quinta-feira, junho 30, 2011

A festa está aí

A minha crónica da última quarta-feira na rádio Hertz, esta obrigatoriamente sobre "A Festa", pode ser ouvida como habitualmente aqui

Entretanto a festa está mesmo aí e o programa pode ser consultado aqui.

segunda-feira, junho 27, 2011

estou Seguro II

Sobre o meu post anterior, escreveu António Rebelo no seu Tomar a Dianteira um pequeno comentário a que entendi dever dar a resposta abaixo, e que também aqui coloco para memória futura.
(E aproveito para deixar o link para a página de apoio a AJS no Ribatejo: http://www.ribatejoseguro.info/)

«Caro Prof. Rebelo,

Já por outras vezes lhe transmiti a crítica de que em relação ao PS e aos seus dirigentes (e a alguns em particular, como eu) é demasiado ligeiro na forma como comenta ou julga actos ou declarações.
Tem todo o direito de o fazer, mas de forma alguma isso lhe dá qualquer dom de detentor da Verdade. Várias vezes fica mesmo muito longe dela, como é o caso presente.

Desde logo em relação a mim. Quem verdadeiramente me conhece, mesmo fora da política, sabe que abomino “aparelhos”, “caciques” e outras coisas do género. Coisas que aliás me levam a ter discussões e por vezes algumas zangas dentro da política.

Mas também em relação a AJ Seguro está enganado, o que é normal para quem analise apenas a espuma das notícias, mas não acompanhe por dentro e em permanência o conteúdo. Se Seguro fosse do aparelho, teria concorrido contra Sócrates em 2004 como muitos (incluindo eu) desejávamos. E curiosamente é Assis quem tem a máquina de Sócrates, e surge praticamente obrigado a concorrer, depois de outros nomes terem sido internamente apontados, como representante daqueles que não querem perder lugares e outras benesses. Esta é a verdade, por mais que o que é transmitido à comunicação social, ou a forma como esta o transmite possa parecer outra (num primeiro momento, claramente favorável a Assis, também por razões óbvias para “quem está por dentro”). Por outro lado, Assis é um excelente parlamentar, mas não o vejo como líder, desde logo pela forma como surge a sua candidatura.

Em relação às primárias, devo informá-lo que ambos os candidatos as defendem, como já João Soares as defendeu na sua candidatura em 2004 – e veja lá bem, até usou o exemplo da concelhia de Tomar como uma das que defendia o mesmo. Porque defendemos! Porque é uma discussão que iniciámos, com profundidade, na concelhia de Tomar, e que só não foi implementada em 2005 (apesar do presidente da concelhia de então, Luís Ferreira, o desejar) porque é algo que para ser genuíno e eficaz não pode ser imposto dum dia para o outro. A verdade é que tanto militantes como sociedade em geral não estavam ainda cultural e mentalmente preparados para esse facto e foi por isso que, embora defendendo a medida, entendia então que não era ainda o momento de se avançar com esse procedimento, e fui assim um dos que me opus a que a coisa avançasse para 2005.

Mas em 2009, apesar de não serem ainda primárias a 100%, a verdade é que o processo que escolhemos foi um passo em frente e um teste ao processo que deve (na minha opinião, mas essa é uma decisão que compete à Comissão Política) para 2013 ser ainda mais aprofundado. Deveria sabê-lo, uma vez que foi, mesmo não sendo filiado, candidato nesse processo. Quantas concelhias do PS ou qualquer outro partido conhece que sejam tão abertas ou sequer próximas na escolha dos seus candidatos?

Portanto amigo Rebelo, saiba que quando apoio declaradamente alguém faço-o por convicção. E no caso de AJ Seguro, o meu apoio é como referi “óbvio”! Óbvio porque admiro a firmeza das suas convicções e identifico-me com elas;
óbvio porque ainda hoje passados já muitos anos, é considerado o melhor líder, o que mais marcou com qualidade a acção da Juventude Socialista em Portugal;
óbvio porque o conheço pessoalmente;
óbvio porque deixou marca enquanto governante no Governo de Guterres, entre outras, em áreas que me tocam particularmente como o Associativismo e a Juventude, áreas onde tive responsabilidade pública e política entre 2005 e 2007, e onde ainda se sentia a marca deixada muito antes por Seguro, e onde senti a falta de não ter na tutela um governante com a mesma capacidade, o mesmo empenho, a mesma motivação que ele;
óbvio pela experiência política, pela marca que deixa em quem com ele trabalha, ou porque vê primeiro as pessoas e depois os números;
óbvio porque são pessoas assim, com conteúdo e com marca, com quem me identifico, e como já antes aqui o referi mas também já publicamente o disse várias vezes, desde 2004 que espero que se candidate.

Chegou finalmente o dia. Não sei se demasiado tarde para Seguro, mas como bem disse Soares “Só é derrotado quem desiste de lutar”.

os melhores cumprimentos.»

info cultural

A 5ª edição desta excelente iniciativa da SF Gualdim Pais começa hoje e prolonga-se até dia 1.

O programa e outras informações podem ser consultadas aqui e aqui.

sábado, junho 25, 2011

de graça, em graça, e ser engraçado

"... com a nomeação para primeiro-ministro, Passos Coelho consegui finalmente obter um emprego que não fosse numa empresa administrada por Ângelo Correia."
Ricardo Araújo Pereira, Visão (22.06.2011)

"... qualquer editor de política que ponha em causa as opções de determinado primeiro-ministro não esconde que, lá fundo, acredita que seria um chefe de governo mais competente." Idem.
... e acrescento eu, regra geral é o que se passa com todos os que não sendo políticos*, comentam os actos dos políticos.

* na verdade eu entendo que regra geral todos somos políticos, há é níveis mais ou menos profundos de exercício da política, desde logo o exercício da política partidária.

sexta-feira, junho 24, 2011

Festas de Ourém

A não perder amanhã dia 25 nas Festas de Ourém, uma noite nabantina com os grupos Drama&Beiço e Quinta do Bill.

E para quem quiser perceber (principalmente ali pelos lados da Câmara de Tomar, se tivessem vontade de aprender alguma coisa) como se faz um grande cartaz para umas festas do concelho è favor espreitar o programa na página do Município de Ourém.
E ainda para mais sem necessariamente gastar muito dinheiro.

comboios

Tal como noticia O Mirante Online, aprovámos na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, por unanimidade sob proposta do PSD, uma moção que responsabiliza a Refer pela falta de segurança na Estação Ferroviária do Entroncamento o que, como ainda recentemente aconteceu, tem inclusivamente provocado vítimas mortais.

A existência da Estação do Entroncamento no estado em que se encontra, ainda para mais sendo uma das mais movimentadas do país, é um desleixo grave e uma vergonha para qualquer Governo. O Governo PS tal como os anteriores, errou ao não ter feito da sua reabilitação uma prioridade.
Vejamos o que faz o actual, ainda para mais se se confirmar a realocação dos fundos comunitários até aqui destinados ao TGV.

segunda-feira, junho 20, 2011

nós e os outros

Hoje é feriado Municipal em Ourém (mas como é dia de exames nacionais boa parte dos professores trabalham à mesma).
Das comemorações oficiais fazem parte as "distinções honoríficas", algo que ocorre um pouco por todo o país nos concelhos e entidades que sabem honrar a sua memória e enobrecer o trabalho dos seus melhores.

Em Tomar, devemos sempre lembrar, nada disto acontece. Mesmo apesar de desde 2007 eu e o PS propormos que aconteça, e de a proposta até já ter sido aprovada, continua-se contudo "há espera de um regulamento".
Ainda recentemente, vergonhosamente, e não foi por falta de aviso, o centenário do café Paraíso foi "esquecido" pela Câmara. Porque, repita-se, diz quem não sabe decidir mesmo sobre as coisas mais simples que, "estamos há espera do regulamento"!!

E de quem é a competência de fazer o regulamento??!!

info cultural


Capa do último livro, "Emoções".
 A amiga Maria João Baginha, professora aposentada, apresenta esta quinta-feira dia 23, pelas 18h no Club Thomarense, o seu novo livro intitulado Silêncios e Palavras.

Será agora Portugal?

artigo escrito no dia seguinte às eleições e publicado no jornal Cidade de Tomar do dia 17 de Junho

Findo mais um acto eleitoral no nosso país, é tempo em primeiro lugar de felicitar os vencedores, o PSD e o CDS.
Razão de muitos factores que não me apetece abordar, mas entre eles também a eterna desactualização dos cadernos (que como diz a revista Visão, favorece a direita), há a lamentar uma vez mais a elevada abstenção. Sempre mau sinal para a qualidade da Democracia.
Entra-se agora, particularmente para os derrotados, em período de reflexão e necessária mudança. Encerra-se um ciclo, um novo começa uma vez mais com a direita coligada no poder em Portugal.
Esse factor bem como o grande trambolhão do BE vêm novamente mostrar à evidência um grave problema político do nosso país: o facto dos dois partidos com assento parlamentar à esquerda do PS (dois porque os Verdes não contam, são uma fraude política do PCP ainda com complexos de se apresentar aos eleitores com a sua verdadeira sigla) não contarem para a governação, são apenas os tais partidos de protesto que servem para uma franja da população que gosta de ser "do contra" mas que nada ajudam a resolver e neles não se identificam a generalidade dos eleitores, independentemente de aqui ou ali concordarem com traços da sua ideologia política.
E enquanto assim for, a esquerda portuguesa estará sempre coxa. Eu pessoalmente acredito em maiorias com coligações de vários partidos, e isso é absolutamente normal em Democracias evoluídas e maduras. Em Portugal isso é impossível à esquerda. E é lamentável enquanto assim for.
Esperamos que para esses partidos, particularmente o BE, o actual resultado venha a servir para essa reflexão sobre a sua postura, bem como sobre a postura que levou ao regresso da direita ao poder.

Quanto ao PS, o resultado adivinhava-se embora confesso que não esperava que ficasse abaixo dos 30% e a tão grande distância do PSD. A política é também a gestão das expectativas, e a expectativa de que Sócrates desse uma "malha" no debate com Passos Coelho não se verificou, tendo o debate sido morno e equilibrado. Esse equilíbrio foi aproveitado pelo PSD e por muitos comentadores para ver uma vitória onde houve um empate, e esse foi o momento da mudança. Claro que também ajudou terem calado Eduardo Catroga e outros actores.
A partir daí, com o espectáculo de sondagens diárias que em verdade apenas davam 1%, 2% de vantagem ao PSD, com elevadíssima margem de erro e de indecisos, o facto é que isso criou na última semana no país, um sentimento que o PSD afinal ia mesmo ganhar, e esse sentimento colectivo tem efeitos depois nos resultados finais.
A vitória do PSD não deve apesar de tudo significar para estes grandes euforias, basta ver que agora num contexto que lhe seria à partida muito mais favorável, o resultado ficou ainda assim aquém do alcançado por Durão Barroso há uma década atrás.

Voltando ao PS, claro que houve erros da governação, claro que houve uma excessiva personalização do líder (mas isso também tem que ver com os tempos que correm), aproveitada por todos os contra o PS para fazer uma campanha anti Sócrates que pegou muito bem. Basta lembrar o triste discurso de Manuela Ferreira Leite, ou mesmo nos festejos de vitória do PSD em que militantes afirmavam que mais que a vitória do PSD, comemoravam a derrota de Sócrates! Que belo prenúncio para Passos Coelho...
Quanto a Sócrates, teve um discurso digníssimo o que nem sempre acontece (basta lembrar Cavaco no seu discurso de vitória), e apesar de não ser aquela que seria a minha primeira escolha se outras tivessem aparecido internamente no PS, foi um Primeiro-ministro corajoso, forte, líder, determinado, sem medo dos lobbys, e atacado a todos os níveis incluindo na vida privada, desde o primeiro dia como nenhum outro na história da nossa Democracia. (Basta comparar com Passos Coelho que também tem as suas histórias mal contadas, e perceber que nada dele se falou na comunicação social).

E daqui a alguns tempos estou em crer, mesmo muitos daqueles que o criticavam, ainda vão ter saudades de Sócrates. É costume dizer-se: depois de mim virá quem de mim bom fará. Não tenho dúvidas que é o que a distância temporal dirá de Sócrates. Um grande Primeiro-ministro, porventura o melhor do pós 25 de Abril.
E da governação do PS neste momento difícil do país e do mundo, ficam os avanços em áreas como as novas tecnologias, a investigação científica, a modernização das escolas, a diplomacia externa, os apoios sociais, a redução dos índices de pobreza e melhoria de vários outros indicadores ao nível da OCDE, e mesmo a primeira redução de sempre na nossa Democracia do défice das contas públicas, apesar de depois ter novamente subido por via das medidas sociais de combate à crise.

Agora, teremos novo Governo e uma nova página política. Mas os problemas do país continuam a ser os mesmos e a agravar-se. Será por isso necessária, tal como afirmou Sócrates, uma grande capacidade de diálogo, de compromisso, de sentido de Estado por parte de todos os interventores. Precisamente as mesmas capacidades que, num olhar local, para a difícil situação do nosso concelho o PSD nunca mostrou e se recusou determinantemente a empreender.
Quanto ao país que em breve vai a banhos, só lá para Setembro acordará verdadeiramente para a nova realidade que escolheu. Por mim, tenho francamente receio de duas coisas, que Passos Coelho não seja um líder forte e se deixe liderar por outros, e que a agenda neoliberal escondida do programa do PSD, muito mais à direita que a generalidade do povo português, inclusive dos que lhes deram vitória, venha a ser executada a pretexto das exigências da Troika. Veremos o que nos trazem os próximos tempos.

Nota à margem: O Ricardo Lopes, vice-presidente do PSD de Tomar, ainda mais jovem que eu na vida e na política, tem o hábito de quando em vez escrever umas coisas com muita dose de, ou ingenuidade ou declarada deturpação da verdade.
Novamente aconteceu na passada semana num artigo dirigido neste jornal a um dos vereadores socialistas, Luís Ferreira. Ricardo, se alguém do PS entrou no Congresso da Sopa com convite (o que seria normal pelas funções desempenhadas), quantos do PSD terão entrado? Não sabes Ricardo que a organização do evento (logo, também a distribuição de convites) está a cargo do pelouro do Turismo, responsabilidade do PSD?
O que podias e devias estar a perguntar Ricardo, é porque é que sendo convidadas algumas entidades, como as Juntas de Freguesia, são sistematicamente “esquecidos” como aconteceu uma vez mais, com grande desrespeito institucional, a entidade mais representativa do concelho, os elementos da Assembleia Municipal?
Afirma depois o Ricardo, com distinta lata, que o Congresso da Sopa deu prejuízo no ano em que esteve sobre a responsabilidade de um vereador socialista. Pois responde-me Ricardo, quando é que o Congresso da Sopa alguma vez deu lucro? Certamente Ricardo, conheces as regras de contabilidade pública (desconhecidas normalmente pelos responsáveis políticos do PSD na Câmara, que fazem as contas só com as parcelas que lhes interessam) e sabes que se as contas forem feitas com todas as parcelas, como foram feitas no ano passado, aí sim, sabemos realmente quanto custa aos cofres públicos um qualquer evento.
Estamos aliás ainda à espera das contas deste ano. Será que já as viste Ricardo? Tentou falar-se em sucesso e renascimento e outros disparates. Mas se o número de pessoas que entrou foi sensivelmente o mesmo do ano passado e os custos obviamente maiores, desde logo pela colocação da tenda, com que parâmetros é que se pode chegar ao termo “sucesso”?


Ora Ricardo, vocês no PSD gostam agora muito do termo “Verdade”, pois era bom que o usassem em toda a sua abrangência.
Cá por mim, tento seguir aquele provérbio indiano que também te deixo como conselho: “Quando falares, procura que o som das tuas palavras seja melhor que o silêncio”.

sexta-feira, junho 17, 2011

mãe Rússia

"Voltei voltei, voltei de lá
ainda ontem estava em..."
Pois é, tudo é que é bom acaba, estou de volta à realidade. Como o nosso novo Primeiro-ministro diz que não gosta de saladas russas, eu fui tentar ver in loco do que estava ele a falar e, não é que vim quase convertido?!

Por agora é só mesmo esta rapidinha, quando houver tempo e vontade de escolher entre as paletes de fotos ponho aqui algumas mais.
Esta foto é o souvenir que trago para os meus amigos comunistas :)


Adenda (20.06.2011): António Rebelo, prezado bloguista da urbe nabantina, publicou esta foto no seu Tomar a Dianteira, o que originou alguns comentários a que dei resposta, esta mesmo que aqui replico para memória futura.

"Caríssimos,

Fico assaz boquiaberto com os doutos comentários que alguns aqui vão colocando, e neste que me toca não deixo de experimentar igual sensação.
Com que então é uma falta de respeito tirar uma fotografia a sorrir, junto de dois figurantes que circulam (como tantos outros) por Moscovo fazendo disso vida? Quer dizer para mim é falta de respeito, mas para os russos que idolatram estas figuras e que, particularmente de Lenine têm a sua figura em todo o lado e ainda assim levam a coisa com a maior das naturalidades, não deve ser falta de respeito. Sim senhor, grande teoria. Prezo pela capacidade de ocuparem o vosso pensamento com coisas importantes…

E depois, porque lhes deveria ter eu respeito? Não os considero como ídolos nem sequer figuras de referência naquilo que para mim são as referências históricas político-sociais, particularmente com enfoque na Liberdade e na Democracia. Ora, não só nenhum dos dois pode representar esses ideais, como são ambos responsáveis pela criação de um estado autoritário e policial, para ser meigo, e ambos, particularmente Estaline, têm as mãos cheias de sangue.
Não percebo, caríssimo “Cantoneiro da Borda da Estrada” que agora já tenho o prazer de conhecer, o que tem a inspiração Marxista do PS, que ver com eu posar numa fotografia ao lado de sósias de Lenine e Estaline.
Não percebo de onde retiram a ideia que sou anti comunista. Tenho pena sim, que o PCP tenha cristalizado no tempo e não saiba ou queira evoluir, era muito importante, já o disse muitas vezes, que existisse mais que um partido na esquerda portuguesa, que efectivamente contasse para as contas da governação do país, e não que estivesse sempre no contra como estão o PCP e o BE. (O BE é capaz agora de ter começado a aprender a lição).

Por fim “Carlos Rosa”, ainda bem que se vai embora do PS porque alguém que seria capaz de deixar a militância por causa duma fotografia, em particular esta, não está a fazer mesmo nada no PS. Nem em qualquer outro partido, porque nessa cabeça só deve existir vento.
Mas já agora diga-me, já que parece conhecer-me tão bem a ponto de imaginar quais possam ser as minhas frustrações… sabe, eu conheço pessoalmente grande parte dos 400 militantes do PS de Tomar, e mesmo alguns mais antigos que não conheço pessoalmente, quase todos sei quem são e não estou mesmo a ver quem seja vossa ilustre iminência.
Talvez queira encontrar-se comigo pessoalmente e dizer-me na cara o quão garoto eu sou, e entregar-me em mão o seu cartão, já que é uma pessoa tão séria…
Cumprimentos."

terça-feira, junho 07, 2011

mudar de ares


Isto de voltar a ser governado pela direita durante mais dois ou três anos requer habituação, pelo que vou ali e volto já está bem?
Até daqui uns dias este blogue ficará encerrado.

festa dos tabuleiros

Está quase!!





Malta da Comissão da Festa, tentem lá ter o site oficial um bocadinho mais actualizado e prático, ok?
Do género, deveriam existir notícias breves logo na entrada do site, ou, os cartazes e outras imagens devem estar em formato  JPG e não PDF (ou ao menos nos dois), para poderem ser usadas noutros sites. Se não puderem ser usadas não servem para nada não é, e perde-se uma forma fácil de promoção.
E o programa, mesmo que incompleto, está onde?

segunda-feira, junho 06, 2011

outro filme, outra música


E pronto, não vamos mais ouvir este trecho musical* na política portuguesa. O grande lutador retirou-se. É tempo de escolher nova música para agitar as bandeiras. Metafórica e literamente.
Sobre resultados eleitorais e afins, escrevo depois que agora não me apetece.

*Esta versão é um bocado farsolas mas não me apetece procurar melhor. É de uma das melhores bandas sonoras já escritas, do filme O Gladiador, escrita por Hans Zimmer, a par de Jonh Williams seguramente um dos melhores compositores da actualidade.

uma questão de "bonecas"

foto do jornal O Templário
Não o fiz enquanto a discussão andou nas redes sociais, propositadamente porque acho importante estes movimentos de opinião. Embora por vezes eles tenham um lado um pouco negativo de algum facilitismo, particularmente neste mundo pós-facebook, na forma por vezes ligeira e pouco esclarecida como se discutem os assuntos.

O caso de que aqui falo é o das chamadas "bonecas dos tabuleiros" que faziam parte do projecto ornamental da rotunda das discórdias, aquela ali junto à "ponte nova", e que Paiva ou Corvêlo, não estou certo qual dos dois, decidiram em nome do município não colocar.

Pois bem, agora que a discussão se fez, e chegou já à Câmara que decidiu voltar atrás e apoiar este movimento, já me sinto mais livre para dar a minha opinião, mesmo sendo ela contra corrente. Na verdade, acho que a decisão de não respeitar o projecto e não colocar lá aquelas figura foi das poucas decisões de bom senso que vi  nos últimos anos alguém do PSD tomar na Câmara.

Posso vir a enganar-me, mas estou convencido que quando elas lá forem colocadas muito mais gente vai pensar como eu. Não consigo mesmo perceber como pode alguém ter projectado aquilo daquela forma. Figuras em silhueta numa rotunda!!

Para que fique claro (que isto quando toca à Festa é tudo muito sensível!), não está em causa a existência do tema Festa dos Tabuleiros na rotunda. Sempre defendi que esse ou os Templários, deveriam ser o tema dominante do que quer que lá estivesse. O que não me agrada é mesmo a execução estética da coisa. Claro que o "gosto" é uma coisa subjectiva, mas neste caso não me oferece grandes dúvidas.

O que não quer dizer que, estando as "bonecas" já construídas, elas não pudessem ser aplicadas noutro sítio. Podiam e deviam, e por exemplo a ideia de as colocar no muro (também polémico, mas na minha opinião de polémica exagerada) junto às moagens, era uma ideia muito mais interessante e de gosto muito menos duvidoso.
Enfim, vamos ver como fica. Pode ser que eu não tenha razão.

sábado, junho 04, 2011

assembleia jovem

Em Vila Franca de Xira, a Assembleia Municpal Jovem reuniu em Alverca do Ribatejo, como mostra a galeria fotográfica d' O Mirante Online.

Nós por cá também já há muito propusemos que o mesmo se fizesse e até foi aprovado pela Assembleia Municipal, mas se até o Conselho Municipal de Juventude que é obrigatório por Lei não existe*, fazer o quê? Esta terra é outro mundo!

*Apesar de ter existido em tempos, nos tempos do Vereador Ivo Santos. Eu próprio fiz parte desse Conselho.

notícias online

A rádio Cidade de Tomar e particularmente o jornal Cidade de Tomar, têm novos e atractivos sites, certamente percebendo a cada vez maior importância destas plataformas para chegar aos leitores.
Esperemos que em consonância façam agora o esforço em manter os mesmos o mais actualizados possível.

sexta-feira, junho 03, 2011

campanha

A minha crónica da passada quarta-feira na rádio Hertz, esta semana inevitavelmente sobre a campanha legislativa que hoje termina, pode ser ouvida lá (com som mauzito, que teve ser ao telefone), no sítio do costume.

sessão de autógrafos

Amanhã pelas 16h na Feira do Livro de Tomar, o camarada e amigo Virgílio Saraiva, fará uma sessão de autógrafos em torno do seu segundo romance, "Em Nome do Pai, do Filho e...".
Em dia de reflexão, nada como ler uma boa história.

quarta-feira, junho 01, 2011

tão perto e tão longe

"Duas bandeiras azuis no distrito", noticia O Templário Online.

Para a época balnear que hoje começa, "das 271 praias com bandeira azul no continente só há duas (fluviais) no distrito", a de  "Carvoeiro no concelho de Mação e Aldeia do Mato no concelho de Abrantes."
Nós por Tomar, com dois rios um deles parte daquela que, como costumo dizer é mais conhecida albufeira fluvial do país, a albufeira do Castelo de Bode, continuamos sem ter, com ou sem bandeira, qualquer praia fluvial.

Bem me lembro do Presidente de Câmara em Assembleia Municipal, já de janeiro de 2010 se não estou em erro, responder a uma intervenção minha que as parias fluviais no concelho estavam em estudo...

Ora, Tomar tem em relação ao Município e particularmente ao actual Presidente de Câmara, um problema de difícil compreensão. Das duas uma: ou os "estudos" em Tomar se prolongam infinitamente, ou então tudo se atreve a dizer quem nada pensa fazer.