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segunda-feira, junho 20, 2011

Será agora Portugal?

artigo escrito no dia seguinte às eleições e publicado no jornal Cidade de Tomar do dia 17 de Junho

Findo mais um acto eleitoral no nosso país, é tempo em primeiro lugar de felicitar os vencedores, o PSD e o CDS.
Razão de muitos factores que não me apetece abordar, mas entre eles também a eterna desactualização dos cadernos (que como diz a revista Visão, favorece a direita), há a lamentar uma vez mais a elevada abstenção. Sempre mau sinal para a qualidade da Democracia.
Entra-se agora, particularmente para os derrotados, em período de reflexão e necessária mudança. Encerra-se um ciclo, um novo começa uma vez mais com a direita coligada no poder em Portugal.
Esse factor bem como o grande trambolhão do BE vêm novamente mostrar à evidência um grave problema político do nosso país: o facto dos dois partidos com assento parlamentar à esquerda do PS (dois porque os Verdes não contam, são uma fraude política do PCP ainda com complexos de se apresentar aos eleitores com a sua verdadeira sigla) não contarem para a governação, são apenas os tais partidos de protesto que servem para uma franja da população que gosta de ser "do contra" mas que nada ajudam a resolver e neles não se identificam a generalidade dos eleitores, independentemente de aqui ou ali concordarem com traços da sua ideologia política.
E enquanto assim for, a esquerda portuguesa estará sempre coxa. Eu pessoalmente acredito em maiorias com coligações de vários partidos, e isso é absolutamente normal em Democracias evoluídas e maduras. Em Portugal isso é impossível à esquerda. E é lamentável enquanto assim for.
Esperamos que para esses partidos, particularmente o BE, o actual resultado venha a servir para essa reflexão sobre a sua postura, bem como sobre a postura que levou ao regresso da direita ao poder.

Quanto ao PS, o resultado adivinhava-se embora confesso que não esperava que ficasse abaixo dos 30% e a tão grande distância do PSD. A política é também a gestão das expectativas, e a expectativa de que Sócrates desse uma "malha" no debate com Passos Coelho não se verificou, tendo o debate sido morno e equilibrado. Esse equilíbrio foi aproveitado pelo PSD e por muitos comentadores para ver uma vitória onde houve um empate, e esse foi o momento da mudança. Claro que também ajudou terem calado Eduardo Catroga e outros actores.
A partir daí, com o espectáculo de sondagens diárias que em verdade apenas davam 1%, 2% de vantagem ao PSD, com elevadíssima margem de erro e de indecisos, o facto é que isso criou na última semana no país, um sentimento que o PSD afinal ia mesmo ganhar, e esse sentimento colectivo tem efeitos depois nos resultados finais.
A vitória do PSD não deve apesar de tudo significar para estes grandes euforias, basta ver que agora num contexto que lhe seria à partida muito mais favorável, o resultado ficou ainda assim aquém do alcançado por Durão Barroso há uma década atrás.

Voltando ao PS, claro que houve erros da governação, claro que houve uma excessiva personalização do líder (mas isso também tem que ver com os tempos que correm), aproveitada por todos os contra o PS para fazer uma campanha anti Sócrates que pegou muito bem. Basta lembrar o triste discurso de Manuela Ferreira Leite, ou mesmo nos festejos de vitória do PSD em que militantes afirmavam que mais que a vitória do PSD, comemoravam a derrota de Sócrates! Que belo prenúncio para Passos Coelho...
Quanto a Sócrates, teve um discurso digníssimo o que nem sempre acontece (basta lembrar Cavaco no seu discurso de vitória), e apesar de não ser aquela que seria a minha primeira escolha se outras tivessem aparecido internamente no PS, foi um Primeiro-ministro corajoso, forte, líder, determinado, sem medo dos lobbys, e atacado a todos os níveis incluindo na vida privada, desde o primeiro dia como nenhum outro na história da nossa Democracia. (Basta comparar com Passos Coelho que também tem as suas histórias mal contadas, e perceber que nada dele se falou na comunicação social).

E daqui a alguns tempos estou em crer, mesmo muitos daqueles que o criticavam, ainda vão ter saudades de Sócrates. É costume dizer-se: depois de mim virá quem de mim bom fará. Não tenho dúvidas que é o que a distância temporal dirá de Sócrates. Um grande Primeiro-ministro, porventura o melhor do pós 25 de Abril.
E da governação do PS neste momento difícil do país e do mundo, ficam os avanços em áreas como as novas tecnologias, a investigação científica, a modernização das escolas, a diplomacia externa, os apoios sociais, a redução dos índices de pobreza e melhoria de vários outros indicadores ao nível da OCDE, e mesmo a primeira redução de sempre na nossa Democracia do défice das contas públicas, apesar de depois ter novamente subido por via das medidas sociais de combate à crise.

Agora, teremos novo Governo e uma nova página política. Mas os problemas do país continuam a ser os mesmos e a agravar-se. Será por isso necessária, tal como afirmou Sócrates, uma grande capacidade de diálogo, de compromisso, de sentido de Estado por parte de todos os interventores. Precisamente as mesmas capacidades que, num olhar local, para a difícil situação do nosso concelho o PSD nunca mostrou e se recusou determinantemente a empreender.
Quanto ao país que em breve vai a banhos, só lá para Setembro acordará verdadeiramente para a nova realidade que escolheu. Por mim, tenho francamente receio de duas coisas, que Passos Coelho não seja um líder forte e se deixe liderar por outros, e que a agenda neoliberal escondida do programa do PSD, muito mais à direita que a generalidade do povo português, inclusive dos que lhes deram vitória, venha a ser executada a pretexto das exigências da Troika. Veremos o que nos trazem os próximos tempos.

Nota à margem: O Ricardo Lopes, vice-presidente do PSD de Tomar, ainda mais jovem que eu na vida e na política, tem o hábito de quando em vez escrever umas coisas com muita dose de, ou ingenuidade ou declarada deturpação da verdade.
Novamente aconteceu na passada semana num artigo dirigido neste jornal a um dos vereadores socialistas, Luís Ferreira. Ricardo, se alguém do PS entrou no Congresso da Sopa com convite (o que seria normal pelas funções desempenhadas), quantos do PSD terão entrado? Não sabes Ricardo que a organização do evento (logo, também a distribuição de convites) está a cargo do pelouro do Turismo, responsabilidade do PSD?
O que podias e devias estar a perguntar Ricardo, é porque é que sendo convidadas algumas entidades, como as Juntas de Freguesia, são sistematicamente “esquecidos” como aconteceu uma vez mais, com grande desrespeito institucional, a entidade mais representativa do concelho, os elementos da Assembleia Municipal?
Afirma depois o Ricardo, com distinta lata, que o Congresso da Sopa deu prejuízo no ano em que esteve sobre a responsabilidade de um vereador socialista. Pois responde-me Ricardo, quando é que o Congresso da Sopa alguma vez deu lucro? Certamente Ricardo, conheces as regras de contabilidade pública (desconhecidas normalmente pelos responsáveis políticos do PSD na Câmara, que fazem as contas só com as parcelas que lhes interessam) e sabes que se as contas forem feitas com todas as parcelas, como foram feitas no ano passado, aí sim, sabemos realmente quanto custa aos cofres públicos um qualquer evento.
Estamos aliás ainda à espera das contas deste ano. Será que já as viste Ricardo? Tentou falar-se em sucesso e renascimento e outros disparates. Mas se o número de pessoas que entrou foi sensivelmente o mesmo do ano passado e os custos obviamente maiores, desde logo pela colocação da tenda, com que parâmetros é que se pode chegar ao termo “sucesso”?


Ora Ricardo, vocês no PSD gostam agora muito do termo “Verdade”, pois era bom que o usassem em toda a sua abrangência.
Cá por mim, tento seguir aquele provérbio indiano que também te deixo como conselho: “Quando falares, procura que o som das tuas palavras seja melhor que o silêncio”.

sexta-feira, junho 03, 2011

campanha

A minha crónica da passada quarta-feira na rádio Hertz, esta semana inevitavelmente sobre a campanha legislativa que hoje termina, pode ser ouvida lá (com som mauzito, que teve ser ao telefone), no sítio do costume.

quarta-feira, maio 18, 2011

museus de ar

A minha nota de hoje na rádio Hertz pode ser ouvida no noticiário da Uma e seguintes, e ficará certamente depois na habitual página de arquivo.

Hoje, porque é Dia Internacional dos Museus, a crónica veio aterrar em Tomar ganhando por isso o nome que dá também título a este post.
Entre mais, falo também no centenário do Café Paraíso que se celebra depois de amanhã dia 20, e que a Câmara Municipal de Tomar, como tanto mais, faz de conta que não sabe.

Para quem quiser navegar um pouco aqui fica também o link para a página do Instituto dos Museus e da Conservação

quarta-feira, maio 11, 2011

ainda a troika

A minha crónica de há uma semana atrás na rádio Hertz, sobre "os biliões da troika", pode ser ouvida lá.

sábado, abril 23, 2011

a troika

A minha crónica de quarta-feira passada na rádio Hertz, esta sobre "os dias da Troika" pode ser ouvida como sempre aqui.

sexta-feira, março 25, 2011

"radioafónico"

A minha crónica de quarta-feira passada, desta feita sobre "PEC's e Pecados", pode ser ouvida como habitualmente no site da rádio Hertz.

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

debate

A minha crónica da última quarta-feira na rádio Hertz, pode ser ouvida aqui.
Desta feita sobre as magnificas comemorações do Dia da Cidade que se avizinha e outros desleixos da nossa Câmara.




Amanhã, na rádio Cidade de Tomar entre as 10 e as 13h, debate sobre um tema que domino na perfeição: Saúde...

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

opinião - "parque t"

A minha crónica de ontem na rádio Hertz, esta semana como não podia deixar de ser sobre uma vergonha para o município de Tomar chamado "Parque T", pode ser ouvida como de costume aqui.

Sobre o mesmo assunto aconselha-se também a leitura do comunicado do PS Tomar

sexta-feira, janeiro 28, 2011

opinião

A minha crónica da última quarta-feira na rádio Hertz, pode ser como habitualmente ouvida aqui.
Esta semana essencialmente sobre abstenção e riscos para a Democracia.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

o tempo que o tempo tem

A minha "nota do dia" da última quarta-feira na rádio Hertz, desta fez um "crónica sobre nada", pode ser ouvida como sempre no sítio do costume.




Amanhã, na rádio Cidade de Tomar, estarei também entre as 10h e as 13h no programa "Praça Pública", amanhã essencialmente em torno das medidas de combate à crise no município.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

desejos de ano novo

Votos para 2011 solicitados pelo jornal Cidade de Tomar e publicados na sua edição de 31 de Dezembro. (presumo, uma vez que ainda não vi os jornais locais da passada semana)

Nunca gostei, ainda para mais neste tipo de solicitações, de formular desejos materiais. Apesar de sabermos que o próximo ano vai ser ainda difícil nacional e mundialmente. Localmente, além das questões relacionadas com a crise temos também as estruturais que há anos afectam o nosso concelho. E este ano temos ainda a lamentar o tornado que atravessou Tomar e que fará mais difícil o Natal de muitas famílias, com efeitos em muitas delas a prolongarem-se por 2011. Por isso, porque apesar da ambição não devemos sucumbir à ilusão, é realista que os nossos desejos se centrem em que esse que chega, ao menos não seja pior do que este que termina. Por muito que, por exemplo ao nível salarial, boa parte de nós vá sentir já em Janeiro o cinto apertar mais uma vez.

Atravessamos a maior crise económica e social de que há memória na história humana, mas como em todas as outras temos apesar de tudo, de conseguir encontrar as forças necessárias para superarmos as dificuldades. E é possível fazê-lo, sem cedermos ao pessimismo, melhorando a capacidade de gestão das nossas vidas pessoais, centrarmo-nos nas coisas realmente importantes da vida, focando-nos mais na vivência comunitária, na partilha, na efectiva existência social, com desapego às questões materiais e consumistas que infelizmente se tornaram primordiais para tantos.

É nas horas mais difíceis ainda mais importante apelar àquilo que nos faz mais humanos: à Solidariedade, à Tolerância, à Disponibilidade de uns para os outros. Mas também à Cidadania, à participação, ao combate ao alheamento generalizado dos cidadãos perante as questões políticas e sociais, que só agrava as contrariedades.

Se criarmos e potenciarmos em cada um de nós estes valores, por maiores que sejam as dificuldades materiais individuais, vamos colectivamente ser uma melhor comunidade, com melhor qualidade de vida, obrigando além do mais as entidades públicas a ter melhores prestações naquele que é e deve ser o seu serviço à sociedade.

E o que se aplica genericamente para o país, aplica-se muito em particular a este concelho médio/pequeno, amorfo e conservador que somos e que, ao contrário de ficarmos à espera do que outros possam fazer por nós, começará por ser sim, aquilo que nós que cá vivemos dele fizermos.

Numa frase, o que desejo é que todos queiramos e nos disponibilizemos para fazer mais.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

para o ano novo

A minha nota do dia de ontem na Rádio Hertz, essencialmente sobre o tema em epígrafe, está como sempre audível online na página da rádio.

sexta-feira, dezembro 03, 2010

"Independência ou Identidade?"

A minha última nota do dia na rádio Hertz (e as anteriores), esta sobre o tema em epígrafe, pode ser ouvida online aqui. É só seleccionar entre os vários cronistas.

terça-feira, março 02, 2010

"A opinião é livre.
Mas deve ter uma assinatura."

Miguel Sousa Tavares


Para não ser sempre eu a dizê-lo, não deixo de a dedicar aos anónimos nabantinos do ciberespaço.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

prevenção

Ora, descobri há pouco que há um novo blogue de má língua cá na terra (anónimo, como é costume). Investigando um pouco o espaço descubro que é seguidor do "algures aqui", sendo aliás este o único blogue por lá identificado.
Como eu já ando por cá há uns tempos, e já sei do que a casa gasta, serve este post apenas para garantir que nada tenho que ver com a autoria desse blogue.


Aproveitando esclareço: eu nada tenho contra a má-língua, pelo contrário, se inteligente e com algum humor pode ser um excelente serviço, pelo o qual tenho aliás particular gosto. Na TV por exemplo, tenho canais que nunca mais acabam, mas é quase como se só tivesse um (até porque vejo pouco), que é a SIC Notícias, onde sempre que posso vejo o "Eixo do Mal" que é exactamente desta índole (já para não falar no novo programa dos marretas, o "Plano Inclinado" - Medina Carreira e Mário Crespo havia de dar o quê?). A "contra-informação" na RTP é outro bom exemplo, embora já não consiga perceber quando é que é transmitido. E é inevitável falar nos Gato Fedorento (que têm férias muito longas!).
Ainda nesta onda, aconselha-se por exemplo o "governo sombra" na TSF, ou na escrita jornalística, por exemplo os artigos de Miguel Esteves Cardoso (embora noutros tempos fossem melhores).

Não há portanto, nada contra a má-língua, desde que percebendo que até esta tem regras.
O que não não é costume acontecer por Tomar, onde, certamente por incapacidade para mais, se confunde má-lingua com falar mal, onde se confunde ironia ou humor, com parvoíce e calúnia.

Sobre o blogue que dá origem a este post, deseja-se melhor sorte que os muitos que o antecederam cá pela nabância, para o qual será necessário julgo eu, aceitar a diferença entre os dois estados que antes enunciei, e praticar apenas o primeiro.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Lucidez

Nos tempos que correm, é bom ler quem sabe pensar e diz o que pensa. "Por que não sou candidato a deputado", um artigo de opinião de Vítor Ramalho, Presidente da Federação de Setúbal do PS, a ler no Sol

"Os partidos políticos são os pilares da democracia e a base de sustentação dos governos."
"É que hoje, mais do que nunca, parece ser decisivo priorizar o combate no interior dos partidos, porque é por estes – que não haja ilusões – que o futuro se reconstruirá."

segunda-feira, agosto 25, 2008

Alguém sabe quem é?... dois anos depois.

Há uns tempos que não me debruço sobre a actualidade nabantina, e em rigor também não há muito para falar, como aliás é mais ou menos hábito.

E o assunto que me leva agora a fazê-lo em verdade não o merece, alguns me dirão com muita razão que nem deveria falar dele. Mas coisas há que me impedem de conter. Falo do folhetim dos paralelos da política, onde um convicto Luís Ferreira e um aflito Pedro Marques se têm digladiado com algumas palavras, e sobre o qual assistimos a uma malograda réplica na semana que passou, num artigo do senhor Pedro Vasconcelos no jornal O Templário – o que não é bem novidade e já noutro tempo me obrigou a escrever (Alguém sabe quem é... ).

O senhor Vasconcelos devia ter vergonha, mas há muito deixei de me iludir com a Ética que dos outros espero – de alguns ao menos. No caso deste senhor há já alguns anos que eu sei que não tem. E que ilustre personagem foi o vereador Pedro Marques escolher para seu advogado de defesa. Não é de estranhar, desde os tempos em que mesmo tendo perdido eleições contra o homem que agora acusa de “frustrado” e de quem diz não merecer “o mínimo de respeito de ordem política” (Luís Ferreira), esse que foi ainda assim, de espírito democrático quem depois de o ter vencido o convidou para o Secretariado do partido, que é diga-se, como que o governo do mesmo, e este aceitou para depois continuamente passar informações a outros, que Vasconcelos está habituado a fazer jogo sujo contra o PS. Já na altura mostrava pouco achego à inteligência, pois cedo percebendo nós o que se passava, rapidamente as informações que levava, eram exactamente as que queríamos que levasse.

E já agora senhor Vasconcelos, eu sei que já mostrou pouca capacidade de aprendizagem, mas aceite esta dica, que nem tem muito a ver com o facto de escrever mal, mas com o conteúdo do que escreve: leia bem as coisas antes de as escrever, ou peça a alguém para as ler. Alguém que acaba um texto com um «Descanse em paz. Até breve» estará a precisar de ajuda especializada?

O senhor Vasconcelos que é um dos “anónimos” dos blogues tomarenses (percebem tão pouco disto que pensam mesmo que são anónimos), é um daqueles exemplos tomarenses de alguém que sofre do complexo de achar que o seu sobrenome é muito importante, e lá no fundo perceber que está aquém da responsabilidade; é o senhor que tentou fazer uma espécie de compra de um lugar de vereador; o mesmo senhor que acha possível concorrer contra o partido onde militava e continuar a dele fazer parte, entre várias outras inenarráveis situações.
Aliás, não se percebe, este senhor que Marques e os “anónimos” usam para poder dizer que havia na altura entre os dirigentes do PS quem quisesse que o candidato fosse esse senhor do passado, não foi capaz de o propor no local próprio. Ele estava tão tão convicto da mais-valia de Pedro Marques, que só foi ter com ele, quando a Comissão Política do PS não o votou – a ele Vasconcelos – para o lugar que queria. Bizarro não? É o que se chama uma estranha conjugação de interesses. E que espírito democrático e de entrega ao colectivo que este auto intitulado “camarada” revelou demonstrar!

Bom, já que estamos nisto sejamos mais amplos; havia mais uns 4 ditos socialistas entre os apoiantes de Pedro Marques – o que em quase 400 militantes em Tomar, comprova o forte apoio que Marques reivindica! – e outro deles também há muito que merece e leva já agora por tabela. Chama-se José Neto, foi meu professor há vinte anos trás, e é outro dos “anónimos” dos blogues. O seu filho que também fez parte dessa lista, foi cerca de um ano meu colega de escola e alguns meses de casa no ensino superior, e este fundamentalista (no pior que a palavra pode significar, porque só assim se podem explicar algumas atitudes) apoiante de Marques gosta de, com alguma frequência, vir “anónimo” para os blogues contar um conversa descontextualizada e desvirtuada ocorrida entre mim e o seu filho na altura da campanha de 2005, obviamente dessa conversa só revelando o meu nome. Mais do mesmo, é preciso ter muita lata e das duas uma, ou uma total alienação da realidade ou mesmo alguma falta de amor-próprio (ou pelos próprios), porque se eu me pusesse para aqui a contar histórias, essas sim com todo o contexto e assinadas por baixo… Enfim, falta vergonha.

São senhores como estes que, tendo ouvido dizer dumas palavras como credibilidade e seriedade que ficavam bem, depois as reivindicam aos dirigentes do PS porque não sabem o que fazer com elas. São aliás, senhores como estes, que vêm para os blogues a coberto do anonimato, chamar todos os nomes, inventar todas as situações, julgando que tal nos afecta ou ofende. O vosso problema meus senhores, é que os actuais dirigentes do PS em Tomar, a começar por mim, não se afectam ou ofendem por qualquer disparate dito por frustrados com o complexo da rejeição. O vosso problema, é que os dirigentes do PS não fazem insinuações e outras maquinações "anónimas”.
Os dirigentes do PS em Tomar, podem até ser pouco conhecidos, podem até não ter currículos de exposição mediática, mas ao contrário do que vós exortais e é isso que vos irrita e não entendem, são impolutos, incorruptíveis, não cedem a pressões venham elas donde vierem, traçaram um caminho que pode até estar errado mas é o seu (e este seu é muita gente), têm a certeza e a força das suas convicções, dos seus ideais, das suas capacidades, do que ambicionam para Tomar e para o PS, e só estão disponíveis para abandonar a luta quando eles mesmos o decidirem.

Quem não deve nem teme, no que trata de “ligar alguma” a uma espécie de seres sem valores, só faz mais que ignorar ou ter pena, como quando no caso essas frustrações transbordam em muito o limite da sua própria flagelação, e se torna imperativo avisar por segurança que “eles andam por aí”.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Espírito natalício


Ora diz que é natal. Por mim, não posso dizer que seja particularmente aficionado desta festarola feita grande. É verdade que tem aqueles momentos sadios em que a família se junta algures perto duma lareira, a engordar uns quilos com um amontoado de coisas que fazem muito mal a muita coisa. Mas tudo o resto... enfim, era dispensável. Hoje finalmente fiz as aquisições da época, e se não fosse no último dia não teria piada costumo dizer, mas também não teria conseguido fazê-lo antes. Entre estas têm destaque as costumeiras prendas, um dos aspectos a que tenho alguma aversão, não fosse dificilmente me serem aprazíveis realidades impostas. As prendas deviam ser como se diz do natal, oferecidas quando bem entendêssemos, e não seleccionadas de prateleiras de hipermercado devidamente abarrotadas e separadas consoante a bolsa dos clientes.

Finalmente aqui sentado perto da tal lareira na minha casa de campo, que é como quem diz a casa dos meus pais, enquanto as minhas avós se deliciam com o Fernando Mendes a dizer disparates na televisão, e o resto da família vai chegando, e depois de deglutidos já uns sonhos e umas filhoses entre outras iguarias, tenho então tempo para no portátil quase a estrear navegar por aqui um pouco.
Já não tenho paciência para ler mais sms, nem tive ainda tempo e vontade para enviar nenhum; na televisão extravasam programas e anúncios de beneficência a favor não sei de quem; e toda a época tresanda a hipocrisia, desperdício, pedantice e vaidade, valores afinal, muito diferentes dos que pretensamente propala a cristandade. Até “a iluminação de natal é um exemplo”.
Enfim, tentemos abstrairmo-nos de tudo isso, e aproveitar apenas as coisas boas e íntegras, até porque o peru entretanto chegou à mesa, e está tudo com ar esfomeado a olhar par o maluco que está agarrado ao portátil. Fiquem bem, gozem muito, e se mais não for, que da vida se leva o que cá se aproveitou, ao menos que haja tempo para

BOAS FESTAS…


domingo, dezembro 09, 2007

Diz que é uma espécie de jornalismo

De há umas semanas para cá temos vindo a assistir ao regresso do "não jornalismo" tomarense ao seu "melhor" nível. O Cidade de Tomar brinda-nos esta semana com mais umas lições sobre o assunto.
Não é sequer a esta pergunta de refinada subtileza - "Vereador paga agora factura de mau resultado eleitoral?" - colocada na primeira página e novamente no título da página 3 a que me refiro, por muito que alguns conceitos de ética ou de equidade levem a perguntar quando alguma vez se viu interrogação carregada de tanta malícia colocada sobre o PSD local ou outros protagonistas.
Não, o que ainda assim é mais perturbante é que se faça passar por jornalismo tudo o que escreve na página três. Ficamos na dúvida, são aquilo notícias? Não aparentam ser, mas como ninguém assina não parece ser um artigo de opinião. Logo, é suposto entendermos aquilo como notícia. Talvez no Cidade não se saiba bem a diferença entre relatar um acontecimento e comentá-lo.

A que propósito a comparação com o caso Luísa Mesquita? Há alguma semelhança? Talvez para um cidadão pouco informado, mas para um jornalista por muito medíocre que fosse não deveriam existir.
E qual a pertinência de presunções à volta de “facturas eleitorais” volvidos mais de dois anos sobre as eleições? É algo objectivamente estranho, ou não tivessem vindo da parte de jornalistas, desde o exacto dia das eleições, a pressão e as conjecturas sobre quando deixaria o lugar o vereador socialista. E surge a clássica questão: o jornalista é espectador ou actor da notícia?
Acreditei que com a nomeação de Ana Felício para a chefia da redacção, jovem e jornalista de formação, o rumo do jornal ganhasse algum equilíbrio e porque não dizê-lo, um vinco de maior rigor e competência – ingenuidade minha, ou a auto ilusão dos que em algo querem acreditar.

Qualquer tomarense com dois dedos de testa sabe e diz, e eu já o disse muitas vezes, que a comunicação social nabantina nunca primou pela imparcialidade, mas há limites de bom senso e razoabilidade. No Cidade de Tomar parece que não se conhecem esses limites.

Mas são precisos mais exemplos? Não seja por isso que eles não faltam nesta edição e não os enunciarei todos, mas olhemos para a página 2 e veja-se a grande parangona: “IRS do concelho de Tomar é o maior”.
E o leitor mais avisado perguntará: e isso é relevante para quê? Ora, relevante porque parece confirmar a teoria que o senhor Presidente da Câmara explana (mais uma vez) na página 13: “a qualidade de vida demonstrada é acima da média, agora mais uma vez comprovada pelos números desta vez pelo IRS.”
Uma simples leitura inteligente à tabela que o jornal apresenta bastará para pôr essa conjectura por terra, mas às teorias de António Paiva voltarei se a vontade o mandar, agora centro-me no jornal.
É estranho, com a relevância que PS e IRS assumem nesta edição do jornal, que não exista qualquer referência à proposta apresentada em reunião de câmara pelo PS, sobre a redução de IRS no concelho, quando no entanto houve espaço para as propostas dos “independentes”.
(O que me lembra de agradecer aos mesmos, por mais uma vez fazerem o reforço das propostas do PS, desta vez na proposta de medalha para a Ana Rente. Lembro que o PS por minha mão, já em Fevereiro havia proposto que a Câmara homenageasse personalidades ou instituições de mérito, e Ana Rente foi um dos exemplos mencionados. Mas apresentaram e bem, porque as ideias quando se tornam públicas são de todos.)

Enfim, quanto ao jornal não quero alongar-me mais hoje. Pessoalmente já várias vezes fui atacado ou mesmo prejudicado por uma espécie de notícias, e na maioria das vezes deixei o assunto morrer. Não sou eu contudo, ou pelo menos apenas, que estou agora em causa. Por muito que goste das pessoas, e ainda que perceba a dificuldade de quem tem contas ou “contas” para pagar, não posso esquecer que algumas responsabilidades sobre mim pesam, e que por isso terei como muitos me pedem, de passar a ter um relacionamento e uma atitude diferente para com certo tipo de “jornalismo”.

Não podia contudo terminar sem um pouco de exercício cívico, se mais não for para esclarecimento do jornal e de quem escreveu as “notícias” da página 3.
Sobre a suspensão e demais bulício da reunião de câmara de dia 30, sobre a qual aliás o PS lançou comunicado, diz o jornal, na tal linguagem que nada tem a ver com o relato duma notícia, que “Ficou a dúvida se o PS conhecia a legislação” pois “o vereador Becerra Vitorino tinha de ser convocado com 48 horas de antecedência”. Mas não, o que o PS de Tomar não conhece é autarquias onde situações básicas da Democracia sejam tratadas desta forma (mesmo a Assembleia Municipal de Tomar tem procedimento diferente) e não gostaríamos de conhecer jornais onde questões de governo autárquico e respeito pela pluralidade partidária fossem tratadas com esta leviandade.

Mas não quero dar lições, por isso e para que cada um possa ler, aqui fica a ligação para a Lei nº 169/99, que estabelece o quadro de competências, assim como o regime jurídico de funcionamento, dos órgãos dos municípios e das freguesias, e a transcrição do que interessa para o caso, ou seja, o ponto 4 do artigo 76º que aqui transcrevo, e para o qual remete o ponto 7 do 77º (suspensão de mandato e convocação do membro substituto):

"4 - A convocação do membro substituto compete à entidade referida no nº 2 e tem lugar no período que medeia entre a comunicação da renúncia e a primeira reunião que a seguir se realizar, salvo se a entrega do documento de renúncia coincidir com o acto de instalação ou reunião do órgão e estiver presente o respectivo substituto, situação em que, após a verificação da sua identidade e legitimidade, a substituição se opera de imediato, se o substituto a não recusar por escrito de acordo com o nº 2."

Obviamente não foram dúvidas de legalidade de que aqui se tratou, mas de má-fé política. Assim como terei de começar a aceitar que não é por ingenuidade ou incompetência que algumas coisas se escrevem.
Se escrevem, se confundem, ou se omitem.

domingo, novembro 25, 2007

a não notícia

O jornal Cidade de Tomar ensina-os esta semana o que é uma não notícia e o que não deve ser o jornalismo.
Essa não notícia intitulada "Presídio Militar de Tomar pode fechar antes do fim do ano?" , com um intrigante ponto de interrogação, tem uma chamada de primeira página e um pequeno desenvolvimento na segunda.
Aí, com base em notícias paralelas de outros orgãos de informação, cria-se uma especulação totalmente infundada, que até poderia ser confundida com uma graçola, se a mesma não tivesse a tal chamada de primeira página.

Jornalismo com rigor deve ter atenção a pequenos pormenores que se podem tornar grandes incidentes.
Sei que erros podem acontecer, e sei igualmente que o Cidade de Tomar faz o favor de publicar algumas das coisas que escrevo; mas o comentário, por muito que por vezes me "esqueça" de outros, tinha de ser feito.