Mostrar mensagens com a etiqueta hugo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta hugo. Mostrar todas as mensagens

domingo, julho 15, 2012

8

O Luís Ribeiro, um dos raros bloguistas tomarenses, refere o aniversário deste "algures aqui" nas efemérides nabantinas de hoje no seu Tomar, a cidade.
Apesar do lapso, porque o primeiro post é de 7 de julho de 2004 (ainda que muito embrionário, naqueles primeiros dias andava ainda a testar e a tentar personalizar aquela que seria a versão 1.0 do algures, e na altura o sistema era menos user friendly  que agora) não posso deixar de agradecer penhorado a referência.

E ainda bem que o fez, porque é mais um ano em que deixei passar o dia sem me lembrar.



quarta-feira, julho 04, 2012

assim vai este país

Confirmado que está o que há algum tempo julgava saber e há mais suspeitava, estou com uma crise existencial....
Aparentemente fui ontem "aliviado" das minhas funções. Mas até ao momento não tenho qualquer comunicação oficial sobre o assunto.
Deve ser normal...



Por falar em escolas, só não percebe quem não quer, muito do está a acontecer na educação...
«Legislação do Governo para criar escolas particulares sem ouvir administração central é "inaceitável"», lê-se na RTP.

quinta-feira, junho 28, 2012

a minha "bicicreta"



Hoje, lá mais para o pôr do sol, o meu chaço com duas rodas precisa de ir apanhar ar e perder teias de aranha...

não se passa nada...







O meu estado de espírito anda mais ou menos assim...


(esta placa também podia estar à entrada de Tomar, anunciando o mesmo em relação aos anos recentes)

segunda-feira, junho 18, 2012

relatividade

Relativity, uma das litografias mais conhecidas de Escher
Esta imagem de um dos meus favoritos, M.C. Escher, o artista das construções impossíveis, não podia estar mais apta a ilustrar o que penso das minhas próximas semanas, ou mesmo todo o verão. Não sei bem a direção para onde vou, ou para onde me apetece ir, ou simplesmente para onde me vão mandar.
Este verão que se vai anunciando cinzento, como hoje uma vez mais, também não ajuda a esclarecer o espírito.
Está visto que "inverno soalheiro dá céu nublado o verão inteiro". (Gosto de inventar provérbios).


Escher, um dos mais reputados artistas holandeses da contemporaneidade, faria ontem 114 anos....
mas a laranja mecânica esteve felizmente com falta de óleo :)

o site oficial em www.mcescher.com/

domingo, junho 10, 2012

2º Remember Pim Pim



Uma pequena entrevista ontem, live from Remember Pim Pim, com Paulo Pereira na rádio Cidade de Tomar. (a partir dos 52:55)

Grande noite, bom espaço, bom ambiente, grande organização. Os parabéns a Manuel Graça e a toda a sua equipa. Uns milhares de tomarenses mostraram que querem noites assim e, que algo faz falta em Tomar. Venham mais.

terça-feira, abril 24, 2012

daqui ali é um 'nstante

Pela primeira vez em largos anos, seguramente mais de uma década, não vou passar o 25 de Abril em Tomar, comemorando-o com os meus camaradas socialistas.
Nem sempre nem nunca, este ano é ano de dar folga à tradição e ir comemorar para outro lado.
Um local aliás onde os valores do nosso 25 de Abril, que para mim se concentram todos na palavra Liberdade, estão ainda muito em falta.
Este ano vou comemorar essa Liberdade até à Síria.

Pronto, estou a mentir, não vou à Síria... mas é mesmo lá ao lado!

volto já.

.

terça-feira, abril 03, 2012

negritude

Sim, estou vivo.
Não, não estou em viagem.
Sim, estive ontem no Prós&Contras.
Não, não vou acabar com o "algures".
Sim, esta semana até tenho tempo para um post ou dois... mas, continuo sem vontade de escrever.

Também, falar do quê, do país?... blah.
De Tomar? Está tudo na mesma... um presidente que não preside nada, uma câmara que vale pouco mais que nada, e uma série de coisas a fechar: empresas, lojas, hospital (não, não, não está nada dizem eles!) quartel, e o resto que há-de vir.
E os tomarenses? Contentes da vida! Afinal os políticos são todos iguais não é? Querem é todos tacho e aparecer nas fotografias. Pois... por isso mais vale ninguém se ralar com coisa nenhuma e ficarmos todos na mesa do café a falar mal de toda a gente.

Finalmente parece que a chuva está aí. E eu ando assim também. Cinzento.

quinta-feira, março 15, 2012

everybody hurts... sometimes


Já estou farto de papéis, está na hora de ir até Tomar. Pelo caminho vou ter me contentar com outro tipo de banda sonora, quando a que me apetecia era mais nesta "onda".
Este everybody hurts dos R.E.M é um dos hinos da minha adolescência que ouvi até não poder mais.
Quando estou muito cansado fico sempre melancólico.....

terça-feira, fevereiro 28, 2012

45 - o número perdido

É um grave problema este para o qual vos quero alertar. Não sei se por motivos ligados à crise, o certo é que de há uns tempos largos para cá, o meu número de calçado tem vindo a rarear, a ponto de neste momento ser quase, e em muitos locais já totalmente, impossível encontrar calçado que me sirva.
Foi-me mesmo confirmado que muitos fabricantes deixaram de produzir esse número.
E os poucos que se encontram são normalmente da coisa mais foleira possível de enxergar.
E agora, como fazemos, vão continuar a roubar-nos direitos?

Pezudos deste país uni-vos!! Temos tanto direito a andar calçados como todos os demais!

.

quinta-feira, janeiro 19, 2012

as palavras


José Fontinhas Rato faria hoje anos. É um dos nossos maiores poetas e cuja antologia é uma das mais por mim requisitadas da prateleira lá de casa. 
Para a posteridade ficou conhecido como Eugénio de Andrade (1923-2005)

A Maria Felismina nasceu mesmo a meio do século passado, de poesia não percebe muito, mas as suas palavras mesmo que menos poéticas não as requisito a nenhum lado, estão sempre comigo.
Parabéns mãe.

sábado, dezembro 24, 2011

"all I want for christmas"...

Inquérito do jornal Cidade de Tomar, publicado ontem, 23 de Dezembro.

1 – Como vai ser o seu Natal este ano?
2 – Com quem costuma passar?
3 – Gosta de manter as tradições habituais?
4 – Gosta de trocar presentes (mantém os mesmos presentes ou houve uma redução)?
5 – Uma mensagem de Natal…


1 – Essencialmente igual aos outros. Simples, passado em família.

2 – Com a família mais próxima. Em casa dos meus pais, com irmãs, avós… e a minha sobrinha que é a novidade deste ano.

3 – As minhas tradições são sempre as mesmas: estar com a família, ter um bom jantar com os pratos e as guloseimas da época, conversa, muitos cálices de Porto, umas horas de lareira que se prolongam noite dentro, um bom filme pela madrugada quiçá a puxar o sono, e no dia de natal que correndo bem nasce chuviscado e envolto em neblina a pedir mais lareira, continuar com o mesmo espírito para o almoço.

4 – Para mim o Natal nunca foi sinónimo de prendas dispendiosas, tanto a receber como a dar, é aliás um dos aspectos que menos me agradam no Natal, essa “obrigatoriedade” em dar prendas. Gosto das prendas de aniversário porque são “únicas” e gosto das prendas inesperadas. Por isso para o natal, com mais ou menos crise, não há necessidade de alterar grande coisa.
Além disso é preciso relativizar. Sim o meu salário é o de um professor, sim além dos congelamentos e dos cortes anteriores, levaram-me mais meio subsídio de natal. Mas a verdade é que é sempre preciso perceber quem esteja pior, e há de facto quem esteja muito pior, e pessoas que passam sim por dificuldades. Muitos passam por grandes dificuldades. E por isso jamais me iria lamentar ou alegar poder oferecer menos isto ou aquilo com a justificação da crise.

5 – De alguma forma a mesma de todos os anos. Que independentemente das religiões, o natal seja uma época de encontro e partilha com aqueles de quem mais gostamos, mas também de preocupação e solidariedade para com os outros que nos rodeiam.
Que toda a parafernália consumista do natal não nos desvie do essencial: a paz uns com os outros, a alegria, a celebração da vida. Que consigamos transportar o mais possível desse espírito para o resto do ano, e que para aquele que se avizinha o consigamos fazer ainda mais porque vai ser bem preciso.

segunda-feira, novembro 14, 2011

o elixir da eterna juventude


Obrigado a todos os que pessoalmente ou pelas mais diversas vias, enviaram os seus votos de parabéns, e um obrigado especial aos que mais de perto vão sendo companheiros das aventuras do passar do tempo.
A todos dedico este elixir criado pelo grande SG. Elixir este que muitas vezes me sopra aos ouvidos, e muito ao longo dos últimos meses em que decidi fazer um pouco de conta que ainda agora fiz vinte anos, tentando recuperar algumas coisas que deixei um pouco mais para trás ao longo da década que passou.

O meu elixir da eterna juventude há muito que sei qual é: estar com os amigos e tentar fazer a todos os níveis mais daquilo em que acredito e me dá gozo, e cada vez menos de tudo o resto.

Apesar disso, às vezes particularmente em algumas madrugadas ou manhãs mais cinzentas, fruto normalmente de noites bem mais coloridas vem-me à memória, não "uma frase batida" mas os versos sábios do SG...

"Estou velho!
Dói-me o joelho
Dói-me parte do antebraço
Dói-me a parte interna
De uma perna
E parte amiga
Da barriga
Que fadiga
O que é que eu faço?..."

quinta-feira, outubro 06, 2011

clássico


Hoje não sei porquê, a melodia do 2º andamento da sinfonia nº7 de Beethoven (aqui tocada pela Filarmónica de Berlim dirigida pelo mítico Karajan) não me sai da cabeça.
Quer dizer, saber sei... mas não digo.

terça-feira, agosto 09, 2011

intermitente

As pseudo mini férias de Verão já se foram, mas vou fazer o possível para que durante o resto do mês este blogue continue light and silly quanto baste, ou não fosse esse o espírito de Agosto.

Ainda bem que o calor só veio agora, está-se tão quentinho na Freixianda...

segunda-feira, agosto 01, 2011

peregrinações

A viver na semana que passou e esta que se inicia cinzenta, uma espécie de férias intermitentes que serão afinal as únicas que terei este verão, longe o suficiente do computador nele tocando apenas para ir acompanhando as orientações que vão chegando do Ministério para a abertura do novo ano letivo, contratações de professores e afins, o mais que tenho feito é dedicar-me à pesca.....



Lisboa, Meco e Tomar, ao que se seguirá esta semana, Guarda, S.Pedro de Moel e arredores, assim se fazem umas férias caseiras.
A degustar novos encantos no país que tem sempre algo a descobrir...

segunda-feira, julho 25, 2011

7

Tão mentalmente ocupado ando, que deixei passar em claro o dia de aniversário do algures (07.07.2004), precisamente no ano em que atinge 7 anos. Enfim, foi-se o dia mas fica ainda um pouco do mês.

Ora 7 é um número muito importante para os apaixonados da numerologia. Para mim também. Dos seus muitos significados, em algumas organizações que são essencialmente filosofias de vida, o 7 representa a passagem à idade adulta, o alcançar da mestria.

No decurso deste sétimo ano ficam alguns desafios pessoais aqui para o algures...
o primeiro é gradualmente começar a habituar-me a escrever com as convenções do novo acordo ortográfico... não vai ser fácil.

o segundo e mais importante, é o planear de um edição em papel que resuma estes 7 anos de algures. Num tempo onde o efémero das redes sociais é cada vez mais voraz, o livro merece ganhar um novo destaque; e num concelho onde a generalidade dos políticos parece ter medo de ter ou transmitir opinião e muito mais de a escrever, a palavra impressa deve também ser elogiada - assim, porque estes 7 anos "algures aqui" se confundem para mim muito com actividade política, e como forma de fechar esse capítulo, nada melhor que o encerrar num livro para colocar na estante. É claro que aceito patrocínios para esta tarefa :)

Algures aqui ou ali, "sem periodicidade certa" como sempre aqui se postulou, cá vou continuar a dar uns bitaites sobre tudo e sobre nada.
Entretanto, gozem o Verão, que parece agora começar a ser Verão a sério.

sábado, julho 23, 2011

livre

Ser livre é querer ir e ter um rumo
e ir sem medo,
mesmo que sejam vãos os passos.
É pensar e logo
transformar o fumo
do pensamento em braços.
É não ter pão nem vinho,
só ver portas fechadas e pessoas hostis
e arrancar teimosamente do caminho
sonhos de sol
com fúrias de raiz.
É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto
e, mesmo assim,
só de pensar gritar
gritar
e só de pensar ir
ir e chegar ao fim.

Armindo Rodrigues (1904 - 1993)

sexta-feira, julho 22, 2011

De saída

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de hoje.

Esta será a última vez que assino um texto enquanto presidente da Concelhia de Tomar do Partido Socialista. Foram quase seis anos como primeiro responsável por uma estrutura que envolve umas centenas de militantes e autarcas, alguns deles independentes.
Liderar um partido político é na maioria das vezes difícil. Lidar com as muitas opiniões contrárias, com legítimos interesses diversificados, e também com as amizades ou as antipatias entre pessoas que se conhecem muitas vezes há muito tempo, originando por vezes invejas gratuitas, por vezes ódios cujas razões se perderam no tempo. Um partido político é afinal como uma representação restrita da sociedade.
Como em todo o lado, quem lidera não consegue agradar a todos. Se é firme há quem o ache autoritário, se é condescendente há quem o ache manipulável, se decide é egocêntrico, se ouve os outros é porque é incapaz de decidir sozinho. Depois, como em tudo, as opiniões sobre a sua acção dividem-se: há sempre quem nele se reveja por se sentir representado; há quem o desvalorize por achar que faria melhor; há quem não goste porque não, porque é novo ou velho, porque é baixo ou gordo, ou porque é homem ou porque é mulher, ou porque é do Benfica ou não gosta de touradas…

Liderar é muitas vezes fazer escolhas, e muitas vezes essas escolhas envolvem pessoas. E por mais que tenhamos o perfil traçado, o perfil estudado, há sempre pessoas que nos desiludem outras que nos surpreendem agradavelmente. Como diria um amigo meu, é quando está em brasa que se vê a qualidade do metal. E como em tanto mais, é seguramente assim na política.
Liderar é também cometer erros, saber assumi-los, e acima de tudo aprender com eles, sejam os próprios sejam os observados nos outros.
Como em qualquer organização, nem sempre todos estão pelas melhores razões ou com a maior das dedicações – sempre foi sempre assim será. Interessa o sentido para o qual aponta a maioria. A grande maioria dos socialistas nabantinos deseja um concelho mais desenvolvido, mais capaz, onde todos possamos continuar a viver e a viver com mais oportunidades. Um concelho que ao contrário do afundanço das últimas décadas, seja sim um concelho que prospere, que agarre os jovens e atraia outros.
A grande maioria dos socialistas coloca os interesses do colectivo à frente dos pessoais, são esses que interessam, é nesses que me revejo.

Ao longo deste tempo procurei sempre introduzir novas pessoas, novos protagonismos, nunca centrando no “líder” a responsabilidade única pela decisão ou condução da estrutura. É assim que gosto de trabalhar, e na política como em qualquer outra actividade que tenha por base o voluntariado, não concebo mesmo que possa ser de outra forma. Pelo colectivo com o colectivo. Se assim não for, e mesmo sabendo que muitos não pensam como eu, para mim não vale a pena.
Gosto de estar em colectivos que baseados nas mesmas causas, dirigidos aos mesmos projectos, encontram nesse espaço colectivo a partilha, a força e a ambição para prosseguir com esses desafios.
É assim que vejo qualquer associação, é assim que vejo qualquer partido político, é assim que vejo o Partido Socialista e a concelhia de Tomar.

Com essa forma de estar, foram várias as bandeiras nestes anos, prenhes de causas, que empunhámos ao longo deste tempo.
Da eterna defesa do Mercado Municipal e da sua revitalização, infelizmente ainda no estado vergonhoso em que se encontra; à luta contra a ponte do Flecheiro, hoje prova que foi mais um “investimento” de prioridade duvidosa, à vista que está que pouco ou nada resolveu na mobilidade, ao contrário do que poderia resolver se, como sempre defendemos, tivesse sido construída mais a sul à entrada da cidade, como deveria obrigar o simples bom senso.
Olhando para a gestão municipal, este tempo que passou pode muito bem ser definido como o das dispendiosas obras inúteis, sinónimo por isso de oportunidades perdidas.
Com o Polis à cabeça como grande ocasião falhada, temos hoje a cidade (do resto do concelho nem vale a pena falar) polvilhada de obras caras, com despesas avultadas de manutenção e sem capacidade de retorno financeiro e na maioria dos casos, qualquer outro. Das grandes obras como o Pavilhão Municipal, erradamente pensado logo de início porque não deveria ter sido construído naquele local, nem com aquelas características; à Casa dos Cubos que serve para quê afinal?; às obras mais pequenas como as rotundas mal concebidas ou as passadeiras elevadas eternamente a ser reparadas.

Tudo isso, fraco ou nenhum planeamento, falta de visão e de senso, muita teimosia bacoca, explicam a imensa dívida do nosso município, e apesar disso perguntamos: o que disto representou investimento em desenvolvimento económico, em incentivo à criação de postos de trabalho, de expansão de nichos de mercado, em melhoria de acesso dos cidadãos aos serviços públicos e melhor prestação destes; ou sequer, o que é que disto representou melhoria da qualidade de vida e da oferta generalizada de Tomar num contexto de permanente competitividade entre concelhos?
A dívida colossal, a pesada herança do desastre da governação PSD/António Paiva, é-o ainda mais porque dificilmente terá o município capacidade para em longos anos a conseguir pagar com meios próprios, e exprime-se magistralmente como exemplo de tudo o resto numa só obra: o desastroso Parque T que fora os milhões já gastos, há-de levar ainda mais 7 milhões sobre os quais o município incorre já em juros, e continuamos sem perceber como pensa afinal o Presidente de Câmara pagá-los. E apesar de tudo isto continua-se, mês após mês, a esbanjar dinheiro sem critério, a gastar onde não há retorno, a gerir casuisticamente sem qualquer plano ou visão.

Já o disse e é evidente: sem rumo, sem organização, sem liderança, esta Câmara ficará para a história recente como a pior do pós 25 de Abril.
E os culpados quem são? Os políticos? Não, todos nós! Os políticos tomarenses com responsabilidades públicas nos últimos anos, escolhidos pelos tomarenses, têm sido globalmente maus, muito maus é certo, e eu sinto algum desconforto em poder ser confundido com eles e essa é uma das razões do meu actual cansaço com a política. Mas não confundo a responsabilidade dos eleitos com a desresponsabilização dos que os elegem.
Afinal, quantos tomarenses se preocupam com o estado a que o concelho chegou, com o estado desgovernado do município, o que é fazem, como é que exprimem o seu desacordo? É fácil deitar as culpas sempre a outros, é muito fácil culpar os suspeitos do costume, os políticos, mas os políticos são o espelho das suas comunidades e tão ou mais competentes como a comunidade lhes exigir. A responsabilidade começa em cada um de nós, a nossa comunidade começa em cada rua, em cada casa.

De saída, não esqueço os elementos dos três secretariados e das três comissões políticas que me deram o privilégio de dirigir; aos candidatos que em eleições autárquicas muito se esforçaram mas apesar disso não saíram ganhadores, não desistam porque como bem disse Mário Soares “só é derrotado quem desiste de lutar”; a todos os autarcas socialistas, particularmente aos Presidentes e outros elementos das Juntas de Freguesia cujo trabalho é esforçado e dedicado como provavelmente nenhum outro na vida autárquica, e ainda assim pouco reconhecido. A todos um penhorado agradecimento.

À comunicação social, mas mais que isso, aos jornalistas que são pessoas como todos os demais, com falhas e virtudes e que mesmo errando aqui ou ali (e eu bem sei que sou muitas vezes crítico para com o seu trabalho), fazem o possível com os poucos meios de que dispõem, e que apesar disso têm no nosso concelho um papel muito importante não apenas no simples transmitir de informação, mas também no alertar das consciências, no dar voz aos cidadãos mais anónimos, no unir da comunidade. Tudo isso a comunicação social pode fazer – se o quiser. E nós pretensos políticos, temos de reconhecer que a comunicação social é uma extensão daquilo que fazemos. São eles que projectam, ou não, a nossa voz, eles que transmitem ou não, as nossas ideias.
No fim deste processo, de vitórias e derrotas, de lutas, de horas e dias e meses e anos, saio acima de tudo, com a mesma coisa que entrei – é em verdade, ainda que muito desvalorizada, das poucas coisas que vale a pena possuir: uma consciência tranquila.
A todos – porque como disse o outro, não deixarei de andar por aí – vemo-nos nas lutas!

Por fim, quanto ao PS, este fim-de-semana fazem-se escolhas, nacionalmente os socialistas escolhem um novo líder, e estou certo que escolherão António José Seguro, alguém que há muito admiro, alguém que tem uma visão mais próxima da minha do que é a esquerda, do que é o socialismo, do que é o humanismo.
Por Tomar os socialistas escolhem um novo líder e uma nova equipa de dirigentes. Sei que a Anabela Freitas saberá encontrar as melhores energias para levar o colectivo socialista a melhores portos e com isso levar o PS a, escolhido pelos tomarenses para governar, resgatar Tomar do buraco em que dia-a-dia se afunda. A todos, bom trabalho!