domingo, setembro 09, 2012
domingo, agosto 26, 2012
o pódio dos tristes
Afinal, de vez em quando, ainda conseguimos estar no pódio de qualquer coisa, e desta vez lá arrancamos mais um lugar de bronze!Em quê, perguntam. Então, somos, o terceiro município mais individado do distrito de Santarém (lê-se n'O Mirante). 38.686.000 €!!
E aqui entre nós que ninguém nos ouve, acho que estão a ser modestos, não devem ter somado as parcelas todas...
Parabéns tomarenses, parabéns PSD por estes últimos 15 anos!
Não estão orgulhosos? É que salta à vista onde foi gasto o dinheiro, as obras importantes que vieram melhorar a qualidade de vida dos tomarenses, os investimentos que trouxeram criação de riqueza, desenvolvimento económico, criação de postos de trabalho, fixação de empresas e cidadãos. Os investimentos no turismo, na cultura, nos eventos, no património, que deixam os tomarenses inchados de orgulho e trazem turistas aos magotes.
E com o retorno criado, pagar a dívida vai ser um ápice!
Eu cá, estou contentérrimo com a brilhante gestão municipal dos últimos tempos. Quem não está deve ser invejoso ou parvo...
Saiam medalhas para todos!!
Continuação de bom domingo.
sexta-feira, agosto 24, 2012
restauros e arranjinhos
Em Espanha, e agora em todo o mundo, há um fenómeno de popularidade, naturalmente motivado pelo ridículo e pelo efeito rastilho das redes sociais.A senhora Cecília Gimenez, de 81 anos, qual Mr.Bean, achou que uma pintura do séc.19 numa igreja perto de sua casa, em Borja, Saragoça, estava um pouco em mau estado e decidiu retocá-la.
Ora, querem melhor metáfora para o que tem acontecido a Tomar durante a última década e meia, pelas mãos das câmaras PSD, particularmente durante a governação António Paiva?!
Há contudo uma grande diferença, se esta nova representação de cristo se está a transformar num fenómeno de popularidade e vai certamente aumentar os visitantes à aldeia de Borja, cá por terras de Iria...
terça-feira, agosto 21, 2012
a ilha na cidade
Mas como é típico, Tomar não tem sabido, com pequeníssimas exceções, tirar proveito das suas potencialidades.
Porque não uma esplanada, o espaço é magnífico! Porque não não por exemplo pequenos concertos de música ao vivo, como se faziam nos tempos áureos do século 20?
Música, poesia, teatro, dança, o espaço dá para tudo e pode ser um excelente palco cultural, além de propício ao "simples" lazer.
Mais, o aluguer de barcos e gaivotas no rio deve estar também integrada na concessão (que recordações tantas, das "viagens" que fazia rio acima na minha adolescência!). E mais, basta ter visão e trabalhar um pouco a imaginação, ao invés da tacanhez do costume.
Assim existisse vontade e visão.
Seja como for, há um pormenor relevante. A concessão de um espaço terá de ser por um conjunto alargado de anos. E por isso (tenho ideia de António Rebelo já ter também abordado essa questão no seu blogue) é mau que seja uma câmara em fim de mandato, uma câmara tacanha, sem ideias, sem vontade, sem energia, sem plano ou estratégia, sem futuro, que venha a decidir os termos da coisa.
Coisa essa que devia naturalmente fazer parte de algo maior, de um plano de cidade, de concelho, de uma estratégia integrada para o turismo e cultura, de uma estratégia com retorno económico, de uma estratégia que leve à criação de postos de trabalho e fixação de pessoas.
Todas as "pequenas" coisas contam, mas isso é para quem quer e sabe, e querer e saber não é o que estamos habituados a ver naquela cambada.
Enfim, aguardemos vigilantes.
sábado, agosto 11, 2012
o PSD nabantino revela-se
E aí está, preto no branco, a constatação de duas evidências claras:
- A incapacidade do PSD em saber quais são as prioridades do concelho, quais são os seus reais problemas, o que é que preocupa os tomarenses; o que pode destacar Tomar pela positiva, o que tem Tomar de diferente e de competitivo em relação aos demais concelhos;
- A mentalidade reinante no PSD de Tomar, arcaica, conservadora, a olhar para o passado. Esperavam sensatez, a capacidade de olhar para o concelho e ver a realidade? Esperavam ideias novas, uma nova visão, uma capacidade de perceber o futuro trabalhando o presente? Esperavam arrojo, coragem, desprendimento de algumas figuras na sua sombra? Enganam-se!!
O que preocupa o PSD nabantino e o que o faz sair do obscurantismo, criticando abertamente a sua câmara é - numa terra onde nem a Festa dos Tabuleiros tem essa classificação - o chumbo da tauromaquia como património cultural que, lê-se na Hertz, "irá motivar reacção «enérgica» do PSD contra Carlos Carrão"!!!
Sim senhor, caros sociais democratas nabantinos. Não posso deixar de felicitar em particular João Tenreiro, Ricardo Lopes, e António Jorge, respetivamente presidente e vices presidentes do PSD local por, estando todos na faixa entre os 30 e os 40, mostrarem essa prova de velhice.
Eu confesso que, mesmo sendo de um partido diferente, tendo naturalmente ideias e valores políticos diferentes, esperava mais desta nova geração, similar à minha, que tomou conta do PSD nabantino. Esperava que, por exemplo, na questão dos problemas que afetam Tomar, sendo jovens, dessem particular atenção ao que tem levado tantos jovens para fora de Tomar, o que tem levado à falta de oportunidades e ao desperdiçar das mesmas; que tivessem um olhar que permitisse discutir alternativas para que os jovens ainda possam acreditar que há um futuro possível de almejar neste concelho. E afinal, qual é a primeira grande declaração que vem dali?
Que querem que Tomar seja um concelho igual a Salvaterra, a Vila Franca, à Moita, a Alcochete....
É isto que é possível esperar do PSD nabantino e dos novos velhos que o dirigem.
Ou, será que dirigem?
segunda-feira, julho 09, 2012
à sombra de Gualdim
Um erro que, estou certo, mais tarde ou mais cedo uma câmara com visão e coragem saberá restaurar, para que a praça, como principal sala de visitas da cidade, possa ganhar uma mais profícua usabilidade na realização dos mais diversos eventos, particularmente os de cariz musical e cultural.
E a cidade não perderá com a troca, porque para além do dinamismo da praça sair reforçado, há muitos locais com dignidade para acolher a estátua.
Por exemplo, na cerrada dos cães à entrada do castelo, a "olhar cá para baixo", até porque Gualdim fundou o castelo e a cidade que existiu no seu interior. A cidade tal como hoje a conhecemos deve-se ao Infante D. Henrique, e esse tem uma estátua à entrada da Mata dos Sete Montes.
sexta-feira, junho 29, 2012
falta de assunto
Não sei se é um facto histórico, mas é algo de que não há memória: - não há Ordem de Trabalhos!
Ele há coisas fantásticas não há?
Está tudo bem em Tomar, não há nada a discutir....
Transmissão rádio e online na rádio Hertz.
domingo, junho 10, 2012
2º Remember Pim Pim
Grande noite, bom espaço, bom ambiente, grande organização. Os parabéns a Manuel Graça e a toda a sua equipa. Uns milhares de tomarenses mostraram que querem noites assim e, que algo faz falta em Tomar. Venham mais.
segunda-feira, junho 04, 2012
terça-feira, maio 29, 2012
a saúde que nos foge
segunda-feira, maio 21, 2012
una de las más 'toscanas' de Portugal
A mais bela cidade do mundo.... cof, cof....hoje no ocholeguas, o portal de viagens do El Mundo.
«Desde el puente romano se contempla el contraste de verdes y amarillos de una vegetación asalvajada que crece a orillas del río Nabao. Al fondo, los tejados rojizos se imponen a las blancas fachadas de las viviendas, y el conjunto se refleja en las aguas del riachuelo creando discretas ondas multicolor que componen una de las vistas más espectaculares de la ciudad.»
domingo, abril 22, 2012
curtas
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| Carlos Tavares. foto rádio Hertz |
- "Delphi de Castelo Branco poderia ter vindo para Tomar", lê-se na rádio cidade de Tomar e deve mesmo ser lido! Quem o disse foi o representante da Delphi, na Semana de Gestão que decorreu no Instituto Politécnico de Tomar.
Apesar de disto só não saber quem não o queira reconhecer ou quem ande totalmente desatento, é bom ouvir o que dizem empresários de sucesso que tentaram investir em Tomar. E percebermos o que ao longo destes anos temos andado a dar de mão beijada a outros concelhos.
- O Parque Ambiental de Santa Margarida (Constância) comemorou aniversário na passada quarta, lê-se na Hertz.
Conheço bem o parque desde o seu início, lá já estive várias vezes tanto por lazer como em diversos contextos profissionais: em visitas com alunos e também num par de sessões de formação de docentes que ali ajudei a organizar.
Já o referi aqui noutras oportunidades, Constância inventou um parque espetacular onde nada existia. Tomar tem tanto e não sabe o que fazer com coisa nenhuma.
Mais sobre o parque n'O Mirante.
- As imagens valem, todos sabemos, por mil palavras e só quem ande muito distraído não vê o que se passa em Tomar. Ainda assim vale a pena olhar esta súmula de imagens sobre a desgraça no centro histórico (cidade velha, como prefiro) captadas no Tomar a dianteira.
Algo que também é muito demonstrativo e que na minha observação parece estar a aumentar muito nos últimos tempos, é número de casas à venda. Basta passar por algumas ruas da cidade e olhar com olhos de ver.
segunda-feira, março 19, 2012
“Os gomos desavindos da laranja nabantina”
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| foto rádio Hertz |
Claro que, uma coisa são os votos pessoais, outros são os políticos. Em relação a esses, deixo a minha crónica da passada quarta na rádio Hertz:
Não só porque o PSD é o partido que desde 1997, há 15 anos gere os destinos do concelho, como um dos dois candidatos à liderança é Carlos Carrão, o atual presidente de câmara e o auto anunciado candidato às eleições autárquicas do próximo ano.
Não é novidade, já em 2009 Carlos Carrão anunciara que seria candidato nas eleições desse ano quer o PSD o escolhesse quer não. O PSD escolheu o já afastado Corvêlo de Sousa, mas Carrão recuou e aceitou ser o segundo, especulando-se desde aí que, com um acordo prévio para que Corvêlo saísse a meio do mandato, como veio a acontecer.
E agora, se o PSD não escolher Carrão, manterá ele a intenção de ser candidato mesmo que numa lista independente ou voltará a aceitar um lugar secundário?
Aconteça como acontecer, passe o líder a ser Carlos Carrão, mas mais ainda se for João Tenreiro, o PSD terá sempre a intenção, como já vem acontecendo nos últimos tempos, de dizer que este é outro PSD, que não tem nada a ver com os protagonistas e as opções por estes tomadas ao longo destes 15 anos, opções erradas e muito lesivas para Tomar e para os tomarenses como se vem demonstrando e, tanto, que há ainda a revelar!
Isso é o que tem de ser contrariado, ninguém se pode deixar levar por tal falacioso discurso. Os partidos são entidades coletivas, e é o coletivo responsável pela escolha dos protagonistas e das acções que tomam, o coletivo é o responsável pelas ideias e pelos projetos, e o PSD tem de ser responsabilizado não apenas pelo passado nestes 15 anos, mas também por aquilo que representa de dificuldades no presente e que continuará a ter implicações por muitos anos no concelho nabantino.
A elevada dívida do município, as obras dispendiosas e inúteis, os investidores mal tratados e afugentados, os jovens que deixaram o concelho, as, tantas, oportunidades perdidas. Mais que qualquer responsável individual há um responsável colectivo por tudo isso a quem não podemos permitir que tente passar uma borracha pela memória da nossa comunidade: o grande responsável pelo estado a chegámos é o PSD.
Além disso, aconteça o que acontecer à liderança do PSD nabantino na próxima sexta, estas são as mesmas pessoas, estas são as mesmas opções que escolheram António Paiva, os mesmos que acompanharam e permitiram todas as fantasias, as teimosias, todas as faltas de lógica, de bom senso, de razoabilidade daquele que se veio a tornar, na minha opinião, o pior e mais lesivo presidente de câmara que as margens do nabão já conheceram depois do 25 de Abril.
Os seus sucessores Corvêlo e Carrão, seus anteriores vereadores e como tal seus primeiros conluiados, representam apenas a continuidade da mesma lógica, acrescida somente da decadência de ideias e falta de visão e audácia, próprias de um ciclo político que chegou ao seu fim.
E essa é precisamente a mesma condição dos que no PSD se afirmam agora a alternativa: apoiantes, defensores, muitos deles autarcas ao longo destes 15 anos, onde não apresentaram críticas, não discordaram, nada fizeram, antes pelo contrário, para alterar o rumo ruinoso, esse rumo que em campanhas sucessivas afirmaram que viria a ser o certo, mas que a realidade hoje demonstra e mais demonstrará, que era fantasioso porque completamente desfasado da realidade; que era errado porque baseado numa ideia elitista de cidade onde se priveligiaram os com mais e se mandaram os outros embora, particularmente os jovens; que era ruinoso porque 15 anos depois todos os dados – de número de habitantes, de empresas, de vitalismo do comércio, de desemprego, de qualidade de vida, da gestão e dívida do município – todos, todos pioraram.
Eu não sei nem me preocupa quem ganhará a liderança do PSD nabantino na próxima sexta, mas o reconhecimento destas evidências é o que eu gostaria de ouvir por parte do novo líder; um reconhecimento de todos os erros e daqueles que os cometeram; e depois, qual é o projeto, qual é a estratégia, que ideias novas diferentes do que andaram a fazer nestes 15 anos, têm afinal para Tomar?
Isso gostaria eu de ouvir, e eu bem sei que sou suspeito, mas do PSD em Tomar não acho ser possível esperar alguma coisa. Mas isto, sou eu… o que conta mesmo é o que pensa o coletivo comunitário que somos. O que pensam os já menos de 40000 eleitores tomarenses: vivem ainda na ilusão, ou já perceberam que é preciso mudar?»
quarta-feira, março 14, 2012
crónicas
Entretanto, fica a do passado dia 29:
“O cinzento dia da cidade”
Amanhã é dia um de março, dia em que, há 852 anos se lançou a primeira pedra do Castelo Templário de Tomar, dia por isso da fundação da cidade de Tomar. Chamemos-lhe, para simplificar, dia de Tomar.
O dia de Tomar é há muitos anos um dia triste, cinzento. Um dia que não celebra nem as honras do passado mais longíquo, nem enobrece a memória do passado mais recente ou mesmo do apagado presente que vivemos.
O modelo de comemorações que há anos existe, igual todos os anos, não passa de um beija mão à moda do 24 de Abril, em que as freguesias e as associações do concelho, enfileiradas à volta da praça da república, fazem a reverência ao senhor presidente de câmara e outros senhores importantes enquanto fazem uma espécie de revista às tropas.
Este ano sempre há ainda a inauguração da praceta Mário Nunes, que de inauguração só tem mesmo a placa com o nome.
E pronto, é isto. É triste e é pena, mas é isto. A comemoração da memória e da vivência de Tomar resume-se a quase coisa nenhuma.
Mas podia fazer-se alguma coisa. Alguma coisa que aproveitasse a excepcional riqueza que o concelho possui, por exemplo na diversidade de associações e na qualidade daquilo que produzem, e este dia podia ser uma excelente montra disso mesmo.
Podia fazer-se mais por exemplo na distinção daqueles que por Tomar ou pelos tomarenses trabalham. Desde 2007 que eu pessoalmente e o PS propomos e vimos repetindo-o regularmente, a criação de um conjunto de distinções a personalidades e instituições de mérito que pudessem ocorrer precisamente neste dia. Uma espécie de condecorações do dia de Portugal, aqui à escala do nosso concelho. A câmara está há cinco anos para definir o regulamento dessas condecorações. Se não se consegue resolver uma coisa tão simples, o que é que se pensa conseguir fazer mais?!
A crise financeira afecta o mundo o país e o concelho. Mas pior que a pobreza financeira é a pobreza de espírito. Essa anda por cá há muito tempo particularmente naqueles que têm liderado esta terra nos últimos anos e infelizmente parece estar para ficar. Infelizmente, os tomarenses falam muito, mas também não têm mostrado no concreto que se importem muito com isso.
Mas os tomarenses têm oportunidades para mostrar que estão indignados, e amanhã têm já mais uma, pelas 12h15, precisamente no fim das tristes comemorações oficiais do dia da cidade, a Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Tomar, continuando a luta em defesa da manutenção da medicina interna e da urgência médico-cirúrgica, convida os trabalhadores do Hospital Distrital de Tomar e população em geral a marcar presença numa marcha a realizar entre a rotunda junto à Igreja de Santa Maria do Olival e o Hospital.
Lá, no hospital, junto à placa de identificação logo à entrada, como forma irónica de celebrar o dia de Tomar que era também o dia anunciado pelo conselho de administração do centro hospitalar para retirar a urgência médico-cirúrgica, depor-se-á uma coroa de flores, em sinal de luto pelo estado da Saúde em Tomar, que não deixa de ser também o estado geral do concelho.
A associarem-se a este gesto são convidados os tomarenses, para que tragam pelo menos uma flor e lá a depositem igualmente, talvez os senhores que se julgam donos da verdade sejam inquietados pelo perfume das nossas flores e abram os olhos.
Uma segunda sugestão, esta mais alegre, para domingo no Mouchão. Ao longo do dia, com pic-nic para se quem quiser associar, e ainda um conjunto alargado de atividades, promovido por gente jovem que essencialmente pretende um espírito saudável de convívio e fruição da natureza.
Nem tudo precisa de ser complicado, as coisas e as ideias mais simples são muitas vezes as mais interessantes e aprazíveis, e por isso mesmo, domingo, apareça para passar umas horas diferentes neste “Mouchão Alternativo”.
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
uma flor pela saúde em Tomar
quinta-feira, fevereiro 16, 2012
ser pequeno também é bom
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| o último hostel onde estive hospedado, Easy Palace, Munique, Dezembro 2011. |
"Não é exagero: os melhores hostels do mundo são portugueses. Os alojamentos económicos lusos voltaram a vencer em quase todas as categorias dos Hoscars"
Ai... se eu tivesse dinheiro para investir.
sábado, fevereiro 11, 2012
não deixar morrer o hospital de Tomar
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
imagem que se lê
Convenhamos que já precisava. Aliás ao Cidade de Tomar também não fazia mal nenhum.
Por feitos de (de)formação académica e profissional estas coisas da imagem dizem-me muito, e parece-me evidente (é aliás básico em teoria da comunicação) que a atratividade/recetividade de um qualquer suporte de comunicação e a forma como os seus conteúdos chegam ao recetor, tem muito que ver com a imagem que transmite que é sempre prévia mesmo que de forma inconsciente, a qualquer outra leitura.
Passa-se aliás o mesmo na comunicação pessoal entre indivíduos.
Apesar de pela capa não o evidenciarmos imediatamente, todo o jornal está mais leve, mais moderno, mais atrativo. Espero que assim o consigam manter e não sucumbam à compreensível mas indesejável tirania do espaço vs preço de folha, que é como quem diz, o despejar no mesmo espaço mais informação porque o preço de cada folha extra é obviamente caro.
Apesar disto e porque gosto de me prender com pormenores, entre alguns outros que por vezes me deixam baralhado nas opções de paginação de ambos os jornais, há n'O Templário um que acho bastante estranho (a não ser que seja por questões de publicidade paga, mas ainda assim...) e que aproveito para partilhar.
É aquela opção que já vem de trás, e que é o colocar numa das páginas mais nobres de qualquer jornal, a penúltima, a necrologia.
Não é que o assunto não mereça destaque, mas parece-me que ele teria a mesma audiência em qualquer outra página enquanto que aquela poderia ser usada para vários outros, eventualmente digamos, mais alegres.
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segunda-feira, janeiro 23, 2012
quem nos trata da saúde III
Os Partidos e Movimentos Políticos (PSD, PS, IpT, CDU, BE e CDS/PP) representados na Assembleia Municipal convidam as populações a marcar presença na próxima Assembleia Municipal Extraordinária, com o único ponto“Análise do Processo de Reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo, com especial incidência no Hospital de Tomar” no dia 25 de janeiro de 2012, a partir das 16.00 horas, ostentando as cores e os símbolos de Tomar.
vermelho, branco, preto... resumindo: traje dos tabuleiros
sexta-feira, janeiro 20, 2012
inventem-se novos políticos
Entretanto, já que destaquei a reportagem antes referida n'O Templário, devo referir também no mesmo jornal a entrevista ao Nuno Ferreira, o novo líder da Juventude Socialista em Tomar.
As capacidades do Nuno, que são extensíveis a um alargado número de jovens a surgir na política em Tomar (oxalá não sucumbam à habitual desmotivação), é bem perceptível logo na capacidade de análise que fazem de si próprios e que está sintetizada na frase que serve de cabeçalho à entrevista "os jovens têm vasta oferta de interesses mas esquecem-se do activismo social".
Não podia estar mais de acordo, apesar de sentir que felizmente isso está aos poucos a mudar.
Há uns anos atrás Daniel Sampaio escreveu um livro chamado Inventem-se Novos Pais, onde me socorro para dar título a este texto. Nele, defende (resumido assim de forma muito ligeira) que a responsabilidade pela forma como os filhos "se tornam pessoas" é precisamente de como os seus pais lidam com eles.
Na política também é assim e infelizmente tenho visto muitos jovens políticos da minha geração (falo do país e não propriamente de Tomar, até porque quase não os há) a muito cedo copiar as piores caraterísticas dos mais velhos.
Ora, em Tomar, num curto espaço de tempo, tanto a Juventude Socialista (JS) como a Social Democrata (JSD) e a Popular (JP) tiveram processos eleitorais com a eleição de novos líderes e equipas, o que no caso desta última significa mesmo um renascimento.
(É verdade que na JSD algo há que me preocupa, essa coisa de um tão grande grupo de filhos de autarcas e ex-autarcas não costuma dar bons frutos, mas enfim, esperemos que sejam melhores que os seus progenitores).
Independentemente das ideologias de cada um, são bons sinais. Em vez da habitual ausência de discussão, importante é precisamente a capacidade de discussão das ideias contrárias e quantos mais forem a aparecer com projetos e com vontade de fazer algo, melhor.
É que isto é coisa de velho e custa muito a mim dizê-lo com os meus 34 mas é a verdade, se não forem os mais jovens a fazer qualquer coisa de novo, isto está mal e só vai piorar pelas margens do nabão.
Por mais que pensem que isto pior não pode ficar, PODE, e a larga maioria dos políticos nabantinos (quase todos em "atividade" há muitos anos) estão bons mesmo é para pantufas, fraldas geriátricas e chá de tília.
Mas cuidado, não abusem da tília porque o uso contínuo pode causar taquicardia e isso em certas idades...
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