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quinta-feira, maio 07, 2020

A liberdade que temos e queremos


Texto publicado na edição de 1 de maio do jornal Cidade de Tomar.

Assinalar do nosso dia da Liberdade, o 25 de abril, é sempre bom momento para fazer reflexões.
Vivemos tempos absolutamente extramundanos, dias tristes, quase que irreais, que requerem, e vão continuar a requerer de nós uma grande capacidade de resiliência. O mundo mudará seguramente depois desta pandemia, que não sabemos quando terminará, mas seguramente continuará também enquanto crise económica e social, provavelmente a maior desde a 2ª guerra mundial.
O nosso país como sabem estava bem preparado financeira e economicamente, mas o embate desta crise é, vai ser, seguramente colossal.
Os momentos de crise são também bons para questionar – a nós mesmos, ao mundo, à vida.
Não a crítica fácil e tanta vez desmesurada e descabida ao outro, aos outros. Não a quem está na linha da frente e tem de tomar decisões e a quem tem de agir perante matérias para as quais ninguém estava preparado e todos os dias tem de reagir e criar novas soluções. Para isso haverá tempo.
Não, o que me refiro é à reflexão pessoal. Quem me conhece há muito, e particularmente na política e no partido socialista, já me terá muitas vezes ouvido ou lido a lançar o repto: para que serve a política?
É nestes momentos mais que todos, que essas questões são ainda mais pertinentes. A politica é… muita coisa. A arte do possível, da decisão da coisa pública… e nos próximos tempos, que vão ser difíceis, e provavelmente o advento de um mundo novo, um mundo que depois da enorme batalha vai precisar de forças para se reerguer, um mundo onde muitas decisões vão ser necessárias.
Espero eu, trabalharei por isso, que sejam decisões e transformações com valores do socialismo, que são os do humanismo, os do ser humano e do coletivo que somos.
Há muito a resolver a nível mundial, europeu, nacional, mas há também muito que poderemos fazer a nível local. Será preciso união, será preciso junção de esforços, será preciso… no espírito de John Kennedy pensar não tanto no que possam fazer por nós, mas no que poderemos fazer pelos outros e pela nossa comunidade.
Neste dia em que comemoramos a Liberdade, é também importante refletir no que ela significa. Num tempo em que, para um número cada vez maior da população portuguesa, como eu, a Liberdade chegou ainda antes do nascimento, o risco de se dar como adquirido aquilo nunca o está é cada vez maior.
Movimentos populistas, movimentos que se apoiam na desinformação de parte da sociedade e na velocidade que as novas tecnologias permitem essa propagação de mentiras e manipulação, sempre depois mais difícil de desmentir e corrigir, são cada vez mais perigosos.
O mundo perde valores, vê muitas vezes a política como coisa nefasta, não gosta da participação a esse nível e é muito fácil e muito bem vista a critica tanta vez insultuosa às instituições em geral e, independente do caráter, do espetro partidário ou qualquer outra particularidade, a todos os que desempenhem funções que são em verdade em prol dos demais.
E isso sempre foram os sinais, desde que há memória, e que os gregos antigos inventaram o conceito de democracia, para abrir caminho à perda dessa liberdade.
E, quase sempre o risco está nas pequenas coisas. O insulto fácil promovido pela aparente segurança quase que anónima do ato da participação de teclado, sem rosto ou história de vida, em que qualquer um se torna controlador dos outros e das suas ações, em que qualquer um aponta o dedo ao outro sem qualquer filtragem de ter ou não legitimidade ética e moral para o fazer;
Os julgamentos de caráter cada vez mais feitos na praça pública sem qualquer controle ou respeito pelas garantias e liberdades individuais, são perigos para todos nós e para o nosso futuro. No fundo, esquecendo um princípio muito basilar daquilo que deveria ser uma existência cidadã em democracia: primeiro a autocrítica, primeiro olharmo-nos ao espelho.
Bom mas, eu gosto sempre de me focar nos apetos positivos. E se temos maus exemplos, temos muitos aspetos positivos e bons sinais para continuar a acreditar e a ter esperança no futuro.
Poe exemplo, há cada vez mais praticantes do voluntariado, seja nas questões sociais e humanistas, seja nas da sustentabilidade e da nossa sobrevivência global enquanto humanidade, enquanto planeta, temas que até há poucos anos não estavam sequer no dicionário das preocupações.
Nos tempos que atravessamos isso tem sido bem notório. Sim, como sempre, há os que de tudo se queixam e quase sempre devendo ser os que mais se deviam calar. Mas o importante são os que metem mãos à obra, os que fazem, os que dão de si a pensar nos outros. Além dos excelentes profissionais nas mais diversas áreas.
E aqui não podemos esquecer todos os que, nesta fase que atravessamos, da área da saúde, da segurança, da proteção civil, da alimentação, das áreas sociais ou da educação, aos trabalhadores do município ou tantos que nas suas áreas profissionais dão tudo de si, muitas vezes enfrentando riscos, para trabalhar pelos demais -
Também não posso enquanto líder dos socialistas em terras nabantinas, deixar de particularizar e agradecer aos autarcas que estão também todos os dias no terreno, e a todos os militantes e simpatizantes que nas últimas semanas se têm disponibilizado para ajudar naquilo que venha a ser necessário.
O mundo mudou, vamos ter de nos habituar a isto, conseguir ultrapassar a desconfiança que agora muitos temos uns dos outros, e a viver numa realidade diferente desta, no dia em que nos for permitido “regressar à normalidade”, a uma nova normalidade.
Voltar a ter confiança para sair à rua e estarmos uns com os outros, como humanidade, como comunidade. Esperança, resiliência, nós vamos ultrapassar isto,
Por Tomar, pelos tomarenses. Por Portugal, pelos portugueses. Por todos nós e cada um.
Viva a Liberdade! Viva a Humanidade!
Hugo Cristóvão
Presidente da concelhia de Tomar do PS

terça-feira, novembro 12, 2019

Todos somos Educação?

texto publicado no jornal Cidade de Tomar de 1 de novembro de 2019

“A criança gozará dos direitos […] reconhecidos a todas as crianças sem discriminação alguma, independentemente de qualquer consideração de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou outra da criança, ou da sua família, da sua origem nacional ou social, fortuna, nascimento ou de qualquer outra situação”
Princípio 1, Declaração Universal dos Direitos da Criança, aprovada pela ONU em 1959

Decorreu na última sexta uma Assembleia Municipal temática, por requerimento do PSD, dedicada à Educação que, como se antevia, serviu para coisa nenhuma. Foi, como dificilmente não deixaria de ser, uma mão cheia de lugares comuns.
Reivindicam os eleitos do PSD na AM, por exemplo, que a carta educativa está desatualizada e deveria ter sido atualizada desde 2011. Pois eu digo que a carta educativa que está aprovada em Tomar é uma fantasia desde quando foi aprovada em 2008 – e digo-o desde então.
Veja-se a título de exemplo que esse documento prevê a construção de novas escolas nas Avessadas (duas!), Flecheiro e Machuca, além de em todas as então 16 freguesias.
E o que fez o PSD com essa carta educativa? Construiu uma escola em Casais com mais do dobro da capacidade que alguma vez poderia ter; uma EB23 (Nuno Álvares Pereira) claramente desnecessária como já o bom senso indicava e alguns como eu se fartaram de afirmar (e da qual tivemos que devolver 700.000€ aos fundos europeus por obras desconformes!), aumentando muito os problemas de excesso de instalações que agora tentamos resolver; ou uma EB1 (Raul Lopes), deixando o pré-escolar de fora nas mesmas velhas instalações.
Portanto, o interesse destes eleitos na carta educativa é uma falácia, uma brincadeira de crianças ou de quem quer tentar iludir os demais.
Leram algures umas coisas, que depois tentaram replicar, como o cruzamento com o PDM, como se existissem novas escolas para construir no horizonte de uma década; ou sobre a territorialização da educação, como se a Carta Educativa fosse solucionar essas questões ou dela estivessem dependentes.
Bom mas, e não vamos promover a revisão da carta? Vamos, no tempo e pelas razões definidas em conjunto com os demais 12 municípios do Médio Tejo, e não só porque o PSD local viu aí uma bandeira.
Alegam os eleitos do PSD que não há estratégia municipal na educação, falta de liderança, desnorte, e um conjunto alargado de chavões em jeito de “bota abaixo” que só podem mesmo significar um ato de contrição por aquilo que o PSD fez em boa parte dos seus últimos 16 anos de governação, ou não tivéssemos agora que andar a corrigir muitos desses despautérios. E já se sabe, é nestes casos muito mais difícil corrigir que fazer bem à primeira.
Dizem os eleitos do PSD que o Conselho Municipal de Educação não reúne suficientemente. Mas os factos são que foi comigo que os Diretores de Agrupamento Escolar, os Presidentes de Conselho Geral, os representantes do ensino privado (João de Deus), da Escola Profissional, das duas escolas de ensino artístico da cidade, e do Centro de Formação de Professores, por exemplo, passaram a estar presentes. Ou seja, porção significativa da comunidade educativa não fazia sequer parte.
Ainda assim, se há algo que detesto é fazer reuniões “para cumprir calendário”, é aliás dos principais problemas do país e da administração pública em particular. E, portanto, farei tantas reuniões quanto necessárias, desde que sirvam para algo. Reuniões em que se entra mudo e sai calado, fujo delas. Para bom entendedor…
Mas o que interessa é a ação concreta e aquilo que temos feito nestes últimos 6 anos e continuaremos a fazer:
Mais apoio na ação social escolar, nos transportes escolares, nas atividades oferecidas às crianças e no aumento de entidades locais que prestam essas atividades;
No diálogo, apoio e pagamento atempado às Associações de Pais. Aliás, não fomos nós que escolhemos este péssimo modelo (como alguns como eu na altura alertaram) que transformou as AP’s do nosso concelho em empresas, forçadas a ter contabilidade, quadros de pessoal, contratos com fornecedores… Mas somos nós que passo a passo o estamos a substituir, com diálogo e bom senso, à medida das necessidades de cada uma dessas AP’s;
Teremos em breve o Centro Escolar da Linhaceira terminado, planeado e projetado com a comunidade local para não existirem os erros do passado, e com isso deixaremos de ver no nosso concelho alunos a ter aulas em contentores;
Continuaremos a fazer diretamente, ou através dos fundos que anualmente transferimos para cada uma das juntas de freguesia, manutenção e pequenas obras regulares em cada uma das escolas de pré-escolar e 1ºciclo;
Continuaremos a reforçar muito além do que a Lei nos impõe, o pessoal não docente nas escolas, cerca de 160 funcionários que representam já um terço do total dos funcionários municipais;
E claro, também as decisões difíceis quando têm que existir. Por muito que custe é para isso que somos eleitos, para tomar decisões. Há salas de aula, há instalações a mais para os alunos existentes, e, portanto, vai continuar a ser necessário otimizar recursos e fazer as reformas que para tal se imponham. Sempre na lógica de com os melhores meios prestar o melhor serviço possível.
Afirmo-o há muito e, por mais que se tente negar, há sempre o momento em que a realidade se impõe. O problema não é de agora, e ainda vai piorar nos próximos anos. A taxa de natalidade é um dado objetivo, não é uma opinião.
Em suma, continuaremos a trabalhar com rumo definido, no calendário determinado e não no que nos queiram impor, com articulação com a comunidade educativa, com valores sociais e perspetivando sempre a boa gestão e a igualdade de oportunidades que a educação deve promover. Porque a educação é e será a principal base para ter uma sociedade mais justa e desenvolvida.


terça-feira, setembro 19, 2017

Pedras no caminho certo?

artigo de opinião publicado no jornal Cidade de Tomar de 15 de setembro

Se defendo que quem governa não comenta, fui coerente durante estes quatro anos em deixar de escrever opinião neste jornal. Agora, ao menos uma vez e porque se avizinha novo momento de decisões importantes para a nossa comunidade, sinto o dever de dizer algo.
Trabalhámos muito nestes 4 anos e com condições muito difíceis, e propomo-nos a continuar a fazê-lo. E há muito trabalho pela frente.
Internamente, continuar a reduzir a dívida e restruturar serviços, continuar a rever regulamentos e procedimentos, tendo sempre em vista a simplificação administrativa e a facilidade de acesso e economia dos munícipes.

Continuar e aumentar a promoção do concelho no exterior a vários níveis, aumentar e qualificar os eventos seja na cultura, no desporto ou noutras áreas, para que a indústria do turismo continue a crescer de forma sustentada, a criar postos de trabalho e a movimentar a economia local.
Rever os instrumentos de gestão do território que têm sido castrantes para o desenvolvimento urbano e levar o novo PDM a discussão pública. Continuar a apostar na reabilitação urbana e na requalificação de espaços da cidade (e nas aldeias) como as avenidas de acesso à cidade ou a Várzea Grande cujos projetos estão em andamento, ou a zona ribeirinha do Flecheiro após a saída total de quem ali foi colocado há mais de 40 anos.

Sobre isso, muito se falou ao longo desses 40 anos mas até este mandato, por iniciativa da Câmara nunca dali tinha saído uma família, nunca tinha sido derrubada uma barraca. Hoje, das 230 pessoas que ali encontrámos no início deste mandato, estão apenas cerca de 150 e vários projetos em curso para retirar as restantes. (E não, apesar dessa mentira ter pegado, nunca prometemos resolver o assunto em 100 dias).
Na área da habitação aliás, e depois do abandono a que os bairros sociais estiveram durante anos, no trabalho conjunto com a freguesia urbana foram reabilitadas e já entregues mais casas do que em qualquer outro mandato autárquico. E, não interessa nada porque não podemos olhar a isso, mas para que conste a verdade, ao contrário do que é dito, a maioria das famílias que iniciou nova vida não é cigana.

Apesar da redução da dívida, e com esforço de rigor e contenção, foi possível nestes 4 anos aumentar os apoios sociais, bem como os apoios na área da educação. As associações de pais por exemplo, recebem hoje a tempo e horas quando há 4 anos, existiam associações a quem o município devia refeições e ATL’s há 9 meses!
Isso é o que se passa também com a generalidade dos fornecedores que hoje recebem na casa dos 60 dias. Que diferença daquilo que encontrámos! O município de Tomar voltou a ter crédito na praça, quando há 4 anos muito fornecedores já só com dinheiro à frente.
E apesar desse rigor e contenção, aumentou-se o apoio ao associativismo e mudaram-se as regras tendo pela primeira vez todas as associações podido candidatar-se independentemente da área em que funcionam.
Aumentaram-se (e muito!) as transferências para as juntas de freguesia, e sempre por acordos de execução, ou seja, com destino previamente acordado, ou que permitiu muito mais obra por todo o concelho, com rigor e transparência.
Resolveram-se problemas de anos, como a ponte do Carril, a estrada da Serra e várias outras, a obra do mercado, o parque infantil ribeirinho, e tanto mais – tudo saído do orçamento municipal sem 1 cêntimo de fundos comunitários!

Cometemos erros, claro. Só quem não trabalha não erra. Particularmente na fase inicial do mandato houve um ou outro que são bem conhecidos. Mas foram resolvidos e servem de aprendizagem.
Não fizemos tudo o que gostaríamos de ter feito, nem ninguém o conseguiria fazer, muito menos com o estado de coisas que encontramos. A dívida sufocante (mais de 37 milhões); os 80 casos em tribunal; a desorganização dos serviços; os veículos, dos bombeiros às obras passando pelos camiões do lixo, em muitos casos a cair de podres.
Verdade por outro lado, é que tanto se inventou contra a câmara nestes quatro anos. É percetível, incomodámos alguns instalados e um certo sistema de hipocrisia social, mas não devemos ignorar e deve ser combatido quem tente manipular ou condicionar a opinião pública com recurso a mentiras ou meias verdades. E muito menos se forem pessoas que tenham ou já tenham tido responsabilidades.
Algumas forças conservadoras que nunca conseguiram aceitar o facto dos tomarenses terem preferido o Partido Socialista nas últimas eleições, um ou outro com ambições de vir para o município como eleito ou como “convidado”, um ou outro só porque gosta de ser do contra ou “dono da verdade”. Um ou outro que é já problema de saúde mental.

Poucas vezes nestes 4 anos se discutiu na praça pública política séria e com interesse para a comunidade e gestão municipal. Inventaram-se histórias, discutiram-se minudências, ameaçaram-se pessoas por não serem da mesma opinião.  E neste fim de campanha o que ainda estará para vir…
Quando se avalia o trabalho em termos da Presidente ou de algum de nós ir ou não à missa, ou estar melhor ou pior vestido, está tudo dito sobre como algumas pessoas ainda pensam sobre o que deve ser a avaliação do trabalho dos políticos e daquilo que deve ser a comunidade.

Só que, apesar de tudo isso, não há qualquer dúvida de quem é a liderança e a equipa melhor preparada para continuar este caminho, continuar a trabalhar em conjunto cada vez mais com a generalidade das instituições, combater um certo cinzentismo e bota abaixo militantes na comunidade, e ter como agora se sente cada vez mais, uma comunidade que olha para o que une e não para o que divide, uma comunidade que percebe que o fazemos juntos fazemos melhor, uma comunidade que olha para os obstáculos com vontade de os resolver e não de culpabilizar alguém por eles.
Por tudo isto, com pensamento sempre positivo e a olhar para o lado certo da vida, apetece terminar este texto com aquela velha frase popular: pedras no caminho? Apanhamo-las todas e ainda vamos fazer (mais) um castelo!
E dia 1, a decisão é de todos e de cada um. Que ninguém deixe de exercer o dever da escolha.

Hugo Cristóvão

Vereador

terça-feira, outubro 06, 2015

Rescaldo eleitoral

Agora que o frenesim  da campanha e dos seus resultados passou, algumas pequenas reflexões sobre a última contenda eleitoral, partilhadas com quem as quiser:

- Cada vez mais se prova que campanhas nacionais se fazem pelos media nacionais, e pouco relevante é o que se faça a nível local (ainda que cada pequeno universo possa ter influências do seu contexto).
Por exemplo, o PSD-CDS praticamente não andaram na rua, e quando o fizeram quase sempre em cenários controlados, e no entanto foram os mais votados.
O resultado do BE, não ignorando o bom trabalho de Catarina Martins e Mariana Mortágua (que conseguiram fazer esquecer algumas saídas) e a capacidade de eliminar qualquer outro "ruído", por contraponto ao cansaço e à imagem de mais do mesmo em relação à CDU e aos demais, não deixa ainda assim de ser a prova de como os media determinam o pensamento geral "do povo".

- As sondagens, ou a espécie de sondagens que foram surgindo em catadupa (e que aliás deviam ser fortemente regradas, a bem da democracia) provaram para que servem: condicionar o pensamento geral. Tornou-se evidente a ideia, por essas sondagens criada e veiculada pela comunicação social particularmente na última semana, que a coligação tinha ganho antes de o ter e que o PS não tinha qualquer hipótese.
Até o Ricardo Araújo Pereira ajudou...

- É mais que tempo de mudar a forma de fazer de campanha. Muitos dos estrategas continuam delinear campanhas como se estivéssemos em 1974...
Comícios onde todos os que lá estão são arregimentados, visitas a mercados, e coisas do género, que não valem um voto e por vezes ainda retiram.
É preciso acabar com os desperdícios financeiros e "ruidosos" das campanhas: Outdoors, merchandising, multiplicação de panfletos, etc, que também não valem votos antes pelo contrário.
Estive na Alemanha nas últimas eleições regionais desse país. Pensam que lá se gasta como cá?!
E claro, falar de mais e sobre demasiados assuntos prejudica qualquer campanha.

- Sobre o falar demais... há muito se provou que, como nos policiais americanos, tudo o que se diz pode ser usado contra nós, mas há muito quem teime em não aprender com isso. Que o diga por exemplo António Costa e as vitórias por poucochinho...

- Gerir a estratégia das redes sociais, nomeadamente o fcbk. Bom, isto era toda uma dissertação. Digamos apenas que, menos seria mais, e que era tão bom voltarmos ao tempo em que os telemóveis serviam apenas para telefonar... A vaidade e a ligeireza com que se colocam fotos e fazem afirmações irresponsáveis...

Está provado há muito, lamentavelmente, que programas eleitorais dizem pouco aos portugueses. O PS andou durante meses a preparar um programa que apresentou devidamente. A coligação quase não tinha programa, mas um conjunto de promessas do Governo que foi pondo na rua na fase final de campanha. Mais, o PS deixou que o seu programa se tornasse assunto de campanha, ao contrário de quem estava em juízo, a coligação.
(temos exemplos nabantinos que mostram o mesmo, por exemplo, o PSD ganhou e por maioria absoluta a câmara municipal em 2005, sem apresentar qualquer programa eleitoral).

- A coligação de direita foi a mais votada, mas muito longe de ter ganho, uma vez que mais de 63% dos eleitores votaram noutros partidos, na sua maioria de esquerda (falta ainda fechar os resultados da emigração). Ou seja, leiam-se os resultados ao jeito de cada um, facto é que a maioria dos votantes manifestou estar contra a política seguida nos últimos anos.
E, curiosidade interessante, PSD e PS têm o mesmo número de deputados.

- Como costume, o partido mais votado foi o dos abstencionistas, batendo um novo recorde. E depois reclamam. Mas os partidos também não querem tirar ilações...
Sobre isso, apesar do resto, há muito que urge a necessidade de implementação do voto eletrónico. Estou convencido que a abstenção reduziria drasticamente se - e o voto eletrónico permitiria isso - em vez de ter de ir à sua mesa de voto, o eleitor pudesse votar em qualquer uma no espaço do território nacional. São muitos os milhares de portugueses deslocados no território e que por várias razões não têm hipótese de ir votar. O que é muito diferente dos que se estão nas tintas.

- Como no país, também no meu partido parece existir dificuldade em aprender com os erros. Ainda não está o fogo totalmente rescaldado, e há já malta a querer novas fogueiras.

Duas notas mais locais:
- As eleições devem ser feitas em torno de ideias e projetos, mas não deixo de salientar com tristeza a não eleição do nabantino Hugo Costa. Ainda assim, o futuro ninguém o sabe.
- O resultado na freguesia da Sabacheira, onde sabe-se-lá porquê o PSD nabantino muito tem investido, foi positivo para o PS, o que prova mais uma vez naquela freguesia que não vale tudo na política, e que a politiquice mesquinha e mentirosa mais que dar resultados, denuncia e castiga quem a faz.

quinta-feira, setembro 25, 2014

Seguro Compromisso

Há um processo partidário que se arrasta há uns tempos e que começou mal, desde logo porque inesperado, e sobre o qual me tenho mantido em público silêncio, por vontade e por outras prioridades. Mas agora que a tempestade voluptuosa da contenda parece amainar, e de parte a parte os mais turbulentos parecem ser calados pela decência da ponderação e da elevação, é tempo de dizer que, apoio António J. Seguro.

Nada me move contra António Costa, e esse é o primeiro sublinhado. Na vida, na política, ou dentro de um partido, apoiar alguém não é estar contra outrem! Grow up kids!
Mas admito que não gostei particularmente da forma como surge, quase que endeusada, a candidatura do camarada Costa. As regras são a base da democracia e os partidos, sem os quais ela não existe, devem ser os primeiros a dar o exemplo e por isso, todo este decurso foi estranho e prejudicial ao PS, aliviando as atenções de quem as deve ter sempre, o governo.
E os cidadãos, já tão fartos e alheados da política e dos políticos, não precisam de mais exemplos que possam alimentar a má vontade contra quem elegem.

Mas pronto, as regras foram redefinidas, o processo avançou e há neste, como em tudo, danos e benefícios sendo que o mais relevante parece já ser inegável: as primárias, há tempo defendidas por muitos onde me incluo, vieram para ficar e será mais uma vez o PS – como aconteceu com a eleição direta do secretário geral ou com as quotas de paridade, por exemplo – a marcar a forma de funcionamento dos partidos na sua modernização e abertura à sociedade.
 Agora, além dos militantes, muitos outros terão a oportunidade de exprimir a sua opinião sobre aquele que sem grandes dúvidas será o próximo primeiro-ministro deste país.

E voltando ao início, apoio Seguro. Porque na política como na vida, a palavra, e com ela o compromisso, e com eles a confiança, são prática e valores que é só sei respeitar. Para mim, sempre.
A palavra é um contrato, e se nada mais houvesse, seria razão inteira para apoiar Seguro.
Tudo o demais, das qualidades e das ideias dispenso por agora, até porque duvido que alguém ainda se deixe convencer, a maioria saberá quem escolher.
Há de qualquer forma para mim algo evidente, ou não seria militante e tudo o mais, convicto socialista. Salvo alguma exceção grave, o secretário geral, bem como o candidato a que quer que seja do meu partido será a pessoa que apoio. Goste mais ou menos do estilo, do nome, dos amigos e de quem o rodeie, será sempre a pessoa que mais se aproxima dos valores que defendo, e estranho seria se assim não fosse!

Com Costa, ou com Seguro como espero, a partir de segunda todos somos precisos para continuar a lutar por este país. Saibamos sarar feridas e fortalecermo-nos com elas.
De 29 em diante, Avançamos Juntos.

 

quarta-feira, agosto 14, 2013


O "algures aqui" tem andando muito parado, não só porque este agosto é por quem nele escreve, algures dedicado a Tomar, mas como entre mais, muito porque o que agora mais importa vai passando por AQUI. Passe por lá também.

sexta-feira, abril 19, 2013

socializar

 
No dia 19 de Abril de 1973, na cidade alemã de Bad Munstereifel, militantes da Acção Socialista Portuguesa idos de Portugal e de diversos núcleos no estrangeiro, reunidos em Congresso, aprovam, por 20 votos a favor e 7 contra, a transformação da ASP em Partido Socialista. Finda a votação, todos os congressistas aplaudiram de pé a deliberação. Eram 18 horas.

40 anos volvidos, o PS foi o grande responsável por muito da nossa Democracia e de grandes conquistas do Estado Social que agora um governo ultra liberal e uma europa mercantilista querem destruir.

Em Tomar, o PS realiza hoje pelas 18 horas um pequeno lanche convívio na tasca (cujo nome agora me está a falhar, mas que que se sita na rua dos antigos "passarinhos") onde os primeiros socialistas se juntavam para debater e conviver, e que serviu de primeira sede não oficial nesses tempos idos.

quarta-feira, abril 17, 2013

reclicar, reabilitar, reabitar







Regeneração (ou reabilitação) Urbana. Um importantíssimo tema para os centros históricos das cidades, vilas e aldeias, importantíssimo para Tomar, não só para a (re)dinamização da vivência dos espaços e sua recuperação arquitetónica, mas também como estímulo à economia e à criação de emprego.

Em discussão esta quarta tendo Anabela Freitas, candidata socialista à presidência da Câmara de Tomar, convidado para orador principal, Rui Paulo Figueiredo, presidente da concelhia socialista de Lisboa, e deputado na AR, membro da Comissão de Economia e Obras Públicas.

sexta-feira, março 15, 2013

ouvir a "sociedade civil"


Amanhã.
Um debate certamente enriquecedor com um docente do IPT e entusiasta do voluntariado, um importantíssimo dirigente associativo e dinamizador cultural, e a empresária e presidente do Nersant. Em cima da mesa os seus contributos pessoais e a sua visão daquelas que devem ser as políticas autárquicas para o futuro.

terça-feira, março 05, 2013

Mudança!




A página ofical da candidatura socialista de Anabela Freitas à presidência da Câmara Municipal de Tomar em http://tomar2013.blogspot.pt/

E o grupo de apoio no facebook.

terça-feira, fevereiro 19, 2013

políticas autárquicas em discussão


Amanhã. Não poderei estar presente por impossibilidade de me deslocar a Tomar, mas recomendo.

José Junqueiro é alguém que não só tem uma vasta experiência política (foi por exemplo, Secretário de Estado da Administração Local), como é também ele candidato a presidente de Câmara, no caso, de Viseu, o que lhe dá uma boa perspetiva dos problemas a enfrentar pelos autarcas nos tempos que virão depois de outubro próximo.

sexta-feira, dezembro 28, 2012

a caminho de 2013, mudar, mudar!

Toda a entrevista de Anabela Freitas, candidata a presidente da câmara municipal de Tomar publicada hoje no jornal Cidade de Tomar, pode ser lida aqui.

«O mais difícil vai ser precisamente motivar as pessoas. Quanto a mim, as pessoas estão fartas de grandes promessas, de grandes discursos que depois resultam em nada. É preciso sermos assertivos e falar com verdade. Mudar a forma, mudar o estilo, mudar Tomar. Tem de haver a coragem para dizer que não podemos fazer grandes projetos, temos de falar verdade quando afirmamos o que podemos fazer.»

terça-feira, dezembro 11, 2012

curtas

- Entrevista de Anabela Freitas, candidata a presidente da Câmara Municipal de Tomar, à rádio Hertz, audível aqui.

- A CMT terminou com o "folhetim" municipal, agora vai surgir com outra coisa qualquer. (ler aqui)
Uma vez mais se prova que as propostas do PS são lógicas e que, por incompetência e teimosia, mais tarde, sempre mais tarde, o PSD e a câmara são forçados a dar a razão ao PS. O município podia ter ganho 2 anos e uns milhares de euros de poupança se seguisse as nossas propostas. E quem perde é Tomar.

- "Nas próximas eleições vou votar em Lisboa e no doutor Fernando Seara", diz o presidente da Assembleia Municipal de Tomar, Miguel Relvas. Lê-se num dos órgãos de informação oficial do governo, o Sol.
E disse-o quando foi à universidade... da JSD.
Entretanto, o presidente da CML, António Costa, já respondeu e muito bem a Relvas. "Candidate-se".

- "Durão Barroso recusa responsabilidade do seu governo na situação do país", lê-se no Ionline.
Até porque quando ele se pirou para a Comissão Europeia, o país estava na maior...

- O PSD nabantino anda muito nervoso. A ponto de fazer um comunicado para desmentir o que o bom senso mandaria ignorar. Até porque não se pode negar o óbvio. Ah e tal, nós não mandámos fazer nenhuma sondagem - claro, é sempre a distrital ou a nacional que as faz!
Alguém que explique ao PSD que os partidos, independentemente dos órgãos desconcentrados são unos - logo, o PSD também é um só. (e isto mesmo que, paradoxalmente existiam vários em Tomar...)
Avançando, de forma ainda mais infeliz, o comunicado que pode ser lido n'O Templário usa expressões como "O Jornal manifesta sinal de evidente desassossego e precipitação"!!
Eu sou por vezes críticos em relação à comunicação social nabantina, pelos critérios que usam para dar mais ou menos destaque a algo, ou quando confundem opiniões com factos, por exemplo. Mas criticar, ainda para mais de forma deselegante, um jornal por se limitar a noticiar uma verdade, parece-me totalmente descabido.

Talvez o PSD nabantino esteja mal habituado, é bem tempo de se habituar à igualdade de tratamento...
Ou como disse de forma muito infeliz, Miguel Relvas em relação a António Costa em Lisboa, é tempo do PSD de Tomar comprar uns sapatos novos, que vai ter muito que andar...

domingo, dezembro 02, 2012

curtas

- Entre sexta e sábado em Tomar, passaram por mim em momentos diferentes, 3 pessoas a chorar na rua. E numa pastelaria/padaria nabantina onde doravante me esforçarei para entrar pouco, assisti a uma envergonhada idosa pedir pão duro, e ser-lhe recusado com muita antipatia e arrogância.
O mundo é um lugar estranho.

- A concelhia socialista de Santarém, aprovou também por unanimidade, Idália Serrão como candidata à capital do distrito. Depois do desvario despesista e sem nexo dos últimos dois mandatos do PSD de Moita Flores, são boas notícias para Santarém.

- Entretanto, para quem não pode estar presente, é sempre bom de ler o discurso de Anabela Freitas, a candidata socialista a presidente da Câmara M. de Tomar. Mudança é para já o mote geral, e é com todas as evidências, aquilo que os tomarenses que acreditam na necessidade de futuro, mais sentem ser necessário para a sua terra. (ler aqui)

- A Palestina foi finalmente aprovada como membro observador da ONU. É para já algo pouco mais que simbólico. Mas há questões simbólicas muito importantes, e este é um grande passo para a paz num dos mais antigos tabuleiros de xadrez da guerra e das forças que se digladiam no mundo.

- O Foral de Tomar foi concedido há 850 anos por Gualdim Pais. A ler no vamos por aqui.

- "Provedor de Justiça aconselha cidadãos a recorrer aos tribunais face à colocação de portagens na A13", a mais pequena e estúpida autoestrada do país e que, claro, tinha que estar às portas de Tomar. O provedor mostrou mesmo "repúdio pela forma como foram introduzidas taxas de portagem na subconcessão Pinhal Interior". A ler tudo na Hertz.

- Foi o congresso do BE, agora o do PCP, a demonstrar que o seu grande adversário é o PS. Não falam de outra coisa. Mas depois acreditam ou querem fazer acreditar na fantasia de que possa ser possível um governo de esquerda sem o PS.
Eu acredito em coligações e gostaria de ver um governo de coligação de esquerda no país (como não me importava de o ver no município de Tomar).
Infelizmente nunca foi possível nem acredito que o seja nos anos mais próximos, porque BE e PCP acreditam apenas no protesto, e esse é um dos problemas do sistema político do nosso país.
E óbvia e felizmente, para PCP e BE, o discurso e acção do PS, sendo o grande partido da esquerda moderna e democrática, nunca será suficientemente radical e estará sempre à sua direita.

sexta-feira, novembro 23, 2012

"vontade e bom senso"


Texto publicado hoje no jornal Cidade de Tomar.




"O progresso é impossível sem mudança. Aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada."
Bernard Shaw


A comissão política do PS de Tomar – o seu órgão máximo – escolhe este dia 24, num movimento igual ao que está a acontecer por todo o país, o seu candidato às eleições autárquicas do próximo ano.
Eu apoio e votarei em Anabela Freitas.
Bem sei que sou suspeito, a Anabela foi a minha sucessora na liderança do PS nabantino. E só deixei a liderança quando estava certo que essa liderança ficaria em boas mãos.
Mas além das evidências partidárias, Anabela reúne logo à partida duas excelentes condições:

- A primeira é a de que será a candidata que reunirá maior consenso entre os dirigentes socialistas desde que me recordo em Tomar.
Sendo certo que, independentemente da votação que venha a ter na próxima sexta, a unanimidade real é impossível de atingir. E ainda bem, da diversidade nascem melhores decisões.
Há sempre quem ache que poderia haver melhor. Algumas vezes porque de facto acredita noutro candidato; outras porque por algum motivo não gosta da pessoa em causa; tantas porque acha que o melhor candidato é ele mesmo. (Por cá acrescenta-se o facto de sempre existirem uns ódios gratuitos e umas invejas à mistura – coisas da sociologia tomarense);

- A segunda condição é a de ser a candidata melhor preparada de sempre no seio do partido socialista – e provavelmente no seio de qualquer força política em Tomar.
Larga experiência política, foi presidente da federação distrital das mulheres socialistas, foi deputada na Assembleia da República (à qual regressou agora por um mês em substituição), e é atualmente membro da Assembleia Municipal de Tomar. Conhece bem a administração pública, e os meandros do estado central em Lisboa. É técnica superior do Instituto de Emprego e Formação Profissional, tendo dirigido o Centro de Emprego em Tomar.
Tem efetivas capacidades de liderança e decisão, sem contudo deixar de ouvir aqueles que a rodeiam e com quem trabalha. E incorpora cumulativamente três coisas essenciais que tanto têm faltado a quem tem governado os tomarenses: capacidade, vontade e bom senso!

Claro que estamos em Tomar. Terra conservadora, onde existe por várias razões uma certa aversão aos socialistas, e onde os socialistas (que malandros!) se preparam para escolher uma mulher para sua candidata à liderança dos destinos do município.
Como vão reagir os nabantinos? Não sei.
Por todo o lado a Mulher tem emergido socialmente. Também nas autarquias há excelentes exemplos com bom trabalho em prol das comunidades – Edite Estrela foi das primeiras, no maior concelho do país, Sintra. Mas Tomar, ao contrário de outros tempos, tem-se mostrado na atualidade um concelho retrógrado e conservador em quase todos os aspetos económicos, sociais, cívicos.
Estarão neste âmbito os nabantinos disponíveis para a mudança?

Sei, e parece que boa parte dos cidadãos também sabe, Tomar precisa de uma mudança urgente no tal “rumo” que o PSD promete em campanha há 15 anos e que nos trouxe a este estado comatoso. Um município desorganizado, excessivamente burocrático, desatualizado, cristalizado;
Um concelho onde se gastaram milhões de fundos nacionais e europeus, e que não soube definir prioridades, com obras inúteis e dispendiosas, uma dívida alta, uma câmara incapaz de fazer alguma coisa de jeito, e menos ainda, planeada e com horizontes de futuro.
Falta de trabalho com as freguesias, com as associações, com o Politécnico, com a comunidade em geral. Uma câmara mandato após mandato pior.
Um concelho com muitas potencialidades, ainda, mas cheio de oportunidades perdidas, de investidores mal tratados e afugentados, de cidadãos e instituições desconsideradas.
Não se trata apenas da necessidade de trocar de partido ou pessoas na liderança do município. É todo o comportamento anterior que é preciso inverter. É todo o método ou a falta dele. É toda a filosofia de atuação que está totalmente ultrapassada. É preciso ouvir, discutir, pensar, planear, priorizar, trabalhar, decidir, fazer. Sem arrogâncias e fantasias megalómanas, com realismo e razoabilidade, com os poucos meios e as muitas dívidas.
Com uma ideia alicerçada, com um projeto, com uma equipa, sei que Anabela Freitas é a pessoa certa para liderar a mudança.

A grande questão que em Tomar sempre se coloca, é saber se os tomarenses querem mudar, ou estão bem assim. Se estão bem, é simples, é fazer o que tem sido feito: é deixar tudo como está, dizer que são todos iguais, e queixar-se no dia seguinte.

segunda-feira, novembro 19, 2012

curtas

- A tomarense Anabela Freitas regressou hoje à Assembleia da República durante um mês, em substituição do deputado João Galamba que está de licença de paternidade.
Um mês, é verdade, não permite fazer muita coisa, mas sendo aquela uma casa que já conhece, terá certamente oportunidade de desenvolver trabalho importante para Tomar e região.
Mais informação na página do PS Tomar.

- Não sou assíduo frequentador de cafés, mas há espaços de que gosto particularmente por terem uma mística própria. O café Stª Iria em Tomar é um deles. Aparentemente fechou. Estou agora mais longe do dia-a-dia nabantino e não conheço as razões, mas depreendo que sejam resultado da crise que vamos vivendo, e também de algumas das idiotas medidas do governo, como o caso do IVA no escalão máximo para a restauração.
Espero que o fecho do Stª Iria se possa inverter rapidamente, Tomar precisa manter os poucos espaços com alma que ainda existem.

- Na edição em papel do DN de hoje, uma excelente peça sobre o uso das bicicletas na Holanda. Nesse país, há mais bicicletas que habitantes e milhares de ciclovias. O próprio primeiro-ministro desloca-se regularmente de bicicleta para o trabalho. Só o ano passado a venda de novas bicicletas gerou perto de mil milhões de euros.
Claro, tudo tem prós e contras. Na Holanda debate-se neste momento os problemas relacionadas com os milhões de bicicletas em circulação: engarrafamentos, falta de estacionamento, aumento da agressividade dos condutores...

- Foi ontem notícia que 60 comerciantes do Porto ganharam em tribunal o direito a receber cerca de 1 milhão de euros por prejuízos causados no seu negócio, durante as obras para a Porto Capital da Cultura.
Se a moda pegar, aí está mais um capítulo onde os senhores autarcas municipais vão ter de começar a ter outra capacidade de planeamento e responsabilidade.
Só de lembrar que em Tomar, por exemplo, a (muito mal planeada e projetada) obra da subida e entrada para o castelo, começou próxima à festa dos tabuleiros, e se arrasta há... sei lá já quanto tempo.

quarta-feira, novembro 07, 2012

o crescimento económico e o emprego

Esta sexta em Tomar, com os oradores convidados Eurico Dias, economista, e Carlos Sousa, empresário, e a participação de todos os que o desejem.


Aqui o vosso amigo, só vai com certeza poder chegar mais tarde, mas não deixará de estar presente.

sábado, outubro 20, 2012

e o malandro sou eu!

A questão do PAEL (aquele, mais um, empréstimo de 3,6 milhões de euros que a Câmara, ou melhor, o PSD queria para aliviar as costas em ano de eleições), vai ainda fazer correr muita tinta, porque é preciso desmascarar por completo as aldrabices de quem há 15 anos governa, e ao fazê-lo praticamente só estraga.

O PS realizou esta semana uma conferência de imprensa onde explica ao pormenor o que está verdadeiramente em causa. Pode ser lido aqui e aqui ouvido.

Claro que entretanto - só é estranho para quem tenha andado desatento ao longo destes anos - O PSD, continuando uma linha de atuação antiga, não respeita as decisões do órgão deliberativo, a Assembleia Municipal e, desculpando-se num parecer qualquer que nem sabemos se existe, mas que só pode ser daqueles para rir porque a Lei é clara, não tem qualquer pejo em, mais uma entre tantas vezes, desrespeitar a Lei, uma vez que se candidatou ainda assim ao tal empréstimo.
Sublinho: continuadamente o PSD não respeita a democracia ao ignorar as decisões da Assembleia Municipal, e não respeita a Lei que neste caso é clara, quando diz que para empréstimos que vão além da vigência de dois mandatos é preciso o voto favorável da maioria dos membros efetivos da Assembleia Municipal.
Esses dois terços não se verificaram, e este empréstimo a acontecer, será para pagar o que é gasto neste ano, ao longo dos próximos 14!

O PS, muito bem, decidiu em reunião do seu órgão máximo local, a Comissão Política Concelhia (CPC) e já o divulgou na referida conferência, vai denunciar o caso ao tribunal administrativo. Não se pode ter mais qualquer complacência com estas vergonhosas atitudes de quem se julga dono da coisa pública.

E a falta de vergonha ou a mentira descarada continua!
Já esta semana, assim mo transmitiram, foram pagas (parte ou o todo, não sei) a um fornecedor local as dívidas do município para consigo, tendo-lhe sido dito algo como: "pois, está a ver, eles não queriam, mas nós lá conseguimos este empréstimo, senão não havia dinheiro para lhe pagar..."!

Mas pode-se dizer alguma coisa que não seja continuar a chamar-lhes aldrabões com todas as letras?!
Não só está mais que provado para quem souber ler os documentos, que este empréstimo não tem nada que ver com os fornecedores locais - é perfeitamente possível pagar toda a dívida local com o dinheiro existente - como nem sequer há ainda, e provavelmente se tudo correr bem a favor de Tomar não haverá, qualquer empréstimo!

E têm o descaramento de dizer que os culpados de tudo são os malandros da oposição!

Adenda: Afinal, acabei de ver no correio informação enviada aos deputados municipais, a justificação apresentada pelo Presidente de Câmara para tentar contornar a Lei, é "após um contacto com a Secretaria de Estado da Administração Local"....
Para o PSD. a Lei continua a servir só para os outros.

segunda-feira, agosto 13, 2012

curtas

- José Sócrates foi eleito em votação do, insuspeito diário económico pois também costuma ser "próximo" da atual governança, como o melhor primeiro-ministro português. Ainda só passou um ano mas, é verdade, a distância costuma favorecer o julgamento político.

- Falando em Governo, foi mais ou menos notícia o "almoço secreto" entre Paulo Portas e António José Seguro. Primeiro, são absurdos alguns comentários que li na imprensa, com a óbvia tentavia de fazer dessa questão "um caso". É absolutamente normal, e mesmo importante, que os líderes partidários tenham conversas periódicas e não as divulguem sempre.
Eu próprio ao nível local, durante os quase 6 anos que fui líder do PS nabantino, tive muitas conversas com líderes partidários e políticos e outros atores da comunidade, sem que houvesse necessidade de disso fazer notícia. É salutar em Democracia que os responsáveis políticos dialoguem, sem que tal deva ser necessariamente do conhecimento público.
Seja como for, com o visível desgaste rápido que este governo leva, e que me leva a acreditar que vai bater em brevidade o de Durão Barroso, estou a imaginar a conversa: - "Ó Tozé, epá, sabes, o CDS está sempre disponível para ajudar na governação..."

- Afinal, ainda há alguma esperança que (muitas divergêngias à parte) exista algum bom senso na atual liderança do PSD nabantino. Relativamente às críticas que entre outros, também eu fiz no comentário anterior (O PSD nabantino revela-se), e acerca da questão da tauromaquia e do absurdo que seria se tal fosse em Tomar elevado à categoria de património cultural, surgiu um comunicado do PSD a desmentir anteriores notícias.
É claro que, como a Hertz bem diz, isso mostra que "algo fica claro: a concelhia do PSD não fala a uma só voz."

- O atual Governo da República, na senda da legalização de tudo o que seja disparate e promova particularmente o interesse dos grandes da economia, pretende legalizar (ainda mais) a plantação do eucalipto em Portugal.
Ora o eucalipto, que não é originário do nosso ecossistema é, além de um dos grandes contribuidores para a rápida propagação dos incêndios em Portugal, péssimo a vários níveis para a biodiversidade.
Está por isso a correr uma petição contra esse disparate, onde se pode também ler mais sobre o assunto. Assinem!


sexta-feira, junho 08, 2012

chico espertice

«TOMAR – PSD quer celeridade na discussão da reforma administrativa», lê-se na rádio Hertz, na sequência do comunicado enviado esta quarta à comunicação social.

Era eu ainda presidente do PS em Tomar, e o PSD tinha por presidente José Delgado, quando fiz o repto público em vários debates, para que as forças políticas presentes na Assembleia Municipal de Tomar se sentassem à mesa para discutir, com a responsabilidade que compete aos autarcas eleitos, esta invenção do PSD.
Fiz esse mesmo repto, mais que uma vez, em reunião de Assembleia Municipal.
Nem o PSD nem nenhuma outra força política mostraram qualquer intenção de querer discutir o assunto.

O PS nabantino, e já sob a liderança de Anabela Freitas, fez ainda várias reuniões pelas freguesias, com larga participação, para explicar às populações o que estava em causa.

Com que lata vem agora o PSD concelhio, só porque percebeu que a lei vai mesmo avançar;
porque quer parecer ser diferente do PSD camarário a quem quer arranjar pretextos para tirar a confiança política;
porque quer dividir com os outros partidos o ónus político desta parvoíce de lei (parvoíce não tanto pelo princípio, mas pela forma como vai ser executada);
porque não sabe como resolver o assunto com os seus autarcas de freguesia;
dizer que eles é que querem chegar a consenso e que a discussão seja célere?!!!!!

Ora, vamos por partes e sem rodriguinhos:
O governo é do PSD;
quem inventou esta lei que essencialmente serve para desperdício de tempo e distração de assuntos mais importantes foi o PSD;
o mentor e responsável governamental por este processo é Miguel Relvas;
Miguel Relvas preside em Tomar ao orgão a quem o governo pede que tome uma decisão, a Assembleia Municipal;
foto d'O Ribatejo
como primeiro representante desse órgão, o presidente da AMT deve ser o primeiro a ter uma opinião;

Logo, o que todos queremos saber, e o que o PSD deve fazer deixando-se de teatro, é começar por perguntar a Miguel Relvas que freguesias pensa ele deverem ser extintas em Tomar!!