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domingo, janeiro 29, 2012

quem nos trata da saúde: petição pública

Motivada pela reorganização apressada, lesiva e mal explicada que o conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo pretende levar a efeito, a Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar, mandatada pela reunião extraordinária de 25 de Janeiro, elaborou uma petição com o propósito de levar o assunto à discussão em plenário na Assembleia da República. Para que isso aconteça precisamos de um mínimo de 5000 assinaturas.
Todos devemos dar o nosso contributo.

Notas:
O documento com duas páginas, deve ser impresso no frente e verso de uma só folha e desse retirar as cópias necessárias.
Para ser válido, todos os signatários têm de colocar o seu BI ou CC.
As folhas, depois de assinadas, devem ser entregues o quanto antes a um membro da Comissão de Saúde, dirigente de qualquer das  forças políticas nabantinas, ou no correio do edifício da Assembleia Municipal de Tomar, Casa Manuel Guimarães (antiga biblioteca municipal).
Não é necessário completar todas as assinaturas de uma folha para a entregar.

Todos somos chamados e a todos compete passar a palavra.



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segunda-feira, janeiro 23, 2012

demagogia e verdade

Alexandre Correia Leal, reconhecido médico e empresário radicado em Tomar, acusa-me no meu texto abaixo (arrogância de alpaca II) de ser demagogo. É uma opinião legítima, mas não concordo, como aliás não concordo com algumas outras que tem tido em relação a esta, mais uma, reorganização do CHMT.

Se falo nisto é porque a demagogia é uma das atitudes que mais condeno na política (ou em qualquer outra atividade) excepto em casos muito raros em que apareça aliada ao sarcasmo e ao humor. E por isso se há coisa que tento não ser, é precisamente demagógico.

Acusa-me ainda de errar o alvo. Mas a única coisa que faço nesse texto é reagir em função dos dados disponíveis e esses parecem-me claros. Numa conferência de imprensa, um gestor público politicamente nomeado há um mês, deu-se ao luxo de gozar com os autarcas, ou seja, aqueles que foram legitimamente eleitos pelo povo.
E fez mais, desviou o assunto para a questão dos transportes entre as unidades hospitalares, que obviamente é um problema que não foi criado pelos autarcas e dificilmente poderá ser resolvido por estes. Ora isso é que me parece demagógico.

Bom, e isto "dava pano para mangas". Mas não vale a pena insistir muito no assunto. A minha tese essencial é esta: gestores públicos, ainda para mais nomeados politicamente não podem ter este tipo de atitudes. E digo-o com a legitimade de quem durante dois anos teve também funções dessa natureza e teve de enfrentar várias situações difíceis, a maior parte delas criadas antes do meu início de funções, tendo sido aliás muito mal e injustamente tratado por um jornal distrital, sem que alguma vez tenha reagido com este tipo de atitude.
Ser gestor público obriga desde logo a uma postura de humildade, capacidade de diálogo e de ouvir e respeitar as críticas. Chama-se a isso postura de serviço público.

Mas o essencial de tudo isto do CHMT é para mim simples, trata-se da questão da verdade (palavra tão cara ao PSD) e da falta dela. E reconheço que nesse aspeto esta administração ou outra nem tem grande responsabilidade porque é verdade, respondem "perante a tutela" tal como afirmaram.
Ora relativamente à tutela, ou seja, ao Governo, a verdade é simples e está à vista de qualquer leigo, estão a preparar as coisas para a venda do hospital de Tomar e andam aqui com manobras para entreter, em vez de assumirem aquilo que verdadeiramente desejam.


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quem nos trata da saúde III

COMUNICADO
22 de Janeiro de 2012

Os Partidos e Movimentos Políticos (PSD, PS, IpT, CDU, BE e CDS/PP) representados na Assembleia Municipal convidam as populações a marcar presença na próxima Assembleia Municipal Extraordinária, com o único ponto“Análise do Processo de Reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo, com especial incidência no Hospital de Tomar” no dia 25 de janeiro de 2012, a partir das 16.00 horas, ostentando as cores e os símbolos de Tomar.

vermelho, branco, preto... resumindo: traje dos tabuleiros

sexta-feira, janeiro 20, 2012

arrogância de alpaca II

"Os autarcas que estão preocupados com o CHMT que resolvam a questão dos transportes entre hospitais", lê-se na rádio Cidade de Tomar.

Quem o disse foi Paulo Vasco, um dos elementos do Conselho de Administração na conferência de imprensa de terça passada, onde ainda se deu ao luxo de gozar com os eleitos pelo povo.

Tradução: não nos chateiem, nós é que sabemos e fazemos o que queremos, e se estão tão preocupados, resolvam mas é os problemas que nós mesmos criámos. Queremos lá saber se isto é um hospital com corredores de 30 Km e portajados!

Realmente, com gestores públicos deste calibre... os políticos é que são os maus!
Bom, é verdade alguns são, começando por aqueles que nomeiam para funções públicas (e bem remuneradas!) "gestores" que começando logo na atitude, não têm respeito nenhum por um princípio muito simples que se chama serviço público.  

quarta-feira, janeiro 18, 2012

uma questão de nomenclatura

"TOMAR – Garantia de Joaquim Esperancinha: «Câmara Municipal entendeu as alterações a implementar e considerou-as necessárias", diz-nos a rádio Hertz.

Pois é, o velho problema de se misturarem as designações das coisas num grande caldo linguístico-terminológico.
Misturar Município com Câmara Municipal, Câmara com Assembleia, etc. É muito habitual, mesmo muitos responsáveis e até os titulares desses órgãos fazem essas confusões.

Neste caso é semelhante, confundir Presidente de Câmara com Câmara Municipal. É um costume corrente particularmente em Tomar, julgar que a Câmara é o seu presidente e os outros seis estão lá para enfeitar.
É um costume que começa nos próprios Presidentes de Câmara. Basta lembrar os dois anteriores por exemplo na questão ParqT que decidiram sempre sozinhos, levando o assunto à reunião do órgão apenas quando precisaram da "ratificação" do ato.

Voltando à questão do hospital, ficamos portanto a saber que Joaquim Esperancinha "teve reuniões com os autarcas de Tomar, Abrantes e Torres Novas, nos meses de Dezembro e Janeiro e, na altura, também do lado do presidente da autarquia nabantina, recebeu a «compreensão» sobre este processo." e ainda que teve uma "excelente receptividade" nas reuniões que teve, de forma que até ficou "surpreendido com a posição de alguns deles. Quase a incentivarem para avançar."
Mais, que "A Câmara de Tomar entendeu as alterações e considerou-as necessárias."

E agora sr. presidente Carlos Carrão, em que ficamos? Onde está a verdade?

Entretanto vai chegando a confirmação do que digo há muito tempo:
"Esta reorganização é apenas o primeiro passo. É quase inevitável, no âmbito do novo mapa hospitalar, que o Ministério da Saúde tem em estudo, a região do Médio Tejo venha a perder um ou dois dos três actuais hospitais.", lê-se na rádio Renascença.

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terça-feira, janeiro 17, 2012

arrogância de alpaca e a careca dos culpados

a alpaca no seu estado mais selvagem...
«Respondemos à tutela e não à Câmara Municipal» diz à rádio Hertz o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo que tomou posse há um mês.
Eles que acrescentam ainda «esta reestruturação foi imposta pela tutela»

E o que nos dizem estas duas frases?

A primeira, uma tendência cada vez maior duns tecnocratas armados em gestores que julgam que gerir é "não passar cavaco" e que estão acima dos eleitos pelo povo, particularmente acima dos políticos, "essa gente".
Infelizmente esta tendência é reforçada na atualidade e suporta-se na demagogia irresponsável que perpassa pela nossa sociedade, quando se diz tanta vez que no que quer seja de decisões públicas, as decisões devem ser técnicas e não políticas.
Não se enganem meus senhores, as decisões são sempre políticas! E mal estaremos no dia em que deixarem de o ser, significa que viveremos bem pior e poderá ser num qualquer sistema, mas não será seguramente numa Democracia.
Gestores destes estavam bem era a gerir os seus quintais (na maioria das vezes é como se estivessem...), talvez aí não precisassem mesmo de falar com ninguém.

A segunda frase tem uma leitura mais simples e óbvia: não há estudos que justifiquem as decisões, não há diálogo com quem de direito, não há capacidade de compromisso e quiçá encontrar melhores soluções construídas em conjunto. Estas decisões são assim porque o governo quis e pronto.
Não há qualquer hipótese de dúvida em relação a isto.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

quem nos trata da saúde II

manifestação de dia 14, foto d'O Templário
Tal como informa O Templário, hoje está marcada nova manifestação em defesa do Hospital de Tomar e contra o esvaziamento que o mesmo vem sofrendo, sendo que as últimas alterações apresentadas, a serem confirmadas, ditarão na prática o seu encerramento a breve trecho.

A ideia de que se trata apenas de uma reorganização de serviços é treta, uma vez que sem a base de todas as outras especialidades, a medicina interna, um hospital não é hospital.

O que se prepara é a evidente, já antes tentada, manobra que leve progressivamente ao ponto de não retorno, aquele em que o hospital já não seja de todo viável, e com isso ao "natural" processo de venda ou pelo menos de boa parte.

Trata-se de mais uma vez bater no elo mais fraco, Tomar, cujos responsáveis políticos da última década e meia não têm conseguido, sabido, ou sequer tentado defender, no equilíbrio de forças sempre débil com Abrantes e Torres Novas.

Na manifestação de hoje (e na de amanhã) não poderei estar presente (pelas 15h na Praça da República, enquanto decorre a sessão extraordinária da Câmara Municipal), mas espero não só que a mobilização de sábado não esmoreça mas que ainda se reforce, e que seja hoje que os responsáveis pelo PSD local apareçam e não apenas passem ao largo para ver como está a manifestação, como alguns fizeram no passado sábado.

Boas lutas, com razoabilidade e inteligência, por Tomar sempre.

sábado, janeiro 14, 2012

quem nos trata da saúde

foto de O Templário
Hoje, a partir das 20h junto ao Hospital de Tomar, há manifestação popular contra os mais recentes encerramentos anunciados.

Espera-se que a população, mas também responsáveis institucionais e políticos estejam presentes como manifestação de força da comunidade. A verdade é que, embora seja preciso racionalizar este enorme erro que foi a construção tripartida de um hospital, o elo mais fraco tem sido sempre Tomar, certamente não sendo estranho a isso a pouca capacidade de ação e influência, e quase sempre alheamento do município nabantino e dos seus responsáveis políticos de há mais de uma década.

Entre os presentes mais logo, espero ver muitos militantes e dirigentes do PSD local e estou certo que o seu presidente  lá estará, uma vez que há coisa de um ano e meio atrás, por algo muito menos importante e que não passava na altura de alarmismo, trouxe para a rua a população da sua freguesia, a Serra.
Lembro-me bem de o ter avisado num debate da rádio Cidade de Tomar que devia ter cuidado com a coerência e com a verdade dos factos, e lembro-me bem do que respondeu.
Por tudo o que fez e disse antes, se há pessoa que não pode faltar hoje é José Delgado.

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sexta-feira, outubro 07, 2011

tão perto e tão longe

"OURÉM - Câmara e Assembleia Municipal concentram forças em favor da saúde da população", informa a rádio Hertz.

Em Tomar também costuma ser assim...
Parecido, muito parecido - como vinho e leite.

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

debate

A minha crónica da última quarta-feira na rádio Hertz, pode ser ouvida aqui.
Desta feita sobre as magnificas comemorações do Dia da Cidade que se avizinha e outros desleixos da nossa Câmara.




Amanhã, na rádio Cidade de Tomar entre as 10 e as 13h, debate sobre um tema que domino na perfeição: Saúde...

quarta-feira, setembro 15, 2010

SNS

Nesta época em particular, em que por via de revisões constitucionais e afins, alguns tentam acabar com o Serviço Nacional de Saúde, quando o que acontece pelo mundo fora é precisamente o contrário, convém lembrar que este organismo a que muito criticamos mas que é referência internacional, faz hoje 31 anos. Era então no Governo liderado por Mário Soares, Ministro dos Assuntos Sociais António Arnaut, para sempre conhecido como o pai do SNS.