sábado, dezembro 30, 2006
MMVI...MMVII
Por estas alturas é normal fazerem-se balanços e formularem-se desejos, como se por um qualquer motivo mágico, mudasse alguma coisa do dia 31 de Dezembro para o 1 de Janeiro.
Eu, não só sou pouco dado a desejos, como não acredito nestas invenções que o ser humano criou como desculpas para momentos de festa. Natal, passagem de ano, carnaval, páscoa, dias de um ou de todos os santos, ou mesmo das bruxas, da árvore do cão da minhoca... Todos e outros têm para mim pouco mais significado do que aquilo que no fundo todos eles valem: momentos de encontro e convívio entre as pessoas, momentos de diversão, de abstracção da realidade, de fuga à rotina. O Homem parece que não consegue fazer isso se não tiver uma justificação para tal, e vai inventando novos pretextos para o mesmo fim de sempre de acordo com o evoluir dos tempos. Por isso temos já lojas a vender bolos de divórcio, e no mundo ocidental cada vez mais se dá importância a uma coisa estranha chamada pedagogia do ócio.
Também é verdade que talvez esta análise comece a estar desactualizada. Com o andamento que levam as novas gerações, talvez cheguemos ao tempo em que a maioria das pessoas (que já assim são uma minoria) precise de encontrar alguns momentos de fuga da abstracção, para viver por instantes a realidade.
Mas filosofias à parte, a parte do balanço não deixa de ser um bom exercício, até porque cada um de nós deve encontrar momentos de avaliação e autoavaliação, e este é um bom momento.
2006 foi para mim um ano curto e corrido, com poucos ensejos do tal ócio, ou sequer dos meus hobbies para a tal evasão à realidade, como este, a escrita. Pouco cinema, pouca leitura, poucas viagens realmente viagens, e é possível viajar sem sair do lugar.
E se falasse de exercício, de contacto com a natureza, de vida saudável... seria ainda pior.
2007 portanto espero que seja o contrário disto. Em 2007, se a vida não me fugir, deixarei o mundo dos jovens, pois parece que é isso que está estipulado que aconteça quando completamos trinta circundações solares. 2007, dizem-me os astros, será então ano de mudanças e novidades.
Assim se verá, venha ele.
BOAS ENTRADAS E UM 2007 CHEIO DE SUCESSOS
Ano novo, dietas antigas
Não é necessário ser nenhum génio para calcular que, se o ser humano beber um copo de água gelada (200ml ou 200g), aproximadamente a 0°C, necessita de 200 calorias para aquecer em 1°C esta água. Para haver o equilíbrio térmico com a temperatura corporal, são necessárias então aproximadamente 7.400 calorias para que estes 200g de água alcancem os 37° C da temperatura corporal (200 g X 37°C).
E, para manter esta temperatura, o corpo usa a única fonte de energia disponível: a gordura corporal. Ou seja, ele precisa queimar gorduras para manter a temperatura corporal estável. A termodinâmica não nos deixa mentir sobre esta dedução. Assim, se uma pessoa beber um copo grande (aproximadamente 400 ml, à temperatura de 0°C) de cerveja, ela perde aproximadamente 14.800 calorias (400g x 37°C). Agora, não vamos esquecer de descontar as calorias da cerveja, aproximadamente 800 calorias para 400g.
Concluindo, tem-se que uma pessoa perde aproximadamente 14.000 calorias com a ingestão de um copo de cerveja gelado. Obviamente quanto mais gelada for a cerveja , maior será a perda destas calorias. Como deve estar claro a todos, isto é muito mais efectivo do que, por exemplo, andar de bicicleta ou correr, nos quais são queimadas apenas 1.000 calorias por hora.
Amigos, emagrecer é muito simples, basta beber cerveja bem gelada e em grandes quantidades, e deixarmos a termodinâmica cuidar do resto.
Conveniente contribuição do Rui Domingos, "sempre alerta para servir."
sábado, dezembro 23, 2006
o mel das abelhas da Quinta

Nem mais!
*post surripado ao Portal do Claúdio
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Maravilhas da capital
E como nos dá a perceber isso até nos mais pequenos pormenores.
Hoje, num centro comercial de Lisboa, e que nem é dos maiores, havia uma fila de mais de cinco metros para a casa de banho das senhoras, a ponto de nos perguntarmos (as senhoras, claro) se não se justificaria uma senha de chegada, e um placar com o tempo provável de espera.
Nós, gentes simples da província, temos de nos curvar perante tanta magnitude.
*entre a escrita e a publicação deste post decorreu um dia, por problemas no blogger
encontros imediatos de qualquer grau
Depois em História da Arte estudei-as, mas não acreditei nelas;
Mais tarde vi algumas no Museu Britânico de Londres, e também no Louvre em Paris, mas não me convenceram;
Ontem, enquanto jantava, estava por lá também a Lili Caneças, e finalmente enxerguei o que é uma múmia.
Só não percebo como tal obra antiga e tão restaurada, não entrou na competição das sete maravilhas de Portugal. Não há critérios.
*entre a escrita e a publicação deste post decorreu um dia, por problemas no blogger
domingo, dezembro 17, 2006
100 anos

Um vulto maior da música e da cultura portuguesa, figura de excepção pela sua vida e obra, perseguido e preso pelo regime, e exilado em Paris por algum tempo, o que lhe valeu dificuldades de várias ordens na sua vida profissional e artística.
Falecido a 24 de Novembro de 1994, nasceu em Tomar há cem anos atrás no dia de hoje.
Vida, obra, comemorações do centenário e muito mais, aqui: www.lopes-graca.com
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Ruínas - turismo para o século XXI
Pede-se desculpa pela imagem de má qualidade tirada por um telemóvel que por ser bom telefone, tira péssimas fotografias, que de forma alguma fazem juz à realidade.sábado, dezembro 09, 2006
As 7 maravilhas
De maneira que, tendo já a Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, confessado que para ela o melhor é o Convento de Cristo, fica-nos mal se não começarmos já a votar.
Os 21 nomeados, as votações, e mais infomações, aqui.
"A curva"
Mais de 1 milhão já o terão visto. Prodígios da internet.
Não quero estragar o encanto, mas é apenas mesmo um filme.
Deportar portugueses
Vale a pena ver.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Opinião e Responsabilidade vs Insinuação e Cobardia
Hoje, publiquei um comentário no blogue da moda cá em Tomar, o condado do flecheiro, e que entretanto achei que aqui devia replicar...
.... mais um vez nesta matéria.
"De facto, por mais que tente, não consigo simplesmente ignorar-vos.
Nada tenho a esconder, a minha vida é pública quanto baste e muito mais que muitos, e não aceito que me tentem arrastar para a vossa chafúrdia com insinuações medíocres.
Até porque, a dimensão dos ataques tíbios com que me (e a outros) tentam atingir, será sempre proporcional à extensão da vossa anónima cobardia.
Sou Professor desde 1999, excluíndo já o ano de estágio, e outras experiências de ensino.
Sou Professor do Quadro de Zona Pedagógica de Lisboa, desde 2002, actualmente colocado na Escola Secundária Passos Manuel, em Lisboa (ainda que em comissão de serviço noutras funções).
Se entrei para o quadro, foi porque sou Licenciado, Profissionalizado, e tive classificação de curso para tal, naquele que é provavelmente, por ser o mais mediático, o concurso mais vigiado, controlado e transparente, o Concurso Nacional de Professores.
Enquanto profissional, nunca tive qualquer falta injustificada, nunca tive um dia de baixa, nunca faltei para fazer "formações de crochet", e até hoje fiz um dia de greve.
Deixei amigos em todas as escolas, especialmente entre os alunos, e em todas as escolas dei mais do que o que me foi pedido, participando e sendo solicitado para actividades e projectos extra-curriculares, também aqui muitas vezes, a pedido dos próprios alunos, que são para mim quem mais conta.
Nunca em qualquer dos locais onde já trabalhei, escola e outros, o meu trabalho ou a minha postura foi posta em causa, pelo contrário.
Seria bom se alguns dos que aqui ou por aí se escondem no anonimato, pudessem dizer o mesmo.
Se se deixassem de criancices e mesquinhices, e soubessem assumir as vossas opiniões e serem claros quando e se alguém se pretende acusar, saberiam talvez o que é o real uso da Cidadania, conheceriam o verdadeiro gosto da Democracia e da Liberdade.
Infelizmente, por maldade ou cobardia, ou porque esses sejam valores que a alguns não agradam, são poucos os que nestes espaços se movimentam, que embora os usem no discurso, os apliquem na realidade.
Hugo Cristóvão
Cidadão Livre, mas de Causas e Opinião assumida. "
segunda-feira, dezembro 04, 2006
à porta, ao domicílio, à paciência...
Será que não se organizam a ponto de não passarem várias pessoas pela mesma casa, ou será alguma técnica de vendas esquisita?
De qualquer forma, eu não tenho sequer telefone em casa!
Já me chegam os três telemóveis que, podendo eu, não teria nenhum.
De qualquer forma, longe vão os tempos em que, estando mais por casa, e durante o dia, cá vinham os mormons, e as jeovás, e os escuteiros a vender não sei o quê, mais uns miúdos e uns livros para o Natal, e uma toxicodependente aqui da zona a perguntar se a senhora da casa lhe podia dar alguma coisa para comer usando da sempre igual frase que decorara, e o vendedor de aspiradores, e mais não sei quantas companhias de telefone, e mais isto e mais aquilo...
Viver num rés-do-chão é obra!
Agora é verdade que, por chegar sempre por estas, ou mais altas horas, me livro de tudo isso mas...
não é que tenho saudades das velhotas a tentar explicar-me que o reino dos céus vem aí, e que a perdição do Homem já começou!

