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quinta-feira, abril 03, 2008

ter razão é uma chatice...

(algo estranho se passou com este post, agora sim, era isto que era suposto aqui estar)

"Câmara de Tomar condenada a pagar 750 mil euros a concessionária de parque de estacionamento

A Câmara de Tomar foi condenada por um tribunal arbitral a pagar 750 mil euros à empresa ParqT, concessionária do parque de estacionamento situado atrás dos Paços do Concelho, no decurso de um litígio iniciado há quatro anos. A decisão não é passível de recurso e foi anunciada segunda-feira às partes envolvidas. Em causa estava a discrepância de valores sobre o custo real da obra. O município sempre argumentou que o parque construído ficou sensivelmente mais barato que o valor indicado na proposta do concurso ganho pela ParqT. A empresa, por seu lado, contrapunha, afirmando que a construção do equipamento ficou bastante mais cara que o inicialmente previsto.
O presidente do município, Corvelo de Sousa (PSD), afirma que “obviamente” a autarquia vai pagar a verba, admitindo que poderá ter de ser feita uma alteração orçamental para o efeito, uma vez que o valor não está cabimentado no orçamento da câmara para este ano. Do lado da ParqT, o sentimento é de que foi feita justiça. José Santa Clara, administrador da empresa, refere que ambas as partes terão agora de se sentar novamente à mesa para delinear os procedimentos em relação ao contrato assinado em 2001. Um acordo que previa, além da construção do parque de estacionamento atrás da câmara, a requalificação da Várzea Grande (espaço junto ao tribunal) e 1.200 lugares tarifados à superfície em toda a cidade. (...)"

no Mirante Online

Todo este processo do parque e o parque em si, foi, é, e será muito útil para a cidade...

segunda-feira, março 03, 2008

ontem e hoje, Tomar

A revista que acompanha esta semana o jornal O Templário possibilita-nos uma viagem no tempo a alguns aspectos de Tomar através de postais antigos e fotos dos mesmos locais actualmente.
Ainda para mais é coordenada pelo professor Ernesto Jana, de quem em tempos tive o privilégio de ser aluno.

Também uma semelhante série de postais pode ainda ser vista no notas de Alfredo Caiano Silvestre.

Acabei por me esquecer de referir, que na passada semana O Templário atingiu a sua edição número 1000, sendo sempre de qualquer forma tempo de dizer PARABÉNS!

De facto, um jornal regional chegar às 1000 edições é algo que merece referência pois, mesmo que muitas vezes criticando esta ou aquela opção, esta ou aquela forma de fazer as coisas, a maior ou menor imparcialidade dos jornais, reconheço a dificuldade de os manter vivos e de saúde.

Assim, no caso do Templário, força para a equipa, motivação e tenacidade, e que nos apertados por difíceis limites da qualidade, continuem no seu caminho, é o que se deseja.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

curtas dos jornais

Esta rubrica que por vezes aqui coloco, refere-se desta vez apenas a conteúdo d’O Templário.

Grande destaque a um grande homem, uma grande personalidade da nossa comunidade, uma referência pela distinção, pela preocupação social, pela forma como está na vida: Luís Bonet.
Ex-presidente de câmara logo após o 25 de Abril, entrevistado no momento em que após 22 anos deixa a presidência do CIRE, instituição diga-se, onde apesar da dimensão e da necessária disponibilidade e grande entrega dos seus dirigentes, isso se faz ainda, ao contrário duma moda que quer pegar, como total voluntarismo. Também aí se vê a marca dos Homens e dos homens.

A propósito do "aumento de salário" dos 0 para os 1500€ do Provedor da Misericórdia de Tomar instituição onde segundo se ouve pela cidade, se respira "democracia", leia-se outro artigo de opinião, cujo autor de memória, e não tenho agora o jornal comigo, não me recordo.

Sobre as questões sociais, obviamente que é de aplaudir a reportagem sobre as condições de vida que alguns tomarenses enfrentam, e que, ao contrário do que aconteceria numa autarquia com essas preocupações, não recebem apoio ou forma de alterar essa situação, por parte de quem de direito.

Pertinente... muito pertinente o artigo de Nuno Marta, sobre a descaracterização dita requalificação do Mouchão parque, ou ilha do Mouchão como preferimos chamar-lhe. Pertinente ainda mais porque vem de um especialista possuidor ainda do necessário olhar crítico da política. As dúvidas que coloca sobre a substituição de algumas árvores, sobre o desaparecimento do canal de rega estilo árabe, ou sobre os custos de manutenção provocados pelas alterações são, entre outras, sem dúvida observações a ter em conta. a ler.

O artigo de Carlos Carvalheiro merece sempre também uma leitura, se mais não for, para respirarmos um pouco de boa disposição.

domingo, dezembro 09, 2007

Diz que é uma espécie de jornalismo

De há umas semanas para cá temos vindo a assistir ao regresso do "não jornalismo" tomarense ao seu "melhor" nível. O Cidade de Tomar brinda-nos esta semana com mais umas lições sobre o assunto.
Não é sequer a esta pergunta de refinada subtileza - "Vereador paga agora factura de mau resultado eleitoral?" - colocada na primeira página e novamente no título da página 3 a que me refiro, por muito que alguns conceitos de ética ou de equidade levem a perguntar quando alguma vez se viu interrogação carregada de tanta malícia colocada sobre o PSD local ou outros protagonistas.
Não, o que ainda assim é mais perturbante é que se faça passar por jornalismo tudo o que escreve na página três. Ficamos na dúvida, são aquilo notícias? Não aparentam ser, mas como ninguém assina não parece ser um artigo de opinião. Logo, é suposto entendermos aquilo como notícia. Talvez no Cidade não se saiba bem a diferença entre relatar um acontecimento e comentá-lo.

A que propósito a comparação com o caso Luísa Mesquita? Há alguma semelhança? Talvez para um cidadão pouco informado, mas para um jornalista por muito medíocre que fosse não deveriam existir.
E qual a pertinência de presunções à volta de “facturas eleitorais” volvidos mais de dois anos sobre as eleições? É algo objectivamente estranho, ou não tivessem vindo da parte de jornalistas, desde o exacto dia das eleições, a pressão e as conjecturas sobre quando deixaria o lugar o vereador socialista. E surge a clássica questão: o jornalista é espectador ou actor da notícia?
Acreditei que com a nomeação de Ana Felício para a chefia da redacção, jovem e jornalista de formação, o rumo do jornal ganhasse algum equilíbrio e porque não dizê-lo, um vinco de maior rigor e competência – ingenuidade minha, ou a auto ilusão dos que em algo querem acreditar.

Qualquer tomarense com dois dedos de testa sabe e diz, e eu já o disse muitas vezes, que a comunicação social nabantina nunca primou pela imparcialidade, mas há limites de bom senso e razoabilidade. No Cidade de Tomar parece que não se conhecem esses limites.

Mas são precisos mais exemplos? Não seja por isso que eles não faltam nesta edição e não os enunciarei todos, mas olhemos para a página 2 e veja-se a grande parangona: “IRS do concelho de Tomar é o maior”.
E o leitor mais avisado perguntará: e isso é relevante para quê? Ora, relevante porque parece confirmar a teoria que o senhor Presidente da Câmara explana (mais uma vez) na página 13: “a qualidade de vida demonstrada é acima da média, agora mais uma vez comprovada pelos números desta vez pelo IRS.”
Uma simples leitura inteligente à tabela que o jornal apresenta bastará para pôr essa conjectura por terra, mas às teorias de António Paiva voltarei se a vontade o mandar, agora centro-me no jornal.
É estranho, com a relevância que PS e IRS assumem nesta edição do jornal, que não exista qualquer referência à proposta apresentada em reunião de câmara pelo PS, sobre a redução de IRS no concelho, quando no entanto houve espaço para as propostas dos “independentes”.
(O que me lembra de agradecer aos mesmos, por mais uma vez fazerem o reforço das propostas do PS, desta vez na proposta de medalha para a Ana Rente. Lembro que o PS por minha mão, já em Fevereiro havia proposto que a Câmara homenageasse personalidades ou instituições de mérito, e Ana Rente foi um dos exemplos mencionados. Mas apresentaram e bem, porque as ideias quando se tornam públicas são de todos.)

Enfim, quanto ao jornal não quero alongar-me mais hoje. Pessoalmente já várias vezes fui atacado ou mesmo prejudicado por uma espécie de notícias, e na maioria das vezes deixei o assunto morrer. Não sou eu contudo, ou pelo menos apenas, que estou agora em causa. Por muito que goste das pessoas, e ainda que perceba a dificuldade de quem tem contas ou “contas” para pagar, não posso esquecer que algumas responsabilidades sobre mim pesam, e que por isso terei como muitos me pedem, de passar a ter um relacionamento e uma atitude diferente para com certo tipo de “jornalismo”.

Não podia contudo terminar sem um pouco de exercício cívico, se mais não for para esclarecimento do jornal e de quem escreveu as “notícias” da página 3.
Sobre a suspensão e demais bulício da reunião de câmara de dia 30, sobre a qual aliás o PS lançou comunicado, diz o jornal, na tal linguagem que nada tem a ver com o relato duma notícia, que “Ficou a dúvida se o PS conhecia a legislação” pois “o vereador Becerra Vitorino tinha de ser convocado com 48 horas de antecedência”. Mas não, o que o PS de Tomar não conhece é autarquias onde situações básicas da Democracia sejam tratadas desta forma (mesmo a Assembleia Municipal de Tomar tem procedimento diferente) e não gostaríamos de conhecer jornais onde questões de governo autárquico e respeito pela pluralidade partidária fossem tratadas com esta leviandade.

Mas não quero dar lições, por isso e para que cada um possa ler, aqui fica a ligação para a Lei nº 169/99, que estabelece o quadro de competências, assim como o regime jurídico de funcionamento, dos órgãos dos municípios e das freguesias, e a transcrição do que interessa para o caso, ou seja, o ponto 4 do artigo 76º que aqui transcrevo, e para o qual remete o ponto 7 do 77º (suspensão de mandato e convocação do membro substituto):

"4 - A convocação do membro substituto compete à entidade referida no nº 2 e tem lugar no período que medeia entre a comunicação da renúncia e a primeira reunião que a seguir se realizar, salvo se a entrega do documento de renúncia coincidir com o acto de instalação ou reunião do órgão e estiver presente o respectivo substituto, situação em que, após a verificação da sua identidade e legitimidade, a substituição se opera de imediato, se o substituto a não recusar por escrito de acordo com o nº 2."

Obviamente não foram dúvidas de legalidade de que aqui se tratou, mas de má-fé política. Assim como terei de começar a aceitar que não é por ingenuidade ou incompetência que algumas coisas se escrevem.
Se escrevem, se confundem, ou se omitem.

Más notícias

"Presidente de Tomar quer concentrar população na cidade" (mirante online)
provando afinal, de que aquilo que durante anos o PS de Tomar o acusou era absoluta verdade.

"Paiva "Escandalizado" com Empréstimo para Lisboa" (otemplário online)
É um disparate tão grande esta demagogia de Paiva que a citação do título basta para comentar.

"Pagam para entrar na rua onde moram" (blogue otemplário)
Claro que a culpa não é nem poderia ser da Câmara e de quem a governa...

Boas notícas

"Cartão Jovem Municipal em Abrantes" (mirante online)

"Posto "Empresa na Hora" em Abrantes" (mirante online)

"Empresa promete 800 postos de trabalho em Azambuja" (mirante online)

"Câmara Municipal de Torres Novas deliberou(...) definir a participação variável do IRS para 2009, que corresponde aos municípios, em 4 por cento (...) sendo os munícipes poupados em 1 por cento"
"empresas com lucros tributáveis abaixo dos 150 mil Euros, (...) ficarão isentas de taxas" (jornal torrejano)

"Passagem de ano no centro histórico de Santarém" (mirante online)

Pergunta de um miúdo de dez anos a tudo isto: e Tomar?
Pergunta ingénua: e o jornais de Tomar falam disso? Comparam Tomar com o que está à volta?

domingo, novembro 25, 2007

a não notícia

O jornal Cidade de Tomar ensina-os esta semana o que é uma não notícia e o que não deve ser o jornalismo.
Essa não notícia intitulada "Presídio Militar de Tomar pode fechar antes do fim do ano?" , com um intrigante ponto de interrogação, tem uma chamada de primeira página e um pequeno desenvolvimento na segunda.
Aí, com base em notícias paralelas de outros orgãos de informação, cria-se uma especulação totalmente infundada, que até poderia ser confundida com uma graçola, se a mesma não tivesse a tal chamada de primeira página.

Jornalismo com rigor deve ter atenção a pequenos pormenores que se podem tornar grandes incidentes.
Sei que erros podem acontecer, e sei igualmente que o Cidade de Tomar faz o favor de publicar algumas das coisas que escrevo; mas o comentário, por muito que por vezes me "esqueça" de outros, tinha de ser feito.

segunda-feira, outubro 29, 2007

curtas

- Gostei do editorial de Isabel Miliciano n'O Templário sobre as regiões de turismo. Mais palavra menos palavra é o que penso.

- No mesmo jornal a entrevista a Nuno Marta, pela pessoa em causa, mais um jovem da minha geração com opiniões e convicções, e também pelo jornal que parece assim abrir a novos temas e personalidades da sociedade tomarense, o que me parece bastante positivo.

- A edição do 8º aniversário da revista Focus na passada semana trás como capa e desenvolvimento "oito grandes portugueses para o futuro", entre os quais o camarada e amigo Pedro Nuno Santos, deputado, Secretário-Geral da Juventude Socialista, com e na terra de quem aliás passei o fim-de-semana. É sempre com prazer que observo o sucesso dos amigos, sendo que aqui mais uma vez fica patente a emergência de uma nova geração, com novo sangue, ideias e atitudes, em diferentes áreas e também na política.

- Negativo são os disparates, já recorrentes mas a tempos com novos picos de injúria (a mesquinhez, a inveja, a malcriadez, o mau carácter,...) que são escritos nos comentários dos blogues tomarenses. Seria um excelente caso de estudo da personalidade humana, perceber o papel a que alguns se prestam, escrevendo o que escrevem, alguns que são "personalidades" da nossa comunidade, e ainda para mais débeis ao ponto de julgar que são anónimos. Seria cómico se não fosse triste.

- A mini-entrevista que Luís Vicente, suposto presidente do PSD de Tomar, concedeu ao Cidade de Tomar (finalmente, dois anos depois de eleito diz qualquer coisa!) a propósito das eleições internas é das coisas mais redondas que já li, não disse absolutamente nada além de um ou outro chavão demagógico.

- A estrada de acesso ao Convento de Cristo parece estar em risco de derrocada, obviamente em consequência das obras desse tão bom investimento que foi o parque fantasma atrás do edifício dos paços do concelho, e a câmara diz que sim, que é grave e que foi enviado um ofício à empresa. Sim, aquela com quem tem um diferendo em tribunal, e cujos "milharezitos" da discórdia vão provavelmente ficar para serem pago por futuros executivos. Por igual lógica, poderemos estar seguros que essa situação grave, vai ser resolvida com brevidade...
E qualquer dia vão dizer como é hábito, que não têm responsabilidade nenhuma.

quarta-feira, outubro 17, 2007

curtas

- Uma das coisas que melhor me sabem quando viajo, e por muito curta que seja a viagem, é o regresso a Tomar.
Quando regresso a Tomar tento pôr-me a par do que por cá se passou durante a ausência, mesmo de coisas eventualmente inúteis como o que se diz nos blogues, onde um simples fim-de-semana é suficiente para uma grande produção de disparates, e mal seria se não fosse, algumas coisas acertadas.
Uma das discussões actuais é a velha dicotomia nabantina entre obras e vestígios arqueológicos. E fico com pena que alguns ainda achem que a riqueza arqueológica que possuímos é um entrave para uma obra seja ela qual for. Se tiver tempo e vontade voltarei a este tema.

- Na onda dos blogues, é interessante a nova rubrica do jornal O Templário onde faz eco daquilo que se entende como o que mais relevante foi escrito durante cada semana pelos comentaristas no blogue desse jornal. Mas não deixa de ser relevante que quase todos (se não foram todos até agora) são comentários anónimos. Como é possível que persista o medo em assumir o que se pensa?

- E falando em jornais, é preciso destacar o dinamismo do projecto empresarial d’O Mirante, aquele que começou como um pequeno jornal nascido em Alpiarça, até abranger toda a região do Ribatejo com três edições distintas, e desde o passado sábado, a ser distribuído junto com o Expresso em toda esta região. É de aplaudir.

- E falando em Mirante, nesta edição onde tive honras de figurar no “cavaleiro andante”, já não posso aplaudir, mas são opiniões, a crónica onde o seu director Joaquim Emídio tece rasgados elogios ao nosso presidente de Câmara. Tem que vir cá ao norte mais vezes.

- E vindo as crónicas à baila, não queria deixar de referir que o último texto que escrevi para o Cidade de Tomar, “Os Trintões Nabantinos”, foi dos que mais reacções me fez chegar, vindos de diversos quadrantes políticos, profissionais e etários, o que não só me deixa satisfeito, como um pouco menos pessimista quanto ao adormecimento que parece ter dominado os tomarenses, e em especial os da geração que visava, a minha.