A minha nota desta semana na rádio Hertz, com o título em epígrafe e sobre a balela que o PSD nabantino está a tentar vender aos tomarenses relativamente ao empréstimo de 3,6 milhões de euros, pode ser ouvida aqui e lida aqui.
Entretanto a questão continua acesa porque (é hábito), a câmara está empenhada em contornar a lei. Teremos que agir em conformidade com essa repetida atitude de desrespeito pela opinião contrária, de desrespeito democrático, e também de desrespeito pela Lei.
Esta câmara que está morta há muito tempo, tem de ser responsabilizada pelos disparates que fez, e a atitude responsável e em respeito por Tomar que todos temos de fazer, é impedir que no espaço que falta até ao fim do mandato possa fazer ainda mais disparates, e deixar as contas para os que vierem.
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sábado, outubro 13, 2012
quarta-feira, setembro 26, 2012
“de regresso, mixórdia de temáticas”
De regresso às notas do dia na rádio Hertz, a minha crónica a passar nos noticiários de hoje com o título em epígrafe, que além de se aplicar, é uma referência óbvia para quem conhece às crónicas de Ricardo Araújo Pereira na rádio Comercial.
«Estão estas notas do dia de volta e, antes de mais, deixo um agradecimento à rádio Hertz por considerar que aquilo que eu possa ter a opinar tenha qualidade para ser transmitido nas suas ondas hertzianas e seja suficientemente interessante para os ouvintes.
Ora, nesta primeira crónica após o verão, que teve a mesma duração dos anteriores, mas que foi prenhe em tanta matéria e tanta dela do âmbito do disparate, há tanto para falar que se torna difícil escolher um tema que caiba neste curto espaço. Posso fixar-me em Tomar, há sempre muito para comentar nesta terra de estátuas vivas uma vez por ano e, estátuas andantes todo o resto. Um tema sempre recorrente quando se chega a setembro, são os baixos números e a baixa média de entrada dos alunos chegados para o primeiro ano no IPT – e claro, menos alunos são menos postos de trabalho de professores e outros funcionários, menos casas alugadas, menos despesa nos supermercados, nas lojas, nos cafés… enfim, o mais importante contribuidor da economia local vai dando ano após ano, sinais de que se nada se inverter, o fim será evidente – mas já sei, o Politécnico é assunto que não interessa a ninguém, nem sequer aos responsáveis autárquicos que acham que não têm nada a ver com o assunto. Afinal de contas, os alunos do politécnico só vêem para Tomar fazer barulho e dar chatices não é? Pois, continuem a pensar assim…
Falando do município, podia também falar de muitos dos disparates que por lá têm sido ditos e praticados, como este mais recente, que é o de a câmara aprovar propor à Assembleia, que mantenha as ajudas de representação para os dirigentes da autarquia, quando não só o município não tem dinheiro, como os dirigentes não executam essa funções, ou seja, uma câmara falida, paga a 12 dirigentes ditos técnicos por funções que não desempenham! Típico cá por Tomar! A mesma câmara que quer agora contratualizar, vai à reunião de câmara amanhã, um novo empréstimo através de uma medida governamental, a um ano do fim do mandato, para pagar 4 milhões de euros de dívidas a fornecedores, dívida essa que ficará a ser paga pelo município durante os próximos 14 anos. Mais, a mesma câmara que já em 2009 contratualizou com o governo de então, semelhante empréstimo para pagar as dívidas que acumulou, e o dinheiro veio, as dívidas é que parece que ficaram cá à mesma. Confusos? Eu também. Assistam à Assembleia Municipal da próxima sexta, talvez seja possível esclarecer alguma coisa, ou pelo menos, perceber quem aprova ou não este género de disparates.
Bom mas, deixemos a câmara da qual, assim como assim, há muito ninguém espera nada de bom, estamos todos à espera que este mandato acabe para ver se é possível fazer algo novo, algo de jeito. Deixemos então a câmara de lado, até porque não podia acabar esta primeira crónica sem dedicar umas frases ao nosso brilhante Governo.
Como o espaço é já curto, não falo das anedotas em torno do ministro que já só o é no papel, o nosso conhecido Miguel Relvas, não falo dos disparates das medidas económicas com que Vítor Gaspar e Passos Coelho nos tentam impingir e que não agradam a ninguém, no fundo… não vale a pena falar de grande coisa, porque depois dos disparates todos, depois do PSD ter tratado mal o parceiro de coligação (o que é típico, aconteceu o mesmo na câmara de Tomar), e depois da maior manifestação de sempre ocorrida no nosso país – este Governo já está a prazo, tal como a câmara nabantina que essa sabemos, termina funções daqui a um ano. A única dúvida é se o Governo ainda se vai embora primeiro.
E por isso termino apenas com a súmula, com base nas declarações dos próprios governantes, daquilo que eles pensam da maioria dos cidadãos portugueses a quem e em nome de quem, bem deveriam governar. Pensam de nós que somos piegas, um clássico ternurento de Passos Coelho que agora até tem medo de sair à rua, parece que o piegas é ele; acham que estamos a mais, a ponto de nos mandarem emigrar; que somos todos ricos, uma vez que é preciso, assim dizem, empobrecer o país; e que, basicamente, somos preguiçosos e queremos viver à conta do Estado e dos poucos que trabalham, uma vez que, dizem, há mais cigarras que formigas em Portugal. Claro, os que trabalham, dizem eles, são eles próprios, eles que governam portanto, apenas para o grupo das formigas, aquele pequeno grupo de accionistas de grandes empresas, grandes empresários, e malta que se reforma da política aos 40 anos e vai fazer presenças em vários conselhos de administração.
Todos os outros, todos nós, usando uma bela palavra do nosso primeiro ministro – que se lixem!
E nós portugueses, deixamos...»
«Estão estas notas do dia de volta e, antes de mais, deixo um agradecimento à rádio Hertz por considerar que aquilo que eu possa ter a opinar tenha qualidade para ser transmitido nas suas ondas hertzianas e seja suficientemente interessante para os ouvintes.
Ora, nesta primeira crónica após o verão, que teve a mesma duração dos anteriores, mas que foi prenhe em tanta matéria e tanta dela do âmbito do disparate, há tanto para falar que se torna difícil escolher um tema que caiba neste curto espaço. Posso fixar-me em Tomar, há sempre muito para comentar nesta terra de estátuas vivas uma vez por ano e, estátuas andantes todo o resto. Um tema sempre recorrente quando se chega a setembro, são os baixos números e a baixa média de entrada dos alunos chegados para o primeiro ano no IPT – e claro, menos alunos são menos postos de trabalho de professores e outros funcionários, menos casas alugadas, menos despesa nos supermercados, nas lojas, nos cafés… enfim, o mais importante contribuidor da economia local vai dando ano após ano, sinais de que se nada se inverter, o fim será evidente – mas já sei, o Politécnico é assunto que não interessa a ninguém, nem sequer aos responsáveis autárquicos que acham que não têm nada a ver com o assunto. Afinal de contas, os alunos do politécnico só vêem para Tomar fazer barulho e dar chatices não é? Pois, continuem a pensar assim…
Falando do município, podia também falar de muitos dos disparates que por lá têm sido ditos e praticados, como este mais recente, que é o de a câmara aprovar propor à Assembleia, que mantenha as ajudas de representação para os dirigentes da autarquia, quando não só o município não tem dinheiro, como os dirigentes não executam essa funções, ou seja, uma câmara falida, paga a 12 dirigentes ditos técnicos por funções que não desempenham! Típico cá por Tomar! A mesma câmara que quer agora contratualizar, vai à reunião de câmara amanhã, um novo empréstimo através de uma medida governamental, a um ano do fim do mandato, para pagar 4 milhões de euros de dívidas a fornecedores, dívida essa que ficará a ser paga pelo município durante os próximos 14 anos. Mais, a mesma câmara que já em 2009 contratualizou com o governo de então, semelhante empréstimo para pagar as dívidas que acumulou, e o dinheiro veio, as dívidas é que parece que ficaram cá à mesma. Confusos? Eu também. Assistam à Assembleia Municipal da próxima sexta, talvez seja possível esclarecer alguma coisa, ou pelo menos, perceber quem aprova ou não este género de disparates.
Bom mas, deixemos a câmara da qual, assim como assim, há muito ninguém espera nada de bom, estamos todos à espera que este mandato acabe para ver se é possível fazer algo novo, algo de jeito. Deixemos então a câmara de lado, até porque não podia acabar esta primeira crónica sem dedicar umas frases ao nosso brilhante Governo.
Como o espaço é já curto, não falo das anedotas em torno do ministro que já só o é no papel, o nosso conhecido Miguel Relvas, não falo dos disparates das medidas económicas com que Vítor Gaspar e Passos Coelho nos tentam impingir e que não agradam a ninguém, no fundo… não vale a pena falar de grande coisa, porque depois dos disparates todos, depois do PSD ter tratado mal o parceiro de coligação (o que é típico, aconteceu o mesmo na câmara de Tomar), e depois da maior manifestação de sempre ocorrida no nosso país – este Governo já está a prazo, tal como a câmara nabantina que essa sabemos, termina funções daqui a um ano. A única dúvida é se o Governo ainda se vai embora primeiro.
E por isso termino apenas com a súmula, com base nas declarações dos próprios governantes, daquilo que eles pensam da maioria dos cidadãos portugueses a quem e em nome de quem, bem deveriam governar. Pensam de nós que somos piegas, um clássico ternurento de Passos Coelho que agora até tem medo de sair à rua, parece que o piegas é ele; acham que estamos a mais, a ponto de nos mandarem emigrar; que somos todos ricos, uma vez que é preciso, assim dizem, empobrecer o país; e que, basicamente, somos preguiçosos e queremos viver à conta do Estado e dos poucos que trabalham, uma vez que, dizem, há mais cigarras que formigas em Portugal. Claro, os que trabalham, dizem eles, são eles próprios, eles que governam portanto, apenas para o grupo das formigas, aquele pequeno grupo de accionistas de grandes empresas, grandes empresários, e malta que se reforma da política aos 40 anos e vai fazer presenças em vários conselhos de administração.
Todos os outros, todos nós, usando uma bela palavra do nosso primeiro ministro – que se lixem!
E nós portugueses, deixamos...»
sábado, junho 09, 2012
um ano de governo PSD-CDS
a minha nota do dia, de 6 do corrente na rádio Hertz, sobre o tema em epígrafe.
Hoje cumpre-se um ano sobre a
vitória do PSD nas eleições legislativas antecipadas, em resultado das quais veio a formar governo,
em coligação com o CDS-PP.
O PSD, que nos anos anteriores a
2011 em que foi oposição, tanto apostou na palavra verdade, venceu com base na
mentira. A mentira essencial foi a de que não votava o famoso PEC IV, porque
esse representava uma “extrema violência contra os portugueses” pelas medidas
aí propostas, o que veio a forçar à queda do anterior governo e ao pedido de
auxílio económico externo.
Venceu dizendo em campanha, entre
tantas outras falsidades, que não era preciso cortar os subsídios de férias e natal, tendo sido depois essa uma
das primeiras medidas que tomou.
É verdade que o governo anterior
estava a pedi-las. Não só havia um cansaço da governação, como um desgate
elevado particularmente da imagem do primeiro ministro, a par com algumas
medidas impopulares e também algumas teimosias.
Ajudados muito pela sempre forte
oposição ao PS dos partidos anti-poder, PCP e BE, e pela crise acrescida da
instabilidade política, o PSD, de liderança refrescada e semi-desconhecida dos
portugueses, aproveitou o momento para ascender ao poder com relativa
facilidade.
Um ano passado deste governo de
direita ultra-liberal, o país que temos é o que aqueles que vivem no real bem conhecem e que os indicadores
comprovam. Os impostos aumentaram drasticamente, os salários foram reduzidos e muitos
dos apoios sociais foram abissalmente suprimidos, mas, como muitos avisaram,
não foram as receitas do Estado que aumentaram mas sim as despesas. Tal como o
desemprego, que atinge níveis socialmente insustentáveis e é o maior flagelo na
nossa sociedade, tudo isto levando à queda do consumo e ao atrofiamento da
economia.
Pelas últimas sondagens, os
portugueses atribuem ao ministro das finanças o título da popularidade.
Mas boa parte das medidas entretanto
tomadas muito mais que questões de economia, são questões ideológicas. A pretexto
da crise o governo mais liberal que a democracia portugesa já conheceu
impõe a sua agenda ideológica como
nenhum outro governo de direita antes conseguira. E tem um forte aliado que lhe
dá pretexto. A política de direita que governa na europa, liderada em Berlim
pela senhora Merkel a quem Passos Coelho quase presta vassalagem.
Uma política de direita europeia
essa que preconiza a subserviência dos países latinos aos do norte, através do
empobrecimento e dos baixos salários no sul da europa, como forma de criar competitividade
com os países asiáticos.
E entretanto, em menos de um ano,
foram-se as imagens teatrais do governo pequeno que afinal não funciona e
inventa comissões para tudo; da prometida dimuição dos gastos com os gabinetes
ou das viagens em classe turística. O governo não diminui as despesas do Estado
em serventias e mordomias e se Portugal tem vivido acima das nossas
possibilidades, este governo também.
Em menos de um ano, o mesmo partido
que na oposição falava em asfixia democrática em Portugal, ao mesmo tempo que
esse outro governo e o seu primeiro ministro eram os mais atacados de sempre,
chegam-nos estes episódios já requentados de desmacarada falsa moral, com
histórias apimentadas de favorecimento e favores privados envolvendo serviços
secretos e comunicação social que de tão persistentes, já levam muitos a
dizerem que este governo já só se safa com um corta-Relvas...
E os portugueses vivem um ano
depois, pior. Mas os portugueses são como são. O campeonato europeu de futebol está aí e, as próximas jornadas
serão passadas a saber de todos os detalhes do dia a dia da seleção. Depois,
vêem os jogos olímpicos e depois, é tempo de praia. Lá para Setembro volta-se a
falar de política, enquanto se faz um tempito de espera para o natal.
Bom mas, como eu também sou
português, também vou estar q.b. de olho na seleção. Estou convencido que se
jogar com mesmo afinco com que cumpre os "compromissos"
publicitários, já somos campeões.
quarta-feira, maio 09, 2012
europa a mudar de rumo
Em dia da europa, a minha "nota do dia" na rádio Hertz.«Estive uma semana ausente do país, semana em que fiz o máximo para saber o mínimo do que quer se passasse por cá. Mas uma semana ausente pode parecer uma eternidade… de regresso, parece que Portugal é um país subdesenvolvido com notícias de multidões a digladiarem-se por enganosas promoções de supermercado, onde se destroem leis de concorrência e se prejudicam os produtores que acabam por ser quem paga a dita promoção e, a médio longo prazo será também o consumidor quem é prejudicado. Para mais, ao que consta, os primeiros produtos a esgotarem-se foram as bebidas alcoólicas.
Enfim, deixemos as nossas tristezas lusas e avancemos para outras mais globais. Hoje, 9 de maio é dia da Europa. Foi a 9 de Maio de 1950, meia dúzia de anos depois do fim da segunda guerra mundial, guerra essa nascida na europa e à europa essencialmente afetando, que Robert Schuman apresentou uma proposta para a criação de uma Europa organizada, requisito indispensável para a manutenção de relações pacíficas. Essa proposta ou, a "Declaração Schuman", é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia.
Bom, mas, o que é hoje a união europeia e para que nos serve a nós portugueses? Que europa é esta neste contexto de crise mundial? Terá hoje a europa a capacidade de influenciar a política e as sociedades globais? Será ainda a europa o modelo para o desenvolvimento económico, social e cultural como o foi durante séculos?
São muitas questões, impossíveis de verdadeiramente abordar no espaço desta crónica. Fiquemos pela espuma dos dias e por algumas análises breves.
A verdade é que os tempos de grandes políticos europeus que tanto contribuíram para a construção europeia, políticos verdadeiramente líderes e com a dimensão de estadistas, como o foram o já citado Shuman, Jean Monet, Winston Churchill, Walter Hallstein, e depois Helmut Kohl, Mário Soares, François Mitterrand e outros, passou. Nos últimos anos a generalidade dos líderes tem sido pouco mais que medíocre, muito longe desses enormes estadistas, os de agora não têm feito mais que ignorar o todo europeu, preocupados sim com cada um dos seus quintais ou, nem isso, preocupados somente com os ciclos eleitorais e com a manutenção do poder. Basta analisar a tão deficiente resposta à crise global, quando há tanto ela já se adivinhava, e a forma elitista e imperial como os países mais fortes têm imposto medidas aos países mais fracos, esquecendo que é muito à conta destes que se têm desenvolvido. Esta tem sido a Europa de, entre outros, Durão Barroso, Berlusconi, Merkel e Sarkozi. Essa é a má Europa, a Europa dominada por governos de direita, paradoxalmente, muito liberais e conservadores, usando fórmulas politicoeconómicas comprovadamente gastas e erradas que, finalmente este fim de semana começou a desmoronar-se com a queda de um dos dois pilares até aqui mais fortes, a direita francesa de Sarkozy.
Mas não só, é verdade que na Grécia os gregos deram mais uns tiros no pé elegendo partidos de extremas direita e esquerda, sem que nenhum venha a conseguir formar governo, o que virá certamente a ditar novas eleições, cuja consequência quase inevitável será a prazo a sua saída da zona Euro.
Mas no reino unido o partido trabalhista venceu as eleições locais, nas eleições regionais na Alemanha, a esquerda ganhou a maioria e, claro, em França o PS ganhou e François Hollande é agora o presidente. Com a vitória de Hollande e as expetativas por este criadas, outros governos, outros países ganham motivação e dão sinais de querer mudanças. Até o primeiro-ministro português, Passos Coelho, oportunistamente veio falar de trabalhar com Hollande numa “agenda ambiciosa”.
A europa conservadora já treme, a ponto de apenas um dia depois o líder do eurogrupo ter vindo a terreiro dizer, numa atitude que é um claro grito de desespero, que o acordo orçamental é para manter.
Dias mais sorridentes parecem assim anunciar-se no horizonte, mas tal como a meteorologia, isto não é uma ciência exata. Forças contrárias começaram a digladiar-se na política europeia, e vá a Europa por que rumo for, haverá sempre tempestade no caminho. Fica a esperança de que com estes bons ventos de mudança soprados pelos eleitores franceses, a tempestade possa ao menos ser bastante mais curta.»
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
hora da verdade
| foto rádio Cidade de Tomar |
Amanhã pelas 8:00 da manhã, manifestação junto à entrada do hospital de Tomar.
Em dia de São Valentim, vamos todos namorar com o conselho de administração e o governo que o tutela....
Todos somos precisos para defender o que é justo.
E a propósito, a minha crónica de 18 de Janeiro na rádio Hertz, ainda não publicada por aqui:
“Hospital sem remédio”
Para a crónica de hoje o tema não poderia ser outro: as conturbações que perpassam pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo e peculiarmente na unidade hospitalar de Tomar, isto após as anunciadas alterações que o recente conselho de administração nomeado pelo Governo, decidiu como acto consumado sem a ninguém prestar qualquer justificação. Esta triste situação trouxe um aspecto que confesso, considero bastante positivo: a manifestação de sábado à noite no hospital que juntou umas largas centenas de pessoas, o que se repetiu esta segunda-feira na praça da república.
Mas voltemos à questão. Este Conselho de Administração que tomou posse há um mês, vem claramente mandatado pelo governo para tomar medidas rápidas, sem estudos técnicos ou científicos que justifiquem o como e o porquê, sem dialogar com quem quer que seja, demonstrando uma enorme falta de respeito desde logo institucional pelos municípios abrangidos pela área de influência do centro hospitalar a quem deveria no mínimo ser dado conhecimento prévio e fundamentar estas decisões, uma vez que são os autarcas quem localmente representa o povo e perante o povo dá a cara. E não falo aqui apenas de Tomar, Torres Novas ou Abrantes, falo de todos os municípios abrangidos, como Ferreira do Zêzere, Entroncamento ou Ourém, entre vários outros.
Infelizmente, é compreensível que não o queiram fazer. Primeiro porque denota uma atitude cada vez mais recorrente de certos tecnocratas, infelizmente muitas vezes secundados pela demagogia corrente na nossa sociedade, de menorizar os políticos, aqueles que se sujeitam a eleições e que mal ou bem respondem perante as populações. É muito habitual estes senhores dos conselhos de administração se julgarem acima dos outros e acharem que não têm que se justificar.
Depois porque, como já antes afirmei, não há estudos que justifiquem estas decisões em contrário de outras. Que a existência dos três hospitais é um dispendioso erro difícil de suportar pelos cofres do Estado, penso que já todos reconhecem; que deveria existir um só hospital central em vez deste divido em três é também evidente. Nem vale agora a pena falar das razões que levaram a que existisse este erro. Ele existe e precisa de solução, e é assim óbvio, particularmente na situação que o país atravessa, muito culpa de muitos erros como este, que é preciso encontrar uma forma de racionalizar os gastos. Só que esta não é forma de fazer as coisas.
Claro que para Tomar existe outro problema e é verdade que não é de agora. Ele existe há mais de uma década e há década e meia que Tomar vem aos poucos sendo prejudicado uma vez que é claramente tido pelas sucessivas administrações como o elo mais fraco. Não se trata aqui de basear as opções nas questões técnicas e na tantas vezes chamada “ditadura dos números”. Não, não há números sérios que justifiquem estas opções e a permanente preterência de Tomar perante as outras duas unidades.
A verdade é que as sucessivas administrações têm visto Tomar como o elo mais fraco, o local mais fácil de fazer cortes, aquele onde os obstáculos sempre foram menores. E tudo isto porque, ao contrário de Abrantes e Torres Novas, há muito tempo que Tomar perdeu a capacidade política de defender o concelho e as suas gentes. Não é só nesta questão, tem sido constante em muitas outras.
Ao longo da última década e meia particularmente, temos tido responsáveis políticos, a começar nos presidentes de câmara, que não só não tiveram capacidade para defender os interesses de Tomar, como se estiveram mesmo a borrifar para isso.
Tomar é há bastante tempo um concelho sem qualquer capacidade de influência, apesar de até termos alguém que em certas alturas diz ser de Tomar, e nas campanhas eleitorais, especialmente na última, fez de argumento de campanha a grande vantagem que seria estar no Governo e o que isso traria de bom para Tomar. Estou naturalmente a falar de Miguel Relvas e do seu PSD.
O tempo para esta crónica não permite falar de muito mais, mas devemos ter atenção a isto: não estamos nesta questão apenas a falar da qualidade ou quantidade dos serviços prestados, estamos aqui mais uma vez como noutras matérias, a falar de mais um abate na débil economia do concelho. É que todas estas decisões se reflectem em mais ou menos postos de trabalho, mais ou menos fornecedores, mais ou menos pessoas a deslocarem-se a Tomar ou de cá a deslocarem-se para outros concelhos.
Depois, há claramente uma ideia por detrás destas medidas: enfraquecer, esvaziar até ao limite um dos hospitais, até se tornar evidente o seu fecho e consequente privatização para a mesma ou outra finalidade. E pelo caminho que leva, a decisão do Governo parece ser clara: o hospital a abater é o de Tomar.
Basta assim saber se, nesta como noutras matérias bem concretas e bem importantes, a população de Tomar vai continuar a ser como sempre tem sido, apática e alheada, ou se vai aproveitar a onda que começou no sábado, e começar a exigir mais respeito e trabalho sério por parte dos responsáveis públicos, sejam eles políticos ou técnicos convencidos que eles, é que são donos da verdade.
terça-feira, janeiro 17, 2012
O fim do ciclo
Com o novo ano (e uma nova configuração de blogue que há-de aparecer quando houver tempo) as minhas "notas do dia" na rádio Hertz vão passar a estar também aqui, podendo como sempre ser ouvidas em primeiro lá.Assim, enquanto amanhã é dia de nova crónica e cujo tema não é certamente difícil de adivinhar, a última nota do dia (4 de Janeiro) tem o título em epígrafe e é esta:
Iniciámos um novo ano, um ano que nas contas dos mais esotéricos, daqueles que acreditam em presságios, mitos, lendas e histórias antigas, apesar de tudo mal contadas, este ano representa o fim de um ciclo e o começo de um novo. E não o fim do mundo como alguns, mal, interpretam.
2012 promete ser um ano difícil para nós portugueses. Mais impostos, mais taxas, menos apoios sociais, mais dificuldades particularmente para os funcionários públicos.
Acabámos agora de saber que Portugal foi o país onde as medidas de austeridade mais aumentam as desigualdades sociais, ao contrário do que está a acontecer por exemplo na Islândia e na Irlanda, tidos já como bons exemplos. O que significa que há alternativas mais eficazes e mais justas, às medidas que o governo está implementar e que na minha e na opinião de muitos, só virão a agravar os problemas.
Acabámos também de saber que mais uma das grandes empresas do país, a proprietária dos supermercados Pingo Doce, transferiu a sua sede para a Holanda país onde a partir de agora passará a pagar a fatia maior dos seus impostos, o que nos deve fazer pensar por um lado na noção de responsabilidade dos empresários portugueses, mas por outro na falta de eficácia das medidas fiscais do nosso país.
2012 é também o ano que marca o fim da televisão analógica em Portugal, e o advento da televisão digital. Noutros países como a vizinha Espanha, onde o processo está mais avançado, esta alteração significa de facto um acréscimo de qualidade e serviços para os cidadãos. Em Portugal, como de costume faz-se tudo pelo básico, e por isso, pelo menos para já a alteração significa apenas o acréscimo de mais algumas despesas.
Na política, este ano teremos eleições presidenciais noutros países, alguns sem grande interesse para nós, como a Finlândia, o México ou a Venezuela. Outros com mais, como as eleições em Novembro nos Estados Unidos, ou mais ainda, em Maio em França, onde há a expectativa se Sarkozy consegue um segundo mandato ou sai, o que poderá ter implicações na forma, quanto a mim falhada, como está a ser conduzida a política europeia e as erradas opções de combate à crise que protegem os países mais fortes e prejudicam os mais desfavorecidos.
Na Alemanha, a economia que mais dita as regras na europa, sabemos já que os índices de emprego são dos maiores dos últimos anos, o que nos diz que a crise por lá não significa bem o mesmo que por cá. Além disso este ano marcará a abertura do novo Aeroporto Internacional Berlin-Brandenburg, o maior projeto de infraestrutura na Alemanha.
Por cá, demagogia política, populismo barato e muita desinformação, ditaram para já o afastamento do projecto do novo aeroporto que mais que uma necessidade para o país, é uma necessidade europeia para a ligação com a América e com África, e quem está a esfregar as mãos de contente é a vizinha Espanha que sempre ambicionou este projecto para si, a realizar algures entre Badajoz e Sevilha. E se Portugal não ganhar juízo, será mais uma onde nos passam a perna, por exclusiva responsabilidade própria.
Teremos este mais países, a Bulgária e a Romênia, a integrar o Acordo de Schengen, ou seja, a ver as suas fronteiras abertas e portanto mais cidadãos e mercadorias a circular livremente na Europa, com tudo o que de bom e mau isso acarreta.
No Desporto, em Junho teremos Campeonato do Mundo de Futebol, e entre Julho e agosto teremos Jogos Olímpicos em Londres 9 de Setembro.
Na cultura, a cidade de Guimarães será este ano (a par com Maribor na Eslovénia) capital europeia. E isto talvez lembre alguns tomarenses que há uns anos atrás, uma das aldrabices que tentaram vender aos eleitores nabantinos foi a hipótese da candidatura de Tomar a capital europeia da cultura, precisamente de 2012. Ideia que, como muitas outras avançadas pelos governantes do município de Tomar na última década, só serviu mesmo para engodo, porque nada, absolutamente nada, foi feito para a concretizar. Já Guimarães, como muito outros concelhos noutras matérias, meteu mãos à obra e foi bem sucedida. Aqui pelas margens do nabão fica-se sempre pela conversa da treta.
Em Tomar, 2012 também está a começar muito atribulado, estão finalmente a ficar completamente a nu, todas as mazelas, todas os disparates, todos os erros e todas as incapacidades da governação dos últimos 14 anos. Mas sobre Tomar, haverá tanto a dizer, que o melhor mesmo é deixar isso para outras núpcias.
Iniciámos um novo ano, um ano que nas contas dos mais esotéricos, daqueles que acreditam em presságios, mitos, lendas e histórias antigas, apesar de tudo mal contadas, este ano representa o fim de um ciclo e o começo de um novo. E não o fim do mundo como alguns, mal, interpretam.
2012 promete ser um ano difícil para nós portugueses. Mais impostos, mais taxas, menos apoios sociais, mais dificuldades particularmente para os funcionários públicos.
Acabámos agora de saber que Portugal foi o país onde as medidas de austeridade mais aumentam as desigualdades sociais, ao contrário do que está a acontecer por exemplo na Islândia e na Irlanda, tidos já como bons exemplos. O que significa que há alternativas mais eficazes e mais justas, às medidas que o governo está implementar e que na minha e na opinião de muitos, só virão a agravar os problemas.
Acabámos também de saber que mais uma das grandes empresas do país, a proprietária dos supermercados Pingo Doce, transferiu a sua sede para a Holanda país onde a partir de agora passará a pagar a fatia maior dos seus impostos, o que nos deve fazer pensar por um lado na noção de responsabilidade dos empresários portugueses, mas por outro na falta de eficácia das medidas fiscais do nosso país.
2012 é também o ano que marca o fim da televisão analógica em Portugal, e o advento da televisão digital. Noutros países como a vizinha Espanha, onde o processo está mais avançado, esta alteração significa de facto um acréscimo de qualidade e serviços para os cidadãos. Em Portugal, como de costume faz-se tudo pelo básico, e por isso, pelo menos para já a alteração significa apenas o acréscimo de mais algumas despesas.
Na política, este ano teremos eleições presidenciais noutros países, alguns sem grande interesse para nós, como a Finlândia, o México ou a Venezuela. Outros com mais, como as eleições em Novembro nos Estados Unidos, ou mais ainda, em Maio em França, onde há a expectativa se Sarkozy consegue um segundo mandato ou sai, o que poderá ter implicações na forma, quanto a mim falhada, como está a ser conduzida a política europeia e as erradas opções de combate à crise que protegem os países mais fortes e prejudicam os mais desfavorecidos.
Na Alemanha, a economia que mais dita as regras na europa, sabemos já que os índices de emprego são dos maiores dos últimos anos, o que nos diz que a crise por lá não significa bem o mesmo que por cá. Além disso este ano marcará a abertura do novo Aeroporto Internacional Berlin-Brandenburg, o maior projeto de infraestrutura na Alemanha.
Por cá, demagogia política, populismo barato e muita desinformação, ditaram para já o afastamento do projecto do novo aeroporto que mais que uma necessidade para o país, é uma necessidade europeia para a ligação com a América e com África, e quem está a esfregar as mãos de contente é a vizinha Espanha que sempre ambicionou este projecto para si, a realizar algures entre Badajoz e Sevilha. E se Portugal não ganhar juízo, será mais uma onde nos passam a perna, por exclusiva responsabilidade própria.
Teremos este mais países, a Bulgária e a Romênia, a integrar o Acordo de Schengen, ou seja, a ver as suas fronteiras abertas e portanto mais cidadãos e mercadorias a circular livremente na Europa, com tudo o que de bom e mau isso acarreta.
No Desporto, em Junho teremos Campeonato do Mundo de Futebol, e entre Julho e agosto teremos Jogos Olímpicos em Londres 9 de Setembro.
Na cultura, a cidade de Guimarães será este ano (a par com Maribor na Eslovénia) capital europeia. E isto talvez lembre alguns tomarenses que há uns anos atrás, uma das aldrabices que tentaram vender aos eleitores nabantinos foi a hipótese da candidatura de Tomar a capital europeia da cultura, precisamente de 2012. Ideia que, como muitas outras avançadas pelos governantes do município de Tomar na última década, só serviu mesmo para engodo, porque nada, absolutamente nada, foi feito para a concretizar. Já Guimarães, como muito outros concelhos noutras matérias, meteu mãos à obra e foi bem sucedida. Aqui pelas margens do nabão fica-se sempre pela conversa da treta.
Em Tomar, 2012 também está a começar muito atribulado, estão finalmente a ficar completamente a nu, todas as mazelas, todas os disparates, todos os erros e todas as incapacidades da governação dos últimos 14 anos. Mas sobre Tomar, haverá tanto a dizer, que o melhor mesmo é deixar isso para outras núpcias.
Bom ano para todos!
sexta-feira, janeiro 06, 2012
Pim-Pim
artigo escrito ainda na "ressaca" da grande noite de 17/18 de Dezembro, e publicado no Cidade de Tomar de 30.12.2011.
Fora do contexto, Pim-Pim é uma expressão que não quer dizer coisa nenhuma. Mas em Tomar, pouco haverá que consiga unir de forma tão emotiva um tão alargado grupo de tomarenses, essencialmente aqueles que, agora entre os 30 e os 50, tiveram neste espaço mítico das tardes e noites tomarenses, um local de encontro e convívio.
E com certeza ainda mais especialmente para aqueles que, como eu, lhe devem boas memórias da sua adolescência, que é a fase da vida que para o bem e para o mal, mais marca a personalidade da maioria dos seres humanos.
Este sábado, ou melhor dizendo, esta madrugada de domingo que passou, centenas de desses nostálgicos puderam reviver como numa espécie de máquina do tempo, esse período bom das suas vidas. Encontrar e partilhar num mesmo sítio, rostos alegres que não se reviam, tantos, há mais de uma década. Nesse bom espírito de comunhão, foi muito interessante verificar que até os donos e gerentes de vários outros espaços participaram na festa.
Que melhor prenda de natal e melhor forma de encerrar o ano podíamos pedir?
Não só vi a correr de Lisboa, como há anos que não esperava um par de minutos para entrar num qualquer espaço de animação nocturno, e pouco me faria fazê-lo. Mas até nisso foi um reviver do passado.
Esta noite saudosista que já tinha tido um ensaio numa das, e para mim a melhor, noites de animação da Festa dos Tabuleiros junto ao coreto, teve nesta madrugada um verdadeiro ágape de emoções e revivalismo.
Não me lembro a primeira vez que entrei no Pim-Pim nem que idade tinha, mas as primeiras vezes, ainda imberbe adolescente, foram seguramente nas matinés de sexta à tarde, num hábito que se haveria de tornar regular até ao fim do meu ensino secundário em 95.
Almoçávamos no antigo Texas ou outra tasca do género - talvez no Matreno ou mesmo na Casa das Ratas, bebia-se mais um copo no Lourenço ou no Noite e Sol, e paragem obrigatória antes do Pim-Pim, se ainda houvesse espaço o que nem sempre era fácil, os Passarinhos para umas garrafas de Mouchão que era preferência das raparigas, e por conta do efeito que lhes fabricava, era nossa também...
O Pim-Pim foi tão importante para estas gerações de tomarenses, como foram durante décadas anteriores, os bailes da Nabantina ou da Gualdim Pais por exemplo. Sinais dos tempos, o Pim-Pim fechou há uns anos. Como tudo tem um princípio e um fim, fica apenas as melhores e as piores memórias das coisas.
Que possamos agora continuar a reviver esses tempos com mais noites como esta. Tomar precisa, os tomarenses precisam.
A prova é que esta noite que passou, e que era já expectável pelos movimentos existentes nas redes virtuais, não foi uma grande noite apenas no Rio Bar, foi-o nos outros espaços de animação, foi-o também para muitos restaurantes, e genericamente para a noite da cidade que, citando um importante empresário local, “teve uma movida diferente!”.
E uma cidade que se diz querer ser de cultura e turismo, tem de ter muitas noites assim.
Esta fórmula, a do revivalismo, já descoberta por vários espaços noutros concelhos, há muito mostra ser bem sucedida, mas em Tomar há uma certa tendência para ignorar o que de bem se faz noutros locais, e permanecer conservadoramente agarrado a fórmulas gastas. Não é só na política e gestão municipal, é um problema transversal à nossa comunidade, por muito que a quem exerce funções públicas caiba dar o exemplo, a motivação, a inspiração. Parece estar no nosso ADN (mas não são os genes que os antepassados nos legaram), os tomarenses são de forma geral conservadores e apáticos.
Lula da Silva disse há uns tempos em entrevista, que o sucesso da sua política tinha consistido em fazer o óbvio. Em Tomar o óbvio é quase sempre ignorado.
Voltando ao concreto, o óbvio é isto, música boa (o bom é sempre subjectivo de acordo com o gosto de cada um, e relativo ao seu contexto pessoal, contexto esse sempre muito marcado por aquilo que ouvimos na adolescência) alta mas o suficiente para que as pessoas ainda consigam entender-se sem ser necessariamente aos berros. Bom ambiente. Boa animação.
Parabéns aos grandes DJ’s, parabéns a todos os que estiveram envolvidos na organização, parabéns à gestão do Rio Bar por acolher a iniciativa e ao restante staff (mesmo que um pouco aflitos, certamente por não esperarem tamanha adesão). E já agora, parabéns a todos nós da geração Pim, que não deixemos morrer a mística.
Faça-se mais.
segunda-feira, dezembro 26, 2011
portugueses, emigrem
A minha crónica da passada quarta-feira na rádio Hertz, com o título em epígrafe, pode como sempre ser ouvida aqui.
Entretanto, alguns estão já a aproveitar a mensagem do governo português para aliciar os quadros portugueses a emigrar para os seus países.
Entretanto, alguns estão já a aproveitar a mensagem do governo português para aliciar os quadros portugueses a emigrar para os seus países.Passos Coelho como lhe compete, pega em sua valise en carton e dá o exemplo...
Não sei já quem me enviou as imagens por isso não faço referência, chegaram várias vezes ao email. Temos que rir um pouco, aliás, se não rirmos do que este governo anda a dizer e fazer, fazemos o quê?
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