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sábado, outubro 20, 2012

e o malandro sou eu!

A questão do PAEL (aquele, mais um, empréstimo de 3,6 milhões de euros que a Câmara, ou melhor, o PSD queria para aliviar as costas em ano de eleições), vai ainda fazer correr muita tinta, porque é preciso desmascarar por completo as aldrabices de quem há 15 anos governa, e ao fazê-lo praticamente só estraga.

O PS realizou esta semana uma conferência de imprensa onde explica ao pormenor o que está verdadeiramente em causa. Pode ser lido aqui e aqui ouvido.

Claro que entretanto - só é estranho para quem tenha andado desatento ao longo destes anos - O PSD, continuando uma linha de atuação antiga, não respeita as decisões do órgão deliberativo, a Assembleia Municipal e, desculpando-se num parecer qualquer que nem sabemos se existe, mas que só pode ser daqueles para rir porque a Lei é clara, não tem qualquer pejo em, mais uma entre tantas vezes, desrespeitar a Lei, uma vez que se candidatou ainda assim ao tal empréstimo.
Sublinho: continuadamente o PSD não respeita a democracia ao ignorar as decisões da Assembleia Municipal, e não respeita a Lei que neste caso é clara, quando diz que para empréstimos que vão além da vigência de dois mandatos é preciso o voto favorável da maioria dos membros efetivos da Assembleia Municipal.
Esses dois terços não se verificaram, e este empréstimo a acontecer, será para pagar o que é gasto neste ano, ao longo dos próximos 14!

O PS, muito bem, decidiu em reunião do seu órgão máximo local, a Comissão Política Concelhia (CPC) e já o divulgou na referida conferência, vai denunciar o caso ao tribunal administrativo. Não se pode ter mais qualquer complacência com estas vergonhosas atitudes de quem se julga dono da coisa pública.

E a falta de vergonha ou a mentira descarada continua!
Já esta semana, assim mo transmitiram, foram pagas (parte ou o todo, não sei) a um fornecedor local as dívidas do município para consigo, tendo-lhe sido dito algo como: "pois, está a ver, eles não queriam, mas nós lá conseguimos este empréstimo, senão não havia dinheiro para lhe pagar..."!

Mas pode-se dizer alguma coisa que não seja continuar a chamar-lhes aldrabões com todas as letras?!
Não só está mais que provado para quem souber ler os documentos, que este empréstimo não tem nada que ver com os fornecedores locais - é perfeitamente possível pagar toda a dívida local com o dinheiro existente - como nem sequer há ainda, e provavelmente se tudo correr bem a favor de Tomar não haverá, qualquer empréstimo!

E têm o descaramento de dizer que os culpados de tudo são os malandros da oposição!

Adenda: Afinal, acabei de ver no correio informação enviada aos deputados municipais, a justificação apresentada pelo Presidente de Câmara para tentar contornar a Lei, é "após um contacto com a Secretaria de Estado da Administração Local"....
Para o PSD. a Lei continua a servir só para os outros.

quinta-feira, outubro 18, 2012

vergonha

foto d'O Templário
Eu já disse várias vezes publicamente, e ainda na reunião de setembro da Assembleia Municipal o afirmei, que tenho muitas vezes vergonha de ser autarca em Tomar.

A notícia n'O Templário online, "Idosa dorme nas arcadas da Câmara de Tomar", é uma dessas situações. Como o foi o caso há dias do tecto que desabou numa casa propriedade da autarquia, que por sorte não causou vítimas;
ou do indigente que morou 4 anos numas casas de banho públicas junto à ermida de São Gregório e que só quando faltava nossa senhora descer à terra ou algo assim para falar também no assunto, a Câmara se decidiu a fazer alguma coisa;
ou ainda o acampamento cigano às portas da cidade, entre tanto mais.

Ora, ao longo da última década e meia, a Câmara teve todas as condições para resolver os problemas sociais e particularmente de habitação existentes em Tomar, como outros concelhos fizeram. Os da comunidade em geral e os da comunidade cigana em particular, que por ser de número elevado e com culturas características necessita de tratamento diferenciado e de um tempo mais demorado.
Ao fazê-lo, neste caso específico da comunidade cigana, a Câmara estaria não só a resolver esses problemas sociais e de dignidade humana, mas também a abrir caminho para solucionar toda a imagem e usabilidade daquela zona da cidade, bem como a intervir de forma concreta noutras questões latentes da integração dessa comunidade na comunidade nabantina.

Houve dinheiro, programas governamentais, fundos europeus. Tudo. Faltou o essencial, vontade e saber.
E claro, as questões ideológicas. Ao longo de grande parte deste tempo o PSD, que vive ainda sob esse espectro, foi liderado por alguém cuja vontade era soberana e por todos vassalada, e que queria, o próprio mo afirmou, "uma cidade para os que podem pagar, os outros que procurem outras terras, e voltem quando puderem".

As questões sociais foram sempre desprezadas em Tomar. Basta lembrar que Tomar foi o último município do país, e porque obrigado, a constituir a rede social, e que obviamente funciona mal. Uma parte do PSD até o reconhece, ou não teria apresentado a proposta em AM, replicada nos jornais da passada semana, para que reunam as IPSS, associações, outras entidades, etc, etc - ora, essa é a primeira missão da rede social que a câmara deve liderar!
Já devia estar feito há muito tempo! Não é preciso inventar, basta ver o que nessa matéria fazem os concelhos vizinhos.

A política é feita de opções e decisões. O PSD em Tomar fez sempre as opções que quis, por mais que o PS e restante oposição se mostrassem contra e explicassem porquê.
Optou por rotundas e fontes foleiras, passadeiras feitas e refeitas que custam milhares de euros cada uma cada vez;
um pavilhão onde já existia um, que mete água e que para pouco serve;
um contrato de PPP ruinoso e muito mal esclarecido para a construção de um parque que todos sabiam e diziam que para nada serviria a não ser para que a câmara continue a gastar dinheiro;
uma ponte que custou milhões e não resolveu nenhum problema de trânsito porque foi feita no sítio errado;
obras no mouchão e jardins envolventes, precisamente onde menos necessárias eram e que que no caso do mouchão até vieram destruir o sistema de rega que não só era histórico, como praticamente sem custos de manutenção;
o processo de aquisição do Convento de Santa Iria, uma vez mais, mal esclarecido e para ficar a cair até ao ponto de ruínas;
o mesmo processo estranho e caro da aquisição da Casa dos Tectos;
a aquisição da sede da ex cooperativa Nabância sem qualquer critério para o seu uso;
a aquisição da loja na Amorim Rosa para o espaço internet, quando uns metros mais à frente, logo ao virar da esquina, tem espaço próprio, onde funcionou a antiga judiciária, e que só recentemente lhe foi dado uso: arquivo!;
A milionária reconstrução em curso dos Lagares del Rei, sem qualquer ideia de como rentabilizar aquilo quando as obras forem concluídas.
Eventos e espetáculos, turismo, associações, cultura, com enorme potencial em Tomar mas com uma completa incapacidade do município de planear estrategicamente como outros fazem, e pôr isso a render;
E muito, muito mais, além da arrogância, da presunção, da incapacidade de diálogo, da cegueira ideológica, de muitas ilegalidades e de muita coisa mal explicada.
Foram milhões e milhões mal gastos, sem retorno financeiro ou na qualidade de vida dos tomarenses. E tudo à conta do aumento da dívida e dos empréstimos sobre empréstimos.

E os culpados são os malandros da oposição. Coitadinhos dos dirigentes do PSD, e particularmente do presidente de câmara que está lá há 15 anos, que não têm culpa de nada disto nem sabiam de nada...
Eles de facto, não sabem muito, pelo menos daquilo que ao coletivo interessa. Mas isso não pode significar que possam continuar a ser perdoados.

terça-feira, setembro 18, 2012

harakiri político

a ideia era fazer isto aos portugueses
mas por vezes as balas fazem ricochete
Depois do anúncio do, com o poder deslumbrado, primeiro-ministro, seguido de horas bem dispostas no Tivoli onde chegou de escolta, seguido ainda pela madrugada do anúncio hipócrita no facebook, o Pedro (é ele que assina assim) deu o tiro final para o suicídio do seu governo. E o alienado Gaspar ainda disparou mais uma rajada só para ter a certeza que a coisa estava mesmo defunta.
Para completar a tríade que conta para o enterro, a presença fantasmagórica de Relvas, o ministro dos negócios (entre tantos outros apelidos), que há muito e por várias razões a começar na ética, se tornou inaceitável no governo, e que só por si tanto contribuiu para o rápido desmoronar do castelo de areia que foi esse governo.

Este governo está morto. Faça o que fizer, arranje que distrações arranjar, remodele o que remodelar, este governo perdeu toda a legitimidade, precisamente por não perceber ou querer aceitar o óbvio da Democracia: um governo ganha nas urnas apenas a legitimidade formal e aritmética, mas a legitimidade social e política tem de ser conquistada todos os dias.
Este governo não vai sequer conseguir sair mais à rua.
Há um laço que é preciso manter, pelo menos com a maioria dos cidadãos, pelo menos com a base social e ideológica de apoio. Mas este governo já não tem sustentação nenhuma, já pouco mais que os próprios governantes e os destes dependentes (e poucos aparecem a dar a cara) acreditam que a coisa se possa manter.
Pode demorar um mês, pode demorar um ano, mas certo é que já ninguém nada espera de bom, já ninguém em nada acredita que venha deste governo, e por isso, seja porque o CDS salta fora, seja porque o Presidente manda a coisa abaixo, seja porque o próprio e verdadeiro PSD faz a coisa implodir, este governo vai cair.
É que a coisa não é já o que é suposto acontecer em Democracia, não se trata de uma questão de esquerda e direita com opções e ideologias divergentes, não se trata do partido X ou Y. Trata-se de um conjunto de pessoas que se julga na posse e mando do país, e com isso pensando fazer o que bem entender com uma ideologia que não foi sufragada e não tem expressão na nossa República, e pelo meio ainda fazer negociatas para/com os amigos.

Contestado por todos, a começar no seu próprio partido e continuando naquele que convidou para a coligação, este governo maioritário conseguiu com apenas um ano de mandato deitar tudo ao charco.
E só a si mesmo pode culpar:
Primeiro, uma série de proclamações e medidas demagógicas impossíveis de sustentar por governantes com pouca ou nenhuma obra feita, muitos telhados de vidro e consistentes inconsistências éticas;
Também, uma fórmula insistentemente apresentada como sem alternativa, apresentada como exigida pela troika e indo muito além desta, que como quase todos previam, veio a originar piores resultados que aqueles que existiam quando lá chegaram, e que para mais, criou na generalidade dos cidadãos a ideia real de que os sacrifícios não foram igualmente distribuídos e carregaram mais sobre os mais fracos;
E por fim, um conjunto de medidas insensatas sem o mínimo de ligação com a realidade, apresentadas sem dialogar com ninguém - nem sindicatos, nem associações patronais, nem partidos da oposição ou sequer com aquele com o qual se coligou, neste PSD de Passos e Relvas mostraram que não sabem trabalhar pelo bem comum, não sabem ouvir, não sabem dialogar, e provavelmente não estão mesmo interessados em fazer nada disso.


Ora, onde é que já vi isto, precisamente num PSD orquestrado por Relvas? Ele há coisas que não enganam ou não mudam....
Na câmara de Tomar passou-se exatamente o mesmo. Incapazes de dialogar, sem qualquer vontade em trabalhar, em ouvir os outros, em discutir ideias e flexibilizar posições, convencidos que o parceiro de coligação deixaria de ter identidade e aceitaria tudo porque, julgavam, estavam lá pelas mesmas razões que eles: o poder pelo poder, as mordomias pelas mordomias, mais as bajulices e o penacho, e "que se lixe se isto não serve para nada e vai ficar pior do que quando chegámos" - enganaram-se, o PS nabantino não alinha em carnavais nocivos ao coletivo!

Sobre o que se está a passar no Governo e aquilo que tem acontecido em Tomar há apenas duas diferenças essenciais: a generalidade dos nabantinos apesar de não acreditar em nada desta câmara e dela nada de bom esperar, está-se nas tintas e pouco disponível para fazer alguma coisa, até porque a coisa não toca diretamente no umbigo de forma muito percetível - ou assim julgam;
e depois, por ridículo que pareça, deitar uma câmara abaixo é formalmente muito mais difícil (para não dizer quase impossível) que o Governo do país.

Seja como for a verdade insofismável é esta: o governo da nação está morto e só não se sabe quem lhe fará e quando o enterro; o governo de Tomar já morreu há muito e já ninguém sabe onde pára o cadáver.



sexta-feira, agosto 24, 2012

o guru


(vê-se melhor no facebook)

Ora, como foi um dirigente e autarca do PSD que me enviou o link disto, acho que ninguém leva a mal que publique.
É hilariante. E se aplicássemos estas afirmações ao município de Tomar... Ui!

(Relvas anda meio desaparecido, e até já sobre a RTP é António Borges quem vem ditar as últimas ideias disparatadas - concessionar a RTP1 e acabar com a 2! Claro, o homem só vê cifrões, o que lhe interessa a cultura, a Constituição, os desejos dos portugueses...
Estão mesmo convencidos que as marés de agosto farão os portugueses esquecer ou virar a agulha. Tremenda ingenuidade! Mas é típico deste governo, é como não perceber que tanta austeridade não faria o óbvio, diminuição de receitas em todos os impostos, empresas a fechar, aumento brutal do desemprego...

segunda-feira, agosto 13, 2012

curtas

- José Sócrates foi eleito em votação do, insuspeito diário económico pois também costuma ser "próximo" da atual governança, como o melhor primeiro-ministro português. Ainda só passou um ano mas, é verdade, a distância costuma favorecer o julgamento político.

- Falando em Governo, foi mais ou menos notícia o "almoço secreto" entre Paulo Portas e António José Seguro. Primeiro, são absurdos alguns comentários que li na imprensa, com a óbvia tentavia de fazer dessa questão "um caso". É absolutamente normal, e mesmo importante, que os líderes partidários tenham conversas periódicas e não as divulguem sempre.
Eu próprio ao nível local, durante os quase 6 anos que fui líder do PS nabantino, tive muitas conversas com líderes partidários e políticos e outros atores da comunidade, sem que houvesse necessidade de disso fazer notícia. É salutar em Democracia que os responsáveis políticos dialoguem, sem que tal deva ser necessariamente do conhecimento público.
Seja como for, com o visível desgaste rápido que este governo leva, e que me leva a acreditar que vai bater em brevidade o de Durão Barroso, estou a imaginar a conversa: - "Ó Tozé, epá, sabes, o CDS está sempre disponível para ajudar na governação..."

- Afinal, ainda há alguma esperança que (muitas divergêngias à parte) exista algum bom senso na atual liderança do PSD nabantino. Relativamente às críticas que entre outros, também eu fiz no comentário anterior (O PSD nabantino revela-se), e acerca da questão da tauromaquia e do absurdo que seria se tal fosse em Tomar elevado à categoria de património cultural, surgiu um comunicado do PSD a desmentir anteriores notícias.
É claro que, como a Hertz bem diz, isso mostra que "algo fica claro: a concelhia do PSD não fala a uma só voz."

- O atual Governo da República, na senda da legalização de tudo o que seja disparate e promova particularmente o interesse dos grandes da economia, pretende legalizar (ainda mais) a plantação do eucalipto em Portugal.
Ora o eucalipto, que não é originário do nosso ecossistema é, além de um dos grandes contribuidores para a rápida propagação dos incêndios em Portugal, péssimo a vários níveis para a biodiversidade.
Está por isso a correr uma petição contra esse disparate, onde se pode também ler mais sobre o assunto. Assinem!


sábado, agosto 11, 2012

o PSD nabantino revela-se

Sim, sim, afinal existe e toma posições públicas!
E aí está, preto no branco, a constatação de duas evidências claras:
- A incapacidade do PSD em saber quais são as prioridades do concelho, quais são os seus reais problemas, o que é que preocupa os tomarenses; o que pode destacar Tomar pela positiva, o que tem Tomar de diferente e de competitivo em relação aos demais concelhos;

- A mentalidade reinante no PSD de Tomar, arcaica, conservadora, a olhar para o passado. Esperavam sensatez, a capacidade de olhar para o concelho e ver a realidade? Esperavam ideias novas, uma nova visão, uma capacidade de perceber o futuro trabalhando o presente? Esperavam arrojo, coragem, desprendimento de algumas figuras na sua sombra? Enganam-se!!

O que preocupa o PSD nabantino e o que o faz sair do obscurantismo, criticando abertamente a sua câmara é - numa terra onde nem a Festa dos Tabuleiros tem essa classificação - o chumbo da tauromaquia como património cultural que, lê-se na Hertz, "irá motivar reacção «enérgica» do PSD contra Carlos Carrão"!!!

Sim senhor, caros sociais democratas nabantinos. Não posso deixar de felicitar em particular João Tenreiro, Ricardo Lopes, e António Jorge, respetivamente presidente e vices presidentes do PSD local por, estando todos na faixa entre os 30 e os 40, mostrarem essa prova de velhice.

Eu confesso que, mesmo sendo de um partido diferente, tendo naturalmente ideias e valores políticos diferentes, esperava mais desta nova geração, similar à minha, que tomou conta do PSD nabantino. Esperava que, por exemplo, na questão dos problemas que afetam Tomar, sendo jovens, dessem particular atenção ao que tem levado tantos jovens para fora de Tomar, o que tem levado à falta de oportunidades e ao desperdiçar das mesmas; que tivessem um olhar que permitisse discutir alternativas para que os jovens ainda possam acreditar que há um futuro possível de almejar neste concelho. E afinal, qual é a primeira grande declaração que vem dali?
Que querem que Tomar seja um concelho igual a Salvaterra, a Vila Franca, à Moita, a Alcochete....
É isto que é possível esperar do PSD nabantino e dos novos velhos que o dirigem.
Ou, será que dirigem?

sexta-feira, julho 27, 2012

governos e governos

Ao prof. Rebelo, em resposta ao comentário ao post abaixo alhos e bugalhos, telemóveis e call centers:

Temos uma divergência de opinião, enfim, é da vida. 

Acha de Sócrates o que entender, enquanto eu (apesar de já várias vezes ter dito que ele nem era a minha escolha natural para líder do partido, logo, também não para PM; achava que não tivesse muito conteúdo ideológico, nem gostava muito da postura "feita para a televisão" com que ele, por exemplo, discursava; apoiei-o porque foi o melhor dos que se chegou à frente) acho que ele foi uma agradável surpresa, e provavelmente o melhor primeiro-ministro que o Portugal democrático já teve, isto apesar de ter alguns flops como membros do governo, algumas teimosias, e alguns amigos pouco recomendáveis.

Mas com o governo de Sócrates haviam ideias claras, que deram resultados e pela qual ele se bateu até ao fim:
choque tecnológico, modernização e simplificação administrativa, aposta na educação e na investigação, energias renováveis, etc, etc.
É de lembrar por exemplo, que foi o seu governo o primeiro depois do 25 de Abril que conseguiu baixar o défice do Estado, antes das medidas sociais de combate à crise que o fizeram subir novamente.
O caro amigo tem um curso de economia, assim julgo saber, por isso não pode desmentir este facto.
E mesmo algumas questões mais discutíveis, como o TGV ou o novo aeroporto, foram defendidas em campanha e Sócrates por elas se bateu até ao último dia.

Isto já para não falar que o motivo que deu origem à queda do seu governo, o chumbo do PEC4 (quem nos dera termos agora apenas isso, e continuo convencido que a sua aprovação podia ter evitado a intervenção externa) foi motivado essencialmente pela necessidade de sobrevivência política de Passos e Relvas cuja liderança começava a ser posta em causa no interior do PSD, aos quais se juntaram os partidos do protesto eterno e anti-poder.

Já este governo, que ideia tem afinal para o país? Dizer ao jovens para emigrar, empobrecer as famílias, aumentar as desigualdades sociais? Este governo que fez fé na credibilidade, na competência, na transparência, no rigor, e que afinal mostra ser em tudo o contrário?
Que futuro apresenta este governo aos portugueses? Vender tudo a retalho aos amigos?

Quanto a Relvas, não, não resolve nada demitir-se ou ser demitido, o governo está baseado naquela filosofia, quer Relvas lá esteja quer não.
E depois, eu já aqui o disse, por mim claro que não, não se deve demitir. Por mim deve lá estar o mais tempo possível da duração do governo - embora, convenhamos, vai ser difícil.


E na assembleia municipal igualmente, já disse e agi em conformidade. Por mim será presidente da assembleia até ao último dia do mandato - tem de explicar em que é que afinal andou a fazer aqueles gastos abusivos - mas por mim fica até ao fim.
Para que os meus caros concidadãos não esqueçam. Que esta coisa do PSD em Tomar andar sistematicamente a substituir pessoas a meio dos mandatos é truque que não pode salvá-los sempre.

curtas

- "Câmara de Tomar não enviou Boletim Municipal de Julho por correio", lê n'O Mirante.
Pois, agora foi por problemas na gráfica que atrasaram a impressão, mas mais tarde ou mais cedo vão ter de dar o braço a torcer. Aquilo é inútil.
E a solução é simples como no já propusemos há muito: distribuição nas redes sociais digitais e publicação nos jornais locais, fica mais barato, é muito mais eficaz, e estar-se-á a ajudar duas empresas locais, em vez de ir pagar a impressão ao concelho vizinho. Como habitual, basta o simples bom senso para perceber isto.
O problema é o do costume, além da teimosia, os milhares que podiam ter sido poupados no entretanto.

- Um claro exemplo da falta de coordenação, das medidas casuísticas, sem prioridade ou senso, e também o anunciado fim dos jornais diários na Biblioteca de Tomar. Será que também acabaram com os jornais que chegam para leitura dos elementos da câmara?

- Depois da passagem pelas lojas FNAC e de outras participações, o Festival BONS SONS foi esta semana ao programa Curto Circuito na SIC Radical. Está quase.

- A câmara municipal de Ourém, em mais um passo da reabilitação turística do Agroal, inaugurou a cafetaria como pode ser visto na sua página do facebook.
Em Tomar não há nada disto, nem Agroal, nem facebook, nem câmara.... dizer mais o quê?

- Um texto de José Pacheco Pereira, um dos senadores do PSD (em 2009 cabeça de lista por Santarém nas legislativas desse ano), sobre Relvas e Jerónimo, licenciaturas e afins. Vale a pena ler no seu abrupto.


terça-feira, julho 17, 2012

curtas

- Natural de Asseiceira no concelho de Tomar, faleceu António Martins, designer de profissão, destacou-se como cartonista e ilustrador - e por isso mesmo é referenciado no último número da revista Visão.

- A câmara de Tomar adiou a exposição de Graça Morais porque não tem dinheiro para pagar o seguro do evento, como noticia O Templário.
Face à desastrosa lei dos compromissos que o governo decretou, a quase totalidade dos municípios não pode comprar uma caixa de pioneses.
No caso de Tomar (não neste exemplo concreto) sempre é uma forma de evitar que se façam mais disparates, mas os grandes grandes já estão feitos e não são de agora.

- Luís Ferreira pergunta muito bem no seu vamos por aqui, onde andam os deputados laranja e o PSD local,  particularmente em relação às questões da saúde.
Lembro-me de há dois anos atrás várias vezes ter dito ao líder de então do PSD, José Delgado agora presidente da mesa, que estaria cá para ver o que faria e diria quando, como se previa, daí a algum tempo fosse o seu partido a governar o país, uma vez que então, por simples boatos que não se concretizaram, andaram a arrastar cidadãos mal informados para manifestações.
Hoje, onde nem boatos podiam prever tudo o que já se passou nestes últimos meses, pouco se ouve do PSD local e do pouco, raramente vindo dos principais dirigentes. É porque deve estar tudo bem...


- Por falar em PSD nabantino, é óbvio que as coisas que realmente interessam aos principais dirigentes são questões de política interna: como descalçar o par de botas Carrão/Relvas, e quem escolher para encabeçar a lista daqui a pouco mais de um ano e tentar convencer os normalmente fáceis por eles de convencer, eleitores tomarenses de que não têm nada a ver com o desastre permanente da sua governação nos últimos 16 anos.
Ora, falando em putativos candidatos, o que lidera as apostas atualmente, António Cupertino, voltou a escrever na última edição do Cidade de Tomar, desta feita sobre o Marquês de Tomar, Costa Cabral, o que confirma que, seguramente por acaso, descobriu agora a veia para a escrita nos jornais locais.
Bom mas, se me ralasse minimamente com a questão do candidato do PSD, apostaria que vai ser alguém consideravelmente mais novo, e coincidentemente presidente da concelhia...

quinta-feira, junho 21, 2012

curtas


    • Duas questões pertinentes levantadas pelo vereador socialista Luís Ferreira no seu blogue, Vamos por aquicomo pode o turismo desenvolver-se em Tomar se os monumentos se encontram fechados;e a gestão danosa que há anos impera em Tomar, neste concreto estando o município a pagar aluguer de espaços, quando tem espaços próprios fechados e outros "emprestados" graciosamente a outras entidades, assunto que irá hoje a reunão de câmara.

    • "PSD vai recandidatar atuais presidentes de câmara", lê-se n'O Templário. Em Tomar, no ranking das apostas que correm entre "as gentes", o atual presidente de câmara nem aparece.

    • Uma boa ideia, este portal das sugestões, desenvolvido pela CIMLT, aqui no Município de Salvaterra de Magos (onde vivi durante um ano letivo, não posso dizer que seja dos sítios que deixou mais saudades...).

    • Ontem foi dia da cidade de Ourém. Lá, a câmara é mais uma que promove homenagens a quem merece, o que ontem aconteceu englobado nas comemorações oficiais. Em Tomar... nada.

    • A S.F.Gualdim Pais venceu Taça de Portugal em Trampolins, lê-se na rádio Hertz.
      Parabéns "ao meu clube".


    domingo, junho 17, 2012

    Olívia patroa, Olívia...

    artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 15 de junho
    transforma-te naquilo que és”
    Friedrich Nietzsche

    Dizia-me alguém, um destes dias numa esplanada soalheira desta urbe nabantina, que há muito não lia nenhum dos meus disparates, ao que respondi, é porque não quer, basta andar pela net. Pois mas isso “da net” é coisa de jovens, respondeu-me. Eu discordo mas, enfim, fiquei a pensar nisso, e lá encontrei um tempinho para escrever.
    Aproveito para falar de um assunto que há algum tempo me inquieta: esta profissão nova que é o “fazer presenças”. “Fazer presenças” é o que “fazem” artistas de fraca qualidade e semi conhecidos das revistas cor de rosa para ganhar uns trocos e umas refeições à borla. É uma ocupação em grande expansão. Muitos dessa espécie de artistas colocam até essa atividade no currículo como se fosse uma coisa séria. Alguns só fazem isso.
    Estou certo que é um ofício muito edificante para a alma, saber que basta existirmos e irmos a algum lugar para justificarmos um salário...
    Eu escrevi profissão nova? Não, não é nova, o nosso atual presidente de câmara faz isso há 15 anos. Fazer presença na festa da associação, fazer presença no passeio dos idosos, fazer presença na sardinhada, fazer presença na câmara...
    Não estranhem… talvez os mais desatentos não se lembrem, mas o grande ídolo António Paiva também foi eleito muito à conta das presenças que fez intensivamente nos anos anteriores à sua eleição, em tudo o que era bailarico e petisco com mais de três pessoas.
    É verdade que na maioria das vezes só lá estava o tempo suficiente para tirar a fotografia, mas parece que apenas isso interessa.

    Ora pronto, por mais que não queira, lá tinha o assunto que descambar na Câmara! Falar de coisas tristes que não servem para nada é perder tempo, mas fazer o quê, é o hábito. E no que toca a Tomar, todos estamos já muito habituados com o tempo… com o tempo que vemos passar, claro! Anda este concelho há pelo menos 15 anos a ver-lhe passar tudo ao lado, e quando não lhe estão a passar ao lado, estão a passar-lhe à frente.
    E agora estamos a ver passar o tempo até às próximas eleições, que já todos vimos que do atual mandato só ficam as dívidas. Também já eram poucas, mais dívida menos dívida...
    Bom mas, “afinal ele está a falar de quê”, pergunta o leitor, que vê no título deste texto uma referência à célebre rábula da olívia patroa, olívia costureira – “porque está ele a falar da Ivone Silva”? Não caro concidadão, isto está tudo ligado, continuo infelizmente a falar da Câmara, do Presidente, do PSD… e esta coisa do “fazer presenças”.
    É que de há uns tempos para cá, e a agravar-se, sentem-se uns sintomas de esquizofrenia política naquelas hostes!
    Ora, veja-se por exemplo o caso do hospital que o governo nos quer levar. O presidente foi fazer presença, qual olívia patroa, nas reuniões com o conselho de administração onde foi favorável à reorganização prejudicial para os interesses dos tomarenses. E depois faz presença, qual olívia costureira, nas manifestações contra a reorganização e o conselho de administração!
    É para ficar confuso? Não, estamos em Tomar!
    Mais exemplos? Há dias informou o presidente numa reunião de câmara que a ASAE já permitia aceder ao mercado! O presidente não deve saber que o mercado é propriedade do município e por isso ninguém pode impedir de lá ir… O que a ASAE impede é o funcionamento, e quanto a isso, continuamos à espera que a câmara se decida a fazer óbvio: fazer obras simples (que o dinheiro já o gastaram todo em disparates e agora não chega para mais) que permitam que o mercado funcione naquele edifício, como há muito foi proposto pelo PS, e se acabe de vez com a vergonha terceiro mundista que é aquela tenda.

    Ora, veja-se o PSD. Não, não é o da Câmara, dizem eles, é ou outro… O PSD de Tomar ganhou a gestão municipal em 1997 e, mais um, menos um, são os mesmos desde então. Os mesmos que escolheram Carlos Carrão para vereador desde essa altura (o autarca há mais tempo no poder em Tomar), Corvêlo de Sousa e o grande coveiro, responsável por toda esta herança, António Paiva.
    Pois o PSD, que candidatou Corvêlo a presidente, tudo fez para mandar Corvêlo embora. Agora, tudo fazem para mandar Carrão embora, e vão ver como daqui a uns tempos vão começar a dizer que não têm nada a ver com a Câmara, não têm nada a ver com isto, apareceram por cá agora.
    Querem ver que um dia destes o PSD nabantino até vai dizer que não tem nada a ver com os milhões da dívida do município gastos em parques de estacionamento feitos por teimosia e processos pouco claros, gastos em avenças com advogados, em projetos de coisa nenhuma, em obras feitas refeitas e malfeitas, em “boletins municipais” de propaganda, etc, etc?!
    O PSD um destes dias vai dizer que não tem nada que ver com os investidores e com os munícipes que têm sido mandados embora para outros concelhos, os primeiros por mau trato, os segundos por falta de oportunidades. Não, o PSD não tem nada a ver com isto, era outro partido!...
    Querem ver que ao longo destes anos alguém viu o PSD, fosse em Assembleia, fosse onde fosse, criticar o que estava a ser feito? Não, pelo contrário, sempre apoiaram tudo! Ou seja, em todos estes anos, limitaram-se a fazer presença.

    E aquela mais recente manobra do PSD nabantino, qual olívia costureira, em vir agora dizer que quer reunir com os outros partidos, para de forma rápida chegar a consensos para a extinção da freguesia, só porque não quer ser o único a ficar mal na fotografia?! É só artistas!
    Isso já nós do PS, que não criámos o problema, andamos a pedir há mais de um ano!
    Mas vamos por partes, o governo PSD, qual olívia patroa, decidiu como quis esta lei espúria que só serve para distrair de assuntos mais importantes. O responsável governamental e mentor desta lei da redução das freguesias é Miguel Relvas. O governo exige às Assembleias Municipais que se pronunciem até 28 de Agosto sobre as freguesias a extinguir no seu concelho. O Presidente da Assembleia como primeiro representante do povo deve ser o primeiro a ter opinião. O Presidente da Assembleia em Tomar é Miguel Relvas. Então o PSD de Tomar, em vez de vir fazer número, devia começar por perguntar a Miguel Relvas, que freguesias é que ele quer ver extintas em Tomar! Eles criaram o problema, e agora querem que os outros o resolvam?!
    Mas mais, a lei que o PSD inventou também diz que a câmara, se não tomar a iniciativa que leve à deliberação, deve apresentar um parecer (artº 11). O PSD já perguntou ao seu presidente e aos seus vereadores que freguesias querem ver extintas em Tomar?
    E tanto, tanto mais, onde explorar esta dualidade do PSD que faz, e o PSD que diz que não faz, que só pode ser novidade para quem não viva cá ou veja o PSD como o clube do seu coração.
    Porque para todos os outros, o PSD nabantino não se vai transformar por magia em nada de novo, as pessoas são globalmente as mesmas, a mesma falta de visão, a mesma falta de soluções, a mesma incapacidade para pôr Tomar a andar no caminho do futuro.
    O PSD é aquilo que é.

    Bom mas, com a diferença de serem cada vez menos, principalmente os jovens porque vão todos embora, os tomarenses também são os mesmos.
    Ainda falta um ano, estão quase todos os tomarenses à espera e a queixarem-se. Mas isso diz que não continuarão a votar como se estivessem a apoiar o clube de futebol? Que não continuarão a votar no mais bonito, no melhor falante ou no “sr.doutor”? Ou será que vão finalmente olhar para as ideias e perceber que não basta lamentar-se, que é preciso fazer alguma coisa, nem que seja apenas votar de forma diferente?
    Eu, confesso, já não tenho o otimismo de outros tempos. É que queixarem-se e falar mal dos eleitos, ouço realmente muitos a fazê-lo. Só que, nestes que há quinze anos nos levam para o buraco e ainda têm a lata de dizer que não, que eram outros, eu sei que nunca votei. Foi você?



    sexta-feira, junho 08, 2012

    chico espertice

    «TOMAR – PSD quer celeridade na discussão da reforma administrativa», lê-se na rádio Hertz, na sequência do comunicado enviado esta quarta à comunicação social.

    Era eu ainda presidente do PS em Tomar, e o PSD tinha por presidente José Delgado, quando fiz o repto público em vários debates, para que as forças políticas presentes na Assembleia Municipal de Tomar se sentassem à mesa para discutir, com a responsabilidade que compete aos autarcas eleitos, esta invenção do PSD.
    Fiz esse mesmo repto, mais que uma vez, em reunião de Assembleia Municipal.
    Nem o PSD nem nenhuma outra força política mostraram qualquer intenção de querer discutir o assunto.

    O PS nabantino, e já sob a liderança de Anabela Freitas, fez ainda várias reuniões pelas freguesias, com larga participação, para explicar às populações o que estava em causa.

    Com que lata vem agora o PSD concelhio, só porque percebeu que a lei vai mesmo avançar;
    porque quer parecer ser diferente do PSD camarário a quem quer arranjar pretextos para tirar a confiança política;
    porque quer dividir com os outros partidos o ónus político desta parvoíce de lei (parvoíce não tanto pelo princípio, mas pela forma como vai ser executada);
    porque não sabe como resolver o assunto com os seus autarcas de freguesia;
    dizer que eles é que querem chegar a consenso e que a discussão seja célere?!!!!!

    Ora, vamos por partes e sem rodriguinhos:
    O governo é do PSD;
    quem inventou esta lei que essencialmente serve para desperdício de tempo e distração de assuntos mais importantes foi o PSD;
    o mentor e responsável governamental por este processo é Miguel Relvas;
    Miguel Relvas preside em Tomar ao orgão a quem o governo pede que tome uma decisão, a Assembleia Municipal;
    foto d'O Ribatejo
    como primeiro representante desse órgão, o presidente da AMT deve ser o primeiro a ter uma opinião;

    Logo, o que todos queremos saber, e o que o PSD deve fazer deixando-se de teatro, é começar por perguntar a Miguel Relvas que freguesias pensa ele deverem ser extintas em Tomar!!

    quinta-feira, maio 31, 2012

    pela boca morre...

    Ferreira Leite e Carlos Carrão, tão fofos!
    foto do jornal Cidade de Tomar
    Ontem, a convite da JSD, esteve em Tomar Manuela Ferreira Leite, aquela senhora que depois de ter dito que deviam existir intervalos de 6 meses na democracia, teve depois (em 2009) a lata de afirmar que existia um clima de asfixia democrática em Portugal, provocado claro pelo culpado de todos os males, José Sócrates.

    Ora, o que terá ela dito ontem, na "terra política" do seu grande amigo Miguel Relvas?

    "só os burros não mudam"

    O município do Entroncamento, gestão PSD, é o mais recente da região a deixar de imprimir boletim municipal.
    Num comunicado enviado à comunicação social, que mão amiga fez chegar, lê-se que «nesta época de grande fragilidade económica e dando sequência a algumas medidas tomadas por este Município com o objetivo de diminuir a despesa, foi elaborada, pelos serviços, uma Revista Municipal em formato digital.
    (...)A nível do Setor de Comunicação foi necessário adotar novas medidas e definir novas estratégias, de forma a diminuir os custos inerentes à divulgação, não comprometendo, de forma alguma, a informação ao munícipe sobre a atividade municipal.»

    A câmara informa ainda que irá «no dia 1 de Julho, publicar um jornal do município, que será distribuído porta a porta e que terá custos muito mais reduzidos do que a atual Revista Municipal ou mesmo do que a atual Agenda Municipal, ambas em suporte de papel. (...) Desta forma estaremos a economizar recursos não só em termos de impressão, como também de distribuição, visto que, em vez de duas publicações passaremos a ter um único suporte de informação, substancialmente mais económico.
    (...) Esta Revista colocada hoje on line, no site do município, compreende os trabalhos realizados desde o dia 1 de Setembro de 2011 ao dia 29 de Fevereiro de 2012 pelos Serviços Municipais.»
    Disponível para consulta aqui.

    Ora, em Tomar, pelo contrário, temos uma câmara que até para anunciar medidas de contenção, faz publicar páginas inteiras a cores em 3 jornais......
    Sobre este particular do boletim municipal, há anos que eu e o PS andamos a propor a sua extinção no atual formato, largamente dispendioso e basicamente inútil, apresentando em alternativa propostas que em muito aumentariam a eficácia e a economia. Basta refletir no assunto com o mínimo de senso para perceber o que é óbvio.
    Só que, já se sabe, senso e óbvio são conceitos desconhecidos pelos doutos eleitos do PSD na câmara de Tomar.

    O adágio é antigo e a sabedoria popular costuma ser infalível. "Só os burros não mudam"!



    sexta-feira, maio 25, 2012

    Hum... cheira-me a esturro

    «Manuela Ferreira Leite nas jornadas da JSD Tomar», lê-se n'O Templário


    Esta irreverência da juventude!
    Então querem ver que foram convidar para vir a Tomar a senhora que, quando era líder nacional do PSD fez questão de deixar de fora das listas o, há muitos anos líder não oficial do PSD de Tomar - o mesmo que é líder não oficial do atual governo (resta saber por quanto tempo) - e formalmente Presidente da Assembleia Municipal de Tomar, embora já sem grande legitimidade ética para o ser, como já várias vezes referi.

    Estes jovens laranjas pá, são uns malandros! Qualquer dia ainda reconhecem que também não se revêem na atuação da câmara...
    Olha, talvez seja esse o mote da intervenção daquele "jovem empreendedor" que também está convidado, o Tiago Carrão...

    sábado, abril 14, 2012

    curtas (antigas)

    (este post foi escrito a "vintes" de março e ficou perdido no back office do algures. Publica-se agora que ainda vai a tempo.)

    O Templário desta semana traz na capa Carlos Carrão a afirmar que quer "marcar a diferença".
    Daquilo que todos vemos, está a conseguir... não me lembro de nenhum presidente de câmara em Tomar com bigode.

    De resto, no interior aparece uma entrevista longa com o agora presidente de câmara e candidato derrotado à liderança do PSD, onde além de dizer que quer marcar a diferença mas nada de concreto apresenta, e ainda reconhece alguns erros como se fossem uma coisa normal e natural e nada houvesse a fazer. Como a questão do alojamento da comunidade cigana, para a qual eu e outros, o PS, nos fartamos de alertar, de propor, de reivindicar, mas sempre ignoraram. E agora perdem-se uns milhões de euros do QREN e o problema continua por resolver.
    Para mim isto tem um nome: gestão danosa. E tem responsáveis: Carlos Carrão é um dos principais, mas há um coletivo, é o PSD.

    - Ainda o jornal O Templário, organizou um colóquio no passado sábado sobre a Festa dos Tabuleiros a que havia aqui feito referência prévia.
    Uma boa iniciativa, a repetir, e que no meu entender é mesmo uma "obrigação" da comunicação social: a promoção do debate de temas que importem à comunidade onde estão inseridos.
    (tinha aliás pensado em escrever um artigo sobre o assunto a enviar para o jornal caso o quisessem publicar, mas passou o tempo. Mais oportunidades haverá certamente para falar sobre A Festa)

    - O concerto da Rita Redshoes teve em Tomar cerca de 50 espetadores. A questão da cultura e da sua promoção é algo que abordo com regularidade, e sobre este ponto, Luís Ferreira escreveu muito bem, por isso não vale a pena acrescentar mais nada.

    - Também o Luís Ferreira escreveu, e deve ser lido, sobre outra questão pertinente que são os eventos desportivos e o seu impato na restauração e hotelaria. Só quem não saia de casa ou ande muito desatento não verificou isso mesmo durante o passado fim de semana em Tomar, motivado pela realização do campeonato nacional de duplo mini trampolim.

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    segunda-feira, março 19, 2012

    “Os gomos desavindos da laranja nabantina”

    foto rádio Hertz
    Das eleições da passada sexta para a liderança do PSD nabantino, saiu vencedor como antecipavam todos os minimamente atentos, João Tenreiro.

    Ao meu anterior adversário em tempos de jota, e também de debates radiofónicos, os sinceros parabéns!

    Claro que, uma coisa são os votos pessoais, outros são os políticos. Em relação a esses, deixo a minha crónica da passada quarta na rádio Hertz:




    «Esta próxima sexta dia 16 haverá eleições para a liderança do PSD em Tomar. Eu não tenho por hábito falar da vida interna de partidos que não o meu, mas esta não é apenas uma questão interna do PSD.
    Não só porque o PSD é o partido que desde 1997, há 15 anos gere os destinos do concelho, como um dos dois candidatos à liderança é Carlos Carrão, o atual presidente de câmara e o auto anunciado candidato às eleições autárquicas do próximo ano.
    Não é novidade, já em 2009 Carlos Carrão anunciara que seria candidato nas eleições desse ano quer o PSD o escolhesse quer não. O PSD escolheu o já afastado Corvêlo de Sousa, mas Carrão recuou e aceitou ser o segundo, especulando-se desde aí que, com um acordo prévio para que Corvêlo saísse a meio do mandato, como veio a acontecer.
    E agora, se o PSD não escolher Carrão, manterá ele a intenção de ser candidato mesmo que numa lista independente ou voltará a aceitar um lugar secundário?

    Aconteça como acontecer, passe o líder a ser Carlos Carrão, mas mais ainda se for João Tenreiro, o PSD terá sempre a intenção, como já vem acontecendo nos últimos tempos, de dizer que este é outro PSD, que não tem nada a ver com os protagonistas e as opções por estes tomadas ao longo destes 15 anos, opções erradas e muito lesivas para Tomar e para os tomarenses como se vem demonstrando e, tanto, que há ainda a revelar!
    Isso é o que tem de ser contrariado, ninguém se pode deixar levar por tal falacioso discurso. Os partidos são entidades coletivas, e é o coletivo responsável pela escolha dos protagonistas e das acções que tomam, o coletivo é o responsável pelas ideias e pelos projetos, e o PSD tem de ser responsabilizado não apenas pelo passado nestes 15 anos, mas também por aquilo que representa de dificuldades no presente e que continuará a ter implicações por muitos anos no concelho nabantino.
    A elevada dívida do município, as obras dispendiosas e inúteis, os investidores mal tratados e afugentados, os jovens que deixaram o concelho, as, tantas, oportunidades perdidas. Mais que qualquer responsável individual há um responsável colectivo por tudo isso a quem não podemos permitir que tente passar uma borracha pela memória da nossa comunidade: o grande responsável pelo estado a chegámos é o PSD.

    Além disso, aconteça o que acontecer à liderança do PSD nabantino na próxima sexta, estas são as mesmas pessoas, estas são as mesmas opções que escolheram António Paiva, os mesmos que acompanharam e permitiram todas as fantasias, as teimosias, todas as faltas de lógica, de bom senso, de razoabilidade daquele que se veio a tornar, na minha opinião, o pior e mais lesivo presidente de câmara que as margens do nabão já conheceram depois do 25 de Abril.
    Os seus sucessores Corvêlo e Carrão, seus anteriores vereadores e como tal seus primeiros conluiados, representam apenas a continuidade da mesma lógica, acrescida somente da decadência de ideias e falta de visão e audácia, próprias de um ciclo político que chegou ao seu fim.
    E essa é precisamente a mesma condição dos que no PSD se afirmam agora a alternativa: apoiantes, defensores, muitos deles autarcas ao longo destes 15 anos, onde não apresentaram críticas, não discordaram, nada fizeram, antes pelo contrário, para alterar o rumo ruinoso, esse rumo que em campanhas sucessivas afirmaram que viria a ser o certo, mas que a realidade hoje demonstra e mais demonstrará, que era fantasioso porque completamente desfasado da realidade; que era errado porque baseado numa ideia elitista de cidade onde se priveligiaram os com mais e se mandaram os outros embora, particularmente os jovens; que era ruinoso porque 15 anos depois todos os dados – de número de habitantes, de empresas, de vitalismo do comércio, de desemprego, de qualidade de vida, da gestão e dívida do município – todos, todos pioraram.

    Eu não sei nem me preocupa quem ganhará a liderança do PSD nabantino na próxima sexta, mas o reconhecimento destas evidências é o que eu gostaria de ouvir por parte do novo líder; um reconhecimento de todos os erros e daqueles que os cometeram; e depois, qual é o projeto, qual é a estratégia, que ideias novas diferentes do que andaram a fazer nestes 15 anos, têm afinal para Tomar?
    Isso gostaria eu de ouvir, e eu bem sei que sou suspeito, mas do PSD em Tomar não acho ser possível esperar alguma coisa. Mas isto, sou eu… o que conta mesmo é o que pensa o coletivo comunitário que somos. O que pensam os já menos de 40000 eleitores tomarenses: vivem ainda na ilusão, ou já perceberam que é preciso mudar?»

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    quarta-feira, fevereiro 22, 2012

    vira o disco e toc'ó mesmo

    "O eleito presidente da Câmara de Tomar, Corvêlo de Sousa, cuja baixa médica terminava neste dia 22, apresentou a renúncia ao mandato." lê-se n'O Templário.

    "Carlos Carrão confirma, nesta quarta-feira, candidatura ao PSD", conta-nos a rádio Hertz.

    Tanta surpresa no mesmo dia é de nos deixar extasiados!!.......
    É claro que, agora que se confirma em definitivo a substituição a meio do jogo de Corvêlo por Carrão, sabendo que ainda antes do início do mandato, ainda antes da campanha propriamente dita, já na comunidade circulava a notícia, muitas vezes vinda de elementos sociais-democratas, que o estava acordado era mesmo isto, que haveria substituição a meio do jogo e, tanto Corvêlo como Carrão, como outros responsáveis do PSD sempre negaram o que agora se confirma como facto, é caso para perguntar:

    - O PSD enganou deliberadamente os tomarenses?

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    terça-feira, fevereiro 21, 2012

    curtas

    - Quinta-feira pelas 10h da manhã, será entregue a petição contra a atual reorganização do CHMT na Assembleia da República. A petição conta com cerca de 6000 assinaturas.

    - A propósito do CHMT Miguel Relvas, presidente da AMT e número 2 do Governo (ou será número1?) tem dito que um governante não pode favorecer o "seu" concelho. E eu concordo.
    Mas não fui eu que andei em Tomar na última campanha das legislativas a dizer que era preciso votar no PSD porque Miguel Relvas ia para o Governo defender os interesses de Tomar...

    - A CMT aprovou, tardiamente, um conjunto de 52 medidas de austeridade, entre as quais reduzir gastos com publicidade.
    E fez um anúncio para dizer isso mesmo em página inteira nos dois jornais locais, mais um distrital...
    Bom senso e coerência são coisas tão raras na nossa câmara!

    - A Cruz Vermelha de Tomar abriu uma Loja Social na rua de São João, que entre outros projetos irá para já vender roupa a preços simbólicos. notícia rádio Hertz.
    Este tipo de projeto é uma mais valia, e foi várias vezes proposto pelos socialistas para ser desenvolvido pelo município, ainda que como costume, ignorado por "quem manda".
    Carlos Coelho e a sua equipa estão de parabéns. Votos de sucesso para este e futuros projetos.

    - Hoje é dia de Carnaval e eu estou na minha escola a trabalhar...
    É verdade que tenho que fazer, estou a concluir o SIADAP do pessoal não docente, mas isso podia ser feito em qualquer outro dia. Na verdade, hoje a utilidade da escola estar aberta, bem como todas as outras, bem como a generalidade dos serviços públicos, é mesmo só para aumentar a conta da EDP e afins.
    Além do mais, eu que nunca fui dado a doenças estou meio doente. Raio da velhice.

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    terça-feira, fevereiro 07, 2012

    as pieguices de Passos


    Se fosse o Sócrates e o PS que dissessem e fizessem um décimo do que o PSD já disse e fez em tão pouco tempo, o que diriam os comentadores, que parangonas trariam os jornais, etc etc... mas estamos em ciclo laranja azul amarelo e, quando assim é, para os "garantes morais" do regime parece que tudo é normal.

    Sobre o último dos disparates contraproducentes e, essencialmente, mesquinho, que é esta medida absurda e na prática mais dispendiosa para o Estado, porque nesse dia a única produtividade dos serviços públicos será o aumento do gasto energético, o primeiro-ministro teve a coragem de dizer aos portugueses para deixarem de ser piegas!!!

    Quer dizer, o Manuel Pinho deixou de ser ministro porque fez uns chifres a um deputado que até estava a merecê-las, mas parece que neste governo se pode fazer e dizer tudo aos portugueses! Só podem mesmo estar a gozar connosco.

    Bem que eu questionava já em Novembro se este Governo ia ficar desgovernado tão rapidamente, a ponto de conseguir bater o recorde do de Durão Barroso, e o certo é que com este caminho de disparate em disparate, a coisa não pode mesmo correr bem...

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