Aqui na sala de professores, enquanto faço uma pausa nalguns afazeres que se aproveitam para pôr em dia nestes dias sem alunos (sim, na minha escola hoje não há aulas por insuficiência de auxiliares), aproveito estes cinco minutos em que um dos computadores vagou para dar uma volta pelas notícias e vir até aqui algures.
Se por um lado me apetecia dizer qualquer coisa, criticar qualquer coisa, sugerir qualquer coisa, a verdade é que não me ocorre nada verdadeiramente interessante.
O meu cérebro está em greve, provavelmente invejoso do sol que de lá fora entra aqui pelas janelas que se debruçam sobre parte de Lisboa até ao Tejo, e dos que por aí andam a aproveitar este dia radioso, quiçá em fim-se-semana prolongado.
E porque em Tomar que está perto e tão longe estava o mesmo dia de sol, e porque provavelmente hoje quando chegar, já será amanhã, e será Dezembro.
sexta-feira, novembro 30, 2007
domingo, novembro 25, 2007
a não notícia
O jornal Cidade de Tomar ensina-os esta semana o que é uma não notícia e o que não deve ser o jornalismo.
Essa não notícia intitulada "Presídio Militar de Tomar pode fechar antes do fim do ano?" , com um intrigante ponto de interrogação, tem uma chamada de primeira página e um pequeno desenvolvimento na segunda.
Aí, com base em notícias paralelas de outros orgãos de informação, cria-se uma especulação totalmente infundada, que até poderia ser confundida com uma graçola, se a mesma não tivesse a tal chamada de primeira página.
Jornalismo com rigor deve ter atenção a pequenos pormenores que se podem tornar grandes incidentes.
Sei que erros podem acontecer, e sei igualmente que o Cidade de Tomar faz o favor de publicar algumas das coisas que escrevo; mas o comentário, por muito que por vezes me "esqueça" de outros, tinha de ser feito.
Essa não notícia intitulada "Presídio Militar de Tomar pode fechar antes do fim do ano?" , com um intrigante ponto de interrogação, tem uma chamada de primeira página e um pequeno desenvolvimento na segunda.
Aí, com base em notícias paralelas de outros orgãos de informação, cria-se uma especulação totalmente infundada, que até poderia ser confundida com uma graçola, se a mesma não tivesse a tal chamada de primeira página.
Jornalismo com rigor deve ter atenção a pequenos pormenores que se podem tornar grandes incidentes.
Sei que erros podem acontecer, e sei igualmente que o Cidade de Tomar faz o favor de publicar algumas das coisas que escrevo; mas o comentário, por muito que por vezes me "esqueça" de outros, tinha de ser feito.
A Tasca do Cidadão
artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 23 de Outubro
Caros concidadãos, gostaria hoje de fazer aqui um público reconhecimento do meu desconhecimento e forte insipiência política. Não sei se por ser mais ou menos jovem, não sei se por ser presidente da concelhia de um partido político, mas honesto será dizer, que já vinha julgando pouco poder ser surpreendido com algumas das coisas que se fazem em política. Tomar é, no entanto, uma escola sublime, e queria aqui humildemente agradecer ao PSD que na câmara vai fazendo um esforço de quando em vez ter tempo para nos governar, por mais esta importante lição, oferecida na última reunião de câmara de Outubro.
Vinha eu pensando, mas será culpa minha certamente, que o primeiro grande objectivo de um político, em especial dos que exercem cargos públicos como aqueles que compõem uma câmara municipal, fosse exactamente o de servir os cidadãos, procurando os melhores projectos e os preferíveis instrumentos de resolver os seus problemas e agilizar a sua vida. Mas que tontearia a minha, desculpai-me estas imaturidades de ser novo, certamente que não passa nem perto disso!
Há meses, que estes chatos do PS em Tomar, aborrecem inoportunamente a câmara para que inicie os procedimentos afim de poder vir a ser instalada no concelho uma Loja do Cidadão, e afinal a câmara PSD vem demonstrar e certamente bem, com o chumbo da proposta, que Tomar não precisa disso. E em verdade, reconheçamos, têm razão! Para quê afinal, para perdemos o prazer de correr sei lá quantos serviços e nos contentarmos em fazer tudo num só sítio?
Como sou inexperiente! Se me perguntassem há umas semanas, eu diria seguro que votar contra a instalação de uma Loja do Cidadão era algo que não lembraria ao pior dos políticos. Como estava enganado. Como se agora, aquilo que facilita a vida às pessoas fosse o melhor para elas! Como pude acreditar em tais fantasias!?
Ora pois, até que está bem vista a perspectiva da câmara de Tomar, pois se podemos passear para resolver um assunto, para que havíamos nós de o resolver à porta de casa? Claro, é sempre melhor ir a Lisboa, a Santarém. E mais, deixemo-nos de hipocrisias, se Ferreira do Zêzere teve uma coisa primeiro que nós, é por que aquilo não pode ser bom! Além disso, quem é que disse que ter o Bilhete de Identidade no próprio dia em que se pede é positivo? Então e aquele gostinho bom da espera, até nos faz apreciá-lo mais quando chega, e esse é um prazer que não nos podem tirar. E então as comparticipações da ADSE, já viram se em vez dos três meses chegasse ao fim de uma semana? Isso é que era estragar dinheiro!
E depois, demasiadas facilidades fazem mal às pessoas, já viram se agora de cada vez que se perde a carteira, só precisássemos de ir a um sítio para tratar de todos os cartões? Vai que se podia dar o caso das pessoas deixarem de lhe dar valor e perderem carteiras a torto e a direito!
Ou, porque é que eu haveria de poder mudar a pilha da Via Verde do meu carro aqui, se Tomar nem tem nenhuma auto-estrada? É que indo ao Carregado sempre posso fazer umas compras.
Bom, isto e uma série de outros serviços que, convenhamos, ficavam ali todos à mão de semear, o que poderia criar graves problemas sociais. Sim, pensemos nas multidões de desocupados que estaríamos a promover, ou pior, vai que essa malta deixava de faltar ao trabalho para tratar desses assuntos? Ufa, o gasto em subsídios de refeição que se deixavam de poupar!...
E, ficamos ainda a perceber que o fundamento principal dessa decisão, para além desta moralização social, são os eventuais custos da instalação dessa mordomia, e muito bem, conservai-nos esta câmara por muito tempo, que há que saber ter prioridades – tanta boa obrinha que tem sido feita, ia-se lá agora gastar dinheiro com uma inutilidade dessas!
Certo, é verdade, instalar uma dessas lojas não custa mundos e fundos, mas cada cêntimo conta e é importante interiorizarmos que temos afinal, uma câmara que faz uma gestão que todos reconhecemos ser de grande rigor económico-financeiro.
Na vida como na política, tudo é uma questão de opções e prioridades, e alguém pode comparar essa idiotice de ir ali assim a um sítio, para numa hora ou duas tratar dos documentos todos, quando podemos andar às voltas em lombas e rotundas a fazer o rali dos serviços públicos?! E querem ver que agora para termos essa lojeca tínhamos que prescindir de ter por aí mais umas lombazitas?
É que estes trocos que se iam gastar podem muito bem servir, sei lá, para pôr mais uns holofotes na cibernética, ou abrir fechar abrir fechar abrir fechar aí mais dois ou três buracos. Já para não dizer que tem de se guardar algum dinheiro de bolso para os trabalhos a mais de uma qualquer obra que por aí apareça. Sim, é na previdência que está o ganho, e é bom que se atente nestes exemplos.
A câmara tem custos complicados! Ora, quanto custa arranjar um jardim para ficar o mais igual possível? Hum? E pagar as avenças da malta toda? E a gestão do pessoal? Hein? Já viram o que é pagar a funcionários que guardam paredes dum parque de campismo que não funciona há mais de quatro anos? E não se ponham já a dizer que as receitas do parque nestes quatro anos davam para isso e muito mais, que isso do campismo é coisa de pobres, e cá em Tomar não há disso!
Gerir uma câmara tem muito que se lhe diga, e não queiram agora julgar que percebem disso alguma coisa. Troco a troco, arranjam-se os 50 000 euros para pôr a cidade iluminadita. Vão dizer que abdicavam disso para ter melhores serviços?
Todos os tomarenses devem estar satisfeitos. Eu por mim cada vez estou mais contente com o cheque em branco que os tomarenses passaram ao presidente e ao partido que, assim como a assim, faz a gestão da câmara. Já viram se têm eleito alguém com projecto e programa eleitoral? É que isso retirava-nos todo o prazer destas boas surpresas!
Pelo que, em meu nome e nome do PS de Tomar, gostaria de comprometer-nos a doravante, não fazermos a câmara perder mais tempo com inutilidades e vamos fazer um grande esforço de seguir a vossa linha e só propor coisas verdadeiramente relevantes. Posso adiantar por exemplo, que estamos já muito empenhados a tentar auferir em estudo aprofundado, sobre quantos locais poderíamos ainda construir uma rotundazita, ou ainda, o que mais da nossa terra poder destruir, a fim de cada vez mais, nos parecermos com coisa nenhuma.
Não consigo deixar no entanto de, desculpai uma vez mais, isto deve ser essa coisa do orgulho tomarense que ainda não consegui perder, humildemente deixar um último pedido. É que em breve, uma quantidade enorme de concelhos vai ter essas supérfluas Lojas do Cidadão, de forma que, e só para não nos ficarmos atrás, mas naturalmente pugnarmos pela nossa diferença, será que não podiam os visionários que lideram a autarquia tentar arranjar-nos, até porque talvez tivesse mais a ver com a vossa política, e naturalmente apenas se isso não impedir a construção de nenhuma nova rotunda, assim, sei lá, ao menos, uma tasca do cidadão?
Caros concidadãos, gostaria hoje de fazer aqui um público reconhecimento do meu desconhecimento e forte insipiência política. Não sei se por ser mais ou menos jovem, não sei se por ser presidente da concelhia de um partido político, mas honesto será dizer, que já vinha julgando pouco poder ser surpreendido com algumas das coisas que se fazem em política. Tomar é, no entanto, uma escola sublime, e queria aqui humildemente agradecer ao PSD que na câmara vai fazendo um esforço de quando em vez ter tempo para nos governar, por mais esta importante lição, oferecida na última reunião de câmara de Outubro.
Vinha eu pensando, mas será culpa minha certamente, que o primeiro grande objectivo de um político, em especial dos que exercem cargos públicos como aqueles que compõem uma câmara municipal, fosse exactamente o de servir os cidadãos, procurando os melhores projectos e os preferíveis instrumentos de resolver os seus problemas e agilizar a sua vida. Mas que tontearia a minha, desculpai-me estas imaturidades de ser novo, certamente que não passa nem perto disso!
Há meses, que estes chatos do PS em Tomar, aborrecem inoportunamente a câmara para que inicie os procedimentos afim de poder vir a ser instalada no concelho uma Loja do Cidadão, e afinal a câmara PSD vem demonstrar e certamente bem, com o chumbo da proposta, que Tomar não precisa disso. E em verdade, reconheçamos, têm razão! Para quê afinal, para perdemos o prazer de correr sei lá quantos serviços e nos contentarmos em fazer tudo num só sítio?
Como sou inexperiente! Se me perguntassem há umas semanas, eu diria seguro que votar contra a instalação de uma Loja do Cidadão era algo que não lembraria ao pior dos políticos. Como estava enganado. Como se agora, aquilo que facilita a vida às pessoas fosse o melhor para elas! Como pude acreditar em tais fantasias!?
Ora pois, até que está bem vista a perspectiva da câmara de Tomar, pois se podemos passear para resolver um assunto, para que havíamos nós de o resolver à porta de casa? Claro, é sempre melhor ir a Lisboa, a Santarém. E mais, deixemo-nos de hipocrisias, se Ferreira do Zêzere teve uma coisa primeiro que nós, é por que aquilo não pode ser bom! Além disso, quem é que disse que ter o Bilhete de Identidade no próprio dia em que se pede é positivo? Então e aquele gostinho bom da espera, até nos faz apreciá-lo mais quando chega, e esse é um prazer que não nos podem tirar. E então as comparticipações da ADSE, já viram se em vez dos três meses chegasse ao fim de uma semana? Isso é que era estragar dinheiro!
E depois, demasiadas facilidades fazem mal às pessoas, já viram se agora de cada vez que se perde a carteira, só precisássemos de ir a um sítio para tratar de todos os cartões? Vai que se podia dar o caso das pessoas deixarem de lhe dar valor e perderem carteiras a torto e a direito!
Ou, porque é que eu haveria de poder mudar a pilha da Via Verde do meu carro aqui, se Tomar nem tem nenhuma auto-estrada? É que indo ao Carregado sempre posso fazer umas compras.
Bom, isto e uma série de outros serviços que, convenhamos, ficavam ali todos à mão de semear, o que poderia criar graves problemas sociais. Sim, pensemos nas multidões de desocupados que estaríamos a promover, ou pior, vai que essa malta deixava de faltar ao trabalho para tratar desses assuntos? Ufa, o gasto em subsídios de refeição que se deixavam de poupar!...
E, ficamos ainda a perceber que o fundamento principal dessa decisão, para além desta moralização social, são os eventuais custos da instalação dessa mordomia, e muito bem, conservai-nos esta câmara por muito tempo, que há que saber ter prioridades – tanta boa obrinha que tem sido feita, ia-se lá agora gastar dinheiro com uma inutilidade dessas!
Certo, é verdade, instalar uma dessas lojas não custa mundos e fundos, mas cada cêntimo conta e é importante interiorizarmos que temos afinal, uma câmara que faz uma gestão que todos reconhecemos ser de grande rigor económico-financeiro.
Na vida como na política, tudo é uma questão de opções e prioridades, e alguém pode comparar essa idiotice de ir ali assim a um sítio, para numa hora ou duas tratar dos documentos todos, quando podemos andar às voltas em lombas e rotundas a fazer o rali dos serviços públicos?! E querem ver que agora para termos essa lojeca tínhamos que prescindir de ter por aí mais umas lombazitas?
É que estes trocos que se iam gastar podem muito bem servir, sei lá, para pôr mais uns holofotes na cibernética, ou abrir fechar abrir fechar abrir fechar aí mais dois ou três buracos. Já para não dizer que tem de se guardar algum dinheiro de bolso para os trabalhos a mais de uma qualquer obra que por aí apareça. Sim, é na previdência que está o ganho, e é bom que se atente nestes exemplos.
A câmara tem custos complicados! Ora, quanto custa arranjar um jardim para ficar o mais igual possível? Hum? E pagar as avenças da malta toda? E a gestão do pessoal? Hein? Já viram o que é pagar a funcionários que guardam paredes dum parque de campismo que não funciona há mais de quatro anos? E não se ponham já a dizer que as receitas do parque nestes quatro anos davam para isso e muito mais, que isso do campismo é coisa de pobres, e cá em Tomar não há disso!
Gerir uma câmara tem muito que se lhe diga, e não queiram agora julgar que percebem disso alguma coisa. Troco a troco, arranjam-se os 50 000 euros para pôr a cidade iluminadita. Vão dizer que abdicavam disso para ter melhores serviços?
Todos os tomarenses devem estar satisfeitos. Eu por mim cada vez estou mais contente com o cheque em branco que os tomarenses passaram ao presidente e ao partido que, assim como a assim, faz a gestão da câmara. Já viram se têm eleito alguém com projecto e programa eleitoral? É que isso retirava-nos todo o prazer destas boas surpresas!
Pelo que, em meu nome e nome do PS de Tomar, gostaria de comprometer-nos a doravante, não fazermos a câmara perder mais tempo com inutilidades e vamos fazer um grande esforço de seguir a vossa linha e só propor coisas verdadeiramente relevantes. Posso adiantar por exemplo, que estamos já muito empenhados a tentar auferir em estudo aprofundado, sobre quantos locais poderíamos ainda construir uma rotundazita, ou ainda, o que mais da nossa terra poder destruir, a fim de cada vez mais, nos parecermos com coisa nenhuma.
Não consigo deixar no entanto de, desculpai uma vez mais, isto deve ser essa coisa do orgulho tomarense que ainda não consegui perder, humildemente deixar um último pedido. É que em breve, uma quantidade enorme de concelhos vai ter essas supérfluas Lojas do Cidadão, de forma que, e só para não nos ficarmos atrás, mas naturalmente pugnarmos pela nossa diferença, será que não podiam os visionários que lideram a autarquia tentar arranjar-nos, até porque talvez tivesse mais a ver com a vossa política, e naturalmente apenas se isso não impedir a construção de nenhuma nova rotunda, assim, sei lá, ao menos, uma tasca do cidadão?
terça-feira, novembro 20, 2007
O escuro e as cheias
Com as primeiras águas e os primeiros relâmpagos que ontem caíram em Tomar, voltaram as cheias assim como os apagões. (que, tudo indica terá sido, já me custaram antes um frigorífico, ainda por cima baratinho!)
A malta das finanças é que deve estar contente, quando mudarem para o edifício junto ao rio vão ter mais dias de férias. E com um pouco de sorte, alguns contribuintes vão ver dívidas perdoadas com o apodrecimento dos processos.
É estranho que estes fenómenos pareçam piorar de ano para ano, tendo o ano transacto registado um número provavelmente recorde de cheias, mas que fique bem claro que, se no caso da água, a culpa é de São Pedro e da preguiça da água em descer pelo seu curso normal, no caso dos apagões é estrita culpa da EDP e das cegonhas.
Que não passe pela cabeça de ninguém, porque nunca e em tempo algum terá a Câmara Municipal, nesta como noutras matérias, qualquer responsabilidade.
E, mais uma vez tenho que admitir, percebo o que está por detrás disto e reconheço a genialidade do plano. Isto não passa de promoção turística, certamente ainda em testes, mas que chegará com maior vigor, assim que a subida das águas seja mais permanente e a desclassificação de Tomar esteja mais consolidada. Veja-se só um dos possíveis slogans:
"Romantismo é em Tomar. Venha navegar a dois pelas ruas escuras e alagadas da encantada vila do Nabão."
A malta das finanças é que deve estar contente, quando mudarem para o edifício junto ao rio vão ter mais dias de férias. E com um pouco de sorte, alguns contribuintes vão ver dívidas perdoadas com o apodrecimento dos processos.
É estranho que estes fenómenos pareçam piorar de ano para ano, tendo o ano transacto registado um número provavelmente recorde de cheias, mas que fique bem claro que, se no caso da água, a culpa é de São Pedro e da preguiça da água em descer pelo seu curso normal, no caso dos apagões é estrita culpa da EDP e das cegonhas.
Que não passe pela cabeça de ninguém, porque nunca e em tempo algum terá a Câmara Municipal, nesta como noutras matérias, qualquer responsabilidade.
E, mais uma vez tenho que admitir, percebo o que está por detrás disto e reconheço a genialidade do plano. Isto não passa de promoção turística, certamente ainda em testes, mas que chegará com maior vigor, assim que a subida das águas seja mais permanente e a desclassificação de Tomar esteja mais consolidada. Veja-se só um dos possíveis slogans:
"Romantismo é em Tomar. Venha navegar a dois pelas ruas escuras e alagadas da encantada vila do Nabão."
sexta-feira, novembro 16, 2007
Preciosismos
A CGD, meu estimado banco, e de todos nós enviou-me, na era da tecnologia, uma carta a informar que me ia cobrar 1 cêntimo dum qualquer imposto de selo.
Espero que não se lembrem de me debitar a carta...
Espero que não se lembrem de me debitar a carta...
Compasso de espera
Enquanto faço um compasso de espera (gosto muito da escola onde lecciono, mas quem se lembra de marcar um conselho de turma para as 19 horas duma sexta-feira!!) aqui na sala de professores com vista sobre o casario e Tejo ao fundo, ainda com direito a ponte 25 de Abril e outra margem, tenho igualmente um pouco de tempo para navegar pela net, coisa rara nos "ultimamentes".
E aproveito para deixar algumas referências:
O melhor blog do ano.
Isto não me parece muito bem.
Administração da RTP quer demitir José Rodrigues dos Santos custe o que custar
Mais desenvolvimentos do caso José Rodrigues dos Santos aqui.
Sobre Ota, decisões políticas e decisões técnicas, já há tempos aqui deixei a minha opinião, mas em todo o caso, a do Jumento (muito citado por alguns comentadores de outros blogues cá do Nabão), é muito parecida com a minha.
Ums vôos no Arioplano são sempre de recomendar.
E para finalizar, esta excelente citação fui surripá-la ao blogue do Luís.
"A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores. " - Platão
E aproveito para deixar algumas referências:
O melhor blog do ano.
Isto não me parece muito bem.
Administração da RTP quer demitir José Rodrigues dos Santos custe o que custar
Mais desenvolvimentos do caso José Rodrigues dos Santos aqui.
Sobre Ota, decisões políticas e decisões técnicas, já há tempos aqui deixei a minha opinião, mas em todo o caso, a do Jumento (muito citado por alguns comentadores de outros blogues cá do Nabão), é muito parecida com a minha.
Ums vôos no Arioplano são sempre de recomendar.
E para finalizar, esta excelente citação fui surripá-la ao blogue do Luís.
"A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores. " - Platão
aquelas coisas...
Ontem, não tendo conseguido apanhar o comboio em que por norma regresso a Tomar, e precisando estar a hora combinada na nossa cidadezinha, acabei por vir de intercidades até ao Entroncamento, onde um amigo me fez o favor de ir buscar.
Pois nesse comboio acabei por vir "acompanhado" por duas conhecidas actrizes da chamada "geração morangos", ainda que uma delas, que eu saiba nunca tenha entrado nessa novela e seja agora até muito badalada pelo último filme onde é protagonista; e a outra seja uma das protagonistas duma novela que penso ter terminado recentemente na SIC (desculpem lá, vejo pouca televisão); assim como pelo vocalista de um dos mais mediáticos e bem sucedidos grupos da actualidade.
Ora, o interesse do comentário está nisto: a determinada altura, uma das jovens actrizes assim como a mãe que a acompanhava e o músico igualmente acompanhado pela namorada, abandonaram os seus lugares para irem até ao vagão bar, deixando a segunda actriz, indiscutivelmente bela e adormecida.
Chega entretanto o revisor que vai correndo o vagão picando bilhetes e como é normal acordando quem está a dormir para mostrar o seu, mas quando chega à menina actriz, e depois dum relance de hesitação e contemplação, segue sem a acordar, mas continuando a acordar todos os outros.
São aquelas coisas... se a menina é actriz da televisão, deve ter comprado bilhete não é?
Pois nesse comboio acabei por vir "acompanhado" por duas conhecidas actrizes da chamada "geração morangos", ainda que uma delas, que eu saiba nunca tenha entrado nessa novela e seja agora até muito badalada pelo último filme onde é protagonista; e a outra seja uma das protagonistas duma novela que penso ter terminado recentemente na SIC (desculpem lá, vejo pouca televisão); assim como pelo vocalista de um dos mais mediáticos e bem sucedidos grupos da actualidade.
Ora, o interesse do comentário está nisto: a determinada altura, uma das jovens actrizes assim como a mãe que a acompanhava e o músico igualmente acompanhado pela namorada, abandonaram os seus lugares para irem até ao vagão bar, deixando a segunda actriz, indiscutivelmente bela e adormecida.
Chega entretanto o revisor que vai correndo o vagão picando bilhetes e como é normal acordando quem está a dormir para mostrar o seu, mas quando chega à menina actriz, e depois dum relance de hesitação e contemplação, segue sem a acordar, mas continuando a acordar todos os outros.
São aquelas coisas... se a menina é actriz da televisão, deve ter comprado bilhete não é?
domingo, novembro 11, 2007
Só calado te aceitam
Já várias pessoas, políticos e outras individualidades de vários quadrantes, em especial no nosso concelho, me afirmaram convictas, que eu corria o risco de ser levado menos a sério, por escrever por vezes no jornal, ou mesmo por ter este blogue.
Implícita ou explicitamente acrescentando que as "pessoas importantes" falam pouco do que pensam e não escrevem, são entrevistadas quando "a sua agenda o permite".
Naturalmente, estas pessoas ainda não perceberam as minhas lutas. Em todo o caso, estranho, ou repulsa-me mesmo, esta noção de Democracia e estas reminiscências advindas de tempos de "outra senhora", em que assumidamente dizer ou escrever o que se pensa é meio caminho para ser desconsiderado.
Gostaria de acreditar que hoje, a maioria dos cidadãos vê além do que à frente lhe colocam, pensa pela sua cabeça, e dá valor a diferentes coisas que o pedantismo e o show off.
E no entanto por vezes, olho à volta e sinto-me só. E bem sei, infelizmente ainda é muito assim, quem dá a cara é menorizado, em função dos importantes que, de quando em vez, permitem perder um pouco do seu tempo para atender ao pedido de alguém ou de "alguéns".
Ainda estamos muito longe de atingir a maioridade democrática, e a consciencialização do que tal implica para cada um e para o todo de nós.
Implícita ou explicitamente acrescentando que as "pessoas importantes" falam pouco do que pensam e não escrevem, são entrevistadas quando "a sua agenda o permite".
Naturalmente, estas pessoas ainda não perceberam as minhas lutas. Em todo o caso, estranho, ou repulsa-me mesmo, esta noção de Democracia e estas reminiscências advindas de tempos de "outra senhora", em que assumidamente dizer ou escrever o que se pensa é meio caminho para ser desconsiderado.
Gostaria de acreditar que hoje, a maioria dos cidadãos vê além do que à frente lhe colocam, pensa pela sua cabeça, e dá valor a diferentes coisas que o pedantismo e o show off.
E no entanto por vezes, olho à volta e sinto-me só. E bem sei, infelizmente ainda é muito assim, quem dá a cara é menorizado, em função dos importantes que, de quando em vez, permitem perder um pouco do seu tempo para atender ao pedido de alguém ou de "alguéns".
Ainda estamos muito longe de atingir a maioridade democrática, e a consciencialização do que tal implica para cada um e para o todo de nós.
As eleições do PSD
A passada semana foi de animada política partidária em virtude das eleições internas do PSD local e distrital.
Não tenho por hábito, ao contrário do que algumas vezes aconteceu já por pessoas com responsabilidades homólogas noutros partidos, e até em relação a mim, comentar questões internas e ainda para mais contendas eleitorais, doutros partidos.
Parece-me no entanto, que não ficará mal agora dizer que, e sem comentar resultados, apreciei o que aconteceu no PSD. É um partido que, claramente ao nível local, mas parece-me que também ao nível distrital, não tem grandes hábitos de discussão e análise quer de si mesmo e do que alguns seus fazem em seu nome, quer do que acontece na sociedade. O processo eleitoral que findou na sexta-feira, pareceu mostrar uma vontade de alterar essa letargia e esse usual "seguidismo silencioso", o que, se mais não houve, já me parece muito positivo, em especial para Tomar
Não tenho por hábito, ao contrário do que algumas vezes aconteceu já por pessoas com responsabilidades homólogas noutros partidos, e até em relação a mim, comentar questões internas e ainda para mais contendas eleitorais, doutros partidos.
Parece-me no entanto, que não ficará mal agora dizer que, e sem comentar resultados, apreciei o que aconteceu no PSD. É um partido que, claramente ao nível local, mas parece-me que também ao nível distrital, não tem grandes hábitos de discussão e análise quer de si mesmo e do que alguns seus fazem em seu nome, quer do que acontece na sociedade. O processo eleitoral que findou na sexta-feira, pareceu mostrar uma vontade de alterar essa letargia e esse usual "seguidismo silencioso", o que, se mais não houve, já me parece muito positivo, em especial para Tomar
Tomar em grande...
... (ou o que de nós já cá estava e vai restando), hoje nos media nacionais.
- Com a revista Pública, distribuída ao domingo com o jornal Público, uma reportagem de 12 páginas (com muitas fotos é verdade) sobre os segredos Templários em Tomar.
- Já daqui a pouco pelas 19h30 no canal 2 da RTP, mais um programa de José Hermano Saraiva sobre Tomar onde poderemos ouvir mais algumas das suas estórias da história. O professor muitas vezes confundido com historiador, poderá ter sido muita coisa entre as quais ministro durante a ditadura, mas se há algo que é, é ser sem dúvida ser um excelente orador.
- Com a revista Pública, distribuída ao domingo com o jornal Público, uma reportagem de 12 páginas (com muitas fotos é verdade) sobre os segredos Templários em Tomar.
- Já daqui a pouco pelas 19h30 no canal 2 da RTP, mais um programa de José Hermano Saraiva sobre Tomar onde poderemos ouvir mais algumas das suas estórias da história. O professor muitas vezes confundido com historiador, poderá ter sido muita coisa entre as quais ministro durante a ditadura, mas se há algo que é, é ser sem dúvida ser um excelente orador.
segunda-feira, novembro 05, 2007
Olímpica
Gestão à portuguesa...
... ou exercícios vãos de retórica.
Todos os dias, o comboio em que habitualmente regresso de Lisboa a Tomar, pára uns bons 5 minutos na estação da Azambuja, para deixar passar o intercidades para um sítio qualquer. Não é por atraso ou qualquer outra circunstância, está mesmo organizado assim.
No entanto, nesse comboio, ninguém pode entrar ou sair durante essa paragem.
Eu sei que deve ter uma explicação perfeitamente lógica, mas ainda assim me pergunto, será boa gestão?
Todos os dias, o comboio em que habitualmente regresso de Lisboa a Tomar, pára uns bons 5 minutos na estação da Azambuja, para deixar passar o intercidades para um sítio qualquer. Não é por atraso ou qualquer outra circunstância, está mesmo organizado assim.
No entanto, nesse comboio, ninguém pode entrar ou sair durante essa paragem.
Eu sei que deve ter uma explicação perfeitamente lógica, mas ainda assim me pergunto, será boa gestão?
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A apresentação do livro Versos Nus do escritor Tiago Nené, assim como várias outras informações, aqui
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