoção da cidadania e dos comportamentos cívicos em muitas matérias transversais à comunidade.
Não posso concluir sem deixar a todos os leitores, votos de boas festas, repletas de união fraterna com aqueles que a cada um completam, e um novo ano cheio de sucessos e felicidade.




sexta-feira, agosto 29, 2014

entretanto...

 

Ainda estamos na silly season não estamos? Por isso deixo uma metáfora visual em jeito de reflexão social para fins de agosto.
E venha de lá setembro.

sexta-feira, junho 21, 2013

"Direito e dignidade"

A minha crónica de quarta na Hertz pode lá ser ouvida ou lida na íntegra no esquerdo capítulo.

«É absolutamente incompreensível as opiniões dos que acham que, sim sim, têm direito à greve, desde que não prejudique ninguém. E de uma enorme hipocrisia os que acham que a greve de segunda prejudicou os alunos!
O que prejudica os alunos são as condições cada vez piores existentes nas escolas, a falta de recursos humanos e outros apoios, o aumento do número de alunos por professor havendo muitos casos de docentes com duzentos ou trezentos alunos; as propinas elevadas e os custos generalizados da educação cada vez mais elevados, e mesmo a falta de saídas profissionais ou um governo que diz à geração melhor preparada de sempre para emigrar. Isso sim, prejudica os alunos!
E mais importante que isso, prejudica todo um país e o seu futuro.

(...)
Já era evidente que o governo se está nas tintas para os alunos, e quer lá saber da legalidade, da equidade ou da igualdade de oportunidades. O que aqui se provou com esta atitude é que o governo quis vincar uma vez mais, não aos docentes mas a toda a sociedade, que não está para cedências, diálogos ou reivindicações, quis mostrar basicamente que, não adianta a contestação e a luta dos cidadãos, o governo fará sempre o que quer, contra tudo e contra todos, mesmo que contra milhares de cidadãos, ou contra a lei e contra os tribunais.
E é essa atitude, digo eu, que não podemos aceitar vindo de qualquer governante. E é por essa essência de dignidade e de limiar mínimo do estado de direito onde os governantes não se impõem aos cidadãos, mas respeitam-nos e representam-nos verdadeiramente, que acho que todos devemos continuar, e muito mais do que até aqui, a lutar.
A Liberdade e a Democracia são daquelas coisas a que costumamos dar valor quando não as temos. Por isso espero que tenhamos todos a noção de que já estivemos mais longe de as perder

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

o povo é quem mais ordena

- Cada vez são mais...
«Presidente da Câmara de Bragança julgado por abuso de poder», lê-se na RTP.
«Presidente da Câmara de Salvaterra de Magos acusada pelo Ministério Público de falsificação de documentos», lê-se n'O Mirante.

Mais o caso do agora demitido Paulo Júlio, pelas prevaricações enquanto Presidente da Câmara de Penela, e tantos outros por esse país. (Lembremos a perda de mandato de Macário, ou que lá vai por Mafra, por exemplo...)
E a tendência é para aumentar, não porque os casos sejam mais, estou convencido que não, mas porque a fiscalização e a justiça estão a apertar e finalmente a atuar a sério.

em Tomar, há tanto por onde pegar. O nosso maior escândalo, comparável à escala autárquica com a mega fraude do BPN e muitos dos contornos ilícitos que começam a ser aflorados (vejam a reportagem da SIC), com moldes muito parecidos entre a empresa e figuras políticas comuns em várias autarquias, falo do Parque T, está bem elencado no Tomar a dianteira.
Como é possível que, contra a vontade de todos e contra o simples bom senso, capítulo a capítulo, asneira atrás de asneira, o PSD nabantino tenha permitido tamanha dimensão de danosa gestão?!
E há, seguramente, muito ali a descobrir.

Mas em Tomar a questão começa em coisas aparentemente bem mais simples. Ainda em Dezembro último se provou na Assembleia Municipal que o presidente de Câmara, além das demais ilegalidades, mentiu descaradamente à AM, à comunicação social e aos tomarenses, ao ter afirmado antes que tinha um parecer jurídico que lhe permitia candidatar o município ao PAEL, parecer que evidentemente e como se provou, não tinha. Chamei-lhe várias vezes nessa reunião, olhos nos olhos, aquilo que se provou ser: mentiroso.
Ninguém achou sequer estranho ou anormal...
Noutros locais ou com outros protagonistas seria manchete de primeira página, mas em Tomar e no que toca à imprensa, que me tenha apercebido, não houve sequer uma linha em letra miudinha na página mais escondida de um jornal.

Será tão normal que um presidente de câmara minta, que já não lhe ligamos nenhuma?
Estamos assim tão alienados?
É a terra onde vivemos. Somos como somos. E depois queixamo-nos...

Ainda assim, é deste género de autarcas que as populações parecem gostar. Basta lembrar casos como Isaltino ou Valentim, mais que evidentes e afastados pelo próprio partido, e ainda assim, concorrendo como independentes e eleitos novamente.
Os cidadãos queixam-se da justiça e dos partidos, mas quando estes tomam decisões, o que fazem? Desautorizam as instituições e aprovam os prevaricadores.

E depois é muito fácil dizer em jeito de desculpabilização própria que os políticos são todos iguais. Pois... os não políticos (se tal existisse) também devem ser.

quinta-feira, janeiro 31, 2013

"sem emprego"



A minha crónica de ontem na Hertz sobre o tema em epígrafe pode lá ser ouvida, e lida no esquerdo capítulo.

«a grande missão dos autarcas municipais nos próximos anos será a capacidade de potenciar o emprego nos seus concelhos.
Este é efetivamente o novo e obrigatório paradigma da gestão municipal. O tempo das obras vistosas e das rotundas passou, agora é o tempo dos autarcas que ao invés de betão edificam pessoas

terça-feira, janeiro 15, 2013

santidade sacramental




Esta tarde uma aluna minha celebra a sua união matrimonial. Casa-se.
Não é a primeira e não será a última este ano letivo.
Mas esta tem 13 anos.
Será que por ser de uma etnia específica se aceita que se contorne, tanto, as convenções morais e de civilidade de um país?


Estranho mundo.

terça-feira, dezembro 18, 2012

curtas

- Apesar de estar há semana e meia em Lisboa, chegam-me notícias que Cidade de Tomar entrou em layoff.
Apesar de se prever há algum tempo é mais um sinal de preocupação. Não é apenas mais uma empresa, é uma empresa que precisa da publicidade de outras para sobreviver (sendo que a publicidade tende a ser das primeiras coisas onde se corta) o que evidencia para os que teimam em não ver, o estado do concelho.
E é um órgão de comunicação social que corre o risco de desaparecer. Apesar da comunicação social em Tomar ter muitas falhas no cumprimento do seu papel, sou dos que pensa que é melhor existir com defeitos, do que não existir de todo.

- Também O Templário, que recentemente comemorou 88 anos de existência, vai sofrer alterações, com a saída do seu diretor José Gaio. O Templário sofreu ao longo dos últimos anos, para melhor, algumas alterações quer de layout quer, e mais importante, na coerência da linha redatorial. (o que não significa que não haja, como sempre, críticas possíveis).
Os melhores sucessos na "nova vida" de José Gaio, e que na "nova vida" d'O Templário, se alterações houver, seja na linha da continuidade e da melhoria.
Tomar precisa de bons órgãos de comunicação social. Críticos, pertinentes, plurais.

- "População do concelho de Vila Franca já escolheu obras do orçamento participativo",
É favor ler, n'O Mirante, porque em Tomar, por mais que se insista, a maioria ainda não percebeu do que se trata. Pensam que orçamento participativo é ir a duas ou três aldeias fazer uma reunião com os amigos.

- "Quinta-feira é dia de vasculhar contentores do lixo para fazer uns trocos na Feira da Ladra", lê-se na RTP.
Não é só à quinta e não é só na feira da ladra. Os meus alunos alfacinhas já me falaram nisto algumas vezes. Vasculhar no lixo e ir vender para as feiras. Sinais dos tempos. Estranho mundo.

sexta-feira, setembro 14, 2012

"que se lixe a troika"

Amanhã, 17 horas, Tomar.
Ajuntamento na praceta Raul Lopes (em frente ao antigo Colégio Nuno Álvares) e seguir pela Avenida Norton de Matos até à praceta Alves Redol (Rotunda)

mais aqui


sexta-feira, setembro 07, 2012

curtas


O BCE liderado por Mário Draghi decidiu finalmente comprar dívida pública soberana dos países da zona euro que estejam em dificuldades. Até o nosso habitualmente pouco dissertante de alguma coisa que interesse, Presidente Cavaco já veio saudar a decisão lamentando apenas o tardio da mesma.
E o Governo da República, depois do que tem dito e feito, diz o quê? Nada, pois claro, o sr Passos que ainda em junho disse na AR que esse era um papel que não competia ao BCE e que essa hipótese não passava de retórica política, só conhece é austeridade.
Esperem por mais logo à hora de jantar que vem aí mais.... Ah, pois, logo a seguir joga a seleção! Coincidências... 
Pasta rebanho pasta, nesses verdejantes prados...

- A última entrevista do detentor da pasta ministerial da educação ao jornal Sol, prova o que eu e muitos já sabíamos... o caso é clínico e não tem cura. Venha outro.
Só não percebo porque se corta tanto, e a primeira medida deste governo foi aumentar o financiamento aos privados, quando no memorando assinado com a troika estava escrito precisamente o contrário disso...

- O Diário Económico está a promover um manifesto contra um novo aumento de impostos. Um raro ato de coragem num universo normalmente colaborante com os senhores que agora (des)governam.

- Amanhã é o dia internacional da literacia, e num relatório (ler aqui) diz a Comissão Europeia que "Europa deve combater «crise de literacia» desde a primeira infância". E em Portugal deve começar pelo Governo, digo eu.
Entre mais, lê-se por lá que: "Sobre o programa Novas Oportunidades, o grupo de peritos recorda que permitiu que mais de 1,6 milhões de portugueses melhorassem as suas qualificações, alargando as hipóteses de progressão profissional e pessoal."
Lembram-se, aquele programa que este Governo destruiu?

- António Rebelo faz no seu blogue uma transcrição da entrevista pertinente do presidente de câmara das Caldas da Rainha (Fernando Costa, PSD, que conheci há uns meses no Prós&Contras), servindo entre mais, para boa comparação com o que se passa em Tomar. Escuso-me por isso de acrescentar alguma coisa. Leiam.

sexta-feira, agosto 31, 2012

e dura, e dura...


Quem acreditou que o sal marítimo de agosto faria esquecer o assunto, não percebe nem o fenómeno das redes sociais, nem a forma como pensam e agem as novas gerações. A coisa continua a fervilhar por todo o lado.
Relvas sabe isso, e por isso mesmo põe "consultores" a testar as notícias que ele mesmo não pode dar, porque poucos lhe reconhecem já legitimidade para o fazer.
Por mim, continuo feliz que um desses poucos seja o, sem outro remédio, Passos Coelho. Mas lá que isso diz muito sobre este governo, sobre aqueles que o compõem, e sobre as suas motivações, lá isso diz.

foto surripada aqui.

terça-feira, agosto 28, 2012

quarta-feira, agosto 08, 2012

curtas

Bruno Salvador entre os atletas lusos olímpicos
- Hoje lá veio a primeira medalha, mas ontem o português João Silva terminou a prova de triatlo olímpico num brilhante 9º lugar (e Bruno Pais no 41º posto). O que muitos não sabem é que o treinador da Federação de Triatlo de Portugal é o nabantino Bruno Salvador que está assim também de parabéns.

- Depois da boa estreia olímpica, o atleta João Silva, estudante de medicina, proferiu esta bem humorada declaração:
«Não sei se este nono lugar me dá equivalência a alguma disciplina de fisiologia do desporto ou alguma coisa. Caso não dê, vou ter mesmo de voltar a estudar». A "relvaslização" da sociedade em curso...

- Mais de 40000 idosos deixaram de comprar o passe da terceira idade em Lisboa. Se isto não é bem demonstrativo do que está a acontecer no país, e não é suficiente para o Governo perceber que tem de mudar de rumo, não sei que mais seja, pessoas a morrer de fome à porta de São Bento?

- Ir "além da troika" na austeridade, e colocar austeridade sobre austeridade, não é afinal, ao contrário do que defendem Passos, Cavaco e os amigos, premiado pelos mercados, antes o contrário. É o que conclui um estudo do BPN Paribas, relatado, curiosamente, num dos órgãos ao serviço da atual governança, o semanário Sol.

“Vertigo – A Mulher que Viveu Duas Vezes”, de Hitchcock, destronou “Citizen Kane - O Mundo a seus Pés”, de Orson Welles que há 50 anos era considerado o melhor filme de sempre, nesta eleição do British Film Institute. Apesar de já velhinhos, são ambos filmes excecionais! mais no ipsilon.

terça-feira, junho 12, 2012

"ai portugal, portugal"...

Anda tudo a falar disto na internet, e aposto que a maioria limita-se a replicar sem ouvir.
Seja como for, eu ouvi em direto e já "reouvi" e é difícil que este seja, como está descrito no you tube, o melhor discurso que já ouvi, mas é um excelente e acutilante discurso sobre a atualidade do nosso país, proferido por António Nóvoa anteontem nas comemorações do 10 de junho.
Quase 15 minutos que todos os portugueses deviam escutar (e já agora analisar as expressões de alguns dos ouvintes...)



quarta-feira, junho 06, 2012

exorcismo

Quando em Portugal a instituição igreja católica começa a ter posições mais à esquerda que um governo, quando figuras proeminentes dessa instituição começam a criticar publicamente o governo dos partidos pelos quais normalmente fazem lóbi... estou enganado, ou só pode querer dizer que isto está mesmo muito mau?!

quinta-feira, julho 14, 2011

romance público

Ora eu estava lá e nem me apercebi, ouvi depois, mas só agora percebi que era a prima Marisa quem foi pedida em casamento, em plena Benção dos tabuleiros. (http://www.otemplario.pt/ultimahora/noticia/?id=6601)

PARABÉNS MARISA, e PARABÉNS VASCO (também pela ideia).

sexta-feira, março 11, 2011

opinião

A minha crónica da última quarta-feira na rádio Hertz, pode ser ouvida no sítio do costume. (desta vez com um péssimo som, que a coisa teve de ser feita por telemóvel)

Desta feita intitulada "a demagogia ao poder", que é como quem diz, sobre a "manifestação da geração à rasca", os vencedores do festival da canção, e outras parvoíces.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

capitalismo e fast food

"Câmara de Tomar aprova alargamento de horário de McDonalds", noticia O Mirante Online.
"Desde modo, o estabelecimento vai permanecer aberto 24 horas, embora de noite os consumidores apenas possam comprar comida para levar."

É que era mesmo o que estava a fazer falta...
Não é que eu seja propriamente contra, mas que é um sinal marcante dos tempos não tenho dúvidas. Por exemplo na postura da Câmara.

Veja-se por exemplo: Para um barraca de cerveja esporadicamente na Praça da República onde não incomoda ninguém, para um festival de tunas ou algo do género, ou seja, para actividades colectivas e não lucrativas, que estão abertas à comunidade e têm o seu quê de contribuição em várias áreas, por exemplo no turismo pois sempre são mais uma actividade, colocam-se todos os problemas e mais algum.
Para uma empresa privada cuja grande parte do lucro vai para o estrangeiro, que é das que mais contribui para a produção de lixo, e das mais gravosas em termos de saúde pública no que diz respeito à alimentação, que está numa zona residencial e onde os clientes vão essencialmente de carro, permite-se agora que esteja aberta... para todo o sempre.

São os tais critérios... ou a falta deles.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

coisas que não evoluem

Acabei de ver na SIC Notícias, que liguei ainda há pouco, uma notícia sobre desacatos com sindicalistas em Lisboa que me faz pensar em 3 coisas tristes:

Nas pessoas, pior ainda quando se tratam de sindicalistas, que confundem Liberdade com ausência de regras (e os sindicalistas que aparecem a comandar são sempre os mesmos, para estes não há limitação de mandatos);

Que os 2 detidos são... professores - sempre a aparecer na TV pelas piores razões, ainda não perceberam que isto em nada contribui para a imagem da profissão, imagem essa que depois contribui para muito do que se contesta;

Que os jornalistas também são o que são - no rodapé lia-se algo como "2 detidos em frente à casa de Sócrates", o que posso interpretar como falta de rigor ou desleixo -o que já é mau- mas posso igualmente interpretar, porque é isso que faz na prática, como forma de influenciar um determinado pensamento em quem vê a notícia.
É que para ser rigoroso, São Bento é a residência oficial do Primeiro-Ministro. Mas José Sócrates, como é público, não mora lá. E hoje nem sequer está no país, como também é público.
Pode parecer um pormenor, mas quem estuda os fenómenos da comunicação e do "poder da imagem" construída, sabe bem que são estes pormenores que fazem toda a diferença.
E "desleixos" deste tipo são constantes.