sexta-feira, maio 31, 2013

enxame


Vem aí mais um enxame este fim de semana, mas é dos bons não há risco de picadas.
É o 17º Encontro Ibérico de Vespas que poisa em Tomar.
mais na rádio Hertz.



(que saudades de andar de scooter... e parada na garagem a apodrecer...)

Bom fim de semana!

quarta-feira, maio 22, 2013

em festa


A ideia não é má, bons eventos precisam-se, a ver vamos como foi colada a coisa.
Mais em www.festatemplaria.pt

terça-feira, maio 21, 2013

traição presidencial

"ménage" - ilustração de André Carrilho

Pois... quando se tem alguém a ocupar a função de Presidente da República que não liga nenhuma à sua primeira obrigação que é fazer respeitar a Constituição, e que confunde Democracia e República laica com religião, dá nisto.

segunda-feira, maio 20, 2013

a pessoa e o mito






Porque ontem se assinalou o 59º aniversário do assassinato de Catarina Eufémia (a ceifeira alentejana assassinada por um GNR quando protestava por melhor "salário" e assim feita mártir e ícone para os comunistas), deixo a referência ao Anatomia dos Mártires do João Tordo, que li recentemente.

Neste livro (que não é dos meus favoritos do autor), além da habitual boa e fluída escrita, o autor parte precisamente da personagem mítica de Catarina Eufémia para criar um romance onde reflete sobre, e desconstrói a ideia de mártir, não deixando de apimentar com a crise que atravessamos, bem como com as crises pessoais e amorosas que pontuam os seus livros.

sexta-feira, maio 17, 2013

prenúncio de cinzento fim de semana

sonhando o retrato

Jogando no escuro
com luzes que não vejo
sons do teu rosto, do teu sorriso.
Há vezes que me não contenho
anseio morder o som do teu retrato
e nesse acto
irrompe a loucura da minha condição
paixão, por um corpo que não conheço
uma alma sobre si fechada
é a hora, o desvario
sonho, sobre a imagem de ti anunciada
.


Lá do fundo do baú, que é como quem diz, do disco rígido.
Bom fim de semana gentes sorridentes.

quinta-feira, maio 16, 2013

educação low cost


Apenas um dos aspetos cinzentos da educação em Portugal nos dias que correm.




terça-feira, maio 14, 2013

odisseia espacial


Chris Hadfield, o mais mediático dos austronautas, desceu hoje à Terra.
Sim, porque para além das crises, coletivas ou pessoais, visto de fora, o mundo continua a girar todos os dias.

segunda-feira, maio 13, 2013

tomar outros pontos de vista

Tomar Hoje. Um novo blogue coletivo nas margens do Nabão de iniciativa de Alfredo Caiano Silvestre, que enviou também convite aqui a este vosso amigo. (já adicionado ao separador dos links nabantinos ali em cima).
A inciativa aplaude-se porque a multiplicidade de pontos de vista é sempre salutar em qualquer comunidade. Desde que frontal e honesta, responsável e tolerante.

Quanto a mim tentarei corresponder com a periodicidade possível que nos tempos correntes vai sendo curta, até porque cada vez mais o facebook vai servindo para as coisas mais rápidas e ligeiras.


sexta-feira, maio 10, 2013

«deseducar por decreto»

Porque hoje foi dia de "exame de quarta classe" a Matemática (e difícil que ele era....), fica também a referência à minha nota do dia na Hertz na passada quarta, alusiva ao tema, passível de ser na íntegra ouvida no site da rádio ou lida no esquerdo capítulo.

«Na verdade este regresso aos “exames da quarta classe” só acontece por uma dualidade entre a cegueira e teimosia ideológica e, precisamente, o querer fazer de conta para agradar a uma população envelhecida e conservadora que poderá ver nisto um regresso a um suposto rigor e um saber fazer que estão mais que ultrapassados.
Se assim não fosse, porque será que só um país em toda a europa, para além agora de nós, realiza estes exames? E esse país sabem qual é? Um exemplo a seguir seguramente… Malta, o pequeno país do tamanho da nossa Madeira e que, quando o visitei, era bem mais atrasado que o nosso cantinho à beira mar plantado.»

«Insónia»

Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.

Espera-me uma insónia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.

Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite —
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!

Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!

Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.

Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.

Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos...
Tantos versos...
E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!

Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstracção de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência,
Salvo — sei lá salvo o quê...

Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo excepto no poder dormir!

Ó madrugada, tardas tanto... Vem...
Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.

Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!

Que horas são? Não sei.
Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada...
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.

Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.
Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exactamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exactamente. Mas não durmo.


Álvaro de Campos, in "Poemas"

terça-feira, maio 07, 2013

santos da casa...

No passado domingo à noite estive no belo São Luíz em Lisboa a assistir ao concerto da Orquestra Sinfónica da ESML onde perfilaram três músicos nabantinos: João Carvalheiro, João Ribeiro e Mafalda Rodrigues.

Já na tarde de 25 de Abril assistira no Q
uartel do Carmo ao concerto da Banda da GNR onde perfilam os nabantinos Hugo Figueiredo e Filipe Freitas (na foto, a solar com o seu oboé). Diga-se aliás que, no que toca a músicos, existem nabantinos em praticamente todas as bandas e orquestras civis e militares de índole nacional.

Na música, como noutras áreas da cultura existem nabantinos brilhantes um pouco por todo o lado (para além do muito bom que se faz localmente) mas que tão pouco reconhecimento recebem na sua terra natal.