Na Lisboa que amanhece, como na canção do Sérgio Godinho, e que hoje testa terramotos, bem que um professor vem para a escola todo contente e motivado, depois de absorver em passos demorados com gratuito prazer, as pela ímpar luz da capital ensolaradas fachadas da pombalina baixa, para prestar ensinamento às mentes disso sôfregas (...) dos jovens alfacinhas, senão quando, sem nada disso estar à espera (é que não estava mesmo nada!:) - hoje não há aulas porque os auxiliares estão em greve e quando assim é, a escola tem de dizer aos meninos que hoje têm folga, o que naturalmente muito os perturba.
Pronto, e este passa a ser uma dia de tentação, a dar despacho à papelada, enquanto pelas janelas e sobre os telhados de canudo, na escola hoje calma, pelas janelas chega essa luminosidade que mais parece voz a chamar para o sol, deste fim de Novembro atribulado e no estanto, cheio de doces ensejos.
Pronto, deu-me para isto...
e agora, aos papéis.
sexta-feira, novembro 21, 2008
o novo livro de Virgílio Saraiva

O camarada e amigo Virgílio Saraiva, faz o lançamento promocional do seu novo livro, "Em Nome do Pai, do Filho e...", dia 28 pelas 19h30 na Casa do Concelho de Tomar em Lisboa.
Com prefácio do arquitecto José Faria, a apresentação caberá ao também arquitecto José Becerra Vitorino
Com prefácio do arquitecto José Faria, a apresentação caberá ao também arquitecto José Becerra Vitorino
A Assembleia Geral da Associação Distrital de Xadrez, da qual sou presidente e que nesse dia decorre, impede-me de estar presente, mas ficarei ávido pela leitura, que estou certo, como habitual será lúdica e intelectualmente recompensadora.
terça-feira, novembro 18, 2008
Perdão, como disse?!
A confusão que vai naquela cabeça!
Ainda há dias a senhora disse que as notícias não deviam ser escolhidas por jornalistas, agora diz que não acredita em reformas em Democracia, e que o melhor era de vez em quando estar 6 meses sem Democracia.
De facto, o silêncio às vezes é bem melhor. O de Manuela Ferreira Leite então, era de ouro.
«Quando falares procura que as tuas palavras sejam melhores que o teu silêncio.»
(provérbio indiano, que aparece no algures aqui pela segunda vez, mas tinha de ser, e a laranja)
Ainda há dias a senhora disse que as notícias não deviam ser escolhidas por jornalistas, agora diz que não acredita em reformas em Democracia, e que o melhor era de vez em quando estar 6 meses sem Democracia.
De facto, o silêncio às vezes é bem melhor. O de Manuela Ferreira Leite então, era de ouro.
«Quando falares procura que as tuas palavras sejam melhores que o teu silêncio.»
(provérbio indiano, que aparece no algures aqui pela segunda vez, mas tinha de ser, e a laranja)
Bom, bom, era só "dar aulas"...
Os dias não vão fáceis para quem sendo professor, é também socialista e dirigente do PS, e mais que isso, acredita na generalidade das medidas do Ministério da Educação - mesmo que não acreditando na capacidade política de quem o dirige, falta que está por demais demonstrada.
O que penso sobre o assunto escrevi-o em Fevereiro deste ano, está actual e não me apetece repeti-lo. Aliás a actualidade só lhe veio dar mais razão, com a diferença que na altura ainda acreditei que a Ministra fosse substituida, e agora, continuando a achar que o deveria ter sido, acredito que já não acontecerá antes do fim do mandato.
A actual situação é um braço de ferro com fim difícil de antecipar, que tendo como responsáveis todos no geral, do ministério aos professores, passando pelos sindicatos e pela gestão das escolas, confirma vários princípios:
- Não se pode gerir contra os seus recursos humanos. A ministra tentou fazê-lo.
- Alguma vez seria bom ter um professor (do ensino não superior!) na equipa ministrial. Talvez assim conseguisse perceber pequenas grandes coisas do dia-a-dia dos 16o mil professores, números redondos, que tutela.
Por outro lado:
- Os grandes sindicatos, em especial a FENPROF, estarão sempre contra tudo o que implique mudança, mesmo que seja uma mudança que tenha antes pedido. No início de qualquer negociação já todos sabemos que vão estar contra. (e eu contínuo a defender a limitação de mandatos!)
- Os professores são portugueses como os outros, e as escolas organizações com décadas de tiques e hábitos adquiridos, alguns que até vêm de tempos de outras ideologias reinantes, que como tal tem por condição o conservadorismo/resistência à mudança, ainda para mais como organização pesada/lenta/burocrática que é a Escola. Ora, além do mais, os professores como portugueses que são, têm como quase todos esta tão lusa mania de complicar o que à partida era simples.
Para mim, toda esta novela da avaliação começa assim: um processo relativamente simples embora novo (sim, já havia avaliação, mas falemos de coisas sérias...), que o ministério não soube inroduzir e que todos foram complicando, complicando...
Mas enfim, talvez eu esteja em vantagem nesta matéria por já ter avaliado e sido avaliado, quando há uns tempos desempenhei outras funções, no sistema onde o modelo dos professores se inspira, e que é o aplicado na restante função pública, o SIADAP.
Essencial, essencial, é que os professores têm muitas questões das quais se queixarem. A avaliação não é seguramente uma das mais importantes.
Seja como for, este ano o natal promete...
O que penso sobre o assunto escrevi-o em Fevereiro deste ano, está actual e não me apetece repeti-lo. Aliás a actualidade só lhe veio dar mais razão, com a diferença que na altura ainda acreditei que a Ministra fosse substituida, e agora, continuando a achar que o deveria ter sido, acredito que já não acontecerá antes do fim do mandato.
A actual situação é um braço de ferro com fim difícil de antecipar, que tendo como responsáveis todos no geral, do ministério aos professores, passando pelos sindicatos e pela gestão das escolas, confirma vários princípios:
- Não se pode gerir contra os seus recursos humanos. A ministra tentou fazê-lo.
- Alguma vez seria bom ter um professor (do ensino não superior!) na equipa ministrial. Talvez assim conseguisse perceber pequenas grandes coisas do dia-a-dia dos 16o mil professores, números redondos, que tutela.
Por outro lado:
- Os grandes sindicatos, em especial a FENPROF, estarão sempre contra tudo o que implique mudança, mesmo que seja uma mudança que tenha antes pedido. No início de qualquer negociação já todos sabemos que vão estar contra. (e eu contínuo a defender a limitação de mandatos!)
- Os professores são portugueses como os outros, e as escolas organizações com décadas de tiques e hábitos adquiridos, alguns que até vêm de tempos de outras ideologias reinantes, que como tal tem por condição o conservadorismo/resistência à mudança, ainda para mais como organização pesada/lenta/burocrática que é a Escola. Ora, além do mais, os professores como portugueses que são, têm como quase todos esta tão lusa mania de complicar o que à partida era simples.
Para mim, toda esta novela da avaliação começa assim: um processo relativamente simples embora novo (sim, já havia avaliação, mas falemos de coisas sérias...), que o ministério não soube inroduzir e que todos foram complicando, complicando...
Mas enfim, talvez eu esteja em vantagem nesta matéria por já ter avaliado e sido avaliado, quando há uns tempos desempenhei outras funções, no sistema onde o modelo dos professores se inspira, e que é o aplicado na restante função pública, o SIADAP.
Essencial, essencial, é que os professores têm muitas questões das quais se queixarem. A avaliação não é seguramente uma das mais importantes.
Seja como for, este ano o natal promete...
domingo, novembro 16, 2008
Zezé&Totó
"O PDM como instrumento de gestão autárquica: o caso de Tomar", de António Paiva.
- Ó Zezé, leste n'O Templário que ainda há livros do ex-presidente de câmara há venda?
- Ó Totó, claro que há, devem haver até muitos! Pois se nunca ninguém o leu, incluíndo o próprio que o tendo usado como acto de campanha, nos seguintes 10 anos de governação não teve tempo de o executar.
(tinha saudades destes dois, o Zezé e o Totó, que há muito não apareciam por cá)
- Ó Zezé, leste n'O Templário que ainda há livros do ex-presidente de câmara há venda?
- Ó Totó, claro que há, devem haver até muitos! Pois se nunca ninguém o leu, incluíndo o próprio que o tendo usado como acto de campanha, nos seguintes 10 anos de governação não teve tempo de o executar.
(tinha saudades destes dois, o Zezé e o Totó, que há muito não apareciam por cá)
info cultural
A pintora tomarense, Engrácia Cardoso, inaugurou no passado dia 13 uma exposição de pintura na galeria Corrente D'Arte, na Av. Dom Carlos I (perto da Assembleia da República), em Lisboa.
A Engrácia tem já um conjunto de prémios no seu currículo e várias exposições realizadas em Portugal e no estrangeiro.
Mais em http://www.engraciacardoso.com/
A Engrácia tem já um conjunto de prémios no seu currículo e várias exposições realizadas em Portugal e no estrangeiro.
Mais em http://www.engraciacardoso.com/
Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.
Estreou no dia 13 Blindness, o último filme do realizador brasileiro Fernando Meirelles, baseado n'O Ensaio sobre a Cegueira, livro de José Saramago - o Nobel da ribatejana goleganense Azinhaga - que hoje completa 86 anos.
Para mim este é um filme obrigatório, não só pelo que conheço do realizador e actores, mas também porque o livro, lido há já mais de uma década, abriu-me as portas a esse excepcional escritor.
O primeiro de muitos lidos depois, O Ensaio Sobre a Cegueira, donde se extrai a epígrafe que dá título a este post, continua a ser um dos meus preferido. Uma visão do homem no limiar da sua humanidade, uma metáfora para o que somos capazes de fazer quando as certezas do que somos deixam de existir e até que ponto a animalidade é capaz de se apoderar de nós. Magnífico.
o trailer e mais, aqui.

umas braçadas na net.
Há muito que as minhas navegações pela net são apenas pequenos passeios de fim de semana, ou melhor, de domingo há noite. Ainda assim, sempre se encontra algum tempo enquanto se vê o Gato Fedorento, para ir acompanhando um pouco do que se faz e do que se diz. Aí ficam alguns links.
Os tomarenses:
No Misurato da Sofia (por estas horas a regressar de Cabo Verde, suponho), agora com nova cara, continua-se como sempre a falar de música erudita, nesse âmbito com muitas informações pertinentes para quem gosta de saber mais sobre o assunto, e para quem gosta de ouvir. Há um novo blogue na listagem, o Alcatruzes da Roda da Maria, que não estando em Tomar, de quando em vez de Tomar se fala.
O Nabantia e o Tomar, a Cidade vão sendo os mais actualizados e merecendo sempre a visita para quem quer estar a par do que vai acontecendo e também algumas curiosidades.
Outros por aí:
O tomarense e já "decano" dos blogues Leonel Vicente, e o seu blogue de referência Memória Virtual; o também há muito por mim visitado Miniscente de Luís Carmelo; o Abrupto de José Pacheco Pereira; o Bomba Inteligente de Carla Quevedo; o Rua da Judiaria de Nuno Guerreiro Josué; ou o Almocreve das Petas entre outros. (pode ser que a listagem alargada de blogues volte um destes dias a estar ali ao lado).
E outros como, a crítica mais ou menos interna do PS em Ops, Opinião Socialista; ou a actualidade regional, ou uma parte dela, na página do jornal O Mirante (que faz hoje 21 anos), mudou recentemente de imagem estando mais atractivo.
E ainda os de humor como o Arioplano, Blogue dos Marretas, ou o Há vida em Markl.
Para alguma informação de como vai o mundo, entre outros, estes: New York Times e o seu Magazine, o BBC News, ou o hermano El País.
Os tomarenses:
No Misurato da Sofia (por estas horas a regressar de Cabo Verde, suponho), agora com nova cara, continua-se como sempre a falar de música erudita, nesse âmbito com muitas informações pertinentes para quem gosta de saber mais sobre o assunto, e para quem gosta de ouvir. Há um novo blogue na listagem, o Alcatruzes da Roda da Maria, que não estando em Tomar, de quando em vez de Tomar se fala.
O Nabantia e o Tomar, a Cidade vão sendo os mais actualizados e merecendo sempre a visita para quem quer estar a par do que vai acontecendo e também algumas curiosidades.
Outros por aí:
O tomarense e já "decano" dos blogues Leonel Vicente, e o seu blogue de referência Memória Virtual; o também há muito por mim visitado Miniscente de Luís Carmelo; o Abrupto de José Pacheco Pereira; o Bomba Inteligente de Carla Quevedo; o Rua da Judiaria de Nuno Guerreiro Josué; ou o Almocreve das Petas entre outros. (pode ser que a listagem alargada de blogues volte um destes dias a estar ali ao lado).
E outros como, a crítica mais ou menos interna do PS em Ops, Opinião Socialista; ou a actualidade regional, ou uma parte dela, na página do jornal O Mirante (que faz hoje 21 anos), mudou recentemente de imagem estando mais atractivo.
E ainda os de humor como o Arioplano, Blogue dos Marretas, ou o Há vida em Markl.
Para alguma informação de como vai o mundo, entre outros, estes: New York Times e o seu Magazine, o BBC News, ou o hermano El País.
quinta-feira, novembro 13, 2008
31
"Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons."
Marcus Cícero, filósofo, orador, escritor, jurista e político influente romano
Marcus Cícero, filósofo, orador, escritor, jurista e político influente romano
Por mim, e lá vai mais um, gosto de acreditar que estou a decantar.
sábado, novembro 08, 2008
rua dos moínhos
A Rua dos Moínhos no centro histórico - ou "cidade velha" como prefiro - de Tomar no site Portugal 360º.
Pertinente mas em breve desactualizada em relação à calçada da rua, que em Tomar quem de direito não gosta de história nem memória nem identidade. Falta de gosto, bom senso, e respeito pela herança recebida, que deveríamos guardar para os que hão de vir.
http://www.360portugal.com/Distritos.QTVR/Santarem.VR/Patrimonio/Tomar/RuaMoinhos.html
Pertinente mas em breve desactualizada em relação à calçada da rua, que em Tomar quem de direito não gosta de história nem memória nem identidade. Falta de gosto, bom senso, e respeito pela herança recebida, que deveríamos guardar para os que hão de vir.
http://www.360portugal.com/Distritos.QTVR/Santarem.VR/Patrimonio/Tomar/RuaMoinhos.html
terça-feira, novembro 04, 2008
dia d
Hoje, um destes senhores torna-se hipoteticamente o mais poderoso do mundo. E a maior parte do mundo não pode votar.Com tristeza, que estou por Lisboa com outros afazeres, não vou poder fazer uma noitada a acompanhar a coisa, mas espero amanhã estar feliz por Obama, e por uma grande lição de Democracia que os EUA darão ao mundo. Já que não dão muito mais...
bom e mau humor
"O riso é um prazer com a miséria alheia, mas que se toma com uma boa consciência".
Friedrich Nietzsche
"O riso é uma filosofia. Muitas vezes o riso é uma salvação. E em política constitucional, pelo menos, o riso é uma opinião".
Eça de Queiroz
"Ri-te de ti e sorri aos outros!".
Leonid S. Sukhorukov
Inspirado por um comentário/crítica ao post anterior, acho oportuno umas citações sobre o riso. Como diria o nosso Primeiro Ministro, "nem sempre o riso é sinal de inteligência", mas também é verdade que às vezes "rir é o melhor remédio".
sábado, novembro 01, 2008
folhas de Outono

Os dias têm corrido céleres ainda que inteiramente recheados. Outubro foi um mês comprido, exaustivo, e sem grandes tempos para navegações na net e tomar melhor conta deste espaço. De Novembro aliás, a única diferença que para já se prevê é o dia a menos…
E tanto tem havido para dizer neste mês das primeiras chuvas. Outubro em Tomar é mês de Feira de Santa Iria, este ano a “melhor de sempre”, anunciou-se… Deve-me ter escapado alguma coisa.A feira que se tentou realizar num baldio em marmelais, o que não aconteceu essencialmente por recusa dos feirantes, e que agora, pelo que li ontem transversalmente das declarações do vereador ao Cidade de Tomar, está para ficar no lugar em está – e onde sempre esteve. Quem tinha razão sobre as experimentações avulsas e irreflectidas?
Acabou por haver uma alteração na feira este ano, a passagem da “feira das passas” da Rua dos Arcos para a Praça da República. Não deixa de ser um truque, uma forma artificial de dar a ideia de mais visitantes, ao colocá-la num sítio de maior passagem ao fim-de-semana e à noite. Mas é um truque que se aceita e é pouco relevante, afinal a verdadeira feira das passas ou frutos secos, como tanta coisa em Tomar, há muito que migrou para Torres Novas.
Há outros pormenores que me afligem por vezes até mais porque demonstram mentalidades. Pequenos pormenores, como transportar músicos pimba de limusina para os concertos da feira. Provincianismo pedante do mais bacoco que se encontra. Quero lá saber se for exigência de contrato, não seria eu a assinar tal coisa. Quem é que paga estes disparates?!
Por falar no vereador Ivo Santos, ontem ao chegar a Tomar e ligando o rádio para ouvir notícias da terra, apercebo-me que este divide na rádio Hertz um espaço de opinião e comentário (espaço que já ocupei, diga-se) de duas horas semanais com repetição com o já assumido, (ou assumido à pressa na semana em que o PS decidiu o seu) “obviamente candidato” Pedro Marques.
Hum,… não?!, estão a achar estranho um assumido candidato a presidente de câmara ter tal palco num órgão de comunicação social?! Só se não forem de Tomar ou totalmente desatentos…
São as tais questões da transparência e da hipocrisia. Noutros países nestas coisas mais evoluídos, como a França ou os EUA, cada orgão de comunicação social assume divulgando, e bem, qual o candidato que apoia, não se faz de conta nem se tenta ludibriar os cidadãos.
Por cá, não acontecendo isso, há quem se esqueça dos mais elementares princípios de bom senso, da Democracia e já agora mesmo sabendo que há quem lhe ligue pouco, da Lei.
Bom, agora sobre coisas sérias, pelo mundo, está tudo à espera dos resultados das eleições da próxima terça-feira nos USA, e já agora, que efeitos isso tem na crise. Por mim, já o disse e não estranho, venha Obama, mas ganhe quem ganhar terá sempre um problema: será sempre um americano.
Por cá, não acontecendo isso, há quem se esqueça dos mais elementares princípios de bom senso, da Democracia e já agora mesmo sabendo que há quem lhe ligue pouco, da Lei.
Bom, agora sobre coisas sérias, pelo mundo, está tudo à espera dos resultados das eleições da próxima terça-feira nos USA, e já agora, que efeitos isso tem na crise. Por mim, já o disse e não estranho, venha Obama, mas ganhe quem ganhar terá sempre um problema: será sempre um americano.
Por cá, diz que também há crise, mas pelo menos por Lisboa continuo a ver restaurantes cheios, pessoas carregadas de sacos das compras, e miúdos com ASE (apoio social escolar) mas a quem não falta o (ou os) telemóvel, entre outros tantos sinais.
Além dos habituais, como os meus colegas professores, quem diz que está agora muito descontente são os militares. Parece que também dizem que a crise não pode ser sempre para os mesmos – curioso como certas frases de ordem conseguem colar tão bem língua portuguesa!
Ontem cerca de 100 graduados juntaram-se, ao jantar suponho, depois do ex-chefe de Estado Maior Loureiro dos Santos ter insinuado que podia vir aí uma revolução, e ontem mesmo o “capitão de Abril" Vasco Lourenço agora coronel bateu na mesma tecla. A ideia da revolução é engraçada, trazia alguma animação à coisa, mas do que conheço dos quartéis, não sei se a coisa vai lá com super bock’s e playstations.
Bom, não se pense que não simpatizo com a sua causa, se há coisa onde o Governo em nome de todos nós deve investir é nas Forças Armadas que tanta falta fazem ao país, e de facto, os oficiais que tanto trabalham, que se reformam tão tarde e ganham tão mal, boas razões têm para se queixar…
E por agora – conforme o caso, noite longa de Bruxedos, ou alvorada de dia de todos os santos, precedência por isso da tarde de São Nunca – a prosa vai longa, e já se ganhou apetite para o pequeno almoço, talvez seja hora de ir aos bolinhos. Bom fim de semana.
questões de tom
bem humorada contribuição do P.A.Não se trata de tom racista que por aqui não encontra eco, mas apenas de tom humorístico.
Acho que esta que já tinha chegado há umas semanas ao e-mail, está simples e deliciosa, e eu que se pudesse votaria em Obama, acho que com nível se pode brincar com coisas sérias.
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