sábado, janeiro 27, 2007

"Eu de eleições já tive a minha conta."
António Paiva, Presidente da C.M. de Tomar, na Assembleia Municipal de ontem.

Caro engenheiro Vicente, Presidente do PSD de Tomar - para desabafos começam a ser muitos não?

Saídas da saúde

Apesar de não ter estado o número de pessoas que poderia ter estado (o auditório da biblioteca esteve talvez, preenchido um pouco mais de meio) e de no fim das coisas o acto vir a servir para, como dizia a enfermeira Saudade Pocinho, pouco mais que (alguma) imagem, não deixou de ser interessante a Assembleia Municipal temática para intervenção do público decorrida ontem.
Um acto que era bom que se tornasse hábito, fundamentalmente como fomento da participação e interesse dos cidadãos na discussão das causas públicas, e talvez com o tempo estes eventos viessem a originar consequências.

Em todo o caso não é por isso que escrevo este post, mas porque quero agradecer publicamente o elogio que me fez o Presidente da dita Assembleia e Deputado da República, Miguel Relvas.
É que Miguel Relvas disse duas os três vezes que não gosta de "bater" nos fracos, e como só a mim (e ao Luís Ferreira) ele "bateu", eu concluo portanto que...

Eu devo confessar que me sinto até envergonhado porque recebo esse elogio depois de o ter importunado a tal ponto que ele abdicou da sua postura de não fazer política partidária (confesso que desconhecia) e ter que intervir para defender a Câmara.
Agradeço não ter feito qualquer demagogia em resposta àquilo que foi claramente a minha, e por isso aqui ficam as minhas desculpas. Eu até poderia prometer mudar de atitude mas... não consigo. É que lamento mesmo ter ajudado a estragar aquele clima tão saudável de suposta impunidade da Câmara em relação à matéria, mas que hei-de fazer? Sou inoportuno!

Também é certo que, e devo mencioná-lo, a referência que fez aos cargos e às nomeações políticas foi um pouco "baixa", mas usando as suas palavras vou considerar que foi “um momento menos feliz”, e deixe lá... também ninguém repara nisso.

E, final feliz, fiquei muito contente com a afirmação convicta de António Paiva, de que está para defender os interesses de Tomar e que se for preciso vai à luta, mas que é preciso é dar tempo para que as coisas aconteçam! Só que eu, que não sou tão inteligente como Miguel Relvas diz, não sei bem o tempo destas coisas... Paiva e o PSD estão na Câmara desde 97, o Plano Funcional do Centro Hospitalar é de 98, nós estamos em 2007... Será que falta muito?!

O estudo é que diz!

O início do ano começou bem para Tomar. Os atentos terão reparado que um estudo do jornal Expresso nos elevou à décima segunda cidade do país em qualidade de vida, e nós que disso só sabemos a parte de cá vivermos, ficamos naturalmente contentes por nos ser atribuída tamanha distinção, e envergonhados por andarmos sempre a criticar negativamente.
Sim, rebentaram foguetes e ares de júbilo, e dos lados da Câmara veio uma espécie de “vêm, eu bem dizia…”.
Nós, cada um à sua maneira, regozijamos de tal contentamento que esquecemos o preço das casas, das taxas, dos serviços, da água; esquecemo-nos das obras mal feitas e mal planeadas, do constante estaleiro que Tomar aparenta ser como se muita coisa estivesse a ser feita, da confusão do trânsito, da falta de investimento. Eu não sei como é convosco mas eu ando inchado de orgulho, e nem percebo como é que Tomar não está pelo menos no pódio…
Bom, é natural que aqueles que olhem para estudo com olhos de análise fiquem logo baralhados com o facto de sermos décimo segundo estando quinze cidades à nossa frente, mas isso são pormenores de pouca importância. Na verdade o estudo é muito elucidativo e traz-nos novidades que nós claramente desconhecíamos, como aquela de termos acessibilidades iguais a Santarém e a Abrantes e melhores que Torres Novas! Tão enganados que andávamos... mas pronto, se o estudo diz... até porque os outros têm o quê, a auto-estrada à porta?!
Nós já sabíamos que em património estávamos melhor, sim aí não foi novidade para nós, e se temos aí umas coisas a cair, Convento de Santa Iria e outros que tais, são questões meramente passageiras que se resolvem com o tempo... a partir do momento em que estiverem no chão já ninguém se lembra disso, assim tipo, cine-esplanada.
E mesmo assim, aquele monumentozito que temos lá em cima do monte e ao qual não ligamos nenhuma está muito mal aproveitado, o que é que interessa isso do Património Mundial?! Aquilo dava ali era um bom centro comercial, com umas lojas de roupa espanhola e diversão a sério. Já viram o que seria a malta a comer uns hambúrgueres na sala do capítulo depois de umas voltas no comboio fantasma instalado em torno do Claustro de D.João II? O homem até já morreu, acham que se importa?! Aquilo com uns holofotes giratórios, muitos neons coloridos, e o jet set nacional… éramos imparáveis!
E isso das empresas e tal… essa malta de Santarém ou de Abrantes deve pensar que têm lá uma zona industrial com grandes coisas… ora, para quê? A nossa não tem lá quase nada e o Expresso diz que o nosso desenvolvimento económico é melhor! Ora embrulhem! Claro que nós também não sabíamos, andávamos mesmo equivocados acreditando que o desenvolvimento económico era um dos nossos principais problemas, mas, claro está, isso é porque somos modestos...
Já descobri também porque Tomar foi o último concelho do distrito a criar a Rede Social, e tem lógica, se, diz o estudo, nós somos os que estamos melhor a nível de equipamentos sociais – até porque, todos sabemos, o aspecto social é talvez a primeira prioridade da autarquia...
E a malta que gosta de dar umas voltas à noite? Queixam-se de quê? Tomar está muito bem! Pronto é verdade que Torres Novas tem duas discotecas que são mesmo discotecas, e mais uns bares, e Abrantes tem lá uns espaços todos modernos e onde se vêm muitos tomarenses, mas isso é porque são uns ingratos! Então se o Expresso diz que nós estamos melhor, porque havemos de ir “laurear a pevide” para outros concelhos?
E depois essa malta que sai daqui para ir às compras ou ao cinema a Torres Novas?! Mal-agradecidos! É a única explicação possível, mal agradecidos que têm prazer mórbido em gastar combustível.
Pronto, correu-nos mal o estudo na parte da governança e cidadania, mas isso é facilmente explicável, então se isto está tudo tão bom, para que é que é preciso que a Câmara governe bem ou a malta seja mais crítica e interveniente?
E o presidente António Paiva tem toda a razão “isto é um prémio para o trabalho feito por todos os tomarenses”, é sim senhor! Em especial para o que fez estudo, porque das duas uma, ou quem fez o estudo o fez sentado num gabinete em Lisboa, ou então só pode ser mesmo tomarense, mas daqueles que vivem fora...
Em todo o caso que ninguém duvide, se o estudo diz é porque é justo, somos a décima segunda cidade do país e acabou-se. E caminhamos visivelmente para ser a primeira, caminhamos é devagarinho que a malta quando chega a certo estatuto já não se quer cansar muito, ou não é verdade?

Hugo Cristóvão
Presidente do PS da décima segunda melhor cidade do país.

artigo publicado no Cidade de Tomar de ontem

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Livros com "cheirinho"...

... na Biblioteca de Tomar, ou a institucionalização da leitura de casa-de-banho, segundo nos informa O Mirante aqui

A saltar mais alto




A jovem ginasta tomarense Ana Rente foi eleita pelo jornal O Mirante personalidade do ano no desporto feminino, prémio que receberá no próximo dia 8 de Fevereiro no Centro Cultural do Cartaxo.
É mais um justo reconhecimento para alguém que depois de já ter sido campeã nacional e europeia em diferentes modalidades de trampolins, tem também já o seu lugar assegurado nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.
Parabéns! Lá estarei para aplaudir.

De mencionar que no ano transato Nuno Merino recebeu a versão masculina do mesmo prémio, e que Carlos Carvalheiro recebeu o prémio de personalidade cultural do ano. Tomar está em grande.
De referir também o mérito desta iniciativa d'O Mirante que promove assim figuras da região em diferentes áreas.

E as moscas?

O Correio da Manhã noticiava um destes dias que Moçambique vai proibir que se defeque na rua como medida para melhorar a saúde pública e principalmente a qualidade da oferta turística.
Em Tomar muito agradecemos à restauração e afins, porque senão... as moscas eram os nossos principais turistas.
... e mesmo assim...

quarta-feira, janeiro 17, 2007

QREN

Juventude é prioridade nº1 no Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007

O Primeiro-Ministro presidiu ontem na FIL à apresentação do Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007-2013 (QREN), que prevê um investimento global de 44,7 mil milhões de euros, sendo 21,5 provenientes dos fundos da União Europeia, e o restante do Estado e de privados portugueses.


Segundo as suas palavras, a 1ª Prioridade passa por "preparar os jovens para o futuro e modernizar o nosso ensino".
Das 10 prioridades elencadas pelo Primeiro-Ministro, a juventude surge como prioridade, nomeadamente ao nível da reforma da educação e da aposta na formação profissional dos jovens, possibilitando que 'metade dos jovens tenham a oportunidade de frequentar um curso profissionalizante ou tecnológico'.
"As vias profissionalizantes são um bom instrumento de combate ao abandono escolar e ao desemprego juvenil. Porque os jovens ganham preparação para trabalhar mas também para continuarem a estudar. Porque a diversificação das ofertas de formação é a única forma de lidar com a diversidade dos grupos juvenis", referiu José Sócrates.
"A requalificação do nosso parque escolar" também foi apontada como uma das prioridades.
O discurso do Primeiro-Ministro.
Tudo sobre o QREN em www.qren.pt

terça-feira, janeiro 16, 2007

Contentores preservados


Esta é a Travessa de São João nas traseiras da Igreja com o mesmo nome unindo a rua também com essa denominação e a Corredoura (Rua Serpa Pinto) bem próximo do Café Paraíso. Ou seja, bem no coração do centro histórico (cidade velha, como eu gosto).
Esta ruela tem o aspecto que todos lhe conhecemos há imensos anos, sendo caso para perguntar se estes contentores estarão classificados como património.

É que apesar de sabermos que esta situação existe em nome da concentração - a concentração de moscas, a concentração de cheiro, a concentração da malta para a 'mijinha', a concentração de material combustível bem ao lado de um edifício que mais parece um barril de pólvora e que já por várias vezes pegou fogo (os contentores entenda-se), até porque há por ali uma malta à noite que, não sei se para se aquecer se para disfarçar o cheiro, queima ali uns "incensos" - perguntamos: é isto que queremos mostrar como cartão de visita? Quer dizer, mais um destes?

E eu se não soubesse mais, mais perguntaria: o senhor Presidente da Câmara, que como eu gosta de andar a pé e portanto fará este percurso todos os dias, nunca viu? Será que em nove anos ainda não foi possível descobrir uma solução?

Marketing 'à la mode'

Os jornais distritais desta semana foram inundados com uma nota de imprensa da autarquia tomarense a dizer exactamente que "a câmara de Tomar quer shopping no centro histórico", ainda por cima para "impedir despovoamento".
Não só não sabia que a Câmara de Tomar já havia decidido isso, o que em todo o caso já não surpreende que se anuncie coisas que não foram ainda discutidas ou que não venham sequer a acontecer, mas confesso no entanto que não percebi o propósito da dita nota.

Será que é para mandar mensagem a alguém?

Governar

"É contra o 'desenrasque como sistema' que vão as reformas do Governo Sócrates"
José Gil, no seu ensaio "Mudanças" na última página da Visão de 11 do corrente. Deve ser lido.

domingo, janeiro 14, 2007

Novidades de 2007 II

Outra das novidades que nos trouxeram os jornais desta semana foi, ao fim de ano e meio, o meu homólogo do PSD, o presidente da concelhia Luís Vicente, ter dado sinais de vida para nos vir dizer que a não recandidatura o Presidente de Câmara "pode ter sido apenas um desabafo"! Ufa!, Estamos muito mais aliviados! É que ninguém deseja que isso aconteça...

E lá pelo meio diz mais umas coisas interessantes sobre António Paiva como "a competência tem sido comprovada, assim como a capacidade." - Palmas!
e segue: "Não houve nenhum presidente de câmara que realizasse obra semelhante." - Ovação em pé!
e conclui: "Penso que não se pode exigir mais ao presidente de câmara." - pois, nem ao presidente do partido...

Novidades de 2007

Ora, eu bem dizia que 2007 seria ano para começar a mexer.

Pois aí está a Sílvia Serraventoso a regressar aos artigos no jornal, aproveitando a noite de cantar de reis como mote para a crónica. De facto a noite embora fria foi engraçada, e até o Presidente deu cinco minutos da sua graça.

Mas voltando ao artigo da Sílvia, fico feliz em saber que já concorda comigo ao afirmar que a culpa do que quer que seja não é só dos políticos, ao contrário duma saudável discussão que em tempos tivémos num programa da rádio Hertz, quando agora diz "graças à fraca capacidade de discernimentos e baixo grau de exigência da maioria da população que acaba por ter de viver com o que escolheu, lamentado-se só entre amigos."

Confesso que não percebi a do "brincar aos políticos", e também não sei se a Silvia já considera ou não que também faz política. Espero que sim.

Totói


Merecida homenagem promovida pelos Kromus da Bola recebeu este sábado esta figura grande do desporto em Tomar, fosse como jogador do União de Tomar nos tempos em que este esteve na primeira divisão, seja como treinador, seja como impulsionador dos mais jovens para a prática desportiva.

Um Homem Grande que no dia a dia presta exemplo.
foto do Tomaronline

sábado, janeiro 13, 2007

Hipocrisia ou Liberdade, a consciência da escolha

A nossa sociedade é baseada em alguns pilares essenciais, e nem todos eles bons. Um deles, e dos mais preponderantes, é a Hipocrisia.
Ser hipócrita é ser falso, dissimulado, defender uma coisa e praticar outra, ter um desmedido e despropositado interesse nas aparências, mas ser diferente na realidade.
Assim é também o problema do aborto.
Algo é absolutamente certo e todos o sabemos, o aborto existe e vai continuar a existir, seja qual for o resultado do referendo do dia 11 de Fevereiro.
Por isso, aquilo que em Consciência cada um de nós deve decidir, é se acha que como dizem alguns, a Lei não deve ser mudada mesmo que depois não seja cumprida, “ninguém quer prender mulheres mas o aborto não pode acontecer”, ou se, por outro lado, as Leis devem corresponder à realidade e ao melhor interesse da sociedade.
E o que corresponde ao melhor interesse, que mulheres continuem a fazer abortos em “vãos de escada” pondo em risco a sua vida? Que só as com mais dinheiro vão a Espanha, ou melhor ainda a Inglaterra, onde a Lei é diferente e o podem fazer em segurança, criando assim uma Desigualdade e Injustiça Social, onde quem tem dinheiro pode fugir à Lei, além de ter melhores cuidados de saúde?
Esse não é o país que defendo, esse não é o país que quero acreditar que somos.
Acredito sim num país mais Justo, mais Equilibrado, mais Progressista, mais Desenvolvido, onde todos são tratados de igual perante a Lei, e onde a Liberdade Individual de escolha é um direito valorizado.
E esse é um país que a todos nos compete ajudar a construir, o que se pode fazer com pequenos gestos de Cidadania e Participação, como não ficar em casa no dia 11 de Fevereiro.
É preciso que se entenda, que esta é também uma questão de saúde pública, e que votar SIM no referendo é também querer acabar com as mulheres que sofrem problemas graves, ou mesmo morrem, depois de abortos mal feitos, e na maioria das vezes escondidos.
Votar SIM, não é como se diz demagogicamente, abrir caminho à libertinagem, ou ser contrário aos valores da vida, pelo contrário, é defender uma vida com valores e condições mínimas como o nascermos para um mundo que nos deseja e tem condições para nos acolher. Dizer SIM à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) até às dez semanas não é em todo o caso abrir caminho a tudo, continuarão a existir regras rigorosas, que vão desde o profissionalismo e Ética deontológica dos médicos, à consciência da mãe que por difíceis circunstâncias se vê obrigada a abortar.
E reflicta comigo, não conhece nenhuma mulher que tivesse já abortado? Não conhece ou não ouviu falar em ninguém que fizesse uns “desmanchos”? Acha que isso vai acabar? E acha que essa é a melhor forma, ou que as coisas devem ser feitas às claras e com condições de segurança e saúde?
Que sociedade, que país prefere? O que esconde os seus problemas, ou o que os enfrenta e os tenta resolver?
Esta decisão compete-nos a todos, e por isso dia 11 de Fevereiro, eu vou dizer SIM.
E você, fica em casa?

artigo publicado no jornal Cidade de Tomar de 12 de Janeiro

quinta-feira, janeiro 11, 2007

O cartoon de Rui Pimentel na Visão de hoje

Juventude*

Esteve muito bem o programa Prós&Contras de ontem, com o debate em torno do estado da Juventude. Um excelente exemplo por parte de um programa de informação do canal público de televisão, que deveria ser seguido mais vezes pela comunicação social.
A juventude é um tema abrangente e fulcral para o progresso e desenvolvimento do país, mas raras vezes é prioritário na nossa sociedade, e mais raras ainda debatido seriamente.
Excelente exemplo também a postura dos jovens em sala, bem diferente de outros públicos bem mais "séniores" de outras vezes.

Por lá disseram-se algumas frases interessantes que vale a pena registar.

"Mais que o petróleo, mais que a água, o tempo é escasso"
jovem empresário interveniente no programa

"Os jovens hoje praticam uma cultura de celebração ao invés de constestação."
"Sam the Kid"

"Há milhares de jovens de hoje em dia que manifestam a suas opiniões em blogues."
João Almeida

"A juventude constrói-se a partir da infância."
Daniel Sampaio

"Esta é a geração melhor preparada de sempre."
Pedro Nuno Santos

"Sim, é verdade"
José Barata Moura

E às duas últimas eu acrescento aquela frase minha e tão popular em certo círculo: "Já digo isso há um ano!"

* este post foi escrito terça-feira passada e por lapso não foi publicado

segunda-feira, janeiro 08, 2007

desporto e assim-a-assim

Finalmente, e confesso que foi a custo, lá consegui ler as cinco páginas da entrevista de António Paiva ao suplemento desportivo do Templário, e à qual dois ou três comentários se impõem.

Por exemplo, à pergunta "Qual é na sua opinião, o melhor exemplo de política desportiva?" Paiva responde: "É o nosso. Podem dizer que Rio Maior também tem um projecto de desenvolvimento desportivo, mas o que devemos comparar é a quantidade de jovens que praticam desporto."
... e fazendo grande esforço para segurar a gargalhada, temos que desculpar esta afirmação ao senhor Presidente, que naturalmente não tem tempo para visitar o que existe em Rio Maior "Cidade do Desporto", que está anos luz à frente de Tomar. Mas pronto, uma viagem à zona desportiva de Abrantes não lhe ficava mal, talvez já aí percebesse algumas diferenças.
Bom, e já agora, que até fica a caminho do aeroporto, que tal comparar o pavilhão multiusos de Torres Novas (Palácio dos Desportos) com o atarracado pavilhão à beira do Nabão? Mas comparar a sério: qualidade, usabilidade, acessibilidades, versatilidade, valências, custos iniciais e de manutenção, e por aí fora...

Depois diz-nos sobre o pavilhão e a actual localização ao invés de outra que "No dia em que o tivéssemos feito diriam que abandonámos o centro histórico da cidade e que as pessoas entram e saem e não fazem compras na cidade. A maioria das pessoas que utilizam o Estádio Municipal vive na zona urbana ou perto dela. Se este tivesse nas Avessadas como é que as pessoas que moram no centro histórico iam para lá?"

Ora pois... certo... então, como é que as pessoas vão para as piscinas? Vão lá poucas então, como é longe...
E as compras e os restaurantes e tal... há números disso? Quantas pessoas depois do... hum, sei lá o que aconteça de evento no pavilhão, vão às compras depois?
Aliás, é ver por aí os comerciantes doidos de contentamento...
Além de que isso é muito coerente com o fecho do parque de campismo não é? É que os campistas não, esses não íam às compras nem aos restaurantes.
E quanto à utilização do pavilhão, o que é que aconte mesmo por lá? É que das vezes que lá vou, o que vejo são carrinhas a transportar pessoas para lá. Ora... para isso parece-me, posso estar enganado mas, não sei, parece-me, que se fosse para as Avessadas era melhor... não?

Bom, há uma série de outras coisas que merecem crítica (relembro que crítica tanto pode ser negativa como positiva) e reflexão no monólogo de Paiva, e não posso esquecer a ideia que se quer transmitir que quase parece que só há desporto a sério depois da sua eleição, o que naturalmente não corresponde à realidade. Há muito que se praticava desporto acima da média dos concelhos há volta, e há muito que Tomar formava campeões em várias áreas. É que estou quase a ouvir António Paiva a dizer que ele é que treinou o Nuno Merino!

O Presidente diz que Tomar tem política desportiva, eu como outros, acho que não tem. Tomar tem bons técnicos na autarquia, tem boas associações que fazem valoroso trabalho e a este nível tem boa dimensão, e tem experiência e saber acumulado. Mas não tem política desportiva, como não tem outras.
Fazer boa política de algo, como neste caso para o desporto, é definir objectivos, prioridades, planear estrategicamente, avaliar, enquadrar tudo o que se faz duma forma coerente e que crie dinâmica de crescimento e evolução. E essa política, essa estratégia tem de ser assumida e partilhada pelos vários agentes.

É isso que temos em Tomar? Fazem os vários agentes parte de um todo com vista a um conjunto de objectivos definidos para o concelho? E na evolução, quando comparamos com os concelhos vizinhos, tendo em atenção o ponto de partida e aquele em que nos encontramos, estamos a ganhar ou a perder?

Era tudo isto e mais que importava reflectir e debater, mas até o Expresso diz que Tomar, na "Governança e Cidadania", não é lá grande coisa.
Ora grande descoberta para uma terra onde alguns até sem programa eleitoral ganham eleições.

domingo, janeiro 07, 2007

A vida, uma vez mais.

O trágico e inesperado falecimento do Hugo Filipe (33 anos), mecânico da equipa tomarense do Dakar, mais uma vez prova como a vida é tão frágil e como tantas vezes lhe não damos valor ao a desperdiçamos com coisas sem qualquer jeito, em vez de a realmente vivermos.
Esperemos pelo menos que a equipa vá o mais longe possível, e assim leve também o trabalho do Hugo.

A equipa, fotos, o diário da corrida, e mais em www.templasport.com



sexta-feira, janeiro 05, 2007

Democracia a cronómetro

Efectivamente, dois minutos e meio de tempo de debate para cada petição levada à Assembleia da República parece (para não dizer é) de facto "brincar à democracia", especialmente sabendo que aquelas, como qualquer outra, representam pelo menos quatro mil portugueses.
Esteve mal hoje a Assembleia, e não é certamente com exemplos destes que se melhora a imagem dos políticos e se estimula a muito necessária participação, real, dos cidadãos.
É que por momentos breves dei por mim a concordar com o Manuel Monteiro!
"Se uma imagem vale por mil palavras, e a palavra é uma arma, uma imagem vale por mil armas?"
comentário anónimo no "condado do flecheiro"

Gostei.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Esse grande e díspar Ribatejo...

O Mirante de hoje, noticia o facto de na Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo - o sul do distrito - as cartas educativas dos 11 munícipios que a integram estarem já homolgadas pelo Ministério da Educação, o que faz desta região a primeira a nível nacional.
Na mesma notícia, ficamos a saber que no Médio Tejo (sedeado em Tomar) apenas 3 de 11(Barquinha, Constância e Torres Novas) têm a situação regularizada.
O Presidente desta Comunidade Urbana e da Câmara de Tomar, António Paiva, desvaloriza o assunto apontando para outras prioridades.

Algo de novo?

Ano novo, notícias velhas 2

Andei um pouco alheado, mas esta notícia não pode passar sem uma referência.
O Cidade de Tomar de 22 de Dezembro relata-nos pertinente o caso dos jovens do Centro Profissional de Santarém que ao saberem que a Câmara de Tomar cortou a ração à Associação Protectora de Animais de Tomar, organizaram uma campanha para angariar géneros.

"Chapada de luva branca", ou pura indeferença de quem manda na autarquia nabantina?

Ano novo, notícias velhas

A condenação à morte de Saddam é já de si também ela absolutamente condenável, ou não fosse eu convictamente contra a pena de morte, mas acho que o espectáculo que as televisões portuguesas fizeram com as imagens da execução é ainda mais.
Será que se aceita que um director de programas ache normal colocar num telejornal um sujeito a ser enforcado? Será por ser um bom tópico para a conversa de família ao jantar?

Era de supor alguma diferença entre o Iraque e Portugal, mas às vezes...