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segunda-feira, novembro 12, 2012
"devolutos"
A minha nota da passada semana na rádio Hertz, com o título em epígrafe,, sobre os edifícios das encerradas escolas do 1º ciclo do concelho e outro património do município nabantino, pode como sempre ser ouvida no site da rádio, e lida no esquerdo capítulo.
quarta-feira, outubro 24, 2012
economia de cantiga
- A Câmara de Abrantes "vai apoiar projetos que estimulem a inovação na atividade empresarial", lê-se no Entroncamento Online.Tal e qual em Tomar....
Por terras nabantinas, que genericamente e particularmente no que toca ao Município, ainda vive em 1973, inovação é um daqueles neologismos que nem se sabe bem o que significa.
Quando muito, por vezes, ainda recentemente, fala-se de estímulos à economia local e de ajuda aos empresários, mas não passa do chamado "31 de boca" para tentar enganar o povo que ainda quer ser enganado.
Porque depois é preciso um revisor de contas, contrata-se no Entroncamento; é preciso imprimir boletins municipais (que não servem para nada), contrata-se em Torres Novas; para o PDM (vá-se lá perceber para quê) contrata-se o Instituto Superior Técnico; para serviços jurídicos vai-se ter com o Morais Sarmento, e etc, etc...
Sim, estou a ser injusto, pronto. Por vezes também fazem muita questão de contratar em Tomar, e com muita inovação!... a robótica nas AEC's, por exemplo.
O curioso é que Tomar foi o único município do país a inventar... perdão, oferecer robótica como Atividade Extra Curricular às crianças do 1º Ciclo, quando o que o Ministério da Educação aconselhava e apoiava financeiramente, era a Educação Física, o Inglês, a Música.
Estranho não é? Esse interesse na robótica, que a câmara decidiu sozinha, terá sido baseado em algum estudo encomendado pelo município? Algum desígnio de futuro para o concelho? Fenómenos nabantinos...
segunda-feira, outubro 22, 2012
Mentirosos!
artigo publicado no jornal O Templário de 18 de outubro
A atitude é muito grave, e quanto a mim, não quero acreditar que os tomarenses ainda se deixem levar por este tipo de atuação. Os tomarenses podem (compreensivelmente!) ligar pouco à sua câmara, mas têm interesse no que se passa. Afinal é da sua terra que se trata, e daquilo que a má gestão municipal influencia nas suas vidas.
Incapazes de dialogar, habituados a tudo fazer sem passar cavaco a ninguém, o PSD está acomodado à falta de contraditório, o que está bem espelhado na afirmação do presidente da junta de Santa Maria dos Olivais: «quem votar contra isto devia ser preso»! Ou seja, quem votar contra a vontade do PSD…
Ora, o que todos os que são responsáveis têm de fazer, e foi o que o PS e toda a oposição unida fizeram na Assembleia Municipal, é impedir que esta câmara moribunda possa fazer mais estragos. O que a Câmara deve fazer é tentar acabar o mandato com um mínimo de dignidade; tentem sim, pagar o possível das dívidas que criaram sem inventarem folgas para mais danos, para mais dívidas que outros ficarão a pagar.
Assim, o PSD faz as opções que quer, assuma-as, não tente responsabilizar os outros por elas, não queira passar pelo ridículo de achar que os tomarenses não sabem quem os governa. Os tomarenses sabem-no, foram os tomarenses que os escolheram.
Ao longo das últimas semanas, o PSD e o seu presidente de
câmara (há 15 anos responsável pelas finanças municipais!) têm feito uma
campanha de vitimização, na premissa que os tomarenses não sabem distinguir a
verdade e acreditam em tudo o que a Câmara lhes diz.
E a mentira é simples: a de que o PS e restante oposição
votaram contra o PAEL, o tal empréstimo de 3,600 milhões €, e que isso vai
prejudicar a economia local, e os fornecedores locais que assim não podem ver
pagas as dívidas que o município tem para com eles, e blá, blá, blá.
Ora isto é totalmente FALSO! É uma patranha.
A dívida aos fornecedores locais é de cerca de 200 mil €,
paga-se facilmente se a Câmara quiser. Os documentos deviam ser públicos, mas a
verdade é que a sua disponibilização acaba por ser difícil, e mesmo muitos dos
que os deviam ler não o fazem. Façam as contas, é matemática simples!
Então, a câmara que ainda há dias decidiu manter as regalias
aos dirigentes da autarquia por uma função que não desempenham; a mesma que
gasta milhares num boletim municipal que não serve para nada; a que mantém
alugueres de espaços de milhares de euros, quando tem espaços próprios
devolutos ou que cede gratuitamente; a que gasta dinheiro em música pimba sem
qualquer retorno para o município; e mais, e mais…
- Queria agora mais uma folga de 3,6 milhões de euros para
estragar em ano de eleições e ficarem os outros a pagar durante 14 anos?!
Tenham vergonha.
A atitude é muito grave, e quanto a mim, não quero acreditar que os tomarenses ainda se deixem levar por este tipo de atuação. Os tomarenses podem (compreensivelmente!) ligar pouco à sua câmara, mas têm interesse no que se passa. Afinal é da sua terra que se trata, e daquilo que a má gestão municipal influencia nas suas vidas.
Ora, desesperado com as suas manifestas incapacidades, o PSD
local enveredou por um novo caminho, o do “coitadinhos de nós que os malandros
da oposição não nos deixam governar”. E para passar essa mensagem, mentem.
Os que não o fazem conscientemente mas sim porque, não lendo
os documentos, acreditam naquilo que o PSD afirma, já deviam saber, não dá bons
resultados, é o que nos trouxe a este estado, a este buraco em que Tomar está
metido.
Incapazes de dialogar, habituados a tudo fazer sem passar cavaco a ninguém, o PSD está acomodado à falta de contraditório, o que está bem espelhado na afirmação do presidente da junta de Santa Maria dos Olivais: «quem votar contra isto devia ser preso»! Ou seja, quem votar contra a vontade do PSD…
Ora, quem provavelmente devia ir preso são aqueles que
andaram a tomar as decisões criminosas que custaram os milhões de dívida do
município de Tomar, dívida essa que na sua maioria, não trouxe retorno para a
qualidade de vida dos tomarenses.
E que mal vai o PSD, entre o mais que vai dizendo, quando
coloca a fazer a defesa da câmara… o filho do presidente de câmara!
Eu sei que as palavras duras chocam muito uma certa
hipocrisia que reina no conservadorismo nabantino, mas não há outra forma de
dizer isto, o estado medíocre a que chegou a governação do concelho não permite
que se digam as coisas com paninhos quentes, a verdade é esta: são incapazes,
são incompetentes, e são mentirosos!
Ora, o que todos os que são responsáveis têm de fazer, e foi o que o PS e toda a oposição unida fizeram na Assembleia Municipal, é impedir que esta câmara moribunda possa fazer mais estragos. O que a Câmara deve fazer é tentar acabar o mandato com um mínimo de dignidade; tentem sim, pagar o possível das dívidas que criaram sem inventarem folgas para mais danos, para mais dívidas que outros ficarão a pagar.
E tentem também ter o mínimo de respeito pelos cidadãos,
façam política dizendo a verdade, e não nos queiram julgar a todos por parvos.
Discutam-se opções e não falsidades.
A política e a gestão pública, seja com muito ou pouco
dinheiro, tem sempre que ver com a definição de prioridades, tem que ver com
opções, com escolhas. O PSD em Tomar tem feito, e com legitimidade repetida
nas urnas, todas as opções que entende. Eu e muitos consideramos que a
generalidade dessas opções tem sido errada, e a realidade tem vindo
sistematicamente a comprová-lo. Mas, a maioria dos tomarenses tem vindo ainda
assim a dar ao PSD a continuidade na governação.
Assim, o PSD faz as opções que quer, assuma-as, não tente responsabilizar os outros por elas, não queira passar pelo ridículo de achar que os tomarenses não sabem quem os governa. Os tomarenses sabem-no, foram os tomarenses que os escolheram.
Quem está há 15 anos no poder não pode esconder-se atrás de
desculpas! Quer dizer, até pode… como aquele presidente de junta do PSD que
disse baixinho na assembleia: "os tomarenses é que têm a culpa, votaram em
nós"!
sábado, outubro 20, 2012
e o malandro sou eu!
O PS realizou esta semana uma conferência de imprensa onde explica ao pormenor o que está verdadeiramente em causa. Pode ser lido aqui e aqui ouvido.
Claro que entretanto - só é estranho para quem tenha andado desatento ao longo destes anos - O PSD, continuando uma linha de atuação antiga, não respeita as decisões do órgão deliberativo, a Assembleia Municipal e, desculpando-se num parecer qualquer que nem sabemos se existe, mas que só pode ser daqueles para rir porque a Lei é clara, não tem qualquer pejo em, mais uma entre tantas vezes, desrespeitar a Lei, uma vez que se candidatou ainda assim ao tal empréstimo.
Sublinho: continuadamente o PSD não respeita a democracia ao ignorar as decisões da Assembleia Municipal, e não respeita a Lei que neste caso é clara, quando diz que para empréstimos que vão além da vigência de dois mandatos é preciso o voto favorável da maioria dos membros efetivos da Assembleia Municipal.
Esses dois terços não se verificaram, e este empréstimo a acontecer, será para pagar o que é gasto neste ano, ao longo dos próximos 14!
O PS, muito bem, decidiu em reunião do seu órgão máximo local, a Comissão Política Concelhia (CPC) e já o divulgou na referida conferência, vai denunciar o caso ao tribunal administrativo. Não se pode ter mais qualquer complacência com estas vergonhosas atitudes de quem se julga dono da coisa pública.
E a falta de vergonha ou a mentira descarada continua!
Já esta semana, assim mo transmitiram, foram pagas (parte ou o todo, não sei) a um fornecedor local as dívidas do município para consigo, tendo-lhe sido dito algo como: "pois, está a ver, eles não queriam, mas nós lá conseguimos este empréstimo, senão não havia dinheiro para lhe pagar..."!
Mas pode-se dizer alguma coisa que não seja continuar a chamar-lhes aldrabões com todas as letras?!
Não só está mais que provado para quem souber ler os documentos, que este empréstimo não tem nada que ver com os fornecedores locais - é perfeitamente possível pagar toda a dívida local com o dinheiro existente - como nem sequer há ainda, e provavelmente se tudo correr bem a favor de Tomar não haverá, qualquer empréstimo!
E têm o descaramento de dizer que os culpados de tudo são os malandros da oposição!
Adenda: Afinal, acabei de ver no correio informação enviada aos deputados municipais, a justificação apresentada pelo Presidente de Câmara para tentar contornar a Lei, é "após um contacto com a Secretaria de Estado da Administração Local"....
Para o PSD. a Lei continua a servir só para os outros.
quinta-feira, outubro 18, 2012
vergonha
| foto d'O Templário |
A notícia n'O Templário online, "Idosa dorme nas arcadas da Câmara de Tomar", é uma dessas situações. Como o foi o caso há dias do tecto que desabou numa casa propriedade da autarquia, que por sorte não causou vítimas;
ou do indigente que morou 4 anos numas casas de banho públicas junto à ermida de São Gregório e que só quando faltava nossa senhora descer à terra ou algo assim para falar também no assunto, a Câmara se decidiu a fazer alguma coisa;
ou ainda o acampamento cigano às portas da cidade, entre tanto mais.
Ora, ao longo da última década e meia, a Câmara teve todas as condições para resolver os problemas sociais e particularmente de habitação existentes em Tomar, como outros concelhos fizeram. Os da comunidade em geral e os da comunidade cigana em particular, que por ser de número elevado e com culturas características necessita de tratamento diferenciado e de um tempo mais demorado.
Ao fazê-lo, neste caso específico da comunidade cigana, a Câmara estaria não só a resolver esses problemas sociais e de dignidade humana, mas também a abrir caminho para solucionar toda a imagem e usabilidade daquela zona da cidade, bem como a intervir de forma concreta noutras questões latentes da integração dessa comunidade na comunidade nabantina.
Houve dinheiro, programas governamentais, fundos europeus. Tudo. Faltou o essencial, vontade e saber.
E claro, as questões ideológicas. Ao longo de grande parte deste tempo o PSD, que vive ainda sob esse espectro, foi liderado por alguém cuja vontade era soberana e por todos vassalada, e que queria, o próprio mo afirmou, "uma cidade para os que podem pagar, os outros que procurem outras terras, e voltem quando puderem".
As questões sociais foram sempre desprezadas em Tomar. Basta lembrar que Tomar foi o último município do país, e porque obrigado, a constituir a rede social, e que obviamente funciona mal. Uma parte do PSD até o reconhece, ou não teria apresentado a proposta em AM, replicada nos jornais da passada semana, para que reunam as IPSS, associações, outras entidades, etc, etc - ora, essa é a primeira missão da rede social que a câmara deve liderar!
Já devia estar feito há muito tempo! Não é preciso inventar, basta ver o que nessa matéria fazem os concelhos vizinhos.
A política é feita de opções e decisões. O PSD em Tomar fez sempre as opções que quis, por mais que o PS e restante oposição se mostrassem contra e explicassem porquê.
Optou por rotundas e fontes foleiras, passadeiras feitas e refeitas que custam milhares de euros cada uma cada vez;
um pavilhão onde já existia um, que mete água e que para pouco serve;
um contrato de PPP ruinoso e muito mal esclarecido para a construção de um parque que todos sabiam e diziam que para nada serviria a não ser para que a câmara continue a gastar dinheiro;
uma ponte que custou milhões e não resolveu nenhum problema de trânsito porque foi feita no sítio errado;
obras no mouchão e jardins envolventes, precisamente onde menos necessárias eram e que que no caso do mouchão até vieram destruir o sistema de rega que não só era histórico, como praticamente sem custos de manutenção;
o processo de aquisição do Convento de Santa Iria, uma vez mais, mal esclarecido e para ficar a cair até ao ponto de ruínas;
o mesmo processo estranho e caro da aquisição da Casa dos Tectos;
a aquisição da sede da ex cooperativa Nabância sem qualquer critério para o seu uso;
a aquisição da loja na Amorim Rosa para o espaço internet, quando uns metros mais à frente, logo ao virar da esquina, tem espaço próprio, onde funcionou a antiga judiciária, e que só recentemente lhe foi dado uso: arquivo!;
A milionária reconstrução em curso dos Lagares del Rei, sem qualquer ideia de como rentabilizar aquilo quando as obras forem concluídas.
Eventos e espetáculos, turismo, associações, cultura, com enorme potencial em Tomar mas com uma completa incapacidade do município de planear estrategicamente como outros fazem, e pôr isso a render;
E muito, muito mais, além da arrogância, da presunção, da incapacidade de diálogo, da cegueira ideológica, de muitas ilegalidades e de muita coisa mal explicada.
Foram milhões e milhões mal gastos, sem retorno financeiro ou na qualidade de vida dos tomarenses. E tudo à conta do aumento da dívida e dos empréstimos sobre empréstimos.
E os culpados são os malandros da oposição. Coitadinhos dos dirigentes do PSD, e particularmente do presidente de câmara que está lá há 15 anos, que não têm culpa de nada disto nem sabiam de nada...
Eles de facto, não sabem muito, pelo menos daquilo que ao coletivo interessa. Mas isso não pode significar que possam continuar a ser perdoados.
sábado, outubro 13, 2012
curtas
- "Autarcas de Câmara de Vila de Rei acusados de peculato", lê-se n'O Templário.
Não são os primeiros, há vários casos por esse país fora. Mas em Tomar há ainda quem julgue que pode fazer tudo, que a gestão pública ainda é como foi até ao início deste século, que ninguém pode ser responsabilizado além do voto na urna, ou que a Lei é apenas uma coisa que serve para os outros.
- "Aguentem e não chorem, ajoelhem e rezem" é, em resumo a mensagem do líder da igreja católica em Portugal, que disse ontem, nas manifestações de júbilo pela senhora de branco, virgem mãe, que desceu dos ares para pousar sobre uma azinheira e falar com três crianças analfabetas e alertá-las sobre os perigos do comunismo na Rússia, que os portugueses não devem manifestar-se mas sim aguentar porque o Governo está a fazer bom trabalho!
E ainda tem o descaramento de reafirmar que a Igreja não faz política! Se há coisa que a maior instituição civil em Portugal sempre fez, é política.
- Uma empresa da Covilhã desenvolveu uma aplicação para telemóvel para escapar às portagens das scuts, e a primeira disponível é mesmo a A23. Procurem.
- A Feira de Santa Iria em Tomar, ainda não começou e já está envolta em polémica, com questões entre a Câmara e as duas rádios locais, empresas de comunicação social.
Não comento o caso em concreto até porque não conheço os detalhes mas, uma coisa é certa, a organização da Feira de Santa Iria é há muitos anos um exemplo da forma pouco transparente, com muita falta de sentido de serviço público e longe daquela que deve ser a correta e eficaz gestão que é timbre daqueles que integram a Câmara de Tomar há década e meia.
Isso, e também a prova da falta de planeamento, de estratégia, de sentido integrado do Turismo enquanto um todo e da sua capacidade de criar desenvolvimento económico.
Não são os primeiros, há vários casos por esse país fora. Mas em Tomar há ainda quem julgue que pode fazer tudo, que a gestão pública ainda é como foi até ao início deste século, que ninguém pode ser responsabilizado além do voto na urna, ou que a Lei é apenas uma coisa que serve para os outros.
- "Aguentem e não chorem, ajoelhem e rezem" é, em resumo a mensagem do líder da igreja católica em Portugal, que disse ontem, nas manifestações de júbilo pela senhora de branco, virgem mãe, que desceu dos ares para pousar sobre uma azinheira e falar com três crianças analfabetas e alertá-las sobre os perigos do comunismo na Rússia, que os portugueses não devem manifestar-se mas sim aguentar porque o Governo está a fazer bom trabalho!
E ainda tem o descaramento de reafirmar que a Igreja não faz política! Se há coisa que a maior instituição civil em Portugal sempre fez, é política.
- Uma empresa da Covilhã desenvolveu uma aplicação para telemóvel para escapar às portagens das scuts, e a primeira disponível é mesmo a A23. Procurem.
- A Feira de Santa Iria em Tomar, ainda não começou e já está envolta em polémica, com questões entre a Câmara e as duas rádios locais, empresas de comunicação social.
Não comento o caso em concreto até porque não conheço os detalhes mas, uma coisa é certa, a organização da Feira de Santa Iria é há muitos anos um exemplo da forma pouco transparente, com muita falta de sentido de serviço público e longe daquela que deve ser a correta e eficaz gestão que é timbre daqueles que integram a Câmara de Tomar há década e meia.
Isso, e também a prova da falta de planeamento, de estratégia, de sentido integrado do Turismo enquanto um todo e da sua capacidade de criar desenvolvimento económico.
"Populismo de bolsos furados"
A minha nota desta semana na rádio Hertz, com o título em epígrafe e sobre a balela que o PSD nabantino está a tentar vender aos tomarenses relativamente ao empréstimo de 3,6 milhões de euros, pode ser ouvida aqui e lida aqui.
Entretanto a questão continua acesa porque (é hábito), a câmara está empenhada em contornar a lei. Teremos que agir em conformidade com essa repetida atitude de desrespeito pela opinião contrária, de desrespeito democrático, e também de desrespeito pela Lei.
Esta câmara que está morta há muito tempo, tem de ser responsabilizada pelos disparates que fez, e a atitude responsável e em respeito por Tomar que todos temos de fazer, é impedir que no espaço que falta até ao fim do mandato possa fazer ainda mais disparates, e deixar as contas para os que vierem.
Entretanto a questão continua acesa porque (é hábito), a câmara está empenhada em contornar a lei. Teremos que agir em conformidade com essa repetida atitude de desrespeito pela opinião contrária, de desrespeito democrático, e também de desrespeito pela Lei.
Esta câmara que está morta há muito tempo, tem de ser responsabilizada pelos disparates que fez, e a atitude responsável e em respeito por Tomar que todos temos de fazer, é impedir que no espaço que falta até ao fim do mandato possa fazer ainda mais disparates, e deixar as contas para os que vierem.
quinta-feira, outubro 04, 2012
em Tomar, essa terra...
| Da CMT, os três PSD a cujas "ideias" se juntou José Vitorino. foto Cidade de Tomar |
Já ninguém, há muito, espera nada de bom da atual Câmara de Tomar, e aquilo que todos podemos fazer, é tentar diminuir os estragos que ainda possam tentar neste ano que falta até às próximas eleições.
Essa é a principal razão porque toda a oposição votou contra o novo empréstimo que a CMT queria fazer que servia, não para "apoiar a economia local" como tentou o presidente Carlos Carrão convencer, conseguindo-o apenas com os dos do seu partido. E este foi um daqueles momentos em se deixaram mesmo convencer que era verdade, tal a ferocidade que estavam a defender aquilo.
Entre tantos outros dislates, o presidente de junta da freguesia de Santa Maria dos Olivais, relevando uma falta de espírito democrático habitual naquelas hostes, até teve a distinta lata de dizer que quem votasse contra, ou seja, quem tem uma opinião contrária àquela que lhe disseram para ter, "devia ser preso"!
(Respondi-lhe lá, escuso-me de o fazer aqui)
Um empréstimo que empenhava (mais) o município para os próximos 14 anos, e não apenas o município mas também os munícipes com o aumento de uma série de taxas no caso de incumprimento. Um empréstimo (que poderia chegar ao máximo de 3,6 milhões de euros) que servia para pagar dívidas que se resolvem com melhores opções de gestão e com os cerca de 2 milhões de euros que o estado central deve. Um empréstimo que servia, palavras do presidente, para "aliviar a câmara para outras despesas".
Pois, esse é que é o problema, nós estamos bem habituados ao tipo de "despesas" que a gestão municipal em Tomar tem feito, e "aliviar" a câmara para fazer despesas neste ano que fiquem depois todos a pagar, não seria responsável.
Quem o defende, ou não estudou bem os dossiês (o que é hábito), ou então tem interesse noutra coisa qualquer que não os interesses coletivos de Tomar. Há, realmente, "quem não se enxergue"...
É uma câmara, desde o início do mandato, desorganizada, sem planeamento, sem estratégia, sem capacidade para ouvir sugestões, totalmente avessos e reagindo mal às críticas, sem visão do que quer que seja, sem capacidade política. A tal cambada.
A capacidade política por exemplo, que obrigaria um presidente de câmara sem maioria (ou mesmo que a tivesse) que sabe que precisa da Assembleia para aprovar alguma coisa que entende importante, a reunir previamente, a dialogar, a explicar, a flexibilizar, a encontrar pontos comuns - como eu e outros há muito alertamos, mas que este ou o anterior presidente nunca quiseram, nem sabem fazer.
Nunca quiseram, naturalmente, também se percebe, porque desde início acharam ter o PS no bolso. O anterior presidente já próximo do seu fim político, chegou a dizer-mo em confidência. Já deviam ter percebido, o PS e os socialistas nabantinos não se vendem. Se alguém o faz, fá-lo a expensas próprias...
O Presidente de Câmara só reúne com a bancada do seu partido - e engana-os! Isso tem sido notório em muitos momentos, foi-o na sexta feira passada por exemplo em relação à questão do pagamento dos suplementos de salário aos dirigentes da autarquia, em que o PSD fez a defesa da questão com base em argumentos errados e foi apanhado na curva (dois elementos do PSD até saíram para não votar a coisa), e ontem foi evidente em ambos os pontos, quer na questão do PAEL, quer na questão da extinção das freguesias onde nem sabiam bem o que estavam a votar. Bom, mas isso é problema que é mesmo do PSD, andam assim há 15 anos, e se continuam bem assim, deixem-se estar...
O que apesar de tudo me faz alguma confusão é como é que pessoas que têm sido enganadas, ao votar ano após ano, assuntos que se vêm depois revelar errados, más opções, ou mesmo apenas ridículos, continuem a acreditar no pai natal, que é o mesmo que dizer, entre outros já fugidos, na pessoa que agora em funções de presidente, está há 15 anos em funções políticas na câmara, tendo, por exemplo, tido sempre a responsabilidade pelas finanças na autarquia - e em que bom estado elas estão!
E depois têm o desplante de ainda dizer que a culpa é da oposição! Quando estes senhores governaram 12 anos em maioria absoluta onde fizeram tudo o que quiseram, estragaram o que quiseram, fizeram as negociatas que entenderam, e chegados a este mandato, com Tomar no buraco, sem capacidade para fazer coisa nenhuma, sem querer ouvir ninguém, convencidos que isto ainda se fazia condicionando este ou aquele a algum interesse menos claro, com toda a sua credibilidade destruída, ainda são capazes de dizer que a coisa está a ir bem! Aprenderam com o Governo, lá está: a malta saltou do avião e o paraquedas não abriu... mas até ao último metro antes do chão está tudo ótimo!
Sobre o PSD, e deixando de lado a defesa ternurenta, quase apaixonada, da ação política de Miguel Relvas, há mais pormenores interessantes que, seriam uma delícia se alguém ligasse a mínima a isto. Como por exemplo, aquela de Carlos Carrão (que reage muito mal às críticas, mas devia saber que quem anda à chuva molha-se), que consegue dizer com aquele ar grave e sério, sem o esboço mínimo de um sorriso de consciência pesada: "aqui na câmara nunca foi gasto dinheiro em campanhas"!
Enfim, é o que temos, lata não falta aos mais responsáveis, e como disse ontem em off um presidente de junta do PSD às outras bancadas: "os tomarenses é que têm a culpa, votaram em nós"!
domingo, setembro 30, 2012
notas de domingo
| AMT - foto rádio Hertz |
Pequenas notas síntese da reunião de sexta:
- Miguel Relvas viu aprovada uma moção de censura contra si. Sem largar o telemóvel e pouco tempo passando na sala, como é costume, mas para além disso, um Relvas muito mais abatido e silencioso que aquilo que estávamos habituados. Consciência pesada? Elas não matam mas moem? Dúvidas sobre o que fazer da vida, agora que a sua carreira política se precipita para o fim?
Sobre a discussão realizada (no meu caso, reconheço, com alguma exasperação, porque já não tenho paciência para a mediocridade e a falta de decoro e responsabilidade), há vários pontos fascinantes:
- Vários deputados municipais demonstraram não saber sequer do que estavam a falar (o que nunca acontece...), por exemplo usando aqueles argumentos muito básicos como, "o dinheiro não sai do orçamento do município"!
E mesmo que não saísse, isso significa que se pode gastar à farta? A velha mentalidade portuguesa que, se não sou eu que pago... e achar que o Estado é uma coisa qualquer virtual com fundos inesgotáveis.
- E aqueles argumentos do "problema é que o município tem é dirigentes a mais"?! É verdade, tem, estou farto de o dizer - mas a estrutura orgânica do município já foi aprovada neste mandato pela AMT, e o PS foi o único partido que votou contra, precisamente por defendermos a redução dos dirigentes!
- A bancada social democrata, mal preparada como costume, também demonstrou que não conhecia bem este dossiê, a ponto de alguns dos seus membros terem saído da sala (incluindo a líder de bancada oficial) porque, apanhados de surpresa e não querendo votar contra a orientação do partido, também não quiseram votar favoravelmente tal imoralidade e incoerência - mas o PSD nabantino é coerentemente incoerente!
Mesmo o líder de bancada (ou que nesta AM desempenhou essa função), o vice-presidente do PSD Ricardo Lopes (que é um jovem e por isso, ideologias à parte, tem um espírito mais arejado que a maioria dos elementos da AMT) acabou por concordar e acrescentar argumentos à posição do PS - mas votaram favoravelmente `continuação das regalias porque, "como é só até ao fim do ano" (o que não é verdade) não faz mal. Ou seja, na tese atabalhoada do PSD, não interessa se uma medida é justa ou injusta, o que interessa é se é por muito ou pouco tempo.
- Curiosa também a posição de alguns deputados municipais que se abstiveram ou votaram a favor porque "não concordam com a decisão do Governo em atribuir esta responsabilidade às AM's" - e com isso ajudaram a aprovar a coisa!
Ou os que acham que retirar este suplemento de salário (regalia que faz parte sim, das tais gorduras da administração pública, ainda para mais, paga neste caso por funções que não desempenham) dos dirigentes (que são pessoas próximas, e já sabemos como é o pulso fraco de alguns decisores) seria mais um corte salarial - mas se estivéssemos, por exemplo, a falar dos subsídios de alojamento dos juízes ou de alguns deputados, achariam o quê?
- Na verdade a AMT, com o PSD à cabeça, mas com todos os outros incluindo PCP e BE, (só o PS e o deputado não inscrito votaram contra), fez o mesmo que o Governo está a fazer: proteger os mais fortes. E mostrou também que é muito fácil criticar o Governo ou qualquer outra entidade, mas quando a responsabilidade nos cai nas mãos, faz-se o mesmo que aos outros se critica.
- Outro ponto que demonstra o ridículo de algumas decisões e a forma displicente como muitos membros da AMT votam, é a já velha questão da nossa proposta de extinção daquela, tal como é, inutilidade que é o Boletim Municipal. Só o PS defende a sua extinção (a proposta pode ser lida aqui) mas a realidade, como vai sendo costume por Tomar, desmente todos os outros! É que o boletim já não está a ser publicado precisamente porque o município (o mesmo que quer manter as regalias dos mais bem pagos dos seus funcionários) não tem dinheiro para o fazer.
Todas as propostas e requerimentos apresentados por nós socialistas, estão como sempre disponíveis na página do PS Tomar.
quinta-feira, setembro 27, 2012
Hoje é dia mundial...
... do Turismo.
Mas fazer, fazer a sério por isso, salvo raras exceções (como por exemplo durante o período 2009/11 em que o pelouro esteve entregue ao socialista Luís Ferreira e se iniciou uma estatrégia conjugada e abrangente, logo interrompida a seguir por quem agora detém responsabilidade sobre o assunto) só mesmo o que o PSD tem feito sobre o assunto no município de Tomar há década e meia - praticamente a única coisa que fazem, é literalmente turismo.
O atual presidente, Carlos Carrão é mesmo o expoente máximo dessa atitude, anda a fazer turismo há 15 anos no município, em tudo o que são aniversários de associações, passeios de idosos e autarcas, eventos vários...
Ainda em junho faltou à reunião da Assembleia Municipal para ir com a ADIRN a um país qualquer. E só pode ter ido mesmo fazer turismo, porque não consta que tenha apresentado qualquer resultado para o concelho, ou sequer qualquer justificação, da sua ida enquanto presidente de câmara, e a expensas da mesma, a tal evento. (mas vou questioná-lo sobre isso na Assembleia de amanhã)
Mas que não haja dúvida que em Tomar o turismo se leva muito a sério, em Tomar até há dois postos de turismo à entrada da mesma rua, frente a frente, à distância de 5 metros um do outro!
quarta-feira, setembro 26, 2012
“de regresso, mixórdia de temáticas”
De regresso às notas do dia na rádio Hertz, a minha crónica a passar nos noticiários de hoje com o título em epígrafe, que além de se aplicar, é uma referência óbvia para quem conhece às crónicas de Ricardo Araújo Pereira na rádio Comercial.
«Estão estas notas do dia de volta e, antes de mais, deixo um agradecimento à rádio Hertz por considerar que aquilo que eu possa ter a opinar tenha qualidade para ser transmitido nas suas ondas hertzianas e seja suficientemente interessante para os ouvintes.
Ora, nesta primeira crónica após o verão, que teve a mesma duração dos anteriores, mas que foi prenhe em tanta matéria e tanta dela do âmbito do disparate, há tanto para falar que se torna difícil escolher um tema que caiba neste curto espaço. Posso fixar-me em Tomar, há sempre muito para comentar nesta terra de estátuas vivas uma vez por ano e, estátuas andantes todo o resto. Um tema sempre recorrente quando se chega a setembro, são os baixos números e a baixa média de entrada dos alunos chegados para o primeiro ano no IPT – e claro, menos alunos são menos postos de trabalho de professores e outros funcionários, menos casas alugadas, menos despesa nos supermercados, nas lojas, nos cafés… enfim, o mais importante contribuidor da economia local vai dando ano após ano, sinais de que se nada se inverter, o fim será evidente – mas já sei, o Politécnico é assunto que não interessa a ninguém, nem sequer aos responsáveis autárquicos que acham que não têm nada a ver com o assunto. Afinal de contas, os alunos do politécnico só vêem para Tomar fazer barulho e dar chatices não é? Pois, continuem a pensar assim…
Falando do município, podia também falar de muitos dos disparates que por lá têm sido ditos e praticados, como este mais recente, que é o de a câmara aprovar propor à Assembleia, que mantenha as ajudas de representação para os dirigentes da autarquia, quando não só o município não tem dinheiro, como os dirigentes não executam essa funções, ou seja, uma câmara falida, paga a 12 dirigentes ditos técnicos por funções que não desempenham! Típico cá por Tomar! A mesma câmara que quer agora contratualizar, vai à reunião de câmara amanhã, um novo empréstimo através de uma medida governamental, a um ano do fim do mandato, para pagar 4 milhões de euros de dívidas a fornecedores, dívida essa que ficará a ser paga pelo município durante os próximos 14 anos. Mais, a mesma câmara que já em 2009 contratualizou com o governo de então, semelhante empréstimo para pagar as dívidas que acumulou, e o dinheiro veio, as dívidas é que parece que ficaram cá à mesma. Confusos? Eu também. Assistam à Assembleia Municipal da próxima sexta, talvez seja possível esclarecer alguma coisa, ou pelo menos, perceber quem aprova ou não este género de disparates.
Bom mas, deixemos a câmara da qual, assim como assim, há muito ninguém espera nada de bom, estamos todos à espera que este mandato acabe para ver se é possível fazer algo novo, algo de jeito. Deixemos então a câmara de lado, até porque não podia acabar esta primeira crónica sem dedicar umas frases ao nosso brilhante Governo.
Como o espaço é já curto, não falo das anedotas em torno do ministro que já só o é no papel, o nosso conhecido Miguel Relvas, não falo dos disparates das medidas económicas com que Vítor Gaspar e Passos Coelho nos tentam impingir e que não agradam a ninguém, no fundo… não vale a pena falar de grande coisa, porque depois dos disparates todos, depois do PSD ter tratado mal o parceiro de coligação (o que é típico, aconteceu o mesmo na câmara de Tomar), e depois da maior manifestação de sempre ocorrida no nosso país – este Governo já está a prazo, tal como a câmara nabantina que essa sabemos, termina funções daqui a um ano. A única dúvida é se o Governo ainda se vai embora primeiro.
E por isso termino apenas com a súmula, com base nas declarações dos próprios governantes, daquilo que eles pensam da maioria dos cidadãos portugueses a quem e em nome de quem, bem deveriam governar. Pensam de nós que somos piegas, um clássico ternurento de Passos Coelho que agora até tem medo de sair à rua, parece que o piegas é ele; acham que estamos a mais, a ponto de nos mandarem emigrar; que somos todos ricos, uma vez que é preciso, assim dizem, empobrecer o país; e que, basicamente, somos preguiçosos e queremos viver à conta do Estado e dos poucos que trabalham, uma vez que, dizem, há mais cigarras que formigas em Portugal. Claro, os que trabalham, dizem eles, são eles próprios, eles que governam portanto, apenas para o grupo das formigas, aquele pequeno grupo de accionistas de grandes empresas, grandes empresários, e malta que se reforma da política aos 40 anos e vai fazer presenças em vários conselhos de administração.
Todos os outros, todos nós, usando uma bela palavra do nosso primeiro ministro – que se lixem!
E nós portugueses, deixamos...»
«Estão estas notas do dia de volta e, antes de mais, deixo um agradecimento à rádio Hertz por considerar que aquilo que eu possa ter a opinar tenha qualidade para ser transmitido nas suas ondas hertzianas e seja suficientemente interessante para os ouvintes.
Ora, nesta primeira crónica após o verão, que teve a mesma duração dos anteriores, mas que foi prenhe em tanta matéria e tanta dela do âmbito do disparate, há tanto para falar que se torna difícil escolher um tema que caiba neste curto espaço. Posso fixar-me em Tomar, há sempre muito para comentar nesta terra de estátuas vivas uma vez por ano e, estátuas andantes todo o resto. Um tema sempre recorrente quando se chega a setembro, são os baixos números e a baixa média de entrada dos alunos chegados para o primeiro ano no IPT – e claro, menos alunos são menos postos de trabalho de professores e outros funcionários, menos casas alugadas, menos despesa nos supermercados, nas lojas, nos cafés… enfim, o mais importante contribuidor da economia local vai dando ano após ano, sinais de que se nada se inverter, o fim será evidente – mas já sei, o Politécnico é assunto que não interessa a ninguém, nem sequer aos responsáveis autárquicos que acham que não têm nada a ver com o assunto. Afinal de contas, os alunos do politécnico só vêem para Tomar fazer barulho e dar chatices não é? Pois, continuem a pensar assim…
Falando do município, podia também falar de muitos dos disparates que por lá têm sido ditos e praticados, como este mais recente, que é o de a câmara aprovar propor à Assembleia, que mantenha as ajudas de representação para os dirigentes da autarquia, quando não só o município não tem dinheiro, como os dirigentes não executam essa funções, ou seja, uma câmara falida, paga a 12 dirigentes ditos técnicos por funções que não desempenham! Típico cá por Tomar! A mesma câmara que quer agora contratualizar, vai à reunião de câmara amanhã, um novo empréstimo através de uma medida governamental, a um ano do fim do mandato, para pagar 4 milhões de euros de dívidas a fornecedores, dívida essa que ficará a ser paga pelo município durante os próximos 14 anos. Mais, a mesma câmara que já em 2009 contratualizou com o governo de então, semelhante empréstimo para pagar as dívidas que acumulou, e o dinheiro veio, as dívidas é que parece que ficaram cá à mesma. Confusos? Eu também. Assistam à Assembleia Municipal da próxima sexta, talvez seja possível esclarecer alguma coisa, ou pelo menos, perceber quem aprova ou não este género de disparates.
Bom mas, deixemos a câmara da qual, assim como assim, há muito ninguém espera nada de bom, estamos todos à espera que este mandato acabe para ver se é possível fazer algo novo, algo de jeito. Deixemos então a câmara de lado, até porque não podia acabar esta primeira crónica sem dedicar umas frases ao nosso brilhante Governo.
Como o espaço é já curto, não falo das anedotas em torno do ministro que já só o é no papel, o nosso conhecido Miguel Relvas, não falo dos disparates das medidas económicas com que Vítor Gaspar e Passos Coelho nos tentam impingir e que não agradam a ninguém, no fundo… não vale a pena falar de grande coisa, porque depois dos disparates todos, depois do PSD ter tratado mal o parceiro de coligação (o que é típico, aconteceu o mesmo na câmara de Tomar), e depois da maior manifestação de sempre ocorrida no nosso país – este Governo já está a prazo, tal como a câmara nabantina que essa sabemos, termina funções daqui a um ano. A única dúvida é se o Governo ainda se vai embora primeiro.
E por isso termino apenas com a súmula, com base nas declarações dos próprios governantes, daquilo que eles pensam da maioria dos cidadãos portugueses a quem e em nome de quem, bem deveriam governar. Pensam de nós que somos piegas, um clássico ternurento de Passos Coelho que agora até tem medo de sair à rua, parece que o piegas é ele; acham que estamos a mais, a ponto de nos mandarem emigrar; que somos todos ricos, uma vez que é preciso, assim dizem, empobrecer o país; e que, basicamente, somos preguiçosos e queremos viver à conta do Estado e dos poucos que trabalham, uma vez que, dizem, há mais cigarras que formigas em Portugal. Claro, os que trabalham, dizem eles, são eles próprios, eles que governam portanto, apenas para o grupo das formigas, aquele pequeno grupo de accionistas de grandes empresas, grandes empresários, e malta que se reforma da política aos 40 anos e vai fazer presenças em vários conselhos de administração.
Todos os outros, todos nós, usando uma bela palavra do nosso primeiro ministro – que se lixem!
E nós portugueses, deixamos...»
segunda-feira, setembro 24, 2012
curtas

- Na passada quarta, a velhinha da direita, que se reformou aos 42, homenageou o da esquerda, que aos 103 ainda trabalha.
É suposto seguirmos qual dos exemplos?
- Lá pelos EUA, Mitt Romney, o candidato republicano, disse há uns dias qualquer coisa como "47% dos americanos querem viver do estado e não trabalhar". Caiu-lhe tudo em cima, incluindo muitos do seu partido, e caiu a pique nas sondagens.
Ontem por cá, o ministro Miguel Macedo, apontado como possível sucessor (agora já não creio) na pasta de Relvas, disse que Portugal tem de deixar de ter mais cigarras que formigas. O que lhe irá acontecer?
Seja como for, vai dando para perceber o que pensa o Governo daqueles a quem devia bem governar: estamos a mais, somos parasitas, preguiçosos, piegas, ricos, e chulos do estado.
Já pelo Governo, formigas parece não haver, e as cigarras cantam muito mal!
- Portugal vendeu na passada quarta dia 19, dois mil milhões de euros de dívida com juros significativamente mais baixos que anteriormente mas... 98% foi comprada por três bancos nacionais com dinheiro emprestado pelo BCE (um dos da troika...) a 1% de juros. (ler mais no expresso)
Enquanto não forem alteradas as regras e a função do BCE, vamos mal.
E quando vejo estas notícias sinto-me comunista.
- Para os munícipes interessados, os números da dívida do rico município nabantino cuja câmara até quer continuar a pagar mordomias aos seus dirigentes, colocados regularmente no blogue do vereador socialista Luís Ferreira. Deixo apenas este número:
"a 30/9/2011 - Pagamentos em atraso há mais de 90 dias - 7 392 548,20€".
terça-feira, setembro 18, 2012
harakiri político
![]() |
| a ideia era fazer isto aos portugueses mas por vezes as balas fazem ricochete |
Para completar a tríade que conta para o enterro, a presença fantasmagórica de Relvas, o ministro dos negócios (entre tantos outros apelidos), que há muito e por várias razões a começar na ética, se tornou inaceitável no governo, e que só por si tanto contribuiu para o rápido desmoronar do castelo de areia que foi esse governo.
Este governo está morto. Faça o que fizer, arranje que distrações arranjar, remodele o que remodelar, este governo perdeu toda a legitimidade, precisamente por não perceber ou querer aceitar o óbvio da Democracia: um governo ganha nas urnas apenas a legitimidade formal e aritmética, mas a legitimidade social e política tem de ser conquistada todos os dias.
Este governo não vai sequer conseguir sair mais à rua.
Há um laço que é preciso manter, pelo menos com a maioria dos cidadãos, pelo menos com a base social e ideológica de apoio. Mas este governo já não tem sustentação nenhuma, já pouco mais que os próprios governantes e os destes dependentes (e poucos aparecem a dar a cara) acreditam que a coisa se possa manter.
Pode demorar um mês, pode demorar um ano, mas certo é que já ninguém nada espera de bom, já ninguém em nada acredita que venha deste governo, e por isso, seja porque o CDS salta fora, seja porque o Presidente manda a coisa abaixo, seja porque o próprio e verdadeiro PSD faz a coisa implodir, este governo vai cair.
É que a coisa não é já o que é suposto acontecer em Democracia, não se trata de uma questão de esquerda e direita com opções e ideologias divergentes, não se trata do partido X ou Y. Trata-se de um conjunto de pessoas que se julga na posse e mando do país, e com isso pensando fazer o que bem entender com uma ideologia que não foi sufragada e não tem expressão na nossa República, e pelo meio ainda fazer negociatas para/com os amigos.
Contestado por todos, a começar no seu próprio partido e continuando naquele que convidou para a coligação, este governo maioritário conseguiu com apenas um ano de mandato deitar tudo ao charco.
E só a si mesmo pode culpar:
Primeiro, uma série de proclamações e medidas demagógicas impossíveis de sustentar por governantes com pouca ou nenhuma obra feita, muitos telhados de vidro e consistentes inconsistências éticas;
Também, uma fórmula insistentemente apresentada como sem alternativa, apresentada como exigida pela troika e indo muito além desta, que como quase todos previam, veio a originar piores resultados que aqueles que existiam quando lá chegaram, e que para mais, criou na generalidade dos cidadãos a ideia real de que os sacrifícios não foram igualmente distribuídos e carregaram mais sobre os mais fracos;
E por fim, um conjunto de medidas insensatas sem o mínimo de ligação com a realidade, apresentadas sem dialogar com ninguém - nem sindicatos, nem associações patronais, nem partidos da oposição ou sequer com aquele com o qual se coligou, neste PSD de Passos e Relvas mostraram que não sabem trabalhar pelo bem comum, não sabem ouvir, não sabem dialogar, e provavelmente não estão mesmo interessados em fazer nada disso.
Ora, onde é que já vi isto, precisamente num PSD orquestrado por Relvas? Ele há coisas que não enganam ou não mudam....
Na câmara de Tomar passou-se exatamente o mesmo. Incapazes de dialogar, sem qualquer vontade em trabalhar, em ouvir os outros, em discutir ideias e flexibilizar posições, convencidos que o parceiro de coligação deixaria de ter identidade e aceitaria tudo porque, julgavam, estavam lá pelas mesmas razões que eles: o poder pelo poder, as mordomias pelas mordomias, mais as bajulices e o penacho, e "que se lixe se isto não serve para nada e vai ficar pior do que quando chegámos" - enganaram-se, o PS nabantino não alinha em carnavais nocivos ao coletivo!
Sobre o que se está a passar no Governo e aquilo que tem acontecido em Tomar há apenas duas diferenças essenciais: a generalidade dos nabantinos apesar de não acreditar em nada desta câmara e dela nada de bom esperar, está-se nas tintas e pouco disponível para fazer alguma coisa, até porque a coisa não toca diretamente no umbigo de forma muito percetível - ou assim julgam;
e depois, por ridículo que pareça, deitar uma câmara abaixo é formalmente muito mais difícil (para não dizer quase impossível) que o Governo do país.
Seja como for a verdade insofismável é esta: o governo da nação está morto e só não se sabe quem lhe fará e quando o enterro; o governo de Tomar já morreu há muito e já ninguém sabe onde pára o cadáver.
sexta-feira, setembro 14, 2012
civitatem statuas errantem
Começa hoje a 3ª edição do Festival Estátuas Vivas que este ano além de Tomar, conta com aparições em Almourol (V.N.Barquinha) e Dornes (Ferreira do Zêzere).
O projeto é uma organização da "máquina do tempo" liderada pelo prof. Eduardo Mendes, com o apoio do Município de Tomar (e não da Câmara como aparece em informação oficial, era bom que pelo menos as entidades e os responsáveis soubessem a diferença entre uma coisa e outra) que vai buscar os fundos europeus para pagar isto.
Desta forma, e apesar de enquanto evento ser muito bom, é mal planeado porque não tem qualquer retorno direto e por isso não se consegue nem de longe pagar a si mesmo.
É por isso de aproveitar este ano, porque se não for o último deve ser o penúltimo em que se realiza (para o ano nesta altura estaremos em campanha autárquica, prevê-se assim que mesmo sem fundos europeus, arranjem maneira de promover o evento e deixar as contas para outros pagarem).
É por isso de aproveitar este ano, porque se não for o último deve ser o penúltimo em que se realiza (para o ano nesta altura estaremos em campanha autárquica, prevê-se assim que mesmo sem fundos europeus, arranjem maneira de promover o evento e deixar as contas para outros pagarem).
tudo em www.estatuasvivas.com
domingo, agosto 26, 2012
o pódio dos tristes
Afinal, de vez em quando, ainda conseguimos estar no pódio de qualquer coisa, e desta vez lá arrancamos mais um lugar de bronze!Em quê, perguntam. Então, somos, o terceiro município mais individado do distrito de Santarém (lê-se n'O Mirante). 38.686.000 €!!
E aqui entre nós que ninguém nos ouve, acho que estão a ser modestos, não devem ter somado as parcelas todas...
Parabéns tomarenses, parabéns PSD por estes últimos 15 anos!
Não estão orgulhosos? É que salta à vista onde foi gasto o dinheiro, as obras importantes que vieram melhorar a qualidade de vida dos tomarenses, os investimentos que trouxeram criação de riqueza, desenvolvimento económico, criação de postos de trabalho, fixação de empresas e cidadãos. Os investimentos no turismo, na cultura, nos eventos, no património, que deixam os tomarenses inchados de orgulho e trazem turistas aos magotes.
E com o retorno criado, pagar a dívida vai ser um ápice!
Eu cá, estou contentérrimo com a brilhante gestão municipal dos últimos tempos. Quem não está deve ser invejoso ou parvo...
Saiam medalhas para todos!!
Continuação de bom domingo.
sexta-feira, agosto 24, 2012
restauros e arranjinhos
Em Espanha, e agora em todo o mundo, há um fenómeno de popularidade, naturalmente motivado pelo ridículo e pelo efeito rastilho das redes sociais.A senhora Cecília Gimenez, de 81 anos, qual Mr.Bean, achou que uma pintura do séc.19 numa igreja perto de sua casa, em Borja, Saragoça, estava um pouco em mau estado e decidiu retocá-la.
Ora, querem melhor metáfora para o que tem acontecido a Tomar durante a última década e meia, pelas mãos das câmaras PSD, particularmente durante a governação António Paiva?!
Há contudo uma grande diferença, se esta nova representação de cristo se está a transformar num fenómeno de popularidade e vai certamente aumentar os visitantes à aldeia de Borja, cá por terras de Iria...
quarta-feira, agosto 22, 2012
curtas
- A câmara de tomar, escudada na lei dos compromissos, acabou com a cedência de máquinas às freguesias, lê-se na Hertz.
Este modelo, que faz dos presidentes de junta uns eternos pedintes, há muito que está ultrapassado.
Mas terminar assim, sem alternativas, é o que acontece quando não houve vontade nem capacidade de antecipar os problemas e fazer um correto planeamento. Como em quase tudo, e apesar de também aqui alguns como eu há muito alertarmos para isto, as cabeças mal pensantes que têm mandado no município de Tomar, nunca quiseram ver o óbvio.
- O sr. Presidente da República, em resposta a um pedido de comentário sobre as fantasiosas declarações de Passos Coelho acerca de 2013, disse que em agosto não faz política, dedica-se à família. Isto enquanto inaugurava um hospital privado, acompanhado de todo o staff e circo do costume.
É há muito um lugar comum que o homem não diga nada de jeito, mas não percebo a reverência que lhe fazem os jornalistas que não colocam em causa as suas palermices, ao contrário do que fazem, tantas vezes exageradamente a outros.
- Por falar em lugares comuns, anda a levar muito nas orelhas pelas redes sociais, o "Marcelo sabe tudo" da TVI, por no seu último programa ter dito repetidamente que foi Sócrates quem aplicou o imposto sobre o subsídio de natal de 2011 e que Passos o corrigiu.
Que o homem diz tudo e o seu contrário é habitual, que o homem "sabe" de tudo e todos também; que diz gaffes a toda a hora, que inventa, que mistura factos com opiniões, igualmente. Não percebo por isso qual é o espanto, e o meu único é que ainda o levem a sério. Aquilo é um simples programa de entretenimento!
- O sr. Presidente da República, em resposta a um pedido de comentário sobre as fantasiosas declarações de Passos Coelho acerca de 2013, disse que em agosto não faz política, dedica-se à família. Isto enquanto inaugurava um hospital privado, acompanhado de todo o staff e circo do costume.
É há muito um lugar comum que o homem não diga nada de jeito, mas não percebo a reverência que lhe fazem os jornalistas que não colocam em causa as suas palermices, ao contrário do que fazem, tantas vezes exageradamente a outros.
- Por falar em lugares comuns, anda a levar muito nas orelhas pelas redes sociais, o "Marcelo sabe tudo" da TVI, por no seu último programa ter dito repetidamente que foi Sócrates quem aplicou o imposto sobre o subsídio de natal de 2011 e que Passos o corrigiu.
Que o homem diz tudo e o seu contrário é habitual, que o homem "sabe" de tudo e todos também; que diz gaffes a toda a hora, que inventa, que mistura factos com opiniões, igualmente. Não percebo por isso qual é o espanto, e o meu único é que ainda o levem a sério. Aquilo é um simples programa de entretenimento!
- Quanto vale um monumento ou uma marca cultural? Um interessante artigo espanhol a ler aqui.
- «O sonho olímpico de Samia Yusuf Omar morreu a caminho de Itália» é uma história comovente a ler n'O Público que nos deve fazer pensar em como vai o mundo.
- A Islândia vai sendo cada vez mais apontada como um exemplo de sucesso. O exemplo contrário à mentalidade reinante em boa parte da Europa: não sucumbir aos mercados, a política a mandar na economia e não o seu contrário, proteger o Estado Social.
Entre muito que se pode ler online, este artigo do negócios online aconselha-se.
- «O sonho olímpico de Samia Yusuf Omar morreu a caminho de Itália» é uma história comovente a ler n'O Público que nos deve fazer pensar em como vai o mundo.
- A Islândia vai sendo cada vez mais apontada como um exemplo de sucesso. O exemplo contrário à mentalidade reinante em boa parte da Europa: não sucumbir aos mercados, a política a mandar na economia e não o seu contrário, proteger o Estado Social.
Entre muito que se pode ler online, este artigo do negócios online aconselha-se.
terça-feira, agosto 21, 2012
a ilha na cidade
A ilha do Mouchão é um instrumento ao serviço da qualidade de vida dos tomarenses e da usufruição da natureza em espaço urbano, como poucos existem no país.
Mas como é típico, Tomar não tem sabido, com pequeníssimas exceções, tirar proveito das suas potencialidades.
Mas como é típico, Tomar não tem sabido, com pequeníssimas exceções, tirar proveito das suas potencialidades.
Ora, a unidade hoteleira lá existente deve ser parte muito ativa na sua dinamização. Deve, por exemplo, fazer parte do contrato de concessão também o desenvolvimento de atividades no exterior e não apenas a gestão tout court do edifício.
Porque não uma esplanada, o espaço é magnífico! Porque não não por exemplo pequenos concertos de música ao vivo, como se faziam nos tempos áureos do século 20?
Música, poesia, teatro, dança, o espaço dá para tudo e pode ser um excelente palco cultural, além de propício ao "simples" lazer.
Mais, o aluguer de barcos e gaivotas no rio deve estar também integrada na concessão (que recordações tantas, das "viagens" que fazia rio acima na minha adolescência!). E mais, basta ter visão e trabalhar um pouco a imaginação, ao invés da tacanhez do costume.
Assim, com um leque mais alargado de ofertas estar-se-ão a cumprir várias questões: maior retorno financeiro para a autarquia que poderá fazer um contrato financeiramente mais vantajoso; a melhor utilização do espaço; e uma maior disponibilização de ofertas aos munícipes e turistas.
Assim existisse vontade e visão.
Seja como for, há um pormenor relevante. A concessão de um espaço terá de ser por um conjunto alargado de anos. E por isso (tenho ideia de António Rebelo já ter também abordado essa questão no seu blogue) é mau que seja uma câmara em fim de mandato, uma câmara tacanha, sem ideias, sem vontade, sem energia, sem plano ou estratégia, sem futuro, que venha a decidir os termos da coisa.
Coisa essa que devia naturalmente fazer parte de algo maior, de um plano de cidade, de concelho, de uma estratégia integrada para o turismo e cultura, de uma estratégia com retorno económico, de uma estratégia que leve à criação de postos de trabalho e fixação de pessoas.
Todas as "pequenas" coisas contam, mas isso é para quem quer e sabe, e querer e saber não é o que estamos habituados a ver naquela cambada.
Enfim, aguardemos vigilantes.
Assim existisse vontade e visão.
Seja como for, há um pormenor relevante. A concessão de um espaço terá de ser por um conjunto alargado de anos. E por isso (tenho ideia de António Rebelo já ter também abordado essa questão no seu blogue) é mau que seja uma câmara em fim de mandato, uma câmara tacanha, sem ideias, sem vontade, sem energia, sem plano ou estratégia, sem futuro, que venha a decidir os termos da coisa.
Coisa essa que devia naturalmente fazer parte de algo maior, de um plano de cidade, de concelho, de uma estratégia integrada para o turismo e cultura, de uma estratégia com retorno económico, de uma estratégia que leve à criação de postos de trabalho e fixação de pessoas.
Todas as "pequenas" coisas contam, mas isso é para quem quer e sabe, e querer e saber não é o que estamos habituados a ver naquela cambada.
Enfim, aguardemos vigilantes.
sábado, agosto 11, 2012
o PSD nabantino revela-se
Sim, sim, afinal existe e toma posições públicas!
E aí está, preto no branco, a constatação de duas evidências claras:
- A incapacidade do PSD em saber quais são as prioridades do concelho, quais são os seus reais problemas, o que é que preocupa os tomarenses; o que pode destacar Tomar pela positiva, o que tem Tomar de diferente e de competitivo em relação aos demais concelhos;
- A mentalidade reinante no PSD de Tomar, arcaica, conservadora, a olhar para o passado. Esperavam sensatez, a capacidade de olhar para o concelho e ver a realidade? Esperavam ideias novas, uma nova visão, uma capacidade de perceber o futuro trabalhando o presente? Esperavam arrojo, coragem, desprendimento de algumas figuras na sua sombra? Enganam-se!!
O que preocupa o PSD nabantino e o que o faz sair do obscurantismo, criticando abertamente a sua câmara é - numa terra onde nem a Festa dos Tabuleiros tem essa classificação - o chumbo da tauromaquia como património cultural que, lê-se na Hertz, "irá motivar reacção «enérgica» do PSD contra Carlos Carrão"!!!
Sim senhor, caros sociais democratas nabantinos. Não posso deixar de felicitar em particular João Tenreiro, Ricardo Lopes, e António Jorge, respetivamente presidente e vices presidentes do PSD local por, estando todos na faixa entre os 30 e os 40, mostrarem essa prova de velhice.
Eu confesso que, mesmo sendo de um partido diferente, tendo naturalmente ideias e valores políticos diferentes, esperava mais desta nova geração, similar à minha, que tomou conta do PSD nabantino. Esperava que, por exemplo, na questão dos problemas que afetam Tomar, sendo jovens, dessem particular atenção ao que tem levado tantos jovens para fora de Tomar, o que tem levado à falta de oportunidades e ao desperdiçar das mesmas; que tivessem um olhar que permitisse discutir alternativas para que os jovens ainda possam acreditar que há um futuro possível de almejar neste concelho. E afinal, qual é a primeira grande declaração que vem dali?
Que querem que Tomar seja um concelho igual a Salvaterra, a Vila Franca, à Moita, a Alcochete....
É isto que é possível esperar do PSD nabantino e dos novos velhos que o dirigem.
Ou, será que dirigem?
E aí está, preto no branco, a constatação de duas evidências claras:
- A incapacidade do PSD em saber quais são as prioridades do concelho, quais são os seus reais problemas, o que é que preocupa os tomarenses; o que pode destacar Tomar pela positiva, o que tem Tomar de diferente e de competitivo em relação aos demais concelhos;
- A mentalidade reinante no PSD de Tomar, arcaica, conservadora, a olhar para o passado. Esperavam sensatez, a capacidade de olhar para o concelho e ver a realidade? Esperavam ideias novas, uma nova visão, uma capacidade de perceber o futuro trabalhando o presente? Esperavam arrojo, coragem, desprendimento de algumas figuras na sua sombra? Enganam-se!!
O que preocupa o PSD nabantino e o que o faz sair do obscurantismo, criticando abertamente a sua câmara é - numa terra onde nem a Festa dos Tabuleiros tem essa classificação - o chumbo da tauromaquia como património cultural que, lê-se na Hertz, "irá motivar reacção «enérgica» do PSD contra Carlos Carrão"!!!
Sim senhor, caros sociais democratas nabantinos. Não posso deixar de felicitar em particular João Tenreiro, Ricardo Lopes, e António Jorge, respetivamente presidente e vices presidentes do PSD local por, estando todos na faixa entre os 30 e os 40, mostrarem essa prova de velhice.
Eu confesso que, mesmo sendo de um partido diferente, tendo naturalmente ideias e valores políticos diferentes, esperava mais desta nova geração, similar à minha, que tomou conta do PSD nabantino. Esperava que, por exemplo, na questão dos problemas que afetam Tomar, sendo jovens, dessem particular atenção ao que tem levado tantos jovens para fora de Tomar, o que tem levado à falta de oportunidades e ao desperdiçar das mesmas; que tivessem um olhar que permitisse discutir alternativas para que os jovens ainda possam acreditar que há um futuro possível de almejar neste concelho. E afinal, qual é a primeira grande declaração que vem dali?
Que querem que Tomar seja um concelho igual a Salvaterra, a Vila Franca, à Moita, a Alcochete....
É isto que é possível esperar do PSD nabantino e dos novos velhos que o dirigem.
Ou, será que dirigem?
quarta-feira, agosto 01, 2012
retratos
É que, para além de tudo o que nós por cá sabemos, é o costume, Tomar aparece quase sempre na comunicação social nacional pelos piores motivos.
E muito do que se diz nesta reportagem deixam-me, enquanto autarca desde 2009, adversário de Miguel Relvas nessas eleições, enquanto nabantino ligado à política, e simplesmente enquanto cidadão tomarense, envergonhado.
Para além da maneira como os tomarenses acabam por ser retratados com expressões como dar a chave do carro para irem pôr gasolina e fazerem de seus motoristas, além dos gastos do telemóvel pagos pelo município e tudo o resto. No mínimo, parecemos uma terra de totós!
E depois, entre outras, estas afirmações... levezinhas:
(os itálicos são comentários meus)
«deslumbrou-se. Na política, é preciso haver regras e ele esqueceu-se um bocado das regras |...| algo se alterou nele. Mas quem não gosta de se pavonear e ser elogiado?»
Natalina Pintão, ex-deputada e ex-sogra.
«foi o primeiro de nós a perceber a importância do dinheiro e a juntar-se aos gajos da massa.»
diz um antigo dirigente da JSD sobre as ligações de Relvas ao MPLA
Estabelece relações estreitas com jornalistas, para dizer o mínimo. «Alguns eram estagiários, hoje são editores. Nunca conseguíamos falar com ele às horas de fecho dos jornais. Sabia as manchetes todas de véspera ou colocava ele as notícias», recordam dirigentes do PSD.|...| !!!!!!!!!!!!!
«Debates ideológicos, questões de fundo, sempre foram areias movediças para Miguel Relvas. A sua praia eram as táticas, as horas ao telefone, contactando com centenas de militantes um a um. |...|
Em 24 anos de Paralmanento fez 16 intervenções e esteve seis anos calado|...| !!!!!!!!!!
«O deputado Miguel aparecia, sobretudo, associado à criação de novas freguesias, vilas, cidades e concelhos |...| ...e agora quer acabar com elas.
«Os anos passaram com ele sempre à espera do elevador da glória. E a fazer por isso, claro. Empanturrou contactos, fidelidades e ligações em jantares de vitela e carne assada.|...|
Vários dirigentes e antigos autarcas do PS local apareceram colocados em assessorias e lugares confortáveis do distrito ou do Estado. | mas quem?!! | «desenrascou» a faculdade que a filha de um dirigente do Bloco desejava para prosseguir os estudos.»
Visão
«houve promessas de muitas coisas, empregos e sei lá que mais. Até para arranjar vinte nomes para a minha lista foi até à última |...| demiti-me do partido em 2009, saí do rebanho, mas a corrupção é transversal, vai do adro da Igreja até ao topo. As pessoas vendem-se por um litro de alcatrão ou para tapar um buraco à porta.»
Isabel Miliciano, identificada como "a proprietária d'O Templário, o semanário que resgatou das influências de Miguel."
Já Carlos Carrão reconhece à Visão o que nunca o vi reconhecer em Tomar: o hospital «está claramente a ser esvaziado» e acrescenta esta esotérica e enigmática afirmação: «o país é um Inferno e o Diabo instalou-se em Tomar».
Isto tudo dito assim como se fosse normal. Depois somam-se as história das viagens fantasmas e das várias moradas falsas em Tomar, as ligação a muitas figuras, umas duvidosas como Dias Loureiro, outras dos interesses como Mira Amaral, o gestor do BIC a quem o Estado "deu" o BPN, ou Morais Sarmento cuja sociedade de advogados tem trabalhado com a CMT. Aliás, como a Visão refere «figuras com ligação ao PSD nacional não se têm dado mal com Tomar» e com o resto do distrito...
Ainda as ligações "estreitas" e os enredos com a Nersant, com O Mirante, com a Misericórdia de Tomar, a Euromedic... enfim, para além do que fica subentendido, e com tudo isto, algumas coisas que aqui em Tomar sempre cheiraram a esturro, como o processo Parq T e a Bragaparques por exemplo, podem adquirir contornos mais claros.
E se isto tudo não é de ficar enjoado e envergonhado, devo viver noutro mundo.
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