quinta-feira, novembro 24, 2005

Pertinente

Se o porco tem 4 pernas... de onde virá o fiambre da perna extra?!...

Pergunta simples...

Qual destas aves é a fêmea?
contribuição do Pedro Antunes

Uma história de espírito natalício

A História do Anjinho da �rvore de Natal!

Há muitos anos véspera de Natal, o Pai Natal estava muito aflito porque ainda não tinha embrulhado as prendas todas, tinha uma rena coxa e outra constipada.
Desesperado foi beber um copo, chega à adega e não havia nada. Voltou à cozinha para comer alguma coisa e os ratos tinham comido tudo. Como se tudo isto não bastasse, a mulher avisa-o que a sogra ia passar o Natal lá a casa. O Pai Natal passou-se!
No meio do desespero, tocam-lhe à porta. Com a pressa de abrir a porta, tropeça, bate com a cabeça numa esquina da mesa e começa a sangrar abundantemente. Já verde de raiva, abre a porta e dá de caras um Anjinho dizendo com uma voz angelical:
- Olá Pai Natal! Boas Festas! Venho visitar-te nesta quadra tão feliz, cheia de paz e amor. Trago-te aqui esta �rvore de Natal. Onde é que queres que a meta?
Foi a partir daí que todas as �rvores de Natal passaram a ter um Anjinho no topo ...
contribuição da Dina Lopes

Imagem explosiva

Tem tudo para ser uma imagem "politicamente incorrecta", mas que fazer, gostamos de rir da desgraça alheia.

quinta-feira, novembro 17, 2005

domingo, novembro 13, 2005

ANIVERS�RIO
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui --- ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça,com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado---,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

�lvaro de Campos, 15-10-1929

É, parece que hoje neste domingo cinzento e com ameaças de chuva, envelheci mais um ano.
É a vida...

terça-feira, novembro 08, 2005

"Se queres que te compreendam bem, mantem-te assim calado"
citação dum Aníbal que conheço e não é esse, mas podia ser...

Assim vai...

A infanta Leonor já nasceu, já mostrou cara, já é famosa.
Ser famoso é uma profissão, ser político não.
Alguns famosos como o Marco Paulo foram à missa a Fátima. Acho que o Abrunhosa não foi porque diz que está aqui, mas devia de ir, que lá é que cantam bem.
Quem canta de galo é o Braga, já o Sporting habilita-se a recuperar a tradição de não cantar os reis.
Já não tem reis, mas tem rainhas do Carnaval, o Brasil, onde os portugueses estão em força a comprar casas. É a crise.
No Brasil ardem os bolsos de suborno e qualquer dia o Lula, em França ardem carros e qualquer dia o Chirac.
Lá pela França é obrigatório recolher, mas as galinhas mesmo com gripe ainda escapam, já não vão é ao mercado.
Na Serra da Estrela não há mercado, e galinhas só às vezes, mas já há neve.
1ª Companhia é que já não há - e é uma pena, não das aves, mas das outras, penas de penar. E agora, com que penas se deitam os portugueses sem a companhia da 1ª?, é esperar pela 2ª!
Santa TVI que não nos faltes, e dai-nos sempre a maravilha do teu entretenimento, mesmo se virares espanhola.
Não é espanhol mas quase, Saramago tem livro novo de morte intremitente.
Livro novo tem Baía e nada de Selecção.
E com esta selecção pequena, assim vai, grande Portugal e o Mundo assim-assim.

sexta-feira, novembro 04, 2005

"Não somos uma sociedade de informação, porque não somos uma sociedade de informados."
José Saramago, SIC Notícias, 3.11.05