... ou o que dá a falta de cultura e de sentido de Estado.
É das maiores parvoíces que ouvi nos últimos tempos, e tinha logo de vir de duas deputadas do PS! (também quando se vem de movimentos de origem duvidosa dá nisto).
Eu até concordo com a redução de feriados e/ou a mobilidade para os juntar ao fim de semana, mas que dois desses fossem logo o 5 de Outubro e o 1 de Dezembro, Implantação da República e Restauração da Independência, é duma patetice de menino de escola.
Já agora porque não o 25 de Abril e o Dia de Portugal para fechar a quadratura?
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quarta-feira, maio 19, 2010
segunda-feira, março 08, 2010
Medidas do PEC
Plano de Estabilidade e Crescimento apresentado hoje pelo Governo aos partidos da oposição.
Principais medidas:
DESPESA
Principais medidas:
DESPESA
- TGV ADIADO: construção das linhas de alta velocidade entre Lisboa/Porto e Porto/Vigo são adiadas durante dois anos.
- CORTE NO INVESTIMENTO PÚBLICO: o peso do investimento público no PIB vai cair de 4,2% em 2009 para 2,9% em 2013.
- SALÁRIOS CONGELADOS: os funcionários públicos vão ter aumentos salariais abaixo da inflação até 2013.
- APOIOS À ECONOMIA: algumas das medidas anti-crise, como o alargamento do subsídio de desemprego e o subsídio de contratação de jovens, vão ser retiradas já em 2011.
- TECTO MÁXIMO PARA BENEFÍCIOS FISCAIS E DEDUÇÕES: os contribuintes vão passar a ter um tecto máximo para os montantes dos benefícios e deduções fiscais de que poderão beneficiar.
- CORTE NAS PRESTAÇÕES SOCIAIS: o Governo vai cortar em 0,5% os gastos com prestações sociais até 2013.
RECEITA
- NOVO ESCALÃO DE IRS: o Governo cria um novo escalão de IRS de 45% para quem tenha rendimentos anuais superiores a 150 mil euros. A nova taxa será temporária e vai durar até 2013. Estas medidas incidem já sobre os rendimentos obtidos em 2010.
- TRIBUTAÇÃO DAS MAIS-VALIAS DA BOLSA: os contribuintes que detenham acções há mais de um ano vão perder a isenção e passar a estar sujeitos a uma taxa de 20%.
- PRIVATIZAÇÕES: Esta será a principal via para reduzir a dívida pública. O Governo prevê um encaixe de 6 mil milhões de euros de receitas.
Não concordo totalmente com a questão do congelamento de salários. Deveriam ser encontradas formas de poder aumentar os salários mais baixos, por exemplo abaixo de mil euros.
Deveriam também ser encontradas formas de limitar a acumulação de reforma com outros trabalhos renumerados no caso dos reformados com pensões altas, podendo aqui considerar por exemplo pensões acima de dois mil euros, em especial quando acontece em funções no sector público (autarquias, empresas ou institutos públicos,...). Sempre era uma forma de diminuir o desemprego e melhor distribuir riqueza.
Deixou-se de falar politicamente na reforma da Administração Pública, mas há muito ainda a fazer nesse nível, desde o combate ao desperdício que ocorre transversalmente, como por exemplo na extinção de alguns institutos, departamentos, fundações, etc, que não servem para grande coisa.
De resto, parece-me bem. Assim se consiga.
sábado, fevereiro 20, 2010
consternação
«As nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os outros»
Oscar Wilde
Envolvido em várias outras actividades até ao meio da tarde, onde nunca o assunto surgiu, e depois disso enfiado na minha actual labuta entre "papéis académicos", só há pouco me apercebi ao ligar a televisão para as (minhas) primeiras notícias do dia, do que se passou/está a passar na Madeira.
É verdade que não é o Haiti, mas ver imagens como as que as TVs estão a passar, mostrando como a natureza além de imprevisível, pode ser avassaladora (e às vezes ajudada pelo desmazelo ou irresponsabilidade do Homem), é sempre razão para nos sentirmos insignificantes no mundo, e horrificamente deslumbrados por ele.
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
Deontologia... às vezes.
| Os jornalistas portugueses regem-se por um Código Deontológico que aprovaram em 4 de Maio de 1993, numa consulta que abrangeu todos os profissionais detentores de Carteira Profissional. O texto do projecto havia sido preliminarmente discutido e aprovado em Assembleia Geral realizada em 22 de Março de 1993. Dado o circo instalado na actualidade (pão e circo, já sabiam os romanos, é o que a malta gosta), e no preciso momento em que alguém que eu considerava um jornalista minimamente profissional (e não isento, que isso ninguém é), está na comissão de ética da AR a comportar-se como o menino a quem tiraram o chupa-chupa (e em troco ganhou um saco cheio!...), tive curiosidade em ir relembrar o que dizem os mandamentos da profissão jornalística. Não deixa de ser muito interessante... ler o que (já) pouco é respeitado, a começar logo pelos primeiros dois pontos. E depois, haja ou não razão, lá vêm os corporativismos, como agora é bem perceptível em relação aos jornalistas. Já se sabe que em relação a estes, como a qualquer outro grupo de interesses, os malandros são sempre os mesmos: os políticos. (Sim, hoje os do PS, mas amanhã serão os do PSD, ou quaisquer outros que estejam no poder - calha a todos). Como diria outro que também teve a sua quota de alfinetadas, e acabou por mandar tudo às urtigas, como se calhar embora menos provável, o actual primeiro acabará por fazer: É A VIDA! E depois queixam-se que este país não tem emenda. Código Deontológico dos Jornalistas Portugueses |
1.O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público. 2.O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais. 3.O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos. 4.O jornalista deve utilizar meios leais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identificação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por razões de incontestável interesse público. 5.O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência. 6.O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas. 7.O jornalista deve salvaguardar a presunção da inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor. 8.O jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade ou sexo. 9.O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do indivíduo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas. 10.O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesses. |
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
regabofe
"Num tempo de engano universal, dizer a verdade é um acto revolucionário"
George Orwell
Este país parece apostado a mostrar que não sabe ou não gosta de viver em Democracia. Confunde-se Liberdade com libertinagem.
Está tudo apostado em mandar o primeiro-ministro para casa, a começar pelos amigos dele que só metem argoladas.
Por mais que isso possa vir a satisfazer os egos, os ódios, e todos os demais sentimos ruins que perpassam na nossa sociedade carente de valores, o que se está a passar é muito grave, e se o Governo cair será muito pior.
Muito mais que as questões da economia, e o que isso poderá agravar da credibilidade do Estado, da pressão das agências de rating, etc, o que é grave em tudo isto é o Estado de Direito que se está a esvanecer.
Acabaram-se os direitos individuais, a presunção de inocência, o respeito pelas leis e pelas regras. Os julgamentos são feitos na comunicação social e nas ruas.
Ao contrário da imagem que muitos conseguem fazer passar, não é a liberdade de expressão que está em risco, mas o exacto contrário. Em Portugal todos dizem o que querem, fazem o que bem entendem, que nada lhes acontece; por maior que seja o disparate, a mentira, a calúnia, enfim...
Já nem os tribunais de nada valem. Todo o país sabe hoje, que um tribunal decretou uma providência cautelar sobre a publicação de escutas que envolvam um cidadão em particular, dando-lhe razão sobre os seus direitos individuais. Pois todos sabemos já que esse jornal ignorará essa ordem. É razão para estarmos felizes? Eu acho que não, a partir daqui tudo é possível. Se nem aos tribunais atribuirmos autoridade, quem zelará pelo Estado?
E Sócrates, é culpado de alguma coisa? Não sei. Que mexeu em muitos interesses não tenho dúvidas, alguns mexem-se na sombra.
A ele será cada vez mais difícil a sobrevivência política, provavelmente sem culpas naquilo que o acusam, ou se algumas tiver, provavelmente nunca o saberemos, porque cada vez mais é a vontade de o sacrificar, e com ele o seu Governo. Mas o que os seus opositores não percebem, ou não querem perceber alimentados pelos seus desejos mais imediatos, desde logo caindo muitas vezes em atitudes e afirmações que a si próprios negam (por exemplo quando políticos comentam decisões judiciais, esquecendo os princípios fundamentais que regem a nossa Constituição e a Lei), é que Sócrates quando muito perderá na imagem pessoal, mas quem perde verdadeiramente com todo o disparate instalado é a Política, são os políticos, os partidos, a credibilidade das instituições e a confiança nelas, todas sem excepção - Presidente da República, Governo, Parlamento, Tribunais - mas também a própria comunicação social, o Estado de Direito, os princípios da legalidade, e por aí fora, até chegar a cada um de nós, e aos nossos direitos individuais que deixam de estar protegidos, e disponíveis para qualquer fome mediática.
Ditadura? Não é. Mas Democracia também não me parece. É a realidade de um país cada vez mais sem sentido, onde rareia cultura, educação, inteligência e bom senso. Onde faltam valores. Um país cada vez mais anárquico, onde falta responsabilidade, animado por bobos da corte que nos enchem as televisões de afirmações que são insultos à inteligência; um país que não sabe pensar por si, precisando de manadas de comentadores que nos "explicam" como bem entendem a suposta realidade que vivemos.
A Sócrates talvez não reste muito tempo como Primeiro-ministro, mas depois virá outro a quem acusarão das mesmas ou de similares culpas, e a seguir outro e por aí fora.
Somos um país ingénuo e assim sem emenda. Praticamente sem experiência (quanto mais maturidade!) democrática.
E depois fazemos esgares hipócritas de admiração, quando alguns pedem um novo Salazar!
.
terça-feira, fevereiro 09, 2010
terça-feira, fevereiro 02, 2010
gestão à tuga
Nos dois jornais da cidade nabantina encontramos na semana que passou uma nota dos funcionários dos Serviços de Higiene e Limpeza da Câmara Municipal de Tomar, a agradecer publicamente "o gesto" da Junta de Freguesia de Casais. O gesto não é mais que um jantar oferecido não sabemos onde, e onde estiveram 50 pessoas diz o Cidade de Tomar, 70 diz O Templário, (apostemos nas 60).
Ora, este gesto vindo sabe-se lá a que propósito, é aquilo a que eu chamaria de despesismo, infelizmente muito habitual em muitas destas (mini) autarquias (e ao que parece naquela em particular), cuja existência é posta em causa por atitudes destas, uma vez que muitas gastam os seus orçamentos exactamente em almoços, jantares e passeios. Mas dizem sempre que precisam de mais dinheiro. Se é para isto, ainda bem que não têm.
É que os dinheiros que pagam estes jantares, por muito justificados que possam ser, são públicos, e o combate ao enorme desperdício do Estado, e à colossal má gestão que tem imperado, começa nestas coisas, por mais insignifcantes que possam parecer. (é como o Alberto João a dizer que as transferências a mais que quer na Madeira não têm significado orçamental!).
E agora imaginemos: que todas as juntas do concelho decidem fazer o mesmo (porque senão as outras é que são más juntas); mas depois não pode ser só a estes serviços, o que vão dizer os outros?, portanto no caso do município de Tomar são cerca de 400 funcionários; e depois as outras 4244 freguesias do país - continuaria a parecer pouca coisa?
A verdade é que uma análise à execução orçamental a muitas juntas, verificaria que boa parte do orçamento, por curto que ele seja, é desperdício neste tipo de coisas. E assim, é difícil sairmos da cepa torta.
Ora, este gesto vindo sabe-se lá a que propósito, é aquilo a que eu chamaria de despesismo, infelizmente muito habitual em muitas destas (mini) autarquias (e ao que parece naquela em particular), cuja existência é posta em causa por atitudes destas, uma vez que muitas gastam os seus orçamentos exactamente em almoços, jantares e passeios. Mas dizem sempre que precisam de mais dinheiro. Se é para isto, ainda bem que não têm.
É que os dinheiros que pagam estes jantares, por muito justificados que possam ser, são públicos, e o combate ao enorme desperdício do Estado, e à colossal má gestão que tem imperado, começa nestas coisas, por mais insignifcantes que possam parecer. (é como o Alberto João a dizer que as transferências a mais que quer na Madeira não têm significado orçamental!).
E agora imaginemos: que todas as juntas do concelho decidem fazer o mesmo (porque senão as outras é que são más juntas); mas depois não pode ser só a estes serviços, o que vão dizer os outros?, portanto no caso do município de Tomar são cerca de 400 funcionários; e depois as outras 4244 freguesias do país - continuaria a parecer pouca coisa?
A verdade é que uma análise à execução orçamental a muitas juntas, verificaria que boa parte do orçamento, por curto que ele seja, é desperdício neste tipo de coisas. E assim, é difícil sairmos da cepa torta.
terça-feira, janeiro 05, 2010
ideias feitas...
...mas muitas vezes falsas.
Em Portugal assumimos como certo que pagamos muitos impostos.
Talvez, mas a verdade é que estamos abaixo da média europeia que é de 40% do PIB.
O país onde mais se paga é na Suécia com 64%. Em Portugal pagamos 34%.
Em Portugal assumimos como certo que pagamos muitos impostos.
Talvez, mas a verdade é que estamos abaixo da média europeia que é de 40% do PIB.
O país onde mais se paga é na Suécia com 64%. Em Portugal pagamos 34%.
quinta-feira, novembro 19, 2009
Alô, quem escuta?...
Sou só eu, ou mais alguém reparou que senhor Presidente da República, que andou tão preocupado com as escutas, não disse ainda uma palavra que não fosse a gaguejar, ele que é por si só um orgão de soberania e o primeiro garante da legalidade e das instituições da República e do Estado de direito, sobre o facto do Primeiro-ministro andar a ser ilegalmente escutado?
E o Primeiro-ministro não devia já ter exigido qualquer coisa nesse sentido?
Andamos a brincar às repúblicas, ou os orgãos de soberania merecem protecção e respeito legal, de acordo com a Constituição e a defesa do Estado que todos somos, e para nossa colectiva protecção?
E o Primeiro-ministro não devia já ter exigido qualquer coisa nesse sentido?
Andamos a brincar às repúblicas, ou os orgãos de soberania merecem protecção e respeito legal, de acordo com a Constituição e a defesa do Estado que todos somos, e para nossa colectiva protecção?
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
a enterrar o entrudo
As coisas não têm sido fáceis aqui para o desamparado algures. Não fora a já habitual falta de tempo aliada à há algum tempo adquirida pouca paciência para as “internets”, acresce o facto de há mais de um mês não ter sequer Internet em casa.
De jeito que aqui se tem dito pouco e feito menos, e nem sequer umas actualizações ali à lista do lado, como ao bem construído novo site d’ O Templário, há tempo lançado e só agora ali actualizado.
Entretanto passou-se o Carnaval, este ano por terras nabantinas, impondo-se a visita domingueira à Linhaceira, e na Terça pelas ruas da cidade. Na grande aldeia a recente tradição manteve-se com larga multidão a foliar, e pela cidade recordei agradado, os tempos de infância em que o Carnaval de Tomar era alguma coisa grande, não sei se por então ser eu pequeno, mas talvez igualmente porque poucas terras o comemoravam. Alguém que por aí anda o deixou morrer, festeje-se por isso este renascimento que promete ganhar corpo se for bem alimentado.
Gostei. E tudo isto sem ser grande fã de mais esta época do calendário das festas…
Entretanto, o país e o mundo seguem. Nos EUA, o já elevado a santo Obama, tenta virar o discurso da crise pela via do positivismo, apelando agora à confiança, ao empreendedorismo, ao afã patriótico e determinado do povo americano. Cria mais apoio na área social e promete investir com prioridade nas energias renováveis e na educação.
Hum… para alguns críticos do nosso Primeiro-ministro deve ser chato ouvir esse discurso. É que é igual ao que em Portugal está a ser feito, por muito que as atenções sempre se desviem para outra coisa.
Por lá, aconteceram também os Óscares, este ano com uma cerimónia de conceito muito renovado e para melhor. Lá estive na minha anual maratona televisiva a acompanhar os galardoados que foram ganhando este ano sem grandes surpresas, e regozijando-me com o facto de, embora há meia meia dúzia de anos estar forçado a não ser um espectador assíduo das salas de cinema, o meu faro ainda se manter actualizado, uma vez que tendo visto apenas dois, a pontaria foi certeira. O Estranho Caso de Benjamim Button foi o mais nomeado, e o excelente Quem Quer Ser Bilionário arrasou com a concorrência levando mais estatuetas para casa, entre as quais Melhor Filme e Melhor Realizador.
Entretanto, política e politiquices de cá, a repetida novela Freeport vai amornando até à próxima que inventarem, que ainda falta muito para as eleições. Bom bom, era que a comunicação social informasse quando alguém for realmente condenado ou absolvido de alguma coisa, e que no entretanto parassem de chatear com estórias requentadas e mal cosidas, a maior parte das vezes só mesmo comestíveis para sujeitos com menos de dois dedos de testa.
Noutro assunto que a Tomar muito diz, ficámos já ontem finalmente a saber quais as obras públicas que o PSD entende estarem a mais. Há muito que o partido que detém a (in)gestão do município nabantino acusava o governo PS desse “crime”, tendo o Presidente da Assembleia Municipal Miguel Relvas de igual retórica, e ontem Paulo Rangel, líder da bancada laranja na Assembleia da República desfez finalmente o tabu.
Diz que entre as obras em curso ou já adjudicadas, é a auto-estrada rosa (assim com estes inexplicáveis termos) que está a mais, e elencou explicitamente alguns concelhos por onde ela (IC3) passa, nomeadamente Tomar.
Seria interessante agora, saber o que pensa a Câmara de Tomar sobre o assunto, e já agora também a Assembleia Municipal, uma vez que o seu presidente já se pronunciou.
Bom, não convém passar do 8 ao 80 e já se está a acabar gás, por hoje chega que a coisa vai longa.
Até! E não desanimem, daqui a pouco mais de um mês há festa outra vez... Diz que é páscoa.
De jeito que aqui se tem dito pouco e feito menos, e nem sequer umas actualizações ali à lista do lado, como ao bem construído novo site d’ O Templário, há tempo lançado e só agora ali actualizado.
Entretanto passou-se o Carnaval, este ano por terras nabantinas, impondo-se a visita domingueira à Linhaceira, e na Terça pelas ruas da cidade. Na grande aldeia a recente tradição manteve-se com larga multidão a foliar, e pela cidade recordei agradado, os tempos de infância em que o Carnaval de Tomar era alguma coisa grande, não sei se por então ser eu pequeno, mas talvez igualmente porque poucas terras o comemoravam. Alguém que por aí anda o deixou morrer, festeje-se por isso este renascimento que promete ganhar corpo se for bem alimentado.
Gostei. E tudo isto sem ser grande fã de mais esta época do calendário das festas…
Entretanto, o país e o mundo seguem. Nos EUA, o já elevado a santo Obama, tenta virar o discurso da crise pela via do positivismo, apelando agora à confiança, ao empreendedorismo, ao afã patriótico e determinado do povo americano. Cria mais apoio na área social e promete investir com prioridade nas energias renováveis e na educação.
Hum… para alguns críticos do nosso Primeiro-ministro deve ser chato ouvir esse discurso. É que é igual ao que em Portugal está a ser feito, por muito que as atenções sempre se desviem para outra coisa.
Por lá, aconteceram também os Óscares, este ano com uma cerimónia de conceito muito renovado e para melhor. Lá estive na minha anual maratona televisiva a acompanhar os galardoados que foram ganhando este ano sem grandes surpresas, e regozijando-me com o facto de, embora há meia meia dúzia de anos estar forçado a não ser um espectador assíduo das salas de cinema, o meu faro ainda se manter actualizado, uma vez que tendo visto apenas dois, a pontaria foi certeira. O Estranho Caso de Benjamim Button foi o mais nomeado, e o excelente Quem Quer Ser Bilionário arrasou com a concorrência levando mais estatuetas para casa, entre as quais Melhor Filme e Melhor Realizador.
Entretanto, política e politiquices de cá, a repetida novela Freeport vai amornando até à próxima que inventarem, que ainda falta muito para as eleições. Bom bom, era que a comunicação social informasse quando alguém for realmente condenado ou absolvido de alguma coisa, e que no entretanto parassem de chatear com estórias requentadas e mal cosidas, a maior parte das vezes só mesmo comestíveis para sujeitos com menos de dois dedos de testa.
Noutro assunto que a Tomar muito diz, ficámos já ontem finalmente a saber quais as obras públicas que o PSD entende estarem a mais. Há muito que o partido que detém a (in)gestão do município nabantino acusava o governo PS desse “crime”, tendo o Presidente da Assembleia Municipal Miguel Relvas de igual retórica, e ontem Paulo Rangel, líder da bancada laranja na Assembleia da República desfez finalmente o tabu.
Diz que entre as obras em curso ou já adjudicadas, é a auto-estrada rosa (assim com estes inexplicáveis termos) que está a mais, e elencou explicitamente alguns concelhos por onde ela (IC3) passa, nomeadamente Tomar.
Seria interessante agora, saber o que pensa a Câmara de Tomar sobre o assunto, e já agora também a Assembleia Municipal, uma vez que o seu presidente já se pronunciou.
Bom, não convém passar do 8 ao 80 e já se está a acabar gás, por hoje chega que a coisa vai longa.
Até! E não desanimem, daqui a pouco mais de um mês há festa outra vez... Diz que é páscoa.
sábado, novembro 01, 2008
folhas de Outono

Os dias têm corrido céleres ainda que inteiramente recheados. Outubro foi um mês comprido, exaustivo, e sem grandes tempos para navegações na net e tomar melhor conta deste espaço. De Novembro aliás, a única diferença que para já se prevê é o dia a menos…
E tanto tem havido para dizer neste mês das primeiras chuvas. Outubro em Tomar é mês de Feira de Santa Iria, este ano a “melhor de sempre”, anunciou-se… Deve-me ter escapado alguma coisa.A feira que se tentou realizar num baldio em marmelais, o que não aconteceu essencialmente por recusa dos feirantes, e que agora, pelo que li ontem transversalmente das declarações do vereador ao Cidade de Tomar, está para ficar no lugar em está – e onde sempre esteve. Quem tinha razão sobre as experimentações avulsas e irreflectidas?
Acabou por haver uma alteração na feira este ano, a passagem da “feira das passas” da Rua dos Arcos para a Praça da República. Não deixa de ser um truque, uma forma artificial de dar a ideia de mais visitantes, ao colocá-la num sítio de maior passagem ao fim-de-semana e à noite. Mas é um truque que se aceita e é pouco relevante, afinal a verdadeira feira das passas ou frutos secos, como tanta coisa em Tomar, há muito que migrou para Torres Novas.
Há outros pormenores que me afligem por vezes até mais porque demonstram mentalidades. Pequenos pormenores, como transportar músicos pimba de limusina para os concertos da feira. Provincianismo pedante do mais bacoco que se encontra. Quero lá saber se for exigência de contrato, não seria eu a assinar tal coisa. Quem é que paga estes disparates?!
Por falar no vereador Ivo Santos, ontem ao chegar a Tomar e ligando o rádio para ouvir notícias da terra, apercebo-me que este divide na rádio Hertz um espaço de opinião e comentário (espaço que já ocupei, diga-se) de duas horas semanais com repetição com o já assumido, (ou assumido à pressa na semana em que o PS decidiu o seu) “obviamente candidato” Pedro Marques.
Hum,… não?!, estão a achar estranho um assumido candidato a presidente de câmara ter tal palco num órgão de comunicação social?! Só se não forem de Tomar ou totalmente desatentos…
São as tais questões da transparência e da hipocrisia. Noutros países nestas coisas mais evoluídos, como a França ou os EUA, cada orgão de comunicação social assume divulgando, e bem, qual o candidato que apoia, não se faz de conta nem se tenta ludibriar os cidadãos.
Por cá, não acontecendo isso, há quem se esqueça dos mais elementares princípios de bom senso, da Democracia e já agora mesmo sabendo que há quem lhe ligue pouco, da Lei.
Bom, agora sobre coisas sérias, pelo mundo, está tudo à espera dos resultados das eleições da próxima terça-feira nos USA, e já agora, que efeitos isso tem na crise. Por mim, já o disse e não estranho, venha Obama, mas ganhe quem ganhar terá sempre um problema: será sempre um americano.
Por cá, não acontecendo isso, há quem se esqueça dos mais elementares princípios de bom senso, da Democracia e já agora mesmo sabendo que há quem lhe ligue pouco, da Lei.
Bom, agora sobre coisas sérias, pelo mundo, está tudo à espera dos resultados das eleições da próxima terça-feira nos USA, e já agora, que efeitos isso tem na crise. Por mim, já o disse e não estranho, venha Obama, mas ganhe quem ganhar terá sempre um problema: será sempre um americano.
Por cá, diz que também há crise, mas pelo menos por Lisboa continuo a ver restaurantes cheios, pessoas carregadas de sacos das compras, e miúdos com ASE (apoio social escolar) mas a quem não falta o (ou os) telemóvel, entre outros tantos sinais.
Além dos habituais, como os meus colegas professores, quem diz que está agora muito descontente são os militares. Parece que também dizem que a crise não pode ser sempre para os mesmos – curioso como certas frases de ordem conseguem colar tão bem língua portuguesa!
Ontem cerca de 100 graduados juntaram-se, ao jantar suponho, depois do ex-chefe de Estado Maior Loureiro dos Santos ter insinuado que podia vir aí uma revolução, e ontem mesmo o “capitão de Abril" Vasco Lourenço agora coronel bateu na mesma tecla. A ideia da revolução é engraçada, trazia alguma animação à coisa, mas do que conheço dos quartéis, não sei se a coisa vai lá com super bock’s e playstations.
Bom, não se pense que não simpatizo com a sua causa, se há coisa onde o Governo em nome de todos nós deve investir é nas Forças Armadas que tanta falta fazem ao país, e de facto, os oficiais que tanto trabalham, que se reformam tão tarde e ganham tão mal, boas razões têm para se queixar…
E por agora – conforme o caso, noite longa de Bruxedos, ou alvorada de dia de todos os santos, precedência por isso da tarde de São Nunca – a prosa vai longa, e já se ganhou apetite para o pequeno almoço, talvez seja hora de ir aos bolinhos. Bom fim de semana.
quinta-feira, maio 29, 2008
os dias cinzentos
Hoje, vou ter que ficar por Lisboa, e tendo já terminado as aulas por hoje, aqui estou na sala dos prof's a aproveitar um tempinho para pôr alguns email's em dia e também aqui escrever qualquer coisa, que essas coisas de tempo e vontades não têm estado para internet's.
O país anda cinzento, não fosse o verão, que cada vez mais se anuncia fraquito fraquito, o outro tempo, o financeiro também não está fácil, sendo disso a face mais evidente o preço dos combustíveis, como evidente era o ter que acontecer, assim como evidente é que, por algo que atenue pontualmente, a tendência será sempre para agravar. Quando o dizia há uns tempos, chamavam-me maluco...
Portugal não tem dimensão nem meios para fazer frente a isso, e a única forma de atenuar esse crescente problema, é a de reduzir a sua dependência face aos combustíveis fósseis, seja pela procura de outras energias, seja pela diminuição do uso, particularmente do automóvel.
Infelizmente, os portugueses gostam de andar de carro e fazem-no para tudo, às vezes para se deslocarem cinquenta metros. Quando se usa exemplo de outros países, por exemplo para o preço dos combustíveis ou o imposto sobre estes, era bom também que se usasse os exemplos que não dão jeito ver, como a utilização dos transportes públicos ou outros, como a bicicleta.
Em Portugal, é chavão dizer que os transportes públicos são maus... está bem, mas então vão andar de metro em Paris ou Londres a ver se lá é que é bom...
Andar de bicicleta é irrealista? Então mas porque é que em França, na Holanda, ou outros que gostamos tantas vezes de usar como exemplo, se usa tanto esse transporte, será porque têm condições atmosféricas mais atractivas?
Tomar é para isto um bom exemplo. Uma cidade pequena, que não é plana, mas ainda assim com desnível de pouco significado e apenas entre as duas margens, e no entanto a maioria das pessoas usa o carro nas pequenas deslocações.
Dir-me-ão: isso não resolve o problema. Talvez, mas resolverá mais do que fazer boicotes saloios à GALP, ideias que mostram o que as pessoas se informam sobre os assuntos. Pois se é a GALP que abastece as outras companhias em Portugal...
Bom, as eleições do PSD estão aí para colorir um bocadito, mesmo que por pouco tempo, o cinzento destes dias. Enfim, não sei quem vai ganhar, nem me preocupa muito, provavelmente Ferreira Leite. Há contudo apenas uma relevância: Passos Coelho é o único a levar a sério, destes quatro, e se nenhuma hecatombe acontecer, o único com futuro. Futuro entenda-se, no que à condução do PSD e relevância para o país possa implicar. É também, na minha análise, o mais perigoso pois é, ao menos no discurso, o mais neo-liberal, e o mais populista e por isso mesmo o mais disposto a todas as promessas, independentemente da responsabilidade do estado e da realidade do país.
E sobre Tomar, enfim, o que dizer? A começar na virtualidade dos já costumeiros (sinistros, dementes, pacóvios,... é acrescentar a gosto!) de grande parte dos comentários bloguísticos, continuando pelo esbanjar de dinheiro por parte da câmara, como na bancada para o campo sintético dito estádio, ou no apagar do erro fonte cibernética, responsabilidade dessa câmara, a par de tantos outros, Tomar afunda-se, afunda-se, afunda-se, e os responsáveis são sempre os outros.
Sempre os outros: para a Câmara o Governo, para a generalidade dos cidadãos os políticos. Porque aos concelhos vizinhos são dadas melhores condições, ou tem melhores acessibilidades, ou... sei lá! Nunca a responsabilidade é "nossa".
Os milhões que têm sido gastos em obras erradas, em obras mal planeadas, em obras feitas e desfeitas; em processos judiciais, em acessorias de amigos ou das suas empresas, as oportunidades perdidas e deixadas a outros, quem é responsável?
E se a câmara faz todos estes disparates, quem é responsável?
Podia continuar, tanto há para dizer... mas por agora mais vale acabar com esta frase que muitas vezes uso, em especial no partido onde me cabem responsabilidades, e que devia ser lema de todos: pessoas individuais, instituições, concelhos, países...
Não esperem que façam os outros, o que nós por nós não soubermos fazer.
O país anda cinzento, não fosse o verão, que cada vez mais se anuncia fraquito fraquito, o outro tempo, o financeiro também não está fácil, sendo disso a face mais evidente o preço dos combustíveis, como evidente era o ter que acontecer, assim como evidente é que, por algo que atenue pontualmente, a tendência será sempre para agravar. Quando o dizia há uns tempos, chamavam-me maluco...
Portugal não tem dimensão nem meios para fazer frente a isso, e a única forma de atenuar esse crescente problema, é a de reduzir a sua dependência face aos combustíveis fósseis, seja pela procura de outras energias, seja pela diminuição do uso, particularmente do automóvel.
Infelizmente, os portugueses gostam de andar de carro e fazem-no para tudo, às vezes para se deslocarem cinquenta metros. Quando se usa exemplo de outros países, por exemplo para o preço dos combustíveis ou o imposto sobre estes, era bom também que se usasse os exemplos que não dão jeito ver, como a utilização dos transportes públicos ou outros, como a bicicleta.
Em Portugal, é chavão dizer que os transportes públicos são maus... está bem, mas então vão andar de metro em Paris ou Londres a ver se lá é que é bom...
Andar de bicicleta é irrealista? Então mas porque é que em França, na Holanda, ou outros que gostamos tantas vezes de usar como exemplo, se usa tanto esse transporte, será porque têm condições atmosféricas mais atractivas?
Tomar é para isto um bom exemplo. Uma cidade pequena, que não é plana, mas ainda assim com desnível de pouco significado e apenas entre as duas margens, e no entanto a maioria das pessoas usa o carro nas pequenas deslocações.
Dir-me-ão: isso não resolve o problema. Talvez, mas resolverá mais do que fazer boicotes saloios à GALP, ideias que mostram o que as pessoas se informam sobre os assuntos. Pois se é a GALP que abastece as outras companhias em Portugal...
Bom, as eleições do PSD estão aí para colorir um bocadito, mesmo que por pouco tempo, o cinzento destes dias. Enfim, não sei quem vai ganhar, nem me preocupa muito, provavelmente Ferreira Leite. Há contudo apenas uma relevância: Passos Coelho é o único a levar a sério, destes quatro, e se nenhuma hecatombe acontecer, o único com futuro. Futuro entenda-se, no que à condução do PSD e relevância para o país possa implicar. É também, na minha análise, o mais perigoso pois é, ao menos no discurso, o mais neo-liberal, e o mais populista e por isso mesmo o mais disposto a todas as promessas, independentemente da responsabilidade do estado e da realidade do país.
E sobre Tomar, enfim, o que dizer? A começar na virtualidade dos já costumeiros (sinistros, dementes, pacóvios,... é acrescentar a gosto!) de grande parte dos comentários bloguísticos, continuando pelo esbanjar de dinheiro por parte da câmara, como na bancada para o campo sintético dito estádio, ou no apagar do erro fonte cibernética, responsabilidade dessa câmara, a par de tantos outros, Tomar afunda-se, afunda-se, afunda-se, e os responsáveis são sempre os outros.
Sempre os outros: para a Câmara o Governo, para a generalidade dos cidadãos os políticos. Porque aos concelhos vizinhos são dadas melhores condições, ou tem melhores acessibilidades, ou... sei lá! Nunca a responsabilidade é "nossa".
Os milhões que têm sido gastos em obras erradas, em obras mal planeadas, em obras feitas e desfeitas; em processos judiciais, em acessorias de amigos ou das suas empresas, as oportunidades perdidas e deixadas a outros, quem é responsável?
E se a câmara faz todos estes disparates, quem é responsável?
Podia continuar, tanto há para dizer... mas por agora mais vale acabar com esta frase que muitas vezes uso, em especial no partido onde me cabem responsabilidades, e que devia ser lema de todos: pessoas individuais, instituições, concelhos, países...
Não esperem que façam os outros, o que nós por nós não soubermos fazer.
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