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quarta-feira, janeiro 05, 2011

os lobos na pele de cordeiros

"João César das Neves (JCN) faz hoje, ao contrário do habitual, uma mistura de religião e política na sua homilia no DN. Aproveita para zurzir o primeiro-ministro com alguma leviandade e má fé nos aspectos pessoais e com legitimidade democrática, nos aspectos  políticos.

A homilia intitula-se «A sombra da falsidade» e serve para bolçar a raiva transportada com os avanços civilizacionais na legislação sobre Família.

JCN, um beato amigo do peito e da hóstia de qualquer cardeal a quem o espírito Santo e o Opus Dei enfiem a tiara, não digere a legislação sobre o divórcio, o aborto e os casamentos entre as pessoas do mesmo sexo.

JCN sabe que mente ao acusar o Governo de «enveredar impudentemente pelo partido mais extremista» no que se refere, por exemplo, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, pois fazia parte do programa com que o PS se apresentou a eleições. Mas o que é uma mentira quando se está convencido de que há um deus com um caderno a apontar todas as tolices que dizem ser do seu gosto?

Quando JCN afirma que «Agora a crise faz a impostura descer a canalhice» não é o troglodita que parece, é o beato sequioso de água benta, o catecúmeno ávido de bênçãos e o beato ansioso por indulgências.

JCN está sempre tão impaciente para defender as tolices da sua Igreja como para atacar a modernidade e os direitos individuais."


Foi escrito por Carlos Esperança no Ponte Europa. E eu queria tanto, tanto, ter sido eu a escrever este texto.

sábado, outubro 23, 2010

estou baralhado

Ora, parece que grande assunto da última reunião de câmara foi a discussão entre as vereadoras Graça Costa dos independentes (embora até às últimas autárquicas do PSD) e Rosário Simões do PSD, responsável pelo pelouro da Acção Social, a propósito do espectáculo degradante do sem abrigo que mora nas casas de banho públicas junto à Ermida de São Gregório, logo ali à entrada norte da cidade e do Hotel dos Templários.
Já o presidente da Junta de Freguesia de São João Batista, também independente (embora até às últimas autárquicas do PSD) refere também o assunto em todas as Assembleias Municipais.

Então mas, não foram os independentes (e também o PSD) que apresentaram na última sessão ordinária da AM uma moção de louvor ao trabalho da vereadora?!

Bom, parvoíces à parte, a resposta da vereadora em relação ao assunto continua a ser, tal como o Presidente, ah e tal temos muita pena do senhor, ah e tal através do diálogo, ah e tal não é fácil... blá, blá, blá, desculpas de mau pagador como diz a sabedoria popular.

Ó liderança, ó capacidade de decisão, ó determinação em resolver os problemas, onde andam que não vos vejo ali para aquelas bandas da maioria PSD?!

Com uma câmara a sério, com uma liderança segura, há muito teriam percebido que ter pena do senhor é querer verdadeiramente resolver o problema, e que aceitar o problema é entender a vergonha que aquilo é para a nossa cidade a começar na vergonha que deveria ser para quem nos (des)governa, e que quando os diálogos não funcionam há regras e leis, e uma coisa muito importante chamada interesse público! E pronto, decide-se, e resolve-se.
Se outro sítio não houver, há uma ala psiquiátrica no hospital onde estou certo que tratarão muito bem o senhor. Será que isto é que é ser desumano, ou manter tudo como está
ad aeternum?

quinta-feira, outubro 14, 2010

tomarices

Noticia O Templário online que o cartaz da Feira de Santa Iria, que começa amanhã em Tomar, está a ser alvo de críticas (embora não se diga por parte de quem...) porque a imagem lembra uma mulher muçulmana.

Há certamente muito a criticar, desde logo por só ontem o cartaz ter começado a ser distribuído o que nos leva a perguntar para quê gastar esse dinheiro se na prática já não vai divulgar grande coisa;

mas essencialmente na feira em si, na forma como é organizada, nas ilegalidades todas que são cometidas, e globalmente, no como uma feira que como tanto mais em Tomar era referência na região, se tornou numa coisa banal igual a todo o lado ou em muitos casos pior.

Agora, criticar a estética do cartaz... só mesmo numa terra onde há muita gentinha sem mais nada para fazer que passa a vida a falar mal dos outros mas sem realmente saber criticar construtivamente o que possa merecer verdadeira crítica.

O gosto é sempre subjectivo, há aliás um filme francês muito interessante que gira à volta do assunto. "O gosto dos outros", vale a pena ver.
Acontece que na minha opinião, e eu tenho obrigação de perceber alguma coisa do assunto, os técnicos de artes gráficas do município já aqui o escrevi, nem sei quem são mas são do melhor que por aí há nas autarquias.
Este cartaz até pode não ser dos melhor conseguidos, mas a mim, a senhora tanto me parece uma muçulmana como uma qualquer pastorinha de Fátima.

Em todo o caso, a quem foi buscar essa da muçulmana, talvez fosse bom explicar que até acontece que a lenda de Santa Iria é uma lenda moura. Aliás, o fenómeno de "fátima" também nasce nessas paragens. 

A história e a cultura sempre mostraram servir para alguma coisa, nem que mais não seja, perceber quando se deve estar calado.
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terça-feira, setembro 28, 2010

nabantinos de qualidade

A jovem designer da Pedreira - Tomar, Rita Clara, vestiu as concorrentes da Miss Portugal Mundo (fatos de banho e vestidos de noite), tal como noticiou O Ribatejo, uma gala que ocorreu no Teatro Camões no Parque das Nações e foi transmitida pela SIC e SIC Internacional.

Rita Clara é uma jovem dinâmica, empresária e preocupada com a sua comunidade, e foi a mais jovem cabeça de lista do PS nas últimas autárquicas em Tomar, tendo concorrido à Junta de Freguesia da Pedreira.

sábado, setembro 18, 2010

de passagem pela aldeia

Agora que as festas populares estão em fim de época, não quero deixar de colocar no algures aqui o Tabuleiro que tanto sucesso alcançou nas festas de Poço Redondo onde estive no domingo passado.

É mais uma prova de que a maioria das vezes, as ideias mais simples são as melhores.


De positivo também a presença de muita malta nova na organização da festa. É sempre um sinal de vitalidade e continuidade.

E eu que nem sou grande apreciador destas festas populares mais "populares", especialmente pelo excesso de decibéis que normalmente acompanha um certo gosto musical, gostei do ambiente, e particularmente da tarde ao som dos Drama&Beiço, que puseram miúdos e graúdos a dançar. E o frango estava muito bem assado.

quarta-feira, julho 28, 2010

quimeras e vitupérios

No seu blogue Tomar a Dianteira, António Rebelo, aposentado colega de profissão e profícuo bloguista nabantino, interpreta a citação que uso e o que sobre ela escrevo aqui no algures, no post anterior a este.
É verdade que quando escrevemos algo e o tornamos público, estamos sujeitos às interpretações que, tal como as opiniões, cada um tem sobre o que quiser e assim, tanto António Rebelo como qualquer outro têm, por mais divergentes, por mais imaginativas, ou mesmo absurdas que possam ser essas acepções, direito a elas. E António Rebelo concorde-se ou não com ele, tem a preeminência de escrever e assumir o que pensa.


No caso concreto todavia, penso que todos os de boa fé (não estou a acusar AR de má fé, apenas não me chega agora melhor expressão) terão alguma dificuldade em ser tão "assertivos" como o comentador em causa parece querer ser. Ler das minhas palavras que "Hugo Cristóvão dá a entender, citando Leonardo da Vinci, que tem sérias divergências com Luís Ferreira" é de uma liberdade de leitura muito ampla, ou, mais exacto, muito de acordo com o que porventura se gostaria de ler, mas não com o que está escrito.
Até porque, convenhamos, a assim ser, ou Luís Ferreira é o meu único amigo, ou é o único com quem tenho "sérias divergências".

Obviamente não é verdade. A verdade é que o quis dizer é o que se pode depreender do que escrevi: ser amigo de alguém é conhecer as suas qualidades mas também os defeitos, lembrá-lo desses defeitos, encorajá-lo a tentar se possível corrigi-los (ou no exemplo clássico que se explica aos meninos pequeninos na escola, o amigo é quem nos diz que estamos ranhosos!), mas perante outros olvidar os defeitos e enaltecer sim as qualidades.
Sem me referir a ninguém em concreto, não deixa de ser evidente que também quis dizer que quando temos a responsabilidade por exemplo, de liderar um partido político, esse ser bom amigo (ou mesmo que não se seja) passa a ser obrigação: entre muito mais, apontar em privado os defeitos, louvar em público os atributos.

divergências – é da vida e acontece a todos os que pensam sobre um qualquer tema – tenho muitas, umas pontuais, outras mais prolongadas, tanto com amigos como colegas de profissão, camaradas e adversários políticos, e mesmo com simples bloguistas, como no caso do autor que motiva estas linhas.

A verdade é que AR, com as motivações e perspectivas a que tem direito, escreve sobre muita coisa, e das partes que leio umas vezes concordo, mas provavelmente na maioria das vezes não, essencialmente pela forma como muitas vezes o faz: como se escrevesse de um pedestal de superioridade intelectual, cívica, académica, e por aí fora. Habituei-me bem jovem em muitos sítios por onde tenho passado, e de há uns anos já largos muito na política e no seio do PS, a combater essas atitudes se prejudiciais, a ignorá-las se inócuas.

É a segunda atitude que tanto em relação a AR, como a outros autores de blogues nabantinos entretanto extintos, principalmente tenho tido.
AR (que afirme-se, se apresentou em tempos à Comissão Política do PS Tomar como candidato a candidato à CMT, com primeira e quase única responsabilidade minha – e depois acusam-me outros de ditador!) escreve muitas vezes sobre o PS Tomar do qual sou o primeiro responsável; lesto a catalogar e rotular pessoas, escreve sobre os seus dirigentes, os seus autarcas, as suas estratégias, as suas motivações, não só muitas vezes distanciado da evidente realidade de um partido cuja vivência e dinâmica não conhece, mas chegando mesmo muitas vezes próximo dos limites do insulto.

Veja-se no texto que aqui abordo, por exemplo esta expressão que se refere ao PS Tomar: "porque os seus militantes, quaisquer que sejam os acidentes de percurso, não vão abandonar o seu ganha-pão, em todos os sentidos da expressão -do aspecto material ao âmbito político-eleitoral".
Além de totalmente desfasado da realidade, como o podem interpretar os 400 militantes do PS em Tomar? Os, entre CPC e Secretariado, mais de 50 dirigentes? As várias dezenas de autarcas socialistas no concelho? Insulto é o mínimo.

Que fique claro que não pretendo acudir a todos os fogos que pretendam por aí lançar, que é como dizer, não estou para responder a todos os dislates que por aí se vão dizendo por actores mais ou menos comprometidos, mas por agora se esclareçam os cegos de espírito, que aos outros basta ver:
– Os 4 socialistas (2 vereadores + 2 secretários) que estão actualmente em nome dos tomarenses e do PS, em funções renumeradas a tempo inteiro na Câmara Municipal têm profissão à qual voltar, e ao contrário de outros sabem que a política é sempre passageira;
E mesmo sabendo-o, a todo o momento lhes é recordado;
Sabem que não foram eleitos como individualidades mas como membros de uma equipa e sob a égide dos valores de um partido ao qual prestam contas, partido esse que no dia em que entender, tal como sempre foi assumido, se falharem os pressupostos acordados com o parceiro de coligação ou as condições para ser fiel tanto aos princípios políticos como para com os tomarenses, imediatamente cessa esse acordo;
O que, desenganem-se os que ficarem já a esfregar as mãos, SÓ acontecerá SE o que antes afirmei efectivamente se verificar.

E já agora entenda-se que: no Partido Socialista em Tomar há princípios e valores, há regras e Estatutos a ser cumpridos, há hierarquias e há colectivo, e há muita serenidade e confiança para continuar a acreditar nas nossas capacidades, nas nossas ideias, nos nossos projectos para o concelho, independentemente do amorfismo estabelecido, do pessimismo militante, das elites caducas, e sobretudo da opinião pública construída sobre as vontades individuais de meia dúzia.

O caminho faz-se caminhando – dizemos há muito no PS nabantino.
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sábado, fevereiro 27, 2010

modas

As redes sociais na internet estão e estarão cada vez mais na moda. Facebook, HI5, Orkut, Plaxo, Twitter, entre outras.
Para divulgação de eventos ou de causas, para promoção pessoal e profissional, para promoção de instituições, ou simplesmente numa forma fácil de eliminar distâncias entre amigos e conhecidos.
Como todas as modas, como todas as tecnologias, também esta tem coisas melhores e piores.
Uma das que não é propriamente má, mas a mim que gosto das coisas da psicologia e da sociologia, parece particularmente interessante, é aquela faceta que que se revela em muitos, dos que não pretendem mais de que por um qualquer sintoma, mostrar que têm muitos amigos.
Claro, amigos virtuais (e ainda assim fica um pouco aquém do conceito de amigo virtual). No meu caso chegam-me convites ao HI5 (plataforma à qual nunca achei grande interesse, por ser até no aspecto, demasiado pro-teenager) e ao Facebook de pessoas que nunca vi na vida! Por norma não aceito esses convites, a não ser quando por análise ao perfil da pessoa, fique a dúvida se até já num qualquer contexto, social, profissional ou mais provavelmente político, possa ter cruzado com essa pessoa e não me recorde. Não tenho em todo caso muitas desses casos desses no Facebook (no HI5 nem sei bem, praticamente nunca lá vou).


Mas é evidente que há pessoas com mãos cheias de "amigos" nessas redes com quem nunca trocaram uma palavra, ou mesmo nunca viram. Há muita gente "amiga" na internet que é bem capaz de se cruzar na rua e não se conhecer. Para mim, como disse, isto é estranho, mas igualmente muito interessante, pois muito revela da personalidade genérica do ser humano.
Além de fazer lembrar aquela coisa muito adolescente, de por exemplo quando íamos a uma visita de estudo na escola, andarmos a pedir o número às raparigas todas que víamos (e elas a nós) simplesmente para chegar ao fim do dia e dizermos que tínhamos mais números de "novas amigas" que o nosso melhor amigo. (e quando fui adolescente os telemóveis ainda eram mais ou menos ficção científica, o mais parecido que havia eram uns tijolos enormes, tínhamos que nos contentar com números de rede fixa).

quinta-feira, março 26, 2009

quarta-feira, dezembro 03, 2008

o senhor FENPROF

Em dia de greve de professores, fica bem conhecer o dia-a-dia (texto de Emídeo Rangel, no Expresso de 22 de Novembro) do senhor Mário Nogueira (futuro líder da CGTP digo eu).
Esse mesmo que entre os muitos disparates que vai dizendo, e que, segundo julgo saber não dá aulas há 18 anos, disse que os professores de "P" grande fariam hoje greve.
Por mim, agradeço o "p" pequenino. Felizmente para ele e para o sindicato que representa, não ter nenhuma responsabilidade no estado de coisas da Educação, senão ainda alguém começava a pedir a demissão dele...

"Descobriu cedo que a comunicação é a alma e a arma do negócio. Mário Nogueira, 50 anos – um quarto como sindicalista dos professores – sabe há muito que tem de passar a mensagem, de se fazer ouvir, de passar na rádio, na televisão e na imprensa. Os seus dias são por isso uma azáfama mediática.
Na quinta-feira, dia do Conselho de Ministros extraordinário para tratar do problema da avaliação, chegou cedo à RTP para ser entrevistado. Voltou, horas mais tarde, para comentar em directo para a RTPN a conferência de imprensa da ministra. E fez logo um "três em um": mal saiu do estúdio foi directo à secretária de Judite de Sousa com quem falou para a "ajudar" a preparar a entrevista que Lurdes Rodrigues lhe daria à noite. Uma jornalista da Antena 1 aguardava na fila para uma entrevista destinada ao noticiário da hora certa. Aproveitou e marcou logo presença. São três "passagens de mensagem"num só edifício. Missão cumprida, Mário Nogueira sai, de carro, cumprimentando o segurança da RTP, que, por o conhecer de ginjeira, já dispensa apresentações.
Segue para a SIC, para o jornal das 9. Às 23h regressa à RTP para participar no "Corredor do Poder". Voltará no dia seguinte, às oito menos dez da manhã, à mesma estação de televisão. Nos intervalos –pequenos e em trânsito – desdobra-se em telefonemas. Retribui as mensagens que caem às dezenas cada vez que desliga o telemóvel. Foram 72, quando parou o telefone para ser entrevistado na TVI por Constança Cunha e Sá.
Entre a sede da FENPROF e a RTP vai um tempo de 10 minutos. No total, 12 chamadas não atendidas e 24 mensagens recebidas."


E ainda acusam o Governo de controlar a comunicação social...

quinta-feira, setembro 11, 2008

longevidade

Ontem fez 115 anos Maria de Jesus, a jovem mais antiga da Europa, e se não estou em erro, a segunda do mundo, e que reside cá neste concelho também provecto.
notícia n'o templário online

Não é novidade a senhora ser notícia, tem-no sido em muitos orgãos de comunicação social incluindo televisão, mais ou menos uma vez por ano desde há alguns. Confesso no entanto que essa repetição anual das notícias do seu aniversário, me dá a sensação de andarmos a fazer uma espécie de contagem terminal, assim a jeito de quase apostarmos para quanto falta ainda para... enfim, a notícia definitiva.
É aliás o que sinto também sempre que se fala do "cineasta mais velho do mundo", Manoel de Oliveira. «Faz cem anos este que passa e ainda em actividade...»