segunda-feira, janeiro 30, 2012
quem nos trata da saúde: auscultação
domingo, janeiro 29, 2012
quem nos trata da saúde: petição pública
Todos devemos dar o nosso contributo.
Todos somos chamados e a todos compete passar a palavra.
sexta-feira, janeiro 27, 2012
3... 2... 1... partida!
![]() |
| foto rádio Hertz |
É que na Assembleia Municipal desta quarta feira foi pelo menos a segunda vez que Carlos Carrão se assumiu publicamente como candidato do PSD para 2013, ao afirmar que "em 2013 os tomarenses me julgarão", o que é agora confirmado em declarações à Hertz.
Eu não tenho nada a ver com o candidato do PSD, com toda a certeza seja lá quem for não vou votar nele, mas apetece-me dizer o que algumas vezes disse a Carlos Carrão quando no mandato anterior também começou a dizer que era o candidato natural e em todo o lado dizia que seria candidato fosse pelo PSD fosse como independente: - olhe lá, olhe que na altura certa o seu partido diz-lhe que não!
Bom, seja como for, uma coisa é clara. Quando várias vezes desde que é presidente em exercício, Carlos Carrão disse que havia quem já só pensasse nas eleições autárquicas de 2013, já sabemos a quem se referia...
Eu também já aqui disse antes, até tenho alguma pena sua, hão-de ser tantos ao mesmo osso!
terça-feira, janeiro 24, 2012
campanha solidária...
Aliás não é a primeira vez, nem segunda, nem terceira... mas parece-me que desta, por muito que alguma comunicação social já esteja mandatada para tentar fazer esquecer a coisa, a grande maioria da população especialmente aquela que o elegeu, não vai esquecer.
Os outros... já sabíamos a pobreza de espírito que o senhor é.
segunda-feira, janeiro 23, 2012
demagogia e verdade
Se falo nisto é porque a demagogia é uma das atitudes que mais condeno na política (ou em qualquer outra atividade) excepto em casos muito raros em que apareça aliada ao sarcasmo e ao humor. E por isso se há coisa que tento não ser, é precisamente demagógico.
Acusa-me ainda de errar o alvo. Mas a única coisa que faço nesse texto é reagir em função dos dados disponíveis e esses parecem-me claros. Numa conferência de imprensa, um gestor público politicamente nomeado há um mês, deu-se ao luxo de gozar com os autarcas, ou seja, aqueles que foram legitimamente eleitos pelo povo.
E fez mais, desviou o assunto para a questão dos transportes entre as unidades hospitalares, que obviamente é um problema que não foi criado pelos autarcas e dificilmente poderá ser resolvido por estes. Ora isso é que me parece demagógico.
Bom, e isto "dava pano para mangas". Mas não vale a pena insistir muito no assunto. A minha tese essencial é esta: gestores públicos, ainda para mais nomeados politicamente não podem ter este tipo de atitudes. E digo-o com a legitimade de quem durante dois anos teve também funções dessa natureza e teve de enfrentar várias situações difíceis, a maior parte delas criadas antes do meu início de funções, tendo sido aliás muito mal e injustamente tratado por um jornal distrital, sem que alguma vez tenha reagido com este tipo de atitude.
Ser gestor público obriga desde logo a uma postura de humildade, capacidade de diálogo e de ouvir e respeitar as críticas. Chama-se a isso postura de serviço público.
Mas o essencial de tudo isto do CHMT é para mim simples, trata-se da questão da verdade (palavra tão cara ao PSD) e da falta dela. E reconheço que nesse aspeto esta administração ou outra nem tem grande responsabilidade porque é verdade, respondem "perante a tutela" tal como afirmaram.
Ora relativamente à tutela, ou seja, ao Governo, a verdade é simples e está à vista de qualquer leigo, estão a preparar as coisas para a venda do hospital de Tomar e andam aqui com manobras para entreter, em vez de assumirem aquilo que verdadeiramente desejam.
.
quem nos trata da saúde III
Os Partidos e Movimentos Políticos (PSD, PS, IpT, CDU, BE e CDS/PP) representados na Assembleia Municipal convidam as populações a marcar presença na próxima Assembleia Municipal Extraordinária, com o único ponto“Análise do Processo de Reestruturação do Centro Hospitalar do Médio Tejo, com especial incidência no Hospital de Tomar” no dia 25 de janeiro de 2012, a partir das 16.00 horas, ostentando as cores e os símbolos de Tomar.
vermelho, branco, preto... resumindo: traje dos tabuleiros
sexta-feira, janeiro 20, 2012
inventem-se novos políticos
Entretanto, já que destaquei a reportagem antes referida n'O Templário, devo referir também no mesmo jornal a entrevista ao Nuno Ferreira, o novo líder da Juventude Socialista em Tomar.
As capacidades do Nuno, que são extensíveis a um alargado número de jovens a surgir na política em Tomar (oxalá não sucumbam à habitual desmotivação), é bem perceptível logo na capacidade de análise que fazem de si próprios e que está sintetizada na frase que serve de cabeçalho à entrevista "os jovens têm vasta oferta de interesses mas esquecem-se do activismo social".
Não podia estar mais de acordo, apesar de sentir que felizmente isso está aos poucos a mudar.
Há uns anos atrás Daniel Sampaio escreveu um livro chamado Inventem-se Novos Pais, onde me socorro para dar título a este texto. Nele, defende (resumido assim de forma muito ligeira) que a responsabilidade pela forma como os filhos "se tornam pessoas" é precisamente de como os seus pais lidam com eles.
Na política também é assim e infelizmente tenho visto muitos jovens políticos da minha geração (falo do país e não propriamente de Tomar, até porque quase não os há) a muito cedo copiar as piores caraterísticas dos mais velhos.
Ora, em Tomar, num curto espaço de tempo, tanto a Juventude Socialista (JS) como a Social Democrata (JSD) e a Popular (JP) tiveram processos eleitorais com a eleição de novos líderes e equipas, o que no caso desta última significa mesmo um renascimento.
(É verdade que na JSD algo há que me preocupa, essa coisa de um tão grande grupo de filhos de autarcas e ex-autarcas não costuma dar bons frutos, mas enfim, esperemos que sejam melhores que os seus progenitores).
Independentemente das ideologias de cada um, são bons sinais. Em vez da habitual ausência de discussão, importante é precisamente a capacidade de discussão das ideias contrárias e quantos mais forem a aparecer com projetos e com vontade de fazer algo, melhor.
É que isto é coisa de velho e custa muito a mim dizê-lo com os meus 34 mas é a verdade, se não forem os mais jovens a fazer qualquer coisa de novo, isto está mal e só vai piorar pelas margens do nabão.
Por mais que pensem que isto pior não pode ficar, PODE, e a larga maioria dos políticos nabantinos (quase todos em "atividade" há muitos anos) estão bons mesmo é para pantufas, fraldas geriátricas e chá de tília.
Mas cuidado, não abusem da tília porque o uso contínuo pode causar taquicardia e isso em certas idades...
.
jornalismo
Nem sempre habitual pelas margens do nabão, jornalismo digno desse nome e a ir ao osso, de forma bastante ilustrativa são relembradas muitas das patranhas com que fomos brindados ao longo da última década e meia, com grande destaque para o parque temático, talvez a maior e mais descarada invenção do PSD nabantino ou não soubéssemos todos que nunca aquilo foi sequer intenção. Só o cartaz da apresentação pública da coisa é de ir às lágrimas.
Essa berrante aldrabice havia de se tornar prenúncio para o que veio depois e cujos efeitos estamos ainda sentir: três mandatos de projetos falaciosos, obras inúteis, oportunidades perdidas.
E trouxe-nos a este mandato... que nem tem descrição capaz de lhe fazer real justiça.
Concluindo e para não baralhar, parabéns a O Templário pela reportagem e que assim continue, bem como os demais órgãos de comunicação. Como sempre digo, a comunicação social tem um papel importante e também responsabilidade na construção coletiva de qualquer comunidade. É fundamental que apesar das dificuldades de várias ordens que como empresas certamente também sentem, não abdiquem desse papel.
Paralelamente, porque a vida não pode ser só hospitais a fechar e câmaras municipais incompetentes, O Templário está sempre, e bem, atento às "boas notícias"...
arrogância de alpaca II
quinta-feira, janeiro 19, 2012
as palavras
quarta-feira, janeiro 18, 2012
uma questão de nomenclatura
Pois é, o velho problema de se misturarem as designações das coisas num grande caldo linguístico-terminológico.
Misturar Município com Câmara Municipal, Câmara com Assembleia, etc. É muito habitual, mesmo muitos responsáveis e até os titulares desses órgãos fazem essas confusões.
Neste caso é semelhante, confundir Presidente de Câmara com Câmara Municipal. É um costume corrente particularmente em Tomar, julgar que a Câmara é o seu presidente e os outros seis estão lá para enfeitar.
É um costume que começa nos próprios Presidentes de Câmara. Basta lembrar os dois anteriores por exemplo na questão ParqT que decidiram sempre sozinhos, levando o assunto à reunião do órgão apenas quando precisaram da "ratificação" do ato.
Voltando à questão do hospital, ficamos portanto a saber que Joaquim Esperancinha "teve reuniões com os autarcas de Tomar, Abrantes e Torres Novas, nos meses de Dezembro e Janeiro e, na altura, também do lado do presidente da autarquia nabantina, recebeu a «compreensão» sobre este processo." e ainda que teve uma "excelente receptividade" nas reuniões que teve, de forma que até ficou "surpreendido com a posição de alguns deles. Quase a incentivarem para avançar."
Mais, que "A Câmara de Tomar entendeu as alterações e considerou-as necessárias."
E agora sr. presidente Carlos Carrão, em que ficamos? Onde está a verdade?
Entretanto vai chegando a confirmação do que digo há muito tempo:
"Esta reorganização é apenas o primeiro passo. É quase inevitável, no âmbito do novo mapa hospitalar, que o Ministério da Saúde tem em estudo, a região do Médio Tejo venha a perder um ou dois dos três actuais hospitais.", lê-se na rádio Renascença.
.
terça-feira, janeiro 17, 2012
arrogância de alpaca e a careca dos culpados
![]() |
| a alpaca no seu estado mais selvagem... |
Eles que acrescentam ainda «esta reestruturação foi imposta pela tutela»
E o que nos dizem estas duas frases?
A primeira, uma tendência cada vez maior duns tecnocratas armados em gestores que julgam que gerir é "não passar cavaco" e que estão acima dos eleitos pelo povo, particularmente acima dos políticos, "essa gente".
Infelizmente esta tendência é reforçada na atualidade e suporta-se na demagogia irresponsável que perpassa pela nossa sociedade, quando se diz tanta vez que no que quer seja de decisões públicas, as decisões devem ser técnicas e não políticas.
Não se enganem meus senhores, as decisões são sempre políticas! E mal estaremos no dia em que deixarem de o ser, significa que viveremos bem pior e poderá ser num qualquer sistema, mas não será seguramente numa Democracia.
Gestores destes estavam bem era a gerir os seus quintais (na maioria das vezes é como se estivessem...), talvez aí não precisassem mesmo de falar com ninguém.
A segunda frase tem uma leitura mais simples e óbvia: não há estudos que justifiquem as decisões, não há diálogo com quem de direito, não há capacidade de compromisso e quiçá encontrar melhores soluções construídas em conjunto. Estas decisões são assim porque o governo quis e pronto.
Não há qualquer hipótese de dúvida em relação a isto.
O fim do ciclo
Iniciámos um novo ano, um ano que nas contas dos mais esotéricos, daqueles que acreditam em presságios, mitos, lendas e histórias antigas, apesar de tudo mal contadas, este ano representa o fim de um ciclo e o começo de um novo. E não o fim do mundo como alguns, mal, interpretam.
2012 promete ser um ano difícil para nós portugueses. Mais impostos, mais taxas, menos apoios sociais, mais dificuldades particularmente para os funcionários públicos.
Acabámos agora de saber que Portugal foi o país onde as medidas de austeridade mais aumentam as desigualdades sociais, ao contrário do que está a acontecer por exemplo na Islândia e na Irlanda, tidos já como bons exemplos. O que significa que há alternativas mais eficazes e mais justas, às medidas que o governo está implementar e que na minha e na opinião de muitos, só virão a agravar os problemas.
Acabámos também de saber que mais uma das grandes empresas do país, a proprietária dos supermercados Pingo Doce, transferiu a sua sede para a Holanda país onde a partir de agora passará a pagar a fatia maior dos seus impostos, o que nos deve fazer pensar por um lado na noção de responsabilidade dos empresários portugueses, mas por outro na falta de eficácia das medidas fiscais do nosso país.
2012 é também o ano que marca o fim da televisão analógica em Portugal, e o advento da televisão digital. Noutros países como a vizinha Espanha, onde o processo está mais avançado, esta alteração significa de facto um acréscimo de qualidade e serviços para os cidadãos. Em Portugal, como de costume faz-se tudo pelo básico, e por isso, pelo menos para já a alteração significa apenas o acréscimo de mais algumas despesas.
Na política, este ano teremos eleições presidenciais noutros países, alguns sem grande interesse para nós, como a Finlândia, o México ou a Venezuela. Outros com mais, como as eleições em Novembro nos Estados Unidos, ou mais ainda, em Maio em França, onde há a expectativa se Sarkozy consegue um segundo mandato ou sai, o que poderá ter implicações na forma, quanto a mim falhada, como está a ser conduzida a política europeia e as erradas opções de combate à crise que protegem os países mais fortes e prejudicam os mais desfavorecidos.
Na Alemanha, a economia que mais dita as regras na europa, sabemos já que os índices de emprego são dos maiores dos últimos anos, o que nos diz que a crise por lá não significa bem o mesmo que por cá. Além disso este ano marcará a abertura do novo Aeroporto Internacional Berlin-Brandenburg, o maior projeto de infraestrutura na Alemanha.
Por cá, demagogia política, populismo barato e muita desinformação, ditaram para já o afastamento do projecto do novo aeroporto que mais que uma necessidade para o país, é uma necessidade europeia para a ligação com a América e com África, e quem está a esfregar as mãos de contente é a vizinha Espanha que sempre ambicionou este projecto para si, a realizar algures entre Badajoz e Sevilha. E se Portugal não ganhar juízo, será mais uma onde nos passam a perna, por exclusiva responsabilidade própria.
Teremos este mais países, a Bulgária e a Romênia, a integrar o Acordo de Schengen, ou seja, a ver as suas fronteiras abertas e portanto mais cidadãos e mercadorias a circular livremente na Europa, com tudo o que de bom e mau isso acarreta.
No Desporto, em Junho teremos Campeonato do Mundo de Futebol, e entre Julho e agosto teremos Jogos Olímpicos em Londres 9 de Setembro.
Na cultura, a cidade de Guimarães será este ano (a par com Maribor na Eslovénia) capital europeia. E isto talvez lembre alguns tomarenses que há uns anos atrás, uma das aldrabices que tentaram vender aos eleitores nabantinos foi a hipótese da candidatura de Tomar a capital europeia da cultura, precisamente de 2012. Ideia que, como muitas outras avançadas pelos governantes do município de Tomar na última década, só serviu mesmo para engodo, porque nada, absolutamente nada, foi feito para a concretizar. Já Guimarães, como muito outros concelhos noutras matérias, meteu mãos à obra e foi bem sucedida. Aqui pelas margens do nabão fica-se sempre pela conversa da treta.
Em Tomar, 2012 também está a começar muito atribulado, estão finalmente a ficar completamente a nu, todas as mazelas, todas os disparates, todos os erros e todas as incapacidades da governação dos últimos 14 anos. Mas sobre Tomar, haverá tanto a dizer, que o melhor mesmo é deixar isso para outras núpcias.
segunda-feira, janeiro 16, 2012
quem nos trata da saúde II
| manifestação de dia 14, foto d'O Templário |
A ideia de que se trata apenas de uma reorganização de serviços é treta, uma vez que sem a base de todas as outras especialidades, a medicina interna, um hospital não é hospital.
O que se prepara é a evidente, já antes tentada, manobra que leve progressivamente ao ponto de não retorno, aquele em que o hospital já não seja de todo viável, e com isso ao "natural" processo de venda ou pelo menos de boa parte.
Trata-se de mais uma vez bater no elo mais fraco, Tomar, cujos responsáveis políticos da última década e meia não têm conseguido, sabido, ou sequer tentado defender, no equilíbrio de forças sempre débil com Abrantes e Torres Novas.
Na manifestação de hoje (e na de amanhã) não poderei estar presente (pelas 15h na Praça da República, enquanto decorre a sessão extraordinária da Câmara Municipal), mas espero não só que a mobilização de sábado não esmoreça mas que ainda se reforce, e que seja hoje que os responsáveis pelo PSD local apareçam e não apenas passem ao largo para ver como está a manifestação, como alguns fizeram no passado sábado.
Boas lutas, com razoabilidade e inteligência, por Tomar sempre.
sábado, janeiro 14, 2012
quem nos trata da saúde
| foto de O Templário |
Espera-se que a população, mas também responsáveis institucionais e políticos estejam presentes como manifestação de força da comunidade. A verdade é que, embora seja preciso racionalizar este enorme erro que foi a construção tripartida de um hospital, o elo mais fraco tem sido sempre Tomar, certamente não sendo estranho a isso a pouca capacidade de ação e influência, e quase sempre alheamento do município nabantino e dos seus responsáveis políticos de há mais de uma década.
Entre os presentes mais logo, espero ver muitos militantes e dirigentes do PSD local e estou certo que o seu presidente lá estará, uma vez que há coisa de um ano e meio atrás, por algo muito menos importante e que não passava na altura de alarmismo, trouxe para a rua a população da sua freguesia, a Serra.
Lembro-me bem de o ter avisado num debate da rádio Cidade de Tomar que devia ter cuidado com a coerência e com a verdade dos factos, e lembro-me bem do que respondeu.
Por tudo o que fez e disse antes, se há pessoa que não pode faltar hoje é José Delgado.
.
sexta-feira, janeiro 13, 2012
mérito
uma questão de natas
Quando há um ano atrás numa formação disse que a principal medida de gestão para a melhoria da qualidade que havíamos tomada na Direção do Agrupamento de Escolas da Freixianda, tinha sido a aquisição da máquina de sumo de laranja natural e o reforço dos pastéis de nata ao pequeno almoço, os doutos colegas que se haviam fartado de elencar medidas transladadas de qualquer livro de gestão olharam-me, tal como esperava, com um misto de estupefação e riso.Mas afinal não sou só eu que sou um pandego. O ministro da Economia, que deve gostar tanto dos pequenos pastéis como eu e deve ter sentido a falta deles no Canadá, fala e põe o país durante dois dias a falar de pastéis de nata.
"O que tem o pastel de nata diferente do hambúrguer e do frango assado", pergunta sério o ministro...
Bem, o Manuel Pinho e o Mário Lino eram pródigos em gaffes, mas os do atual governo dizem estas coisas com uma convicção!!
ninguém tinha avisado...
Nada que eu e outros não tenhamos alertado ao longo dos últimos anos. Por várias vezes, tanto em reuniões públicas da Câmara e da Assembleia, o PS e outras forças; e em reuniões privadas com o presidente Corvêlo e demais elementos; e mesmo eu em conversas particulares com Corvêlo ou Carrão; várias vezes alertámos para a necessidade de renegociar com a entidade gestora dos fundos do QREN a realocação dos fundos da 3ª fase do flecheiro que TODOS SABIAM não seria concretizada.
Eu sou um apaixonado confesso por mercados, e sempre que vou com tempo a um local desconhecido procuro o mercado mais próximo. É uma das melhores formas de conhecer a realidade social, cultural e económica e as dinâmicas de uma qualquer comunidade.
Aqui fica o último exemplo que fotografei, o mercado de Lagos, diferente como todos, mas na essência exemplo do que deveria ser feito em Tomar. Manter o mercado diário de frescos como o coração vivo do local, a isso adicionando restauração, lojas de produtos locais, artesanato, realização de eventos, cultura.Mas em Tomar é assim, tanto se desbaratam milhões em obras inúteis e com ligações perigosas, como se "devolvem" milhões que podiam ser bem gastos e eram indubitavelmente necessários.
Quando é que esta malta começa a ser julgada por gestão danosa dos dinheiros e interesses públicos?
quinta-feira, janeiro 12, 2012
o dizer e o fazer
Em Tomar, quem há 14 anos gere o município tem imaginação para pouco que seja produtivo, e total aversão às ideias dos outros.
E Tomar está como está....
----
"OURÉM - Gabinete de Apoio e Promoção da Actividade Empresarial", noticia a rádio Hertz.
"CONCURSO DE IDEIAS VILA +", no site do Município de Vila de Rei.
terça-feira, janeiro 10, 2012
os filhos da viúva
Para tanto disparate e desinformação (bastante dela propositada) que tem preenchido a comunicação social nos últimos dias, e para tanta falta de conhecimento sobre uma coisa que é tão secreta que até é matéria na escola... o melhor mesmo é rir.
Ao contrário do que possa parecer à primeira vista ou aos de óculos filtrados pelo ignaro preconceito, o scetch brilhante como todos os dos Monty Python, parodia não a maçonaria mas a ignorância em torno dela.
segunda-feira, janeiro 09, 2012
10 minutos
Além disso foi uma senhora que enviou. Portanto senhoras já sabem, pelo menos dez minutinhos por dia. Não custa nada, sejam amigas!
- tenho de estar a fazer tempo aqui na escola mas que fazer... não me apetece fazer mais nada de trabalho, nem escrever sobre nada sério....
info arrendamento
ver mais no Portal da Juventude.
sexta-feira, janeiro 06, 2012
a maior fé dos homens
Pim-Pim
quinta-feira, janeiro 05, 2012
o dizer e o fazer
"tenta encontrar" é uma forma de dizer...
Ando há dois anos a pedir em Assembleia Municipal a listagem das escolas devolutas no concelho e nem isso conseguiram fazer, quanto mais discutir e decidir o que lhes fazer!
Ainda vou ter de ser eu a fazer a lista querem ver?
quarta-feira, janeiro 04, 2012
a longa e aguda crise nabantina
| A "Casa Martins" na Corredoura. (Foto d'O Templário) |
Há muitos anos que "a crise" se instalou por cá. Basta ver os números oficiais da evolução da última década nos índices de qualidade de vida, desemprego, eleitores, residentes, etecétera...
Opções erradas, teimosias, falta de visão e capacidade, e para boa parte das questões a simples falta de interesse e bom senso por parte dos responsáveis político/públicos, ditaram o estado em que estamos: ultrapassados por quase todos os concelhos da região, os mesmos para quem durante séculos fomos referência e líderes.
Claro que nestas matérias a responsabilidade é sempre mais vasta. Desde logo porque os tais responsáveis públicos não chegaram sozinhos a esses lugares e devem-no sim à ação, inação ou omissão de muitos.
Mas também com muitas responsabilidades próprias de muitos desses cidadãos individuais ou coletivos.
Os comerciantes então... ui!
Habituados durante décadas a que bastasse abrir a porta, a maioria não foi capaz de inovar, muito menos competir com a facilidade que agora qualquer cidadão tem de se deslocar, tanto a concelhos vizinhos como aos grandes centros ou à capital, e aí encontrar maior variedade, melhor oferta, melhores preços.
Falar daqueles tantos que, dos concelhos vizinhos, vinham a Tomar de propósito para as compras nem vale a pena porque isso é já apenas uma memória difusa, uma ideia quase absurda, pouco mais que uma lenda na qual os mais novos dificilmente podem acreditar.
Felizmente que, no que aos comerciantes diz respeito, vão finalmente aparecendo alguns bons exemplos, novas ideias, novas formas de trabalhar.
Mas falta o essencial, as questões estruturais, e essa responsabilidade compete ao município. Pensar no centro histórico e na própria cidade como um todo, e encontrar soluções globais que permitam "vender" a imagem coletiva e aglomerar todo o tecido comercial.
Mas numa terra que tem um mercado municipal a funcionar numa tenda, precisamente aquele instrumento que na generalidade das cidades, particularmente as de inclinação turística, no país ou no estrangeiro, é o primeiro cartão de visita no que ao comércio se refere, dizer o quê mais?
.
nós falamos, os outros fazem
terça-feira, janeiro 03, 2012
b'ak'tun - o fim do ciclo
Chegados a 2012, o ano em que tudo acaba ou assim diziam os Maias e alguns ainda acreditam, continua a existir muito sobre o que falar mas falta-me o tempo por agora.Tempo apenas para aqui deixar uma pequena marca da minha dobragem de ano em terras de lacobrigenses, uma terra que nas marcas do passado e nos propósitos de futuro tanto tem que ver com a dos nabantinos, e que apesar disso ou não fosse costume, está a milhas da nossa na diferença entre o anunciar fazer e o fazer de facto.
Lá, à universal questão de Pessoa, "valeu a pena?", pode responder-se a frase que todos conhecem.
Em Tomar, dificilmente se pode responder o mesmo perante tanta asneira acumulada.





