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quarta-feira, janeiro 16, 2013

curtas

foto de Tomar a dianteira
- "Carlos Carrão diz que investimento na tenda [do mercado] «não foi dinheiro mal gasto», lê-se na Hertz. Mas no entanto vai fazer agora o que o PS propôs e foi aprovado a tempo de evitar o fecho pela ASAE em 2010, obras básicas no mercado.
Então os milhares que foram gastos na tenda, outros equipamentos, pessoal de segurança e mais foram para quê?!
Podiam, como alertá-mos, ter sido evitados!
É esta a capacidade de gestão e planeamento existente no município nabantino.
Vergonha!

- É oficial, Cavaco Silva promolgou a lei de extinção de freguesias. E sem equivalências, Miguel Relvas conseguiu o seu grande objetivo. Mesmo que muito triste na forma, já tem na história do país uma página assinada por si.

- Se é dos cada vez menos portugueses que ainda tem trabalho pelo qual aufere um salário, pode depois de descarregar esta tabela, verificar quanto mais o Estado lhe vai "desviar".

- Nos EUA surge, sinal dos tempos, a primeira biblioteca sem um único livro. Lê-se no Público.

sexta-feira, janeiro 11, 2013

Carlos Carrão, a candidatura mais que anunciada

O cabeçalho das crónicas de CC no Cidade de Tomar em tempos idos
É já definitivo aquilo que era evidente para quem percebe alguma coisa do funcionamento dos partidos e particularmente de como funciona o PSD e a sua concelhia local. Carlos Carrão será o seu candidato a presidente da câmara nabantina.
Apetece dizer, nunca me engano e raramente tenho dúvidas, como dizia o outro.
E agora, como ficam os dirigentes locais sociais democratas que sempre negaram a evidência?
Aqueles que diziam (e me diziam em privado): jamais, nem pensar... e eu retorquía: pois, pois, vai uma aposta?

Carlos Carrão tem um historial longo que convém recordar, ele é mesmo o político há mais tempo no poder em Tomar:
Vereador desde 1997, já teve pelouros vários, entre os quais o das obras municipais, e sempre, a responsabilidade pelas finanças locais.
Ainda sem ser conhecido como político foi, sem ter de explicar como para quem nessa altura andou minimamente atento, o grande empreendedor e talvez o principal obreiro por si só, daquela que viria a ser a chegada do PSD e António Paiva ao poder.

Apesar disto, e até a presidência lhe cair nas mãos a meio deste mandato (como ainda antes do mandato se iniciar já sabíamos que aconteceria, apesar de ter sido sempre negado - a propensão pela mentira já vem de longe) nenhuma causa, nenhuma bandeira, nenhuma obra ou acção em particular lhe é reconhecida. Sempre foi como quase todos os que passaram pelas governações de António Paiva, submisso e silencioso.
E assim foi também durante os quatro anos de Corvêlo de Sousa. Basta recordar o triste episódio em que este decidiu sem passar cavaco a ninguém, sabe-se lá inspirado porque vontades, chegar a acordo com a empresa ParqueT no capítulo final duma novela longa, capítulo este que só por si adicionou 6,5 milhões de euros às dívidas da autarquia.

A única acção consistente reconhecida a CC ao longo destes anos, foi a presença em tudo o que foi passeios de idosos, aniversários de associações, bailaricos de aldeia, torneios de chinquilho e da sueca, encontros em torno do copo e do porco assado.

Ora, nem a propósito, informa a Hertz pertinentemente que, no estudo sobre qualidade de vida realizado pela UBI, Tomar está na cauda do país ocupando o 202º lugar em 308 concelhos. Tomar é o penúltimo do distrito de Santarém!!
Mas quando confrontado na última Assembleia Municipal por mim e outros, com estes e outros índices oficiais que demonstram a queda do concelho nos últimos 15 anos, particularmente quando comparado com os concelhos da região, Carrão foi lapidar:
- Isso é demagogia da oposição que quer ver o concelho em mau estado, e não é verdade, porque "todos os dias encontro pessoas de fora que me dizem estar encantados com Tomar"!!!
Palavras para quê, é um artista nabantino!

O que dizer mais, quando um presidente de câmara responde a assuntos graves com argumentos deste calibre? O que dizer quando recorre sem pudor à mentira para justificar os seus propósitos, como ainda na última AM se provou?

Ainda assim, para ser totalmente franco, devo dizer que reconheço que CC tem uma vantagem em relação aos dois antecessores, acredito que goste de facto da nossa terra, e conhece-a bem (tanto bailarico também há-de servir para alguma coisa!).
E acredito que seja honesto no que diz respeito a não ter "benefícios" resultantes das funções que ocupa, que não sejam os legal e legitimamente devidos.
Mas francamente, isso é muito pouco! Ser honesto, boa pessoa e gostar da sua terra, é o mínimo que se exige a todos os que ocupam ou queiram ocupar lugares públicos.

Na minha opinião falta-lhe tudo o resto: desprendimento do poder e de tudo o que o envolve, visão estratégica, capacidade de diálogo e de entrosamento dos vários atores da comunidade, carisma, capacidade de liderança, afirmação pessoal e política, capacidade de se fazer ouvir e respeitar se não desde logo no concelho, seguramente em tudo o resto fora dele.
E sabe quem acompanha a evolução dos tempos, que o futuro imediato das governações locais vai decidir-se em grande parte fora e acima dos limites políticos de qualquer município.
Alguém acredita que CC seria capaz de fazer ouvir os interesses do concelho, desde logo no seio da Comunidade Intermunicipal, com o tudo o que novo por aí vem?

Enfim, a procissão ainda agora vai no adro, daqui até outubro ainda muita água levará o Nabão, só espero que não leve a memória dos tomarenses...

sexta-feira, dezembro 28, 2012

a caminho de 2013, mudar, mudar!

Toda a entrevista de Anabela Freitas, candidata a presidente da câmara municipal de Tomar publicada hoje no jornal Cidade de Tomar, pode ser lida aqui.

«O mais difícil vai ser precisamente motivar as pessoas. Quanto a mim, as pessoas estão fartas de grandes promessas, de grandes discursos que depois resultam em nada. É preciso sermos assertivos e falar com verdade. Mudar a forma, mudar o estilo, mudar Tomar. Tem de haver a coragem para dizer que não podemos fazer grandes projetos, temos de falar verdade quando afirmamos o que podemos fazer.»

terça-feira, dezembro 18, 2012

equidade e vergonha em falta

A passada semana, a câmara voltou pela mão do PSD e de Pedro Marques a aprovar, agora para 2013, a manutenção das despesas de representação para as chefias intermédias, também entendidos como dirigentes "técnicos" porque teoricamente não são políticos.
Relembro que se trata dum suplemento de ordenado aos diretores de departamento e chefes de divisão, os mais bem pagos funcionários do município, por funções que não desempenham. A manutenção de uma regalia e não um direito, entre outras regalias que têm. A vergonha continua.
Curiosamente, uma vez mais, na mesma semana em que a Câmara empenhou novamente o município, ilegalmente, com mais um empréstimo.

E acrescento, quando na Assembleia Municipal de setembro isto foi discutido e aprovado por PSD e independentes, um dos brilhantes argumentos que usaram foi o de que "não há problema, isto é só até ao fim do ano".
E agora, como se vai portar a Assembleia?

Não se trata de ter nada contra estes funcionários, tenho boa opinião pessoal da maioria, e um ou dois nem sequer conheço.
A questão é que na gestão pública deve imperar a coerência, a responsabilidade, a equidade, a razoabilidade. E a política é a capacidade de definir prioridades e tomar decisões, mesmo que difíceis.

Para uma leitura mais detalhada o que escrevi aquando da aprovação desta coisa para 2012, aqui:

«A política e os medrosos
A Câmara Municipal de Tomar tem muito destas coisas...
Hoje foi discutido em câmara, para levar à assembleia municipal que há-de decidir o assunto, a questão do pagamento das despesas de representação dos dirigentes do município, leia-se diretores de departmento e chefes de divisão.

Ora, antes de mais um parêntesis para aqueles que conhecem pouco destas lides da administração pública portuguesa. As despesas de representação são um daqueles complementos, como há muitos em muitos outros casos, pagos além ordenado, e que da natureza excecional em algumas funções passaram com os anos a ser regra igual para todos - fenómeno que também explica muito do estado das contas do nosso país.

Assim, estas despesas de representação são pagas a quem ocupe os lugares de dirigentes intermédios, tidos normalmente como os dirigentes técnicos (ou seja, não políticos, o que raramente é verdade), quer da administração central e dos institutos e empresas públicas, quer das autarquias.

Ora, este Governo, apesar da austeridade, não teve a coragem para simplesmente acabar com isto e muito mais desses extras tornados regra, que já ajudariam em muitos milhões às contas do Estado, e ficou-se por uma espécie de lavar as mãos devolvendo no caso das autarquias, às assembleias municipais a responsabilidade de decidir, sobre proposta da câmara, esta matéria - ou seja, decidir se para o orçamento municipal de 2013, os dirigentes intermédios vão receber igual, mais, menos, ou nada, destas despesas de representação que significam 311,21€ mensais para os (3) Diretores de Departamento e 194,79€ para os (9) Chefes de Divisão.

Portanto, fechando parêntesis e voltando ao início, a Câmara de Tomar decidiu hoje propor à assembleia municipal cuja reunião se realiza na próxima sexta dia 28, a manutenção destas regalias por parte dos dirigentes intermédios do município.

Bom, ao contrário do que alguns imaginam, a Câmara não é uma entidade abstrata, é um orgão colegial (ou seja, onde todos valem um voto e as decisões são tomadas por maioria) que no caso de Tomar é composta por 7 pessoas: o presidente e 6 vereadores.

Foram precisamente o presidente Carlos Carrão e os 2 vereadores PSD mais o vereador "independente" Pedro Marques que votaram favoravelmente a continuidade desta regalia, tendo os 2 vereadores socialistas José Vitorino e Luís Ferreira se abstido (deveriam ter votado contra) e igualmente a vereadora "independente" Graça Costa. (podem ler as declarações de voto dos vereadores socialistas aqui)

E porquê, perguntam vocês "cidadãos anónimos", porque entendem os responsáveis políticos dum município falido, onde para mais nenhum dirigente "técnico" faz trabalho de representação, que esses devem continuar a receber tais benefícios?
Ora, nesta, como em muitas matérias, a resposta é simples: falta de coragem, incapacidade para liderar e tomar decisões doam a quem doer se forem justas; receio do que a decisão possa fazer da sua imagem ou credibilidade junto daqueles a quem a medida afeta que, convenhamos, não são pessoas quaisquer, são aqueles que muitas vezes, e normalmente por falta de trabalho dos políticos, conhecem verdadeiramente os meandros e afins dos dossiês que circulam pelo município.

É a mesma falta de coluna que explica muita coisa que acontece neste município (e noutros, é certo). Quando os políticos são maus, quando os políticos são fracos, quando os políticos não sabem priorizar entre o importante e o acessório, quem manda são aqueles que não foram eleitos. 
É sempre assim. O poder nunca deixa de ser exercido, se quem de direito não o exerce, alguém exerce por ele.

E neste particular, já foi assim por exemplo, quando em 2010 quase toda a Assembleia com exceção dos deputados municipais socialistas onde me incluo, votou o alargamento do número de dirigentes quando deveria ter feito exatamente o contrário.
Ora, está-se mesmo a ver o que vai acontecer na próxima Assembleia não está?
Bom, pelo menos o meu voto, por mais que custe aos senhores dirigentes da autarquia, fica já aqui registado: - é contra!

É que convenhamos, para além do estado das finanças da autarquia, para além do momento que vive o país, e para além de como já referi, os dirigentes do município não fazerem qualquer trabalho de representação e genericamente terem um trabalho "das 9 às 5", já gozam de várias outras regalias no conjunto dos funcionários, como sejam o valor salarial, a função de chefia que existe em excesso no município e sem critério estratégico, a isenção de horário, e outras mais personalizadas, que por decoro me vou escusar de referir aqui.
São globalmente muito boas pessoas, mas isso não tem nada que ver com as decisões que os políticos responsáveis têm de tomar.

Claro que, este é mais um daqueles assuntos em que com uma comunidade atenta e participativa, jamais o município tomaria decisões destas. Mas os nabantinos estão-se nas tintas para tudo o que não lhes toque no umbigo...»

segunda-feira, dezembro 17, 2012

fachadas, papões e carneiros

Na minha matinal volta em duas rodas num destes domingos, atentei neste estêncil pintado na parede daquela maravilha que é o coiso milionário atrás da sede da câmara municipal de Tomar.

Hoje, em dia de circo político nessa mesma sede, por conta do regozijo de barriga cheia por parte de quem goza com a democracia e a com a seriedade e responsabilidade em política, deixo para a reflexão dos nabantinos. (quem não souber do que estou a falar, ler aqui)

Boa semana!

sábado, dezembro 15, 2012

gozar com os tomarenses

O grande líder do laranjal
"O Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa vai estar em Tomar na próxima segunda-feira, dia 17 de dezembro, pelas 16 horas, para a assinatura do contrato referente ao PAEL - Plano de Apoio à Economia Local." lê-se n'O Templário.

Efetivamente, ontem recebi um pouco usual convite enquanto membro da Assembleia Municipal, para participar neste espetáculo de tragicomédia.
Quando me chamam estúpido, gostam que o façam de olhos nos olhos.

Devo relembrar que a contratação deste empréstimo por 14 anos é ilegal. A Lei das Finanças Locais (consultar aqui), que o presidente de câmara Carlos Carrão, há 15 anos responsável pelas finanças do município nunca deve ter lido, é clara:

art. 38º, ponto 8: "Sempre que os efeitos da celebração de um contrato de empréstimo se mantenham ao longo de dois ou mais mandatos, deve aquele ser objecto de aprovação por maioria absoluta dos membros da assembleia municipal em efectividade de funções."

Ora, isto não sucedeu.
Apesar disso, o presidente de câmara enviou o pedido contra a decisão da Assembleia Municipal, baseado num parecer que ninguém conhece, e o secretário de Estado aprovou. A pandilha funcionou.
Abaixo a democracia, abram alas para o grande líder! As referências de Carrão, Paiva e Alberto João não fariam melhor.

E agora vêm regozijar-se com isso e ainda querem público para gozar com os que na oposição em nome do povo tomam decisões legais e responsáveis, e com isso troçar de todos os tomarenses e a democracia em geral.

E lembremos do que está aqui em causa: um empréstimo 
máximo de 3,600 milhões € pago em 14 anos, apresentado como para resolver as dívidas aos fornecedores locais, quando essas dívidas apenas rondam os 250 mil €, logo, que a câmara só não paga se não quiser!
Só as despesas de representação que o PSD quer manter aos dirigentes do município representam cerca de 50mil € anuais!

A política e a gestão pública é feita de prioridades e opções, o PSD tem feito todas as que quer, mesmo ilegalmente e usando a mentira descarada!

E ao longo do próximo ano, apesar das dificuldades e da inépcia, vamos ver se afinal sempre aparecem umas obras aqui e ali - ou não fossem as eleições em outubro.
Será que os tomarenses gostam de ser maltratados, enganados, humilhados?!

O essencial mais detalhado que já escrevi sobre este embuste aqui.

sexta-feira, dezembro 14, 2012

águas turvas

Um destes domingos ao nascer do sol...
As obras ali na levada, nos antigos lagares del rei, e nas moagens da Mendes Godinho, mudaram de empreiteiro por insolvência do anterior, lê-se n'O Templário.


A questão principal é outra, é que apesar de se continuar a anunciar aquilo como a "obra do futuro Complexo Cultural e Museu da Levada", a verdade é que ninguém sabe, no dia em que a obra estiver concluída, o que vai ser realmente aquilo, como, com o quê, com quem e para quem vai funcionar, e principalmente, como se vão recuperar os milhões lá colocados e pôr aquilo a render para o concelho.


Um dos últimos grandes exemplos da total inépcia e alheamento desastroso da realidade, da gestão municipal da última década e meia em Tomar.

terça-feira, dezembro 11, 2012

curtas

- Entrevista de Anabela Freitas, candidata a presidente da Câmara Municipal de Tomar, à rádio Hertz, audível aqui.

- A CMT terminou com o "folhetim" municipal, agora vai surgir com outra coisa qualquer. (ler aqui)
Uma vez mais se prova que as propostas do PS são lógicas e que, por incompetência e teimosia, mais tarde, sempre mais tarde, o PSD e a câmara são forçados a dar a razão ao PS. O município podia ter ganho 2 anos e uns milhares de euros de poupança se seguisse as nossas propostas. E quem perde é Tomar.

- "Nas próximas eleições vou votar em Lisboa e no doutor Fernando Seara", diz o presidente da Assembleia Municipal de Tomar, Miguel Relvas. Lê-se num dos órgãos de informação oficial do governo, o Sol.
E disse-o quando foi à universidade... da JSD.
Entretanto, o presidente da CML, António Costa, já respondeu e muito bem a Relvas. "Candidate-se".

- "Durão Barroso recusa responsabilidade do seu governo na situação do país", lê-se no Ionline.
Até porque quando ele se pirou para a Comissão Europeia, o país estava na maior...

- O PSD nabantino anda muito nervoso. A ponto de fazer um comunicado para desmentir o que o bom senso mandaria ignorar. Até porque não se pode negar o óbvio. Ah e tal, nós não mandámos fazer nenhuma sondagem - claro, é sempre a distrital ou a nacional que as faz!
Alguém que explique ao PSD que os partidos, independentemente dos órgãos desconcentrados são unos - logo, o PSD também é um só. (e isto mesmo que, paradoxalmente existiam vários em Tomar...)
Avançando, de forma ainda mais infeliz, o comunicado que pode ser lido n'O Templário usa expressões como "O Jornal manifesta sinal de evidente desassossego e precipitação"!!
Eu sou por vezes críticos em relação à comunicação social nabantina, pelos critérios que usam para dar mais ou menos destaque a algo, ou quando confundem opiniões com factos, por exemplo. Mas criticar, ainda para mais de forma deselegante, um jornal por se limitar a noticiar uma verdade, parece-me totalmente descabido.

Talvez o PSD nabantino esteja mal habituado, é bem tempo de se habituar à igualdade de tratamento...
Ou como disse de forma muito infeliz, Miguel Relvas em relação a António Costa em Lisboa, é tempo do PSD de Tomar comprar uns sapatos novos, que vai ter muito que andar...

domingo, dezembro 02, 2012

curtas

- Entre sexta e sábado em Tomar, passaram por mim em momentos diferentes, 3 pessoas a chorar na rua. E numa pastelaria/padaria nabantina onde doravante me esforçarei para entrar pouco, assisti a uma envergonhada idosa pedir pão duro, e ser-lhe recusado com muita antipatia e arrogância.
O mundo é um lugar estranho.

- A concelhia socialista de Santarém, aprovou também por unanimidade, Idália Serrão como candidata à capital do distrito. Depois do desvario despesista e sem nexo dos últimos dois mandatos do PSD de Moita Flores, são boas notícias para Santarém.

- Entretanto, para quem não pode estar presente, é sempre bom de ler o discurso de Anabela Freitas, a candidata socialista a presidente da Câmara M. de Tomar. Mudança é para já o mote geral, e é com todas as evidências, aquilo que os tomarenses que acreditam na necessidade de futuro, mais sentem ser necessário para a sua terra. (ler aqui)

- A Palestina foi finalmente aprovada como membro observador da ONU. É para já algo pouco mais que simbólico. Mas há questões simbólicas muito importantes, e este é um grande passo para a paz num dos mais antigos tabuleiros de xadrez da guerra e das forças que se digladiam no mundo.

- O Foral de Tomar foi concedido há 850 anos por Gualdim Pais. A ler no vamos por aqui.

- "Provedor de Justiça aconselha cidadãos a recorrer aos tribunais face à colocação de portagens na A13", a mais pequena e estúpida autoestrada do país e que, claro, tinha que estar às portas de Tomar. O provedor mostrou mesmo "repúdio pela forma como foram introduzidas taxas de portagem na subconcessão Pinhal Interior". A ler tudo na Hertz.

- Foi o congresso do BE, agora o do PCP, a demonstrar que o seu grande adversário é o PS. Não falam de outra coisa. Mas depois acreditam ou querem fazer acreditar na fantasia de que possa ser possível um governo de esquerda sem o PS.
Eu acredito em coligações e gostaria de ver um governo de coligação de esquerda no país (como não me importava de o ver no município de Tomar).
Infelizmente nunca foi possível nem acredito que o seja nos anos mais próximos, porque BE e PCP acreditam apenas no protesto, e esse é um dos problemas do sistema político do nosso país.
E óbvia e felizmente, para PCP e BE, o discurso e acção do PS, sendo o grande partido da esquerda moderna e democrática, nunca será suficientemente radical e estará sempre à sua direita.

sexta-feira, novembro 30, 2012

e o mercado pá?!

Apesar de estar a lecionar por Lisboa, hoje estou por Tomar, e como quase sempre acontece quando por cá estou à sexta, fui sentir o pulso da comunidade dando uma volta pelo mercado e lá fazendo umas compras.

Conversa aqui, conversa ali, vendedores e compradores, todos pensam o mesmo:
"a câmara não quer fazer nada por isto", "só pensam em centros comerciais, e isto só não foi abaixo porque já nenhum Belmiro quer isto para nada", "isto parece o terceiro mundo", "vamos morrer aqui, ou com o frio ou com o calor", "estraga-se para aí tanto dinheiro, não podiam arranjar isto?!", "só se lembram de nós quando chegam as campanhas eleitorais", "o Paiva deu cabo disto e os outros pensam como ele"...
"Ó Hugo, veja lá se faz alguma coisa por nós!", e eu, encolhendo os ombros em concordância já algo resignada, só posso responder o que sempre respondo:
"Eu só posso fazer o que faço há anos: falar sobre o assunto.
Ah e, já agora, como estão bem, continuem a votar nos mesmos..."

Há vergonhas que não se entendem, e a falta de vergonha dos responsáveis é verdadeiramente incompreensível.
As "instalações provisórias" do mercado municipal e tudo o que envolve este processo, a falta de vontade, a agenda escondida, e o tempo a que se arrasta, são, independentemente dos rostos, uma das mais visíveis evidências da decadência e total incompetência da câmara municipal e de quem há anos a lidera.

Mais - porque todo o mercado decente tem essa dupla valência: identificador de uma comunidade e nessa perspetiva, ponto âncora para turistas que vão além dos monumentos - hoje como sempre, andavam turistas estrangeiros pelo mercado. O que pensarão e que mensagem levarão daquela vergonha?

sexta-feira, novembro 23, 2012

"vontade e bom senso"


Texto publicado hoje no jornal Cidade de Tomar.




"O progresso é impossível sem mudança. Aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada."
Bernard Shaw


A comissão política do PS de Tomar – o seu órgão máximo – escolhe este dia 24, num movimento igual ao que está a acontecer por todo o país, o seu candidato às eleições autárquicas do próximo ano.
Eu apoio e votarei em Anabela Freitas.
Bem sei que sou suspeito, a Anabela foi a minha sucessora na liderança do PS nabantino. E só deixei a liderança quando estava certo que essa liderança ficaria em boas mãos.
Mas além das evidências partidárias, Anabela reúne logo à partida duas excelentes condições:

- A primeira é a de que será a candidata que reunirá maior consenso entre os dirigentes socialistas desde que me recordo em Tomar.
Sendo certo que, independentemente da votação que venha a ter na próxima sexta, a unanimidade real é impossível de atingir. E ainda bem, da diversidade nascem melhores decisões.
Há sempre quem ache que poderia haver melhor. Algumas vezes porque de facto acredita noutro candidato; outras porque por algum motivo não gosta da pessoa em causa; tantas porque acha que o melhor candidato é ele mesmo. (Por cá acrescenta-se o facto de sempre existirem uns ódios gratuitos e umas invejas à mistura – coisas da sociologia tomarense);

- A segunda condição é a de ser a candidata melhor preparada de sempre no seio do partido socialista – e provavelmente no seio de qualquer força política em Tomar.
Larga experiência política, foi presidente da federação distrital das mulheres socialistas, foi deputada na Assembleia da República (à qual regressou agora por um mês em substituição), e é atualmente membro da Assembleia Municipal de Tomar. Conhece bem a administração pública, e os meandros do estado central em Lisboa. É técnica superior do Instituto de Emprego e Formação Profissional, tendo dirigido o Centro de Emprego em Tomar.
Tem efetivas capacidades de liderança e decisão, sem contudo deixar de ouvir aqueles que a rodeiam e com quem trabalha. E incorpora cumulativamente três coisas essenciais que tanto têm faltado a quem tem governado os tomarenses: capacidade, vontade e bom senso!

Claro que estamos em Tomar. Terra conservadora, onde existe por várias razões uma certa aversão aos socialistas, e onde os socialistas (que malandros!) se preparam para escolher uma mulher para sua candidata à liderança dos destinos do município.
Como vão reagir os nabantinos? Não sei.
Por todo o lado a Mulher tem emergido socialmente. Também nas autarquias há excelentes exemplos com bom trabalho em prol das comunidades – Edite Estrela foi das primeiras, no maior concelho do país, Sintra. Mas Tomar, ao contrário de outros tempos, tem-se mostrado na atualidade um concelho retrógrado e conservador em quase todos os aspetos económicos, sociais, cívicos.
Estarão neste âmbito os nabantinos disponíveis para a mudança?

Sei, e parece que boa parte dos cidadãos também sabe, Tomar precisa de uma mudança urgente no tal “rumo” que o PSD promete em campanha há 15 anos e que nos trouxe a este estado comatoso. Um município desorganizado, excessivamente burocrático, desatualizado, cristalizado;
Um concelho onde se gastaram milhões de fundos nacionais e europeus, e que não soube definir prioridades, com obras inúteis e dispendiosas, uma dívida alta, uma câmara incapaz de fazer alguma coisa de jeito, e menos ainda, planeada e com horizontes de futuro.
Falta de trabalho com as freguesias, com as associações, com o Politécnico, com a comunidade em geral. Uma câmara mandato após mandato pior.
Um concelho com muitas potencialidades, ainda, mas cheio de oportunidades perdidas, de investidores mal tratados e afugentados, de cidadãos e instituições desconsideradas.
Não se trata apenas da necessidade de trocar de partido ou pessoas na liderança do município. É todo o comportamento anterior que é preciso inverter. É todo o método ou a falta dele. É toda a filosofia de atuação que está totalmente ultrapassada. É preciso ouvir, discutir, pensar, planear, priorizar, trabalhar, decidir, fazer. Sem arrogâncias e fantasias megalómanas, com realismo e razoabilidade, com os poucos meios e as muitas dívidas.
Com uma ideia alicerçada, com um projeto, com uma equipa, sei que Anabela Freitas é a pessoa certa para liderar a mudança.

A grande questão que em Tomar sempre se coloca, é saber se os tomarenses querem mudar, ou estão bem assim. Se estão bem, é simples, é fazer o que tem sido feito: é deixar tudo como está, dizer que são todos iguais, e queixar-se no dia seguinte.

sábado, novembro 17, 2012

curtas

- A freguesia de Olalhas criou a rota das águas. Em concreto, a recuperação dos antigos fontanários da freguesia, estando assim não só a salvaguardar o património, mas também a piscar o olho ao turismo numa das freguesias do concelho, claramente marcada pela ligação à albufeira do castelo de bode. É assim que se trabalha. (ler n'O Mirante)

- "Supremo Tribunal Administrativo dá razão a associação que ameaça penhorar Câmara da Covilhã", lê-se no semanário Sol.
Sem adiantar o contexto, esta notícia deveria ser lida por muitos presidentes de Câmara que ainda pensam que nos dias de hoje, podem gerir um município como se fosse o seu quintal e pudessem decidir tudo sozinhos.
E em Tomar, aprendendo com todos os antecessores, também temos um.

- Em Odemira estão a ser a debatidos os orçamentos participativos. Ricardo Carvalho, adjunto do Secretário de Estado da Administração Local afirmou: "há um longo caminho a percorrer relativamente a outros países como o Brasil e a vizinha Espanha". ler no CM
Tenho de lhe pedir (uma vez que até somos amigos) que venha a Tomar explicar isso ao seu partido: o PSD. Eu e outros andamos há tanto a batalhar por isto que até já foi aprovado há anos em Assembleia Municipal, mas como de costume, nada feito...

- Um esclarecido texto do vereador Luís Ferreira, a ler no seu blogue ou no jornal Cidade de Tomar, sobre o assunto "mercado municipal".

- Foi ontem notícia que perto de 1500 nomeados políticos pelo governo, receberam afinal subsídio de férias este ano. (Isto depois de há uns tempos Passos Coelho ter negado que existisse alguém, e depois ter enviado em resposta a pergunta escrita do PS, que eram apenas duzentos e poucos).
Ponto por ponto, este governo vai fazendo tudo ao contrário daquilo que demagogica e falsamente prometeu em campanha. E também se prova que os sacrifícios não são bem para todos.

segunda-feira, novembro 12, 2012

"devolutos"

A minha nota da passada semana na rádio Hertz, com o título em epígrafe,, sobre os edifícios das encerradas escolas do 1º ciclo do concelho e outro património do município nabantino, pode como sempre ser ouvida no site da rádio, e lida no esquerdo capítulo.

quarta-feira, outubro 24, 2012

economia de cantiga

A Câmara de Abrantes "vai apoiar projetos que estimulem a inovação na atividade empresarial", lê-se no Entroncamento Online.

Tal e qual em Tomar....
Por terras nabantinas, que genericamente e particularmente no que toca ao Município, ainda vive em 1973, inovação é um daqueles neologismos que nem se sabe bem o que significa.
Quando muito, por vezes, ainda recentemente, fala-se de estímulos à economia local e de ajuda aos empresários, mas não passa do chamado "31 de boca" para tentar enganar o povo que ainda quer ser enganado.
Porque depois é preciso um revisor de contas, contrata-se no Entroncamento; é preciso imprimir boletins municipais (que não servem para nada), contrata-se em Torres Novas; para o PDM (vá-se lá perceber para quê) contrata-se o Instituto Superior Técnico; para serviços jurídicos vai-se ter com o Morais Sarmento, e etc, etc...

Sim, estou a ser injusto, pronto. Por vezes também fazem muita questão de contratar em Tomar, e com muita inovação!... a robótica  nas AEC's, por exemplo.
O curioso é que Tomar foi o único município do país a inventar... perdão, oferecer robótica como Atividade Extra Curricular às crianças do 1º Ciclo, quando o que o Ministério da Educação aconselhava e apoiava financeiramente, era a Educação Física, o Inglês, a Música.
Estranho não é? Esse interesse na robótica, que a câmara decidiu sozinha, terá sido baseado em algum estudo encomendado pelo município? Algum desígnio de futuro para o concelho? Fenómenos nabantinos...

segunda-feira, outubro 22, 2012

Mentirosos!

artigo publicado no jornal O Templário de 18 de outubro

Ao longo das últimas semanas, o PSD e o seu presidente de câmara (há 15 anos responsável pelas finanças municipais!) têm feito uma campanha de vitimização, na premissa que os tomarenses não sabem distinguir a verdade e acreditam em tudo o que a Câmara lhes diz.
E a mentira é simples: a de que o PS e restante oposição votaram contra o PAEL, o tal empréstimo de 3,600 milhões €, e que isso vai prejudicar a economia local, e os fornecedores locais que assim não podem ver pagas as dívidas que o município tem para com eles, e blá, blá, blá.
Ora isto é totalmente FALSO! É uma patranha.

A dívida aos fornecedores locais é de cerca de 200 mil €, paga-se facilmente se a Câmara quiser. Os documentos deviam ser públicos, mas a verdade é que a sua disponibilização acaba por ser difícil, e mesmo muitos dos que os deviam ler não o fazem. Façam as contas, é matemática simples!
Então, a câmara que ainda há dias decidiu manter as regalias aos dirigentes da autarquia por uma função que não desempenham; a mesma que gasta milhares num boletim municipal que não serve para nada; a que mantém alugueres de espaços de milhares de euros, quando tem espaços próprios devolutos ou que cede gratuitamente; a que gasta dinheiro em música pimba sem qualquer retorno para o município; e mais, e mais…
- Queria agora mais uma folga de 3,6 milhões de euros para estragar em ano de eleições e ficarem os outros a pagar durante 14 anos?! Tenham vergonha.

A atitude é muito grave, e quanto a mim, não quero acreditar que os tomarenses ainda se deixem levar por este tipo de atuação. Os tomarenses podem (compreensivelmente!) ligar pouco à sua câmara, mas têm interesse no que se passa. Afinal é da sua terra que se trata, e daquilo que a má gestão municipal influencia nas suas vidas.
Ora, desesperado com as suas manifestas incapacidades, o PSD local enveredou por um novo caminho, o do “coitadinhos de nós que os malandros da oposição não nos deixam governar”. E para passar essa mensagem, mentem.
Os que não o fazem conscientemente mas sim porque, não lendo os documentos, acreditam naquilo que o PSD afirma, já deviam saber, não dá bons resultados, é o que nos trouxe a este estado, a este buraco em que Tomar está metido.

Incapazes de dialogar, habituados a tudo fazer sem passar cavaco a ninguém, o PSD está acomodado à falta de contraditório, o que está bem espelhado na afirmação do presidente da junta de Santa Maria dos Olivais: «quem votar contra isto devia ser preso»! Ou seja, quem votar contra a vontade do PSD…
Ora, quem provavelmente devia ir preso são aqueles que andaram a tomar as decisões criminosas que custaram os milhões de dívida do município de Tomar, dívida essa que na sua maioria, não trouxe retorno para a qualidade de vida dos tomarenses.
E que mal vai o PSD, entre o mais que vai dizendo, quando coloca a fazer a defesa da câmara… o filho do presidente de câmara!
Eu sei que as palavras duras chocam muito uma certa hipocrisia que reina no conservadorismo nabantino, mas não há outra forma de dizer isto, o estado medíocre a que chegou a governação do concelho não permite que se digam as coisas com paninhos quentes, a verdade é esta: são incapazes, são incompetentes, e são mentirosos!

Ora, o que todos os que são responsáveis têm de fazer, e foi o que o PS e toda a oposição unida fizeram na Assembleia Municipal, é impedir que esta câmara moribunda possa fazer mais estragos. O que a Câmara deve fazer é tentar acabar o mandato com um mínimo de dignidade; tentem sim, pagar o possível das dívidas que criaram sem inventarem folgas para mais danos, para mais dívidas que outros ficarão a pagar.
E tentem também ter o mínimo de respeito pelos cidadãos, façam política dizendo a verdade, e não nos queiram julgar a todos por parvos. Discutam-se opções e não falsidades.
A política e a gestão pública, seja com muito ou pouco dinheiro, tem sempre que ver com a definição de prioridades, tem que ver com opções, com escolhas. O PSD em Tomar tem feito, e com legitimidade repetida nas urnas, todas as opções que entende. Eu e muitos consideramos que a generalidade dessas opções tem sido errada, e a realidade tem vindo sistematicamente a comprová-lo. Mas, a maioria dos tomarenses tem vindo ainda assim a dar ao PSD a continuidade na governação.

Assim, o PSD faz as opções que quer, assuma-as, não tente responsabilizar os outros por elas, não queira passar pelo ridículo de achar que os tomarenses não sabem quem os governa. Os tomarenses sabem-no, foram os tomarenses que os escolheram.  
Quem está há 15 anos no poder não pode esconder-se atrás de desculpas! Quer dizer, até pode… como aquele presidente de junta do PSD que disse baixinho na assembleia: "os tomarenses é que têm a culpa, votaram em nós"!

sábado, outubro 20, 2012

e o malandro sou eu!

A questão do PAEL (aquele, mais um, empréstimo de 3,6 milhões de euros que a Câmara, ou melhor, o PSD queria para aliviar as costas em ano de eleições), vai ainda fazer correr muita tinta, porque é preciso desmascarar por completo as aldrabices de quem há 15 anos governa, e ao fazê-lo praticamente só estraga.

O PS realizou esta semana uma conferência de imprensa onde explica ao pormenor o que está verdadeiramente em causa. Pode ser lido aqui e aqui ouvido.

Claro que entretanto - só é estranho para quem tenha andado desatento ao longo destes anos - O PSD, continuando uma linha de atuação antiga, não respeita as decisões do órgão deliberativo, a Assembleia Municipal e, desculpando-se num parecer qualquer que nem sabemos se existe, mas que só pode ser daqueles para rir porque a Lei é clara, não tem qualquer pejo em, mais uma entre tantas vezes, desrespeitar a Lei, uma vez que se candidatou ainda assim ao tal empréstimo.
Sublinho: continuadamente o PSD não respeita a democracia ao ignorar as decisões da Assembleia Municipal, e não respeita a Lei que neste caso é clara, quando diz que para empréstimos que vão além da vigência de dois mandatos é preciso o voto favorável da maioria dos membros efetivos da Assembleia Municipal.
Esses dois terços não se verificaram, e este empréstimo a acontecer, será para pagar o que é gasto neste ano, ao longo dos próximos 14!

O PS, muito bem, decidiu em reunião do seu órgão máximo local, a Comissão Política Concelhia (CPC) e já o divulgou na referida conferência, vai denunciar o caso ao tribunal administrativo. Não se pode ter mais qualquer complacência com estas vergonhosas atitudes de quem se julga dono da coisa pública.

E a falta de vergonha ou a mentira descarada continua!
Já esta semana, assim mo transmitiram, foram pagas (parte ou o todo, não sei) a um fornecedor local as dívidas do município para consigo, tendo-lhe sido dito algo como: "pois, está a ver, eles não queriam, mas nós lá conseguimos este empréstimo, senão não havia dinheiro para lhe pagar..."!

Mas pode-se dizer alguma coisa que não seja continuar a chamar-lhes aldrabões com todas as letras?!
Não só está mais que provado para quem souber ler os documentos, que este empréstimo não tem nada que ver com os fornecedores locais - é perfeitamente possível pagar toda a dívida local com o dinheiro existente - como nem sequer há ainda, e provavelmente se tudo correr bem a favor de Tomar não haverá, qualquer empréstimo!

E têm o descaramento de dizer que os culpados de tudo são os malandros da oposição!

Adenda: Afinal, acabei de ver no correio informação enviada aos deputados municipais, a justificação apresentada pelo Presidente de Câmara para tentar contornar a Lei, é "após um contacto com a Secretaria de Estado da Administração Local"....
Para o PSD. a Lei continua a servir só para os outros.

quinta-feira, outubro 18, 2012

vergonha

foto d'O Templário
Eu já disse várias vezes publicamente, e ainda na reunião de setembro da Assembleia Municipal o afirmei, que tenho muitas vezes vergonha de ser autarca em Tomar.

A notícia n'O Templário online, "Idosa dorme nas arcadas da Câmara de Tomar", é uma dessas situações. Como o foi o caso há dias do tecto que desabou numa casa propriedade da autarquia, que por sorte não causou vítimas;
ou do indigente que morou 4 anos numas casas de banho públicas junto à ermida de São Gregório e que só quando faltava nossa senhora descer à terra ou algo assim para falar também no assunto, a Câmara se decidiu a fazer alguma coisa;
ou ainda o acampamento cigano às portas da cidade, entre tanto mais.

Ora, ao longo da última década e meia, a Câmara teve todas as condições para resolver os problemas sociais e particularmente de habitação existentes em Tomar, como outros concelhos fizeram. Os da comunidade em geral e os da comunidade cigana em particular, que por ser de número elevado e com culturas características necessita de tratamento diferenciado e de um tempo mais demorado.
Ao fazê-lo, neste caso específico da comunidade cigana, a Câmara estaria não só a resolver esses problemas sociais e de dignidade humana, mas também a abrir caminho para solucionar toda a imagem e usabilidade daquela zona da cidade, bem como a intervir de forma concreta noutras questões latentes da integração dessa comunidade na comunidade nabantina.

Houve dinheiro, programas governamentais, fundos europeus. Tudo. Faltou o essencial, vontade e saber.
E claro, as questões ideológicas. Ao longo de grande parte deste tempo o PSD, que vive ainda sob esse espectro, foi liderado por alguém cuja vontade era soberana e por todos vassalada, e que queria, o próprio mo afirmou, "uma cidade para os que podem pagar, os outros que procurem outras terras, e voltem quando puderem".

As questões sociais foram sempre desprezadas em Tomar. Basta lembrar que Tomar foi o último município do país, e porque obrigado, a constituir a rede social, e que obviamente funciona mal. Uma parte do PSD até o reconhece, ou não teria apresentado a proposta em AM, replicada nos jornais da passada semana, para que reunam as IPSS, associações, outras entidades, etc, etc - ora, essa é a primeira missão da rede social que a câmara deve liderar!
Já devia estar feito há muito tempo! Não é preciso inventar, basta ver o que nessa matéria fazem os concelhos vizinhos.

A política é feita de opções e decisões. O PSD em Tomar fez sempre as opções que quis, por mais que o PS e restante oposição se mostrassem contra e explicassem porquê.
Optou por rotundas e fontes foleiras, passadeiras feitas e refeitas que custam milhares de euros cada uma cada vez;
um pavilhão onde já existia um, que mete água e que para pouco serve;
um contrato de PPP ruinoso e muito mal esclarecido para a construção de um parque que todos sabiam e diziam que para nada serviria a não ser para que a câmara continue a gastar dinheiro;
uma ponte que custou milhões e não resolveu nenhum problema de trânsito porque foi feita no sítio errado;
obras no mouchão e jardins envolventes, precisamente onde menos necessárias eram e que que no caso do mouchão até vieram destruir o sistema de rega que não só era histórico, como praticamente sem custos de manutenção;
o processo de aquisição do Convento de Santa Iria, uma vez mais, mal esclarecido e para ficar a cair até ao ponto de ruínas;
o mesmo processo estranho e caro da aquisição da Casa dos Tectos;
a aquisição da sede da ex cooperativa Nabância sem qualquer critério para o seu uso;
a aquisição da loja na Amorim Rosa para o espaço internet, quando uns metros mais à frente, logo ao virar da esquina, tem espaço próprio, onde funcionou a antiga judiciária, e que só recentemente lhe foi dado uso: arquivo!;
A milionária reconstrução em curso dos Lagares del Rei, sem qualquer ideia de como rentabilizar aquilo quando as obras forem concluídas.
Eventos e espetáculos, turismo, associações, cultura, com enorme potencial em Tomar mas com uma completa incapacidade do município de planear estrategicamente como outros fazem, e pôr isso a render;
E muito, muito mais, além da arrogância, da presunção, da incapacidade de diálogo, da cegueira ideológica, de muitas ilegalidades e de muita coisa mal explicada.
Foram milhões e milhões mal gastos, sem retorno financeiro ou na qualidade de vida dos tomarenses. E tudo à conta do aumento da dívida e dos empréstimos sobre empréstimos.

E os culpados são os malandros da oposição. Coitadinhos dos dirigentes do PSD, e particularmente do presidente de câmara que está lá há 15 anos, que não têm culpa de nada disto nem sabiam de nada...
Eles de facto, não sabem muito, pelo menos daquilo que ao coletivo interessa. Mas isso não pode significar que possam continuar a ser perdoados.

sábado, outubro 13, 2012

curtas

- "Autarcas de Câmara de Vila de Rei acusados de peculato", lê-se n'O Templário.
Não são os primeiros, há vários casos por esse país fora. Mas em Tomar há ainda quem julgue que pode fazer tudo, que a gestão pública ainda é como foi até ao início deste século, que ninguém pode ser responsabilizado além do voto na urna, ou que a Lei é apenas uma coisa que serve para os outros.

- "Aguentem e não chorem, ajoelhem e rezem" é, em resumo a mensagem do líder da igreja católica em Portugal, que disse ontem, nas manifestações de júbilo pela senhora de branco, virgem mãe, que desceu dos ares para pousar sobre uma azinheira e falar com três crianças analfabetas e alertá-las sobre os perigos do comunismo na Rússia, que os portugueses não devem manifestar-se mas sim aguentar porque o Governo está a fazer bom trabalho!
E ainda tem o descaramento de reafirmar que a Igreja não faz política! Se há coisa que a maior instituição civil em Portugal sempre fez, é política.

- Uma empresa da Covilhã desenvolveu uma aplicação para telemóvel para escapar às portagens das scuts, e a primeira disponível é mesmo a A23. Procurem.

- A Feira de Santa Iria em Tomar, ainda não começou e já está envolta em polémica, com questões entre a Câmara e as duas rádios locais, empresas de comunicação social.
Não comento o caso em concreto até porque não conheço os detalhes mas, uma coisa é certa, a organização da Feira de Santa Iria é há muitos anos um exemplo da forma pouco transparente, com muita falta de sentido de serviço público e longe daquela que deve ser a correta e eficaz gestão que é timbre daqueles que integram a Câmara de Tomar há década e meia.
Isso, e também a prova da falta de planeamento, de estratégia, de sentido integrado do Turismo enquanto um todo e da sua capacidade de criar desenvolvimento económico.

"Populismo de bolsos furados"

A minha nota desta semana na rádio Hertz, com o título em epígrafe e sobre a balela que o PSD nabantino está a tentar vender aos tomarenses relativamente ao empréstimo de 3,6 milhões de euros,  pode ser ouvida aqui e lida aqui.

Entretanto a questão continua acesa porque (é hábito), a câmara está empenhada em contornar a lei. Teremos que agir em conformidade com essa repetida atitude de desrespeito pela opinião contrária, de desrespeito democrático, e também de desrespeito pela Lei.
Esta câmara que está morta há muito tempo, tem de ser responsabilizada pelos disparates que fez, e a atitude responsável e em respeito por Tomar que todos temos de fazer, é impedir que no espaço que falta até ao fim do mandato possa fazer ainda mais disparates, e deixar as contas para os que vierem.