quinta-feira, março 21, 2013
segunda-feira, março 18, 2013
a cura
Boa semana a todos vós que navegais nas marés por vezes intempestuosas da internet.
sexta-feira, março 15, 2013
ouvir a "sociedade civil"
Amanhã.
Um debate certamente enriquecedor com um docente do IPT e entusiasta do voluntariado, um importantíssimo dirigente associativo e dinamizador cultural, e a empresária e presidente do Nersant. Em cima da mesa os seus contributos pessoais e a sua visão daquelas que devem ser as políticas autárquicas para o futuro.
quinta-feira, março 14, 2013
«A má educação»
A minha crónica de ontem na rádio Hertz pode lá ser ouvida e lida no esquerdo capítulo.Desta vez sobre o caminho que leva a educação em Portugal. Nem a propósito, a capa do Pasquim da Manhã de hoje, sempre a fazer o serviço aos governos de direita, como se as decisões que este toma não fossem responsabilidade e ideologia sua.
segunda-feira, março 11, 2013
Vergonha!
Entretanto, esta sexta pelas 17h, nova reunião da Assembleia Municipal de Tomar...
Já algumas vezes manifestei que sinto
em momentos vergonha por ser autarca em Tomar. No último dia de
Fevereiro, na reunião da Assembleia Municipal, foi mais um desses
momentos.
O PSD nabantino e os seus principais
dirigentes, agora encabeçados por Carlos Carrão, convivem mal com a
democracia, e estão habituados a contornar, senão mesmo ignorar as
Leis e regras da forma que melhor servir os seus intentos, e não
aceitam que possam existir ideias, opiniões ou vontades diferentes e
que essas possam ter supremacia sobre as suas.
Na última assembleia – e registe-se,
esta não é de todo a questão mais importante que há para resolver
em Tomar, mas ainda assim – deu entrada (ainda que não fosse a
melhor forma de o fazer) um requerimento para destituir a mesa da
assembleia e particularmente o até aqui presidente, Miguel Relvas.
A questão é maior que o simples
ditame dos artigos e números da Lei x ou do regulamento y, até
porque, como já referi, e se tem comprovado continuadamente e em
questões bem mais graves (como na ilegal aprovação do último
pedido empréstimo, o PAEL, feito com base na mentira), a “lei”
que interessa a Carlos Carrão é a que der jeito às suas vontades.
Na última assembleia, a oposição
finalmente unida, disse basta e mostrou ao PSD o óbvio: se não
querem aceitar a vontade da maioria, se não aceitam nenhuma opinião
contrária, se tudo querem fazer à vossa maneira, então fiquem
sozinhos a discutir!
Há na assembleia uma maioria que não
se revê nas posições políticas, bem como nas ausências e falta
de representação do órgão que a atuação pouco dignificante de
Relvas tem provocado e, o essencial bom senso e a vontade de discutir
e tentar resolver os maiores e mais importantes problemas deveria
aceitar esse facto de forma natural e seguir em frente. Nesta como em
qualquer assembleia, seja ela política, associativa ou do que quer
que seja, é assim, a maioria decide.
Estou aliás perfeitamente convencido,
que a larga maioria dos nabantinos também não reconhece nem quer
ter Miguel Relvas como seu primeiro representante. E essa é a
primeira e mais nobre função do Presidente de uma Assembleia
Municipal.
Em Tomar o PSD não quer que assim seja
e, tentando apenas protelar o que não tem retorno, com os seus
conflitos próprios à mistura como ficou bem patente, envergonha
todos os que têm vontade de fazer qualquer coisa por Tomar.
Percebemos todos essas dificuldades.
Todos os efeitos da gestão ou falta dela que mancham a atuação da
última década e meia e que se traduzem na realidade cinzenta que o
concelho atravessa, confirmado com os dados estatísticos, por
exemplo na fuga da população em particular dos mais jovens, na
dívida do município, na obras inúteis e, traço geral, na pior
qualidade de vida no concelho.
Mas também nos responsáveis que foram
saindo deixando atrás de si este estado de coisas, de Paiva a
Corvêlo, com o mandante Relvas e o permanente Carrão, que causam
descrédito ao partido e desconforto, desde logo entre os próprios
simpatizantes sociais democratas, além dos conflitos internos e
divergências conhecidas.
Derrotaram Carrão e sempre afirmaram
que este não seria o candidato, mas não só vai sê-lo como ao que
consta será seguido pelo actual presidente de concelhia, seu até
aqui adversário. Mas que grande flexibilidade de coluna que por ali
vai… A realidade é como é, por mais que se tente mascará-la com
diferentes cores. E os responsáveis têm rostos e nomes.
Mas tudo isto é mau para Tomar e para
os tomarenses. O que Tomar precisa, e o exemplo deve vir em primeiro
dos responsáveis políticos eleitos em nome de todos, é de se
centrar nos consensos possíveis, de se focar nos principais (e
grandes) problemas a resolver. Precisa que todos tenham a capacidade
de se ouvir mutuamente, de se sentar e conversar, discutir, chegar a
entendimentos, decidir e resolver. Inteligência, capacidade, vontade
e bom senso.
A mim, o confronto apenas pelo
confronto não me traz qualquer espécie de prazer. Enquanto se
tratar quem tem ideias diferentes como inimigos a abater; enquanto se
continuar a olhar para a política como se de um campeonato de
futebol se tratasse, com claques inconscientes que apoiam ou condenam
com base na cega fé; enquanto imperar a lógica de “o que é nosso
é tudo bom, dos outros é tudo mau”, não sairemos deste ciclo e
Tomar continuará a afundar-se.
E há tanto para resolver: emprego,
comércio, revitalização do centro histórico, PDM, questões
sociais; Flecheiro, Levada, Convento de Stª Iria, Mercado, apoio e
coordenação estratégica do associativismo como motor de
desenvolvimento económico e produção de eventos… Enfim, um
elenco vário de reais problemas para os quais muito se fala mas nada
se faz.
Não podemos estar sempre todos de
acordo, não é possível e provavelmente, nem seria desejável. Mas
é necessário que saibamos argumentar com responsabilidade mantendo
a elevação e respeitabilidade das discussões, que saibamos
distinguir o importante do acessório, que valorizemos quem de facto
quer trabalhar com e para o bem comum.
A política e a gestão pública não
pode ser uma mera e inconsequente feira de vaidades ou de egos
inflamados, nem uma luta fratricida de meras siglas partidárias.
Saibamos todos, desde os eleitos e
candidatos a sê-lo, bem como toda a restante comunidade, estar à
altura dos desafios do nosso tempo no enfrentar consciente e
responsável dos problemas presentes e na capaz construção de um
futuro que, como aqueles que nos antecederam, nos permitam não só
continuar a viver bem nesta terra, mas igualmente a nela ter orgulho.
Por Tomar e pelos tomarenses, das
atitudes às ações, exige-se mudança.
sexta-feira, março 08, 2013
truca-truca
| Natália Correia pintada por Bottelho (Carlos Botelho) |
Nem tudo é mau. Natália Correia é um desses exemplos, que se não for noutros dias, ao menos seja lembrada neste, ela que política, poetisa, inteletual de primeira água, foi também destacada ativista pelos direitos das mulheres.
Da sua antologia que a tempos requisito à minha prateleira de poetas, retiro este seu poema tão célebre como o episódio em que foi criado e declamado.
Na Assembleia da República corria o ano de 1982, debatia-se (já então) a questão da IVG, quando um deputado do CDS, João Morgado, terá afirmado qualquer coisa como «o acto sexual serve apenas para fazer filhos».
Natália Correia respondeu-lhe na hora (a qualidade global dos parlamentares já conheceu melhores dias) com o "truca-truca":
Já que o coito – diz Morgado –
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou – parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o orgão – diz o ditado –
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.
Já que o coito – diz Morgado –
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou – parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o orgão – diz o ditado –
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.
quinta-feira, março 07, 2013
mitos e lugares comuns
Dez mandamentos do novo Evangelho Gnóstico por José Adelino Maltez:
1. Foram os judeus que mataram Cristo.
2. Foi a Carbonária que promoveu o regicídio.
3. Não foi a Maçonaria que assassinou Sidónio.
4. Foi a padralhada que provocou a Noite Santa Sangrenta.
5. Humberto Delgado foi morto pelo grupo de Argel.
6. Os maçons querem que o último papa seja enforcado nas tripas do último padre.
7. Os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço.
8. A desordem a que chegámos é produto de uma conspiração global provocada pelos neoliberais.
9. D. Sebastião morreu mesmo em Alcácer-Quibir.
10. Cavaco não chumbaria Gaspar na cadeira de Finanças Públicas.
Por vezes parece que a malta não percebe ironia, por isso sublinho, tudo isto acima é irónico.
1. Foram os judeus que mataram Cristo.
2. Foi a Carbonária que promoveu o regicídio.
3. Não foi a Maçonaria que assassinou Sidónio.
4. Foi a padralhada que provocou a Noite Santa Sangrenta.
5. Humberto Delgado foi morto pelo grupo de Argel.
6. Os maçons querem que o último papa seja enforcado nas tripas do último padre.
7. Os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço.
8. A desordem a que chegámos é produto de uma conspiração global provocada pelos neoliberais.
9. D. Sebastião morreu mesmo em Alcácer-Quibir.
10. Cavaco não chumbaria Gaspar na cadeira de Finanças Públicas.
Por vezes parece que a malta não percebe ironia, por isso sublinho, tudo isto acima é irónico.
terça-feira, março 05, 2013
Mudança!

A página ofical da candidatura socialista de Anabela Freitas à presidência da Câmara Municipal de Tomar em http://tomar2013.blogspot.pt/
E o grupo de apoio no facebook.
segunda-feira, março 04, 2013
cartoon
A jovem Mónica, criação do brasileiro Maurício Sousa, faz hoje 50 anos
Boa semana!
(sim, ainda estou a recuperar da última Assembleia Municipal de Tomar, a qual não consigo bem denominar)
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