Este é um comentário que coloquei há pouco no "Condado do Flecheiro". Já que ando a produzir tão pouco fica também aqui.
Os que estiverem fora do contexto vão ter que fazer um esforço, desculpem lá.
"Caro Fernando Oliveira,
e aos demais,
Devo dizer que estranho e me diz pouco esta questão da paternidade do referendo local. (embora não duvide da sua, certamente muita, pertinência política)
Estranhei de facto quando, talvez há duas horas atrás, uma jornalista me telefona a indagar sobre o assunto, isto depois de outros telefonemas pessoais ao longo do dia.
Dou como disse, pouca importância ao assunto, mas depois de ser informado e de verificar que, tanto pessoalmente como o partido que represento aqui somos referidos, entendo dever dizer o seguinte:
Sobre o referendo local à construção da ponte do flecheiro, já em 2004 o PS levantou a ideia, (o que é fácil confirmar para quem tem andado pela política ou minimamente atento), e só não a levou mais à frente por diversas razões de ordem política que não entendo serem agora relevantes, nem carecerem de pertinente discussão neste fórum.
Segundo, já em 2006, e em especial nas últimas semanas do corrente ano o PS voltou, desta vez apenas em discussões internas e com conversas casuais com personalidades exteriores ao partido, a reflectir sobre a hipótese do referendo à ponte, sendo que nas últimas semanas essa ideia se colocava por oposição ao referendo ao mercado.
Lembro que o referendo para poder ser viável só pode conter uma questão.
A decisão recaiu na segunda hipótese de referendo, e as razões dessa decisão reservo-me a discuti-las pessoalmente com os líderes dos outros partidos e grupos, o que espero venha a ocorrer breve, se assim forem desse entendimento.
O facto de só termos anunciado essa ideia no passado sábado, dia em que agendáramos um debate público, tem a ver com o facto de, ao contrário do PSD na autarquia, não “adjudicarmos decisões” antes de ouvirmos opiniões.
Caro Fernando Oliveira, apesar de, de qualquer forma, não o ter ouvido defender nenhum referendo, mas apenas invocar tenuemente essa hipótese na Assembleia Municipal; e apesar de tudo o que antes referi, e de poder ser eu a acusá-lo de querer "assumir os filhos dos outros"; se está tão obstinado a ser o “Professor Marcelo” do referendo em Tomar, por mim, que seja.
Reafirmo no entanto, e isso é que julgo importante, a disponibilidade, permanente, pessoal e do PS, para discutir tudo o que, duma forma séria e profícua seja a bem de Tomar e dos Tomarenses.
E à margem, aproveito para duas notas finais:
Primeiro, se fizer o favor, não nos acuse de divisionistas, porque a inteligência facilmente demonstra quem o é.
Segundo, era tempo de vocês que tanto gostam de se denominar de independentes, parassem de tentar interferir nas questões internas do PS.
O PS não é nenhum grupo personalizado e a prazo, é uma instituição com história e com regras. Entre outras coisas, continuar sub-repticiamente a tentar colocar em causa os órgãos legitimamente eleitos com cerca de 70% dos militantes eleitores não só é de uma inconsequência extraordinária, como mais uma vez não é abonatório de inteligência, ou do apregoado desprendimento, rigor, e verdade.
Ao dispor, cumprimenta
Hugo Cristóvão
Presidente do PS Tomar "
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Melhores dias...
... é o que resta esperar a este blogue.
Mais tempo e mais paciência.
Igualmente melhores dias se esperam na visualização do mesmo.
Algumas pessoas têm comentado que o blogue está a aparecer numa "linguagem estranha".
Se for esse o seu caso deve ir ali a cima ao menu e clicar em "Ver - Codificação - Unicode (UTF-8)"
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quinta-feira, fevereiro 08, 2007
"Salvar o mercado de Tomar"
Recupero aqui partes de um artigo que escrevi a 23 de Julho de 2004 no jornal Cidade de Tomar. Não podiam estar mais actuais.
"Como outras coisas na nossa terra, o mercado de Tomar é mais uma vítima do mau ou da falta, de planeamento desta Câmara, (...) Não se pode esperar que caiba no mesmo saco, o que antes só cabia em dois.
Todos sabemos que a solução para o mercado não é fácil, mas criar mais problemas do que os que existiam, ou pura e simplesmente acabar com as coisas, como parece ser política desta Câmara, não me parece ser a forma mais correcta de actuar.
(...)
E porque é importante salvar este mercado?
Em primeiro, porque ele é ainda a fonte de algum rendimento de muitos cidadãos que praticam uma agricultura de subsistência, e que através da venda de alguns excedentes conseguem juntar mais alguns trocos, que para a maioria desses pequenos vendedores que se deslocam a Tomar, muito representam.
Estes produtos, de cultura artesanal e de certa forma por isso, mais ecológica, são o garante de quem os compra, de consumirem artigos com qualidade acrescida e uma “denominação de origem” que não podem assegurar noutro local.
Muitos destes são também comprados pela restauração, pelo que os estabelecimentos locais podem assim, apresentar melhores e genuínas ofertas da região a quem nos visita, sendo uma mais valia para o turismo.
Mais valia para o turismo é também o próprio mercado, uma vez que este é, como é fácil verificar, um chamariz para os turistas estrangeiros que nos visitam. Aliás, é simples aferir que quase tudo o que é cidade ou vila deste país que se diga voltada para o turismo, tem o seu mercado de frescos.
Ele é além disso, um reforço da (já débil) posição de centralidade de Tomar em relação aos concelhos vizinhos, pois muitos são os que, para comprar ou para vender, se deslocam ao nosso mercado vindos de fora do concelho, o que acaba sempre por ter influência noutros sectores.
Ele é também um espaço de encontro, de reunião, de convívio, pois muitos dos que vêm vender os poucos produtos que lhe sobram: o quilo de feijão, a dúzia de ovos – são normalmente mais idosos e/ou oriundos de classes mais desfavorecidas, pelo que para muitos o vir ao mercado é o único pretexto para se deslocarem à cidade e se encontrarem com outras pessoas.
O mercado representa o encontro de dois mundos, dois tempos: um deles o do passado, um tempo que já não é o nosso, em que estes mercados eram a única forma de comprar e vendar, e por isso existem alguns resquícios destes espaços mesmo pelas freguesias. Mas ele pode também representar o caminho a seguir, o futuro, a procura de produtos não “produzidos em série”, produtos de qualidade, oriundos de uma agricultura artesanal e de forte cariz ecológico como ela tem de passar a ser, o que pode representar um dos caminhos de desenvolvimento económico, social e ambiental para o nosso concelho e a nossa região, inserida naquilo que são, os pressupostos de desenvolvimento sustentável que por mais que alguns ridicularizem por desconhecimento, e outros minimizem por desinteresse, terá forçosamente que ser a estratégia a adoptar. O mercado não está bem e não é de agora, é preciso melhorar as instalações, as condições de higiene, é preciso melhorar os acessos, é preciso planear e aumentar a segurança quer do ponto de vista da Polícia de Segurança Pública, como da Protecção Civil (...)
O mercado não está bem, todos o sabemos, (...) vai de encontro à extinção, e este mercado é mais um símbolo concreto daquilo que vai acontecendo a Tomar.
E é preciso acabar com o silêncio, com a forma de actuar que esta Câmara vai efectuando e a quem todos criticam em surdina, mas poucos tem a coragem de assumir. E é preciso acabar com os silêncios dos mais responsáveis. O que têm dito os Presidentes de Junta, que sabem bem que muitos dos seus concidadãos precisam deste mercado, e de que ele funcione bem? E o que diz o Presidente da Junta de Santa Maria dos Olivais, ou mesmo de São João, a quem o mercado afecta directamente? Sobre este e outros assuntos, porque se calam? Por incompetência ou por conivência?
Tomar, é cada vez mais uma miragem à qual nem os arranjos exteriores conseguem tornar mais real. O Futuro, o Desenvolvimento e o Progresso, cada vez passam mais longe daqui. O tempo urge, é preciso encontrar outros rumos, ou um rumo que seja, outras soluções, e inevitavelmente, outros protagonistas."
Espero ter tempo para em breve voltar ao tema.
"Como outras coisas na nossa terra, o mercado de Tomar é mais uma vítima do mau ou da falta, de planeamento desta Câmara, (...) Não se pode esperar que caiba no mesmo saco, o que antes só cabia em dois.
Todos sabemos que a solução para o mercado não é fácil, mas criar mais problemas do que os que existiam, ou pura e simplesmente acabar com as coisas, como parece ser política desta Câmara, não me parece ser a forma mais correcta de actuar.
(...)
E porque é importante salvar este mercado?
Em primeiro, porque ele é ainda a fonte de algum rendimento de muitos cidadãos que praticam uma agricultura de subsistência, e que através da venda de alguns excedentes conseguem juntar mais alguns trocos, que para a maioria desses pequenos vendedores que se deslocam a Tomar, muito representam.
Estes produtos, de cultura artesanal e de certa forma por isso, mais ecológica, são o garante de quem os compra, de consumirem artigos com qualidade acrescida e uma “denominação de origem” que não podem assegurar noutro local.
Muitos destes são também comprados pela restauração, pelo que os estabelecimentos locais podem assim, apresentar melhores e genuínas ofertas da região a quem nos visita, sendo uma mais valia para o turismo.
Mais valia para o turismo é também o próprio mercado, uma vez que este é, como é fácil verificar, um chamariz para os turistas estrangeiros que nos visitam. Aliás, é simples aferir que quase tudo o que é cidade ou vila deste país que se diga voltada para o turismo, tem o seu mercado de frescos.
Ele é além disso, um reforço da (já débil) posição de centralidade de Tomar em relação aos concelhos vizinhos, pois muitos são os que, para comprar ou para vender, se deslocam ao nosso mercado vindos de fora do concelho, o que acaba sempre por ter influência noutros sectores.
Ele é também um espaço de encontro, de reunião, de convívio, pois muitos dos que vêm vender os poucos produtos que lhe sobram: o quilo de feijão, a dúzia de ovos – são normalmente mais idosos e/ou oriundos de classes mais desfavorecidas, pelo que para muitos o vir ao mercado é o único pretexto para se deslocarem à cidade e se encontrarem com outras pessoas.
O mercado representa o encontro de dois mundos, dois tempos: um deles o do passado, um tempo que já não é o nosso, em que estes mercados eram a única forma de comprar e vendar, e por isso existem alguns resquícios destes espaços mesmo pelas freguesias. Mas ele pode também representar o caminho a seguir, o futuro, a procura de produtos não “produzidos em série”, produtos de qualidade, oriundos de uma agricultura artesanal e de forte cariz ecológico como ela tem de passar a ser, o que pode representar um dos caminhos de desenvolvimento económico, social e ambiental para o nosso concelho e a nossa região, inserida naquilo que são, os pressupostos de desenvolvimento sustentável que por mais que alguns ridicularizem por desconhecimento, e outros minimizem por desinteresse, terá forçosamente que ser a estratégia a adoptar. O mercado não está bem e não é de agora, é preciso melhorar as instalações, as condições de higiene, é preciso melhorar os acessos, é preciso planear e aumentar a segurança quer do ponto de vista da Polícia de Segurança Pública, como da Protecção Civil (...)
O mercado não está bem, todos o sabemos, (...) vai de encontro à extinção, e este mercado é mais um símbolo concreto daquilo que vai acontecendo a Tomar.
E é preciso acabar com o silêncio, com a forma de actuar que esta Câmara vai efectuando e a quem todos criticam em surdina, mas poucos tem a coragem de assumir. E é preciso acabar com os silêncios dos mais responsáveis. O que têm dito os Presidentes de Junta, que sabem bem que muitos dos seus concidadãos precisam deste mercado, e de que ele funcione bem? E o que diz o Presidente da Junta de Santa Maria dos Olivais, ou mesmo de São João, a quem o mercado afecta directamente? Sobre este e outros assuntos, porque se calam? Por incompetência ou por conivência?
Tomar, é cada vez mais uma miragem à qual nem os arranjos exteriores conseguem tornar mais real. O Futuro, o Desenvolvimento e o Progresso, cada vez passam mais longe daqui. O tempo urge, é preciso encontrar outros rumos, ou um rumo que seja, outras soluções, e inevitavelmente, outros protagonistas."
Espero ter tempo para em breve voltar ao tema.
Tomar na televisão
A revista Visão noticia hoje que o canal brasileiro TV Record (canal disponível na TV Cabo) encomendou uma minissérie de ficção sobre a temática templária, cujas gravações começam em Março, em Tomar.
"Quem não tem tempo...
... não tem blogue." li algures hoje, e de facto comigo tem sido assim nos últimos dias.
Outros melhores virão, talvez.
Outros melhores virão, talvez.
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