Não é só em Portugal. Em Espanha, nos EUA, um pouco por todo o mundo dito civilizado, os professores são vítimas dos mesmos ataques, dos mesmos preconceitos, das mesmas más línguas, e tantas vezes das mesmas invejas.
Que são em demasia, que trabalham pouco, que não são aplicados, que têm muitas férias, que gozam de muitas regalias... tudo vindo de quem não faz a mínima ideia do que é ser professor, do que faz realmente um professor.
(E isso não quer dizer que, como em todas as outras atividades da sociedade, não existam maus professores. São a excepção).
E muitas vezes os governos, particularmente quando precisam de fazer cortes fáceis ou criar imagens de moralidade, aproveitam-se de todos esses preconceitos e ideias feitas para "agir sobre" os professores.
Felizmente que de quando em vez alguns se lembram que sem professores... Bom, sem professores não existiria sequer sociedade. Não existe evolução ou sociedade humana sem transmissão de conhecimento e valores.
Aqui fica o reconhecimento por parte de um grupo de bem conhecidas personalidades americanas (onde o ataque aos professores tem sido grande).
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quinta-feira, dezembro 15, 2011
quarta-feira, novembro 16, 2011
chovem papéis
quarta-feira, agosto 10, 2011
referência
Não tão regular como outrora nas minhas leituras desse excelente jornal quinzenário, só há pouco vi que na edição anterior (27Julho/9Agosto) do JL, Jornal de Letras Artes e Ideias, no suplemento de Educação, na rubrica "autorretrato de professora", a colega de profissão e funções, Maria Celeste Sousa, Diretora da Escola Secundária Santa Maria do Olival em Tomar, publica um texto de página inteira com o pertinente título "fazedora de futuro".A edição já não está nas bancas uma vez que hoje saíu o novo número, mas façam um esforço para encontrar que a leitura é obrigatória.
terça-feira, maio 10, 2011
nós falamos, eles fazem
"Semana Académica do Algarve transforma-se em festival"
"A edição deste ano da Semana Académica do Algarve transforma-se em festival e muda-se a, partir de sábado, para o local onde no Verão decorre a Concentração Motard de Faro"... ler mais no Sol Online
Isto sim, são semanas académicas que querem envolver a comunidade e com a participação dessa e das entidades públicas que percebem que os estudantes e as suas actividades são uma mais valia para todo o concelho onde existam, contribuindo por exemplo, para mais uns eventos no cartaz turístico anual.
Já em Tomar, à parte quem tenha passado por acaso pela zona da ponte velha no dia dos mergulhos para o rio, alguém deu pela semana académica? Alguém me consegue dizer um nome que seja de um grupo ou artista que cá tenha vindo?
E já agora, quantas pessoas que não sejam alunos do IPT, conseguem dizer onde se realizou o evento?
E depois vem aquela malta muito importante dizer que sim "o politécnico é muito importante", sim "é preciso apoiar o politécnico", sim "estreitar as ligações entre o politécnico e a comunidade" - jamais, fundir ou extinguir ou que quer que seja o politécnico.
O Politécnico é os seus alunos! Não existe sem eles! Quando é que metem isto na cabeça?!
"A edição deste ano da Semana Académica do Algarve transforma-se em festival e muda-se a, partir de sábado, para o local onde no Verão decorre a Concentração Motard de Faro"... ler mais no Sol Online
Isto sim, são semanas académicas que querem envolver a comunidade e com a participação dessa e das entidades públicas que percebem que os estudantes e as suas actividades são uma mais valia para todo o concelho onde existam, contribuindo por exemplo, para mais uns eventos no cartaz turístico anual.
Já em Tomar, à parte quem tenha passado por acaso pela zona da ponte velha no dia dos mergulhos para o rio, alguém deu pela semana académica? Alguém me consegue dizer um nome que seja de um grupo ou artista que cá tenha vindo?
E já agora, quantas pessoas que não sejam alunos do IPT, conseguem dizer onde se realizou o evento?
E depois vem aquela malta muito importante dizer que sim "o politécnico é muito importante", sim "é preciso apoiar o politécnico", sim "estreitar as ligações entre o politécnico e a comunidade" - jamais, fundir ou extinguir ou que quer que seja o politécnico.
O Politécnico é os seus alunos! Não existe sem eles! Quando é que metem isto na cabeça?!
terça-feira, abril 19, 2011
Ensino Politécnico no distrito
A minha opinião, sucinta, publicada no jornal Cidade de Tomar de 15 de Abril (em conjunto com outras personalidades - não que eu seja uma!), em resposta às 3 questões colocadas:
"1 - Acha que existem vantagens com a fusão ou reorganização do IPT com o Instituto Politécnico de Santarém? 2 - Adviriam vantagens, para Tomar e concelhos onde se implanta o IPT, nos aspectos científicos, económicos ou culturais, com esta fusão ou reorganização? 3 - Será curial, no século XXI, a centralização dos Institutos Politécnicos, nas capitais de distrito, no caso dos Politécnicos do Ribatejo, em Santarém?"
Tenho para mim que um dos problemas do nosso país é um excesso de opiniões sem fundamento. Há muito a tendência de as pessoas acharem que sabem de tudo e falarem desmedidamente sem critério e responsabilidade, como se estivessem a comentar as decisões do treinador do clube de futebol.
Por outro lado, é certo que os políticos devem formular opinião sobre os mais diversos assuntos, mas precisamente com responsabilidade e coerência, argumentando e fundamentando.
Com estes cuidados, no espírito das questões formuladas digo o seguinte:
Portugal tem, como a outros níveis, também ao nível do Ensino Superior um problema de excesso e novo riquismo. Nos anos 90, deslumbrados com os dinheiros europeus e numa bacoca onda provinciana, também como forma de criar postos de trabalho bem renumerados muitas vezes a quem não tinha qualidade para tal, permitiu-se uma proliferação de instituições por tudo o que era quintal autárquico. Hoje temos uma rede de ensino superior claramente excessiva para a dimensão do nosso país e dos nossos impostos.
Essa realidade virá forçosamente a transformar-se, contraindo-se, o que ditará a fusão e provável extinção de algumas dessas instituições, o que se tem já verificado ao nível dos privados.
Dito isto, sobre os Institutos Politécnicos de Tomar e Santarém, os quais conheço com razoabilidade, as perguntas colocadas ainda que subjectivas quase se respondem a si mesmas. Se há vantagens na fusão? Em teoria sim, porque o que é maior é em princípio mais forte; Vantagens advindas da fusão, para Tomar ou outros concelhos? Em princípio é indiferente, não é o serem dois distintos ou um só agrupado que faz a diferença ao nível local; A última questão tem por base a tal guerra de capelinhas, tão responsável no nosso país por tanto disparate, e como tal não faz sentido pensar as coisas nesses termos. Até porque isso das capitais de distrito também tem os dias contados.
As questões essenciais são outras, e particularmente em relação a Tomar, a primeira grande questão é a de mudar a cultura reinante e a forma de actuação, do Município, do Politécnico, e da comunidade em geral.
O facto é que o IPT é (a par com o Hospital) o maior empregador directo do concelho de Tomar, e isoladamente o maior indirecto, contribuindo também de forma generalizada para a economia local com o consumo nas lojas, na restauração, com o aluguer de quartos – como já afirmei muitas vezes, é o maior ganha-pão do concelho.
Ora, indiferente a isto, Tomar tem, entre outros, um problema acrescido em relação à generalidade dos outros Politécnicos: a pouca interligação entre Politécnico e Município, um estar genericamente de costas voltadas claramente perceptível particularmente ao longo da última década. À boa portuguesa, gosta-se muito de chorar sobre o leite derramado, mas nada fazer previamente para o evitar. E o leite pode estar próximo de se entornar.
O futuro das instituições de Ensino Superior do nosso distrito pode ser incerto, mas com certeza que quando alterações vierem a ser introduzidas, além de outros critérios, neles estarão certamente o número de alunos, a qualidade dos cursos, a taxa de empregabilidade desses cursos.
E nessa como noutras matérias, o Município e Câmara que o gere, não pode continuar a lavar as mãos como se nada tivesse que ver com isto, não se pode por exemplo continuar a tratar os alunos como miúdos que vêem para a cidade fazer barulho e lixo, e ter discussões absolutamente ridículas, sobre se podem ou não utilizar a Praça da República ou o Cine-teatro. É que na hora de escolher uma instituição de ensino superior, a cidade onde esta está conta muito – que ofertas tem, que ambiente académico lá se vive – e por isso mesmo assistimos à generalidade dos municípios onde existe ensino superior a oferecer o melhor de si, os espaços mais nobres, apoio financeiro e logístico aos alunos, que são sempre o maior grupo de embaixadores em permanência de uma cidade; enquanto em Tomar assistimos ao empurrar cada vez mais notório dos alunos da cidade para interior do campus. Onde se vai realizar por exemplo a Semana Académica? Que actividades são promovidas em parceria de instituições locais com o IPT, que envolvam efectivamente os alunos? Que actividades promove o Município dirigidas particularmente aos alunos do IPT?
O que deve preocupar o Município e a comunidade em geral não são questões menores ou de semântica, não é se o Politécnico se chama de Tomar, Santarém ou outra coisa qualquer, o que a todos nos deve preocupar é: o que fazemos se se reduzirem ou deixarmos de ter alunos de ensino superior em Tomar?
"1 - Acha que existem vantagens com a fusão ou reorganização do IPT com o Instituto Politécnico de Santarém? 2 - Adviriam vantagens, para Tomar e concelhos onde se implanta o IPT, nos aspectos científicos, económicos ou culturais, com esta fusão ou reorganização? 3 - Será curial, no século XXI, a centralização dos Institutos Politécnicos, nas capitais de distrito, no caso dos Politécnicos do Ribatejo, em Santarém?"
Tenho para mim que um dos problemas do nosso país é um excesso de opiniões sem fundamento. Há muito a tendência de as pessoas acharem que sabem de tudo e falarem desmedidamente sem critério e responsabilidade, como se estivessem a comentar as decisões do treinador do clube de futebol.
Por outro lado, é certo que os políticos devem formular opinião sobre os mais diversos assuntos, mas precisamente com responsabilidade e coerência, argumentando e fundamentando.
Com estes cuidados, no espírito das questões formuladas digo o seguinte:
Portugal tem, como a outros níveis, também ao nível do Ensino Superior um problema de excesso e novo riquismo. Nos anos 90, deslumbrados com os dinheiros europeus e numa bacoca onda provinciana, também como forma de criar postos de trabalho bem renumerados muitas vezes a quem não tinha qualidade para tal, permitiu-se uma proliferação de instituições por tudo o que era quintal autárquico. Hoje temos uma rede de ensino superior claramente excessiva para a dimensão do nosso país e dos nossos impostos.
Essa realidade virá forçosamente a transformar-se, contraindo-se, o que ditará a fusão e provável extinção de algumas dessas instituições, o que se tem já verificado ao nível dos privados.
Dito isto, sobre os Institutos Politécnicos de Tomar e Santarém, os quais conheço com razoabilidade, as perguntas colocadas ainda que subjectivas quase se respondem a si mesmas. Se há vantagens na fusão? Em teoria sim, porque o que é maior é em princípio mais forte; Vantagens advindas da fusão, para Tomar ou outros concelhos? Em princípio é indiferente, não é o serem dois distintos ou um só agrupado que faz a diferença ao nível local; A última questão tem por base a tal guerra de capelinhas, tão responsável no nosso país por tanto disparate, e como tal não faz sentido pensar as coisas nesses termos. Até porque isso das capitais de distrito também tem os dias contados.
As questões essenciais são outras, e particularmente em relação a Tomar, a primeira grande questão é a de mudar a cultura reinante e a forma de actuação, do Município, do Politécnico, e da comunidade em geral.
O facto é que o IPT é (a par com o Hospital) o maior empregador directo do concelho de Tomar, e isoladamente o maior indirecto, contribuindo também de forma generalizada para a economia local com o consumo nas lojas, na restauração, com o aluguer de quartos – como já afirmei muitas vezes, é o maior ganha-pão do concelho.
Ora, indiferente a isto, Tomar tem, entre outros, um problema acrescido em relação à generalidade dos outros Politécnicos: a pouca interligação entre Politécnico e Município, um estar genericamente de costas voltadas claramente perceptível particularmente ao longo da última década. À boa portuguesa, gosta-se muito de chorar sobre o leite derramado, mas nada fazer previamente para o evitar. E o leite pode estar próximo de se entornar.
O futuro das instituições de Ensino Superior do nosso distrito pode ser incerto, mas com certeza que quando alterações vierem a ser introduzidas, além de outros critérios, neles estarão certamente o número de alunos, a qualidade dos cursos, a taxa de empregabilidade desses cursos.
E nessa como noutras matérias, o Município e Câmara que o gere, não pode continuar a lavar as mãos como se nada tivesse que ver com isto, não se pode por exemplo continuar a tratar os alunos como miúdos que vêem para a cidade fazer barulho e lixo, e ter discussões absolutamente ridículas, sobre se podem ou não utilizar a Praça da República ou o Cine-teatro. É que na hora de escolher uma instituição de ensino superior, a cidade onde esta está conta muito – que ofertas tem, que ambiente académico lá se vive – e por isso mesmo assistimos à generalidade dos municípios onde existe ensino superior a oferecer o melhor de si, os espaços mais nobres, apoio financeiro e logístico aos alunos, que são sempre o maior grupo de embaixadores em permanência de uma cidade; enquanto em Tomar assistimos ao empurrar cada vez mais notório dos alunos da cidade para interior do campus. Onde se vai realizar por exemplo a Semana Académica? Que actividades são promovidas em parceria de instituições locais com o IPT, que envolvam efectivamente os alunos? Que actividades promove o Município dirigidas particularmente aos alunos do IPT?
O que deve preocupar o Município e a comunidade em geral não são questões menores ou de semântica, não é se o Politécnico se chama de Tomar, Santarém ou outra coisa qualquer, o que a todos nos deve preocupar é: o que fazemos se se reduzirem ou deixarmos de ter alunos de ensino superior em Tomar?
sexta-feira, março 25, 2011
brincar aos países
Hoje no Parlamento a oposição dá mais um passo na demagogia e pré-campanha ao suspender a avaliação dos professores.
Sim, o modelo não era ideal e ficou pior com as cedências que o Ministério fez aos sindicatos, mas a questão é que o princípio estava finalmente introduzido, havia já muito trabalho feito e portanto o normal seria trabalhar sobre isso, melhorar o que houvesse a melhorar - mas esta malta no Parlamento entretém-se a brincar com o trabalho dos professores e com a falta de seriedade da gestão pública. Para quê? Simples demagogia e o problema manter-se-á, o que significa que mais tarde ou mais cedo voltará a confusão, uma vez mais a partir do zero!
Do PCP e BE ainda se entendem esta forma irresponsável de tratar os assuntos, é afinal coerente com a sua forma de estar na política, agora o PSD e mesmo o CDS... será que ainda não perceram que um dia destes podem vir a ser Governo? O que vão dizer depois quando tiverem a responsabilidade nas mãos?!
Sim, o modelo não era ideal e ficou pior com as cedências que o Ministério fez aos sindicatos, mas a questão é que o princípio estava finalmente introduzido, havia já muito trabalho feito e portanto o normal seria trabalhar sobre isso, melhorar o que houvesse a melhorar - mas esta malta no Parlamento entretém-se a brincar com o trabalho dos professores e com a falta de seriedade da gestão pública. Para quê? Simples demagogia e o problema manter-se-á, o que significa que mais tarde ou mais cedo voltará a confusão, uma vez mais a partir do zero!
Do PCP e BE ainda se entendem esta forma irresponsável de tratar os assuntos, é afinal coerente com a sua forma de estar na política, agora o PSD e mesmo o CDS... será que ainda não perceram que um dia destes podem vir a ser Governo? O que vão dizer depois quando tiverem a responsabilidade nas mãos?!
segunda-feira, março 21, 2011
A velhinha escola
(artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 18 de Março)
Na passada sexta-feira dia 11 foi inaugurado no nosso concelho o novo centro-escolar da freguesia de Casais, situado na Venda-Nova, com isso determinando o encerramento de todas as escolas e jardins da freguesia. Para já, que outras se seguem.
Assim fechou também a minha velhinha escola, a Primária da Venda Nova. A velhinha escola primária onde estudaram também os meus pais, e igualmente os meus avós (os que estudaram).
É um ciclo de memórias que também se encerram naquele espaço. Parece que foi há muito tempo mas passaram pouco mais de vinte anos, e ainda assim os tempos eram bem diferentes. A escola ficava a uns bons 2,5km da minha casa e esse era um caminho feito a pé todos os dias, como o faziam também a generalidade dos outros colegas.
Todos os dias não, numa determinada altura, trabalhava o meu pai na Fábrica de Papel de Porto Cavaleiros e nos dias em que entrava no turno das 8 deixava-me primeiro na escola, o que significava nesses dias, às vezes ainda noite escura de Inverno, que por um bom período eu tinha uma escola só minha, enquanto não chegasse a Dona Henriqueta a funcionária, ou algum outro aluno.
Outros dias, apanhava-me o Faustino que comigo se cruzava no seu caminho rumo ao trabalho, e lá ia eu pendurado de cabelos ao vento na sua mota que me emprestava a primeira aventura do dia.
Se a minha ida pela manhã para a escola era normalmente solitária, o regresso da mesma, depois da uma da tarde era colectiva, e naturalmente carregada de brincadeira e muito disparate. Do “apanhar” laranjas, tangerinas, ou uvas nos quintais de caminho (como se não tivéssemos todos tudo isso em casa) aos grandes banquetes que fazíamos com as minúsculas raízes dumas também pequenas flores campestres que surgem na Primavera, que arrancávamos do chão e de que agora não recordo o nome.
Das coisas mais pacíficas, como brincar às estátuas junto à capela do Algaz, o que nos fazia a todos atrasar para o almoço e pelo menos eu, ouvir quase todos dias o mesmo ralhete; às mais arriscadas como tentar entrar nas casas abandonadas do percurso em busca de mistérios e fantasmas; ou o passarmos debaixo da ponte do ribeiro do Algaz por vezes com corrente assinalável para o nosso tamanho de crianças apenas pelo prazer de nos molharmos; ou ainda o recorrente atirar pedras tentando acertar nos fios de electricidade, quando a única coisa que me lembro de se ter acertado alguma vez, foi o Luís no meu sobrolho após isso aberto e ensanguentado.
A escola em si é o que lá está ainda, no tempo com menos um ou dois telheiros. Só com duas salas, por isso funcionavam dois anos de manhã e dois de tarde em turmas bem mais numerosas que actualmente. Talvez por isso, a minha professora Joaquina me punha a um canto a perguntar a tabuada e outras coisas que já não me lembro, a alguns outros colegas. E por isso às vezes digo que comecei a ser professor ainda na primária.
A escola da Venda Nova, junto à estrada nacional 110, sempre foi um problema de segurança rodoviária, particularmente quando lá não existiam semáforos, o alcatrão era pior e o respeito pelas regras também. Do acidente que a minha mãe, eu e a minha irmã tivemos, no velhinho Corola que foi para a sucata, nesse dia em que a minha mãe atravessou do Jardim de Infância da Arroteia (inaugurado um ano antes e também agora encerrado) para a Escola Primária para me matricular na 1ª classe; ou do Paulo que foi atropelado por um camião, entre muitos outros.
Dos meus antigos colegas muitos nunca mais nada soube, o que significa que a maioria vive fora do concelho, o que bem ilustra a nossa realidade. Ou outros fora do país, como a Sónia que vive nos EUA, a Brígida na Holanda, a Susana na Suíça. Alguns não recordo já o nome, ou sequer o rosto, mas fiquei contente de ver uma ou duas dessas caras na inauguração desta nova escola, agora ali a acompanhar os seus filhos.
Se invoco estas minhas memórias, seguramente semelhantes às memórias de muitos, é para contrariar aquela ideia tão portuguesa de que as coisas não evoluem ou aquele desabafar que “antigamente é que estávamos bem”. Nenhuma análise séria pode dizer isso. Hoje vivemos muito melhor.
Não há praticamente abandono escolar no nosso país; o trabalho infantil, ainda uma realidade há vinte anos atrás desapareceu praticamente. Hoje quase ninguém vai a pé para a escola, as escolas têm melhores condições, e todos os alunos do país, por decisão deste Governo, têm direito à refeição na escola, entre tanto mais.
É verdade que há problemas a montante, há por exemplo ainda miúdos que chegam à escola com fome, sou professor, sei-o bem, mas isso não pode ser comparado com o que se passava nesse tempo.
E desculpem lá nesta matéria elogiar o Governo, bem sei que nos dias que correm é pouco popular fazê-lo, é mais fácil entrar na demagogia, mas e as condições das escolas? Nunca se fez tanto como actualmente no investimento nas condições de instalações e equipamentos, além do claro e exemplar investimento na tecnologia.
Tomar é um bom exemplo. Deste centro escolar agora inaugurado à Escola D. Nuno Álvares, ou ainda à magnífica Jácome Ratton, passando-se o mesmo por todo o país. A ponto de, noutro jeito de ser tão português, as críticas de alguns serem agora o de achar excessivo o que está a ser feito. O português nunca está contente! Já ao Marquês de Pombal acusaram de fazer ruas demasiado largas…
Na passada sexta-feira dia 11 foi inaugurado no nosso concelho o novo centro-escolar da freguesia de Casais, situado na Venda-Nova, com isso determinando o encerramento de todas as escolas e jardins da freguesia. Para já, que outras se seguem.
Assim fechou também a minha velhinha escola, a Primária da Venda Nova. A velhinha escola primária onde estudaram também os meus pais, e igualmente os meus avós (os que estudaram).
É um ciclo de memórias que também se encerram naquele espaço. Parece que foi há muito tempo mas passaram pouco mais de vinte anos, e ainda assim os tempos eram bem diferentes. A escola ficava a uns bons 2,5km da minha casa e esse era um caminho feito a pé todos os dias, como o faziam também a generalidade dos outros colegas.
Todos os dias não, numa determinada altura, trabalhava o meu pai na Fábrica de Papel de Porto Cavaleiros e nos dias em que entrava no turno das 8 deixava-me primeiro na escola, o que significava nesses dias, às vezes ainda noite escura de Inverno, que por um bom período eu tinha uma escola só minha, enquanto não chegasse a Dona Henriqueta a funcionária, ou algum outro aluno.
Outros dias, apanhava-me o Faustino que comigo se cruzava no seu caminho rumo ao trabalho, e lá ia eu pendurado de cabelos ao vento na sua mota que me emprestava a primeira aventura do dia.
Se a minha ida pela manhã para a escola era normalmente solitária, o regresso da mesma, depois da uma da tarde era colectiva, e naturalmente carregada de brincadeira e muito disparate. Do “apanhar” laranjas, tangerinas, ou uvas nos quintais de caminho (como se não tivéssemos todos tudo isso em casa) aos grandes banquetes que fazíamos com as minúsculas raízes dumas também pequenas flores campestres que surgem na Primavera, que arrancávamos do chão e de que agora não recordo o nome.
Das coisas mais pacíficas, como brincar às estátuas junto à capela do Algaz, o que nos fazia a todos atrasar para o almoço e pelo menos eu, ouvir quase todos dias o mesmo ralhete; às mais arriscadas como tentar entrar nas casas abandonadas do percurso em busca de mistérios e fantasmas; ou o passarmos debaixo da ponte do ribeiro do Algaz por vezes com corrente assinalável para o nosso tamanho de crianças apenas pelo prazer de nos molharmos; ou ainda o recorrente atirar pedras tentando acertar nos fios de electricidade, quando a única coisa que me lembro de se ter acertado alguma vez, foi o Luís no meu sobrolho após isso aberto e ensanguentado.
A escola em si é o que lá está ainda, no tempo com menos um ou dois telheiros. Só com duas salas, por isso funcionavam dois anos de manhã e dois de tarde em turmas bem mais numerosas que actualmente. Talvez por isso, a minha professora Joaquina me punha a um canto a perguntar a tabuada e outras coisas que já não me lembro, a alguns outros colegas. E por isso às vezes digo que comecei a ser professor ainda na primária.
A escola da Venda Nova, junto à estrada nacional 110, sempre foi um problema de segurança rodoviária, particularmente quando lá não existiam semáforos, o alcatrão era pior e o respeito pelas regras também. Do acidente que a minha mãe, eu e a minha irmã tivemos, no velhinho Corola que foi para a sucata, nesse dia em que a minha mãe atravessou do Jardim de Infância da Arroteia (inaugurado um ano antes e também agora encerrado) para a Escola Primária para me matricular na 1ª classe; ou do Paulo que foi atropelado por um camião, entre muitos outros.
Dos meus antigos colegas muitos nunca mais nada soube, o que significa que a maioria vive fora do concelho, o que bem ilustra a nossa realidade. Ou outros fora do país, como a Sónia que vive nos EUA, a Brígida na Holanda, a Susana na Suíça. Alguns não recordo já o nome, ou sequer o rosto, mas fiquei contente de ver uma ou duas dessas caras na inauguração desta nova escola, agora ali a acompanhar os seus filhos.
Se invoco estas minhas memórias, seguramente semelhantes às memórias de muitos, é para contrariar aquela ideia tão portuguesa de que as coisas não evoluem ou aquele desabafar que “antigamente é que estávamos bem”. Nenhuma análise séria pode dizer isso. Hoje vivemos muito melhor.
Não há praticamente abandono escolar no nosso país; o trabalho infantil, ainda uma realidade há vinte anos atrás desapareceu praticamente. Hoje quase ninguém vai a pé para a escola, as escolas têm melhores condições, e todos os alunos do país, por decisão deste Governo, têm direito à refeição na escola, entre tanto mais.
É verdade que há problemas a montante, há por exemplo ainda miúdos que chegam à escola com fome, sou professor, sei-o bem, mas isso não pode ser comparado com o que se passava nesse tempo.
E desculpem lá nesta matéria elogiar o Governo, bem sei que nos dias que correm é pouco popular fazê-lo, é mais fácil entrar na demagogia, mas e as condições das escolas? Nunca se fez tanto como actualmente no investimento nas condições de instalações e equipamentos, além do claro e exemplar investimento na tecnologia.
Tomar é um bom exemplo. Deste centro escolar agora inaugurado à Escola D. Nuno Álvares, ou ainda à magnífica Jácome Ratton, passando-se o mesmo por todo o país. A ponto de, noutro jeito de ser tão português, as críticas de alguns serem agora o de achar excessivo o que está a ser feito. O português nunca está contente! Já ao Marquês de Pombal acusaram de fazer ruas demasiado largas…
sexta-feira, março 11, 2011
Centro Escolar dos Casais...
| foto do jornal O Templário |
Tanto que havia para dizer sobre o assunto que ficava aqui uma hora... da escolha do nome (quando afinal o centro vai servir várias freguesias), à laicidade do Estado que os responsáveis se esquecem de cumprir (e numa escola é mais grave), das várias gaffes, algumas graves, do discurso do Presidente da Câmara, havia muito mesmo para comentar.
De forma que deixo só esta nota, que não é tanto da política mas mais para o foro jornalístico - e eu já confessei muitas vezes que um dos meus devaneios de adolescente era ser jornalista (mas não se pode fazer tudo).
Pelo que se eu fosse jornalista, teria perguntado ao sr Presidente de Câmara ou à srª Vereadora da Educação: Porque é que esta inauguração aconteceu assim à pressa e de forma quase envergonhada? E que coisa foi esta tão original (será para fazer moda?) de fazer uma inauguração sem convidar as entidades que efectivamente decidiram a política que levou à construção da obra e... que a pagaram?!
segunda-feira, janeiro 31, 2011
sindicalismo
"A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vai colocar a partir da próxima semana à porta de cada escola uma faixa a alertar os pais para as consequências da eliminação de mais de 30 mil empregos docentes em Setembro." noticia o Público Online.
à parte os números sempre rigorosos da Fenprof... qual será a posição sobre a questão do financiamento ao ensino privado, onde os professores são por norma explorados?
Será que também aqui só vêem para o lado que convém ao comité central?
terça-feira, outubro 05, 2010
penacho
A Escola dos Templários homenageia Saramago, a 8 de Outubro, noticia a rádio Cidade de Tomar.
Eu sou um enorme fã de Saramago, já li mais de metade da sua obra e é o autor português ou estrangeiro que mais li. No entanto o espírito crítico é algo que devemos cultivar, e confesso que não percebo bem porque organiza uma escola de Primeiro Ciclo do Ensino Básico uma iniciativa sobre um escritor cujos livros, todos excepto um, só conseguem ser lidos a partir de uma idade bem mais avançada que a das crianças que frequentam essa escola.
Eu aceito a questão da abertura à comunidade mas ainda assim, será que por vezes não se esquecem as funções essenciais da escola, e se promovem outras coisas (ou outras pessoas...) que não os interesses das crianças/alunos?
Eu sou um enorme fã de Saramago, já li mais de metade da sua obra e é o autor português ou estrangeiro que mais li. No entanto o espírito crítico é algo que devemos cultivar, e confesso que não percebo bem porque organiza uma escola de Primeiro Ciclo do Ensino Básico uma iniciativa sobre um escritor cujos livros, todos excepto um, só conseguem ser lidos a partir de uma idade bem mais avançada que a das crianças que frequentam essa escola.
Eu aceito a questão da abertura à comunidade mas ainda assim, será que por vezes não se esquecem as funções essenciais da escola, e se promovem outras coisas (ou outras pessoas...) que não os interesses das crianças/alunos?
quarta-feira, setembro 22, 2010
leccionar em Timor
Aos colegas de Primeiro Ciclo ou Pré-escolar ainda não colocados e interessados em trabalhar, lá naquele ponto do outro lado do mundo onde também se fala português, têm informações aqui.
sexta-feira, junho 04, 2010
imaginação
Um dos exercícios que gosto de fazer com os alunos no início do ano, especialmente em Formação Cívica ou Área de Projecto, como forma analisar um pouco o seu perfil e capacidades, é o "Tenho 30 anos", em que lhes peço que se imaginem com essa idade e descrevam a sua vida - a que se imaginam a ter ou gostariam de ter. A remexer em papéis antigos descobri este de há dois anos atrás, de um aluno de Lisboa. O nome está alterado e o aluno tinha então onze ou doze anos. O que acham?
"Olá, eu sou o André. Tenho 30 anos. Estou casado por motivos políticos. Tenho de dar boa imagem. A imagem de um sujeito apaixonado e honesto. Vou ter um filho para ainda ganhar melhor reputação…
"Olá, eu sou o André. Tenho 30 anos. Estou casado por motivos políticos. Tenho de dar boa imagem. A imagem de um sujeito apaixonado e honesto. Vou ter um filho para ainda ganhar melhor reputação…
Acabei de tirar o meu mestrado em psicologia há 3 anos e trabalho como psicólogo numa empresa ilegal de experiências genéticas. Dou consultas aos trabalhadores arrependidos de terem uma profissão destas. Eu tiro-lhes o arrependimento. Pagam-me bom dinheiro por isso. Muito mais do que um psicólogo normal. Pagam-me dinheiro extra para não dizer às autoridades. Oferecem-me uma linda casa por cima da empresa ilegal que fica no subsolo, uma mulher linda e uma falsa tia que me oferece fundos. Daí o meu nível de vida.
Suborno alguns inspectores judiciários sem escrúpulos e aos outros convenço-os de que sou um sujeito normal que tem uma tia rica.
Às vezes penso como é que me tornei no que sou agora. Quando era miúdo queria ter uma vida modesta como psicólogo e ser casado com uma mulher de que realmente gostasse.
Nunca serei preso porque sou rico e o presidente dá-me cobertura quando necessário.
Não sei se alguma vez fiz algo de bom. Talvez o futuro esteja na empresa a qual eu trabalho ou talvez ela apenas destrua vidas.
Risos falsos e hipócritas para as revistas “cor-de-rosa” e conversas com os famosos são a minha segunda fonte de rendimentos. Deixarei tudo isto para o meu filho que será um ser mesquinho como eu. FIM"
quarta-feira, maio 12, 2010
Pai condenado a pagar 10 mil euros a professora.
"Pai de aluna condenado a pagar 10 mil euros a professora por injúrias", noticia o jornal Público.
9 anos depois... mas pronto, era altura de a Lei começar a ser cumprida, e os professores alvo de algum respeito.
9 anos depois... mas pronto, era altura de a Lei começar a ser cumprida, e os professores alvo de algum respeito.
sábado, abril 24, 2010
nostalgia
A minha escolinha dos dois anos transactos, o primeiro liceu do país depois da instauração da República, o Liceu Passos Manuel, hoje a ES Passos Manuel, foi hoje "reinaugurada" de cara lavada.
segunda-feira, abril 19, 2010
Agroal com Centro de Interpretação Ambiental
"O Centro de Interpretação Ambiental do Agroal é um espaço que terá uma exposição interpretativa sobre os valores naturais da região, um auditório com 40 cadeiras, onde será projectado um vídeo de enquadramento, uma mini-loja e mini-bar. Mais tarde, o andar inferior do edifício será adaptado para servir de apoio à realização de actividades de ar-livre e de educação ambiental, nomeadamente aulas na natureza e campos de férias educativas, ficando equipado com cozinha e sala polivalente. No Centro de Interpretação Ambiental do Agroal inicia-se um percurso pedestre de 8 Km, que é auxiliado por um folheto de apoio e 3 painéis interpretativos. Este percurso pode ainda ser explorado numa opção somente com 2 Km de extensão." fonte CM Ourém.
Agroal... tão perto e tão longe.
É um dos sindromes nabantinos, temos tanta coisa a que não damos importância a nenhuma, especialmente às que parecem mais "insignificantes". Já outros, de insignificâncias fazem grandes coisas.
quarta-feira, janeiro 27, 2010
como se fazem os bebés...
No meu tempo não me lembro de ver desenhos animados destes.
Se não fosse a revista Gina, essa instituição cujo importante património o Estado lamentavelmente se esqueceu de preservar, o que teria sido da minha geração e das anteriores!
terça-feira, outubro 27, 2009
tecnologia na escola
aos professores, agora que as escolas estão apinhadas de computadores, video projectores, quadros interactivos, ligações por fibra óptica e outros afins, uma página que elenca e disponibiliza muitos recursos web para usar na sala de aula em WEB 2.0 Cool Tools for Schools
sexta-feira, agosto 21, 2009
fotos antigas do meu tempo
O jornal O Templário publica esta semana na sua rubrica, Cromos de Colecção, onde publica fotos antigas, uma foto da manifestação de estudantes em Tomar, em Maio de 1994 contra a Prova Geral de Acesso, ou PGA como era conhecida.
Lembro-me bem desse dia. Já com o 12º ano na prática concluído, faltando apenas os exames nacionais, passei grande parte do dia a jogar snooker na Gualdim Pais.
Se era para não haver aulas não era eu que ia boicotar, mas daí a alinhar numa "carneirada" com a qual eu pessoalmente não concordava (mesmo sendo o governo PSD...), e a maioria nem sabia bem a que se devia, já então não fazia muito o meu estilo.
Hoje talvez mais que então, continuo a achar que uma prova de cultura geral fazia muita falta...
Lembro-me bem desse dia. Já com o 12º ano na prática concluído, faltando apenas os exames nacionais, passei grande parte do dia a jogar snooker na Gualdim Pais.
Se era para não haver aulas não era eu que ia boicotar, mas daí a alinhar numa "carneirada" com a qual eu pessoalmente não concordava (mesmo sendo o governo PSD...), e a maioria nem sabia bem a que se devia, já então não fazia muito o meu estilo.
Hoje talvez mais que então, continuo a achar que uma prova de cultura geral fazia muita falta...
terça-feira, março 10, 2009
Erros. Do Magalhães ou da comunicação social...
A forma como a comunicação social "dá notícias" há muito não surpreende, ainda mais a quem por vezes se vê directamente nesses enredos, mas o Expresso realmente já não é o que foi...
Abaixo, excertos do comunicado de imprensa da empresa responsável pelo software do Magalhães, acerca dos tais erros...
Que, acrescento eu, não eram verdadeiramente o que interessava noticiar, mas sim a mensagem subliminar que lá tinha o Governo feito "borrada outra vez", ainda para mais em algo, que por muito que tentem, ficará para os anos vindouros como um passo gigantesco do nosso país rumo ao futuro, estudo de caso a ser seguido por muitos outros, e marca dum país evoluído.
"No artigo publicado no semanário “Expresso”, a 7 de Março de 2009, com o título “Jogos educativos do 'Magalhães' repletos de erros de português” encontram-se várias imprecisões e omissões que não contribuem para o esclarecimento do assunto. (...)
1. Extensão dos erros: a notícia refere “80 erros clamorosos de ortografia, gramática e sintaxe
nas instruções dos jogos incluídos no ambiente de trabalho Linux.”, contudo, em toda a notícia
apenas é referido o nome de uma aplicação de software, o GCompris, não havendo qualquer
referência a outro software ou documentação. Para efeitos de enquadramento, no ambiente
de Linux Caixa Mágica Mag existem 1.236 aplicações de software diferentes e um manual de
Caixa Mágica em português de 230 páginas.
2. Causa do erro: o processo de tradução / localização de software envolve um passo de
tradução automática, sendo este passo seguido de uma verificação manual. No caso do
software Gcompris, por falha humana da parte da Caixa Mágica, parte da tradução desta
aplicação não foi validada.
3. Correcções já efectuadas: face à complexidade de gestão das 1.236 aplicações, existe um
sistema de actualizações no Linux CM Mag que sempre que o Magalhães se liga à Internet faz
o download das aplicações actualizadas e instala-as. Foram efectuadas correcções em
relação ao pacote de software Gcompris em 22-10-2008 e em 10-1-2009. Essas actualizações
foram o resultado de um controlo de qualidade interno e realizadas com a colaboração de
professores e educadores. A análise feita ao software na peça jornalística não incluía essas
actualizações. Este processo de melhoramento é contínuo e todos os Magalhães saídos de
fábrica beneficiam das actualizações feitas até ao momento.
4. Tradutor com 4ª classe: o artigo afirma que o tradutor José Jorge, tem como habilitações a
4ª classe (título “Tradutor tem a 4ª classe”). José Jorge, o tradutor original tem uma
licenciatura em Filosofia e uma licenciatura em Informática, trabalhando neste momento em
Tecnologias de Informação e sendo devidamente qualificado para a responsabilidade."
o comunicado na integra aqui
Abaixo, excertos do comunicado de imprensa da empresa responsável pelo software do Magalhães, acerca dos tais erros...
Que, acrescento eu, não eram verdadeiramente o que interessava noticiar, mas sim a mensagem subliminar que lá tinha o Governo feito "borrada outra vez", ainda para mais em algo, que por muito que tentem, ficará para os anos vindouros como um passo gigantesco do nosso país rumo ao futuro, estudo de caso a ser seguido por muitos outros, e marca dum país evoluído.
"No artigo publicado no semanário “Expresso”, a 7 de Março de 2009, com o título “Jogos educativos do 'Magalhães' repletos de erros de português” encontram-se várias imprecisões e omissões que não contribuem para o esclarecimento do assunto. (...)
1. Extensão dos erros: a notícia refere “80 erros clamorosos de ortografia, gramática e sintaxe
nas instruções dos jogos incluídos no ambiente de trabalho Linux.”, contudo, em toda a notícia
apenas é referido o nome de uma aplicação de software, o GCompris, não havendo qualquer
referência a outro software ou documentação. Para efeitos de enquadramento, no ambiente
de Linux Caixa Mágica Mag existem 1.236 aplicações de software diferentes e um manual de
Caixa Mágica em português de 230 páginas.
2. Causa do erro: o processo de tradução / localização de software envolve um passo de
tradução automática, sendo este passo seguido de uma verificação manual. No caso do
software Gcompris, por falha humana da parte da Caixa Mágica, parte da tradução desta
aplicação não foi validada.
3. Correcções já efectuadas: face à complexidade de gestão das 1.236 aplicações, existe um
sistema de actualizações no Linux CM Mag que sempre que o Magalhães se liga à Internet faz
o download das aplicações actualizadas e instala-as. Foram efectuadas correcções em
relação ao pacote de software Gcompris em 22-10-2008 e em 10-1-2009. Essas actualizações
foram o resultado de um controlo de qualidade interno e realizadas com a colaboração de
professores e educadores. A análise feita ao software na peça jornalística não incluía essas
actualizações. Este processo de melhoramento é contínuo e todos os Magalhães saídos de
fábrica beneficiam das actualizações feitas até ao momento.
4. Tradutor com 4ª classe: o artigo afirma que o tradutor José Jorge, tem como habilitações a
4ª classe (título “Tradutor tem a 4ª classe”). José Jorge, o tradutor original tem uma
licenciatura em Filosofia e uma licenciatura em Informática, trabalhando neste momento em
Tecnologias de Informação e sendo devidamente qualificado para a responsabilidade."
o comunicado na integra aqui
quarta-feira, janeiro 21, 2009
INOV-ART E INOV MUNDUS
Para a malta das artes...
PROGRAMAS DE ESTÁGIOS INTERNACIONAIS: INOV-ART E INOV MUNDUS
ESTÁGIOS INTERNACIONAIS DE JOVENS COM QUALIFICAÇÕES OU APTIDÕES NO DOMÍNIO CULTURAL E ARTÍSTICO
O INOV-Art é uma medida específica aprovada no âmbito do Programa INOV – Jovens Quadros, pelo Conselho de Ministros, através da Resolução CM n.º 63/2008, de 7 de Abril.
A Resolução referida foi regulamentada pela Portaria n.º 1103/2008 de 2 de Outubro, que estabelece o regime de concessão dos apoios técnicos e financeiros da medida INOV-Art- Estágios Internacionais de Jovens com qualificações ou Aptidões reconhecidas no Domínio Cultural e Artístico e define as respectivas normas de funcionamento e acompanhamento.
O INOV-Art, como se disse, foi criado para proporcionar uma oportunidade de inserção profissional a jovens com qualificações ou aptidões específicas nas áreas das artes e da cultura em instituições internacionais de referência ligadas ao sector, visando abranger, anualmente, até 200 jovens.
O INOV-Art pretende abrir oportunidades de acesso à circulação e contacto com instituições experientes de todo o mundo, nomeadamente, nas seguintes áreas:
Artes Visuais
Artes Performativas
Design (industrial, de moda, gráfico, etc.)
Cinema e Audiovisual
Arquitectura, Conservação e Restauro
Cruzamentos artísticos
Gestão de Áreas Artísticas, Indústrias Criativas e Marketing
Serviços Educativos e Actividades Artísticas em Meio Educativo
No quadro dos objectivos previstos do INOV-Art e das áreas de intervenção que o mesmo define, poderão os candidatos propor áreas de colocação para além das referidas, competindo à equipa de suporte do Programa INOV-Art definir o cabimento e possibilidade das mesmas.
O INOV-Art é executado pela Direcção-Geral das Artes.
mais em www.dgartes.pt/inov-art/index.htm
PROGRAMAS DE ESTÁGIOS INTERNACIONAIS: INOV-ART E INOV MUNDUS
ESTÁGIOS INTERNACIONAIS DE JOVENS COM QUALIFICAÇÕES OU APTIDÕES NO DOMÍNIO CULTURAL E ARTÍSTICO
O INOV-Art é uma medida específica aprovada no âmbito do Programa INOV – Jovens Quadros, pelo Conselho de Ministros, através da Resolução CM n.º 63/2008, de 7 de Abril.
A Resolução referida foi regulamentada pela Portaria n.º 1103/2008 de 2 de Outubro, que estabelece o regime de concessão dos apoios técnicos e financeiros da medida INOV-Art- Estágios Internacionais de Jovens com qualificações ou Aptidões reconhecidas no Domínio Cultural e Artístico e define as respectivas normas de funcionamento e acompanhamento.
O INOV-Art, como se disse, foi criado para proporcionar uma oportunidade de inserção profissional a jovens com qualificações ou aptidões específicas nas áreas das artes e da cultura em instituições internacionais de referência ligadas ao sector, visando abranger, anualmente, até 200 jovens.
O INOV-Art pretende abrir oportunidades de acesso à circulação e contacto com instituições experientes de todo o mundo, nomeadamente, nas seguintes áreas:
Artes Visuais
Artes Performativas
Design (industrial, de moda, gráfico, etc.)
Cinema e Audiovisual
Arquitectura, Conservação e Restauro
Cruzamentos artísticos
Gestão de Áreas Artísticas, Indústrias Criativas e Marketing
Serviços Educativos e Actividades Artísticas em Meio Educativo
No quadro dos objectivos previstos do INOV-Art e das áreas de intervenção que o mesmo define, poderão os candidatos propor áreas de colocação para além das referidas, competindo à equipa de suporte do Programa INOV-Art definir o cabimento e possibilidade das mesmas.
O INOV-Art é executado pela Direcção-Geral das Artes.
mais em www.dgartes.pt/inov-art/index.htm
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