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sábado, fevereiro 11, 2012

não deixar morrer o hospital de Tomar

Agora que os objetivos principais para a petição iniciada pelos membros da comissão de saúde da Assembleia Municipal de Tomar estão próximos do esperado, 5000 assinaturas com grande envolvência dos cidadãos na recolha das mesmas, é tempo de permitir aos que por algum motivo não têm possibilidade de assinar em papel de o poderem fazer também, pelo que a petição passa a estar também online aquihttp://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N20629

Entretanto ela continua disponível para impresão aqui.
A entrega das petições assinadas em papel deve ser feita até dia 22 deste mês junto de qualquer dos elementos da comissão, que são os primeiros signatários, eu incluído, ou no correio da Casa Manuel Guimarães (antiga biblioteca). A comissão fará a entrega da petição na Assembleia da República dia 27.

Já para a próxima terça dia 14, pelas 8:00, manifestação junto à entrada do hospital de Tomar, para a qual se pede a adesão em massa da população. (este é o dia anunciado para a retirada da medicina interna).

Todos somos precisos para defender o que é justo.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

imagem que se lê

Antes que venha a próxima edição, não quero deixar de dar os parabéns a O Templário pelo novo layout do jornal.
Convenhamos que já precisava. Aliás ao Cidade de Tomar também não fazia mal nenhum.

Por feitos de (de)formação académica e profissional estas coisas da imagem dizem-me muito, e parece-me evidente (é aliás básico em teoria da comunicação) que a atratividade/recetividade de um qualquer suporte de comunicação e a forma como os seus conteúdos chegam ao recetor, tem muito que ver com a imagem que transmite que é sempre prévia mesmo que de forma inconsciente, a qualquer outra leitura.
Passa-se aliás o mesmo na comunicação pessoal entre indivíduos.

Apesar de pela capa não o evidenciarmos imediatamente, todo o jornal está mais leve, mais moderno, mais atrativo. Espero que assim o consigam manter e não sucumbam à compreensível mas indesejável tirania do espaço vs preço de folha, que é como quem diz, o despejar no mesmo espaço mais informação porque o preço de cada folha extra é obviamente caro.

Apesar disto e porque gosto de me prender com pormenores, entre alguns outros que por vezes me deixam baralhado nas opções de paginação de ambos os jornais, há n'O Templário um que acho bastante estranho (a não ser que seja por questões de publicidade paga, mas ainda assim...) e que aproveito para partilhar.
É aquela opção que já vem de trás, e que é o colocar numa das páginas mais nobres de qualquer jornal, a penúltima, a necrologia.
Não é que o assunto não mereça destaque, mas parece-me que ele teria a mesma audiência em qualquer outra página enquanto que aquela poderia ser usada para vários outros, eventualmente digamos, mais alegres.

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segunda-feira, janeiro 23, 2012

quem nos trata da saúde III

COMUNICADO
22 de Janeiro de 2012

Os Partidos e Movimentos Políticos (PSD, PS, IpT, CDU, BE e CDS/PP) representados na Assembleia Municipal convidam as populações a marcar presença na próxima Assembleia Municipal Extraordinária, com o único ponto“Análise do Processo de Reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo, com especial incidência no Hospital de Tomar” no dia 25 de janeiro de 2012, a partir das 16.00 horas, ostentando as cores e os símbolos de Tomar.

vermelho, branco, preto... resumindo: traje dos tabuleiros

sexta-feira, janeiro 20, 2012

inventem-se novos políticos

Entretanto, já que destaquei a reportagem antes referida n'O Templário, devo referir também no mesmo jornal a entrevista ao Nuno Ferreira, o novo líder da Juventude Socialista em Tomar.
As capacidades do Nuno, que são extensíveis a um alargado número de jovens a surgir na política em Tomar (oxalá não sucumbam à habitual desmotivação), é bem perceptível logo na capacidade de análise que fazem de si próprios e que está sintetizada na frase que serve de cabeçalho à entrevista "os jovens têm vasta oferta de interesses mas esquecem-se do activismo social".
Não podia estar mais de acordo, apesar de sentir que felizmente isso está aos poucos a mudar.

Há uns anos atrás Daniel Sampaio escreveu um livro chamado Inventem-se Novos Pais, onde me socorro para dar título a este texto. Nele, defende (resumido assim de forma muito ligeira) que a responsabilidade pela forma como os filhos "se tornam pessoas" é precisamente de como os seus pais lidam com eles.
Na política também é assim e infelizmente tenho visto muitos jovens políticos da minha geração (falo do país e não propriamente de Tomar, até porque quase não os há) a muito cedo copiar as piores caraterísticas dos mais velhos.

Ora, em Tomar, num curto espaço de tempo, tanto a Juventude Socialista (JS) como a Social Democrata (JSD) e a Popular (JP) tiveram processos eleitorais com a eleição de novos líderes e equipas, o que no caso desta última significa mesmo um renascimento.
(É verdade que na JSD algo há que me preocupa, essa coisa de um tão grande grupo de filhos de autarcas e ex-autarcas não costuma dar bons frutos, mas enfim, esperemos que sejam melhores que os seus progenitores).
Independentemente das ideologias de cada um, são bons sinais. Em vez da habitual ausência de discussão, importante é precisamente a capacidade de discussão das ideias contrárias e quantos mais forem a aparecer com projetos e com vontade de fazer algo, melhor.

É que isto é coisa de velho e custa muito a mim dizê-lo com os meus 34 mas é a verdade, se não forem os mais jovens a fazer qualquer coisa de novo, isto está mal e só vai piorar pelas margens do nabão.
Por mais que pensem que isto pior não pode ficar, PODE, e a larga maioria dos políticos nabantinos (quase todos em "atividade" há muitos anos) estão bons mesmo é para pantufas, fraldas geriátricas e chá de tília.
Mas cuidado, não abusem da tília porque o uso contínuo pode causar taquicardia e isso em certas idades...

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jornalismo

Já estão nas bancas com certeza os jornais nabantinos desta semana, mas porque não pode ser só fazer críticas, não quero deixar de fazer nota da excelente reportagem sobre "as mentiras dos políticos" publicada no jornal O Templário da passada semana.
Nem sempre habitual pelas margens do nabão, jornalismo digno desse nome e a ir ao osso, de forma bastante ilustrativa são relembradas muitas das patranhas com que fomos brindados ao longo da última década e meia, com grande destaque para o parque temático, talvez a maior e mais descarada invenção do PSD nabantino ou não soubéssemos todos que nunca aquilo foi sequer intenção. Só o cartaz da apresentação pública da coisa é de ir às lágrimas.
Essa berrante aldrabice havia de se tornar prenúncio para o que veio depois e cujos efeitos estamos ainda sentir: três mandatos de projetos falaciosos, obras inúteis, oportunidades perdidas.
E trouxe-nos a este mandato... que nem tem descrição capaz de lhe fazer real justiça.

Concluindo e para não baralhar, parabéns a O Templário pela reportagem e que assim continue, bem como os demais órgãos de comunicação. Como sempre digo, a comunicação social tem um papel importante e também responsabilidade na construção coletiva de qualquer comunidade. É fundamental que apesar das dificuldades de várias ordens que como empresas certamente também sentem, não abdiquem desse papel.

Paralelamente, porque a vida não pode ser só hospitais a fechar e câmaras municipais incompetentes, O Templário está sempre, e bem, atento às "boas notícias"...

sábado, janeiro 14, 2012

quem nos trata da saúde

foto de O Templário
Hoje, a partir das 20h junto ao Hospital de Tomar, há manifestação popular contra os mais recentes encerramentos anunciados.

Espera-se que a população, mas também responsáveis institucionais e políticos estejam presentes como manifestação de força da comunidade. A verdade é que, embora seja preciso racionalizar este enorme erro que foi a construção tripartida de um hospital, o elo mais fraco tem sido sempre Tomar, certamente não sendo estranho a isso a pouca capacidade de ação e influência, e quase sempre alheamento do município nabantino e dos seus responsáveis políticos de há mais de uma década.

Entre os presentes mais logo, espero ver muitos militantes e dirigentes do PSD local e estou certo que o seu presidente  lá estará, uma vez que há coisa de um ano e meio atrás, por algo muito menos importante e que não passava na altura de alarmismo, trouxe para a rua a população da sua freguesia, a Serra.
Lembro-me bem de o ter avisado num debate da rádio Cidade de Tomar que devia ter cuidado com a coerência e com a verdade dos factos, e lembro-me bem do que respondeu.
Por tudo o que fez e disse antes, se há pessoa que não pode faltar hoje é José Delgado.

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quarta-feira, janeiro 04, 2012

a longa e aguda crise nabantina

"Tomar: lojas fecham por causa da crise", informa O Templário.

A "Casa Martins" na Corredoura. (Foto d'O Templário)
Pois... pode até ser por causa da crise, mas em Tomar a crise tem barbas.
Há muitos anos que "a crise" se instalou por cá. Basta ver os números oficiais da evolução da última década nos índices de qualidade de vida, desemprego, eleitores, residentes, etecétera...
Opções erradas, teimosias, falta de visão e capacidade, e para boa parte das questões a simples falta de interesse e bom senso por parte dos responsáveis político/públicos, ditaram o estado em que estamos: ultrapassados por quase todos os concelhos da região, os mesmos para quem durante séculos fomos referência e líderes.

Claro que nestas matérias a responsabilidade é sempre mais vasta. Desde logo porque os tais responsáveis públicos não chegaram sozinhos a esses lugares e devem-no sim à ação, inação ou omissão de muitos.
Mas também com muitas responsabilidades próprias de muitos desses cidadãos individuais ou coletivos.

Os comerciantes então... ui!
Habituados durante décadas a que bastasse abrir a porta, a maioria não foi capaz de inovar, muito menos competir com a facilidade que agora qualquer cidadão tem de se deslocar, tanto a concelhos vizinhos como aos grandes centros ou à capital, e aí encontrar maior variedade, melhor oferta, melhores preços.
Falar daqueles tantos que, dos concelhos vizinhos, vinham a Tomar de propósito para as compras nem vale a pena porque isso é já apenas uma memória difusa, uma ideia quase absurda, pouco mais que uma lenda na qual os mais novos dificilmente podem acreditar.

Felizmente que, no que aos comerciantes diz respeito, vão finalmente aparecendo alguns bons exemplos, novas ideias, novas formas de trabalhar.
Mas falta o essencial, as questões estruturais, e essa responsabilidade compete ao município. Pensar no centro histórico e na própria cidade como um todo, e encontrar soluções globais que permitam "vender" a imagem coletiva e aglomerar todo o tecido comercial.

Mas numa terra que tem um mercado municipal a funcionar numa tenda, precisamente aquele instrumento que  na generalidade das cidades, particularmente as de inclinação turística, no país ou no estrangeiro, é o primeiro cartão de visita no que ao comércio se refere, dizer o quê mais?

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segunda-feira, dezembro 19, 2011

remember

Ainda com os sons e demais sentimentos revivalistas da madrugada deste domingo na memória, nessa grande festa "remember pim-pim", em linha com esse revivalismo e também porque aqui algures se vai timidamente comemorando o sétimo aniversário deste blogue, republico o artigo abaixo.

As fotos do passado sábado no Rio Bar são o que é possível via telemóvel... se clicarem nelas sempre as vêem maiores.
Também não interessava que estivem muito melhores, que isto não é o Big Brother!


"Os trintões nabantinos 
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 5 de Outubro de 2007


“Ter trinta anos em Portugal” foi o tema de capa e excelente reportagem da revista Visão de 20 de Setembro. Ao ler esse trabalho sobre “o retrato da geração pós-25 de Abril que está a mudar o país”, não sei se por pouco mais de um mês me separar dessa efeméride, dei por mim a pensar e a transpor para a visão nabantina do assunto: como é ter trinta anos no concelho de Tomar?
Nessa reportagem são em primeiro lugar focadas as referências, desde as séries infanto-juvenis como a Abelha Maya, o Tom Sawer ou o excelente Verão Azul (que comemorou inclusive 20 anos no ano transacto), ou o facto de sermos do tempo em que o computador era uma coisa chamada Spectrum e que funcionava a cassetes; e telemóvel, digo eu, só nos filmes do 007.

Sendo certo que esses anos da infância e da adolescência são por norma aqueles que definem a nossa personalidade, os gostos, e muito do tipo de vida que vamos seguir, que referências temos para além dessas cá pelas margens do Nabão? As matinés de Quarta ou Sexta-feira no Pim-Pim ou, naqueles tempos em que eram os de outros concelhos que a Tomar se deslocavam, as noites da Excêntrica que acabavam mesmo bem com um mergulho no Zêzere ainda antes do nascer do sol. Um copo de “Mouchão” fresquinho, que só nos já idos nas cinzas da memória “Passarinhos” é que sabia daquela forma. Enfim, sobra felizmente o Paraíso pouso de todas as gerações, e vêm ainda de parte desse tempo o Casablanca ou o Lá Calha. Bebemos as primeiras imperiais com umas moelas a acompanhar no Noite e Sol, e era ao Texas que íamos comer o bitoque.

Acompanhámos o nascimento e a evolução dos Quinta do Bill, assistimos ao fecho do Cine-Teatro (reaberto já mas onde o cinema já não tem o fulgor desses tempos), onde antes íamos às sessões infantis de domingo de manhã e lembramo-nos do Festival de Cinema que nesses tempos do Vasco Granja na RTP, emprestava a Tomar reconhecimento. Lembramo-nos de andar de barco no rio, jogar à bola no pelado da nabância (não eu, que nunca fui dado a essas artes!); os passeios na mata, e até fazer o percurso de manutenção que em tempos lá existiu. (Quantos tomarenses entram hoje na mata?)
Perdíamos tempo nos snookers da Gualdim Pais ou do Académico, ambos ainda por lá, mas que já não são a mesma coisa porque, como será seguramente para todos os adolescentes, o tal tempo parecia ter outro tempo.
Muito mais poderia ser lembrado e cada um terá as suas memórias, os seus lugares, e a forma como as guarda ou as esquece, é um exercício que a cada um se reserva.

Mas revividas as memórias, que perspectivas, que ambições, que presente e futuro têm os trintões nabantinos? Nós que, talvez mais despertos, talvez menos apegados a um outro passado, vimos crescer os concelhos à nossa volta, vimos essas terras desenvolverem-se, e já pouco chegámos a conhecer o tempo em que Tomar era a referência e o líder incontestado da região. Há no entanto quem não consiga ver ou aceitar que essa é a realidade. Tomar está em degradação, e a continuar o actual rumo só poderá agravar-se.

Ainda este domingo, quando ajudava nas mudanças da minha irmã para a sua casa nova em Abrantes pensava: como se consegue convencer os mais novos a ficar? Todos os dias parte alguém, esta terra envelhece cada vez mais, mas que razões podemos encontrar para mudar isso?
Empregos, difíceis; qualidade de vida, alguma sim, mas cada vez menos, ou cada vez menos tem algo que se destaque doutros locais, e em muitos aspectos já está a perder, e ainda por cima uma cidade bonita não nos mata a fome.

Eu… tenho um gato, mas dizem as estatísticas que uma boa parte dos da minha idade estarão casados e com um filho, mas essas estatísticas também não jogam a favor dos Tomarenses. Se para um é difícil, para dois é-o (obviamente) a dobrar. Onde arranjar uma casa? Construir uma nas aldeias? Mas nos poucos sítios onde é possível, só para a licença, além do que custa demora uns dois anos. Comprar apartamento? Seja novo ou usado, os preços são o que sabemos em Tomar, iguais aos de Lisboa, não falando nos preços da água, do saneamento. É que até os supermercados em Tomar, parecem ter preços acima da média dos outros concelhos!
Além dos poucos que não enxergam a realidade, e dos que a vendo a tentam esconder, há quem ache não ser possível dar volta isto, outros que assim mesmo é que deve ser, que esta deve ser uma terra “pacatinha”, onde deve morar quem paga para ter sossego, quem tem dinheiro para pagar a tarifa de viver numa espécie de museu, que é de facto para onde nos encaminhamos.

Eu acredito em algo distinto, que não precisamos mudar o que somos, nem alterar a nossa identidade, essa marca que ainda faz de Tomar algo diferente, e no entanto encontrarmos formas de poder sobreviver a nos tornarmos uma vilazinha engraçada nos subúrbios de outra coisa qualquer. Acredito que há quem queira investir, assim os deixem; que há quem queira trabalhar, assim lhes dêem oportunidade; que a maioria prefere continuar a viver por cá, assim consiga. Mas para isso é preciso que se assumam responsabilidades, responsabilidades que começam em cada um de nós, que sejamos críticos e interventivos, e que Tomar perca esta característica quase genética de deixar que dois ou três (ou nos últimos tempos um), decidam por todos os outros. O presente e o futuro está nas mãos dos tomarenses, e muito nas mãos desses trintões, é preciso que o assumam e que o exerçam.
Senão, bom, senão os trintões nabantinos terão cada vez menos problemas, porque em verdade serão cada vez mais uma “espécie” em extinção, porque a maioria abandonará Tomar antes de completar essa idade, ficando apenas os que podem e os que como eu têm o seu quê de teimosos.
Estarei errado?"

sábado, dezembro 17, 2011

Remember Pim Pim


É já hoje à noite, a grande e aguardada festa em que a malta aí entre os "30 e os 40 e..." vai poder lembrar os seus tempos de adolescência e de "nascimento para a vida", na mítica discoteca nabantina que existia ali junto ao início das escadas da Ermida de Nossa Srª da Piedade. Saudades....
Espero vir de Lisboa a tempo de ainda lá dar um salto.

Hoje à noite, no Rio Bar.

sexta-feira, dezembro 16, 2011

as desculpas que saem na rifa

A rádio Hertz e o jornal O Templário, noticiam hoje que Corvêlo de Sousa se demitiu da presidência da mesa da Assembleia Geral da Misericórdia de Tomar porque, vejam bem, alega que essa função é incompatível com a de Presidente de Câmara!

Ora, cada vez estou mais abismado com as palermices que se dizem nesta terra.
É que não só não há incompatibilidade nenhuma como nem é bem certo que ele ainda seja efetivamente presidente de câmara. Mas vá, suponhamos que existia de facto uma incompatibilidade...
Então e só se lembrou disso agora!!! Há quantos anos é que ocupa a função?!


Ele não é ou foi também presidente da AG da Canto Firme? E António Paiva não era presidente da AG do CALMA?

terça-feira, dezembro 13, 2011

A puberdade do PSD nabantino

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 9 de Dezembro

“Se não sabes para onde vais, então qualquer caminho serve - disse o gato à Alice.”
Lewis Carrol, em Alice no País da Maravilhas

Há dois anos atrás o PSD precisou encontrar quem lhe pudesse auxiliar na governação. Reticentes é certo, com muitas dúvidas sobre as mais que provadas incapacidades desses protagonistas, o PS aceitou ainda assim, com empenho, esse desafio e fê-lo com o comprometimento de, na procura dos melhores interesses para os tomarenses, o fazer no respeito para com os princípios há muito defendidos e as opções assumidas em compromisso eleitoral.
Só que o PSD e os seus autarcas a começar por Corvêlo de Sousa nunca compreenderam ou aceitaram ter perdido a maioria absoluta, e continuaram a governar como se a tivessem. E governar assim, mesmo se a tendo como aconteceu nos três mandatos anteriores, é governar mal! E com tantos erros acumulados ao longo dos anos, exigia-se ao menos a capacidade de aprender e querer mudar qualquer coisinha.
Ao invés, o PSD nunca aceitou sequer fazer aquilo que estando bem claro no acordo nem precisaria de estar pois é o mínimo que se exige em política: dialogar.
Passados dois anos sobre o início do atual mandato autárquico, e depois de toda a inaptidão, deslealdade, irresponsabilidade demonstrada pelo PSD na governação, era mais que tempo do PS dizer basta!
Ao longo destes dois anos o PS provou que há outras formas de estar e fazer na gestão da coisa pública, e que há outras soluções mais consonantes com as dificuldades e oportunidades que se colocam ao nosso concelho. Apesar de todos os entraves colocados, os vereadores socialistas demonstraram nas responsabilidades que lhe estiveram confiadas capacidade de decisão e trabalho, eficácia e transparência, responsabilidade e determinação.
Já o PSD, sem tão-pouco querer ouvir uma opinião contrária, cada vez mais fechados sobre si mesmos e sobre suas indecisões e divergências internas, é o grande responsável por uma sucessiva degradação da gestão municipal, a que acresce um evidente desfasamento para com as reais necessidades do concelho e o alheamento deliberado às dificuldades presentes.
É pena, e para Tomar é muito grave. Perdeu-se uma boa oportunidade para abrir um novo capítulo na gestão municipal, perdeu-se uma grande oportunidade de mostrar que a velha política do tudo contra ou tudo a favor consoante se está no poder ou na oposição não pode continuar a fazer sentido, e poder-se-ia ter mostrado que é possível fazer política de uma forma diferente, moderna, evoluída, apostando essencialmente no diálogo, na construção coletiva, na mitigação dos contrários e no reforço das ideias que unem.
Mas como disse Carlos Carrão (um dos principais protagonistas de todo este triste enredo de década e meia) ainda que se referindo a um só assunto na última Assembleia Municipal, “a Câmara Municipal não fez o seu trabalho”. Há muito que não faz e entre tanto mais, isso prova-se no contínuo crescimento da despesa e dívida do município, como se pode ler no documento de revisão orçamental que tentaram fazer aprovar mas que foi, muito bem, reprovado por todas as demais forças políticas. E a grande questão é, onde está legitimada a imensa dívida do município de Tomar?
À primeira vista até se poderá dizer: fez-se e está-se a fazer alguma coisa em Tomar. Sim, de todos os disparates anteriores, estão ainda as obras dos antigos lagares del rei/moagens da Mendes Godinho. Mas para quê, com que propósitos, com que meios para tornar aquilo útil? Não sei, não sabe ninguém…
Nem vale a pena repisar nas obras falhadas ou mal planeadas já tanto faladas e à vista de todos, falemos apenas do mais recente. Tanto que insistimos para que as verbas destinadas à terceira fase do flecheiro fossem alteradas para recuperação da vergonhosa situação do mercado. O PSD não quis.
O Polis foi em Tomar, como tanto mais, de uma extrema inutilidade e esbanjamento. Como estão as contas do Polis? Porque não estão fechadas? O que há aí ainda a revelar?
Onde estão os projetos de dinamização do centro histórico, de apoio aos investidores, de revitalização da economia local ou de incentivo à criação de emprego?
Quais são as medidas para apoio à juventude, ou para verdadeiramente fazer do turismo cultural uma aposta séria e estratégica, ou de envolvimento das enormes potencialidades do associativismo nabantino na capacidade de criação de emprego e desenvolvimento económico?
Nada, nada, nada, e se em mais falasse a conclusão seria a mesma, nada. E depois há ainda o Parque T e além dos milhões já lá gastos, os seis mil e quinhentos milhões que o PSD quer pôr o município a pagar à BragaParques, o que se acontecesse, levaria definitivamente o município à bancarrota.
Tudo isto não pode ser estranho para os tomarenses. Corvêlo e os restantes limitaram-se a seguir aquilo que têm feito desde 1997, e nas raras vezes que chegam a tentar justificar as suas falhas, usam as mesmas desculpas esfarrapadas de sempre: porque foi o parecer dos técnicos, porque é o que a lei diz, porque é o que está no projeto, ou simplesmente, porque a responsabilidade é de outros.
Corvêlo de Sousa não tem nem nunca teve condições para exercer as funções que ocupa, e por isso o próprio PSD se mostra envergonhado em defendê-lo, sendo mais que sabido que desde o início deseja que saia. O grande problema é que os que o seguem na lista não são melhores, nem podem, se estão lá há tanto tempo e não aprenderam ainda…
Catorze anos na governação de um concelho é muito tempo. Mas em vez de sair da puberdade, o PSD nabantino continua sim preso à mesma teimosia infantil, visão limitada e a irresponsabilidade de quem julga que tudo pode fazer sem consequências.
O PSD tem tentado a tão subtil como falsa, estratégia de dizer que não tem nada que ver com estes autarcas como se não fosse responsável por os ter escolhido. Irremediavelmente sem retorno, não mais poderão tentar esse embuste. Há muito que afirmámos que se não mudasse de atitude, o PSD teria de carregar sozinho o menino nos braços. Essa realidade confirmou-se por exclusiva culpa de quem não soube trabalhar, e seria importante saber que soluções tem agora o PSD. Eu não tenho dúvidas em afiançar: não tem nenhuma.
A gestão do PSD com António Paiva foi ruinosa para o município e para Tomar. Criminosa é até provavelmente o adjetivo mais correto. A gestão do PSD com Corvêlo de Sousa continuou, de forma ainda mais atabalhoada esse rumo. O que pode fazer acreditar que, seja lá com que protagonistas for, de futuro o PSD poderá fazer diferente?
E ainda faltam dois anos para o fim deste mandato. Com a situação tão grave que o município atravessa, este é um daqueles momentos em que a coragem e a responsabilidade dos políticos deveria ser posta à prova. O PS acabou de dar um importante exemplo.
Tomar já perdeu muito tempo, Tomar precisa de eleições antecipadas, precisa de novos protagonistas.
Sei que as condições para que tal aconteçam são muito remotas. Seja com que justificações for, poucos se mostram desprendidos dos lugares que julgam seus.
Se tivermos mesmo que perder mais dois anos, ao menos que se tirem lições de todo este emaranhado de disparates.
Que os partidos, a começar no PSD, tirem lições na forma como escolhem as pessoas que colocam nas listas, e os cidadãos que passem a escolher melhor na hora de votar, que não olhem apenas ao símbolo do partido mas que olhem às pessoas que compõem as listas e aquilo que entendem ser as suas capacidades.
Que olhem para o projeto (não esquecer que em 2005 o PSD ganhou as eleições em Tomar sem sequer ter apresentado um programa eleitoral); e por favor (esta não devia ser uma condição, mas a realidade local tem demonstrado a sua necessidade), na hora de escolher, escolham pessoas que conheçam o concelho, que gostem de Tomar e dos tomarenses, que sintam os seus problemas e que queiram convictamente tentar resolvê-los.
A política e a gestão pública democrática devem fazer-se com base no diálogo, na discussão construtiva e na procura dos consensos alargados. Sei que do lado da alternativa possível a este estado de coisas, o PS, continuará como sempre a existir a capacidade crítica e a convicção das ideias, reafirmando-se incessantemente como a opção credível para trabalhar por Tomar e pelos tomarenses.
Embora muito austera a situação a que foi trazido, o concelho de Tomar terá sempre opções. Assim nos seja confiado demonstrá-las.
Lewis Carrol, autor que cito no início deste texto, disse bem que “as pessoas podem duvidar do que dizes, mas acreditarão no que fizeres”. Ora, em Tomar, do que diz e do que faz o PSD já todos temos obrigação de saber muito bem: fez muito mal, aprendeu muito pouco, não mostra qualquer vontade séria de querer mudar.
Estarão os tomarenses disponíveis para continuar a aprovar tão mau executante?

quarta-feira, novembro 02, 2011

a incapacidade para aprender...

A Câmara vai lançar novo concurso de exploração do Cine-teatro Paraíso para exibição de cinema, como noticia O Mirante. Uma vez mais apenas alguns dias por semana.

Não só demonstram que não percebem nada do assunto como pior, que não aprendem com os erros.
Não seria preciso fazê-lo, basta perceber porquê e como as pessoas vão ao cinema, mas mesmo que não saibam, este modelo já foi experimentado e teve os resultados catastróficos que se sabem: cinema à moscas.

E é preciso relembrar que tudo isto começou quando a Câmara deliberadamente acabou com o cinema comercial, num daqueles processos de teimosia/ódio gratuito do anterior Presidente de Câmara, aquele que tudo sabia e a quem todos à sua volta veneraram sem questionar.
A Câmara iniciou um processo de concorrência desleal com o cinema comercial, obrigando-o na prática a fechar o que veio a acontecer, e nesse processo acabou-se com o hábito de ida ao cinema em Tomar. E não só se acabou com o negócio da empresa nacional que explorava esse cinema, mas também com o pequeno empresário local que explorava o bar e seguramente teve reflexos em outras lojas do agora quase defunto Centro Comercial Os Templários.
Não estão assim tão longe, os tempos em que havia filas para compra de bilhete que desciam as escadas e saíam mesmo para a rua do antigo cinema. Muitas vezes a sessão esgotava. Eu cheguei a ver filmes sentado no chão, de extra-lotada que estava a sala.

Obviamente que há outras razões globais para o decréscimo de espetadores, mas essas nada têm que ver com o caso em Tomar. A sala do Paraíso não tem as condições físicas hoje necessárias e atrativas para a exibição de cinema comercial, exibe quase sempre os filmes muito fora de prazo (várias vezes já depois de terem chegado ao video-clube), e muito importante, quem gosta e tem por hábito ir ao cinema não quer saber se naquele dia há ou não sessão, ou se a mesma foi suspensa porque nesse dia a sala está a ser utilizada para outra coisa qualquer.

Muito tomarenses continuam a ir ao cinema, uns fazem-no em Lisboa aproveitando que estão lá durante a semana, outros fazem-no... em Torres Novas.

quinta-feira, outubro 27, 2011

passes de mágica

foto rádio Hertz
- Ó Zezé, isto aqui por Tomar está a ficar bom, até parece coisa do demónio, então de um dia para o outro apareceu aqui uma auto-estrada! Qual Luís de Matos qual quê, o governo do nosso país é uma trupe de mágicos única no mundo!
- Deve ser deve Totó, para se chamar A13 deve ser mesmo azarada, mas o bom é que nos vai valer três recordes do Guiness. Isto é que é pôr Tomar no mapa!
- Três recordes?!
- Então pois, o recorde do passe de mágica mais difícil do mundo, fazer desaparecer uma via-rápida e aparecer no seu lugar uma auto-estrada numa questão de horas; o recorde da auto-estrada mais pequena do mundo; e ainda... o do maior número de portagens por quilómetro quadrado!


notícia na rádio Hertz

quarta-feira, outubro 26, 2011

dois anos de coisa nenhuma

Foi exatamente há dois anos que os atuais autarcas da Câmara e Assembleia Municipais tomaram posse, como referencia O Templário.

Incluo-me (com sentimentos que não vou agora classificar) neste grupo. Fui candidato à Presidência da Assembleia Municipal e desempenho a função de deputado municipal. Mas sobre o que penso numa perspetiva pessoal, do desempenho e utilidade das funções, excuso-me de descrever agora não só porque o tenho abordado aqui e ali, como me parece que não será muito estranho o que penso para aqueles que minimamente acompanhem a política local, mas principalmente também porque é muito provável que brevemente venha a tecer considerações mais profundas e a agir em consequência.

Diz ainda o jornal que "A partir de agora começa a contagem decrescente para as próximas eleições autárquicas em que os partidos começam a delinear as suas estratégias e a escolher os seus candidatos."
Pois, normalmente seria, mas no caso nabantino a verdade é que desde o primeiro dia todos estão à espera que chegue o último (excepto claro está, meia dúzia de óbvios protagonistas).
Este mandato representa um colossal erro de casting de boa parte dos autarcas, a começar no Presidente de Câmara que claramente não estava preparado para as funções nem tem a mínima ideia de como as desempenhar. Ser "boa pessoa" não pode ser a única qualidade para se ser político, não deve ser sequer um requisito a ter em conta - "boa pessoa" é suposto que todos sejamos, mesmo que depois alguns não sejam!

Considerações e atributos à parte, quem pode negar que mesmo faltando dois anos para o fim, este será um mandato nulo, quatro anos perdidos para o concelho de Tomar?

E, se sempre foi, no atual contexto mais ainda, um concelho que não desenvolve é um concelho que regride, o que infelizmente há pelo menos duas décadas vem acontecendo a Tomar.

Se o horizonte se vislumbra negro para todos, que graus de negro mais, existem ainda para os nabantinos?
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sexta-feira, outubro 21, 2011

fim de semana

Os antigos alunos do Liceu de Tomar, reencontram-se mais uma vez este sábado num dia cheio de atividades.
Já eu mais uma vez não conseguirei ir, porque passarei grande parte do fim de semana na III Mostra Gastronómica Sabores de Ansião onde os nabantinos Drama&Beiço serão as estrelas no sábado e domingo.

Já repararam que tudo o que é concelho da região faz eventos deste género, e que em Tomar "o grande concelho de vocação turística" nada? E não me venham com as sopas e com o feijão, que isso é não saber do que se está a falar!

Reservas e informações para:
antigosalunosliceuessmotomar@gmail.com
http://www.facebook.com/event.php?eid=236348626417267

quarta-feira, outubro 19, 2011

na dianteira

António Rebelo adiantou-se no seu "Tomar a dianteira", na ideia que eu tinha em transcrever como já antes fiz, para esta página o que sobre Tomar é dito, desta vez no livro de João Baião "Pelo coração de Portugal". Digamos que por 16 euros compro livros mais interessantes, e embora quase tentado, acabei por não me dar ao trabalho de transcrever o texto na própria livravia.

Assim sendo, podem ler esses excertos sobre Tomar lá no blogue já referido, que devem servir de formas desapaixonadas de perceber como quem vem de fora nos vê. Aqui deixo só um apetiser:

"Mesmo quem nunca visitou o convento, conhecerá dos livros de História a famosa Janela da Sala do Capítulo, que exemplifica bem o original estilo manuelino.
Todo o espaço é monumental, mas lamento que tenha tão pouca vida e que conte aos visitantes tão pouco da sua rica história: salas vazias, pouca informação explicativa. Em Portugal, por vezes aproveitamos mal os magníficos legados que a História nos deixou."
(já sei, já sei - desculpa nº1 lá pela CMT: "Isso não é responsabilidade nossa!"...)


A propósito de Tomar e do "Tomar a dianteira", passe-se também os olhos por esta análise sobre transferências de verbas para os municípios, bem como a evolução populacional de Tomar e dos maiores concelhos da região, simples de observar para qualquer leigo, mas difícil de entrar em algumas cabeças pouco pensantes mas com jeitos de importantes, que demonstra de forma simples a triste realidade que vivemos pelas margens do nabão, bem longe das fantasias irresponsáveis dos que temos eleito para nos (des)governar.

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terça-feira, outubro 18, 2011

xantarin

(este post era suposto ter sido publicado na sexta, mas só agora reparei que ficou apenas como rascunho. Ainda vai a tempo)

Por esta hora terá já sido inaugurada a edição deste ano da Feira de Santa Iria em Tomar. (se estivesse em Tomar a horas até lá ia, mas só agora me vou pôr a andar...)

O modelo está ultrapassado, aquela coisa de ter a feira dividida por vários sítios naturalmente também nunca foi boa ideia, pelo meio são cometidas uma série de ilegalidades do qual a maioria nem se apercebe, e esse é apenas um dos aspetos da má gestão da coisa e enfim... nada de novo, "tudo como dantes no quartel..."

Ainda assim, pronto, sempre se ouvem umas músicas de carros de choque, lavam-se as vistas numas imitações da gucci e da ralph lauren, compram-se umas abibas ou umas rebukk, comem-se uns pistachios e uns nougats, dão-se uns saltos no canguru louco ou algo do género, este ano o tempo até deve ajudar e enquanto assim for a malta queixa-se... mas pouco.

Divirtam-se!

sexta-feira, outubro 14, 2011

futuro... qual futuro?

- Ó Zezé, já sabes que em Tomar houve hoje um debate sobre cidades do futuro*?

- Ó Totó, pelo caminho que isto leva, ainda se fosse sobre vilas...


* notícia no Cidade de Tomar.

sexta-feira, outubro 07, 2011

segredo, só se for o da estátua...



José de Pina no seu "O Humor e a cidade" empreende uma demanda a Tomar em busca do Cálice Sagrado (ou Graal), mas tudo o que encontra parecido com isso é o mini bar do Hotel dos Templários, ou um cálice de Abafado na Casa das Ratas.
Castelo Templário, Convento de Cristo, Restaurante Chico Elias, e afins, o programa passa ainda ainda por Almourol e Entrocamento. Vale a pena ver (e para os "aficionados" deste género, a banda sonora é muito boa).
E também há por lá, bem ao estilo do Pina, uma boa dose de críticas inteligentes que quase passam despercebidas, do género "há pessoas em Tomar, que nasceram em Tomar, que não se lembram disto ser visitável". Vejam lá se descobrem as outras!


obrigado a O Templário para alertar os como eu, pouco espetadores da RTPN (agora RTP Informação).

sexta-feira, setembro 09, 2011

2º festival de estátuas vivas



Hoje inicia-se a 2ª edição do Festival de Estátuas Vivas com um programa interessante, do qual destaco como não poderia deixar, a animação de rua em dose dupla (hoje e amanhã, sempre depois da meia noite) da nabantina Fanfarra Drama&Beiço. (quase mais conhecidos fora que entre portas, é o costume nas margens do nabão).

A iniciativa é boa, e não posso deixar de referir que nessa área que também me é muito próxima, que é a do marketing e publicidade, a promoção do evento (que não sei quem fez ou quanto custou) está bastante boa. Apesar de continuar a existir a falha recorrente de não disponibilizarem as imagens ou o vídeo na sua página, em formato passível de ser transportado para outros sítios virtuais. O vídeo aqui presente foi publicado pelo jornal O Templário no youtube.

É pena contudo que as iniciativas continuem a ser desgarradas e não exista qualquer plano integrado e capaz, das iniciativas culturais do concelho numa perspectiva a longo prazo, por exemplo anual, e que aglomere todas as atividades das diferentes entidades como um todo concelhio, como forma de criar tanto âncoras como atividades promotoras de outras, só assim capazes de desenvolver o turismo local como uma área passível de criar emprego e riqueza para a economia local.

É também importante notar que esta é uma iniciativa paga por fundos do QREN, e que por isso é preciso encontrar o quanto antes forma da mesma poder ser autosustentável ou financiável de outra forma, sob o risco de se assim não for, a mesma estar condenada à extinção quando os subsídios europeus se acabarem.